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ABSTRACT SHADOWS – SYMPHONY OF HAKEL - Independente - Nacional - Nota: 9,5
Esta banda paulista teve seu inicio em meados de 1999 com o nome de Abstract e mudaram o nome devido à existência de outra banda com o mesmo nome.
Começaram como um power trio instrumental, na linha música clássica progressiva, e, iniciam em 2002, uma nova fase voltada para composições vocais com a entrada de Neno Fernandes (ex-Destra), juntando-se aos fundadores Alberto Lima (g) e Hélvio Poletti (b), além de José Cardillo (tc) e Marco Aurélio (bat), lançam um EP com o nome da banda assumindo um estilo Metal Progressivo Experimental.
Symphony Of Hakel é o primeiro álbum do grupo e foi lançado no início deste ano, sendo distribuído pela Voice Music. O CD conta também com várias participações especiais, dentre elas, Ricardo Confessori (Shaman).
Talvez Metal Progressivo Experimental seja, realmente, a forma mais correta de definir o som do Abstract Shadows. A grande diversidade de influências, citadas pelos membros do grupo no site oficial, causam na sonoridade final do grupo algo realmente bonito e diferente, caminhando entre o AOR/hard rock, metal melódico, heavy tradicional e progressivo com muito feeling, na dose exata.
Composições muito legais como “In My Dreams”, “Distance Voices”, “Abstract Feelings”, grandes viradas na música, com passagens lentas, pesados riffs de guitarra e baixo poderoso, aliás, todos os caras são excelentes músicos e Neno Fernandes gasta categoria no disco todo, com um estilo e timbre de voz de arrepiar.. Outros destaques vão para as faixas “Shadows”, que puxa o disco, e “Spirits”.
Álbum altamente recomendável para o pessoal que curte metal progressivo e para quem gosta de rock em geral sem radicalismos.
(Bob Riot)

Site:
www.abstractshadows.com.br

 

JADIS – PHOTOPLAY – InsideOut Music - Importado - Nota: 8,5
Sexto disco deste grupo inglês de AOR, com fortes influências do rock progressivo e em alguns momentos caindo para o pop rock, ora lembrando Marillion e Kansas.
Gary Chandler (g/v), Martin Orford (tc), John Jowit (b/v) e Stephen Christey (bat) são os caras que fazem parte desta gravação, sendo que o guitarrista Gary Chandler é o homem por trás das composições do grupo.
O grupo no início de sua carreira ficou conhecido como uma promessa de um novo progressivo, mas enveredou para outras praias deixando alguns fãs meio descontentes.
Como ainda não ouvi os discos anteriores... vamos ao disco em questão.
Analizando pelo lado AOR, um disco com bonitas composições, destando “What Goes Around”, “Asleep In My Hands” e “All You've Ever Known”, bom trabalho vocal e instrumental.
Para quem espera um prog rock vai se decepcionar, pois, pelo que parece, o Jadis escolheu um caminho diferente para suas músicas. Está aí talvez algo a ser discutido entre os próprios fãs. O que é melhor?! Continuar fazendo o mesmo som que não vai acrescentar nada de novo (se eu citar alguns grupos os fãs não vão gostar) ou todo o disco ser tratado como uma nova criação, sem comparação com o passado, como se fosse um novo grupo que você estivesse ouvindo?!
Algo para se meditar.
(Bob Riot)

Site:
www.jadis-net.co.uk

 

GLYDER – GLYDER – Bad Reputation Records - Importado - Nota: 8,0
A Irlanda é um país que trouxe grandes nomes ao cenário do rock como Thin Lizzy, Rory Gallagher, Gary Moore e U2, e o Glyder é mais um a se juntar a esta fileira de nomes.
Depois de lançar um EP com 6 músicas aparece com seu debut álbum cuja produção está a cargo do famigerado Chris Tsangarides (Sabbath, Judas, Ozzy e muitos outros).
A influência do Thin Lizzy no som da banda não é, de maneira nenhuma, negada pelo guitarrista da banda Bat Kinane, nas suas entrevistas e que acha interessantíssimo criar uma música moderna com influências antigas.
No site do grupo há declarações, inclusive da mãe de Phil Linnot, dizendo que vê-los ao vivo tinha tido a mesma sensação de ver seu filho. Bruce Dickinson chegou a tocar uma música do Glynder num programa.
Músicas com muita energia, bem calçada na essência da música dos anos 70 e 80, sem muita frescura. Ouvindo “Colour Of Money” e “PUP” (Pretty Useless People – pessoas inúteis), realmente me senti ouvindo Thin Lizzy, que é um grupo muito pouco conhecido do grande público brasileiro, mas de notoriedade no rock mundial (o Iron Maiden foi muito influenciado pelo Lizzy). “She’s Got It” é uma faixa que me fez lembrar de Jess Cox, ex-vocalista do Tygers Of Pan Tang, grande batalhador do cenário metálico mundial e dono da Neat Records.
Ta aí um grupo para o pessoal que curte grupos com influência setentistas.
(Bob Riot)

Site:
www.glydermusic.com

 

ETERNA – LIVE! – Die Hard - Nacional - Nota: 10
Bem... eu não sou a pessoa certa para escrever sobre o Eterna, certamente. Não sou especializado em rock cristão e fiquei afastado muito tempo do cenário do rock nacional como podem ler sobre mim em “Quem faz a Strike”. Megalomanias à parte... foi um enorme prazer ter um primeiro contato com os sucessos do Eterna em versão ao vivo. Para quem não conhece um grupo, um disco ao vivo ou uma coletânea, ajudam bastante na divulgação do trabalho de uma banda, mas só se faz isto quando um grupo já é muito conhecido, como é caso do Eterna.
Não é à toa que o grupo recebeu inúmeros elogios e indicações a prêmios e é um grande nome do meio, que não deve nada a outros nomes consagrados do rock nacional.
Falando do álbum propriamente dito, a gravação tá bem legal, apesar das reclamações de Leandro Caçoilo no final de “Searching for Salvation”, o baixo de Jason Freitas pode ser ouvido muito bem, demonstrando toda a sua técnica, a produção do disco de um modo geral é esmerada. A versão em digipack (a que estou ouvindo) vem com a faixa bônus “Keep Fighting”.
Para mim, os destaques vão para as faixas em português, “Terra Nova” e “Piedade”. Um álbum para agradar a todos que gostam de boa música.
(Bob Riot)

Site:
www.eterna.com.br

 

DAVE BAINBRIDGE – VEIL OF GOSSAMER – Open Sky - Importado - Nota: 9,0
Bainbridge é guitarrista, tecladista, multi-instrumentista, arranjador, compositor, produtor e um dos membros fundadores da banda cristã de progressive celtic (se é que eu posso chamar desta forma) Iona.
Dave vem de uma família de músicos e desde os oito anos toca piano, e teve seu primeiro contato com a guitarra aos treze anos tendo aulas com o seu pai. Berço musical e experiência a o cara tem.
Veil Of Gossamer é o segundo álbum de sua carreira e foi lançado em 2004, seis anos depois de seu solo debut chamado “The Eye Of The Eagle” com David Fitzgerald (ex flautista do Iona) inspirado no livro de homônimo de David Adam, sobre espiritualidade celta, que participou como narrador em uma versão deste álbum.
Este álbum, boa parte instrumental, segue um pouco a linha já desenvolvida pelo Iona, flutuando nuances entre Joe Satriani, Pink Floyd, e música folk.
Grande momento lírico em “Until The Tide Turns”, é de arrepiar a interpretação cheia de feeling de Joanne Hoog (por coincidência também do Iona), “Star Filled Skies” e “The Everlasting Hills” parecendo uma trilha sonora de “Highlander”.
Bom disco para quem gosta de relaxar de vez em quando, deitado no escuro, ouvindo um bom rock progressivo.
(Bob Riot)

Site:
www.davebainbridge.com

 

TORMENTA – TORMENTA (EP) - Independente - Nacional - Nota: 8,5
Esta banda de Ribeirão Preto/SP foi formada em 1998, algumas mudanças em sua formação causaram períodos de inatividade tendo o grupo retornado ao cenário em 2005.
Executando um thrash metal de influências oitentistas e cantado em português, no final de 2006 a Tormenta lançou este EP que originalmente seria um Demo CD.
Este álbum tem um som agressivo, bases rasgadas no melhor estilão oitentista, cantando em português trás uma certa nostalgia para os mais antigos.
Rogener Pavinski (v/g), Flavio Santana (g), Ricardo Minutti (bat) e Fernando “Muttley” (b) mostram seu competente trabalho em todas as músicas, com destaque para “Desprezo e Ganância” e “Tormenta”, que é divida em três partes.
Mais um bom grupo de thrash que ainda tem muita batalha pela frente.
(Bob Riot)

Site:
www.tormentametal.com

 

TAURUS – SIGNO DE TAURUS (20 Years Anniversary Edition) – Marquee Records - Nacional - Nota: 10
Edição comemorativa de 20 anos do lançamento deste CD, o primeiro do grupo, que foi um clássico do heavy metal dos anos 80. Como bônus estão algumas gravações ao vivo da banda no Circo Marinho (Santos) em 1987 (eu estava lá!) e 1985 no Caverna II além das demo tapes do grupo.
O segundo álbum Trapped In Lies também será relançado no segundo semestre deste ano. Vale lembrar para o pessoal mais novo, e que hoje pensa que tocar heavy metal é difícil... Imagine a 20 anos atrás?!
Os grupos desta época abriram, ou melhor dizendo, escancararam a porta para que o heavy metal nacional atingisse o contingente de grupos que temos hoje em dia e com a qualidade comparável aos grupos gringos.
Verdadeiros bandeirantes do heavy metal, se aventuraram, em sua própria língua, a criar algo antes até inimaginável num país envolto no ditadura (algum jovem estudou isto no colégio?).
Deste disco saíram vários clássicos como “Batalha Final”, “Mundo em Alerta”, “Massacre” e “Falsos Comandos”. A remasterização do disco ficou animal e nem parece que foi criada a tanto tempo.
Um disco indispensável para os que gostam, ou querem ter em sua discoteca alguma coisa sobre a história do heavy metal nacional. Com certeza o Taurus é um destes personagens.
(Bob Riot)

Site:
www.marquee.com.br

 

LUIS WASQUES – HIGHEST MOUNTS – Independente – Nacional – Nota: 7,5
Luis Wasques é um jovem guitarrista que começou sua carreira na música como vocalista do extinto Steel Wings e participou do Silent Scream, que tocava prioritariamente covers do Iron Maiden, época em que começou a compor músicas sem compromisso.
Com estas composições decidiu gravar seu próprio CD em seu homestudio e daí surgiu o “Highest Mounts”.
Influenciado desde cedo por nomes como Aerosmith, U2, Metallica, Led Zeppelin e Ozzy, pode-se notar uma grande influência de Bruce Dickinson nas harmonias vocais (segundo o próprio músico, o “The Number Of The Beast”, foi um divisor de águas).
“Highest Mounts” é voltado ao heavy tradicional e hard rock, a gravação não é ruim, apesar de ser gravado em homestudio, eu acho que instrumentos sintetizados não dão aquele peso de rock, seria mais legal convidar uns amigos para participar nos outros instrumentos.
No geral o CD trás boas composições, incluindo refrãos e riffs de guitarra muito legais, mostrando seu competente lado de compositor. Destaques para “Save Me Lord”, “Pearls Of Sorrow” e “Fire”. Todas as músicas podem ser baixadas no site oficial de Wasques.
Luis está preparando um segundo CD, que ele promete ser bem melhor que “Highest Mounts”, vamos aguardar.
(Bob Riot)

Site:
www.luiswasques.cjb.net

 

EXTOL – BLUEPRINT – Silent Music - Nacional - Nota: 7,5
Encontrei uma definição na internet sobre o som do Extol que era assim... technical death metal oriundo da Noruega. Esse negócio de definição me deixa louco... escrevo muito subdividindo os grupos utilizando estes argumentos e que até consegue aproximar um grupo ao outro em matéria de comparação. Mas cá entre nós... é uma chatice.
Vou entrar na linguagem mais direta... Extol é uma banda cristã com a sonoridade dos grupos de Nu Metal, como já citei em outras resenhas... vocal esganiçado quase arrebentando a garganta, sem solo de guitarra pra variar, mas também com um ponto positivo, não tem partes hip hop, tá mais prá death metal mesmo, música extrema, com algumas passagens progressivas.
Alguns riffs interessantes como em “Void”, “Gloriana” e “Soul Deprived”. Não decepciona o ouvinte quando o mesmo já está preparado para ouvi-lo e tem gosto para tal estilo de metal.
Os músicos: Tor Glidje (guitar), David Hawk (drums), Ole Halvard Sveen (guitar/vocals), Peter Spevoll (vocals) e John Robert Mjaland (bass).
(Bob Riot)

Site:
www.extolweb.com

 

KRONICLES – THE SONGMAKER – Independente - Importado - Nota: 7,5
Banda cristã de New Jersey, EUA. Este disco foi lançado em 2005 e não consegui muitas informações sobre o grupo na Internet já que o CD não veio com release.
Bom, falando em Kronicles estamos falando do que alguns chamam de New Metal, vocal esganiçado em algumas partes das músicas, misturado com vocalizações mais harmônicas, e, para variar, sem solos de guitarra.
Bato na mesma tecla quanto aos solos porque considero o rock como sinônimo de guitarra e vice-versa, os dois são quase que irmãos univitelinos, gêmeos idênticos com a mesma carga genética.
Felizmente “The Songmaker” não traz aquelas influências hip hop de Linkin Park e Limp Biskit (que por sinal já saíram da mídia pelo que tenho visto), algumas vezes sente-se um hard rock por trás dos refrãos.
Um disco que não chega a comprometer e poderia conseguir até certa aceitação no meio mas como se trata de produção independente, cristã, pode esquecer que os produtores de dinheiro (por que não existem produtores musicais por trás dos grandes nomes da música).
A banda formada por Danny (vocais), Johnny (guitarra), Lionel (bateria) e Steven (baixo) não desaponta, mas com certeza vai passar desapercebida no meio da massa capitalista mundial. Destaque para as músicas “Reason”, “Try” e “Circle”.
(Bob Riot)

Site:
www.kronicles.com

 

BLISSED – CORROSIVE – KR Records - Importado - Nota: 7,5
Banda cristã, o Blissed foi fundado em 2002 por David Pearson (vocals/guitar), além de contar com Jeff Miller ((lead guitar/vocals), Geoff Breen (bass/vocals) e Nathan Kojak (drums).
A proposta do grupo é de fazer um hard rock moderno que abranja uma larga audiência, encarando os freqüentes climas de mudanças quem envolvem o rock.
“Corrosive”, o segundo álbum do grupo, lembra as bandas de Seattle com refrões hard rock, às vezes com bases de guitarra voltadas para o doom metal. Realmente um álbum que até pode arrecadar muitos ouvintes de diferentes estilos, principalmente o público mais jovem, que é puxado para o novo rock sem solo de guitarra, de hard rock só a tendência do refrão cativante.
Músicas que certamente farão sucesso entre o público citado acima, e se tocado em rádio, com maior investimento em divulgação, poderão fazer o grupo ficar bem conhecido no Brasil, “Superhero”, “Monster”, “Get Up” e “Betrayal”.
Disco para quem não é preso aos velhos estilos, não tem medo de arriscar, e que não se importa com o velho e bom solo de guitarra. Há... tem um solo com umas dez notas musicais em “Rise”
(Bob Riot)

Site:
www.blissed.biz

 

BRIDE – SKIN FOR SKIN – Golden Hill Records - Nacional - Nota: 9,5
O Bride foi um dos expoentes do metal cristão dos anos 80 e este disco de 2006 foi anunciado como o penúltimo álbum da banda. Chamados de pioneiros do heavy metal cristão, ao lado do Petra, iniciaram suas atividades em 1983 influenciados pela NWOBHM e bandas como Judas Priest e Iron Maiden.
Algumas mudanças na linha musical do grupo não foram bem aceitas por alguns fãs, as baixas vendas dos CDs e falta de apoio das igrejas, desmotivaram o grupo a continuar seu trabalho culminando no fim do grupo agendado para 2007.
“Skin For Skin” trás um metal moderno, infelizmente sem solos de guitarra, mas pesado e empolgante, daqueles que fazem a gente banguear, aliando instrumental thrash e refrãos com características hard rock. Faixas como “Skin For Skin”, “End Of Days” e “Take the Medication” mostram a energia do grupo em sua proposta musical.
Dale Thompson é com certeza um dos grandes vocalistas da cena metálica cristã e mostra isto ao longo do álbum. O mercado latino americano é considerado com um dos maiores redutos de fãs do grupo e com certeza vão sentir a ausência desta renomada banda, mas quem sabe, o anunciado fim do grupo não fica somente no papel e eles ainda continuem a brindar seus fãs por um longo tempo.
(Bob Riot)

Site:
www.bridepub.com

 

EUROPE - SECRET SOCIETY - Drakkar Records - Importado - Nota:7,0
Se você ouviu "Start From The Dark" (2004), pode decepcionar-se um pouco, pois "Secret Society"traz um hard rock ainda mais moderno. O ponto bom é que é pesado - muito mais pesado do que se imaginaria ao ouvir os trabalhos anteriores da banda, uma boa idéia para este álbum é criar um mix de Pink Cream 69 e a modernidade sonora, de um Audioslave da vida.
John Norum continua sendo um show a parte, os vocais intensos de Joey Tempest, apresentam as principais qualidades de um frontman que se entregaem sua performance, sendo que temos muitos efeitos na voz, fator este que acaba prejudicando a audição e a qualidade de Joey.
A faixa título, que abre o trabalho, e sua sucessora, "Always The Pretenders", são uma amostra clara e objetiva da nova proposta do Europe, com melodias e refrões muito forte. "Love is Not The Enemy", tem uma pegada muito forte. O mesmo dá para dizer de "Let The Children Play", cujos riffs completamente heavy metal se misturam harmoniosamente com um coral de crianças que, em dado momento da canção, assumem o refrão no lugar de Tempest.
A dobradinha "Human After All" e "The Getaway Plan" é o tipo de trabalho que, são moderninhas demais lembrando em muito os grupelhos americanos, sendo portanto o ponto fraco do CD. "Wish I Could Believe", joga a bola para cima novamente, apresentando um dos refrões mais arrebatadores do CD.
Este é um disco bastante controverso, tendo bons e maus momentos, pois na minha opinião abusam um pouco da modernidade, mas mostram competência como sempre para compor criando temas pegajosos.
(Adriano Gandolfi)

Site:
www.europetheband.com

 

DICE - WITHIN Vs WITHOUT NEXT PART - Scene Records - Importado - Nota:7,0
Dice divirta-se você fara uma viagem através do seu espaço interior. Esta é a frase que ilustra o CD Without Vs. Within Pt. 1., mas o que isso significa? É totalmente filosófico e espiritual. E esta é a complexa temática do cd que faz algumas colocações interessantes e colocam a cabeça para funcionar.
Temática a parte a banda composta por Christian Nove, lead vocals, bass, rhythm guitars, mellotron, Henry Zschelletzschky - keyboards, background vocals, Peter Viertel - lead and rhythm guitars e Thomas Bunk – drums, fazem um som até certo ponto complexo e bastante progressivo.
De qualquer forma o som do Dice que já tem 13 trabalhos em sua carreira, mostra em meio a muita psicodelia um trabalho forte no quesito instrumental, mas com uma necessidade de maior desenvolvimento na parte vocal. Um ponto de destaque é o trabalho de guitarras executado com muita técnica e feeling.
No total temos 59 minutos de muito prog e de muita psicodelia, se você não curte um destes items, não chegue perto, porém se é fã pode correr atrás.
(Adriano Gandolfi)

Site:
www.dice-band.de

 

DESPERADOS - THE DAWN OF DYING - Drakkar Records - Importado - Nota:7,0
A gama de possibilidades que existe em se mesclar estilos musicais dos mais diversos à distorção tão característica do rock pesado parece infindável. No caso do Desperados, o conceito é totalmente inusitado: mixar as estruturas musicais de canções do velho oeste norte-americano que já fazem parte do imaginário popular com o heavy metal.
O Desperados é um projeto solo do multi-instrumentista Alex Kraft (Onkel Tom Band), que conta com o vocalista Tom Angelripper (Sodom) para ser seu principal parceiro neste registro. Completando a seção de músicos foram convidados Volker Liebig (baixo), Peter Knapp (guitarra telecaster) e Olly Lampertsdörfer (bateria). Lançado inicialmente em 2000, o CD soa bastante contemporâneo.
O resultado é pesadíssimo na grande maioria das canções, mesmo havendo a inclusão de instrumentos como harpa, bandolim e banjo. Toda a temática do encarte é voltada ao velho oeste, com letras narrando muitos eventos reais ocorridos e inclusive com fotos de grandes personalidades deste período.
Tiros, cavalos, carroças e outros sons do gênero se misturam com as faixas densas, quase power metal e com as vocalizações agressivas de Tom, como em “Gomorrah Of The Plains”, ”Gone With The Winds” e “Devil´s House”. Já com maior influência das canções de trilhas sonoras de filmes do velho oeste temos “Rattlesnake Shake” e a espetacular “My Gun And Me”, onde as vozes se dividem entre Tom e Onkel num dos grandes momentos do CD. Se você gosta de novidades este é um bom pedido.
(Adriano Gandolfi)

 

HIGHERLAND – HIGHERLAND - Independente – Nacional - Nota:8,5
O metal circula nos meios mais variados e improváveis, pois em meio a um bate papo de pessoas em um mesmo ambiente empresarial, descobri que um colega de trabalho além de curtir o estilo possui uma banda, a qual recebi o cd e com enorme satisfação preparei esta resenha, mais uma prova de que o metal persiste, por mais que nossas obrigações diárias nos imponham regras, o nosso sangue circula o monstrinho do metal.
Este quinteto do interior de São Paulo, integrado por Rodrigo Martins(Vocais),
Aydin Ilhan (Guitarras), Andrew Albuquerque (Baixo), Adriano Bassoi (Teclados) e Daniel Mestre (Bateria), tem no seu DNA fortes influência de um heavy tradicional, mas utilizando vários outros elementos, como toques prog, sem as frescuras típicas do gênero, soando mais direto e prático.
Este EP apresenta cinco músicas, com uma boa produção, sendo clara a qualidade sonora e gráfica do material, principalmente quando falamos de um material independente.
“Bridge To Fall” abre o cd e tem uma pegada bem heavy, sendo uma das melhores senão a melhor composição do quinteto, mostrando-se forte e versátil, nesta faixa o trabalho vocal esta bom mas com uma produção mais esmerada pode ficar ainda melhor e com mais impacto, mesmo assim o que esta representado aqui reflete a versatilidade da banda.
Na seqüência temos “Noonday Demon” que segue uma linha mais cadenciada, mas que da mesma forma da anterior causa impacto, “Still The Same” vem na seqüência e mostra o feeling do trabalho de guitarras, sem precisar muito virtuosismo, demonstrando que as vezes as melhores saídas são as mais simples. Iron Mask segue uma linha mais melódica com alguns toques progs, alias um ponto a se destacar é o trabalho de Adriano Bassoi nos teclados, onde brilha pela simplicidade e bom gosto de timbres, sempre atuando de forma a preencher as lacunas e ocupando os espaços sem invadir momentos de outros instrumentos, realmente um trabalho digno de nota.
Para finalizar “No Tears”, tem uma pegada pesada e mantem o trilho das composições em alto nível e com variedade, mas manutenção da identidade. Há pontos a serem melhorados??? É óbvio, mas para um primeiro trabalho a banda mostra muita qualidade e competência, sendo bem produzida podem agradar a muitos fãs do estilo por serem criativos sem exagerar nas invencionices. Estamos aguardando mais material e que as gravadoras fiquem atentas a mais uma promessa do metal nacional.
(Adriano Gandolfi)

Site:
www.higherland.net

 

TRINITY - HEARTBREAK RIDGE - Independente - Importado - Nota:6,5
Neste CD nós encontramos cinco faixas, sendo que duas são covers (Pet Semetary” do Ramones e do “Ace of Spades” do Motorhead). Estranho uma banda que exista desde 1994 use dois covers para compor um pequeno repertório de 5 músicas.
O Trinity mostra-se uma banda ainda sem uma identidade fixa usando variações de todos os gêneros do metal, a conclusão da salada não é ruim, mas causa estranheza, vejamos até pelos covers, onde o som do Motor esta bem fiel e mostrando competência do grupo na execução, em compensação, a faixa dos Ramones pode ser julgada como um ultraje por fãs mais fiéis.
As três composições restantes são agradáveis para escutar uma vez, mas nada mais do que isto. São boas faixas mas nada de excepcional. Um ponto forte é o forte trabalho de backing realizado pela banda.
Resumindo é uma salada sonora de metal que precisaríamos de mais faixas para saber se a coisa anda ou não.
(Adriano Gandolfi)

 

COUNTERPARTS - A DREAMER BETRAYED - Independente – Importado - Nota:6,0
Mais um trabalho de prog metal, e isso já torna a audição uma tarefa mais complicada, até porque a chuva de bandas deste estilo que presa o virtuosismo e acaba tornando o som enfadonho e cansativo, se não bem conduzido e pensando apenas no técnico.
O ponto aqui não foi diferente, a banda é competente, os músicos rápidos e técnicos, mas falta feeling as composições, e não tem jeito música é estado de espírito e tem que de alguma forma pulsar, principalmente para um headbanger, e aqui a pulsação para, corre, pula, volta e fica sem sentido gerando um quase enfarte ou uma depressão.
Talvez os fãs do gênero aprovem, eu gosto do gênero, mas o Counterparts cai na mesmice não traz nada de interessante, novo ou agradável. Talvez numa próxima tentativa.
(Adriano Gandolfi)

 

ROSA ÍGNEA – ANCIENT EYES - Independente - Nacional - Nota: 8,0
O Rosa Ígnea teve suas atividades iniciadas em 2003 a partir de outra banda chamada Magna Carta. As composições que iriam ser usadas para esta banda serviram como a base do som do grupo.
Quando da composições e gravação do disco houve substituição de alguns membros. Nesta fase entram a vocalista Isabela Santos (ganhadora de vários prêmios de jovens músicos) e o baterista Guilherme Mitre, que formam a line-up atual com Daniel Kojima e Richard Squair nas guitarras, Renato Kojima no baixo e Gustavo Ivon nos teclados.
A proposta das letras da banda giram nas questões que afetam o ser humano através dos tempos, seu entendimento e sua busca e esperança. Ancient Eyes foi lançado e distribuído de forma independente e se esgotou rapidamente o que propiciou uma parceria para nova prensagem e distribuição pela Erpland Records.
“Ancient Eyes” vem com um tipo de som que viaja nas sonoridades melódicas tipo Nightwish, algumas vezes remetendo ao gótico, devido às harmonias vocais líricas da banda. Aliás, este seguimento do rock influenciou e ainda faz a cabeça de muitos jovens.
Neste primeiro CD da banda as composições ficariam legais mesmo sem o contexto lírico utilizado, entre elas, “Alone In Paradise”, “Remembrance” e “ When Dreams Come True”.
Jovens e bons músicos à procura de seu espaço. Aguardemos os próximos passos do grupo.
(Bob Riot)

Site:
www.rosaignea.com

 

GOV'T MULE - HIGH & MIGHT – ATO Records - Importado - Nota: 9,0
Para os headbangers, o Gov’t Mule teve seu nome conhecido devido a algumas declarações de James Hetfield colocando a banda como uma de suas favoritas. Para os admiradores do Southern Rock, nenhuma novidade já que se trata de um dos grandes do estilo.
Um pouco da história do Mule... O guitarrista Warren Haynes participou do revival do Allman Brothers Band e daí surgiu o embrião do Mule tendo lançado seu primeiro disco em 1995. Inicialmente o grupo seria um power trio como grandes nomes dos anos 60 inspirado em Jimi Hendrix Experience, Cream e James Gang mas não vingou a idéia. Haynes foi eleito o 23o melhor guitarrista de todos os tempos pela Revista Rolling Stone em 2003 (sempre haverá controvérsias mas é só para constar).
Além de Haynes na guitarra e vocal, o Mule conta com Matt Abts na batera, Danny Louis nos teclados e backing vocals e o baixista Andy Hess.
High & Might talvez não encha os olhos dos mais ardorosos fãs mas trás todos os ingredientes do bom e velho Southern, blues, hard e soul music com a total competência que o grupo já comprovou ao longo dos anos.
Citando algumas faixas, “Child of the Earth” e “Endless Parade”, grandes músicas na linha blues, os hardões “Brand New Angel”, “Streamline Woman” e “Brighter Days” com a familiar slide guitar.
Resumindo, High & Might é um excelente álbum para quem quer conhecer ou já curte o Gov’t Mule.
(Bob Riot)

Site:
www.mule.net

 

T.A.O. – THE ABNORMAL OBSERVATIONS – Unicorn Digital - Importado - Nota: 9,5
Jovem grupo polonês de rock progressivo que trás em sua formação: Lukasz Adamczyk (baixo); Adam Jurewicz (guitarras, vocais); Robert Sztorc (bateria, percurssão) e Kamil Urbanski (teclados).
Após gastarem várias noites ouvindo e tocando músicas dos artistas Planet X, Tower Of Power, Mike Patton e muitos outros o grupo sentiu que poderia criar sua própria música e estão na ativa desde outubro de 2003.
Como não consegui a origem do nome T.A.O. corri atrás do Wikipedia... Tao (pronuncia-se tao, mas na grafia chinesa Pinyin escreve-se Dao) significa, traduzindo literalmente, o Caminho, mas é um conceito que só pode ser apreendido por intuição.
Esta definição taoista pode ser aplicada ao som do grupo. Uma mistura de estilos musicais sem limites, nada concreto. Você pode ouvir passagens de death metal aliado a teclados psicodélicos, ou hip hop/soul music/heavy metal com jazz ou progressivo. Alguém pode imaginar o que isto pode dar? Pois é... só por intuição.
Talvez o som do grupo transcenda nossa imaginação a pontos distantes no universo ou nos coloque com os pés no chão a ponto de alguém poder pegar o CD e jogá-lo no lixo. Vai de o quanto o ouvinte está disposto a encarar o som do grupo.
Não sei se este é o “o Caminho” que muitos irão apreciar, se é o certo, ou o errado, mas com certeza está fora dos limites que estamos acostumados. Um ponto de reflexão de como a música pode ser construída. Exemplo: “Forget It” ou “Se Ma Nei”.
(Bob Riot)

Site:
www.tao.freehost.pl

 

DARYL STUERMER – REWIRED! THE ELECTRIC COLLECTION – Unicorn Digital - Importado - Nota: 9,5
Guitarrista rodado, que já tocou com Jean Luc-Ponty, Gênesis e alguns de seus ex-integrantes como Phil Collins e Mike Rutherford. Influenciado desde criança por nomes do Jazz como Howard Roberts, Wes Mongomery e nos anos 60 por Jimi Hendrix, Larry Coryell e John McLaughlin.
Fez sua primeira grande tour em 1975, com 22 anos, acompanhando Jean Luc-Ponty tendo gravado quatro álbuns com o músico. Em 77 conheceu Rutherford quando se envolveu com os membros do Gênesis tendo participado da composição de várias músicas com os ex-integrantes.
Em 1987 começou sua carreira solo e lança agora seu oitavo disco. Álbum instrumental calçado na sonoridade do jazz-rock lembrando muitas vezes os bons tempos do Dixie Dregs (leia-se, Steve Morse).
Alguns podem associar o álbum com o estilão Satriani, portanto os admiradores dos solos técnicos e harmonias de guitarra irão deixar a baba correr da boca.
Disco com boas composições como “Highland Hip Hop”, “Road Warrior”, “Deadline” e “Determined”. Ouvindo o disco cheguei a lembrar do grande Jeff Beck, que foi um dos primeiros guitarristas a fazer um som parecido, e com Jean Luc- Ponty, que também é um dos grandes nomes do jazz-rock.
Como disse, é altamente recomendável para os fãs do gênero.
(Bob Riot)

Site:
www.darylstuermer.com

 

X-RAPTOR – GOD FROM THE MACHINE - Independente - Nacional - Nota: 10
Recapitulando um pouco da história... o grupo que é uma continuação de outra extinta banda chamada Raptor, da qual saíram Ronaldo Oliva (v) e Daniel Sant’Ana (g). Depois de completar a formação lançaram seu primeiro demo-cd chamado “Burning Hate” no final de 2004 que recebeu excelentes críticas por parte da imprensa especializada.
Depois de alguns problemas com a formação conseguem lançar “God From The Machine” com Hugo Carlino (g), Luciano Matuck (bat) e Danilo Franchini (b) completando o grupo.
“God From The Machine” é um álbum recheado de boas músicas o que vem ratificar a boa impressão já deixada em seu demo-cd. Um Thrash Metal diferente do que se tem feito atualmente conforme a apresentação que o grupo faz no seu site. Passagens pelo prog metal, thrash e death fazem o disco autêntico com bases esmagadoras, algumas nos remetendo aos anos 80, bateria pesada com altas variações.
Uma coisa que sempre quis ouvir no Thrash nacional era uma maior preocupação maior com a harmonia vocal. O X-Raptor conseguiu colocar neste disco algo que ainda não tinha ouvido, vocalizações utilizando bons agudos com passagens guturais em um ótimo trabalho do vocalista Ronaldo Oliva, que com certeza figurará entre os grandes nomes do estilo em breve.
Para uma produção independente... a parte gráfica do disco é de encher os olhos, de primeira qualidade.
Disco com composições homogêneas destacando-se “Disturbers Of The Order... Rebellious Crowd”, “Pay The Price”, “Simulacra Simulation” e “Unleash The Raptor”.
Um grupo que já não é mais uma promessa e que já nasce mostrando toda a sua força. Que sejam bem vindos e permaneçam por bastante tempo!
(Bob Riot)

Site:
www.x-raptor.com

 

 
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