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CRESCENT SHIELD – THE LAST OF MY KIND – Pure Steel Rec/Cruz Del Sur Music – Importado – Nota: 8,0

Da eterna terra do famigerado “Hard Rock Farofa”, vem o Cresecent Shield, banda que vem em seu primeiro trabalho, intitulado “The Last Of My Kind”, mostrando um Heavy Metal característicamente americano, com faixas que em sua maioria, possuem um andamento mais lento.

Mesmo assim Michael Grant (voz), Dan DeLucie (guitarra), Melanie Sisneros (baixo) e Craig Anderson (bateria), que já teve uma passagem pelo Seven Witches, conseguem, ao longo das 11 faixas do trabalho, mostrar uma boa dose de variação, com faixas que vão do Epic Metal de “Slaves To The Metal Horde” ao Power Metal de “Burn With Life” e Unfinished Ashes” e à interessante mescla de AOR com metal “The Path Once Chosen”.

Todos os músicos aqui presentes cumpriram muito bem o seu papel, sendo difícil destacar um ououtro individualmente. “The Last Of My Kind”, foi lançado originalmente em 2006, mas em abril de 2009, foi lançada uma versão em vinil duplo, pela Pure Steel Records.

(Rodrigo Ribeiro Freitas)


CRESCENT SHIELD – THE STARS OF NEVER SEEN – Cruz de Sur Music – Importado – Nota: 7,5

Três anos após o bom começo com “The Last Of My Kind”, os californianos do Crescent Shield, retornam com “The Stars Of Never Seen”, um trabalho que segue a linha do debut, mas que conta com um toque a mais de agressividade e influências de Prog Metal (isso nota-se logo na primeira faixa: “Under Cover Of Shadows”).

 

O álbum segue num bom pique com os bons refrões de “The Grand Horizon” e os riffs cavalgados de “10,000 Midnights Ago”. O Power Metal vem em “My Anger”,  precedendo a inusitada “The Bellman”, mas a melhor faixa do trabalho é a última: “Lifespan”, com sua levada cativante e seu excelente refrão, deixa uma ótima impressão sobre o novo do trabalho do Crescent Shield. Mas eu prefiro o debut.

 

(Rodrigo Ribeiro Freitas)


CAIN’S DINASTY – LEGACY OF BLOOD – Independente – Importado – Nota: 6,5

Ao pegar o cd do CAIN'S DINASTY tive a certeza de estar diante de mais álbum de gothic metal daqueles com uma mina fazendo o papel de beauty com vocais suaves e melódicos e um cara sendo o the beast com vocais urrados (aliás, essa fórmula já torrou faz tempo né?), afinal a capa remete a isso, ela traz um desenho com três minas pouco vestidas se acariciando de forma vampiresca e sensual.

Mas quando a musica começa, esta impressão vai por água abaixo. O que se ouve neste LEGACY OF BLOOD (primeiro álbum desta banda espanhola) é power metal melódico. O problema começa ai, afinal este estilo já está bastante desgastado e o Cain’s Dinasty é apenas mais uma banda comum. Seu metal melódico não é ruim de forma alguma, mas é extremamente genérico, todos os clichês que o estilo pede estão aqui. Bons músicos sem duvida, mas executando um material com pouca inspiração. Quando já me preparava para dar uma nota bem baixa eis que a partir da musica 5 (são 9 ao todo) The Journey a coisa muda de figura. A banda poe as manguinhas de fora e explicita sua influencia pelo som de King Diamond!! O que se ouve a partir daí são riffs mais inspirados e músicas mais trabalhadas e criativas. Deixam de lado o lance mais melódico e caem de boca no Heavy mais tradicional e pesado. Os vocais antes pouco inspirados de Ruben Picazo agora mostram clara influencia pelo mestre dos horrores King Diamond e as vezes remetem ate a Warrel Dane em seus tempos de Sanctuary.

A música Infância Eterna é toda cantada em espanhol e mostra que a banda poderia recorrer mais a sua língua natal, pois ficou muito boa cantada desta forma.

Um álbum que começa morno, mas que felizmente termina de forma bastante positiva fazendo com que se crie boa expectativa de um novo trabalho desta jovem banda.

Completam a formação Roberto Garcia (guitarra), Paco Castilo (baixo), J.J.Ruiz (guitarra) e Marcos E. de Juana (bateria).

(Pepinho Macia)


CHICKENFOOT – CHICKENFOOT – Redline Entertainment Rec – Importado – Nota: 10,0

Grupo esse formado por músicos famosos vindos de bandas famosas, o que no rock se convencionou chamar de super-grupo. Os músicos são: vindo do Van Halen temos Sammy Hagar (vocais) e Michael Anthony (baixo), do Red Hot Chilli Peppers temos Chad Smith (bateria) e ainda o guitarrista virtuoso Joe Satriani.

O som é um hard rock interessante como já nos mostra de cara a faixa de abertura, “Avenida Revolution”, uma composição fantástica na magnífica voz de Sammy Hagar, um hard rock cadenciado com pegada forte, bases precisas e solo bem técnico, mas sem perder o feeling. E, marcação forte é também característica da faixa posterior, “Soap On The Rope”, com ótimas intervenções de links de guitarra de Satriani e com a bateria cheia de groovy de Smith. Uma composição que deve se dar bem tanto ao vivo como se deu na gravação. Com alguns toques ledzeppelianos (as progressões).

A seguir vem “Sexy Little Thing” lembrando um pouco Van Halen devido alguns arranjos de guitarra (lembram se de “Finish When Ya Started” do álbum OU812?) e os refrões poderosos e altamente acessíveis. “Oh Yeah!” é um hardão de primeira com refrões a la Motley Crue mas com um som bem mais elaborado que a banda de Vince Neil, essa faixa é outra também que capta o ouvinte logo na primeira audição. Sammy Hagar sempre compôs músicas com refrões pegajosos e sua estada no excelente Van Halen fez com que essa sua característica positiva fosse potencializada ao máximo. Michael Antony como sempre fica na dele, um baixo direto, forte e competente.

“Runnin´ Out” já tem mais características voltadas ao pop rock mais sofisticado apesar dos vocais e solos do hard rock.

“Get It Up” tem características mais modernas com bases diretas e vocais arrastados como Alice In Chains, talvez a única banda que colocou altas doses de hard rock das bandas vindas de Seattle no inicio dos anos noventa.

“Down The Drain” começa com um rock cadenciado com andamento médio e instigante, para o seu final ir para um andamento rápido meio boogie enquanto “My Kinda Girl” é um rock agradável sem perder a pegada forte que o caracteriza.

“Learning To Fall”, de andamento mais cadenciado, é uma composição mais climática, uma balada com refrões igualmente contagiantes das anteriores. Uma bela balada por sinal.

“Turnin´ Left” traz de volta o hard rock bem elaborado da turma, aqueles rockões contagiantes, alegres sem ser glam e que fizeram a alegria da moçada na virada das décadas 1970/80. Um autêntico big rock como o próprio Van Halen definiu na época. Grandioso, bem estruturado, bem tocado, arena rock de primeira.

E para finalizar tem “Future In The Past”, uma composição arrastadona, pesadona, embriagada.

Depois de ouvir essas composições fiquei pensando se Chad Smith não estaria meio que deslocado no meio da turma pois a influência básica do Chickenfoot é indiscutivelmente o Van Halen e praticamente nada de Red Hot Chilli Peppers e, é bom que fique claro logo, e o Van Halen em sua melhor forma. 90% da música do Chickenfoot é um Van Halen um pouco mais adaptado aos dias atuais e os outros 10% são de inspirações satrianescas. Só essa comparação do Van Halen já vale ao Chickenfoot a nota máxima afinal Van Halen foi e ainda é uma das melhores, mais incendiárias e revolucionárias bandas de todos os tempos de hard rock.

Nesse primeiro lançamento o Chickenfoot veio matador, é bom saber que o hard rock bem feito está na ativa como nunca e muito distante ainda para aqueles que já diziam que estaria moribundo. Esse lançamento é imperdível, confira você. Um dos melhores da década sem medo de errar.

Tente adquiri-lo imediatamente.

(Fred Mika)


CHARLEMAGNE – CHARLEMAGNE – Eönian Records – Importado – Nota: 9,5

Eönian Records é uma gravadora especializada em lançar boas bandas do hard glam americano e todas elas contando com uma produção caprichada e, o Charlemagne é uma que não foge desta regra. Charlemagne foi formada em 1987 meio que por brincadeira escolar uma vez que vários alunos se reuniam a outros para fazerem um som. Mas dai então os ensaios foram tormando forma (ensaiavam uma media de três vezes por semana naquela época) e a coisa foi ficando séria até o ponto de começarem a se apresentarem nas casas noturnas de Los Angeles (e eles ensaiavam num grande complexo de salas para ensaios denominado Francisco´s Studios onde várias salas eram interligadas e várias bandas foram formadas dentro desse complexo). A partir dai, Raym Barret (vocais), Scott Oliver (guitarras), Lee Bryan (baixo) e Ken Kowalski (bateria), foram gradativamente conquistando fãs nos arredores de Los Angeles e Orange County (dessa vez já tocando em grandes casas noturnas sete vezes por semana no auge do alegre hard rock americano que foi da segunda metade dos anos oitenta até o início dos noventa).

Os anos se passaram e essa época mágica do hard rock se foi e o som do Charlemagne ficou resgatado nesse album homônimo que foi lançado em 2008.

Quanto ao som, é tipicamente hard rock daquela época e bem feito. Tomemos por exemplo a faixa de abertura, “Secret Romeo”, bem na linha do Bon Jovi dos primeiros tempos (até o timbre do vocalista Raym se parece com o de Jon Bon Jovi). Timbres de vocais muito agradáveis além da excelente técnica do vocalista fazem dessa banda algo acima da media, melodia é o que não falta. As composições são cantadas com muito feeling e bom gosto e tudo isso apoiado sobre arranjos e bases de guitarras muito bem elaboradas e criativas além de solos igualmente bem alaborados e criativos.. Outro exemplo disso tudo são as faixas que vem a seguir, “I Don´t Wanna Lie” e “She´s Only Young” (essa última com um refrão fantastico.

Essa banda avança mais nas melodias que seus conterrâneos e contemporâneos pois algumas composições adentram o terreno do rock AOR esbanjando melodia mas sem perder a energia. “So Far Away” começa como uma balada mas logo vem um hard rock replete de arranjos e muitas variações. Muito boa composição enquanto a que vema seguir, “Is It Ever Easy”, já é hard cadenciado e gostoso de escutar, que poderia competir com os melhores refrões de hard AOR e hard rock de tão contagiante que é.

Nesse tipo de som não há espaços para firulas desnecessárias porém o Charlemagne não se limita a bases cruas pois arranjos, variações e criatividades de todo tipo há por aqui (escute por exemplo a climática “I´ve Got You” e tire suas conclusões).

“Chance Is Calling” e “Last Chance” (essa última uma faixa instrumental) já são mais rock n´roll na linha do Greatwhite. “Wait And See” é uma balada cheia de feeling na linha das melhores do Winger. Climática e com excelentes vocais de apoio. Perfeita.

“I´m Not That Easy” já é mais pesada, arrastada com refrões perfeitos a la Seraiah (alguém lembra dessa ótima banda de hard rock cristão?) e fechando esse lançamento demolidor temos “I Wish I Knew”, já mais rápida mas sem perder um centimetro de construção melodic dos vocais e das linhas de guitarra. Em praticamente tudo essa banda é acima da media das similares que povoaram o EUA nos anos oitenta. Até quem não gosta de hard rock daquela época deve fazer uma excessão ao Charlemagne pois a criatividade e variação aqui anda (ou andava) a mil por hora.

(Fred Mika)


CLENCHED FIST – TRIBUTE TO THE BRAVE ONES – Marquee Rec – Nacional – Nota: 8,5

Surgido em São Paulo, no ano de 2001, com o propósito de resgatar a saudosa era oitentista, com seu tradicional heavy metal direto e sem frescuras. Influenciado por bandas como Ostrogoth, Omen, Manilla Road, Candlemass, Running Wild, entre outras bandas clássicas da época, longe de tendências atuais e modismos. Esta é meta encabeçada pelo grupo.

A temática das músicas gira em torno de histórias medievais e heavy metal e a gravação conta com Vagner Fist (vocal), Chris Clenched (baixo/backing), Epicus Metallicus (guitarra), Frost And Fire (guitarra) e Wild Wild (bateria), mas atualmente as baquetas estão a cargo de Jorge (ex-Sintomas).

O grupo demonstra a sua energia em oito faixas, sendo duas em português e um cover de “Divine Victim” do Manilla Road, além da inclusão da demo Into The Fire, lançada em 2003.

Abrindo o disco com a música “Adaga (Cravando o Mastro Oitentista)”, digna representante do metal cantado em português, voltando às origens do metal nacional, assim como a música “Trombetas da Destruição”, “Bang Your Head” é outra música com bom ritmo.

Hoje em dia fala-se no prefixo retro, ou revival, sem considerar estes termos, podemos dizer que a influência oitentista nunca deixou de existir, em nenhuma parte do globo terrestre, sempre alimentou os corações e as mentes dos músicos para manter toda esta energia. O Clenched Fist é mais uma banda a levantar esta bandeira.

(Bob Riot)


COLDSPEEL – INFINITE STARGAZE – Escape Music LTD – Importado – Nota: 9,5

Coldspell é uma banda relativamente nova (formada em 2005) vinda do norte da Suécia. A origem do Coldspell tem se no compositor e guitarrista Michael Larsson, ex-membro da banda R.A.W., um grupo que havia gravado dois álbuns nos anos noventa com os integrantes Dalton e Kicken (Poodles) na bateria. O Coldspell tem nítidas influências do que há de melhor do groovie dos anos setenta com os refrões pagajosos e o ênfase às linhas melódicas dos anos oitenta e com o peso direto dos anos noventa. E para selar tudo isso com a excelência das produces modernas.

Enfim só no inicio de 2009 que a banda veio a lancer seu album de estréia, um som de guitarra polido, tudo bem definido e com muito feeling e técnica na linha de bandas como os ingleses Blue Murder e Whitesnake mas com melodias e uma sessão ritmicas que os aproximam dos conterrâneos do Treat. E um cd muito bem elaborado e criativo que merece ser analizado faixa por faixa.

A composição de abertura, por exemplo, “Keep on Believin” reúne essas qualidades todas, melodia, refrões ganchudos, ótimos riffs na linha de “Judgement Day” do Whitesnake. O vocal (Swedentorp) é bem criativo e dono de um ótimo timbre (tem claras influências de Dave Coverdale também o que significa algo excelente em se tratando de hard rock).

“Solid Ground” e “Ravin Mad” são energéticas, composições que funcionam bem tanto no cd quanto ao vivo. Vocais de apoio perfeitos e interessantes intervenções de teclados. Novamente dá lhe bons riffs. “Eye of the Storm”, “Shot Down” e “All I Want” são composições mais arrastadas com ênfase total às melodias dos vocais, diversificadas e muito bem elaboradas. “Straight Things Out”, outro exemplo dessa diversificação, é uma faixa ponderosa que começa com um dedilhado para logo cair em guitarras bases retas mas bem variadas e solo perfeito. As acentuações pós solo entre guitarra e o orgão Hammond lembram muito Deep Purple. “Night Falls”, apesar da base pesada de inicio logo cai para um bom arranjo percussive e evolui para uma ótima melodia dos refrões (em que a base é mais reta e mais pesada novamente). Arranjos de teclados de Matti Eklund da à ponte um toque progressivo. “Fade Away” já apresenta riffs pesados e pausados mais ao estilo dos anos noventa mas já na entrada dos vocais sob um andamento arrastado e climatic trazem de volta a melodia contagiante do hard rock classico rock oitentista.

“Greed” é outras com leves toques dos anos noventa mas os refrões, como sempre, são memoráveis, melodias a flor da pele. “Surrounded” já a forte presença dos teclados na introdução fazendo contraponto com uma guitarra ritmica pesada, um faixa de groovy, algo como um Gleen Hughes mais comedido e pesado. E finalmente a faixa título, um hard arrasa quarteirão, pesadão e arrastado sob um riff elaborado e leves acentuações de teclados descambado para partes em que o vocal é bastante exigido e linhas melódicas de guitarra com certa dramaticidade costurando essas partes.

Posso dizer que essa é uma das raras bandas atuais que exercem uma musicalidade de forma integral pois a variedade e riqueza musical dessa banda é imensa. Ótimos vocais (bem criativos e bem interpretados), ótimos e bem elaborados solos com timbres fantásticos e riffs bem sacados além de arranjos inesgotáveis. Mixagem perfeita, mixado pelo lendário Tommy Hansen (Jorn, TNT, Helloween, etc...), e encarte idem.

Nada é cliché e tudo é muito criativo. Não pense, adquira logo o seu álbum.

(Fred Mika)


CLAIRE VEZINA – CYBER NEPTURNE – Unicorn Digital Rec – Importado - Nota: 7,0

Este é mais um trabalho lançado pela gravadora e distribuidora canadense Unicorn Digital Records que se especializou no lançamento de bandas e de artistas de rock progressive, experimental ou space rock que compõem em inglês ou em francês. Outra característica da Unicorn Digital Records é o extremo cuidado com que trabalha os encartes das bandas contratadas, todos eles belíssimos e com várias e elaboradas fotos além, também, da produção do audio ser igualmente impecável. Cyber Nepturno (que é o nome desse album da vocalista Claire Vezina) não foge à regra. Lançado em 2008, toda a produção é extremamente bem feita.

A primeira composição que já é a própria faixa título já é uma verdadeira viagem com uma interessante aclimatação.

Em “Méluzine” e “D´un Récent Naufrage” já possuem mais características variadas, faixas world music, new age no melhor estilo Enya. Climatic ao extremo e com lindos arranjos de teclados e percussão bem criativa. “Il Pleut Sur La Ville” já é uma balada-viagem. A voz de Claire é fantástica e ainda mais cantada em francês torna o album como um todo bem sensual.

“Jeanne” segue um andamente bem cadenciado, já mais na linha do pop rock. Esta faixa é uma das mais indicadas para as radios.

“Dans Ton Mond Cyber” tem uma introdução eletrônica para na seqüência adentrar o terreno da new age com clima bastante místico graças aos timbres dos teclados.

“11H52” é uma composição instrumental, um soft rock com lindos arranjos de teclado e leves solfejos.

“Soleil” é mais outra faixa que mistura new age com pop rock e isso gera clima e uma melodia interessante. Os arranjos de percussão e teclado, apesar de abundantes e estarem presents em todas as faixas nada tem de exagerados. Alias, pelo contrário, eles são bem colocados servindo de apoio para que a interpretação de Claire flua livre.

“Les Soldats” já apresenta piano em sua introdução. Esta tem mais climas dramáticos, mais melancholia que as outras. Apenas piano e voz com leves e esporádicos acordes de teclado.

“Del l´Quest …Une Brise Souffle” é outra faixa que pende para a new age com teclados sintetizando cítaras. Uma composição bem climatic e arrastada onde a percussão tem papel fundamental. Nas partes mais fortes de vocalização há a presença de pandeiro meia lua.

“Tant De Guerres” segue a mesma linha da anterior embora esta última seja um pouco mais animada enquanto “Cyber Neptune II” fecha esse album (essa já conta com uma melancólica introdução de piano com alguns solfejos ao fundo. Um clima bem viajante. É uma composição curta e melancólica.

Enfim, é um trabalho light, usado para relaxamento pois é ideal para ser apreciado durante momentos estressantes como nos engarrafamentos de trânsito das grandes cidades pois seu efeito calmante é realmente audio inductor.

Esse álbum tem um clima atmosférico ondo o ouvinte, uma vez imergido na sonoridade do mesmo, é transportado para cenários paradisíacos. Uma mistura bem dosada de new age, world music, pop rock com leves toques orientais e para arrematar tudo isso uma produção perfeita. A única ressalva é que a estrutura musical do álbum é a mesma do início ao final.

(Fred Mika)


CATCH 22 – SOULREAPER: EVILUTION/DEVILUTION – Metal On Metal Rec – Importado – Nota: 8,0

Grupo americano com mais de 16 anos de estrada, sendo este, seu quarto álbum. T.J. Berry (vocals/guitarra), Hank Ramage (baixo/backing vocal) e Joe Bailey (bateria/backing vocal) são os caras responsáveis pelo som do Catch 22, sendo T.J. Berry o fundador do grupo.

Disco duplo, sendo o primeiro chamado de Evilution Rising e o segundo de Devilution Descending, o CD 1 já havia sido lançado como promo, mas a idéia sempre foi o lançamento dos dois discos. A receptividade só fez aperfeiçoar o projeto.

Do CD 1, “Soulreaper”, “Atlantis Rising”, com uma marcação de baixo bem legal ritmo hard rock, “Dis Con Nec Ted” e “Swimming With Sharks”, indo para o CD 2, “Crawling”, “Lies Of The Sinner”, “Killing Floor”, com riff rasgado, “Greed (I Can't Believe)”, balada no início e doomzão do meio ao final, são algumas das boas faixas do álbum.

Bom disco de metal, mas creio que um disco simples estava de bom tamanho. Talvez as composições tenham saído tão rápido no papel que os caras ficaram com pena de deixarem elas de lado.

(Bob Riot)


CYNIC – SUBURBAN CRISIS – Independente – Importado – Nota: 7,0

O Cynic tem uma história, no mínimo, interessante. Formado em 1980, este grupo da NWOBHM, acaba de lançar seu primeiro álbum oficial. Homônimo de uma banda de thrash metal americana, com certeza pode ganhar o direito de uso deste nome, pois é sete anos mais velha.

Idas e vindas de membros, paradas, voltas e shows, e por aí vai. Após a menção do grupo em um livro, vê viram entusiasmados para voltar a gravar seu disco, que foi gravado no mesmo estúdio que o Rush gravou os álbuns Hemispheres e A Farewell To Kings, o que foi com certeza uma grande empolgação para a banda.

A arte da capa do disco é um show a parte, em disco em formato digipack, criativa e tudo a ver com o título, o CD tem o formato de um vinil miniatura, com o sulco do disco (alguém sabe o que estou falando?), muito legal mesmo. O álbum é bem gravado, e a sonoridade dos anos 80 é latente, vocal a la Lemmy, voz grave e rouca, a cargo do também guitarrista Shaun Grant, acompanhado de Gary Curtiss (baixo), Don Heptinstall (guitarra) e Tim Batkin (bateria). Em “Dark December”, fez me lembrar do Uli Roth nos vocais.

Destaques para as músicas “Suicide”, “Ten Years From Now” e “Suburban Crisis” que podem ser ouvidas no MySpace oficial da banda. Um disco para os saudosistas e colecionadores.

(Bob Riot)


CHRIS SQUIRE – SWISS CHOIR – Lime Records – Importado – Nota: 10,0

Chris Squire é o único membro do grupo inglês de rock progressivo Yes em figurar em todas as formações (desde a época do hit Roundabout até o Owner Of A Lonely Heart), suas linhas de baixo e vocais distinto ajudaram a banda a ter identidade própria e instantaneamente reconhecível Chris também gravou em 1976 um álbum solo (Fish Out Of Water) e formou a banda XYZ como Jimmy Page quando o Led Zeppelin acabou.

Depois de fazer uma ponta nos dois concertos do Led Zeppelin como Keith Emerson e Simon Kirke, Chris está atualmente no reagrupamento do Yes para uma turné mundial que seria iniciada nos EUA em novembro/2008 mas teve de ser adiada devido a doença de Jon Anderson.

Ainda em 2008, Chris decidiu gravar um album rearranjando clássicas canções natalinas do barroco. Para esta empreitada, ele chamou o magnifico guitarrista e fundador do grupo Genesis, Steve Hackett além do não menos magnifico Coral Barroco Inglês.

Este álbum tem treze composições veria desde o gótico alemão cinematográfico “Personent Hodie” até as alegres e lúdicas “Ding Dong Merrily On High” e “Sussex Carol”. Há ainda a faixa bônus “Run With The Fox”, um classic de Natal de 1981.

O coral da faixa de abertura, “Adam Lay Ybounden”, é simplesmente fantastico. Ele dita a melodia de toda essa composição. Não menos fantástica é a adaptação para a faixa seguinte, “I Saw Three Sheeps”. Já a melancólica “O Come O Come Emmanual” há um interessante arranjo instrumental onde suaves violões acústicos e percussão fazem contraponto com as vocalizações. Magnifico.

“Silent Night/Right Of Silence” é mais conhecida por aqui como Noite Feliz. Nesta os vocais acompanham o violão.

“Three Kings” já se apresenta como uma banda toda (aqui já há a presence da sessão ritmica) enquanto “Sans Day Carol” conta com uma belíssima capella de introdução para logo após entra a banda toda formando um clima agradável.

Em “Gaudette” e ‘In The Bleak Midwinter”, como nas outras, os vocais são de uma melodia e beleza incomparável.

Os arranjos estão muito bem estruturados e de extremo bom gosto e as melodias criam um clima perfeito.

“Past 3´Oclock” já assume uma característica mais progressive pop, algo na linha de ”The Tides Returns Forever” do Eloy.

Enfim, esta album é uma aula de como se faz arranjos em canções tradicionais de Natal e dando personalidade e de uma beleza incomparável. Conseguiu manter ótimos climas, arranjos extremamente bem feitos gerando um clima agradabilíssimo. Mais que perfeito.

(Fred Mika)


COVERED CALL - MONEY NEVER SLEEPS – Blistering Rec – Importado – Nota: 9,0

A Suécia vem provando que nem só de black metal vive a terra escandinava. O pioneiro do hard rock (e maior grupo deles todos) o Europe, já provou desde meados dos anos oitenta o poder de fogo do hard rock sueco. Paralelamente o heavy metal ganhou grande força e nome com o surgimento do genial guitarrista Yngwie Malmsteen alguns poucos anos antes. Sem falar nos vizinhos noruegueses do TNT.

E agora Covered Call, que junto com o grupo Bai Bang, vem se tornado dois dos principais grupos de hard rocks suecos. O interesante aqui é que alguns deles trabalham no tumultuado mercado especulativo de ações e o nome da banda provem de um termo usado no meio.

O mentor desse quarteto se reside no baterista Ronny Svanströmer que chamou seu velho parceiro musical e amigo, o guitarrista Ola Johansson. Completaram a formação da banda o guitarrista e vocalista Joel Carlsson além do baixista Johan Palmberg, esses dois bem conhecidos do circuito sueco do rock n´roll.

Mas logo o baixista Johan decidiu pular fora e Thomas Thulin o substituiu e na seqüência, mas o vocalist novo responde pelo nome de Thomas Vikström, ex-Candlemass e Therion! E como essa formação mais o guitarrista Morgan Rosenquist que viria a substituir Ola em 2008, se estabiliza aos dias atuais.

Em 2008, também conseguem finalmente fechar com uma gravadroa internacional, Blistering Records, com produção do mundialmente renomado Fredrik Nordström e Henrik Udd.

Oficialmente formado em 2004, o Covered Call tem como influencias basicas o AOR rock de bandas como Journey e Survivor sem falar nos refrões ganchudos a la Bon Jovi, Van Halen e Kiss. Resumindo, um excelente arena rock.

E nesse cd promo dez faixas desse melhor estilo.

(Fred Mika)


CAROLINE BLUE – NOT FOR THE INNOCENT – Independente – Importado – Nota: 7,0

Essa banda é proveniente da cidade americana de Syracuse, N.Y. O som do Caroline Blue se assemelha e muito ao do Kiss (sendo que o timbre do vocalista Wayne W. Johson é também parecidíssimo com o de Paul Stanley). Wayne também é o guitarrista do grupo.

Alem da notória influência do Kiss no som deles, nota se também elementos ou influências de outros grupos de hard rock californiano oitentista como Dokken e L.A. Guns e até de algo do heavy/thrash como o Megadeth no som do Caroline Blue.

Pois bem, essa banda já lançou dois álbuns, Slave To The Hourglass em 2004 e esse mais recente, em 2007 e os vendem de forma independente através da internet. E nesse último contém dez composições (e ainda tendo o Kiss como principal influência) que variam bem entre elas, algumas mais pesadas e rápidas como a faixa de abertura do álbum, “Our Love Is Wasted”, “”Love Me Or Leave Me”, “Pain”, “I´ve Seen The Light Tonight”, “Inside” e “Nothing Will Satisfy You”. Estas daí são faixas que transbordam energia embutida num hard rock cortante com guitarras na cara e bem distorcidas. Destaque para as composições como um todo e pela boa empostação de voz e criatividade do cantor.

Há também faixas pesadas porém com um andamento já mais cadenciado, mais arrastado como em “Deny”, “Out Of My Life (I Want You)”, “Won´t Be Home Tonight” e “Dead Or Alive”. São faixas que possuem um trabalho reto mas bem encaixado, bem constante de baixo e batera, respectivamente Andy “Doc” Gore e Joe Boyle.

Alem disso, como não podia deixar de ser a toda banda de hard rock assim que se preza, o Caroline Blue apresenta algumas baladas como nas faixas “Stay” e “Far Away From Home”. Enquanto a primeira é mais animada, quase que uma balada de pop-rock se não fosse a interpretação dramática do vocalista, a segunda balada é mais melancólica, com um andamento mais lento e com violões dedilhando.

A banda ainda recebeu várias críticas positivas em varias resenhas pelo mundo todo e, provavelmente, se tentasse fechar com um bom empresário e com um produtor competente, o Caroline Blue poderia já estar galgando vários degraus acima atualmente no mundo musical.

Vejamos por exemplo o encarte do álbum Not For Innocent, que poderia ser melhor produzido. Tudo é muito simples que faz até parecer um encarte pirata, apesar de que no interior do mesmo constar os requisitos essenciais e atualmente indispensáveis (letras das músicas, ficha técnica e informações para contatos) para o concorrido mercado fonográfico mundial. Isso a banda teve a consciência de colocar no encarte que de qualquer forma deveria ser melhor produzido e melhor elaborado quanto a aparência.

E em relação às musicas, como disse anteriormente, elas são bem variadas não deixando o ouvindo com aquela sensação de tédio e também contam com uma boa produção áudio, tudo bem mixado e bem masterizado.

É uma banda que não acrescenta nada de novo ao estilo, porém faz o dever de casa e o faz bem feito não deixando a peteca cair em momento algum. Para quem é fã do Kiss provavelmente deverá gostar também do Caroline Blue.

(Fred Mika)


CRYSTAL LAKE – TERROR MACHINE – Voice Music – Nacional – Nota: 8,0

Banda formada 1999 na cidade de Leme-SP, após várias mudanças, a banda se estabilizou com a sua atual formação, Haroldo Habermann (vocal), Murilo Januário (guitarras), Felipe Sandoval (baixo) e Heraldo Habermann (bateria/backing vocal).

Em 2003 a banda lança seu primeiro trabalho, o CD/DEMO “Born to the Underground” contendo 5 músicas próprias.

Em 2005 lança a música T.W.R. na coletânea produzida pela revista Rockhard-Valhalla. Terror Machine, seu primeiro CD oficial, foi lançado em 2007, com 13 músicas, além de uma faixa multimídia com vídeo da música Stay Away, como bônus.

Este álbum é daqueles que não perdoa os headbangers, digo, é para quebrar pescoço mesmo, do começo ao fim só pedreira no melhor do estilo, preparem seus corpos para a batalha! E é mais ou menos por aí, o encarte mostra um design, com fotos e arte, inspiradas no holocausto dos judeus e seus carrascos.

Assim como estes impiedosos personagens da nossa história, o Crystal Lake não perdoa, arrebenta, mas arrebenta na violência musical de suas canções, paulada Thrash.

Destaque para “Blackout”, “Bombardment”, é um verdadeiro bombardeamento mesmo e “Stay Away”.

Um disco para quem é fã das músicas porradas.

(Bob Riot)


CAAMORA – WALK ON WATER (EP)– Metal Mind - Importado - Nota: 7,5

O Caamora é uma sociedade entre os vocalistas, Clive Nolan (Pendragon/Neo) e Agnieszka Swita em uma generosa e criativa colaboração. Como convidados estão Mark Westwood (Neo) na guitarra, John Jowitt (IQ) no baixo e Scott Higham na bateria. Cleve e Agnieszka se conheceram em fevereiro de 2005 e começaram imediatamente a discutir a possibilidade de trabalharem juntos. Em março Agnieszka voltou para seu lar na Polônia e gravou algum material com Clive. Estas gravações seriam incluídas em um outro projeto chamado “She”. Em paralelo formaram o Caamora e lançaram um EP chamado “Closer”.

“Walk On Water” é o segundo EP lançado pela dupla e trás 4 músicas: “Walk OnWater”, “Shadows”, “I Can See Your House From Here” e “Invisible”. O Caamora caminha entre a sonoridade pop progressivo. “Walk On Water” é mais cadenciada, sendo as outras três baladas, trazendo obviamente um tom mais comercial ao grupo, com várias passagens de piano.

Difícil saber aonde o Caamora deseja chegar. Creio que o disco não agradará aos entusiastas das guitarras pesadas e não despertará suspiros dos amantes do progressivo. Excelentes vocalistas, bonitas baladas e instrumental de qualidade.

(Bob Riot)


CAGE - DARKER THAN BLACK - MTM Music/Dynamo Rec - Nacional - Nota: 9,5

Pode uma banda ser extremamente melódica, harmoniosa, versátil, criativa e ainda soar agressiva? O Cage pode! Oriunda dos Estados Unidos, e poucos conhecidos no Brasil, a banda nasceu no auge do grunge e seu primeiro álbum foi gravado em 1995, mas nunca foi lançado. Em 98 eles lançam o álbum “Unveiled” (será o mesmo de 95?), já obtendo críticas favoráveis e sendo eleitos a melhor banda nova em 1999 pela revista alemã RockHard.

O segundo álbum, “Astrology”, sai em 2000, com repercussão e críticas ainda melhores, a banda toca com Judas Priest, Dokken, Dio e Iron Maiden, além de diversos festivais.

Em seu terceiro e mais novo trabalho, “Darker Than Black”, a banda dá mais alguns passos à frente e realmente impressiona com seu heavy/power carregado de influências de grandes bandas como JUDAS PRIEST (fase “Painkiller”) e Savatage (dos anos oitenta), mas sem deixar de ter sua própria identidade. Se não for o melhor, é um dos melhores lançamentos de 2003, eu garanto.

(Adriano Gandolfi)


CAGE - HELL DESTROYER - MTM Music/Dynamo Rec - Nacional - Nota: 8,0

Cage é um conjunto da Califórnia formado em 1992, após uma pausa, pois não lançam nada desde 2003, o pessoal volta com sede, e mostra isso com bastante maturidade com seu quarto registro, o conceitual "Hell Destroyer". E o que temos aqui é uma banda norte-americana que toca Heavy Metal, coisa rara, ainda mais com tamanho poder de fogo, pois este estilo predomina na europa.

Tendo em sua formação Sean Peck (voz), Dave Garcia (guitarra), Anthony McGinnis (guitarra), Mike Giordano (baixo) e Mike Nielsen (bateria), o Cage toca com muito peso e velocidade, típicos do Power Metal, que são verdadeiras homenagens a nomes legendários como Iron Maiden, Grave Digger e, principalmente, o JUDAS PRIEST da fase "Painkiller" - inclusive é impossível deixar de relacionar o quanto Sean Peck é influenciado por Rob Halford, cantando e gritando com tal propriedade que se transforma imediatamente no grande ponto alto em termos de desempenhos individuais, inclusive posso garantir que este é o principal rferencial do som da banda, portanto se você curte Judas esta é a banda.

A apocalíptica estória oferecida em "Hell Destroyer" é digna das HQs... Aborda o eterno e manjado conflito entre o Bem e o Mal, profecias bíblicas e até mesmo invasões demoníacas. Assim, como é comum em álbuns neste formato, há muitos interlúdios – são sete destas narrações em 21 faixas, o que quebra um pouco do ritmo avassalador que a maior parte das canções propriamente ditas possui.

O Cage convence com sobras em momentos impecavelmente insanos como "Rise Of The Beast", "From Death To Legend", "Legion Of Demons", "Bohemian Grove", "Metal Devil". Com uma produção de derrubar o maxilar, o conjunto garante boas doses de nostalgia, e dificilmente algum headbanger purista terá do que reclamar deste mais do que decente "Hell Destroyer". Puro Heavy metal na veia.

(Adriano Gandolfi)


CANDLEMASS – KING OF THE GREY ISLANDS – Laser Company - Importado - Nota: 9,5

Uma das pioneiras do Doom Metal, desde 1986, o Candlemass se mantêm fiel ao estilo protagonizado pelo Black Sabbath e seguido por bandas como Witchfinder General, Trouble, e Cathedral.

Antes de gravarem este disco, o vocalista Messiah Marcolin saiu da banda outra vez, e foi substituído por Robert Lowe da banda texana Solitude Aeturnus, outro grande nome do estilo. A procura por um vocalista para substituir Marcolin envolveu cantores do mundo inteiro, até chegar à conclusão sobre o nome de quem estaria à frente do microfone no novo disco, sendo que, a gravação foi efetuada utilizando-se os correios, entre idas e vindas de arquivos para a mixagem e masterização do CD. O time se completa com Mappe Bjorkman (guitarra), Lars Johansson (guitarra), Leif Edling (baixo) e Jan Lindh (bateria).

Segundo Leif Edling, Grey Islands é um lugar para onde você vai quando está triste, ferido ou “p” da vida, um lugar para ficarmos a sós. A história do disco é em torno do Rei de Grey Islands, um personagem fictício, representando várias emoções negativas descritas em cada música, culminando no suicídio do personagem na última canção.

O disco todo é pesado, denso e complexo, conforme o roteiro anteriormente descrito, destaques para as músicas, “Devil Seed”, “Demonia 6 “, “Clearsight “ e “Destroyer”, mas todas tem o mesmo espírito sombrio. Foram adicionadas, como bônus, as regravações dos clássicos da banda, “Solitude” do primeiro álbum Epicus Doomicus Metallicus (86) e “At the Gallows End “ do Nightfall (87).

Doomaniacos, heavymaniacos e fãs do Candlemass, este disco é pra vocês.

(Bob Riot)


CAPHARNAÜM – LESOLEILESTUNEBOMBEAATOMIQUE – Unicorn Digital Rec – Importado – Nota: 7,0

Capharnaüm é um projeto canadense (vindos da pequena cidade rural de Neuville, situada na área de Quebec) que dá título às suas músicas em francês. No Canadá, o francês e o inglês formam os dois idiomas oficiais do país. Porém, antes que alguns possam pensar que o francês deve ficar meio estranho no mundo do rock, já vou logo avisando que, apesar dos títulos em francês (e algumas faixas em inglês) o Carphanaüm é instrumental.

O Capharnaüm é na verdade um projeto de quatro membros onde seus idealizadores queriam algo que não fosse escutado em lugar nenhum, uma música bem diferente. É um projeto com mais de uma década de atividade (foi fundado em 1991 mas a formação atual vem desde 1998 somente) que é bastante rico em texturas, sons, estilos. Como poderíamos classificá-lo? É meio difícil diante dessa tanta mistura sonora, vemos aqui de tudo, mas há muitas bases pesadas, muitos riffs pentatônicos o que nos levaria a crer ser um hard e heavy tradicional. Mas daí os arranjos já oferecem quebras de andamento, várias aclimatações na mesma música, muita viagem o que já tende a classificarmos como sendo algo como um hard rock progressivo ou um rock progressivo sob bases pesadas e andamentos mais heavy rock. Daí já vem outros ingredientes mais que também aparecem muito, groovies, incursões jazzísticas, guitarras pop rock a la U2, Simply Red, The Police, etc e até elementos da música reggae.

Assim como sua música é diferente, o título desse álbum também é: Lesoleilestunebombeatomique; isso mesmo, tudo junto. Lançado em 2007 sendo o quarto álbum da discografia dessa banda-projeto, o título do mesmo, segundo o release que o acompanha, diz que reflete uma mistura entre perigo e esperança que os integrantes do projeto desejam passar para o público, tanto quanto nas gravações como nas apresentações ao vivo.

A produção está bem elaborada, tanto quanto a parte gráfica quando a parte áudio (uma obrigação mínima nesses dias de concorrência acirrada). Como disse, os títulos das músicas compõem (assim como o som da banda) uma mistura bem heterogênea, pois além de serem tanto em francês quanto em inglês, induzem a temas oníricos, de desespero, de realidade crua e pesada, de esperança, de jornadas, de nomes próprios, de viagens astrais senão vejamos: “Atomic Disco”, “Tokamak”, “Démentielle”, “Feedback”, “Un Dismanche Soir À St-Zênon”, “Caterpillar”, “Tunnel Numéro”, “Delirium”, “Jour Encore” e “Brainstorm”.

É uma música realmente diferente, esquizóide. Muitas vezes se tem a sensação de estar num ensaio experimental. É algo como observar nuvens no céu: cada ouvinte pode dar uma interpretação sentimental diferente quanto às melodias. Indicado a qualquer um que queira explorar um universo musical mais amplo, indescritível.

(Fred Mika)


CARLOS LICHMAN – FIRESTORM – Independente – Nacional – Nota: 6,5

Eis aqui um trabalho de um guitarrista bastante técnico vindo do sul do Brasil, mais precisamente de Porto Alegre, Carlos Lichman. Em 2000, gravou um EP com a banda Neverland chamado “Wake Up To The Dragons” e fazendo várias apresentações. Depois dessa época seguiu em carreira solo lançando um single em 2003, “Planet Rock”. Depois disso lançou ainda em 2005 um trabalho chamado “Intense Guitar Playing” em 2005, já com três músicas e bastante inspirado pelos guitarristas oitentistas.

E por fim, em 2007, Carlos vem com seu primeiro trabalho solo oficial com nove faixas instrumentais no estilo speed metal.

O produtor é nada menos que Sebastian Carsin (um dos mais renomados produtores de heavy metal da América do Sul) e ainda conta com participações especiais do brasileiro Kiko Loureiro (banda Angra), do italiano Francesco Faresi, do argentino Pablo Soler e do americano Jim Horne.

Além dessas participações especiais, os músicos “fixos” que gravaram esse álbum de Carlos Lichman são Alexandre Olly (baterista nas faixas 1, 2, 3, 7 e 9), Sandro Moreira (baterista nas faixas 4,6 e 8), Leandro Berpo (baixista nas faixas 2, 4, 5, 6 e 8), Vinicios Rym (baixista na faixa 1, 3, 7 e 9) e Paulo Miguel Bublitz (teclados nas faixas 4 e 8). Todos, diga se de passagem, são excelentes músicos.

As três primeiras faixas são speed metal em tempo integral (“Speed Rules”, “Shred Dog” e “Key To The Shred City”, essa última é uma homenagem a Tony Macalpine e Marty Friedman). O som soa como uma mistura entre Yngwie Malmsteen e Megadeth.

Já a quarta faixa, vem com algumas quebras de andamento (“Just Rock It”) onde cai para um heavy metal mais tradicional alternando com um heavy mais rápido. Na quinta composição, “Belle Qui Tiens Ma Vie (Reincarnation)”, temos algo mais dramático, mais melancólico, uma balada. A pauleira volta novamente em “Drug Dealers”, onde o guitarrista mostra toda sua técnica e velocidade. “Endless”, a faixa seguinte, já é um heavy metal tradicional bem ao estilo malmsteano e como todas as outras, solos do começo ao fim.

Depois temos “Intense Guitar Playing”, na mesma linha da anterior e por fim o álbum fecha com “Beyond The Universe”, um heavy metal já mais arrastado, mais cadenciado.

É um músico bem ativo (leciona guitarra no Conservatório Musical Palestrina, no Centro de artes Recitatus, na escola de música Estação Musical e no estúdio Hurricane, atendendo mais de 50 alunos semanalmente e é colunista também dos americanos The Shred Zone e do Chops From Hell). Apesar disso tudo, esse é um álbum totalmente indicado para guitarristas, feito por um músico extremamente técnico, mas que pode soar enjoativo aos que procuram ouvir um heavy/thrash metal pelo fato de todas as faixas serem instrumentais e além disso, são solos em cima de solos o tempo inteiro. É uma áudio-aula em tempo integral.

(Fred Mika)


CARRÃO-D-GÁS - ROCK'N'ROLL 4X4 - Unimar Music - Nacional - Nota:7,0

Trio Paulistano que investe no bom e velho Rock, sobretudo com perceptíveis referências à bandas do cenário Rock nacional (principalmente os conhecidos ícones dos anos 80, tais como Barão Vermelho, Titãs, etc.) e até mesmo algumas referências de Kiss; tudo feito com muita energia, qualidade e uma pitada de Pop.

Num escasso mercado, já que a grande maioria das bandas hoje em dia optam por letras em Inglês, o Carrão De Gás, com seus vocais em português, pode ser uma ótima opção para quem busca alternativas dentro do gênero. Vale ao menos conferir.

 

(Eduardo Garcia Carvalho)


CEMETERY OF SCREAM - THE EVENT HORIZON – Metal Mind Prod. – Importado – Nota: 7,5

Hoje em dia o que não faltam são rótulos para tentar definir que tipo de som determinado grupo faz.

Pois bem, o Cemetery Of Scream não foge a regra e usa o rótulo de “Atmospheric Dark-Metal”, já a gravadora os define como “Mystical Symphonic Doom Death”. Na verdade tudo isso é um monte de bobagens, pois o que realmente vale é a qualidade do som, e nesse quesito – apesar de não ser necessariamente uma banda dispensável – o grupo nada mais faz do que “aquele” mesmo som de características góticas e toques de Metal, recheado de teclados e vocais femininos, que tantas outras fazem à exaustão.

Desta forma, a menos que você seja realmente fã do gênero, nada de muito interessante ou inovador o grupo tem a oferecer musicalmente.

(Eduardo Garcia Carvalho)


CÉRBERO - OFFICIAL BOOTLEG LIVE AT THE RAINBOW, SP, BRAZIL, 1983 - Independente – Importado - Nota: 8,0

Apesar da qualidade tosca, ríspida e crua, este é o fiel documento de uma época áurea do metal nacional, aonde alguns pioneiros forjaram seus próprios nichos, e foram pioneiros em determinados e futuros populares sub-estilos.

Carlo/Marco Tonalezzi (gts) Sergio Gonçalves (b/v) e Tony Fontão (bat) sem saber, em sua meteórica carreira estavam ajudando a firmar a base do que seria chamado de thrash metal; na época denominado power,speed e até black metal; juntamente com outros nomes internacionais “desconhecidos”como Metallica (do qual eles tocam uma feroz versão de Metal Militia) e Anthrax (tocaram “Panic” neste show mas infelizmente não foi aproveitada na gravação).

Gravado no tradicional e saudoso Rainbow Bar(que tem até comunidade no Orkut), point clássico da época onde rolava shows e aonde se fizeram muitas amizades, as qualidades técnicas são paupérrimas, porém, audíveis, podemos ouvir um hecatombe de riffs/solos bem executados, uma cozinha certeira, principalmente o Tony que ainda é um dos maiores bateras desta terra brasilis, e músicas bem legais que devidamente gravadas dariam um grande álbum de metal nacional. Quem sabe eles também não voltam, pelo menos para um cdzinho??

Para quem quer conhecer um pouco da história do som pesado no Brasil, um documento imperdível.

(Eduardo de Souza Bonadia)


CEREMONYA – SACRAMENTO DA CURA – Independente - Nacional – Nota: 8,5

Ceremoya é uma banda católica baseada em São Paulo e que compõe em português capitaneada por Demien Tiguez, guitarra, vocal e violões (este que já possui um extenso currículo na ativa do rock brasileiro) e Danilo Lopes, bateria e vocal (ex-Eterna). Além desses experientes membros, faz parte da formação do Ceremonya: Francis Botene (teclados e vocais) e Marcelo Fleming (baixo). Um fato que comprova a excelente reputação de seus membros é a quantidade de endorsees na contra-capa do álbum: nada menos que seis diferentes, indo desde marca de pratos, baquetas, baterias até de guitarra e contrabaixos, além de, é claro, o logo do estúdio.

E este álbum do Ceremonya, Sacramento da Cura, vem ratificar a competência de seus membros. Sacramento da Cura apresenta um rock com claras influências dos anos noventa.

Guitarras pesadonas e arrastadas lembrando em alguns momentos influências da sonoridade do movimento grunge (observe as faixas “Faço Novas Todas As Coisas”, “O Som Do Silêncio” e ”Novo Tempo”) apesar de que, o Ceremonya é mais versátil, apresentando ainda bastante baladas (a maioria das faixas) com muita melodia, alternância dos vocais, várias progressões e arranjos, groovies.

Já as músicas “Abraço Amigo” e “Dois Pedaços De Amor” pendem mais para o rock pop moderno, só que bem acima da média das bandas por ai.

Destaque especial merece a produção, algo para ninguém colocar defeito algum. Todos os instrumentos são mixados beirando a perfeição, uma das melhores mixagens que já apreciei que foram produzidas no Brasil. Vocais límpidos, melodias bem colocadas. Tudo claro, bem definido, na altura certa. A parte gráfica também não fica atrás; fotos, letras, autoria, ficha técnica, lay-out, tudo, mas tudo mesmo está no encarte e bem colocado.

Além disso, a banda é bastante polivalente, como se não bastasse a extrema competência dos instrumentistas e o bom gosto das composições, a banda ainda faz workshops e pregações. Resumindo, é bastante atuante na prática cristã.

É uma gratificação muito grande ouvir bandas assim.

(Fred Mika)


CHAOSFEAR – ONE STEP BEHIND ANGER - Independente - Nacional - Nota: 9,0

Esta banda de Thrash Metal com mais de sete anos de estrada, algumas mudanças de nome e muitas reviravoltas em sua formação, lança seu primeiro CD de forma independente que foi considerado um dos melhores de 2006 pela revista canadense BW&BK.

O Chaosfear já estréia em CD detonando literalmente. Com um som super pesado que os coloca entre os grandes nomes do Thrash Metal nacional. Formado atualmente por Fernando Boccomino (vocal/guitarra), Anderson de França (baixo) e Danilo de Freitas (bateria) esta banda paulistana ainda vai dar muito que falar.

A arte gráfica do álbum também é muito boa considerando-se o CD independente e mostra que os grupos brasileiros estão muito preocupados tanto com a qualidade sonora como com o design utilizados em seus álbuns.

Todas as músicas tem muita qualidade mas as que me chamaram a atenção imediatamente foram “Denied Rights”, ritmo alucinante com uma base rasgadona de arrepiar e “Hard Time For The Wrong Man” que inicia o disco de forma arrasadora.

Um único senão do disco, a gravação da batera ficou meio baixa, mas também não podemos exigir toda a perfeição na primeira tacada. O Chaosfear está aí pra completar de forma perfeita o rol dos grandes grupos de metal nacional.

(Bob Riot)


CHRIS CAFFERY – FACES - Die Hard Rec – Nacional - Nota: 7,5

Este grande guitarrista, que no Savatage consegue impor todo seu estilo e melodia, vem mostrar seu trabalho solo neste material duplo, posso garantir que agradará a fãs do Savatage, pois suas composições bebem diretamente nesta fonte.

Ao longo das dezesseis faixas do primeiro cd, temos momentos muito interessantes, sendo as minhas prediletas Music Man, que tem toda a cara de Savatage, aliado a muita influência de Queen, Remember outra faixa mais passional, Abandoned e Never.

Estes destaques na minha opinião não tornam as demais faixas dispensáveis, pelo contrario, fãs do Savatage irão se deliciar de ponta a ponta com este material, e eu ainda nem falei do segundo cd, que adivinhem lembra.......é claro Savatage, já ouviram, a frase, mais do mesmo, pois é aqui esta a demonstração, e isso não é ruim, pois tem muita qualidade e homogeneidade em suas composições. Indicadíssimo para fãs do gênero.

(Adriano Gandolfi)


CHROME DIVISION - DOOMSDAY ROCK´N`ROLL - Nuclear Blast - Importado - Nota: 9,0

Uma das curiosidades da banda está no fato do guitarrista base ser o vocalista do Dimmu Borgir, Shagrath. O álbum Doomsday Rock´N`Roll abre com uma música instrumental, que emenda na segunda música, onde a banda mostra sua cara musical, uma forte influência de Motörhead e de bandas européias de Heavy Metal do início dos anos 80, como Tank, Accept e outras mais.

Porém, a principal influência está mesmo na banda de Lemmy Kilmister, mas sem tanto peso no baixo, e sim na dinâmica musical, na voz roca e rasgada e na forma de execução das músicas, contendo riffs rápidos e passagens de bateria na musicalidade do Motöhead.

Melhor trabalho musical que Shagrath fez em sua vida, o Chrome Division tem bases poderosas de guitarra, com solos bem cristalinos e muito eficientes, e os refrões das músicas são bem legais.

Musicas em destaque: Serial Killer,Hate,Trouble With The Law,Here Comes Another One, 1 ST Regiment, Till The Break Of Dawn, When The Shit Hits The Fan, WeWant More.

Os membros da banda são: Eddie Guz (vocal); Ricky Black (guitarra solo/ back) ; Shagrath (guitarra base) ; Luna (baixo) ; Tony White (bateria).

(João Fera)


CIRCLE II CIRCLE - BURDEN OF TRUTH/REVELATIONS – Locomotive / AFM Rec. – Importado – Nota: 8,5

Terceiro disco da banda capitaneada por Zak Stevens (ex-Savatage), que desta vez resolveu investir em uma temática conceitual, no caso o comentado Código Da Vinci.

Ao contrário dos trabalhos anteriores que mostravam evidências claras da influência do Savatage na sonoridade do grupo, este novo CD demonstra uma clara evolução no sentido da banda adquirir identidade própria, fugindo às obvias comparações com a banda anterior do vocalista.

O CD abre em grande estilo com “Who Am I To Be”, mesclando peso e bom gosto. Na seqüência temos - entre outras - bons momentos com “A Matter Of Time” (com predomínio das guitarras pesadas), “Heal You” (com um refrão forte e cativante), “Revelations” (outra bastante pesada e melódica, além de ser o primeiro Single do álbum), “Evermore” (rápida e agressiva), “Sentenced”, a faixa título “Burden Of Truth” e o fechamento com a interessante “Live As One” – essa sim com fortes momentos de Savatage.

Já em outro lançamento, o já citado primeiro single do álbum – “Revelations” – encontramos esta mesma faixa em sua versão editada e original (versão do CD). A faixa “The Black” (também do novo CD) e a inédita “Into The Wind”.

Duas ótimas opções para quem gosta do trabalho do grupo ou, sobretudo, admira o trabalho do vocalista Zak Stevens – independente da banda em que ele esteja.

(Eduardo Garcia Carvalho)


CIRCULAR LOGIK – ONE – Independente – Importado – Nota: 9,0

No centro dessa banda temos o talentoso multi-instrumentista Phil Vincent (que é vocalista, guitarrista e tecladista do Circular Logik). Phil que iniciou sua carreira musical como compositor para a indústria musical na linha mais rock e de hard rock AOR. Pouco depois disso decidiu lançar um álbum solo que teve boa aceitação.

Ele também trabalhou como musico convidado especial e como musico free lancer.

Para seu álbum solo de 2002, “Slow Burn”, Phil recrutou o guitarrista Billy Roux da banda What Matters, o baixista David Zychek (Airbourne, Night Ranger e Dead Heart Beating) bem como o baterista Tane DeAngelis.

Finalmente ele fundou em 2004 seu primeira banda/projeto apresentando o guitarrista e baixista Damien D´Ercole e o baterista Dirk Phillips para finalmente formar o Circular Logik, que deveria ser o ápice de suas idéias musicais.

O Circular Logik vem novamente com Tane DeAngelis e Billy Roux além de William Arnold (baixo), Steve Albanese (guitarras) e Paul Colombo (guitarras solo) e esse álbum, One, é o primeiro da banda.

Temos aqui um álbum peculiar, um hard rock melódico com muito virtuosismo por parte dos músicos e muito rico e variado.

Veja bem, na primeira faixa temos um hard rock trabalhado, “Welcome Home”, com quebras rítmicas e de andamento, uso de pedal duplo alternando com interessantes linhas melódicas, refrões contagiantes sem serem enjoativos e uma interpretação muito boa do vocalista que sabe usar bem seu timbre privilegiado; assim também, com essas características é a faixa “Your Time Has Come”.

As segunda, quinta e décima primeira faixas, respectivamente “Killing Me Inside”, “Led Wait” e “See Me Through”, já são mais arrastadas, três hard rocks também dos mais interessantes, com muita melodia nos vocais, muita criatividade. Temos quatro baladas bem interessantes, “Hard To Find” e “What We´re Looking For” e “Right Here” e “Since You´ve Been Gone”, e como não podia deixar de ser, muito bem elaboradas e com muito feeling diferindo apenas quanto as suas características, pois as duas primeiras são mais alegres e alguns trechos ganha força enquanto que as outras duas são mais introspectivas.

“You Make Me Weak” já é um hard blues com bases e trabalho baixo/bateria fazendo o essencial enquanto o vocal explora bem e diversifica dentro da composição. “Time Killer” já mostra um riff poderoso e pesado com uma pegada muito boa e excelentes melodias criadas pelo vocalista, um hit para as rádios em potencial.

“Wont´Let You Go/ Lost Without You” já é uma faixa longa subdividida em partes distintas, temos trechos na longa introdução com telados com feeling bem estruturado no rock progressivo setentista para depois entrar com violões e uma vocalização climática, suave e melancólica. No meio da faixa, a mesma ganha peso, guitarras distorcidas e limpas fazem um hard rock arrastado, cadenciado e cheio de clima dramático com excelentes refrões na linha do Dokken. Solos limpos, técnicos e bem trabalhados (alias uma constante nesse álbum) fazem dessa faixa uma das principais do álbum.

Por fim, “It´s All Over”, uma faixa bem alegre, já com levada mais pop rock na linha do U2 com violões interessantes e refrões mais ainda. Fecha o play em grande estilo.

Essa banda sabe fugir bem dos clichês e possui uma personalidade forte, pois, sabe que sua musicalidade é rica e criativa o bastantes para não cair nessas armadilhas. Ainda possuem excelentes instrumentistas escolhidos a dedo e muito concentrados no que fazem e dotados de muito bom gosto, amplo domínio instrumental e de feeling como poucos. É uma banda que sabe como poucas unir todos os elementos positivos para se terem uma boa musicalidade sem se dispersarem nessa enorme variação. Indico esse disco a todos os músicos de todos os estilos e a todos que querem conhecer uma excelente banda e musica.

(Fred Mika)


CLAUSTROFOBIA - FULMINANT - Voice Music - Nacional - Nota:8,5

Já faz algum tempo que literalmente as bandas nacionais - ou pelo menos algumas delas - alcançaram um nível tal de desenvolvimento e qualidade que não deixam nada a desejar às bandas lá de fora.

Um excelente exempo disto é o Claustrofobia e seu disco Fulminant. Com riffs e composições sem dúvida consistentes e bem elaboradas, o grupo despeja sem dó uma atrás da outra ótimas músicas, com muito peso, agressividade e velocidade na medida certa. Os solos de guitarra são outro destaque, dando um refinamento adicional ao peso das bases de guitarra.

O disco conta ainda com as participações de Andreas Kisser (Sepultura) que fez o solo em uma das músicas, e com Alex Camargo (Krisium), fazendo os vocais em uma das faixas.

Ótimo disco e compra obrigatória para os fãs de música pesada e extrema em geral.

(Eduardo Garcia Carvalho)


CLAWN - DEATHLESS BEAUTY OF SILENCE - Black Hole Prod. - Nacional - Nota:7,5

A banda iniciou carreira em 1998 como quinteto mas foi como trio que se firmaram no cenário contando com Fabio (gt/v) Rodolfo (v/b) e Melissa (bat) tendo iniciado a gravação deste petardo em março de 2002 e lançado dois eps neste ínterim com excelente recepção do público.

As doze composições apresentadas foram masterizadas por Scott Hull (Nile, Exhumed, Regurgitate, etc) e trazem um brutal death metal old school, sem intervenções de outros sub estilos, totalmente brutal, pesado, agressivo com pouquissimas partes rápidas e blast beats, concentrando-se mais na morbidez e sensação de agonia que os riffs expressam e na boa mescla de vocais guturais e berrados, mas como sou adepto de solos de guitarra, fiquei decepcionado pois não há NENHUM e isto empobrece um pouco a sonoridade final (na minha opinião) além de que uma pouca mais de variação rítmica seria legal (vejam o Morbid Angel por ex.!).

Assim mesmo um debut pulverizante de uma banda causticante! Contatos: R. Cornelio Pires 363, Bairro Alto, Botucatu/SP, CEP 8600-370.

(André Luis Cardoso)


CLOUDSCAPE - CRIMSON SKIES - Nightmare Rec. – Importado - Nota:7,0
Crimson Skies

O sueco Cloudscape chega ao seu Segundo trabalho, após seu bom debut. Com uma boa produção, letras inteligentes e composições bem arranjadas, sem bem que em alguns momentos soam algumas similaridades, mas que não denigrem o trabalho, temos um material forte e interessante em mãos.

A banda consegue usar diversos elementos e ter um som pesado e agressivo, mas ao mesmo tempo com nuances mais comerciais e melódicas.

Podemos classificar a banda com um registro melódico e progressivo, atrelado a agressividade e pegada. Trabalhando mais para que as composições sejam menos similares teremos o ponto ideal.

(Adriano Gandolfi)


COMANDO NUCLEAR – BATALHÃO INFERNAL - Unsilent - Nacional - Nota: 9,0

A banda paulistana Comando Nuclear é considerada por muitos como uma das precursoras da volta do heavy metal cantado em português. Não sei se posso apontar isto como certo, mas, a banda mostra que o estilo também pode ser cantado em nossa língua sem perder a força que só o heavy metal possui.

Trazendo um som rápido e direto, sem frescuras, com influências recebidas das bandas dos anos 80 como Azul Limão, Vírus, Harppia, Stress, Centúrias, Alta Tensão e Taurus resultando na sonoridade proposta ao grupo.

Ron Cygnus (vocal), Filippe Lawmaker (guitarra), Rodrigo Exciter (baixo) e Erick Maddog (bateria) conseguiram recapitular o que aconteceu no inicio da explosão das bandas de heavy no Brasil, esculpindo os ensinamentos das bandas já citadas.

Músicas como a faixa titulo, “Resistir” e “Comando Nuclear” são exemplos do que quero dizer. A capa do CD também segue tendências dos anos 80, privilegiando os desenhos, às fotos montadas no computador, o que trás a possibilidade de ver a criação dos brazucas com suas cover arts. Disco para quem sabe do que estou falando, é só conferir.

(Bob Riot)


CONSORTIUM PROJECT IV - CHILDREN OF TOMORROW – Dynamo Rec – Nacional - Nota:8,0

Inicialmente, o Consortium Project do vocalista Ian Parry (Elegy) era para ser uma trilogia mas, como podem ver, o referido músico deve ter gostado imenso do que fez nos 3 discos do projecto e quis continuar a saga. Liricamente, CP IV continua onde o terceiro capítulo acabou, dando uma continuação lógica a esta obra conceptual.

O primeiro disco "Criminals & Kings" (1999) era um excelente disco de Progressive Metal, o segundo "Continuum In Extremis" (2001) seguia na mesma linha mas tinha mais inclinações Power, o terceiro "Terra Incognita (The undiscovered world)" (2003) estava muito colado ao anterior em termos instrumentais.

Agora temos um novo disco, mais variado em termos musicais, Progressive Metal, Hard Rock, Heavy, Power, Rock sinfónico, há um pouco de tudo nestes 11 temas. Para não variar, Ian Parry rodeou-se de excelentes músicos de diversas proveniências, de bandas como Elegy, Within Temptation, Winters Bane, CP III, etc.

Para quem gostou dos anteriores, aqui está a continuação. Para quem não conhece o projecto, este não é o disco indicado para se iniciar no Consortium Project. Ou até pode ser! Este é um grande disco de Heavy / Power / Progressive que poderá agradar.

(Adriano Gandolfi)


CORBÃ - ETERNIDADE – Independente – Nacional – Nota: 8,5

É interessante a quantidade de boas bandas cristãs de rock pesado que o Brasil vem gerando de alguns anos para cá e Corbã mostra que vem a ser mais uma delas. Outro fato interessante é que, ao mesmo tempo que aparecem novas bandas boas, a qualidade das produções melhoram também. Isto indica um crescimento qualitativo e quantitativo na cena, gerando e ampliando tudo o que isso significa: mais gravadoras e produtores profissionais e voltados para as bandas desse estilo e suas características inerentes.

Mas vamos ao álbum Eternidade, lançado em 2004; da já consagrada Stauros temos aqui Corbã e Renatinho que produzem o petardo e isso significa bons timbres de guitarra e de bateria, mixagem na altura exata dos instrumentos. Músicos competentes e criatividade dão conta do recado musical.

Corbã faz um metal progressivo com influências do metal melódico e do heavy metal tradicional e as músicas são bem variadas, com boa intuição na hora de compor. Há para todos os gostos, baladas (reparem nas excelentes melodias das baladas “Após A Tempestade” e “Volte Para Deus”), outras músicas mais animadas (“Sem Fronteiras”, “Eternidade”, “Cortinas Do Templo” e “Incógnita”) outras mais arrastadas (“Está Consumado”, “Acima Das Nuvens” e “Armagedom”) com várias quebras de tempos e tudo com muita melodia. Todos os músicos são talentosos; desde o guitarrista (Anderson), baixista (Cristiano) até o baterista (Aderaldo), músicos técnicos e criativos bem como o vocalista (Luciano), dono de um timbre bem interessante (se buscarmos um similar no Brasil poderemos compará-lo ao Nahor da banda mineira Dynasty).

A mensagem cristã aqui é bem positiva e detalhada com vários trechos bíblicos nas letras e tudo isso devidamente detalhado na obra prima que é o encarte.

A único ressalva, coisa que sempre fiz questão de frisar, é em relação ao idioma adotado; definitivamente o português deixa a desejar em relação ao som mais pesado, seja ele hard rock, heavy metal, prog metal, thrash metal, etc, é uma estrutura fonética que realmente soa como algo engessado face ao estilo mais pesado. Por outro lado, como a banda é cristã e brasileira, geralmente a mensagem é muito observada e para o público captar e entendê-la só mesmo o bom português.

(Fred Mika)


CORRUPTION – VIRGIN’S MILK – Metal Mind - Importado - Nota: 7,5

Quinto álbum desta banda polonesa de stoner rock lançado em 2005. A banda se auto-recomenda para amantes de Black Sabbath, Cathedral, Entombed e Spiritual Beggars, mas me lembrou na maioria de suas músicas como um Motorhead com James Hetfield nos vocais.

Som pesado, riffs de guitarra graves e lentos, sonoridade típica das bandas de stoner rock. Os admiradores do gênero certamente se identificarão com a banda.

Boas faixas como “99% Of Evil”, “Hey You”, “Lucy Fair” e “Fake Deamon” são bons exemplos do som do grupo formado por Rufus (vocal), Aniol (baixo), Opath (guitarra), Eryk (guitarra) e Melon (bateria).

Podemos encontrar dois vídeos e várias mp3 disponíveis para download no site oficial. Ótima oportunidade de conhecer o trabalho do grupo, é só conferir.

(Bob Riot)


COUNTERPARTS - A DREAMER BETRAYED - Independente – Importado - Nota:6,0

Mais um trabalho de prog metal, e isso já torna a audição uma tarefa mais complicada, até porque a chuva de bandas deste estilo que presa o virtuosismo e acaba tornando o som enfadonho e cansativo, se não bem conduzido e pensando apenas no técnico.

O ponto aqui não foi diferente, a banda é competente, os músicos rápidos e técnicos, mas falta feeling as composições, e não tem jeito música é estado de espírito e tem que de alguma forma pulsar, principalmente para um headbanger, e aqui a pulsação para, corre, pula, volta e fica sem sentido gerando um quase enfarte ou uma depressão.

Talvez os fãs do gênero aprovem, eu gosto do gênero, mas o Counterparts cai na mesmice não traz nada de interessante, novo ou agradável. Talvez numa próxima tentativa.

(Adriano Gandolfi)


CRASHDIET – THE UNATTRACTIVE REVOLUTION – Universal Records – Importado – Nota: 8,5

Pelo visual na linha de LA Guns, Motley Crue e Guns N´Roses já nos dão a idéia do que possa vir a ser o estilo de som do grupo sueco Crashdiet, um hard glam oitentista e, começando tocar o play não tem erro quanto a essa idéia.

Apesar de vindos da gélida Suécia, o Crashdiet faz um hard rock glam sim, porém tem algumas idéias mais modernas ora aqui, outra ali, se não chegam a resgatarem com maestria o espírito da ensolarada Los Angeles dos anos oitenta quando reinavam bandas desse estilo sem concorrência pelo menos não fazem feio e ainda tem a tecnologia atual como seus aliados apesar de que a banda não apresenta nada de novo.

São onze faixas no melhor estilo hard rock festeiro e perigoso, inconseqüente existencialmente diríamos, algo como bebedeira, festas, carrões velozes, drogas, violência na madrugada, shows e muitas mulheres e de preferência as loiras peitudas de mini saias. Pelos títulos a banda já resume esse conceito de hard glam semelhante as bandas oitentista senão vejamos: “In The Raw” (literalmente quer dizer algo como na sarjeta), “Like A Sin” (como um pecado), “Falling Rain” (chuva caindo; esta dá pra se ter a idéia que é uma canção que versa sobre alguma desilusão amorosa, peculiar ao estilo), “I Don´t Care” (ou seja, eu não me importo, glorificando o estilo despachado da banda e ainda por cima com a participação especial do guitarrista do Motley Crue Mick Mars), “Die Another Day” (celebrando os perigos de estar numa banda assim), “Alone” (outra desilução amorosa, mais uma com a participação especial de Mick Mars), “Thrill Me” (a busca de sensações), “Overnight” (como o título já diz, é sobre vida noturna), “XTC Overdrive” (sobre bebidas, mulheres, noitadas e outros excessos), “Bound To Be Ensalaved” (sobre o jeito rebelde e inconformado de ser) e “The Buried Song” (outra musica sobre o inconformismo).

Temos então uma banda competente que apresenta vocais rasgados, boas idéias, boas composições, músicas altamente contagiantes e cheias de energia, refrões bem chamativos, bons solos e mensagens de acordo com a ideologia festeira oitentista; aliado a isso tudo, tem também uma ótima produção, mas por outro lado também não acrescentam nada ao estilo. De qualquer forma é algo bem positivo, pois mantém o estilo vivo através de bandas boas como essa que continuam a aparecer e não somente de antigos medalhões do passado que por vez ou outra ainda continuam na ativa. Bandas assim costumam funcionar perfeitamente tanto nos álbuns quanto ao vivo. Uma boa escolha da Universal Records. O público hard rockeiro agradece.

Ahh! Antes que eu me esqueça, o encarte é algo digno de elogio, um encarte no melhor estilo vintage com uma beleza plástica irrepreensível (fotos e lay-out) além de completa e ampla em detalhes gerais (letras das músicas, ficha técnica, etc).

Vale investir sim para adquirir, hard rock still alive and loud!!!

(Fred Mika)


CROSS - METAL FROM ABOVE – Steel Legacy Records – Importado – Nota: 5,0

Pelo nome já se dá a idéia que o Cross é cristão e faz o bom e tradicional heavy metal oitentista. Quem pensou isso, acertou na mosca mas conforme o play vai tocando, vemos certa falta de criatividade da banda.

Vamos a banda; o Cross começou suas atividades em 1987 quando esse estilo estava no auge (e o instrumental do Cross lembra muito o Iron Maiden em seus dois primeiros álbuns, como também nota se alguma influência também de Fates Warning e Queensryche) e havia inúmeras bandas (que hoje em dia achamos o som meio datado) no heavy metal americano assim, bandas como Metal Church, Metallica, Anthrax (apenas para citar algumas) e a cena já havia muitas sub-divisões sem falarmos no hard rock americano que também experimentava o seu auge.

Pois bem, o quinteto Cross, apareceu no meio dessa turbulência e dessa diversificação sonora, veio (seguindo os passos cristãos de seus contemporâneos e conterrâneos Stryper, Boodgood e Barren Cross).

Mas daí pra frente a história é curiosa; o Cross rapidamente lançaram uma demo, “Metal From Above”, o que lhes renderam um contrato com a King Klassic Records, mas com o dinheiro em baixa, o primeiro álbum não foi lançado na época e a banda acabou. E só agora, em 2006, quase depois de vinte anos, é resolveram finalmente lançar esse material por intermédio da gravadora/distribuidora Steel Legacy.

O álbum não está muito bem produzido ou talvez eles desejaram manter as gravações originais, o fato é que você ouvindo esse play (se você já é um quarentão ou quase beirando isso e curtiu heavy metal tradicional em sua adolescência), você é transportado imediatamente para àquela época, tanto na sonoridade da banda, o desenho da capa (na época a maioria das bandas usavam desenhar as capas com temas épicos), as fotografias dos integrantes como na produção áudio, etc.

São apenas oito faixas: “Sign Of The Cross”, “Metal From Above”, “Deliverance”, “The Ascencion”, “Final Journey”, “Exodus 20”, “Black Death” e “Prisioners Of War”, sendo que a faixa de abertura, “Sign Of The Cross”, e “Exodus 20” (essa, junto com “Black Death”, estão incrivelmente mal produzidas) são instrumentais.

Enfim, é um disco que deveria ser melhor produzido mesmo mantendo o clima oitentista, as linhas de vocais não ajudam muito (a melodia é sempre cantada seguindo os riffs das guitarras). As cinco primeiras faixas (quanto à produção) até que são passáveis, mas as três últimas (as que foram gravadas ao vivo) são quase que inaudíveis (quanto à qualidade da gravação). Para um colecionador de tudo daquela época pode até ser uma boa esse disco, eu indicaria esse álbum do Cross a esses apenas.

(Fred Mika)


CRIMSON THORN - PURIFICATION - Silent Music - Nacional - Nota: 8,5

O Crimson Thorn nasceu em 1991 em Minneapolis, Minnesota, EUA e estreou como uma banda Thrash na Demo "Plague" de 1993. Em 1995 surpreendeu o meio cristão com um furioso Death Metal em seu primeiro álbum cheio "Unearthed". No segundo CD, "Dissection", lançado em 1997, se consolidou como um ícone do Death Cristão, tornando referência para bandas cristãs do estilo. Nesse "Purification", lançado originalmente em 2002, a banda incrementou seu Death Metal com uma uma pegada Black, incluindo vocais característicos do estilo e teclados moderados.

Em termo de produção sonora esse foi seu melhor registro, realmente convincente, com as guitarras de Miles e Andy soando potentes e uma mixagem muito boa. Os vocais guturais de Luke Renno continuam matadores e ele gosta de deixar claro que não usa nenhum efeito sobre sua vocalização cavernosa. Aliás, nesse CD todos os integrantes deram suas contribuições nos vocais e convenceram plenamente! A batera e baixo fazem uma "cozinha" consistente, inclusive Kevin Sundberg sempre é lembrado pelos bateristas cristãos do som extremo como um músico exemplar do estilo.

A arte da capa é uma gravura do ilustrador francês Gustave Dorã (1832-1883), em referência ao texto de Mt 21:12-13. A versão nacional da Silent Music vem com um slip case, além de 5 músicas bônus sendo 3 inéditas ao vivo.

A lamentar somente o hiato de 6 anos sem lançar novo material. Enquanto isso ouça esse e os outros álbuns da banda e se sinta em paz ouvindo um som extremamente pesado e com a mensagem salvadora de Jesus Cristo.

(Flávio de Souza)

N.E. Flávio de Souza é uma figura ilustre e de suma importância para a cena cristã nacional, tendo conduzido por vários anos e com um grupo de amigos/irmãos o zine/revista Metal Mission que foi um grande guia do metal/hard rock, etc cristão na sua existência inclusive para este vos escreve. Flávio, amigo pessoal deste, tem há alguns anos a loja virtual www.metalmission.com na qual vende cds (principalmente), revistas e camisetas.


COSERN MUSICAL - IDEM – Independente – Nacional – Nota: 8,0

Este CD na verdade trata-se de um projeto idealizado pelo governo do Estado do Rio Grande do Norte, o qual propunha aos artistas ou grupos a apresentação de projetos de shows que dialogassem com outras áreas (ou seja, além da qualidade musical, elementos de cenário, figurino, vídeo, etc.). Em contrapartida o projeto garantia o repasse de recursos para que tais metas fossem atingidas e realizadas (iluminação, técnicos de som, etc.).

Dentre os 98 Projetos apresentados foram escolhidos 12, e destes – por votação popular e de um júri – foram escolhidos 4 dos melhores shows do Cosern musical 2003. Este CD portanto é o resultado deste projeto onde cada uma das bandas ou artista apresentam 3 músicas e mais 2 músicas em parceria entre elas.

Desta forma aqui encontramos o grupo Apollo 11 com seu Rock/Pop com cara oitentista; o Deadly Fate, velho conhecido do cenário Metal nacional, com seu Heavy refinado e elementos melódicos; o Mad Dogs com seu estilo Rock despojado e inteligente; e a artista Valéria Oliveira com sua MPB latente. Um CD no mínimo interessante, fruto de uma iniciativa bastante louvável.

(Eduardo Garcia Carvalho)


CRYSTAL EYES – DEAD CITY DREAMING - Nota:8,5

Metal, do mais puro e honesto é o que temos a partir da primeira faixa que abre o cd e leva o nome do cd, realmente uma levada legal um vocal com muita garra e excelente interpretação e que lembra em alguns momentos Dee Snider entre outros.

Into The Light tem uma levada mais rápida e um fraseado muito legal de guitarra que desencadeia um riff bastante bacana, seu refrão também é forte e segue o padrão dos hinos, grande musica, que abre caminho para Narrow Mind que novamente marca pela sua levada e o excelente trabalho de guitarras.

O Crystal Eyes, mostra um trabalho bastante consistente e com cara própria apesar de beber nas fonte dos deuses do metal dos anos 80, pois conseguem fazer um som modernizado e criativo. Wall Of Stars começa mais calminha e você pensa que terá um descanso, mas esta enganado, logo chega o peso e a energia da banda, passando a bola para Battlefield que faz total jus ao nome e talvez seja a faixa mais rápida do cd e tem um trabalho de guitarras e vocais impressionante, excelente faixa.

The Quest Remains já deixa a peteca dar uma caída, mas nada a comprometer, mesmo porque sua ponte para o refrão e o próprio refrão é muito bom. Excelente trabalho que mostra a força do metal e para não passar despercebido eis que temos a última faixa um épico, The Halls Of Valhalla, preciso citar algo?????? Grande pedida para quem gosta do metal puro.

(Adriano Gandolfi)


CURT SHAW - CURT SHAW - independente – Importado - Nota:6,5

Curt é um grande guitarrista que vem através deste trabalho independente mostrar todo seu conhecimento e competência.

Sabendo dosar muito bem a quantidade de notas e com um trabalho bem elaborado de composições este material tem tudo para agradar fãs do gênero e mesmo aqueles que não são tão afeiçoados aos guitar-heroes dá vida.

Apesar de não trazer nada de novo ao estilo nem algo que seja imprescindível aos colecionadores é uma boa arriscar-se a conhecer este trabalho.

(Adriano Gandolfi)


rodape