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ICED EARTH – FRAMING ARMAGEDDON - Steamhammer – Importado - Nota: 9,0

Nono álbum da banda americana Iced Earth, que dispensa apresentações pois está na ativa desde 1990.
Framing Armageddon (Something The Wicked – Part I), lançado oficialmente em setembro, é um álbum conceitual que continua a história iniciada em seu CD de 1998, “Something Wicked This Way Comes". Provavelmente a parte II será lançada em fevereiro de 2008, mas nada oficialmente.
O disco conta a história dos Setians, que foram os habitantes originais da Terra e são descendentes diretos do Great Architect. Os humanos são seres espaciais que invadem a Terra e acabam com os Setians sobrando apenas 10 mil que se escondem nas montanhas do leste. Formam a Alta Assembléia que consiste em doze Elders e um High Priest. Eles fazem um plano de vingança contra os humanos, que consiste em uma lavagem cerebral, fazendo-os esquecer as suas origens, e depois, manipulam a sua história com a criação de religiões para dividir os humanos. Isto culminará com destruição da raça humana, através de Set Abominae, o anticristo. Framing Armageddon conta os eventos antes do nascimento de Set Abominae.
Tim Owens está cantando pacas, as músicas são bem trabalhadas e com altos riffs, produção de primeira. Ainda há comparações de como seriam estas músicas na voz de Matt Barlow e coisa e tal, que são normalmente inerentes aos fãs da banda. Músicas como “A Charge To Keep” (essa arrepiou! grande interpretação de Tim), “Ten Thousand Strong”, “The Clouding” ou “Framing Armageddon” são de primeira linha, é ouvir e conferir.

(Bob Riot)

Site:
www.icedearth.com

 

SCELERATA – DARKNESS AND LIGHT – Voice Music - Nacional - Nota: 9,0

Banda de Melodic Metal originária de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Apareceu no cenário em 2003/2004 abrindo shows do Shaman e Angra, além de alguns shows do Edguy e Deep Purple no Brasil.
O Scelerata é um daqueles grupos que nasce parecendo “gente grande”. O disco produzido pelo grupo tem a co-produção de Thiago Bianchi (Karma/Vox) e teve sua masterização finalizada por Dennis Ward (Angra, Pink Cream 69, Place Vendome, etc) na Alemanha.
O disco terá distribuição em toda Ásia, incluindo Japão, China, Coréia e Taiwan, através da Spiritual Beast, Chile através da Koventry Records e em toda Europa, Austrália, Estados Unidos e Canadá pela MTM/SPV.
O álbum conta com a participação, além de Bianchi, de Edu Falaschi (Angra) e Renato Borghetti (Borghettinho) e já tem agendado vários shows fora do país, incluindo Europa ao lado de bandas como Lizzy Borden e Wasp, e festivais como Bloodstock festival na Inglaterra junto de Primal Fear e My Dying Bridge e Desert Rock Festival em Dubai, na Arábia Saudita junto do Megadeth. Nada mal não?!
“Darkness And Light” inclue também um vídeo da música “Eminence”, mostrando que a produção não poupou esforços para que o grupo mostra-se todo o seu potencial, e, que inclusive ganhou o prêmio Galgo de Ouro, como melhor videoclipe em Gramado (RS).
O Scelerata agrega elementos de vários estilos do heavy metal e alguns ingredientes já conhecidos do metal melódico, como harmonias vocais já desenvolvidas por outros grupos do cenário, aliás, seu vocalista Carl Casagrande, está no mesmo nível de nomes já consagrados. Isto não quer dizer que o grupo é mais uma cópia ou algo assim, afinal, influências são inevitáveis, mas tem cartas na manga para se tornar uma banda top do nosso país.
“Adonai (Sacred Melodies)”, “Holy Fire”, “Land Of The Sins” e “Spell Of Time” são bons exemplos da música desenvolvida pelo Scelerata. Aguardemos o futuro para a concretização de seu nome entre os grandes representantes do metal nacional.

(Bob Riot)

Site:
www.scelerata.com

 

BEYOND FALLEN – MINDFIRE – Melissa Records - Importado - Nota: 9,0

Banda de Pennsylvania (USA) que propoe uma sonoridade que abranja um grande espectro de gêneros musicais, mas firmemente fincados nas raízes heavy metal.
Sua discografia conta com um EP Debut (2003) com 4 músicas e um CD chamado “Lost In The Shadows” (2005), ambos lançados de forma independente. Este seu terceiro trabalho, primeiro pela Melissa Records, conta com Joe Karavis (vocal), Steve Jasuilewicz (guitarra), Mike Johnson (guitarra), Chuck Danahue (baixo) e Tom Carden (bateria). No currículo, aberturas para shows do Overkill, WASP e Belladonna.
O som do Beyond Fallen parece influenciado pelas bandas alemãs, riffs fortes e refrões marcantes, simbolizados pela voz de timbre rouco de Karavis, lembrando Chris Boltendahl do Grave Digger.
“Act Of War” abre o disco, anunciando o enredo do disco, seguida de “Enemy Of An Open Mind” com bases rasgada, no melhor estilo Thrash Metal, “Closer To The End” com partes melódicas em aliada a riffs pesados, assim como em “Fields Of Honor”.
“Mindfire” e “The Dominance” apresentam boas viradas de ritmo na música, “Illusion Of Life” com ritmo meio Saxon e “Bomb Inside Your Head”, com este titulo sugestivo é pra detonar a sua cabeça, riff à lá Metal Church.
Boa banda de heavy metal, que, se conseguir uma boa distribuição e divulgação, pode conseguir muitos fãs ao redor do globo. Coisas que só a mídia pode fazer porque competência eles tem.

(Bob Riot)

Site:
www.beyondfallen.com

 

ZARPA – EL YUNQUE CONTRAL EL MARTILLO – Karthago Records - Importado - Nota: 9,0

Grupo espanhol, com 30 anos de existência, fundado pelo guitarrista Vicente Feijoó em meados de 1977, inicialmente chamando-se Wolframio, tendo mudado seu nome devido à contratação por uma gravadora.
Seu primeiro álbum, “Los 4 Jinetes Del Apocalípsis”, foi lançado em 1978 e de lá para cá várias coisas aconteceram. Seu auge foi a participação na abertura do show do Baron Rojo no dia da gravação do “Baron Al Rojo Vivo”, em 1988, sua primeira formação se separou, voltando a gravar em 1992 sem muita repercussão. Em 1999, Vicente Feijoó decide remontar o Zarpa, retornando ao mercado fonográfico em 2002, com o disco “Luchadores De La Paz”, com um estilo mais forte e atual, chamando a atenção do selo alemão Karthago Records, que lança seu álbum, Inferno de 2004, na Alemanha e distribuido por todo o mundo.
Com energia renovada, qualidade e muito mais força culminou em “El Yunque Contra El Martillo”, 15 faixas do grupo mais 3 faixas bônus ao vivo, para mostrar que o grupo continua ativo. O som do Zarpa mudou muito desde seu primeiro disco e quem os ouviu sabe o quanto.
Além de Feijoó (vocal/guitarra), fazem parte do grupo, Rafa Játiva (guitarra/backing), Vicente Romero (baixo/backing) e Bienve Godoy (bateria). Destaque para o vocal de Vicente Feijoó que tem o timbre e estilo de cantar de Graham Bonnet, é só imaginar Bonnet cantando em espanhol.
Destaques para as músicas “Sin Piedad”, “El Yunque Contra El Martillo”, “La Zarpa Y El Sable”, “Un Mundo Perfecto En Un Mundo Siniestro”, “Tercer Milenio” e “Los Defensores Del Rock” (letra que é um verdadeiro hino ao rock).
Excelente representante do rock espanhol para juntar nas fileiras do heavy metal junto o Baron Rojo e Mago de Oz entre outras. Um adendo, o rock cantado em espanhol fica tão legal quanto o cantado em inglês.

(Bob Riot)

Site:
http://zarpa-rock.webcindario.com

 

SEVENTH CALLING – MONUMENTS – Melissa Records - Importado - Nota: 9,0

Quando os guitarristas Lance C. Lange e Steve Handel pegaram seus instrumentos e aprenderam a tocar e escrever, eles tinham um visões individuais de como o heavy metal poderia ser. Tocaram em vários projetos individuais, até se conhecerem em 1989, através de um anúncio postado numa loja de discos de Sioux Falls (USA).
Em alguns anos do ano milênio eles decidiram o que é agora o Seventh Calling. Entre suas influências estão o Judas Priest, Fifth Angel, Crimson Glory, Metal Church, Iron Maiden, Dio e Fates Warning.
“Monuments”, de 2006, é seu álbum de estréia, que trás além dos guitarristas e vocalistas, Lange e Handel, Michael Poplees no baixo e Jamie Strobach na bateria.
O grupo utiliza todas as suas influências de forma a trafegar entre a técnica do metal progressivo mostrada na trilogia “The Damnation Creation” (“The Process”, “Awakening” e “Insanity”), como em músicas mais cruas e pesadas como “Dark Angel” ou “Faces Of Deception”, mostrando um lado mais sombrio.
Em “Immortality?”, um introdução mais lírica para “My Blood... Your Veins”, com riffs no melhor estilo US Metal lembrando Metal Church, na minha opinião a melhor faixa do disco.
“Monuments” não é nenhuma obra-prima, mas consegue demonstrar a energia e técnica por trás das guitarras pesadas e vocal agressivo do heavy metal, balançando ainda que inconscientemente nossas cabeças e adrenalizando nosso sangue.

(Bob Riot)


My Space:
www.myspace.com/seventhcalling

 

SYMMETRYA – ETERNAL SEARCH – Force Majeure Records - Nacional - Nota: 8,0

Nascida em Joinville (SC) em 2001, a partir de outra extinta banda chamada Madness, que existia nos anos 90, dois de seus integrantes, Milton Maia (teclado) e Jurandir Junior (vocal), decidem tocar heavy metal daí surgindo o grupo. Atualmente, fechando o time, temos, Ney Soteiro (guitarra), Alexandre Lamim (baixo) e Marcos Vinícius "Nâna" (bateria). Em 2004 mudaram o nome de Symmetry para Symmetrya, de mesmo significado pois havia outra banda de mesmo nome na Europa.
Metal melódico é a praia deste pessoal que iniciou o trabalho de “Eternal Search” em 2004, tendo concluído o mesmo em 2006. O disco tem boa produção, a cargo de Ronaldo Simolla, com co-produção do grupo e Deny Bonfante, com destaque para a linda parte gráfica.
Musicalmente, o Brasil está cheio de bons músicos e o Symmetrya não foge à regra, Junior desenvolve um bom trabalho vocal, com um timbre diferente, os solos aparecem com destaque e boas harmonias de guitarra, apesar de parecer estar faltando um som pesado nas mesmas, sem desabonar as músicas no geral. A experiência encarregará de aprimorar esta parte técnica de gravação/mixagem.
Faixas como “Lost”, “Dead Zone”, “Learn To Live” e “Eternal Search” são bons exemplos do potencial da banda. O amadurecimento musical trará bons frutos no futuro do Symmetrya.

(Bob Riot)

Site:
www.symmetrya.com

 

MIDGARD – FROM ASHES... – Force Majeure Records - Nacional - Nota: 8,0
Formada em Bauru/SP, em 1999, pelo baixista Kleber Perini que reuniu outros músicos e iniciou os ensaios da banda. Em 2000 lançam seu primeiro CD-demo chamado “Self Liberty” recebendo boas críticas. A repercussão de seu CD-demo rendeu a abertura para o show do Helloween em Catanduva em 2001 e se destacam como banda revelação em várias mídias especializadas neste mesmo ano.
No final de 2001 lançam seu segundo CD-demo, que também foi bem aceito, rendendo o título de banda revelação de 2002 pelo editor da Valhalla Metal Magazine. Mesmo com a popularidade aumentando, o Midgard (reino dos humanos na mitologia nórdica), se desmontou sobrando apenas Kleber Perini que reconstruiu o grupo com Leandro Maia (guitarra), Daniel Paes de Barros (vocal), Marcelo Ricardo (guitarra) e Marcos Figueiredo (bateria).
Com esta formação gravam “From Ashes” com produção de Alex Voorhees (Imago Mortis), que também participou do CD na música cover do Candlemass, “Solitude”. Participação de Ronaldo Simolla (ex-Delpht) dividindo os vocais com Daniel.
Heavy/doom metal, com os pés nos anos 80, sempre foi a proposta do grupo desde seu início. Isto pode ser sentido ao longo de todo o disco, mas em sintonia com o som atual, criando a marca do Midgard. “World Of Illusion”, “Light Off The Candles” e “The Dark Feeling Of Sadness” são algumas de suas boas músicas.
Para os fãs de doom metal este álbum é boa recomendação.

(Bob Riot)

Site:
www.midgardband.cjb.net

 

CAAMORA – WALK ON WATER (EP)– Metal Mind - Importado - Nota: 7,5

O Caamora é uma sociedade entre os vocalistas, Clive Nolan (Pendragon/Neo) e Agnieszka Swita em uma generosa e criativa colaboração. Como convidados estão Mark Westwood (Neo) na guitarra, John Jowitt (IQ) no baixo e Scott Higham na bateria.
Cleve e Agnieszka se conheceram em fevereiro de 2005 e começaram imediatamente a discutir a possibilidade de trabalharem juntos. Em março Agnieszka voltou para seu lar na Polônia e gravou algum material com Clive. Estas gravações seriam incluídas em um outro projeto chamado “She”. Em paralelo formaram o Caamora e lançaram um EP chamado “Closer”.
“Walk On Water” é o segundo EP lançado pela dupla e trás 4 músicas: “Walk OnWater”, “Shadows”, “I Can See Your House From Here” e “Invisible”. O Caamora caminha entre a sonoridade pop progressivo. “Walk On Water” é mais cadenciada, sendo as outras três baladas, trazendo obviamente um tom mais comercial ao grupo, com várias passagens de piano.
Difícil saber aonde o Caamora deseja chegar. Creio que o disco não agradará aos entusiastas das guitarras pesadas e não despertará suspiros dos amantes do progressivo. Excelentes vocalistas, bonitas baladas e instrumental de qualidade.

(Bob Riot)

Site:
www.caamora.net

 

ICED EARTH – OVERTURE OF THE WICKED (EP) – Steamhammer - Importado - Nota: 7,5

EP que antecede o lançamento de “Framing Armageddon” e foi lançado em junho deste ano na Europa e USA.
Contêm a música “Ten Thousand Strong” que estará no “Framing” e mais a trilogia “Something The Wicked”, (Prophecy, Birth Of The Wicked e The Coming Curse) do CD “Something Wicked This Way Comes”.
Se a intenção foi comparar as versões das músicas gravadas com o vocal de Tim Owens... vamos lá, mas não acho isto legal, pois cada fase é distinta, assim como Ripper no Judas Priest, e Tim não é tapa buraco, é um baita vocal.
A trilogia ganhou um instrumental com roupagem mais limpa, com mais qualidade de gravação, fazendo com que os instrumentos apareçam com destaque. Nesta versão, as bases da guitarra se unem ao som dos pedais duplos da bateria em alguns trechos da música, o que a torna bem diferente da versão original à primeira impressão.
A parte de piano de “The Coming Curse” original foi retirada e na versão do EP já começa com as bases de guitarra. Ficou uma lacuna já que o piano dava um clima diferente.
Overture Of The Wicked, como prenuncio de Framing Armageddon, é um bom trabalho e recomendado para os fãs do Iced Earth (sem comparações), mas que não acrescenta muito ao grupo liderado por Jon Schaffer.

(Bob Riot)

Site:
www.icedearth.com

 

 
DYING EMBRACE – CHRONIC DELUSION (EP) – Force Majeure Records - Nacional - Nota: 7,5
Em 2002, São Paulo ganhava uma nova banda de Doom Metal, formada por Paulo Biajante (vocal), Edgar Vecchi (guitarra), Luiz Oliveira (guitarra), Wagner Almeida (baixo), Romulo Barboza (teclado) e Adrian Victor (bateria).
Seu desejo é fazer um Doom Metal ao redor de todos os sentimentos humanos possíveis, enveredado pelo estilo gótico de fazer letras. Algumas influências do grupo: My Dying Bride, Anathema, Hipocrisy e Moonspell.
“Chronic Delusion” é um EP com cinco músicas, e, conforme a definição do grupo, seu trabalho instrumental assemelha-se à linha direcionada atualmente pelo Anathema, com vocal gutural em algumas partes e temas sombrios.
A proposta do grupo é claramente identificada nas faixas “Nighttime Raindrop”, “Can’t Be” com 10 minutos de música de clima pesado e melancólico, “Pain, Hope And Sands Of Time”, base pesada e teclado gótico característico, “Tragic Silence” com um pouco mais de pique no ritmo, com várias viradas rítmicas e terminando do disco com “Without”.
Bom grupo que mostra diferentes caminhos que podem ser seguidos pelo Doom Metal/Gótico nacional que ainda não teve seu despertar assegurado junto aos fãs brasileiros. Observação: até este comentário, o site oficial do grupo estava inativo, informações encontradas no site do MySpace.

(Bob Riot)

Site:
www.dyingembrace.com

 

 
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