Continuando a saga das escavações e retirada de poeira, venho aqui lembrar de mais cinco discos de grupos que, podem até serem conhecidos de muitos dos leitores, mas com certeza o pessoal mais novo não teve a oportunidade de escutá-los.
Foi difícil selecionar apenas estes discos já que foram muitos que passaram pela minha mente na hora de escrever.
Tem uma certa mistura de sonoridades nesta relação e espero que gostem dos mesmos, se tiverem oportunidade de ouvi-los.

Bob Riot

 
DIRTY TRICKS (Dirty Tricks): Banda inglesa de hard rock na linha Black Sabbath. Este seu primeiro disco lançado em 1975 é o melhor trabalho do grupo. Quem ouve “Back Off Evil”, “Marcella” e “High Life” dificilmente não os associará ao Sabbath, peso ao extremo, típico dos grupos influenciados pelo heavy blues iniciado com o Cream e continuado por várias bandas da época.
Em 2004 este disco foi remasterizado e lançado com mais cinco músicas bônus ao vivo para mostrar a energia e peso do grupo. Produzido por Rodger Bain, o grupo tinha em sua formação Kenny Stewart (vocals), John Fraser Binnie (guitar), Terry Horbury (bass) e John Lee (drums).
O disco foi bem recebido mas o futuro não trouxe muita sorte para a banda que só lançou três discos. Binnie, Horbury e Stewart também estiveram envolvidos no tributo Stairway to Zeppelin.
Sabbazeiros de plantão! Este é o disco para ter em casa.
2- LUCIFER’S FRIEND (Mean Machine): O primeiro disco do Lucifer’s Friend sempre é muito comentado como um superdisco por quem ouviu o disco. Depois da ida de John Lawton para o Uriah Heep o Lucifer’s Friend ficou no esquecimento. Lawton volta ao grupo e depois de alguns insucessos lançam Mean Machine que é sem dúvida, junto o debut álbum, um dos melhores discos do grupo.
Lançado em 1981, em meio a NWOBHM, o disco trás músicas de primeira linha com o maravilhoso vocal de Lawton em plena forma, mais voltado para o hard rock já característico do grupo. Músicas como “Cool Hand Killer”, “Action”, “One Night Sensation” (muito parecida com “Ride In The Sky” do primeiro disco) e “Fire In The Rain” não podem ficar de fora das melhores do grupo.
3- SWORD (Metallized): O Sword é oriundo do Canadá e foi uma banda muito promissora que infelizmente só gravou dois discos. O grupo começou sua carreira em 1980 fazendo uma versão cômica do Kiss. Metallized é o primeiro disco do grupo lançado em 1986.
Os integrantes do grupo: Rick Hughes (vocais); Dan Hughes (bateria); Mike Larock (baixo) e Mike Plant (guitarra) não foram mais vistos em outras bandas. Um grande desperdício não ouvir mais a voz potente e cheia de feeling metálico de Rick Hughes.
Metallized é um disco que traz uma sonoridade que poderia ter feito o grupo alçar grandes vôos em sua carreira, um excelente álbum de heavy metal. Pesado, guitarras rasgadas e base rítmica de babar os que adoram requebrar o pescoço e imaginar estar tocando os riffs de guitarra.
Músicas como “FTW”, “Dare To Spit”, “Outta Control”, “Stuck In Rock” e “Evil Spell” podem ser consideradas como clássicos do underground heavy metal. No meio da NWOBHM o Sword poderia ser considerado um dos grandes se não fosse a morte prematura. Uma palavra... Álbum imperdível!.
4- FRANK MARINO (The Power Of Rock’n’Roll):  Canadá realmente é uma terra farta de grandes músicos e rock de uma maneira geral. Se não bastasse Rush, Anvil, Exciter e Sword, este grande guitarrista também vem dos vizinhos dos EUA. Depois de ouvir este disco que foi lançado em 1981 e após a morte de Randy Rhoads em 82 pensei que Frank Marino seria seu sucessor devido a algumas sonoridades que este guitarrista impõe neste disco.
Frank é acompanhado do grupo Mahogany Rush que são músicos de grande competência, um power trio pra variar porque os grandes nomes do Canadá são trios, prá lembrar do Triumph agora.
Marino faz o que podemos chamar de rock clássico e suas influências “Hendrixnianas” podem ser percebidas facilmente principalmente nos primeiros discos.
O disco todo é um arraso de guitarra, só para lembrar de algumas, “The Power Of Rock’n’Roll”, “Go Strange” e “Stay With Me”. Frank Marino é mais um dos antigos guitarristas que ainda estão na ativa e que não podem ser esquecidos, assim com Uli Roth ou Michael Schenker.
RUNAWAYS (Queens Of Noise): Este é o segundo disco da carreira destas meninas de Los Angeles, EUA, lançado originalmente em 1977. The Runaways foi uma das primeiras bandas formadas só por mulheres e tinham um som calçado no rock’n’roll pré-punk, chega a lembrar em algumas músicas do Foghat (outro grupo que pode figurar nas próximas matérias).
Só tinha estrela na banda (no bom sentido), Cherie Currie (vocal), Joan Jett (guitarra), Lita Ford (guitarra), Sandy West (bateria) e Jackie Fox (baixo) fizeram história pela ousadia de mulheres fazerem rock, isto era meio que inadmissível para a época.
Músicas como “Queens Of Noise”, as pesadérrimas “Born To Be Bad” e “Johnny Guitar”, e os clássicos do grupo “Take It Or Leave It”, “Neon Angels On The Road To Ruin”, “I Love Playin' With Fire” e “California Paradise” abriram caminho para o sucesso de outras mulheres no nosso presente.
Um disco que está com certeza merece ser ouvido.
 
 

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