STRIKE: A
produção de “Darkness & Light” é do nível de
grandes bandas nacionais. Como alcançaram
este patamar logo no primeiro disco?
Gustavo: Desde o início sempre foi nossa
idéia apresentar algo de alto nível. As
músicas já vinham sendo trabalhadas a
bastante tempo, assim como o Thiago Bianchi
já nos conhecia a algum tempo também. Creio
que isso facilitou muito o processo.
STRIKE: Como foi a repercussão deste álbum
em nosso país e no exterior? Quais foram os
frutos colhidos por este lançamento?
Carl: Sempre trabalhamos e acreditamos muito
no que estavamos fazendo e acho que devido a
isso, termos fechado contrato com 5
gravadoras ao redor do mundo e ter nosso
primeiro trabalho lançado em todo planeta,
foi algo maravilhoso! No Japão entramos
entre os 50 artistas de rock mais vendidos,
sendo destaque na Revista Burrn! e Young
Guitar! No Brasil fomos eleitos pelo voto
popular da Rock Brigade o 3˚ melhor disco de
2006, atrás apenas de Sepultura e Angra!
STRIKE: A formação não conta mais com Bruno
Sandri, sendo substituído por Renato Osório?
Qual o motivo da substituição e o que muda
com o novo guitarrista?
Francis: O Bruno andava sobrecarregado de
tarefas e foi ficando sem tempo para a
banda. E isso, por conseqüência, fez com que
ele fosse aos poucos se desmotivando. Ele
anunciou o seu desligamento da banda em uma
6ª-feira à noite e no sábado já ligamos para
o Renato. Tínhamos a convicção de que ele
era a pessoa certa para o lugar do Bruno por
vários aspectos. Em primeiro lugar já era
nosso amigo de longa data, mas também pelo
seu caráter e por ser um grande músico, como
instrumentista, compositor e produtor.
STRIKE: Vocês
já estão trabalhando em seu novo álbum,
“Skeletons Domination”, alguma mudança em
comparação com o “Darkness & Light”? Fale-nos
a respeito do novo disco.
Francis: O que mais me agrada no novo disco é
que ele está bem diversificado. As músicas
todas têm uma cara muito própria, mas ao
mesmo tempo existe uma unidade entre elas, e
isso não é fácil de alcançar. Creio que
conseguimos isso pelo fato de haver uma
participação maior de todos da banda nas
composições.
Renato: A gravação, a produção e a mixagem
também foram muito superiores no disco novo.
Mesmo tendo sido gravado em apenas 2 meses,
tivemos uma pré-produção que nos permitiu
corrigir possíveis erros.
Gustavo: O novo disco ja esta totalmente
pronto. Foi mixado e masterizado por Charlie
Bauerfeind. Este disco é uma evolução em
todos os aspectos em relação ao Darkness and
Light. A banda teve um cuidado maior em todos
os processos desde as gravações até a
finalização, e isso inclui até um cuidado
maior com a arte do cd!
STRIKE: A temática utilizada pelo grupo será
a mesma abordada em seu primeiro disco? As
pessoas de um modo geral continuam associando
o grupo ao estilo white metal?
Gustavo: O novo disco assim como o Darkness
and Light não é um disco conceitual. As
letras são sobre relacionamentos,
questionamentos pessoais e não tem a ver com
religião. Tem a ver com busca interior pra se
descobrir a verdade sobre cada um.
STRIKE: “Eminence” foi divulgada também
através de videoclipe e, seu novo álbum, terá
outro single gravado em vídeo. Este trabalho
multimídia já pode ser determinado como uma
constante do grupo?
Renato: Foi filmado um vídeo para a faixa
single do álbum e garanto ao pessoal que está
mais legal ainda do que Eminence. Foi
incluída no vídeo a temática e o layout da
capa de Skeletons Domination e o resultado
está animal!
STRIKE: Vocês colocaram no site oficial que,
a partir de março, estarão disponíveis para
download, dois singles do novo disco. Como
vocês vêem a Internet como meio de
divulgação?
Gustavo: Atualmente todas as bandas se
utilizam da internet como meio de divulgação.
Para as pessoas também é o meio mais rápido
de obter informações sobre as bandas.
Carl: Na verdade, será apenas um single
virtual, com alguma faixa do disco novo e um
medley das demais. Esse single terá um
encarte exclusivo e terá seu download
gratuito, com um mês de antecedência ao
lançamento mundial de “Skeletons Domination”.
STRIKE: Falando em tecnologia digital.
Algumas vertentes apontam que, com o
surgimento de novas tecnologias, o fim do CD
está próximo e a forma como são
comercializadas as músicas também mudará,
tendo como ponto principal a venda de músicas
via Internet. Qual a opinião do grupo a
respeito?
Gustavo: Estamos em um período de transição.
Acho que atualmente ninguém pode dizer com
certeza como será o comércio de música no
futuro próximo. É claro as bandas e
gravadoras estão buscando alternativas como
oferecer produtos diferenciados, ou seja,
anexando mais material das bandas ao produto.
Afinal pra quem é fã de uma banda é mais
legal ter um cd com a arte, um dvd bonus com
um clip, shows etc.
STRIKE: Continuando coma a parte comercial da
música. Os grupos, em sua maioria, ganham
grande parte de sua grana através de shows,
pois a percentagem da venda dos CDs é
pequena. Já se fala em uma participação dos
lucros dos shows das bandas ser transferido
para as gravadoras, para compensar as perdas
ocasionadas pela diminuição das vendas devido
à pirataria. Vocês acham isto viável?
Gustavo: Se a gravadora tiver um papel maior
no agenciamento dos espetáculos pode ser uma
alternativa, caso contrario não tem lógica.
Carl: Acho extremamente interessante esta
idéia, inclusive o novo contrato do Maiden
com a EMI, é exatamente nestes moldes de
forma que as gravadoras continuam a lucrar
com o artista, porém em contrapartida,
assumem novas responsabilidades, além de um
investimento maior por parte delas na
divulgação dos serviços do artista.
STRIKE: O novo álbum terá a mesma
distribuição em outros países como aconteceu
em “Darkness & Light”? Algumas parcerias
importantes foram adicionadas?
Carl: Skeletons Domination será lançado no
Brasil e no Japão dia 23 de abril. Na América
do Norte (USA/CAN) o álbum sai dia 13 de
maio. Na Europa ainda estamos definindo a
data de lançamento.
STRIKE: Se vocês pudessem escolher um grupo
importante, para quem fossem abrir um show.
Qual grupo escolheria e o porque desta
escolha?
Renato: Iron Maiden. Pela grandiosidade da
banda e pela estrutura (risos).
Gustavo: Eu gostaria de tocar com o Megadeth,
ou então com o ABBA!
Carl: Difícil, são muitos os desejos, mas
acho que uma tour com Maiden seria algo
indescritível.
STRIKE: A maioria dos grupos compõem em
inglês visando o mercado internacional. Vocês
pensam algum dia compor algo em português?
Renato: Não. Respeito toda aquela cena do
início dos anos 80, mas acho que a língua
portuguesa não combina com um heavy metal
mais atual como o do Scelerata.
Gustavo: Eu acho que seria legal fazer algo
em português, ja existem bandas de língua
espanhola que fazem discos inteiros em
espanhol No Brasil ainda não vi nada muito
convincente, mas ja se começa a criar uma
cultura de rock em português. As bandas de
rock atuais já apresentam um nível elevado em
relação aquelas dos anos 80. No metal 99% da
referencia são de bandas em inglês. Mas
acredito que um dia haverá metal em
português.
STRIKE: Obrigado pela entrevista e a Strike
coloca as últimas linhas para a mensagem do
grupo aos nossos leitores.
Carl: Nós é que agradecemos o espaço e
suporte em nosso trabalho! Esperamos que
todos gostem e comprem nosso novo álbum, o
qual sem dúvida, será surpreendente! Saúde e
paz a todos!
Nota após a entrevista: O Scelerata está
com um single gratuito para download completo
no novo e reformulado MySpace. Mp3 e encarte
exclusivo completo em download gratuito, além
do novo vídeo clipe disponível e a capa do
disco novo.
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