Entrevista com SCELERATA por Bob Riot - 13/04/2008
Fotos: Divulgacao
STRIKE: A produção de “Darkness & Light” é do nível de grandes bandas nacionais. Como alcançaram este patamar logo no primeiro disco?

Gustavo: Desde o início sempre foi nossa idéia apresentar algo de alto nível. As músicas já vinham sendo trabalhadas a bastante tempo, assim como o Thiago Bianchi já nos conhecia a algum tempo também. Creio que isso facilitou muito o processo.

STRIKE: Como foi a repercussão deste álbum em nosso país e no exterior? Quais foram os frutos colhidos por este lançamento?

Carl: Sempre trabalhamos e acreditamos muito no que estavamos fazendo e acho que devido a isso, termos fechado contrato com 5 gravadoras ao redor do mundo e ter nosso primeiro trabalho lançado em todo planeta, foi algo maravilhoso! No Japão entramos entre os 50 artistas de rock mais vendidos, sendo destaque na Revista Burrn! e Young Guitar! No Brasil fomos eleitos pelo voto popular da Rock Brigade o 3˚ melhor disco de 2006, atrás apenas de Sepultura e Angra!

STRIKE: A formação não conta mais com Bruno Sandri, sendo substituído por Renato Osório? Qual o motivo da substituição e o que muda com o novo guitarrista?

Francis: O Bruno andava sobrecarregado de tarefas e foi ficando sem tempo para a banda. E isso, por conseqüência, fez com que ele fosse aos poucos se desmotivando. Ele anunciou o seu desligamento da banda em uma 6ª-feira à noite e no sábado já ligamos para o Renato. Tínhamos a convicção de que ele era a pessoa certa para o lugar do Bruno por vários aspectos. Em primeiro lugar já era nosso amigo de longa data, mas também pelo seu caráter e por ser um grande músico, como instrumentista, compositor e produtor.

 

 

STRIKE: Vocês já estão trabalhando em seu novo álbum, “Skeletons Domination”, alguma mudança em comparação com o “Darkness & Light”? Fale-nos a respeito do novo disco.

Francis: O que mais me agrada no novo disco é que ele está bem diversificado. As músicas todas têm uma cara muito própria, mas ao mesmo tempo existe uma unidade entre elas, e isso não é fácil de alcançar. Creio que conseguimos isso pelo fato de haver uma participação maior de todos da banda nas composições.

Renato: A gravação, a produção e a mixagem também foram muito superiores no disco novo. Mesmo tendo sido gravado em apenas 2 meses, tivemos uma pré-produção que nos permitiu corrigir possíveis erros.

Gustavo: O novo disco ja esta totalmente pronto. Foi mixado e masterizado por Charlie Bauerfeind. Este disco é uma evolução em todos os aspectos em relação ao Darkness and Light. A banda teve um cuidado maior em todos os processos desde as gravações até a finalização, e isso inclui até um cuidado maior com a arte do cd!

STRIKE: A temática utilizada pelo grupo será a mesma abordada em seu primeiro disco? As pessoas de um modo geral continuam associando o grupo ao estilo white metal?

Gustavo: O novo disco assim como o Darkness and Light não é um disco conceitual. As letras são sobre relacionamentos, questionamentos pessoais e não tem a ver com religião. Tem a ver com busca interior pra se descobrir a verdade sobre cada um.

 

STRIKE: “Eminence” foi divulgada também através de videoclipe e, seu novo álbum, terá outro single gravado em vídeo. Este trabalho multimídia já pode ser determinado como uma constante do grupo?

Renato: Foi filmado um vídeo para a faixa single do álbum e garanto ao pessoal que está mais legal ainda do que Eminence. Foi incluída no vídeo a temática e o layout da capa de Skeletons Domination e o resultado está animal!

STRIKE: Vocês colocaram no site oficial que, a partir de março, estarão disponíveis para download, dois singles do novo disco. Como vocês vêem a Internet como meio de divulgação?

Gustavo: Atualmente todas as bandas se utilizam da internet como meio de divulgação. Para as pessoas também é o meio mais rápido de obter informações sobre as bandas.

Carl: Na verdade, será apenas um single virtual, com alguma faixa do disco novo e um medley das demais. Esse single terá um encarte exclusivo e terá seu download gratuito, com um mês de antecedência ao lançamento mundial de “Skeletons Domination”.

STRIKE: Falando em tecnologia digital. Algumas vertentes apontam que, com o surgimento de novas tecnologias, o fim do CD está próximo e a forma como são comercializadas as músicas também mudará, tendo como ponto principal a venda de músicas via Internet. Qual a opinião do grupo a respeito?

Gustavo: Estamos em um período de transição. Acho que atualmente ninguém pode dizer com certeza como será o comércio de música no futuro próximo. É claro as bandas e gravadoras estão buscando alternativas como oferecer produtos diferenciados, ou seja, anexando mais material das bandas ao produto. Afinal pra quem é fã de uma banda é mais legal ter um cd com a arte, um dvd bonus com um clip, shows etc.

STRIKE: Continuando coma a parte comercial da música. Os grupos, em sua maioria, ganham grande parte de sua grana através de shows, pois a percentagem da venda dos CDs é pequena. Já se fala em uma participação dos lucros dos shows das bandas ser transferido para as gravadoras, para compensar as perdas ocasionadas pela diminuição das vendas devido à pirataria. Vocês acham isto viável?

Gustavo: Se a gravadora tiver um papel maior no agenciamento dos espetáculos pode ser uma alternativa, caso contrario não tem lógica.

Carl: Acho extremamente interessante esta idéia, inclusive o novo contrato do Maiden com a EMI, é exatamente nestes moldes de forma que as gravadoras continuam a lucrar com o artista, porém em contrapartida, assumem novas responsabilidades, além de um investimento maior por parte delas na divulgação dos serviços do artista.

 

STRIKE: O novo álbum terá a mesma distribuição em outros países como aconteceu em “Darkness & Light”? Algumas parcerias importantes foram adicionadas?

Carl: Skeletons Domination será lançado no Brasil e no Japão dia 23 de abril. Na América do Norte (USA/CAN) o álbum sai dia 13 de maio. Na Europa ainda estamos definindo a data de lançamento.

STRIKE: Se vocês pudessem escolher um grupo importante, para quem fossem abrir um show. Qual grupo escolheria e o porque desta escolha?

Renato: Iron Maiden. Pela grandiosidade da banda e pela estrutura (risos).

Gustavo: Eu gostaria de tocar com o Megadeth, ou então com o ABBA!

Carl: Difícil, são muitos os desejos, mas acho que uma tour com Maiden seria algo indescritível.

STRIKE: A maioria dos grupos compõem em inglês visando o mercado internacional. Vocês pensam algum dia compor algo em português?

Renato: Não. Respeito toda aquela cena do início dos anos 80, mas acho que a língua portuguesa não combina com um heavy metal mais atual como o do Scelerata.

Gustavo: Eu acho que seria legal fazer algo em português, ja existem bandas de língua espanhola que fazem discos inteiros em espanhol No Brasil ainda não vi nada muito convincente, mas ja se começa a criar uma cultura de rock em português. As bandas de rock atuais já apresentam um nível elevado em relação aquelas dos anos 80. No metal 99% da referencia são de bandas em inglês. Mas acredito que um dia haverá metal em português.

STRIKE: Obrigado pela entrevista e a Strike coloca as últimas linhas para a mensagem do grupo aos nossos leitores.

Carl: Nós é que agradecemos o espaço e suporte em nosso trabalho! Esperamos que todos gostem e comprem nosso novo álbum, o qual sem dúvida, será surpreendente! Saúde e paz a todos!

Nota após a entrevista: O Scelerata está com um single gratuito para download completo no novo e reformulado MySpace. Mp3 e encarte exclusivo completo em download gratuito, além do novo vídeo clipe disponível e a capa do disco novo.

 

Site: www.scelerata.com
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