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SEVEN WITCHES - AMPED - Regain Rec – Importado - Nota:7,5
Jack Frost segue em mais uma empreitada com o seu já conhecido Seven Witches. Este cd mostra como os demais a grande qualidade de compositor, e traz a tona o peso do metal com guitarras pesadas e riffs bem desenvolvidos e de impacto.
O lineup atual conta com Alan Tecchio - Vocals, Kevin Bolembach - Bass, Jack Frost - Guitars, Jeff Curenton – Drums.
Eu sempre gostei do mix de Jack usando o tradicional e o power metal, Amped tem certamente estes ingredientes com uma produção primorosa. A banda frequentemente é comparada ao Iced Earth, e realmente há algumas similaridades. Ambos são conduzidos por um grande guitarrista, e possuem novos vocalistas, no caso do Seven, Alan Tecchio, mas para por aí as coincidências, inclusive é importante falar que Alan deu um punch maior a banda, pois seu timbre de voz e performance causam maior impacto no trabalho da banda, dando mais vida e brilho ao som da banda. Realmente temos aqui um som tradicional clássico, com seus riffs bem metal e não em alta velocidade ou puramente técnico. E podemos perceber isto nas faixas "Sunnydale High" apresenta um riff simples bem old school, com um vocal na linha de hard rock.
Mas temos algumas novidades como o flerte com o eletrônico em Dishonor Killings, a quase prog Red e Widows and Orphans com uma pegada bem a la Iron Maiden, com direito a cavalgada e tudo, sendo uma faixa muito bacana realmente com uma levada bem legal.
Temos ainda o cover para a musica de Billy Idol, Flesh For Fantasy, que ganhou uma sonoridade interessante com muito mais peso e agressividade na dose certa tornando-se um dos pontos principais do cd.
A produção do cd é muito boa, principalmente pelo estilo Amped, como a maioria dos trabalhos de Frost é puro metal tradicional.
(Adriano Gandolfi)
Site:
www.sevenwitches.net

 

GLYDER – GLYDER - Bad Reputation Rec – Importado - Nota:4,0
Com a produção do renomadíssimo Chris Tsangarides, chega as minhas mãos o trabalho do Glyder que mostra uma banda com muita energia e vontade de realizar a coisa certa.
O instrumental segue uma linha de Heavy Metal sem muitos diferenciais e bem básicos, há algo a mais no trabalho de guitarras, que estão muito bem timbradas e o trabalho harmônico esta bem desenvolvido.
Mas isto não é tudo, quando chegamos na parte vocal o negócio empaca, pois o vocalista tem um timbre digamos, diferente e nem um pouco atraente, que gera uma sonoridade que mistura Mike Myers (Suicidal Tendencies) com Ozzy Osbourne. Falando francamente não é uma mistura de fácil digestão, pelo contrário é difícil de engolir.
Analisado este ponto, podemos sim identificar uma excelente produção do ponto de vista instrumental, que também é muito bem composto e executado, lembrando que não traz nada de novo e segue o usual apenas bem executado, mas que perde total força com um vocal que alem das características naturais, não impõe garra em sua interpretação, onde em alguns momentos parece estar lendo a letra da faixa e isso acaba por comprometer e muito o todo, deixando o trabalho bem cansativo e difícil de ouvir.
(Adriano Gandolfi)
Site:
www.glydermusic.com

 

ADAMANTRA – FOREVER - Nota:6,5
EP contendo quatro faixas que mostra um som bastante calcado no prog metal com muitas nuances de melódico, com adição de guitarras bem pesadas e riffs rápidos. Hoje temos uma enxurrada de bandas do estilo que acabaram por saturar o estilo, e talvez uma das apostas do Adamantra seja dar um gás maior na timbragem de suas guitarras, deixando-as mais pesadas e sujas, e realmente gera uma certa diferença pois o som ganha um punch muitíssimo forte, ou seja, ganha mais dinâmica e impacto.
O trabalho de teclados é muito bem desenvolvido e gera uma dinâmica bem interessante, além de alguns coros darem mais força nos refrões.
A primeira faixa mostra muita versatilidade tende grandes mudanças de andamento e melodia, culminando em um refrão forte, a faixa seguinte começa cadenciada com um tema de teclado acompanhado de guitarras bem timbradas, que atingem seu ponto alto na entrada do refrão, aqui também temos uma excelente interpretação do vocalista, mas esta faixa contem até um certo apelo melancólico. Iniciamos a terceira faixa e temos uma abertura totalmente melódica com bumbos a velocidade da luz e uma fritadeira de riffs acompanhados de um tema bem legal de teclado. Esta talvez seja o maior destaque deste ep, onde há um vocal que inicia bem soturno e explode em harmonia com um refrão muito bom e melódico. O ep é razoável seria bom ouvir mais faixas para atestar a qualidade da banda.
(Adriano Gandolfi)

 

FRAGILE HOLLOW - INSTANT PLEASURE - Tunerail Rec – Importado - Nota:6,0
Aqui temos três faixas para poder avaliar o trabalho do Fragile Hollow, e vamos analisar a cada faixa, a primeira começa com um riff simples, mas bem metal e com uma levada legal um vocal bem inserido no contexto, que tem um timbre bem colocado e dá uma boa interpretação a canção, a faixa tem um pique legal e é bem para cima com um clima metal e positivo, na seqüência temos um inicio mais cadenciado com uma levada de baixo e batera e o vocal mandando ver, novamente temos riffs simples mas bem eficiente que levam a um refrão bom mas sem nada de especial, gerando uma boa faixa, mas nada de diferente ou especial.
Para finalizar um inicio com cara de prog mas que cai em um heavy pesado, cadenciado e com guitarras marcantes, esta talvez seja a faixa mais light deste ep e até meio introspectiva e remete a alguns pontos do gothic em sua execução.
Novamente não há novidades apenas um metal bem executado bem produzido, mas três faixas é muito pouco para uma boa avaliação, a principio parece razoável.
(Adriano Gandolfi)

 

TACERE – EP - 6,0
Duas faixas para avaliar um trabalho é algo complicado demais para quem vai avaliar e para a própria banda que pode ter errado em sua seleção, mas vamos lá, o Tacere mostra um som com influências do metal melódico e do Prog com alguns toques do Gothic, até pelo tipo de vocal feminino que apresenta.
A primeira faixa deste ep mostra diferenças claras quando há o vocal masculino tendendo ao melódicoe com muito peso, e bem prog e gothic com a entrada do vocal feminino, há uma divisão bem interessante prevalecendo muito o vocal masculino nesta faixa o que dá peso e torna a faixa bem interessante, tendo como parte principal o refrão muito legal e levado pelo vocal masculino.
Na segunda faixa temos um inicio mais cadenciado e com peso aqui o vocal feminino dá o tom com muitas interferências do masculino, que em alguns momentos chega ao gutural.
O Tacere tem uma formula interessante de utilização dos vocais e confesso que isto é um ponto positivo, mas precisaria de mais faixas para uma boa avaliação.
(Adriano Gandolfi)

 

TIMELESS - DAWNING LIGHT - Independente – Importado - Nota:8,0
Lembra-se da banda Marvel? Não ? Pois é o Timeless é a nova banda do grande guitarrista português Ricardo Fernandes, que teve seu trabalho anteriormente com a produção de Markus Grosskopf do Helloween.
Dawning Light é liberada em uma edição limitada com um excelente trabalho gráfico mostrando o quão profissional é esta banda portuguesa.
A primeira faixa "Reborn Us" tem melodias fortes e excelentes arranjos, sendo que no decorrer do álbum isto se mostra continuo tornando a audição bastante agradável, além de contar com uma boa produção.
O trabalho de guitarras do álbum é muito bem construído e tem muita classe e feeling, outro destaque é o vocal de Miguel Corte, que atua de forma ponderada sabendo dosar cada momento e tendo uma participação decisiva tornando as faixas muito melódicas sem ter frescuras.
O cd é muito bem composto mas podemos claramente citar alguns destaques como "Judgement Day Light", "All The Reasons Why", "Beyond Your Time" e "Magic Inside Of You" que são faixas muito boas que trazem um Heavy metal forte e revigorado com alguns toques de Hard Rock.
Resumindo temos um trabalho bem produzido com muita qualidade grafica, Sonora e de composição tornando um trabalho a ser pesquisado, uma boa pedida e acredito que a banda possa vir a ter futuro no mercado.
(Adriano Gandolfi)

 

VIOLENT STORM – STORM WARNING - Gold Storm Rec – Importado - Nota:7,5
Violent Storm é uma banda formada pelo ex baixista de Yngwie Malmsteen/Blackmore's Night Mik Cervino, que já em War No More mostra sua competência para ter tocado ao lado de duas das maiores lendas da guitarra, com uma levada agressiva e rápida rompe direta mas com muita melodia e qualidade, que não é de se estranhar pois o álbum foi produzido por ninguém menos que K. K. Dowing.
Temos um hard bem forte e com muita pegada sendo quase um metal básico e que conta com grandes participações como K. K. Dowing, Yngwie Malmsteen e Roy Z (Halford, Bruce Dickison).
Outro ponto forte é a garra e competência de Matt Reardon, o vocalista que mata a pau cantando com muita qualidade, realmente ele faz você vibrar com o que esta ouvindo.
As faixas seguem uma linha parecida entre si e mostram um som forte como o dito inicialmente, demonstrando alguns toques individuais como o trabalho de baixo, as linhas vocais e algumas fritadeiras em solos pra lá de inspirados.
Apesar da produção de K. K. o acabamento sonoro poderia ter ficado melhor, pois a banda ganharia ainda mais brilho.
(Adriano Gandolfi)

 

SYRENS CALL - AGAINST WIND AND TIDE - Brennuz Music – Importado - Nota:6,0
O sexteto francês retorna com este trabalho que contem cinco músicas e o tempo total de 26 minutos.
Run And Fall abre os trabalhos e tem como ponto marcante o solo de guitarra com muito feeling e bem discontraído e apesar de atuar dentro do prog, mostra uma faixa bem solta e que desenrola bem sem a burocracia do gênero. Your Soul Is Mine vem na seqüência mais melancólica e sugerindo uma balada, que deixa a peteca cair. Cold Embers pode voltar a salvar a lavoura e desempatar do lado positivo, mas só la pela metade do som é que ela da uma andada, tendo novamente como parte forte o solo de guitarra que nesta é compartilhado com o de teclado, não são aulas de técnica, mas demonstram muito feeling, mas salvam apenas 50% da faixa.
Aquatic Coma é uma faixa razoável e cover de Enjoy The Silence cumpre seu papel.
Bom temos então um cd com total cara Prog que começa bem e vai ficando burocrático e pouco criativo, mas mostra que a banda tem capacidade, mas acredito que precisa arriscar mais para tentar inovar e sair da mesmice do estilo.
Vamos acompanhar da próxima vez.
(Adriano Gandolfi)

 

DOL-AMMAD - OCEAN DYNAMICS - Electronic Art Metal Rec – Importado - Nota:5,0
Insanidade total é o unico adjetivo que encontro para qualificar este trabalho do tecladista. Este é o segundo trabalho que é uma viagem aos mistérios inexplorados dos mares, com uma arte gráfica de primeira e um encarte de alta qualidade com trabalhos do artista australiano Andrew Ostin.
O disco também tem a participação de alguns músicos já conhecidos como D C Cooper, e traz um trabalho diferente com um coro, uma tecladeira infernal aliada a uma dose de peso, criando um caos em alguns momentos.
A primeira faixa é pura viagem lembrando trilha sonora de filme, a segunda inicia com uma pancadaria total, chegando a ter alguns blastbeats e caindo em uma cadencia acompanhada de um coro, o som em alguns momentos lembra Therion, mas sem a competência do mesmo, o trabalho de teclado é interessante mas falta algo.
Este não é um trabalho de fácil assimilação, talvez a referência realmente seja o Therion, mas há um universo de espaço entre a qualidade das composições de Dol-Ammad e o Therion.
Bom se você gosta de inovar esta é uma pedida.
(Adriano Gandolfi)
Site:
www.dolammad.com

 

CHAOSFEAR – ONE STEP BEHIND ANGER - Independente - Nacional - Nota: 9,0
Esta banda de Thrash Metal com mais de sete anos de estrada, algumas mudanças de nome e muitas reviravoltas em sua formação, lança seu primeiro CD de forma independente que foi considerado um dos melhores de 2006 pela revista canadense BW&BK.
O Chaosfear já estréia em CD detonando literalmente. Com um som super pesado que os coloca entre os grandes nomes do Thrash Metal nacional. Formado atualmente por Fernando Boccomino (vocal/guitarra), Anderson de França (baixo) e Danilo de Freitas (bateria) esta banda paulistana ainda vai dar muito que falar.
A arte gráfica do álbum também é muito boa considerando-se o CD independente e mostra que os grupos brasileiros estão muito preocupados tanto com a qualidade sonora como com o design utilizados em seus álbuns.
Todas as músicas tem muita qualidade mas as que me chamaram a atenção imediatamente foram “Denied Rights”, ritmo alucinante com uma base rasgadona de arrepiar e “Hard Time For The Wrong Man” que inicia o disco de forma arrasadora.
Um único senão do disco, a gravação da batera ficou meio baixa, mas também não podemos exigir toda a perfeição na primeira tacada. O Chaosfear está aí pra completar de forma perfeita o rol dos grandes grupos de metal nacional.
(Bob Riot)
Site:
www.chaosfear.com

 

DESERTOR – CADEIRA DE RODAS – Silent Music - Nacional - Nota: 9,0
Confesso que fiquei triplamente surpreso por este disco. Primeira, Desertor é uma banda de Hardcore, segunda, é uma banda cristã, terceira, nunca havia escrito sobre uma banda Hardcore. Meu editor me coloca em cada fria... rsrs.
Pois bem, fico imaginando como seria o João Gordo ouvindo o Desertor, no mínimo ficaria intrigado e curioso. O que levaria um grupo de cristãos fazendo um som de singularidade agressiva, mandando mensagens diretas, criticas, mas de cunho positivista. Prova clara de que o Senhor, não só escreve certo em linhas tortas, mas também envia mensagens claras em sons barulhentos.
Falando do ponto de vista musical o Desertor tem a sonoridade dos grandes nomes do Hardcore como Ratos de Porão, mas também consegue colocar sua indignação contra os absurdos da nossa sociedade, indagando nossa mente sobre coisas comuns de nossa vida.
Ouvindo músicas como “Revelação”, “Divórcio”, “Cadeira de Rodas” e “Sem Terra” só pra citar algumas das 20 músicas do álbum, canções curtas e diretas.
A maioria das músicas são de autoria do guitarrista Pipe, que junto com os irmãos Torquetto, Ângelo nos vocais e Wellington na batera formam o núcleo do Desertor.
Está aí um bom motivo para abrir os olhos e ampliar os horizontes.
(Bob Riot)
Site:
www.desertor.com.br

 

HELLTOWN – LEAD TO HELL - Independente - Nacional - Nota: 8,5
Este grupo mineiro que teve seu embrião em meados de 1996 com os guitarristas Mikke Wildness e B. Holv e depois, de algumas indas e vindas de componentes, conseguem lançar seu primeiro disco que conta também com a vocalista Symone Syann, o baixista San Rat e o baterista Marlon Bier.
Com a sonoridade das bandas de NWOBHM e heavy metal tradicional dos anos 80 tipo Warlock, Iron Maiden e Judas Priest . O grupo se utiliza de refrãos e riffs clássicos que contagiam os fãs do gênero. A capa do álbum, também inspirada nos anos 80, com desenho de excelente qualidade gráfica, que foi muito usado por bandas da época.
Músicas como “Run For Action”, “Lead To Hell” e “Higher Than You” são bons exemplos que podem ser ouvidos no site official do grupo, e uma boa oportunidade de conhecer a banda.
O grupo está a procura de um novo batera para completar o time e manter a chama do heavy metal acesa. Mais um bom lançamento independente e mostra que os músicos brasileiros não tem medo de arriscar e lutar pelo que acreditam.
(Bob Riot)
Site:
www.helltownband.com

 

SÉCULO I – FILIPENSES – Heaven’s Music - Nacional - Nota: 8,0
Grupo de metal melódico cristão formado por Daniel Caçoilo (g), Anderson Fernandes (b), João Granggeiro (bat/v). Mauricio Dantas (tc), Fábio Santos (g) e Beto Silva (v). Recentemente Beto Silva cedeu seu lugar para Priscila Guimarães e Daniel não consta como integrante na página do grupo no Orkut.
Este é o primeiro EP do grupo que conta com duas composições em inglês e duas em português, não contando com uma versão acústica da música Acreditar.
As músicas Acreditar e Filipenses são o ponto forte do disco, primeiro pela própria mensagem da música, segunda por que são em português e acho que um grupo que se propõe a passar algo positivo, tem que primeiro pensar em sua língua, ou melhor, nas pessoas que estão ao seu lado.
Composições bonitas para fazer qualquer pessoa se sensibilizar e pensar a respeito, mesmo os que se esquecem que há algo além da matéria física.
(Bob Riot)

 

GREEN SLEEVES – GREEN MEDICINE – Vital Music Sweden - Importado – Nota: 7,5
Essa banda sueca é bastante antiga, de 1979, mas se separaram em 1983 e voltaram em 1993. Desde então a banda ficou conhecida por sua pirotecnia nos palcos. Apesar disso tudo, o primeiro álbum, Green Medicine, de estúdio só veio em 2005 pela Vital Music Sweden.
Este álbum é um petardo bem produzido, com bases limpas e vocais claros. A sonoridade é similar ao Accept no início doa anos 1980, porém com um som mais reto e menos pomposo (com backing vocais mais simples), sendo que o timbre do vocalista Anders Johansson (sendo também um dos guitarristas) se assemelha bastante ao nosso amigo Udo.
O som é reto o tempo todo, a cozinha de Ulf Magnusson (baixo) e Pelle Peterson (bateria) é simples, porém correta e continua assim em todas as músicas.
Os riffs são legais e bem trampados, os solos comedidos e encaixados na hora certa, sem aquela impressão de estarem deslocados e fora do contexto. A única ressalva desse álbum é a semelhança exagerada. As músicas são legais, empolgantes, mas ao mesmo tempo são bastante parecidas entre si ficando difícil destacá-las aqui.
A capa e encarte são bastante simples, tudo desenhado e escrito em prata com fundo preto, você se lembra de Balls To The Wall?
Mas vale sim a pena conferir este álbum, para quem gosta do heavy oitentista sem muito virtuosismo e frescuras é um prato cheio com bons riffs, músicas legais, solos estudados, vocal interessante e boa produção.
(Fred Mika)
Site:
www.greensleeves.nu

 

FINAL AXE – THE AXE OF THE APOSTLES – Retroactive Records - Importado – Nota: 8,5
Essa banda cristã californiana foi formada em 1989 pelo vocalista Keith Miles e alguns meses mais tarde, no mesmo ano, lançaram seu álbum de estréia. E, entre muitas e vindas por todos esses anos, conseguem se reagruparem novamente para lançar em 2006, o terceiro disco da banda, The Axe Of The Apostles. Completam ainda a formação desse álbum Bill Menchen (guitarra), Rod Reasner (baixo) e Chris Reth (bateria).
Um fator interessante desse álbum é que foi finalizado com Robert Sweet (Stryper) na batera e masterizado por Bob Colwell (talvez por isso há certo destaque para a bateria na masterização, especialmente nos bumbos), em todo caso é uma ótima produção.
Heavy Metal tradicional (certos passagens “quase” que adentram no trash metal), conta com músicas bem variadas, com aclimatações, mudanças de ritmos, muito backing vocais, lembrando um pouco a banda francesa Heavy N`Loud às vezes, um cruzamento de Metallica (da época Justice For All) com The Rods. Há um equilíbrio interessante e dinâmico entre as músicas com arranjos mais quebrados, músicas mais arrastadas e músicas mais rápidas. A música “Slaves”, entre outras, por exemplo, sintetiza todas essas qualidades
É um álbum energético sem direito a baladas, com letras cristãs diretas na linha do sim, sim, não, não sem meias palavras e o encarte prima pela diversidade, tanto na estrutura gráfica como na parte informativa.
(Fred Mika)
Site:
www.finalaxe.com

 

TEMPLE OF BLOOD – PREPARE FOR THE JUDGEMENT OF MANKIND - Independente – Importado – Nota: 6,0
Esse quarteto cristão segue a risca o old school do thrash metal oitentista, porém com vocais limpos, sem guturais e até sem “drive” nenhum, mas não é um vocalista de muita inspiração porém acima da média dos “thrashes” (o que não é difícil), ou seja, thrash puro com tudo que tem direito, isso inclui músicas rápidas, solos rápidos, bumbos duplos quase o tempo todo e viradas de bateria rápidas, mas com a sensação de que já ouvimos isso tudo antes e muito clichês.
Muito boa a produção desse disco, tudo bastante audível, a dupla de guitarras (sim, porque o vocalista Jim Mullins é também guitarrista) faz um trabalho técnico e solos relâmpagos (o outro guitarrista é Matt Barnes), assim como Garth Lovvorn (baixista) e Lance Wright (bateria), mas como disse, esse disco de cabo a rabo vai tudo no mesmo esquema, tudo rápido, tudo parecido, mas sem muita criatividade.
Conta com boa produção que alia tecnologia moderna com encartes gráficos com inspiração do thrash metal oitentista, assemelha-se às capas pintadas do Tysondog e do Taurus. No verso da contracapa há várias citações bíblicas harmonizando com a idéia da banda e o cristianismo sério levado pela mesma (seus membros participam ativamente dos ministérios e são apoiados por estes).
Os adeptos do estilo vão gostar com certeza, cristãos ou não, mas quem procura por músicas melódicas e mais criativas esse lançamento não é das melhores indicações.
(Fred Mika)
Site:
www.templeofblood.net

 

FLAGSHIP – MAIDEN VOYAGE – Rivel Records/Metal Heaven - Importado – Nota: 9,5
Flagship é uma cria do Narnia, na verdade um projeto paralelo do vocalista Christian Rivel (assim como o Wisdom Call) que consta também com o tecladista Linus Kase. Aliás, Christian juntou um excelente time de músicos para a gravação desse álbum, que além de Christian e Linus ainda contam com o guitarrista do Narnia, Carl Johan Grimmark, com o baixista Kristofer Eng, com o baterista Mick Nordström além do vocalista Per Hallman que faz os vocais principais na música Ground Zero, nas outras ele atua como backing vocalista.
Há ainda as presenças do exímio e altamente criativo Kerry Livgren (ex-Kansas) que sola em Ground Zero; do violinista Björn Klingvall, do violonista Michael Rank Jensen e de Thomas Vikström (que faz os vocais de apoio).
É um excelente álbum de hard/AOR progressivo, e produção impecável. É difícil até destacar uma ou outra música, tamanho é a criatividade e bom gosto das composições.
A música que abre o álbum, “Heart In The Center”, já começa com melodias intercaladas entre teclado e guitarra, depois segue só piano e vocal numa linda melodia e ganha em dramaticidade e volume instrumental a medida que a música avança e culmina num refrão poderoso com vários backing vocais, mas antes há vários interludes com piano, violino e violões, e depois um solo fantástico de guitarra. A música seguinte “You Are” testa até os limites os vocais de Christian, um hardão/AOR com solos de teclados e duetos entre teclados e guitarra assim como “Hold On To Your Dream” e “Windy City” onde os teclados/pianos são amplamente explorados. “The Throne” já é um hard rock mais arrastado, mas com muitas variações e aclimatações. “Ground Zero” há vocais e contra-canto, os timbres das guitarras são impecáveis (como em todas as outras músicas) e como sempre, várias aclimatações, backing vocais ultra afinados e bem colocados, melodias em teclado.
É um trabalho soberbo onde a melodia e técnica são abundantes e explorados ao extremo com muita criatividade e feeling, um exemplo raro dessa união. Deve ser uma unanimidade agradando ao mesmo tempo fãs do hard rock, do hard/AOR, do rock progressivo e até fãs de rock instrumental, do metal neoclássico, e new age. Design gráfico impecável também com várias fotos, desenhos e de lay-out bastante harmônico.
Imperdível, uma das melhores coisas que já ouvi até hoje. 9,5 pra não dizer que puxei o saco desse lançamento
(Fred Mika)
Site:
www.flagship.se

 

VERTICAL ALIGNMENT – SIGNPOSTS - ThunderSongs - Importado - Nota: 7,5
É inegável a influência dos grupos progressivos dos anos como Yes, Gênesis e ELP no trabalho do Vertical Alignment. Seu principal compositor, o vocalista, guitarrista, tecladista, flautista e baixista (ufa!), Pete Jorgensen, que também gravou, produziu o álbum e fez o logotipo da banda.
Pete é cristão e tem admiração por Kerry Livgren, que segundo ele, foi uma pessoa que abriu os seus olhos porque Livgren foi um dos primeiros cristãos a fazer rock progressivo.
Junto com Pete no album estão: Jim Braunreuther (v/tc); Monty Pierce (gt/b); Mike Adams (bat) e Terri Jorgensen (b) que demonstram competência em seus instrumentos.
O disco como já comentei lembra muito os grupos citados sendo que a parte mais popular do Yes pode ser sentida com maior clareza. Um disco que qualquer pessoa pode gostar porque não chega a ser uma sinfonia do rock progressivo nem tão pouco um pop descartável.
Comentários de algumas músicas: “Signposts”, lembrando os bons tempos do progressivo do Gênesis, “Freedom’s Call”, dezesseis minutos do puro progressivo dos anos 70, “The Towers”, uma pitada de técnicas de mixagem experimentadas pelo Pink Floyd.
Um disco sem muitos gastos com a parte gráfica mas com um som com boas composições.
(Bob Riot)
Site:
www.verticalalignment.com

 

EVERGRACE – EVERGRACE – Ulterium Records - Importado – Nota: 8,0
Evergrace nos brinda com esse álbum homônimo; é um lançamento sombrio, pesadão, arrastadão com guitarras despejando melodias mil o tempo todo, e quase sempre em tom melancólico, gótico mesmo. A banda permeia, entre temas e musicas de influência gótica, entre um Metallica mais melódico e algo mais moderno como Nocturnal Rites.
Já conseguiram muitas coisas nesses poucos anos de existência (são figuras importantes na cena sueca, o disco é extremamente bem produzido e até o design gráfico foi produzido por Matthias Nóren, o mesmo que fez a arte gráfica de bandas conhecidas como Evergrey e Kamelot).
Esse sexteto sueco foi formado em 2001 e até agora conta somente com esse lançamento por enquanto mas já mostra para que veio.
Os backing vocais fazem um trabalho intenso e bastante elaborado, o mesmo podemos dizer do baterista (bateria cheia de arranjos, viradas, ritmos quebrados, precisão), excelente baterista por sinal o Josef Davidsson. Os timbres de guitarra são criteriosamente bem escolhidos, próprios com a musicalidade da banda, solos e arranjos bem sacados, excelente trabalho da dupla de guitarristas Jon Balefalk e David Ohlsson. O tecladista Jonathan Stenberg tem uma aparição discreta, mas harmoniza bem os teclados ao feeling da banda.
Como disse, a parte gráfica aqui recebeu atenção especial, tudo bem detalhado, beleza plástica extrema, fotos bem trabalhadas.
Creio que a Suécia é um dos pontos-top do metal mundial (ao lado da Alemanha que é voltado ao metal melódico e dos EUA, mais voltado ao hard rock), que além dos consagrados Europe e Yngwie Malmsteen, despontam atualmente o Narnia e quase todas as bandas da excelente Rivel Records, não é de se estranhar que nos próximos álbuns, Evergrace se firme no cenário mundial do heavy metal.
(Fred Mika)
Site:
www.evergrace.se

 

JACOB´S DREAM – DRAMA OF THE AGES – Metal Blade Records - Importado – Nota: 6.0
Confesso que não conhecia ainda o som desse grupo, um heavy metal tradicional e dramático, e fiquei bastante animado com a capa desse lançamento, Drama Of The Ages. Um lindo desenho, místico e intrigante ao mesmo tempo; na parte interna do encarte continua a atração; todas as letras, detalhes e ficha técnica, tudo bem exposto; pensei que seria algo na linha de Magnum Opus do Malmsteen. Mas até que não, é um heavy tradicional do puro e a gravação/ mixagem/ masterização é de primeira, mas as musicas são meio parecidas umas com as outras, além de que banda se esbarra em vários clichês na construção das músicas.
Vamos aos detalhes: no geral é uma banda técnica mas a dupla de guitarristas não é muito criativa, as bases são meio repetitivas e cheio de clichês oitentistas, os solos são comuns e não se sobressaem quase nunca, no máximo um dueto aqui outro ali. O vocalista não é muito dinâmico, sempre a mesma empostação médio-grave lembrando às vezes Blaze Bailey e sua malfadada incursão no Iron Maiden. O baterista e o baixista são competentes, mas nada de excepcionais.
As melhores músicas são “Drowning Man” (que difere das demais por ser mais arrastada com uma bela introdução em violão e depois em piano, além disso, um vocal mais dramático confere um toque especial nela) e uma faixa sem denominação no final do álbum escrita apenas Untitled Track, que é uma instrumental interessante e bastante emotiva.
É um álbum e um estilo musical que com certeza possui muito publico, para quem gosta é manda ver.
(Fred Mika)
Site da Metal Blade Records:
www.metalblade.com

 

STRYKEN – FIRST STRIKE – Girder Records – Importado – Nota: 8,5
A musica de introdução, “Crush The Head Of Satan” lembra Shout At The Devil (Mötley Crüe), talvez por isso foi algo proposital da banda, invertendo a mensagem lírica com uma estrutura musical semelhante. Aliás, Fatal Stryken lembra bem o Mötley na época de Shout At The devil e Theatre Of Pain.
Esse álbum, First Strike, é uma remasterização de músicas lançadas no EP de 1986 (época que as bandas de hard glam estavam no auge) e é puro hard rock da primeira metade dos anos oitenta na linha Mötley Crüe/ Quiet Riot entre outras, isso significa refrões que colam, musica energética, baladas emotivas, visual colorido com cabelos arrepiados, mas como são cristãos, não devem estar no esquema de loiras peitudas, motos choppers, carrões e bebedeira que usualmente vem no pacote desse estilo. Mas é o tipo de música para festa californiana ou para acelerar o carro na estrada.
As musicas são bastante criativas, variadas com baixo e bateria fazendo um trabalho reto, porém correto como convém ao estilo.
As musicas “One Way” e “State Of Emergency” são hard rocks fortes e eficazes ao vivo como Metal Health e I Wanna Rock (vocês sabem de quem estou falando).
A faixa título é uma música instrumental cheia de efeitos (mas creio que se encaixaria melhor se abrisse o disco).
Há músicas-hino prontas para explodirem como hits (“Rock On”) na linha de We Will Rock You do Queen e de I Love Rock N`Roll de Joan Jett, hard rocks comoventes e arrastados como em “The Young Men Have A Vision” e “Riot”. “Surprise” é uma balada quase acústica e bonita, mas no final ganha um certo peso na linha Don´t Go Away Mad do Mötley Crüe. Outra balada legal e que não fica atrás é “The Answer”. Traduzindo: todas as músicas desse disco são cativantes.
O encarte é bem feito e a única ressalva fica a respeito da mixagem do som, o técnico deu muita ênfase ao médio-agudo e com isso deixou as guitarras meio estridentes e o som da caixa demasiadamente metálico.
É interessante observar que as bandas cristãs e de mensagens positivistas estão presentes em todas as áreas, do hard rock mais glam ao extremo mais radical, do heavy metal tradicional passando pelo heavy melódico, rock progressivo, do hard/AOR mais pop, e até de estilos mais toscos como punk, hardcore, new metal. Opção é o que não falta, cabe a nós escolhermos os estilos e bandas boas. Stryken é uma das que valem a pena.
(Fred Mika)
Site:
www.stryken.net

 

P 49 – O VERBO – Independente – Nacional – Nota: 5,0
A logo da banda é meio confusa (três caracteres sobrepostos), confesso que demorei um pouco a descobrir o nome do grupo, é portanto um grupo cristão brasileiro que canta em português na linha do Metal Nobre.
Vemos músicos bons, técnicos e criativos, especialmente o guitarrista, mas algumas ressalvas devem ser feitas quanto à produção e musicalidade do P 49:
1- A mixagem das guitarras deveria abrir mais o som das mesmas (mais médio) porque ficaram sujas sendo mais apropriadamente para um estilo mais pesado, ou new metal ou algo assim, uma vez que o som é um hard/heavy e o vocalista canta bastante limpo. Até na musica instrumental acústica “Puro” nota se essa característica.
2- Além de cantar limpo (o que não é nenhum demérito) o vocalista faz pouco uso da dinâmica da voz, ou seja, sente se muitas vezes que ele está indo fora do contexto da estrutura musical da banda. O timbre do vocalista é interessante mais falta cantar com mais paixão, mais uso de melodia e dinâmica.
3- Apesar do som ser pesado, as bases das guitarras são em grande parte construídas com forte inspiração do rock nacional.
4- Deve se trabalhar mais os backing vocais, o que daria mais ênfase em certas passagens, e os refrões se tornariam mais cativantes.
Já na power-ballad “Vida Nova” o vocalista se sai bem melhor, ele sente mais a música, o mesmo acontecem nas partes mais lentas cantadas do cd.
O que dá a entender então? As idéias são legais, muita vontade da banda de evangelizar, tocar bem e mostrar serviço, mas necessita ainda melhorar a composição das músicas observando os detalhes acima citados. Inclusive produção.
(Fred Mika)
Site:
www.p49.mus.com.br

 

LAUDAMUS – LAUDAMUS – Rivel Records – Importado - Nota: 9,0
A capa desse álbum homônimo engana, apesar de sombria a banda não faz um gothic-metal. A banda toca um hard/heavy metal ora pesadão, ora arrastadão, mas quase nunca mais rápido (somente as musicas “I´m On My Way” e “Living God” possuem essa característica), com muita melodia e muito bom gosto na criação das músicas, e haja musicas, são 16 contando com os quatro bônus tracks no final (que é o EP Ready Or Not).
Como faz parte do cast da Rivel nem precisamos comentar a produção, é algo que sempre é top mundial. Para se ter idéia do moral da banda basta reparar no pessoal que participou da gravação do outro álbum, o Last In Vain, se não vejamos: Ken Tamplin (produção), Martin Friedman (guitarra solo numa faixa), Jeff Scott Soto (vocalista numa faixa), Bob Rock (vocalista numa faixa) e Kee Marcello (guitarrista solo numa faixa), precisa dizer mais?
O vocalista Peter Stenlund possui um timbre bastante agradável e canta muito bem, escolhe certo as melodias (observe, por exemplo, as músicas “Wasting No Compassion” e “Feels Like Heaven”) além de estar amparado por bons e criativos vocais de apoio, ou backing vocais, como queiram.
Apesar das guitarras bases sempre serem arrastadas, elas não passam secas, sempre há uma sobreposição de uma guitarra fazendo um arranjo melódico e pequenos solos, ou seja, confere a banda uma riqueza de detalhes.
As baladas “More Than I´ll Ever Know”, “Healed By God” e “Oh Lord” são muito boas, podendo rivalizar facilmente com as melhores de Jeff Scott Soto, Extreme, Mr. Big & cia, ou seja, uma balada feita por bandas de hard rock mais atuais. “Holy Spirit” há um solo meio vanhalenístico e “By His Grace” lembra os melhores momentos do Styx. “Evidence” é um hard-boogie. Como se é facilmente perceptível, o grupo nunca cai na mesmice mantendo sua própria cara.
Ouça, adquira e seja feliz.
(Fred Mika)
Site:
www.laudamus.se

 

DIVINEFIRE – HERO – Rivel Records – Importado - Nota: 7,0
Christian Rivel é uma figura tarimbada e bastante conhecida dentre o meio heavy cristão, na verdade é conhecido no meio heavy em geral, reconhecimento este que começou na excelente banda Narnia e depois, além do Narnia, uma série de projetos de altíssimo nível bem como a criação e o gerenciamento da Rivel Records.
E, como não podia deixar de ser, o Divinefire (outro projeto desse sueco pluri-presente formado em 2004) já apresenta de cara a produção nota dez nesse lançamento, Hero que é o segundo álbum do Divinefire numa discografia com três lançamentos até agora, e nota dez que é o tratamento dado a todos os projetos de Christian e à todas as bandas da Rivel Records. Encarte sublime, uma sobreposição de lindas imagens, onde vemos o universo inserido no plano de Cristo e uma figura do mal como antítese. Na parte interna, fotos individuais e uma grande foto central da banda que é composta de apenas três integrantes (além de Christian temos Jani Stefanovic na batera, guitarras e teclados e Andreas Olsson no baixo). Alguns podem perguntar, como pode o Jani pode tocar bateria, guitarras e teclados? Ao vivo, devem contratar uma penca de músicos convidados e/ou de estúdio, tamanha é a quantidade de arranjos contidos nesse album.
A banda é técnica ao extremo e em todas músicas é uma lição de como tocar bem, sinceramente não deve nada a bandas como Dream Theather e Symphonic X tecnicamente, mas ao contrário dos outros projetos de Christian, as musicas soam meio enfadonhas. Todas são ultra-velozes, solos supersônicos de guitarras e teclados, bateria com vários arranjos mas sempre por ai. A velocidade é algo que recebeu preferência nesse cd. Isso dá a impressão que no meio de tantos projetos, de tanta criatividade, de tanta coisa eclética e bem arranjada, Christian tinha de criar mais um para escoar velocidade, tipo, faltava esse item para o cardápio da Rivel.
O que acontece é que praticamente todas as músicas são assim, exceções feitas às músicas “The Show Must Go On”, se bem que essa é uma cover do imortal Queen e “United As One” que é poderosa e climática.
O que puxa a nota mais para cima é o enorme virtuosismo dos músicos, o som vigoroso, as produções áudio e gráficas impecáveis e a mensagem lírica emotiva. Mas ouvir o cd inteiro sem prestar atenção não faixas você poderá se perder na localização das mesmas.
(Fred Mika)
Site:
www.divinefire.net

 

DIVINEFIRE – GLORY THY NAME – Rivel Records – Importado - Nota: 6,5
Este é o primeiro registo do Divinefire, Glory Thy Name, e com a mesma formação dos outros, ou seja, os três membros fixos, Christian Rivel, Jani Stefanovic e Andréas Olsson.
O álbum abre com a narrativa “From Death To Life”, bastante interessante por sinal onde a banda consegue transmitir ao ouvinte toda a carga de emoção que se propõe. Depois ligam o turbo supersônico e o colocam em loop (para quem não sabe loop é uma ferramenta de mixagem em que a música ou algum trecho toca e repete do início, serve para analisar e consertar as gravações) e, loop que eu digo aqui é simbolicamente a idéia das músicas, acaba uma e a próxima parece que é a anterior.
Como no outro cd do Divinefire, o Hero, é a mesma formula de cabo a rabo, bases de guitarra ultra-velozes com teclados idem sobre a base, muitos backing vocais e bem encaixados, bumbo duplo o tempo todo. Tudo bem produzido e técnico demais, mas também tudo rápido e parecido demais. Até há duas exceções como o outro lançamento, a música “Pay It Forward”, e a instrumental new age que fecha o cd, “The Spirit”.
Assim como no outro, o que puxa a nota para cima é o enorme virtuosismo dos músicos, a excelente produção áudio e gráfica do álbum, mas dessa vez vai com menos meio ponto porque não há cover do Queen.
(Fred Mika)
Site:
www.divinefire.net

 

HEARTCRY – LIGHTMAKER – Rivel Records – Importado – Nota: 7,5
Esse lançamento do Heartcry já apresenta um petardo bem heavy metal logo na introdução, “Battleground”, que até difere do restante do álbum. É um álbum na linha do Firehouse (outro álbum do Heartcry), porém substancialmente mais pesado e com um som bastante moderno. E as musicas como no outro são cativantes, com refrões bastante pegajosos e legais, timbres de guitarra bem estudados e bom gosto na maioria das composições e na escolha das melodias, outras já não empolgam tanto.
Confiram a variação das músicas: “Burn Out” é um hard rock mais arrastado, “Runaway Train” é um heavy metal na linha Can I Play With Madness do Iron Maiden. “End Of Times” se assemelha um pouco as power-ballads do Accept no inicio dos anos oitenta. “Lightmaker”, a faixa título é um power metal e depois há uma mudança brusca de andamento, cai num dedilhado com voz e teclado ao fundo, volta ao power, volta a balada, solo, etc (estruturalmente como o new metal sem os vocais toscos desses). A próxima, “Get Ready” é um tipo hino hard a la Queen e Def Leppard das antigas (Rock Of Ages) e é uma das melhores faixas do álbum. Os vocais em “Justice” lembra uma mistura de Dave Mustaine com Udo Dirkschneider, um heavy arrastadão e dramático. “Alone” é uma das mais sombrias desse cd, uma musica arrastada e cavernosa. “Dark Side”, apesar do nome, é algo como um Lou Reed tocando mais pesado. E finalmente temos a “Child” que depois de uma introdução lenta vai para um hard rock cheio de riffs e com muito ânimo.
Encarte e produção excelentes, músicos bons, mas ficou um pouco uma miscelânea meio confusa entre as musicas mas se olharmos, individualmente, elas são em geral muito boas.
(Fred Mika)
Site:
www.heartcry.se

 

SAINT – THE MARK – Armor Records – Importado – Nota: 7,5
É impossível ouvir Saint e não pensar logo em Judas Priest como também é impossível ouvir Krokus e não pensar em AC/DC. Eu não quero dizer que os primeiros sejam cópias dos segundos, mas tratam se de uma influência tão forte que estes acabam sendo comparados aos seus influenciadores mais conhecidos.
Logo, a comparação mais óbvia do vocalista Josh Kramer é com Rob Haltford e som da banda é um Priest na época de Killing Machine a British Steel (também o Saint é de 1979, contemporâneo desses trabalhos), o que por si só já é um elogio para qualquer banda que se propõe a fazer um autentico heavy metal e o álbum The Mark não foge a regra. Isso quer dizer que há muitas bases retas, secas, porém pesadas, eficientes e baixo e bateria quadrados de Richard Lynch e Larry London respectivamente, esse último é como Dave Holland fazia (pense em Hot Rockin´) e isso segue por todas as músicas, algumas mais rápidas, outras menos, mas sempre seguindo o mesmo esquema. A única coisa diferente é que não há sobreposição de solos, lead breaks e nem duetos como haviam no Judas Priest porque no Saint há somente um guitarrista, Dee Harrington.
O encarte é meio tenebroso parecendo que estamos diante de uma banda de death/black metal mas é bem detalhado e bem produzido sendo que no final há um trecho do Apocalipse, 14:11. mas não há fotos dos membros nem referência quanto ao tempo das musicas.
Sinceramente, não há muito como fugir da comparação com Judas Priest, se gosta desse compre o Saint e preste atenção nas mensagens.
(Fred Mika)
Site:
www.saintsite.com

 

FINAL AXE – BEYOND HELLS GATE – Retroactive Records – Importado – Nota: 7,0
Final Axe sempre se primou por fazer um heavy metal tradicional sem frescuras a la Metallica na época de Ride The Lighting e Master Of Puppets porém, algumas vezes, ele soa mais melódico que esse ultimo (escute “Are You Ready?” e repare se ele não soa como um James Hatfield mais carregado de melodia), é um heavy metal fortemente calcado no inicio do thrash metal oitentista.
Na verdade esse disco de 2005 é um relançamento do álbum original de 1989, talvez por isso se explica a grande influencia oitentista tanto nas musicas como na arte gráfica, o que dá um ar nostálgico ao lançamento.
As musicas desse álbum, “Beyond Hells Gate” (10 faixas), seguem sempre na mesma fórmula, não há muita variação entre as mesmas, e as variações são mais referentes ao andamento das mesmas, o que de algum modo as invalida, isso nunca, mas isso faz com que este álbum seja um pouco monótono.
Bases e solos de guitarra, vocais e a marcação bateria/ baixo, todos cumprem bem suas funções sem muita firula, mas também sem acrescentar novidades ao estilo.
Os músicos não são muito conhecidos do publico heavy e o grande espaço de tempo sem gravar talvez fez com que a banda ficasse pouco conhecida só aparecendo mais recentemente com relançamentos como esse e um novo álbum mas para quem gosta desse estilão que consagrou o thrash/ heavy rock tradicional oitentista esse povo segue a risca. Se você gosta, manda ver, a produção é excelente também.
(Fred Mika)
Site:
www.finalaxe.com

 

MIRADOR – THE ASRAEL TALES – Rivel Records - Importado – Nota: 5,5
Temos aqui um heavy metal mais moderno, daqueles que apareceram na segunda metade da década passada até hoje. Solos criativos e muitos arranjos fazem contraponto à bases pesadas e retas com alguma influência do gótico, ou seja, um clima sombrio com muitos teclados. Os backing vocais fazem um trabalho excelente e o vocalista tem um timbre legal, porém é meio monótono, meio chorão. E o álbum todo caminha por essas características, arrastadão, sombrio, um lamento-desespero, uma melancolia poética a la Pain Of Salvation mais simplista, e realmente, com pouca variação entre as composições conferindo ao registro algo pouco eloqüente. Ás vezes, você acha que a coisa vai ganhar mais expressão mas logo já retorna o clima arrastado, depressivo.
Enquanto o “áudio” está sob boa produção o que não podemos falar o mesmo da parte gráfica. O encarte, também sombrio, é muito confuso, há poucas referências, não há referência aos membros da banda (quem faz o que) e nem ao site da banda. Há apenas uma referência minúscula a sueca Rivel Records (o site da gravadora) que aliás, vem fazendo um trabalho legal, com bandas bastante ecléticas e todas com uma produção quanto a gravação/masterização muito boa.
As únicas referências às pessoas no encarte são apenas os agradecimentos coletivos da banda (não muitos) e a dois músicos apenas: Olof Gardestrand (bateria) e Kristian Niemann (guitarrista solo em “Perfect Plan”) além do técnico de estúdio Peter In De Betou. E só.
(Fred Mika)
Site da Rivel Records:
www.rivelrecords.com

 

HAVEN – AGE OF DARKNESS – Retroactive Records - Importado – Nota: 8,5
Heaven faz um heavy metal bastante vigoroso com influências do power (speed) metal oitentista e até do metal melódico mais moderno, isso significa bases rápidas, solos rápidos (os guitarristas são Andrew Bruner e John Farrel), bumbo duplo, cozinha pesada a cargo do baterista Tim Benton e do baixista Ed Bruner, partes quebradas e muito uso de timbre médio-agudo nos vocais (Kevin Ayers lembra o vocalista da banda japonesa Loudness em certas passagens). Mas o estilo predominante é mesmo o heavy metal tradicional. Mas eles sabem dosar muito bem essas influências esquivando-se dos clichês com maestria, logo na musica de abertura, “Tenacious Volition”, já temos uma prova da criatividade e o que nos espera pela frente, um belo instrumental.
Na segunda música, “Divination”, um heavy rápido e bastante criativo esbanjando técnica de todos. Na música seguinte, “When You Said Goodbye” já partem para uma autêntico e poderoso heavy oitentista na linha do Kick Axe (a arte da capa desenhada também é semelhante a essa referida banda no álbum Vices). Muita pegada e refrão não menos eficaz, assim como a próxima, “Holly”.
“Exalation” faz jus ao nome, inspirativa e climática, um instrumental de violão com feeling nota dez, só ouvindo para saber mas logo já entram nas powers “The Witching Hour” e “Seance”, mas digo e repito, fazem isso fugindo dos clichês, com quebradas de tempo, variações de andamento e com vocalista mostrando serviço.
“Spend My Life With You” é uma power-ballad que lembra um pouco o Dokken (vide Alone Again) mas depois já seguem com a chamativa, pesada e melódica ”Unchanging Love”. “Blood Of Lamb” é mais um power metal.
A música seguinte é a dramática, melancólica e “Once Upon a Time”, apenas em voz, violão e um teclado de fundo.
Este álbum é de 1991 e remasterizado agora, vem com seis bônus-tracks mas estes já são composições mais voltadas ao hard rock atual, o que também é uma faceta interessante da banda.
Álbum interessante, criativo, técnico mas sem ser monótono (monotonia aliás passa longe aqui)
(Fred Mika)
Site da Retroactive Records:
www.retroactiverecords.cjb.net

 

HEARTCRY – FIREHOUSE – Rivel Records – Importado – Nota: 8,0
Outro bom lançamento da sueca Rivel Records. Essa banda já é tradicional no meio cristão fazendo um hard pop moderno, observem as musicas “This Time”, “Long Way To Go”, “Lonely Hearts” e “Crying” com influências de Bon Jovi, mas não sejamos preconceituosos quanto a essa, o fato de cair no gosto popular das FMs não invalida os méritos de seus músicos (excelentes compositores e instrumentistas por sinal), e o Scorpions é outro bom exemplo disso.
Mas vamos voltar ao Heartcry, a banda foi formada no final dos anos oitenta pelo sueco Anders Johansson (vocalista e guitarrista) durante o período de inatividade do Green Sleeves.
O álbum Firehouse é o último álbum do Heartcry que ainda conta com mais dois, é um lançamento recheado de músicas cativantes, refrões ganchudos, backing vocais bem colocados, melodias de vocais estudadas, peso e melodia agradavelmente bem dosados como qualquer banda de hard pop deve ser, sem muita firula, ou seja, música feita criteriosamente.
Mas o Heartcry é mais amplo que o simples hard-pop, além das influências AOR oitentista, vide as músicas “Man Of Love” e “The Clown” (que lembram Styx), nota se também um hard rock puro e vigoroso. Mas tudo com personalidade própria (ouça, por exemplo, a linda balada instrumental que fecha o álbum, “Come Back Home”). A música cadenciada “Spendig Time” é uma linda amostra também da sonoridade dessa banda, rica e variada com muitos backing vocais, piano, solos de guitarra limpos, melódica e interessantíssima.
Praticamente não há pontos fracos nesse lançamento, a única ressalva fica na falta de letras que poderiam estar no encarte. Mas de qualquer forma é uma grata surpresa esse lançamento
(Fred Mika)
Site:
www.heartcry.se

 

AUDIOVISION – THE CALLING – Rivel Records – Importado – Nota: 9,0
O sueco Christian Rivel é um sujeito hiper-ativo mesmo, não agüenta ficar parado, e o pior que ele é competentíssimo mesmo em suas múltiplas funções, o cara é dono da Rivel Records (que nos presenteia com inúmeros lançamentos dentro do heavy cristão com altíssima produção, aliás, a Rivel Records recebeu esse nome em 2002 quando Christian se casou, é o nome da esposa dele), e além de seu projeto maior, o Narnia, possui vários outros, e diga se de passagem, todos ótimos como o Wisdom Call, o Flagship, o Divinefire e o Audiovision (que vem ao caso aqui) com o álbum The Calling.
Outra característica do polivalente Christian é que ele sempre é amparado por excelentes músicos que permeiam seus projetos, como os guitarristas Lars Chriss, Jane Stark, Carl Johan Grinmark, Matthias “IA” Eklhundh, do baterista Thomas Broman e do baixista Mikael Höglund, dos tecladistas Andreas Lindahl, Michael Anderson, Sampo Axelsson, Jörgen Schelander e Tommy Demander, muitos deles presentes nos outros projetos paralelos. Nesse álbum também se fazem a presença dos conhecidos Mic Michaelli (teclados) e Mats Léven (ambos do Europe), de Bruce Kulick (guitarras, ex-Kiss) e do vocalista Jeff Scott Soto (Talisman). Por essa formação de primeira dá para imaginar o que vem por aí.
Musicas variadas (e dentro das mesmas, várias aclimatações) com muita técnica, muita criatividade, muito feeling, com mensagens cristãs inteligentes, enfim, tudo muito, de bom gosto e vale a pena cada centavo investido. Esse álbum já segue mais os moldes do Narnia, ou seja, um heavy metal mais pesado que o projeto Flagship e com menos teclados, ora puxando para o melódico como a faixa título e “Show Me The Way”, ora puxando para o hard rock como em “Read Between The Lines” e “Love Is Like A Oxygen”, uma cover de 1978 da banda Sweet.
O disco encerra com a linda instrumental “Colours”, que é uma música recheada de pianos, e teclados e guitarras solos fazendo os contrapontos melódicos, algo que lembre um Eloy mais pesado.
O encarte merece também um destaque a parte com várias páginas de fotos, com as letras, detalhes técnicos amplos, muita cor e riquíssimo nos detalhes.
Já tenho comigo a idéia que se a banda for lançada pela Rivel, é quase sempre coisa boa.
(Fred Mika)
Site:
www.rivelrecords.com

 

VISUAL CLIFF - FREEDOM WITHIN – Trinity Records/Robbuemusic – Importado – Nota: 7,0
Esse álbum de cara já apresenta um hard rock com forte inspiração setentista meio na linha do Mahogany Rush do guitarrista/vocalista Frank Marino, mas a banda, ao contrário deste, não é um power trio. Apesar dessa e outras influências setentistas, Visual Cliff só foi formada no final de 1999 pelo guitarrista Rob Perez, pelo baterista Rick Mals. Rapidamente vieram o baixista Eric Fuller e o tecladista Rob Klan e, depois de alguns testes, veio o vocalista Shane Lankford do grupo Orphan Project.
Esse lançamento, Freedom Whithin, faz uma ponte direto com as bandas do hard-alternativo mais modernas, não se vê muita influência oitentista nesse álbum e na sonoridade do grupo. Ao mesmo tempo que percebemos influências de Eric Clapton, Jeff Beck e Tom Scholz nos riffs das músicas, vemos também a conexão com Alice In Chains e Soundgarden quanto aos vocais (escutem as músicas “Sacred”, “Let It Ring” e “Beneath The Sand”, as únicas com vocais do disco).
Quando as músicas são instrumentais como “Electric Soul”, “Electric Ring” e “Radiant Departure”, aflora o lado mais rock-progressivo do álbum, algo como ELP, Yes. Na verdade é um disco quase que instrumental porque há oito faixas e cinco delas instrumentais.
O álbum realmente parece uma jam session, os instrumentais são legais com guitarras limpas, tudo bastante claro, mas por essa característica altamente experimental nota se um pouco a perda do feeling nos mesmos, com certa exceção feita a instrumental “Torn From Expression” onde a banda mantém o sentido da mesma. A também instrumental “Spirit Rain” lembra os longos instrumentais de Uli Jon Roth na época do Electric Sun, com direito a guitarras com flangers e alavanca sobre uma seção rítmica eficaz de baixo e bateria.
Produção muito boa e idéias interessantes, porém fica a cara de uma jam session mais requintada no final de algum ensaio da banda. Encaixaria melhor como bônus tracks.
(Fred Mika)
Site:
www.visualcliff.net

 

UFO – THE MONKEY PUZZLE – SPV Steamhammer - Importado - Nota: 9,5
Como simples humanos, às vezes nos surpreendemos com as tais “marcas da idade”. É difícil reconhecer e aceitar, que todos passaremos por isto pois o envelhecimento faz parte da vida. Acreditamos que nossos heróis estão imunes a este tipo de coisa que são característicos dos mortais, mas acontece a todos.
Não acreditei vendo as fotos do novo disco do UFO pois os caras que eu curtia na minha juventude já estão, como posso dizer, na melhor idade. Isto mostra também que os anos passam e também estou ficando velho.
Aí vocês pensarão que Phil Moog, Pete Way, Andy Parker e Paul Raymond, já poderiam ter pendurado os instrumentos e curtir a aposentadoria. Esqueçam isto!! Esse negócio de aposentadoria é para quem já quer esperar a morte chegar ou já está cansado de aproveitar a vida. Por mais rápido que seja a nossa passagem por este plano, temos que viver o mais intensamente possível.
O UFO está aí para provar isto, os caras ainda continuam na ativa e com pique dos anos 70. Com o som da guitarra de Vinnie Moore para botar fogo, o grupo mostra que ainda tem muita energia. Será que eles são de outro planeta?
Ouvindo “Hard Being Me”, a massacrante “Heavenly Body” com bateria lembrando a clássica de “Pack It Up And Go”, “World Cruise” com Vinnie brincando de tocar guitarra e por aí vai.
Fãs! Vão em frente e peguem seu CD, os aliens estão de volta!
(Bob Riot)
Site:
www.ufo-music.info

 

 
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