O nome Ace Frehley vem de Paul Daniel "Ace" Frehley. Este é um músico americano que ficou conhecido por seu trabalho como guitarrista solo do grupo Kiss. Na época do Kiss ele encarava o personagem de Ace espacial na época que abanda adotou seus personagens teatrais pois Ace participou do Kiss desde o seu início até sua partida em 1982. Depois de deixar o Kiss, Ace se iniciou na carreira solo com sua banda, o Frehley´s Comet, até a volta ao Kiss em 1996 para uma bem sucedida tourné de retorno da banda. Essa segunda etapa com o Kiss durou até 2002 quando voltou para carreira solo novamente.
Anomaly é o album mais recente de sua carreira solo que ainda conta com o homônimo Ace Frehley (lançado em 1978) além de Frehley's Comet (de 1987), Second Sighting (de 1988) e Trouble Walkin' (de 1989).
Anomaly foi lançado em 2009 e conta com doze composiçõesonde Ace manda ver sempre com seu estilo que o fez famoso no Kiss, ou seja, o velho rock n´roll festeiro de bases retas e refrões cliches. É o que ele sempre vai nos dar e é o que ele sempre soube fazer. Logo no início do álbum já temos provas desse rock n´roll simples, direto e cheirando a festas e mulheres a la Kiss como nas faixas “Foxy & Free”, “Outer Space”, “Pain In The Neck” e “Too Many Faces”.
Uma cover bem fiel do The Sweet, “Fox On The Run” ficou interessante ganhando um pouco mais de clima rock n´roll além da produção renovada pela tecnologia atual.
“Genghis Khan” é uma faixa um pouco diferente das demais pendendo para um hard rock reto cadenciado e arrastado meio ledzeppeliniano.
Outra faixa que saiu um pouco do contexto das demais é a introspectiva com leves toques nostálgicos em “Change The World” e na sequência uma instrumental, “Space Bear”, que apsera de uma estrutura simples possui riffs chamativos na linha de “Moby Dick” (Led Zeppelin).
“A Little Below The Angels” começa com uma cativante introdução em violão arrastado e voz dando impressão de se tratar de uma balada no melhor estilo Extreme, Mr. Big, mas apesar do clima baladeiro continuar por toda a faixa há um interessantes corais infantis e um diálogo entre Ace e uma criança, um clima lúdico e relaxante.
O rock n´roll habitual de Ace volta em “Sister” no melhor estilo energético festeiro do Kiss, sem novidades mas uma das faixas levanta defunto.
“It´s A Great Life” já tem conotações ainda mais simplistas, aqui vai de encontro a um rock n´roll visceral com menos peso na linha do Rolling Stones equanto a faixa que fecha este lançamento, “Fractured Quantum”, é uma balada instrumental onde o andamento médio segue sem se alterar por toda a faixa e os dedilhados de violões com uma marcação simples de aro d ecaixa fazem o fundo para as melodias dos solos de guitarras.
É um álbum bem produzido mas não traz nada de novo e acaba sendo uma extensão do que Ace Frehley fazia no Kiss com raras exceções mas sua linha será sempre essa: uma rock n´roll expontâneo e simples mas alegre, festivo e cheio de energia. Há milhões desses por ai mas Ace ainda tem a vantagem de ser um ex-integrante do Kiss. Para quem é colecionador e gosta desse estilo, este álbum é mais um que reza essa cartilha e não vai decepcioná-lo.
(Fred Mika)
Site: www.acefrehley.com
O som do Axiom lembra muita coisa, lembra o do Megadeth na época do Rust In Peace e ainda o Metallica na época Justice For All, ou seja, das melhores fases de duas das melhores bandas de heavy thrash que já pisou na face da terra, mas também lembra de bandas influenciadas pelo new metal. Resumindo, o Axiom é uma banda interessante e rica musicalmente e que conta ainda com muita influência do metal progressivo.
Mas primeiro vamos dar uma visita ao passado onde essa banda californiana foi fundada no final de 2002 quando o baterista Justin Herzer respondeu um anúncio de classificado on line postado pelo guitarrista Scott Whisenhunt (que também é vocalista). Na seqüência começaram a ensaiar mixando várias influências de ambos como Black Sabbath, Metallica, Pink Floyd e até Beatles. E, na época evoluíram para uma forma de metal progressivo já batizando a banda.
Já com alguns fãs locais conquistados gravam um EP intitulado Alpha-Omega EP contendo sete composições que só foi lançado em 2006 e mesmo assim em sua terra natal, mas para ganhar mais força nas promoções do mesmo, empreenderam uma tour por toda a costa oeste americana e já com o novo baixista, John Coffee. O esquema deu certo e em 2008 lançaram seu primeiro álbum full lenght, A Means To An End.
Esse novo álbum tem treze faixas despejando riffs, palhetadas e com arranjos de bateria elaborados e com bastante quebra de ritmo e de andamento. Tão complexa quanto a musicalidade do Axiom são também suas letras com temas reflexivos que abordam genética, fé, utopias, desesperança, etc.
O álbum abre com “Cell”, um instrumental curto que dá a deixa para as próximas de forma massacrante; “Dead Dream”, “All For Nothing” e a própria faixa título são petardos levanta-defunto com riffs variados e interessantes com uma sessão rítmica bem dinâmica. Acentuações, progressões e muitos arranjos em geral fazem parte do arsenal musical da banda e eles fazem com que eles estejam afiados o tempo todo.
“Onesidad” e “Here Is...” já entram mais no clima prog metal que as anteriores e com passagens mais melancólicas entre as partes pesadas, isto é, o grupo mantém as bases pesados mais ainda adicionam passagens mais dramáticas testemunhando a favor de uma musicalidade rica. “Godgiven” e “Nucleous” possuem introduções melancólicas e sombrias, mas logo já entram em riffs cabulosos, pesados, arrastados e com a bateria (mais uma vez) mostrando um primor de execução. E tudo isso ainda se levarmos em conta de que se trata de um trio. “A Perfect World” já é uma balada triste e climática do inicio ao fim com certa influência de bandas mais modernas como Tool enquanto “Struck Down” e “Models Of God” são puro peso, bumbos duplos retos, bumbos duplos alternados e variações de andamento fornecem muita adrenalina ao ouvinte. Outras também com influências de arranjos new metálicos. “Winds Of Change” tem uma introdução num lindo dedilhado mas como nas outras o peso vem a seguir, uma faixa arrastada, pesadona, viajandona e por fim, “Don´t Blink”, a faixa mais comprida do álbum. Os músicos são bons e demonstram sempre isso no álbum além de serem muito criativos dotados de vários arranjos, riffs pra lá de interessantes e bem elaborados mas as vezes eles se deixam derrapar justamente no lado de suas influências de bandas do chamado new metal, onde a musicalidade de uma forma geral é inferior à influência heavy thrash do Axiom.
De qualquer forma conseguem elaborar uma sonoridade distinta. Convém escutá-los.
(Fred Mika)
Site: www.axiomband.net
The Brigde Of Light é um album ao vivo dessa excelente banda de rock progressivo nacional. É uma das bandas que convém analizarmos faixa por faixa tamanho é a riqueza de sua musicalidade. Então vamos lá:
O play é dividido em dois atos e para a introdução do primeiro tem a composição “Next Revelation” com claras influências do Uriah Heep. Um hard progressive com escalas bem calcadas nas raízes do rock n´roll. Eloy Fritsch é um tecladista virtuoso e muito criativo (uma das características do rock progressivo no geral que sempre esbanjou excelentes tecladistas).
A segunda faixa é “Dreamer”, essa já mais complexa, com quebras de ritmos e progressões variadas, já mais na linha do Rush com um que de Dream Theater. Ótimos solos (Ruy Fritsch é o guitarrista) e sessão ritmica bem rica e bem elaborada.
Na seqüência tem a viajante “Ocean Soul” com introdução de flauta e dá lhe arranjos complexos, bem elaborados o mais importante, sem preder o clima nunca. Merecem destaque (assim como todos os outros músicos) a dupla baixo/batera, respectivamente Magoo Wise (que também faz os vocais de apoio) e Chico Fasoli (com seu arsenal percussivo). Ótimo também é o timbre do vocalista Gustavo Demachi (que lembra um pouco o de Jack Blades do Night Ranger) que aliás, merece um parentêsis aqui.
Resumindo: algumas bandas de rock progressivo e mais ainda freqüentemente relacionado ao prog metal invertem uma lógica artística importante pois elaboram sua música em função da técnica, quando deveria se fazer ao contrário, isto é, de usarem a técnica em função de exprimirem adequadamente sua arte, sua musicalidade.
Nessa armadilha o Apocalypse não caiu pois sabe muito bem unir magistralmente técnica sofisticada ao feeling essencaild a arte integral.
E, mais um exemplo disso é a faixa seguinte, “Lost Paradise”, perfeita, sem exageros, um rock AOR de muito bom gusto, de primeira e que no final, ganha um andamento mais lento e melodic. Excelentes vocaliszações e climas perfeitos.
“The dance Of Down” já tem contornos mais na linha de bandas ELP e Yes enquanto “Meet Me” (que fecha o Primeiro Ato) já apresenta uma dramaticidade pinkfloydiana.
Abrindo o Segundo Ato temos o texto que dá nome ao album, “The Bridge Of Light”, para já emendar na seqüência a introdução do Prelúdio “Wake Up Call” que por sua vez é a deixa para “…To Madeleine”, uma interessante transposição, bem elaborada e vesátil.
Artisticamente perfeita. “Escape” e “Welcome Outside” já são mais pesadas, mais hard rocks, com boas intervenções de teclados e variações de arranjos ritmicos.
“Meeting My Earthcrubbs” e “Follow The Bridge” já são mais na linha da dramaticidade quase que teatral de Jethro Tull com interposições de flautas e teclados bem interessantes além de detalhes (bends de guitarra, escalas de baixo) ao fundo que dão um adicional a essas composições.
Fechando esse ótimo trabalho temos “Not Like You”, uma melancólica balada de violão e voz em seu início (onde também o baixo segue marcando para logo ganhar adição da bacteria e teclados gerando um clima interessante).
É um álbum superlativo com encarte e músicas perfeitas. Excelentes músicos também. Uma banda que vive para a arte. Ao meu ver a melhor banda de rock progressivo brasileira.
(Fred Mika)
Site: www.apocalypseband.com
O Altaria teve início na Finlândia, no ano 2000, e já contou com Emppu Vuorinen e Jani Liimatainen (atuais Nightwish e Sonata Arctica, respectivamente) nas guitarras, mas ainda não teve a mesma sorte desses grupos. “Unholy”, é o quarto album da banda, que traz o novato Marco Luponero desempenhando as funções de baixista e vocalista, Juha-Pekka “J-P” Alanen e Petri Aho nas guitarras, juntamente com o membro fundador e único remanescente da formação original Tony Smedjebacka, na bateria.
“Unholy” é um disco bem balanceado e bem gravado, com ênfase para a boa performance vocal de Marco, cheia de drive e feeling. Os destaques vão para a execelente faixa de abertura “Alterior Motive”, um heavy metal com pitadas de metal melódico e hard rock soando empolgante e cheio de garra, assim como “Unholy Invasion” e “Underdog”.
No álbum também há espaço para o puro hard/pop oitentista com a cativante “Steal Your Thunder”, cujo refrão me lembrou o Mr. Mister! As baladas também dão as caras por aqui em “The Lake” e “Never Wonder Why”, ambas com doses certas de peso e melodia, e não soando chatas em nenhum momento. No geral, “Unholy” é um álbum muito acima da média, e merece uma atenção especial de quem curte um hard/heavy feito por quem entende do assunto.
(Rodrigo Ribeiro Freitas)
Site: www.altariamusic.com
MySpace: www.myspace.com/altariametal
Um dos pioneiros, da cena do Metal dinamarquês o quinteto foi formado em 1982 e de imediato gravaram uma d.tape “We Are Dead” e em 1984 depois de algumas mudanças na formação, gravaram as clássicas “Shellshock” e “Deeds Of Darkness” que se tornaram itens de colecionador em seu formato original (fita cassette) e desde o inicio eles demonstraram um ótima capacidade musical e foram os precursores do thrash metal europeu em sua forma mais técnica.
Lançaram dois álbuns fundamentais para os amantes do estilo e do metal oitentista em geral, os clássicos “Fear Of Tomorrow”, “Terror Squad” e após o “apenas” bom By Inheritance deixaram a cena e retornaram somente em 1988 depois que o defunto selo Mighty Music lançou o cd Deadly Relics com as d.tapes da banda com ótimos resultados, demonstrando que sua base de fãs não os havia esquecido e que uma nova geração amava/ama sua música e eles retornaram com o mediano B.A.C.K. uma mescla do velho com o novo que não agradou muito nem fãs nem imprensa (inclusive este escriba); pelo que já havia produzido até então, apenas um trabalho “meia boca”.
Em 2008 com 4/5 da formação original - guitarristas Michael Stutzer/Morten Stutzer, baixista Peter Thorslund e baterista Carste N Nielsen mais o excelente novo (inclusive em idade) vocalista Soren “Nico”Adamsen (ex STARRATS/CRYSTAL EYES/MALADAPTIVE/TWINSPIRITS) participam do festival anual na Polonia, Metal Mania aonde é gravado o DVD/cd ao vivo “One Foot In the Grave the Other One in the trash” com ótima receptividade e se animam à volta prá valer e finalmente temos em mãos este ótimo novo trabalho de estúdio, um retorno às raízes, mas com a técnica bem mais apurada e a energia mantida, mostrando que apesar dos anos eles ainda conseguem criar grandes composições com uma excelente rifferama, agressividade, brutalidade, excelentes solos e ótimas vocalizações, o que no passado sempre foi um ponto em disfavor, não que fossem ruins mas não era o que chamava a atenção e pela primeira vez eles tem um frontman com qualidades e que tem técnica e melodia completamente compatíveis ao thrashão vigoroso e quebra-pescoços característico destes bravos dinamarqueses e desta vez eles chegaram até a gravar uma ótima semi balada meio no estilo do DEATH ANGEL.
Um ótimo álbum que consegue dar continuidade de forma magnífica ao estilo que desenvolveram em seus primeiros trabalhos, com mais técnica, melodia e com a mesma dose de fúria; seguramente na lista dos melhores de 2009.
Excellent cd from this 80´s Danish thrash heroes, great/energetic/aggressive/fast songs with great vocals.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.artillery.dk
Grupo japonês que tem Minoru Niiahara, vocal do Loudnesss. Este projeto paralelo de Minoru já tem estrada, desde 1999 na ativa, e com a companhia de Fumihiko Kitsutaka (guitarra), Tatsuhiko “Barbecue” Wasada (baixo) e Funky Suetoshi (bateria).
Com vários discos lançados (este é o sétimo), o grupo é mais conhecido por causa de Minoru, que tem nome no cenário, sem maior destaque fora das terras asiáticas, e isto é comum, pois no Japão existem várias bandas legais. Alguns discos são lançados com X.Y.Z.-A como o nome do grupo, uma dupla identidade... (rsrsrs).
Algumas das letras são na língua nativa, outras em inglês e outras mescla as duas, o som é heavy metal com influências hard rock, guitarradas nipônicas como de costume, esbanjando técnica, como já é de praxe entre os grupos japoneses.
Há uma música chamada “For Whom the Bell Tolls”, em japonês, que não tem nada a ver com Metallica, de resto vale destacar a faixa “A Man Has Captured the Sun” e ”I Love Rock 'n' Roll Life”.
(Bob Riot)
Site: www.funkycorp.jp/xyzrecords/xyz
MySpace: www.myspace.com/asiantyphoonxyza

Nos idos e áureos tempos da década de 80, quando co fundei a Rock Brigade, passamos a ser abençoados com o recebimento de um sem número de material promocional vindo de nosso país, e em grande quantidade, do mundo inteiro, e em meados da mesma lembro do recebimento deste fabuloso, “Eat Lead” com duas composições próprias; foi amor à primeira ouvida, uma mescla de MOTORHEAD com o melhor do thrash, direto, simples, sem frescuras, nervoso, simplesmente devastador e fabuloso!!!
Logo após uma participação na coletânea vinilica, Speed Metal Hell eles assinaram contrato com o selo norte-americano New Renaissance Records; vocalista/baixista Paul Arnold, guitarrista Shawn Helsel e baterista Dave Stone lançam então dois álbuns clássicos e fundamentais, ”Ordered To Kill (86) e “Retaliatory Strike” (88) e poucos depois sumiram da cena sem deixar traços ou motivo de sua dissolução aparente retornam bravemente em 2006 participando de vários festivais e fazendo pequenas tours aqui e acolá, assinaram com seu novo selo e como em 1988 adentraram o Pyramid Studios com o produtor Alex Perialas e gravaram este novo petardo.
Começando pela capa e o título, intactas as características do seu chamado War Metal, “estilo” que eles praticavam antes do SODOM adotar o mesmo aspecto lirico-versando sobre guerras e o resultado estúpido que elas trazem - desta feita o assunto (que é sempre atual) versa sobre a estupidez “religiosa” do Oriente Médio (a capa representa um ocidental contra um exército de muçulmanos assassinos) e para acabar com quaisquer dúvidas o estilo musical do trio está intacto e todas suas caracteristicas musicais mantidas, composições curtas, rápidas, e diretas, para bater cabeça; nove composições em pouco mais de trinta minutos, incluindo uma nova versão para “Rapechase”.
Um clássico do novo século, para velhas e novas gerações de fãs. AT WAR still the same fortunally, doing a f….n fast, aggressive, short, with always good lyrics, great music for bangin til. Great comeback, great new album. Buy or die !!!
(Eduardo de Souza Bonadia)
MySpace: www.myspace.com/atwartheband
Formada em 2007, pelo tecladista Timo Hautamäki, o músico recrutou os membros da banda Lapis Lazulli, Johan Karlsson (guitarra), Tobias Rhodin (guitarra), Jocke Ivarsson (bateria), Henrik Nyman (baixo), e iniciaram a procura de um vocalista, mas não encontraram o que queriam. Timo lembrou de Meliesa McDonell, uma cantora americana que conheceu num fórum na Internet alguns anos antes e gravou alguns sons nos teclados para que ela ouvisse, sendo que a mesma adorou, e começou a trabalhar nos vocais, enquanto a banda gravava os instrumentos para o álbum.
Este grupo sueco de Symphonic Metal segue a linha já enraizada pelo Nightwish, mas sem muito lirismo em suas composições, aliás, Meliesa é uma grande interprete, e realmente, cabe o chamado que tem em seu site do MySpace (http://www.myspace.com/voiceofmeliesa), “A voz que você nunca esquecerá”, ela chegou a fazer algumas audições para o Elis, Therion, Tristania e Nightwish, para substituir Tarja, época em que encontrou o pessoal do Aftermath.
Metal com feeling e peso, como nas músicas “Returning To Life”, uma balada daquelas que com certeza fará sucesso em qualquer lugar, um hit certo. Outras boas composições como “Broken Wings”, “Dark Lady Anthem”, “9:2 – Aftermath”, onde aparece os clássicos backings guturais, assim como em “Tides Of Sorrow”, e “Symphony Of Death”, instrumental perfeita para um clima de filme, de terror, suspense ou thriller.
Pra quem pensa que o Symphonic Metal está em baixa... pode ouvir que gostará.
(Bob Riot)
Site: www.aftermathmetal.net
MySpace: www.myspace.com/aftermathmetal
Banda de Hard Rock inglesa, da cidade de Birmingham, formada em 2004 por Pete Easthope (vocal/guitarra), Phil Easthope (baixo/vocal) e Simon Cooper (bateria), remanescentes de um extinto grupo chamado Franklin. Já acumulam em sua curta carreira, vários prêmios e elogios em diversos meios, sendo inclusive chamado de um dos lideres da mudança de uma nova NWOBHM.
Com produção de Mark Stuart (Magnum), o disco foi lançado mundialmente em março de 2007 estavam preparando um novo disco para ser lançado em 2008, o que ainda não ocorreu.
Rock energético e cheio de groove, isto é o pequeno resumo do som do Angel House, uma grande e grata surpresa aos ouvidos deste “dinossauro” que lhes escreve. O clima já aquece na entrada com a música “Mask”, prescrevendo o que ainda estava por vir, música hard de arrepiar, pesada e com variações rítmicas, “Loaded to Late”, menos pesada e chapante, mas de boa levada, “Dying at the Door”, um dos pontos altos do disco, embebidos no molho rítmico do Doobie Brothers, daquelas pra agitar os hardrockers de pijamas, baixo mandando bala, segurando a onda para as partes mais soltas da guitarra, encorpando a música.
Em “Hush-A-Die”, clima mais calmo, balada, pra descansar para a próxima música e para descrever um pouco a voz de Easthope, com um timbre lembrando um pouco o sumido Kal Swan, às vezes lembrando também John Deverhill, e estilo de cantar dos anos 80, quase que contando uma história, maravilhoso, e ainda toca guitarra! Voltando... “Victim #13”... o que é isto?! Canção Heavy rock avasaladora, despejando mais energia aos ouvidos, cheia de viradas rítmicas, isto não é prato cheio, é refeição pra uma semana, com direito a chamar convidados.
Em “Weapons for Self-Expression”, temos que baixar a bola para recuperar o fôlego, com introdução de guitarra sem distorção e ritmo mais lento, mas igualmente de nível como as anteriores, assim como “Revolution”, com refrão que chama a atenção, seguida de “Knowledge”, cadência da bateria e baixo com destaque, assim como o refrão... I know, you know...
“Superstitious Woman”, uma das preferidas dos fãs da banda, e percebe-se porque, levada pesada, tipo anos 70, ritmo forte e groove fantástico, encerrando o disco têm a faixa título, outra música muito legal. Estas duas músicas últimas podem ser ouvidas no site do MySpace do grupo.
Sem muito mais pra comentar, aquela famosa frase, disco imperdível cabe com todas as letras, em maiúsculas e em negrito, mas se você quiser pode até grifar de vermelho, só não pode deixar de ouvir.
(Bob Riot)
Site: www.angelhouserock.co.uk
MySpace: www.myspace.com/angelhouserock
Axel Rudi Pell é um guitarrista alemão dono de uma vastíssima discografia (ao todo são dezoito títulos incluindo as coletâneas e álbuns ao vivo) e mais dois DVDs.
Verdade seja dita, a Alemanha é atualmente um dos maiores exportadores de heavy metal e hard rock e de suas subdivisões do planeta (rock pesado no geral). E, entre eles, os maiores, tivemos desde o pioneiro e mais conhecidos de todos esses, o Scorpions (que embora venha lançando álbuns desde os anos setenta, mas que alcançou notoriedade mundial ao inicio dos anos oitenta no estilo hard rock) até os oitentistas do heavy tradicional como o Accept, o Running Wild e o Grave Digger de um dos pioneiros do heavy metal melódico do Helloween e do Gamma Ray, até o thrash metal de bandas como Kreator e Destruction. Em relação à fama, Rudi Pell se posiciona logo abaixo desses medalhões, mas fazendo um som tão competente quanto.
Abrindo o álbum tem as poderossa “Higher”, “Ain´t Gonna Win”, hard rocks no estilo europeu com um refrões fortes. Destaque para o magnífico vocalista Johnny Gioeli (que fez parte da banda de hard rock Harline na década passada) com sua voz carismática e com uma interpretação criativa e bem acima da media. Outro destaque como sempre vai para o Rudi Pell, com riffs bem sacados e com solos técnicos sem perder o feeling. “Angel Eyes” já é mais rápida, mais heavy, mais direta (mas sem deixar de perder a melodia), contando com a pegada precisa do exímio baterista Mike Terrana (este é um que dispensa apresentações).
“Crossfire” volta ao hard rock melódico mas feito com garra sem nuances de pop rock como o hard glam. Em suma, pega o melhor dos dois mundos.
“Touching My Soul” é uma balda no melhor estilo do grupo Talisman (Jeff Scott Soto) com a vantagem de que Rudi Axel Pell ainda preenche com links de guitarra entre as vocalizações. Timbres perfeitos, tanto dos vocais como das guitarras. Muito emotiva e com refrões perfeitos. “Emotional Echoes” é uma composição instrumental onde solos se apóiam nos violões de levadas alegres com claras influencias de seu conterrâneo Michael Schenker. Na seqüência temos “Riding On A Arrow” e dá lhe mais hard rock europeu com bases fortes e bem elaboradas, refrões igualmente fortes e pegajosos e excelentes solos. São poucas as bandas que fazem isso bem feito, ou seja, unir força e atitude sem perder a melodia, ainda mais se tratando de hard rock.
A faixa a seguir é a própria faixa titulo que se apresenta com um riff bem interessante intercalando com os vocais, bem ganchudo. Essa faixa de tão bem elaborada e versatil poderia tanto se encaixar nos antigos comerciais dos cigarros Hollywood (para quem tem mais de trinta anos há de se lembrar deles) como em qualquer coletânea de heavy metal, de hard rock ou hinos do rock pesado em geral. Dramaticidade também não falta a faixa que logo é seguida por “Burning Alive”, um heavy rock pra lá de incendiário e rápido (o uso dos dois bumbos de Terrana é perfeito) e por fim a power ballad “Nothern Lights” (uma palavra só para descrevê-la, fantástica).
(Fred Mika)
Site: www.axel-rudi-pell.de

Já fazia muito tempo que eu não ouvia uma banda japonesa, minhas referencias são as dos anos 80, como Loudness, Earthshaker e Bow Wow. Como os japoneses primam pela qualidade e técnica, não foi tanta surpresa ouvir o som do Area51. Sem fugir da essência dos grupos precursores do heavy metal japonês, mas agregando os conceitos dos grupos de metal atuais, este é o som do Area51.
Heavy metal cantado em japonês, excelentes músicos e composições à base de power metal podem ser ouvidos nestes dois primeiros álbuns da banda que surgiu em 2003, e atualmente conta com Kate (vocal), Yoichiro Ishino (guitarra), Takeshi Ochi (teclado), Zinn Kawai (baixo) e Yuu Yamauchi (bateria). Comentário à parte... a cultura japonesa se torna latente até no visual da vocalista Kate, que parece uma personalidade de anime. Basicamente, os dois discos tem a mesma característica sonora conforme já descrevi, algumas instrumentais como “Invitation”, “Domain” e “Ankh” do Ankh, e “Introitus” e “Requiem” do Daemonicus, dão a noção da tendência virtuosista de seus integrantes.
Podemos considerar como clássicos da banda, “Chaotic Phase” e “Extend Wings”, do primeiro álbum e “Les Anges” e “Ashes” do segundo, no geral, o som da banda se assemelha ao Earthshaker, o que é uma boa pedida para quem gosta deste estilo de som. Não trás nada de extraordinário, mas tem uma proposta eficiente e uma boa curtição para os amantes do som nipônico.
(Bob Riot)
Site: http://www.area51-web.com
MySpace: www.myspace.com/area51web
Eis que os cangurus australianos voltam à velha forma, sim, pois Black Ice é um disco que nos lembra da fase AC/DC do início dos anos oitenta quando o vocalista Brian Johnson entrou na banda substituindo o falecido Bon Scott e isso significa uma sonoridade semelhante a Back In Black e For Those About To Rock... We Salute You e esse álbum já está sendo um dos mais vendidos do ano da indústria fonográfica.
E por incrível que pareça a formação (e o visual) é a mesma daquela época apesar de que o baterista-relógio Phil Rudd tenha ficado ausente da banda por um longo tempo, mas ainda se apresenta em grande forma. De resto, os irmãos Young continuam a fazer aquele hard rock básico com bastante energia (muito provavelmente é a melhor banda de todos os tempos nesse estilo, o hard rock básico e cru, mas com um feeling enorme) e Brian Johnson com a mesma e inconfundível voz de arara brava e o baixista Cliff Williams continua a fazer seu trabalho de marcação básica.
Outro detalhe, o AC/DC (assim como o Motorhead e algumas pouquíssimas outras) é uma das bandas que não podemos ficar esperando por inovação ou alguma mudança mais relevante quanto ao seu som, pois eles são exatamente iguais desde o principio (na verdade o AC/DC mudou um pouco com a transição de Scott para Johnson, mas desde então vem fazendo um álbum atrás do outro praticamente igual), mas isso não significa que seus álbuns são monótonos, longe disso.
A prova de que a energia é alta é esse Black Ice (pois até o nome AC/DC significa corrente elétrica) que eles gravaram logo quinze faixas.
“Rock N´Roll Train” (a faixa de abertura) é um dos hits desse álbum e para quem gosta é impossível ficar imune a essa musica arrasa quarteirão, algo como que um tapa na cara dizendo acorda gente que a banda mais rock n´roll visceral do mundo está volta a ativa. O álbum também mescla hard rocks mais cadenciados como em “Skies On Fire”, “Smash N´Grab”, “Decibel”, “Money Made” e na faixa titulo.
Interessante também o uso de guitarra slide na faixa “Stormy May Day” (aliás esse álbum tem uma forte queda para o hard blues como a faixa “Rock N´Roll Dream” e alguns trechos de outras).
Mas tem um outro fator interessante nesse álbum, apesar de ele ser a cara do AC/DC do inicio ao fim ele conta com composições um pouco mais melódicas que as anteriores (isso é possível em se tratando de AC/DC?). Em suma, é um discaço onde todas as músicas ficaram boas e tudo aqui é grandioso, muito bom mesmo.
E a banda também modernizou no encarte, pois não lançou uma embalagem de acrílico como as que comumente usadas e sim uma de papelão que se abre ao meio e dentro da mesma, em anexo, tem um livreto com as fotos dos membros e a ficha técnica da banda (faltaram somente as letras das musicas).
Eu costumo falar que a fase boa do AC/DC com Brian Johnson ocorreu na primeira metade dos anos oitenta e depois teve alguns bons álbuns (como Ballbreaker de 1995) no meio de outros não tanto e que a banda, a cada vez continua a lançar discos com mais espaço de tempo entre eles (o último até então foi Stiff Upper Lip em 2000, mas esse não fora tão bom) e espero que agora a banda lance álbuns mais frequentemente e tão bons como esse Black Ice que sem duvida deve figurar entre os melhores lançamentos da banda como também deve competir entre os melhores lançamentos dos grandes nomes do rock mundial.
(Fred Mika)
Site: www.acdc.com
O grupo nascem no ano de 1991, em Granada, Espanha, fazendo um Heavy Metal clássico influenciado desde o Hard Rock (europeu e americano) ao Speed Metal, não esquecendo o flamenco, música da região do sul da Espanha. Abrindo shows de bandas estrangeiras como Mercyful Fate, Saxon, Megadeth, Running Wild, Edguy. Labyrinth e bandas espanhola de renome como Barón Rojo, Mägo de Oz, Tierra Santa e Obus, foram mostrando seu som e adquirindo experiência.
Lançaram três demos até o lançamento de seu primeiro álbum, “Nada Por Nadie”, em 1996. Seguiram-se os álbuns “Futuro” (1998), “Máfia” (2000) e “Dimensión IV” (2001), ficando depois, inativos por seis anos. “Libre” (2007) traz o Azrael de volta ao cenário metálico, com novo vocalista, Miguel Carneiro, ex-Hybernia e La Dama de Hierro. Além de Miguel, o grupo conta com Enrique Rosales (guitarra/vocal), Mario Gutierrez (guitarra/vocal), Juan Manuel Salas (baixo) e Maolo Arquellada (bateria).
O disco trás 10 composições do grupo mostrando um Heavy Metal clássico, com algumas influência dos grupos alemães. Destaques para “Acción”, talvez a melhor do disco por ser mais pesada, “Todo-Nada”, mais cadenciada a lá Judas Priest, “Tan Solo Libre”, com um lado mais comercial, mas nem tanto, harmonia e refrão marcantes, “Ele Fugitivo”, grande riff de guitarra, “Sangre”, instrumental com tom flamenco, são algumas das boas músicas do disco.
Altamente recomendado para os amantes do metal cantado em espanhol e do heavy metal sem muitas firulas, um som simples, maduro e honesto, que coloca o Azrael junto com os grandes nomes da cena metálica espanhola.
(Bob Riot)
Site: www.azrael.es
MySpace: www.myspace.com/azraeles
Falar no Angra, como diz o dito popular, é “chover no molhado”. Banda internacionalmente conhecida, um dos expoentes do rock nacional e grande influência em inúmeras bandas em nosso país e fora dele também. Trabalhos consagrados, músicos de alta qualidade e por aí vai as rasgações de seda que já não se fazem mais necessárias pois o grupo já alcançou a muito seu lugar no mundo do rock.
“Aurora Consurgens” é o sétimo trabalho da banda e trás como tema central, o funcionamento da mente humana, os segredos e mistérios que estão aprofundados em nosso cérebro. Não é um álbum conceitual como o seu antecessor “Temple Of Shadows”, mas tem seu tema principal diluído em suas nove faixas.
O som do Angra continua com a sonoridade característica da banda, influências da música brasileira, arranjos orquestrais, percussão e passagens acústicas. Em relação aos trabalhos anteriores o som do grupo está mais pesado e o vocal de Falaschi mais direto sem muitos backing vocals.
A participação dos membros do grupo em outros projetos, auxiliou nas composições deste novo trabalho e demonstra a intenção da banda em sempre renovar seu som. Kiko Loureiro participa da maioria das composições do álbum, como em “Scream Your Heart Out” e “Ego Painted Grey”. A experiência solo de Falaschi continuou em suas composições no Angra, como a pesada “The Course Of Nature” e “Breaking Ties”, mais acústica, Felipe Andreoli assina “Passing By” e Rafael deixa sua contribuição em “The Voice Commanding You”. Eis aí mais um trabalho do Angra para o deleite de seus fãs. Aproveitem!
(Bob Riot)
Site: www.angra.net
Banda sueca de Stoner Rock, que faz musicas de muito bom gosto, suas influências pode ser percebidas principalmente por bandas da fase áurea do Rock inglês como Cream , Deep Purple (sem os teclados mais nos riffs) Black Sabbath até mesmo no Judas Priest nos seus riffs de começo de carreira e bandas americanas como Mountain e Kyuss.
A primeira musica do cd e Abramis Brahma uma musica instrumental muito agitada que faz qualquer um levantar do acento.Resumindo e um cd com 9 musicas perfeitas altamente recomendado; com forte idéias de base Black Sabbath mais para o começo de seus discos; são todas as musicas muito bem executadas para colar na grande do show qualquer fã de Hard Rock , com muitos contra tempos nos riffs e mudanças climas de base para finais de musica mais com uma distorção de guitarra e baixo mais aveludada e limpa sem tanto peso e distorção de ganho( por isso e legal ; se a distorção fosse bem marcante séria uma cópia do clima pesadão do Sabbath ) . O vocal muito bem cantado, meio alucinado com encaixes de vocais tipo do Ozzy mais com um timbre de vocal mais próxima de Chris Cornel.
Formação: Ulf Torkelsson (vocal), Peo Andersson (guitarra), Dennis Berg (baixo e back) e Trise na baterista. Para shows ao vivo e adicionado na banda outro guitarrista chamado Robert “Rabbit Rob “ Johansson. ; como curiosidade eles tem versão de seus trabalhos cantados em sueco.
(João Marciliniano)
Surgido na região de Stockholm, desde 1997 o Abramis Brama tem tocado seu hard rock, com influências dos anos 70 e letras em sueco. É isto mesmo... letras na língua mãe deles.
Pode até parecer estranho mas se você não prestar atenção nem vai sacar que eles estão cantando numa língua diferente, a sonoridade ficou bem legal, assim como acho que em espanhol e em português também. Quem rotulou que precisamos ter as letras em inglês para fazermos um rock de primeira?
O grupo tem um hard rock pesado, embebido no blues, com guitarra e bateria, às vezes fazendo-me lembrar do maravilhoso Dust. Se eu não tivesse o release em minhas mãos, e em inglês, passaria facilmente por um grupo dos setentistas.
No final de “Mjolk & Honung”, eles tocam um trecho de “Moby Dick” do Led Zeppelin, o que dá um tom das influências dos caras. No geral é um disco coeso, mostrando a energia do grupo ao vivo, algumas com certo pique como “Barkbrodslaten/Men Mitt Hjarta Ska Vara Gjort Av Sten” (que nome é este?!rsrs). Alguns ouvintes podem se identificar com o grupo, como se fosse de Seatle, pela música “Mamma Talar”.
Formação atual: Dennis (baixo), Uffe (vocais), Rob (guitarra), Trisse (bateria) e Peo (guitarra). O hard rock setentista está de volta com o Abramis Brama, diversão certa para os fãs do gênero.
(Bob Riot)
Site: www.abramisbrama.com
Esta banda paulista teve seu inicio em meados de 1999 com o nome de Abstract e mudaram o nome devido à existência de outra banda com o mesmo nome. Começaram como um power trio instrumental, na linha música clássica progressiva, e, iniciam em 2002, uma nova fase voltada para composições vocais com a entrada de Neno Fernandes (ex-Destra), juntando-se aos fundadores Alberto Lima (g) e Hélvio Poletti (b), além de José Cardillo (tc) e Marco Aurélio (bat), lançam um EP com o nome da banda assumindo um estilo Metal Progressivo Experimental.
Symphony Of Hakel é o primeiro álbum do grupo e foi lançado no início deste ano, sendo distribuído pela Voice Music. O CD conta também com várias participações especiais, dentre elas, Ricardo Confessori (Shaman). Talvez Metal Progressivo Experimental seja, realmente, a forma mais correta de definir o som do Abstract Shadows. A grande diversidade de influências, citadas pelos membros do grupo no site oficial, causam na sonoridade final do grupo algo realmente bonito e diferente, caminhando entre o AOR/hard rock, metal melódico, heavy tradicional e progressivo com muito feeling, na dose exata.
Composições muito legais como “In My Dreams”, “Distance Voices”, “Abstract Feelings”, grandes viradas na música, com passagens lentas, pesados riffs de guitarra e baixo poderoso, aliás, todos os caras são excelentes músicos e Neno Fernandes gasta categoria no disco todo, com um estilo e timbre de voz de arrepiar.. Outros destaques vão para as faixas “Shadows”, que puxa o disco, e “Spirits”.
Álbum altamente recomendável para o pessoal que curte metal progressivo e para quem gosta de rock em geral sem restrições.
(Bob Riot)
Estas duas verdadeiras obras primas do Metal – lançadas respectivamente em 1979 e 1981 – são simplesmente essenciais na coleção de qualquer pessoa que intitule-se um verdadeiro “Metaleiro”(apesar deste fadado termo ter sido basicamente criado pelos “muito informados” repórteres da Rede Globo durante o primeiro Rock in Rio).
Agora em relançamento nacional pela Hellion, com capa revitalizada e novo encarte (inclusive com outros títulos da banda também disponíveis), a oportunidade de quem ainda não os possua faz-se obrigatória. O primeiro deles – accept – traz o grupo em seu estado mais crú e visceral, com uma sonoridade que, apesar de ainda não literalmente formada ou de identidade totalmente própria, mostra o conjunto em grandes momentos, com muito peso, guitarras cortantes e os vocais inconfudíveis de Mr. Udo “Duck” Dirkschneider.
Os grandes momentos ficam por conta de Lady Lou, Tired Of Me, Sounds Of War e Helldriver, entre outras. O segundo CD em questão – Breaker – dispensa comentários! Com um Accept ainda mais afinado e quebrando tudo (inclusive 3 microfones durante o processo de gravação dos vocais!), e contando com uma produção/gravação melhor, os grandes momentos brotam a cada nota musical. Basta conferir as indefectíveis Starlight, Breaker, Run If You Can, Son Of A Bitch, Feelings e Midnight Highway, entre outras. Falar mais de Accept é chover no molhado. Obrigatório.
(Eduardo Garcia Carvalho)
O francês Adagio surgiu com a explosão do metal melódico tempos atrás, e chega agora ao seu terceiro registro de estúdio. “Dominate” não é uma máquina de clichês,o que realmente diferencia o Adagio perante outros nomes do estilo, além dos flertes com o progressivo. A temática da banda também varia do estilo, pois privilegiam temas mais densos e soturnos.
A emblemática “R’Lyeh The Dead”, é uma prova disso, outros destaques do álbum vão para as performances do guitarrista e líder do conjunto Stéphan Forte, que, mesmo sendo um virtuose em seu instrumento, sabe se controlar e fazer solos bens construídos, exemplificado principalmente na faixa título, e para Gustavo Monsanto.
O vocalista brasileiro mostra com versatilidade, a compensação de algumas limitações , cantando de forma concisa sem abusar de notas altas.
O Adagio usa momentos do progressivo ao metal melódico em “Dominate”, sem apelar para as tradições de cada estilo. Mas, se fizesse uso de uma das grandes características do segundo segmento, sairia melhor em seu trabalho. Não há faixas com refrãos atraentes a ponto de atraírem o ouvinte de primeira, não gerando aquela vontade de quero mais.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.adagio-online.com
EP contendo quatro faixas que mostra um som bastante calcado no prog metal com muitas nuances de melódico, com adição de guitarras bem pesadas e riffs rápidos. Hoje temos uma enxurrada de bandas do estilo que acabaram por saturar o estilo, e talvez uma das apostas do Adamantra seja dar um gás maior na timbragem de suas guitarras, deixando-as mais pesadas e sujas, e realmente gera uma certa diferença pois o som ganha um punch muitíssimo forte, ou seja, ganha mais dinâmica e impacto.
O trabalho de teclados é muito bem desenvolvido e gera uma dinâmica bem interessante, além de alguns coros darem mais força nos refrões.
A primeira faixa mostra muita versatilidade tende grandes mudanças de andamento e melodia, culminando em um refrão forte, a faixa seguinte começa cadenciada com um tema de teclado acompanhado de guitarras bem timbradas, que atingem seu ponto alto na entrada do refrão, aqui também temos uma excelente interpretação do vocalista, mas esta faixa contem até um certo apelo melancólico.
Iniciamos a terceira faixa e temos uma abertura totalmente melódica com bumbos a velocidade da luz e uma fritadeira de riffs acompanhados de um tema bem legal de teclado. Esta talvez seja o maior destaque deste ep, onde há um vocal que inicia bem soturno e explode em harmonia com um refrão muito bom e melódico. O ep é razoável seria bom ouvir mais faixas para atestar a qualidade da banda.
(Adriano Gandolfi)
Usando e abusando de todos os clichês possíveis e imagináveis do heavy metal melódico o quinteto paraibano formado em 2003 e composto pelo formidável vocalista Jeff Winner guitarrista Janinho Di´Nizz, baixista Joab Marynne, tecladista Ryvson Lacerda e baterista Dinho Caetano lança seu cd de estréia com um resultado acima da média, ótimas oito composições próprias (mais intro e outro) e esbanjando competência e musicalidade, além de muita variação; fugindo do clichê muito em voga nos dias atuais, aonde muitos utilizam-se de dois bumbos “ direto” e as músicas soam muito parecidas entre si; eles pelo contrário, variam do semi-rápido à lá Helloween com Stratovarius antigos (possivelmente suas maiores influências) como em “Father Of Light” (belo solo de teclado estilo Jens Johansson, dentre outros pontos positivos) com partes mais cadenciadas e “The Fellowship”.
Músicas mais pesadas como Freedom Call ou a semi progr metal “The Winner”; a balada “By Dreams” com um “q” de Viper antigo e “A terra”, naturalmente cantada em português e com um refrão bem forte - vocais lembraram-me o lendário Kamikaze, dentre outras; musicalmente eles são muito competentes mas seu vocalista é “o trunfo na manga” uma mescla bem dosada de André Matos antigo com Michael Kiske (mas sem exageros nos falsetes) e ótima interpretação fazem dele uma verdadeira promessa para o cenário, enfatizando sempre que a banda segue a linha cristã e suas letras enobrecem o nome de DEUS ou são pequenas lições de salvação,todas excelentes, sem soarem excessivamente panfletárias; como bom cristão apreciei muito o trabalho dos meninos neste sentido; faltando apenas no aspecto técnico um pouco mais de brilho e melhores timbragens (especialmente guitarra e bateria), e a qualidade em termos técnicos no geral cai muito em “Kingdom Of Glory”, razão da nota não ter sido maior.
Juntamente com o Dynasty, sem dúvida, as melhores bandas cristãos deste estilo mais melódico de metal.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.adiastasia.com
Banda de Symphonic Metal americana também não muito conhecida no meio, apesar de ter quatro álbums, dois EPs e um DVD lançados em sua carreira, que iniciou em 1998, através da idéia de John Prassas (guitarrista/compositor) e do produtor Nick Copernicus.
O projeto passou por algumas mudanças de line-up neste tempo e conta atualmente com Prassas, Lori Lewis (vocal), Chris Quinn (baixo/cello), Tim Klatt (bateria) o recentemente falecido Earl Root (guitarra), além de vários outros músicos convidados para os shows ao vivo.
“Dawn Of The New Athens” agrega a sonoridade do gótico misturando-se a similaridades de Therion/Nightwish e guitarra no estilo Doom Metal.
Lori Lewis também está cantando no Therion, sendo que os dois grupos excursionaram juntos em 2007, pelos Estados Unidos e Canadá. Indicado para os apreciadores do estilo. Músicas no MySpace, “The Tisza’s Child”, “Artemis”, “Since The achine” e “The Bluish Shade”.
(Bob Riot)
Site: www.symphonicmetalband.com
MySpace: www.myspace.com/aesmadaeva
Após um longo silencio de aproximadamente quatro anos, o quinteto norte americano composto pelos guitarristas Juan Garcia/Bernie Versailles, uma dupla extremamente competente e está junta detonando desde 1987; ótimo vocalista Bruce Hall baixista Kal Medina e baterista Rigo Amezcua está de volta com um novo trabalho e com algumas de ordem musical.
Da gravadora italiana Dragonheart que lançou o ótimo Order Of The Illuminati(03) para o holandes (que é quase especializado em guitarristas virtuosos), e musicalmente as mudanças podem ser sentidas logo de inicio, as vocalizações não tem mais e infelizmente os falsetes “machos” de outros, uma das principais caracteristicas da banda, e que sempre foram usados ao extremo pelo fundador da banda, vocalista John Cyriis e que por vários anos foram perpetuados e usados por Bruce de uma forma mais balançada, agora estão mais bem mais agressivos e bem mais condizentes com o instrumental, lembrando em vezes o saudoso Stacy Anderson (Hallows Eve), porém mais técnico,e o instrumental deu um passo à frente com ótimas partes rápidas, thrash, técnicas e algumas vezes cadenciadas nas excelentes dez composições.
Tanto a capa quanto a tematica das letras continua a mesma, dando enfase à aliens, ovnis, etc e é bem mais interessante que outros cliches do estilos(dragões,guerreiros,etc) que já saturaram , e aliados ao poderio musical que deles emana resultou num dos melhores trabalhos de 2007, e agora é só esperar pelo próximo!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Formada no final da década de 90, na Hungria, porém apenas em agosto do ano passado, passaram a assinar como Age Of Nemesis.
Contando com Zoltán Fábián (guitarra), György Nagy (teclados), Zoltán Kiss (voz), Gábor Krecsmarik (baixo) e László Nagy (bateria) em sua formação atual, o Age Of Nemesis lançou 3 álbuns em húngaro, álguns CDs promocionais, fez participações em coletâneas e chega agora a seu segundo álbum em inglês.
“Psychogeist” traz um típico prog metal que o quinteto apresenta com muito talento e habilidade. São 11 faixas pesadas, com ênfase nos teclados, mudanças de ritmo e solos de guitarra inspirados, elementos bem conhecidos e apreciados pelos fãs de Dream Theater e Symphony X.
As seis primeiras faixas formam uma espécie de parte conceitual do álbum, contando a história de um garoto que enlouquece e trazendo temas como vingança e terror. Destaques para a pesada “Grey Room”, para a bela “Breaking Away” e ainda para a hipnotizandte “Eye of the Snake”. O álbum traz ainda um vídeo para a faixa “Fate’s Door”.
Não se pode dizer que há grande novidade no que Age Of Nemesis faz, no final das contas é apenas mais uma banda de metal progressivo. Para quem gosta do estilo, porém, vale a pena conferir.
(Adriano Gandolfi)
Esta é uma banda veterana, pode até ser que não tenha ouvido, mesmo porque é vinda da Hungria, país de pouca tradição no cenário. Terra Incognita é no mínimo um trabalho diferente, a banda pratica o Prog (Rock ou Metal) e soma ao estilo um pouco de World Music e assim, sempre acresce em seus discos e suas músicas, elementos folclóricos e de tudo quanto é parte do planeta.
A banda é um quinteto e trás como base, influências de Rush e Dream Theater. Além disso a banda cantava em sua língua nativa, aumentando o nível de exoticidade e hoje, a banda faz letras em inglês, promovendo uma internacionalização de seu trabalho.
Temas intrincados, com passagens climáticas introspectivas, como em Meeting With The Unbelievable, Plummeting Into Eternity, Inner Fire, The Land Of Lighte Forgive Me My foolish Crime.
Todos estes temperos dão um gostinho a mais para conhecer o trabalho do AON, e posso garantie que fãs do estilo irão curtir pois a banda tem bastante competência.
(Adriano Gandolfi)
O Agonizer é uma boa banda de metal. Não tenta re-inventar a roda, tocam com o coração e são bons em fazer metal: simples, direto, sem frescuras, pesado e com muitos riffs. E aqui você pode sentir o peso das palhetadas, que são ainda mais valorizadas pela qualidade dos timbres apresentados.
A honestidade da banda em sua sonoridade é reflexo da trajetória do grupo. Só conseguiram gravar seu primeiro trabalho de estúdio, após quase dez anos de estrada. A banda já esteve prestes a assinar por duas vezes com os maiores selos de metal: Century Media e Nuclear Blast, mas a falta de sorte impossibilitou o contrato.
Na lista de oito faixas que compõem o primeiro trabalho do grupo destaco: Harmless Hero, com umas passagens muito boas de teclado, a faixa de abertura Prisoner, além do peso e o riffs de Prophecy.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.agonizer.org
A banda de Thrash Metal paulistana, Aggression Tales, foi fundada em novembro de 2006, por Felipe Ruiz (ex-Selvageria, ex-Chaosfear/[C.O.A]) nas guitarras e Élcio Cruz (ex-Panzer, ex-Vülghar, [C.O.A] - Circle Of Agony) nos vocais. Completando o grupo, em fevereiro de 2007, entram Rodrigo Matias (bateria) e Leandro Pascoal (baixo).
O Aggression Tales vem com a proposta de trazer histórias de agressão em suas letras, representando as diversas maneiras de atrocidades representadas em forma de contos. Em “Scribbles In Blood”, o grupo aborda a história da vida de um psicopata e sua trajetória de atrocidades.
O álbum trás ainda duas músicas bônus: “Red and Dead” (composição própria) e um cover do Exodus (Strike of the Beast) e todo o disco está disponível para download no site oficial do grupo.
O grupo mostra boas composições, aliando a suas letras a um som igualmente feroz. “Unborn”, uma intro para “A Psycho Growth”, seguida de “Rape Of My Kind”. Outros destaques, os riffões de “Divine Art”, “Confessions” e “No Fairy Tales”.
O grupo escolheu uma proposta muito abrangente, que lhes dará muitos temas. Afinal, de atrocidades e agressões, nós seres humanos, vivemos e conhecemos bastante, é olhar para o lado e ver. Somos agredidos em nossa liberdade, nossos direitos e no nosso bolso por exemplo, de pessoas de nossa família à televisão e nossos governantes.
Encero acrescentando o Aggression Tales na lista de boas bandas do thrash metal nacional.
(Bob Riot)
Site: www.aggressiontales.com
Banda formada em 1982 em Macaé, interior do Rio de Janeiro, que voltou à ativa em 2002 após 11 anos de inatividade. O seu retorno se deu devido ao relançamento de seu demo tape, “Kill Or Die”, pelo selo Die Irae em 2001, sendo que a gravação original é de 1988.
Deste demo tape foram regravadas as músicas “Toxicomaniac” e “Mercenary Politician” que mostram que nosso país não mudou quase nada, de lá prá cá, e as letras ainda continuam atuais (aquele papo de eterno país do futuro). O som do grupo trás influências dos anos 80 como Slayer e Exodus, um disco recheado de riffs avassaladores e bateria poderosa no melhor que o estilo pode trazer.
O álbum é bem produzido, com excelente booklet, com letras em inglês e português, que mostra que o grupo está preocupado em transmitir algo para seu público. Destaque para a única música em nossa língua, “Onde Está a Coragem”, além de “Puppets of Society” e “Manipulation Masses”.
O Agressor conta com Paulo na bateria e vocal, Beco e Alexandre nas guitarras e Cláudio no baixo. Um ótimo disco que mostra a força do metal carioca e é a prova da revitalização do gênero.
(Bob Riot)
Site: www.agressor.com.br
Essa é uma banda australiana, um quarteto proveniente de Melbourne e Runnin´ Wild é seu álbum de estréia, um som com claras influências dos conterrâneos do AC/DC e também de bandas como Cinderella.
Por falar em Cinderella, o vocalista Joel O´Keeffe (que também faz guitarra solo) possui também um timbre parecidíssimo a esse (ou seja, de Tom Kiefer) e desde novo aprendeu a curtir rock n´roll. Mais tarde um pouco, seu irmão mais novo comprou uma bateria quando Joel comprou sua guitarra e começaram a ensaiarem aos finais de semana.
Mas convencidos que o futuro de ambos seria a música, começaram a procurar por novos músicos para o projeto e os acharam na pessoa do guitarrista David Roads e do baixista Justin Street e em 2003, o Airbourne estava formado.
Mas força de vontade deles era enorme, começaram a viajar para shows locais o tanto quanto podiam, tocando por pouco dinheiro e espalhando posters pela cidade inteira a cada apresentação.
Tanta publicidade e força de vontade se firmaram num pub importante chamado Rod Laver Arena e mais tarde conseguiram abrir shows para bandas grandes como Mötley Crüe e lançaram um EP fazendo uma turnê nacional (no caso australiana).
A ascensão da banda foi muito rápida, em 2006 eles já estavam tocando num grande festival, o Big Day Out, até que em 2007 a banda chamou a atenção de Ron Burman da americana Roadrunner Records lançando em Julho, o Airbourne em distribuição mundial.
Ao todo são onze faixas bastante contagiantes no melhor esquema AC/DC-Cinderella, ou seja,uma mistura de rock n´roll com hard rock com certa influência do hard blues e tocado com bastante energia com temas que falam sobre mulheres, bebedeiras e amores desfeitos: “Stand Up For Rock N´Roll”, “Runnin´ Wild”, “Too Much, Too Young, Too Fast”, “Diamond In The Rough”, “Fat City”, “Blackjack”, “What´s Eatin´ You”, “Girls In Black”, “Cheap Wine & Cheaper Women”, “Heartbreaker” e “Let´s Ride”.
Como o AC/DC, não há espaço para baladas, é rock n´roll puro do começo ao fim, sem muitas firulas ou solos técnicos, mas energia aqui é o que sobra. Apesar de algumas músicas mais arrastadas é, como disse, rock n´roll festeiro, rebelde, do começo ao fim, sem tempo pro ouvinte respirar um pouco.
Indicado para aqueles que gostam de um rock n´roll com hard rock cru e direto, mas tocado com bastante energia e espontaneidade apesar das músicas, por essa característica mesmo, soarem um pouco parecida umas com as outras. Mas é um álbum que vale a pena mesmo.
(Fred Mika)
Site: www.airbournerock.com
O sueco Christian Rivel é um sujeito hiper-ativo mesmo, não agüenta ficar parado, e o pior que ele é competentíssimo mesmo em suas múltiplas funções, o cara é dono da Rivel Records (que nos presenteia com inúmeros lançamentos dentro do heavy cristão com altíssima produção, aliás, a Rivel Records recebeu esse nome em 2002 quando Christian se casou, é o nome da esposa dele), e além de seu projeto maior, o Narnia, possui vários outros, e diga se de passagem, todos ótimos como o Wisdom Call, o Flagship, o Divinefire e o Audiovision (que vem ao caso aqui) com o álbum The Calling.
Outra característica do polivalente Christian é que ele sempre é amparado por excelentes músicos que permeiam seus projetos, como os guitarristas Lars Chriss, Jane Stark, Carl Johan Grinmark, Matthias “IA” Eklhundh, do baterista Thomas Broman e do baixista Mikael Höglund, dos tecladistas Andreas Lindahl, Michael Anderson, Sampo Axelsson, Jörgen Schelander e Tommy Demander, muitos deles presentes nos outros projetos paralelos. Nesse álbum também se fazem a presença dos conhecidos Mic Michaelli (teclados) e Mats Léven (ambos do Europe), de Bruce Kulick (guitarras, ex-Kiss) e do vocalista Jeff Scott Soto (Talisman). Por essa formação de primeira dá para imaginar o que vem por aí.
Musicas variadas (e dentro das mesmas, várias aclimatações) com muita técnica, muita criatividade, muito feeling, com mensagens cristãs inteligentes, enfim, tudo muito, de bom gosto e vale a pena cada centavo investido. Esse álbum já segue mais os moldes do Narnia, ou seja, um heavy metal mais pesado que o projeto Flagship e com menos teclados, ora puxando para o melódico como a faixa título e “Show Me The Way”, ora puxando para o hard rock como em “Read Between The Lines” e “Love Is Like A Oxygen”, uma cover de 1978 da banda Sweet.
O disco encerra com a linda instrumental “Colours”, que é uma música recheada de pianos, e teclados e guitarras solos fazendo os contrapontos melódicos, algo que lembre um Eloy mais pesado.
O encarte merece também um destaque a parte com várias páginas de fotos, com as letras, detalhes técnicos amplos, muita cor e riquíssimo nos detalhes. Já tenho comigo a idéia que se a banda for lançada pela Rivel, é quase sempre coisa boa.
(Fred Mika)
Site: www.rivelrecords.com
Temos aqui um trabalho de Alice Cooper licenciado pela distribuidora/gravadora nacional Hellion Records, portanto uma ótima oportunidade para os brasileiros adquirirem esse álbum, pois Tia Alice já conta com mais de quatro décadas de vários e interessantes álbuns. O rock n´roll viceral, político e intrigante de Alice Cooper sempre foi pioneiro, e até o uso de máscaras/pintura o homem foi original antes mesmo de bandas como Kiss, King Diamond e outros cara-pintadas aparecerem no cenário do rock.
Os temas sempre versaram sobre política americana de forma bem irônica, os pesadelos da sociedade, psicopatia, temas macabros e sempre esbanjando ironia e inteligência na forma de aborda-los.
No inicio, Alice cooper aprontou bastante com suas bebedeiras mas sempre contou com excelentes músicos em sua banda e sempre com aquele rock n´roll básico porém competente que lhe fez fama.
Nos anos oitenta, mais comedido mas sempre sem deixar de lado suas bebedeiras, Cooper flertou com o glam rock e com o hard rock americano competindo com bandas até então novatas na época como Motley Crue, Cinderella e assemelhadas.
No inicio dos anos noventa, Alice Cooper passou por vários altos e baixos e por fim, no inicio dessa nova década, se diz convertido ao cristianismo e larga a bebedeira, porém seu rock continua sem perder a ótima pegada.
Depois desses altos e baixos desses últimos anos, vem nos presentear com um álbum que é a sua cara, com temas profundos e bastante intrigantes assim como seu rock visceral continua a toda, é difícil destacar uma ou outra faixa (pois todas as faixas são boas; ao todo são onze composições) e um time de primeira como o excelente baterista Eric Singer (ex-Kiss e ex-Badlands) além de Danny Saber, um multi-instrumentista que gravou as guitarras, baixos e teclados para esse álbum. A formação se completas com dois vocalistas de apoio: Bernard Fowle e Greg Hampton.
As composições seguem a mesma linha embora algumas são mais arrastadas e outras mais lentas; algumas lindas baladas dignas de figurarem nas FMs de bom gosto do mundo todo como a faixa “Salvation”.
A faixa que fecha o álbum, “I Am The Spider/Epilogue” transborda suspense, fecha em grande estilo esse play. A arte gráfica é linda ao mesmo tempo que é dramática e macabra, bem ao gosto de Alice Cooper e de seus fãs. Vale destacar que é um álbum que não consta com um encarte comum, ou seja, o já conhecida capa de acrílico e sim com uma capa desdobrável de papelão mas muito bem caprichado, um ótimo lay out.
Bem vindos ao mundo fantástico de Alice Cooper, o homem por trás da máscara está de volta com sua voz rouca, característica e cheia de suspense e terror. Deixem soltos seus Franksteins, aranhas, cobras, cadáveres, largatos, morcegos, etc, que Tia Aliece volta novamente e quer capturá-lo como ouvinte. E uma oportunidade boa para isso já que está sendo lançado nacionalmente.
(Fred Mika)
Site: www.alicecooper.com
MySpace: www.myspace.com/oficialalicecooper
“Dirty Diamonds” é um mergulho nas suas raízes e dessa vez acerta em cheio. Distante do peso, dos riffs carregados de distorções e solos rápidos, “Dirty Diamonds” parece ter saído do fundo do baú. Aqui deparamos com tia Alice revisitando suas inspirações, reavaliando suas influências e compondo 13 novas faixas, sem soar datado.
O fã encontrará em “Dirty Diamonds”, um rock ’n’ roll básico e música boa de sobra. Em “Dirty Diamonds” aquela pegada hard anos 70 mostra-se presente junto a baladas bem elaboradas e uma boa dose de anos 80.
Os destaques a hard “Run Down The Devil”, “You Make Me Wanna”, “Steal That Car” e “Woman Of Mass Distraction”, faixa que abre o álbum.
(Adriano Gandolfi)
O alemão At Vance, capitaneado pelo guitarrista Olaf Lenk, tem a tendência de alterar sua formação frequentemente, mas esta instabilidade parece não prejudicar a qualidade de seus discos, tanto que “Only Human” (02) ou “Chained” (05) são bons trabalhos que trouxeram vários fãs para o grupo. Com uma nova alteração em sua formação, contando com o vocalista sueco Rick Altzi (Treasure Land), o grupo está chegando com seu mais novo álbum, batizado como “VII”, a perda de Mats Levén, que fez um trabalho espetacular nos dois últimos discos da banda, realmente não comprometeu em nada o bom trabalho vocal que o At Vance sempre apresentou.
Rick Altzi se mostra um substituto à altura, interpretando com garra e dono de uma voz extraordinária, quanto ao restante dos instrumentos, todos foram tocados pelo dono do negócio Olaf, que ainda assumiu a produção. A fórmula musical, que foi se solidificando ao longo dos nove anos de existência da banda, continua a mesma, Power Metal com toques que chegam bem próximo ao Hard Rock europeu.
Mas, mesmo assim falta algo em “VII”, é inegavelmente um bom trabalho, as 10 faixas integram distorção e melodia na medida exata. Aliás, tudo é tão exato que acaba se mostrando previsível e, em várias ocasiões, isento da inspiração, percebemos que na teoria os caras vão bem, mas falta aquele feeling. É como se a criatividade estivesse preste a se esgotar, e a saída foi reciclar as boas idéias que já deram certo. Mas, ainda assim é um álbum que possui seus encantos, que podem ser divididos em momentos velozes e outros mais lentos. “Cold As Ice” é um Hard Rock cativante e até mesmo simples, sendo uma forte candidata para se tornar o grande hit, onde o novo vocalista mostra seu potencial, “Breaking The Night”, “Golden Leaves” e “Victory” são as composições clássicas do At Vance; e “Truth” é mais agressividade.
Se “VII” não é tão interessante quanto poderiam esperar, por outro também não encontrarão muitos motivos para reclamações. Agora, o ouvinte que procura por algo a mais, com certeza não terá muitos atrativos.
(Adriano Gandolfi) Site: www.atvance.com
Site: www.atvance.com
Reunião de mestres que vem com segundo trabalho, depois do aclamado “The Battle” (lançado em 2005), a parceria entre o americano Russel Allen (SYMPHONY-X, STAR ONE) e o norueguês Jorn Lande (EX-MASTERPLAN, EX-ARK), despertou muito o interesse dos fãs do Metal. Eis que a dupla lança “The Revenge” praticamente um “irmão gêmeo” do primeiro lançamento! Sim, é isso mesmo!
Muitíssimo bem produzido por Dennis Ward (PINK CREAM 69, PLACE VENDOME, ANGRA) e novamente com músicas compostas pelo guitarrista Magnus Karlsson (STARBREAKER, LAS TRIBE) que também faz um excelente trabalho com as seis cordas e teclado, “The Revenge” vem para empolgar os fãs do estilo.
Usando uma avalanche de refrões pegajosos e solos inspirados de Karlsson, a banda traz mais uma vez os dois ‘monstros vocais’ da atualidade em duetos inspiradíssimos. Nesse segundo trabalho, eles intercalam ainda mais suas vozes e trocam suas linhas durante a música.
Trata-se de um álbum bem homogêneo, sem grandes variações durante suas doze faixas, e tem como um dos destaques a boa faixa de abertura “The Revenge”, com uma linha de baixo legal, uma levada carregada (sem excessos) no teclado e um refrão pegajoso.
“Master of Sorrow” é uma balada muito boa, com ótima performance da banda como um todo. Karlsson é responsável por um solo espetacular, mas pra variar quem rouba completamente a cena é Lande, com uma performance inspiradíssima!
“Just a Dream” começa com um dedilhado, e depois mostra uma das passagens mais pesadas do álbum. Sabe aqueles refrões que são tão pegajosos que você a todo momento se pega cantando a música do nada.
“Who Can You Trust”, é a mais pesada com uma levada carregada, com Allen e Lande se esgoelando em vocais mais agressivos que o resto do CD.
Para as pessoas que apreciam o Metal em sua forma mais melódica, com grandes performances vocais e teclados presentes, “The Revenge” fará valer cada centavo do seu dinheiro.
(Adriano Gandolfi)
Depois de passar por uma crise de falta de criatividade e como resultado gravar alguns dois álbuns anteriores bem aquem de sua qualidade e apenas medianos, em Still Going Strong e Back to Basics, aonde várias composições se auto plagiaram e também plagiaram vários nomes e clássicos do rock/metal mundial copiando arranjos e linhas vocais, além de utilizarem-se de um produtor que não condizia em nada com a o estilo ,resolveram desta vez reaver a carreira e retornar às raízes.
A primeira coisa que chama atenção é que este é o primeiro trabalho da banda lançado de forma totalmente independente, primeiro também gravado como trio: Steve “Lips” Kudlow:vocais/guitarras, baterista Robb Reiner e baixista Glenn Five, já que o guitarrista Ivan Hurd antes de sair gravou solos somente em três composições e principalmente acertaram a mão em chamar para a produção Chris Tsangarides(Thin Lizzy, Judas Priest, Tygers Of Pan Tang, Helloween, Glyder,etc)que foi o responsável pelos clássicos absolutos da discografia dos canadenses, os brilhantes “Metal on Metal” e “Forged In Fire” respectivamente em 82 e 83, com uma produção e sonoridade superiores e com composições que poderiam estar certamente num trabalho seguinte aos mencionados,mas sem soar datado.
Iniciando com a título que tem uma andamento bem Ford in Fire, e uma passagem à lá “Beyond The Realms Of Death” (Judas Priest)com um riff pesado e cadenciado; Bombs Away com um groove legal e ótima para bater cabeça, como sempre com o batera detonando tudo; “Ready to Fight” uma mescla de Rainbow/Nugent no melhor estilo “bigornesco”; “Burning Bridges Game Over”, “American Refugee” com letras mais sérias e criticas, nada daquelas letras sexistas e sacanas de outrora.
Um trabalho que agradará aos velhos fãs e muito aconselhado para os novatos que gostariam de conhecer o trabalho destes canadenses que estão na ativa desde a década de 70 e que tem uma discografia extensa e de grandes trabalhos. Metal on Metal, its the only way!!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.anvilmetal.tk
MySpace: www.myspace.com/anvilmetal

Este grupo norte americano foi formado em 2001, após mais de uma década de frustração de seus membros em suas carreiras individuais. Cada membro tinha gasto tempo no aperfeiçoamento de seu instrumento apenas para satisfazer a decepção em bandas com menos dedicação e desigualmente talentosas. Quando os músicos começaram a perder o coração, eles encontraram uns aos outros.
Black Marys é o quarto disco da carreira do grupo que, após o lançamento do álbum, Trinity, em 2005, dedicou seu tempo excursionando com grupos como Prong, Omen, Icarus Witch, Circle II Circle, Theocracy, Halcyon Way, e muitos outros durante 2006 e 2007.
Este disco, lançado no ano passado, trás um melodic thrash metal, associando técnica e em alguns momentos uma agressividade death metal com seus vocais guturais, sendo que o grupo se diz influenciado por Megadeth, Queensryche, Fates Warning e Metallica antigo.
Apesar das influências, não esperem encontrar algo parecido com os grupos citados, o grupo tem uma forma própria de lidar com isto e transformar seu som em algo próprio, pesado, colocando suas composições em uma sintonia diferente. Músicas para ouvir e conhecer o grupo: “Hamartia”, “Bleed”, “Children Of Cain” e “The Maudlin Child”.
Formação: Billy Mullican (vocal), Troy Reid (guitarra), Tim Umstead (baixo) e Anthony Tipton (bacteria). Para quem procura um thrash progressivo (acho que podemos dizer assim), este é um bom caminho.
(Bob Riot)
Site: www.alowerdeep.com
MySpace: www.myspace.com/alowerdeep
Temos aqui uma coletânea feita pela Artist Service, que na verdade não é uma gravadora e sim uma prestadora de serviços, algo como uma distribuidora virtual de lançamentos. Pois bem, a mesma lança agora uma coletânea de artistas que se utilizam de seu serviço e temos então uma variação enorme dentro da mesma em relação abandas e estilos. Nesse primeiro volume encontramos desde o hard rock AOR até metal melódico, do hard rock e do heavy metal mais tradicionais até pop rock com levadas folk. Vamos aos artistas que a variação é grande. Indicado para pesquisa de bandas.
A banda Tempestt abre o play com “Insanity Desire”, retirado do quarto álbum da banda Bring ´Em All e apresentando o excelente Jeff Scott Soto nos vocais. Um hard rock de primeira, bem trabalhado, muitos arranjos, com uma base pesada e arrastada.
Depois temos o grupo Clusterhead com “Made Of Stone”, uma mistura entre o heavy metal tradicional com metal melódico sendo que o destaque aqui fica por conta do vocalista.
Na seqüência vem Shylock com a composição “You Feel” já mostra um pop rock mais na linha do Bon Jovi atual com ótimos refrões (uma marca registrada desse gênero). Faixa essa retirada do álbum Devotion.
Elegantly Wasted com “Let It Rain” é a próxima, um hard rock com influências oitentistas já mais na linha dos californianos LA Guns retirado do álbum Desolation Row. A seguinte, Bob Dee with Petro na faixa “Summertime” (do disco Bullets And Bandaids) já apresentam um pop rock (um britpop) mais contemporâneo, meio que no estilo de Cold Play, que tanto faz a alegria da juventude mais abastada da Europa e de outros lugares.
Seguindo temos Liquid Horizon com “Battle Entrance”, um gótico metal com bases de guitarras rápidas e pesadas e teclados e pianos fazendo clima e se interpondo às guitarras além de arranjos muito elaborados e muitas passagens diferentes na musica, e vocais que dominam bem a arte de interpretar, um boa banda nesse estilo. Composição essa do álbum Revolutions.
Daí temos Dafne com “Fight Time”, um hard rock AOR com um pé no rock progressivo oitentista, interessante mistura que gerou uma das melhores faixas dessa compilação. Música pertencente a demo Darkness Falls. A banda Elyson com a faixa “Dreamer” é a próxima, mais um metal gótico, com guitarras absurdamente distorcidas, muitas passagens de teclados, clima melancólico, e vocais femininos. Liberty N´Justice vem com uma composição interessante, “Independence Day”, do cd homônimo, que é um projeto com vários vocalistas como Kelly Kelling, John Corabi, Jack Russel, Jani Lande, Ted Poley e Tony Mills e essa faixa é uma balada com influencias do folk rock e com muitas e cativantes melodias.
Um pop rock animado vem com a vocalista Shade em “It´s Alright”, música essa retirada do álbum One Way Line e contando ainda com participação dos músicos Simon Gardner e Andrew Moore.
Rena vem com um pop rock, só que mais pesado, algo como um hard rock pop na linha do Heart, a faixa é “Eyes Of Thunder” da demo The Need To Be Natural.
Sanchez (uma banda radicada na Suécia) que faz um excelente hard rock e temos aqui a faixa “Don´t Tread Me Like A Fool” do álbum homônimo vem se destacando no cenário, composição muito boa, muita criatividade, músicos de alto gabarito e boa produção. Um dos pontos altos dessa coletânea.
Mais um hard rock glam com Shineth em “Embrace You” é o que temos agora, retirada do álbum 11 Of 10 e apresenta riffs de guitarra interessantes além de refrões bem legais.
Koyaanisqatsy com “Memória” vem aqui com um prog metal instrumental virtuoso. Uma faixa comprida e cheia de arranjos e passagens como convém ao estilo. Darksun com “Prisioners Of Fate” é a próxima, um metal melódico bem arranjado.
Por fim, fecha o álbum a banda Twinball com “Freak Of Nature” (do álbum Slave), um hard rock moderno, isso significa bases mais cruas, mais pesadas e mais arrastadas.
(Fred Mika)
Site da distribuidora: www.musicbuymail.eu
Considerado por muitos como um dos pioneiros do undergound cristão, na ativa desde 1994, o Amos vem com seu segundo álbum pela gravadora Bombworks (EUA) que tem lançado grandes nomes do metal cristão.
O som do grupo é rotulado como gótico mas traz muitas influências de outros estilos como o metal clássico e progressivo, tendo o teclado o som que puxa a atenção para o gótico.
O Amos atualmente é formado por Rodrigo Shimabukuro (baixo/vocais) e Evandro Leite (guitarra), houve uma dissidência de dois de seus membros após terem morado fora do país. Vários músicos participaram da gravação do CD e alguns participam nos shows.
Um disco com bonitas composições destacando-se, “Shadows Of Thy Cross”, “Depression” e “Ark Of The Covenant”. O disco foi gravado e mixado no Brasil e traz uma linda capa com encarte com todas as letras.
A Amos está com um EP chamado “Lost Essence”, já na praia do gótico, disponível para download no site oficial do grupo. A Matter Of Time é um álbum nem gótico, nem heavy metal, com cara de Amos, que pode agradar ambos os gostos.
(Bob Riot)
Site: www.amos-band.com
Drangonhead é um álbum com onze faixas na linha do heavy metal cru e direto. Encabeçado pelo multi-instrumentista Andro Coulton (guitarrista, baixista, tecladista, vocalsita e baterista, sem falar que ele mesmo ainda que ainda fez as baterias programadas) conta ainda com a presença do vocalista de apoio Shaz Coulton.
A produção não é lá essas coisas onde os timbres de guitarras poderiam ser melhores estudados e as bases pecam por serem excessivamente retas (quase que um punk rock) e por isso mesmo acabam se tornando muito enjoativas quando permanecem por muito tempo nos mesmos compassos, só se salvando com as passagens que possuem vocalizações ou solos.
A faixa-título, que também é a faixa de abertura, “Dragonhead” e as duas composições seguintes, “Dark Angel” e “Sisters Of Fate”, seguem a essa mesma formula de musica direta e crua e depois dessa temos “Nothin´s Gonna Stop Us Now” que, apesar de trilhar o mesmo esquema, apresenta uma dose maior de melodia e sentimento que as anteriores.
Já na quinta faixa, “Bring Me Down Gently”, temos a impressão de que o álbum finalmente vai decolar com um interessante uso de pedais wah-wahs além de um ritmo mais cadenciado que as demais. Ledo engano. Novamente a musica aqui se esbarra nas vocalizações sem energia e nas guitarras muito cruas e mal produzidas.
Depois dessa, um clima sóbrio aparece na faixa seguinte, “The Archinmage”, com um andamento mais arrastado e com um riff dessa vez interessante assim como a música que vem a seguir, “They´re Lyin´”, que lembra muito o som de bandas de hard rock psicodélicas do inicio dos anos setenta como o grupo alemão Dschinn.
Em “Poor Knights” e “Hell´s Fire” traz de volta o heavy metal extremamente cru dos anos oitenta e suas bases de guitarra bem retas e secas.
Na seqüência vem a faixa “Hit This Town Tonight” que também segue a mesma onda de vocais (que alias, diga se de passagem, lembra muito os do nosso conhecido Ozzy Osbourne nos primórdios do Black Sabbath, não em relação ao seu timbre, mas sim em relação a sua interpretação reta, cavernosa e quase mística).
Para fechar o play temos “50 Superstar”, outra composição no mesmo estilo das demais.
Se você é um colecionador de bandas ou artistas exóticos ou que gosta de um heavy metal ou de um hard rock calcado em sonoridades mais toscas oitentistas ou até sonoridades do hard psicodélico do inicio dos anos setenta, esse cd aqui é um prato cheio masmo que ainda mal produzido (tanto na mixagem como no encarte).
(Fred Mika)
Site: www.androcoulton.com
Não é um exagero se afirmarmos que a Alemanha é atualmente o centro do hard n´heavy mundial devido a enorme profusão de excelentes bandas de expressão dos mais variados estilos.
De lá já firmaram medalhões incontestáveis do topo do rock pesado mundial como Scorpions, Accept e Helloween numa época que a Alemanha apenas começava a despontar no cenário e depois com a onda power/thash metal de bandas como Destruction, Kreator, Sodom, entre outras e na virada dos anos noventa para a esta nova década o reinado das bandas de heavy metal melódico.
Além desses vários estilos que continuam forte na Alemanha temos ainda várias bandas de hard rock mandando ver, bandas como Pink Cream 69, Bonfire, entre várias outras ver a excelente Dorian Gray capiteneada pelo guitarrista Andy Roch.
Andy Roch´s Dorian Gray toca um hard/heavy rock na linha do americano Y & T (aliás o timbre do vocalista Patrick Pelzer se assemelha bastante ao de Dave Meneketti do Y & T).
Diga se de passagem, são os dois músicos (Andy Roch e Patrick Pelzer) os principais responsáveis pela sonoridade exuberante do petardo.
“Angel Of Mercy” abre o play inundando de energia qualquer um, uma faixa vigorosa com um vocal encorpado. Seguimos com “Magic”, com arranjos já um pouco mais alegre, mais cadenciada porém mantendo o vigor que caracteriza a banda. Guitarras limpas e muito bem timbradas e mixadas ditam a música, aliás, um fator positivo durante todo o álbum. Os refrões chamativos também se acham presentes nas músicas.
“Burning” vem logo a seguir, um heavy rock pra bater cabeça, na linha de “Balls To The Wall” dos conterrâneos do Accept embora o Andy Roch´s Dorian Gray apresentar mais doses de melodia quanto às composições.
“Action, When I Call You” também se vê certa influência do Accept quanto a estrutura musical (quem conhece “Midnight Mover”?).
A próxima é “You´re Never Alone” que, apesar do título, não se trata de uma balada, mas de um hard rock dançante. Uma introdução de balada aparece em “Voodoo Queen”, uma composição dramática e melancólica com um lindo solo no início, mas não se enganem, a música cai logo no peso mas sem perder a dramaticidade.
“Save The World” tem as mesmas características da faixa anterior sem contudo apresentar uma introdução mais lenta e com um refrão mais hard light (existe isso?).
O heavy metal tradicional se faz presente em “Edge Of The World” com direito a cavalgadas rítmicas e tudo mais.
“Gimme A Chance” é uma faixa arrastadona, pesada e dramática com teclados fazendo contraponto com as guitarras alem de pontes (interludes) apresentando pequenos solos. Como sempre, refrões bem sacados se fazem presentes.
O hard rock mais puro volta à cena em “Shout” com nítida influencia de bandas como Lizzy Borden.
Eis que então temos a primeira balada do álbum (na verdade uma power ballad), “Dreaming”, com refrões que a fazem algo como um hino incluindo as belas rimas que se prolongam por mais de sete minutos de duração e solos viajantes.
O álbum fecha em “From Dusk Till Dawn”, um heavy rock na linha do Iron Maiden com direto às famosas cavalgadas e duetos.
Além de Andy e Patrick, completam a banda (ou projeto de Andy) o tecladista Marius Ader, o baixista Stefan Kugelmann e o baterista Matt Bauer.
Apreciadores de um heavy metal tradicional com muita melodia (não confundir com heavy metal melódico) vão gostar desse trabalho bem como os apreciadores de um bom hard rock sem ser o hard glam.
(Fred Mika)
Site: www.andy-roch.de
CD de estréia desta banda de Prog Metal Cristão que também tem uma Demo, lançada em 2003 com o nome de “Anatomy Of A Crime”. O grupo se diz fortemente influenciado por Rush, Yes, Jerusalem e Dream Theather. O que se pode ouvir no disco é um som diferente do que estamos acostumados do Prog Metal nacional.
Não compararia com os grupos citados, mas existem algumas sonoridades com os mesmos em certas músicas. O sonoridade das guitarras me fez lembrar bandas dos anos 80 como Attacker e Exxplorer e o vocal relembrou-me Jess Cox, portanto, achei o disco mais para heavy metal do que progressivo.
Para quem quer ouvir alguma coisa diferente, este álbum é uma boa pedida. Prog Metal cru, sem frescuras, sem aqueles corais líricos e arranjos com orquestras. Afinal... a produção é independente.
O Angel X atualmente conta com Peter Parker (bat), Hector Murdock (gt/b), Victor Piroja (v), Jr Bradock (tc) e André Bonnano (gt).
(Bob Riot)
Site: www.angelx.com.br
Grupo do ex-Abattoir e Bloodlust, o guitarrista/vocalista Steve Gaines, que é homônimo de outro lendário e falecido guitarrista que tocou no Lynyrd Skynyrd. Junto com Gaines, estão William Rustrum (guitarra), Javier “X” Marrufo (baixo) e Mars (bateria).
Este é o primeiro álbum deste grupo com influências thrash metal old school, é claro. O disco contém nove faixas de estúdio e 4 gravadas ao vivo com muita energia, guitarra e batera a todo vapor.
Entre as faixas ao vivo, temos “Troops Of Doom”, cover do Sepultura, o que mostra a importância do nosso maior representante no metal mundial.
As composições são bem legais e algumas com um pequeno diferencial do que anda rolando no cenário, destacando-se as faixas “Anger As Art”, as pauleiraças “New War”, “Wait For The Hammer” e “Hate In My Heart, Hell In My Head”.
Gaines deixou um recado para alguém no encarte do CD que diz: “Vocês sabem quem são vocês, e sabem o que vocês tem feito. Esta gravação é dedicada e inspirada por alguns de vocês, e feito a despeito de alguns de vocês! Eu espero que vocês o cavem! Em Metal”.
Quer seja um desabafo, ou algo assim, o importante é que não desistam dos seus desejos, persistindo no que desejam. Se vocês desejam metal! Aqui você o terá.
(Bob Riot)
Site: www.angerasart.com
O General Jeff Waters e seus recrutas estão de volta! Mais uma vez assumindo total controle sobre as composições e resultados do novo CD (uma vez que a produção ficou também sobre sua total responsabilidade), o guitarrista consegue manter o bom nível que sempre acompanha os trabalhos do grupo.
Desta vez no entanto percebe-se nitidamente que as composições – de um modo geral - estão mais agressivas e pesadas, com riffs mais poderosos e irados (basta ouvir a primeira faixa: Maximum Satan!), e com passagens que remetem ao Thrash Metal dos anos 80 e 90.
No entanto o ecletismo também característico do grupo está presente, sobretudo nos vocais de Dave Padden, que vão do agressivo e quase gutural em alguns momentos, ao limpo e melódico em outros. Além da já citada faixa de abertura merecem destaque também Drive (puro peso), Warbird, Plasma Zombies, Pride e Clare (cheia de mudanças de andamentos e ótimos solos de guitarra).
Mais um trabalho digno do nome Annihilator, que merece no mínimo ser conferido.
(Eduardo Garcia Carvalho)
De um grupo com mais de 20 anos de “Maximum Metal”, um dos expoentes máximos do Thrash Metal, não há muito que falar. Este terceiro álbum ao vivo da banda trás mais uma vez a energia pura do heavy metal com tudo que Joey Belladonna: vocal, Frank Bello: baixo, Charlie Benante: bateria, Scott Ian: guitarra e Daniel Spitz: guitarra podem mostrar.
Clássicos já conhecidos dos fans são gravados pela primeira vez ao vivo como “Among The Living”, “Medusa”, “Time”, “In My World” e “Be All End All”.
Uma grata surpresa foi ouvir “Deathrider” com uma simples introdução, “Esta é a primeira música do nosso primeiro álbum e é chamada Deathrider”. Pois foi, com esta música que o Anthrax entrou para a história do heavy metal com o lendário álbum “Fistfull Of Metal”.
Deste álbum, somente a clássica “Metal Thrashing Mad” foi gravada no álbum Live - The Island Years de 1994. A galera participa ativamente entoando outros clássicos como a cover do Trust, “Antisocial” e “NFL”, aliás, Belladona é muito bom ao vivo trazendo muita energia junto com a guitarra rítmica de Scott Ian e a cozinha de primeira de Bello e Benante.
Para os amantes do Thrash Metal este é um dos discos essenciais na coleção, no mais, é colocar o CD para tocar e banguear até a cabeça cair. Este “Anthrax” não mata ninguém como o tão famigerado vírus disseminado em noticias mundo afora mas sim, trás o melhor do heavy metal, para quem sabe, contaminar muitos e muitos fans.
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Projeto capitaneado pelo francês Frederic Slama que traz 16 faixas, todas mostrando um soft rock, com momentos pop e alguns apelos AOR.
Mas não se deixe enganar, pois aqui você não vai encontrar momentos empolgantes, podemos dizer que algumas faixas acabam interessando um pouco mais, mas nada de especial. Caught Inside Your Heart, tem uma levada de violão acústico muito bacana e um refrão bem marcante e torna-se audível, sendo que esta é a terceira faixa, ou seja já houve o sacrifício de duas.
Assim como há momentos que passam, existem também casos perdidos como Worlds Away, bastante melancólica e cansativa.
Bom falar das demais faixas é besteira pois temos aqui mais do mesmo, sempre uma levadinha muito pop e com um ou outro refrão mais passável, como Leave Her To Heaven, que deve ter sido impressa no cd errado, pois esta realmente presta. Realmente um cd sofrível, sem nenhuma atração, dei um para não zerar, mas essa era a vontade.
(Adriano Gandolfi)
Os ex-integrantes da banda Swipe, Rogério Souza (bateria), Gláucio Cancion (baixo) e Jean Carlos (guitarra), junto com os novos integrantes, Ricardo Vanlazar (vocal), Rafael Carvalho (teclado) e Renato Sotto (guitarra) deu início ao grupo em 2002.
Nesta primeira fase segue com o lançamento de sua demo, Visions Of The Future, abertura para o show do Angra e o primeiro lugar no SP Music Festival que lhe rendeu a gravação de um DVD na EM&T em outubro de 2003.
Vanlazar sai do grupo em 2004 por problemas de saúde que é seguido por desentendimentos entre os integrantes ocasionando a separação do grupo continuando com os três membros em busca de nova formação.
Em agosto de 2005, o line-up é completado com Pedro Nascimento (vocal) e Gabriel Leonardo (baixo), retomando projetos e agenda. No início de 2006 começa o projeto do CD que dura todo o ano e é lançado em abril de 2007.
O trabalho desenvolvido pelo grupo mostra qualidade em suas com músicos de primeira, influenciado por bandas como o Angra e Dream Theater. “Saving Your Soul”, mostra o grupo mais pesado enquanto, “Far Beyond The Sky” conta com andamento mais lento e cadenciado e a balada “Lost Angel” são alguns dos destaques do álbum.
Na estrada mais uma boa banda para os amantes do metal melódico.
(Bob Riot)
Site: www.arghon.com.br
MySpace: www.myspace.com/arghonband
Eis aqui um legítimo heavy metal oitentista, não só no estilo como na época. Todas as características que definem um puro heavy metal tradicional oitentista temos presente aqui: bases de guitarras retas, vocais rasgados cantando com muita vontade porém sempre sobre as bases das guitarras. A cozinha (baixo/bateria) é competente, porém é bem reta, fazendo só o essencial.
O grupo cristão Armageddon começou como um projeto de dois músicos, Robin Lee e Michael Vance, no inicio dos anos oitenta que se encontraram pela primeira vez num show do Stryper na cidade americana de Washington.
Começaram então a fazer varias demos que ficariam a ser conhecidas como The Second Chance Years mas, a banda só veio a lançar seu álbum oficial em 1988 (The Mask).
Durante esse período a banda fez inúmeros shows na costa leste e no centro dos Estados Unidos (shows esses caracterizados pela grande movimentação da banda) e vindo a encerrar suas atividades somente em 2005.
Vale elogiar também a Retroactive Records que sempre está lançando álbuns de bandas mais tradicionais, ou mais antigas e várias raridades.
No caso, é um álbum duplo, ou melhor, um álbum que está sendo novamente relançado (The Money Mask, cujo lançamento original data de 1988) e a coletânea (The Second Chance Years) que é na verdade um agrupamento de faixas que são sobras de gravações, demos e até ensaios da banda estão presentes no esquema.
No primeiro álbum temos onze faixas (“The Money Mask”, “Mercenaries Of Injustice”, “More Than Conquerors”, “Looking Out For You”, “The Ship Of Changes”, “The Blazing Wasteland”, “Nightlight”, “Giving It To You”, “The Judge”, “We´re Outa´ Here”) sendo que a última é um bonus track. As faixas todas seguem o esquema do mais puro heavy metal, mas sem apresentar grandes diversificações o que dá a sensação ao ouvinte de achar o álbum monótono salvo algumas poucas variações como dedilhado de introdução de músicas como “The Ship Of Changes”. É interessante salientar também o bom trabalho da produção.
Já no segundo disco não podemos exigir o mesmo da produção pois as músicas são crus no sentido de que não tiveram uma produção (pois são sobras de estúdio), havendo faixas demos (como a banda deixou claro em dizer) e até gravações de ensaios. Temos então treze faixas: “Lookin Out For You (uma versão mais cru da mesma faixa do primeiro álbum), “We´re Outa Here” (a mais pesada do disco, um speed metal bem oitentista), “More Than Conquerors”, “Night Light”, “Money Mask” e “Ship Of Changes” (essas últimas são versões que estão no disco oficial porém, como as outras aqui, raw versions, ou seja, versões cruas).
Ainda no segundo álbum temos o ensaios da banda nas faixas “More Than Conquerors” e “We´re Outa´ Here” e mais três versões demo das faixas “Money Mask”, “Nightlight”, “Get It Line” e “Blazing Wasteland”.
Resumindo, todas as faixas estão também no primeiro álbum com a vantagem de ser devidamente mixadas e masterizadas, a exceção feita para “In Your Face”.Este é um álbum indicado para os fãs da banda bem como para os fãs do heavy metal mais tradicional dos anos oitenta caso contrário não vale a pena investir nessa profusão de versões de tudo quanto é tipo.
A banda é legal, bem na linha dos contemporâneos do Warrior, mas as idéias são repetitivas como um todo, as composições soam parecidas. Em todo caso está bem acima de várias bandas da época e principalmente de muitas bandas mais recentes.
(Fred Mika)
Site da Retroactive Records: www.retroactiverecords.net
Típico quarteto alemão de Thrash Metal com guitarras rápidas e riffs cortantes bem ao estilo de bandas como Annihilator e Slayer (influências declaradas do grupo por sinal), mas que acaba tendo como único diferencial o fato de possuir em sua formação uma mulher como baixista. De resto o que se ouve nada traz de novo ou revigorante para os apreciadores do estilo, ficando tudo muito previsível.
É verdade que os riffs de guitarra - já citados anteriormente - realmente chamam a atenção e trazem boas lembranças dos ícones do Thrash dos anos 80/90, mas ao lado de uma gravação/produção apenas mediana acaba tornando-se item relevante apenas para os consumidores mais compulsivos do gênero; daqueles que compram tudo que seja Thrash Metal!
(Eduardo Garcia Carvalho)
Em comemoração de seu vigésimo aniversário, a gravadora Metal Blade relançou uma série de discos em edição especial, entre eles Symbol Of Salvation do Armored Saint, responsável por alavancar a carreira do grupo na época, e que chega agora em versão tripla!
O primeiro CD traz a versão original remasterizada, com a inclusão de 2 vídeos Bônus: “Reign Of Fire” e “Last Train Home” (que chegaram a ser veiculados raríssimas vezes aqui na MTV, no programa “Fúria Metal”).
Neste disco destacam-se (além das já citadas e presentes em video) as faixas “Dropping Like Flies”, “Tribal dance”, “Another Day”, a faixa título “Symbol Of Salvation”, “Warzone” e “Spineless”.
No segundo CD encontramos as mesmas músicas (com exceção de “Half Drawn Bridge”) em versão Demo (88 - 91), e ainda o áudio da primeira parte da entrevista com Brian Slagel (atual diretor da Metal Blade Rec.) com participação de integrantes do Armored Saint.
No terceiro e último disco encontramos o áudio da segunda parte da entrevista com Slagel e banda. Um lançamento simplesmente imperdível para quem curte esta banda e sobretudo este clássico disco. Confira!
(Eduardo Garcia Carvalho)
Temos aqui um trabalho da banda Armory, o álbum The Dawn of Enlightenment, lançado no finalzinho de 2007. O line-up: Adam Kurland nos vocais, Joe Kurland e Chad Fisher nas guitarras, Thomas Preziosi no baixo, Peter Rutcho nos teclados e Tom Vieira na bateria.
O disco, composto por 12 faixas (sendo duas faixas bônus), totalizam quase uma hora e dez minutos de som. O Armory é proveniente de Massachusetts, mas as letras, o encarte e, principalmente, o heavy metal oferecido, remete aos medalhões europeus do Power Metal (ou Melodic Metal, ou Melodic Power Metal, ou...).
Se rótulos por vezes soam ineficientes para definir o som de uma banda, comparações devem servir melhor para esse propósito: o Armory possui influências de Helloween, Edguy, Sonata Arctica, Gamma Ray, Hammerfall, dentre outros.
Vamos ao CD, o começo é bom, mas ao longo do percurso, foi ficando cansativo e repetitivo. O disco, após a já esperada introdução instrumental com influência clássica, abre com “Faith in Steel”.
É daquelas típicas canções para se abrir um disco de power metal. Apressada e empolgante. O vocal logo no início lembra por demais algumas composições do Edguy e Avantasia, entoadas por Tobias Sammet. Logo em seguida vem “Riding the Cosmic Winds”, a mais elaborada, e empolga mais que a música de abertura, possui ponte e refrão mais marcantes.
“Forever Triumphant” chega para acalmar os ânimos, uma balada, e nesse ponto a banda deixa a desejar. Daí pra frente o CD segue com composições, que por mais que sejam interessantes, é meio difícil não se incomodar com certas similaridades e repetitividades.
Há ainda uma canção instrumental, que antes das faixas bônus, The Dawn of Enlightenment fecha com uma faixa-título. Nas faixas bônus, duas boas surpresas. Um cover de “Flight of Icarus”, onde o Armory mostra sua veia NWOBM. Enfim, o Armory nos mosta no álbum The Dawn of Enlightenment um autêntico “Metal Melódico”.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.faithinsteel.com
Banda vinda de Chipre que já havia lançado 2 demos. ““Road to Macedónia” temos a percepção de uma banda de qualidade, o cd contém 4 faixas e todas as canções são regravações de demos anteriores, mas a estrutura permanece intacta.
O estilo das músicas é Epic / Heavy metal, com ênfase nos elementos melódicos e folk. Músicas como “Osiris” e “Arryan Path” ao grandes demonstrações da competência desta banda e conseguem mostrar um som forte e vigoroso como o estilo pede.
Nicholas' o vocalista demonstra grande poetencia e qualidade. “Road to Macedónia” é uma faixa que gera um inicio fantástico, com o teclado acrescentando uma atmosfera folk.
E isto será observado em todas as faixas mostrando a competência e heterogeneidade no som da banda. Resumindo é um grande CD e é altamente recomendável para todos, independentemente de quaisquer preferências musicais.
(Adriano Gandolfi)
O Progressive Metal infelizmente está banalizado e transformou-se em um verdadeiro kit-banda. “Compre o seu e seja você também um Dream Theater!” diz a etiqueta na caixa. “Também disponível nas versões Queensrÿche e Fates Warning!”
Desta forma fica fácil perceber – e até mesmo prever – o que você terá pela frente ao ouvir esta banda: Mais um clone repetitivo de tantas bandas e tantas coisas que musicalmente já foram feitas anteriormente e exploradas à exaustão.
Não que a banda seja ruim – muito pelo contrário, mas não acrescenta absolutamente nada de novo. Vale ressaltar no entanto que a gravação / produção está excelente, e a qualidade musical dos integrantes é realmente acima da média.
As faixas são bastante niveladas, ficando difícil destacar uma música em especial. Pena que o grupo chegou com pelo menos uns 20 anos de atraso!
(Eduardo Garcia Carvalho)
Eis aqui um álbum duplo dos veteranos do Asia. Em tempo, o Asia foi, junto com o Survivor, o Journey, o Kansas, entre outras, uma das bandas expoentes do rock AOR oitentista, algumas dessas pendendo mais para o hard rock como o Loverboy, o Foreigner, o Survivor e outra pendendo mais para o rock progressivo como o Kansas e o próprio Asia, mas todos tendo em comum o estilo rock AOR (audio oriented radio, ou música orientada ás radios).
No caso do Ásia é bem compreensível uma vez que seus integrantes são oriundos de bandas de rock progressivo oitentista como exímio baterista Carl Palmer (ex-ELP) e o guitarrista Steve Howe (ex-Yes) além do baixista John Wetton (ex-King Crimson) e do tecladista e vocalista Geoffrey Downes.
Live In Tokyo, como o nome diz, foi gravado na capital do Japão no Shinjuku Koseinenkin-Hall em 2007 e, além de trazer músicas do Ásia, trazem também faixas de seus integrantes em bandas anteriores como um dos grandes hits do Yes nos anos setenta, “Roundabout”, do King Crimson, “In The Court Of The Crimson King”, e do ELP, “Fanfarre For The Common Man” (instrumental essa).
Tanta história e experiência que só caberia num álbum duplo mesmo, para quem acompanha a trajetória do Asia e de seus integrantes nas bandas anteriores ou do mundo do rock progressivo britânico no geral, reparem na grandiosidade das faixas do disco 1, sendo que a maioria é do Asia mesmo mas vamos lá: “Time Again”, “Wildest Dream”, ”One Step Closer”, “Roundabout”, “Without You”, Cutting It Fine”, “Intersection Blues”, “Fanfarre For The Common Man” e “The Smile Hás Left Your Eyes”.
No disco 2 temos mais preciosidades: “Don´t Cry”, “In The Court Of The Crismon King”, “Here Comes The Feeling”, Video Killed The Radio Star”, “The Heat Goes On”, “Only Time Will Tell” (esta talvez o maior hit do Asia que por aqui emplacou nos comerciais dos cigarros Hollywood nos anos oitenta), “Sole Survivor”, “Ride Easy” e “Heat Of The Moment” (outro grande hit como o próprio nome sugere).
Esse álbum é um lançamento comemorativo de 25 anos do Ásia, uma banda que fez enorme sucesso, emplacou inúmeras musicas no topo dos charts mainstream do mundo inteiro e influenciou inúmeras bandas de hard rock mais polido, ou arena rock da segunda metade dos anos oitenta em diante. O resultado desse álbum comemorativo foi um sucesso estrondoso também nos shows pelos EUA, Estados Unidos, Reino Unido, Japão e até por aqui, na América do Sul.
Músicos de altíssimo gabarito, entre os melhores do que o melhor do rock já produziu até hoje, ou seja, o classic rock.
Encarte de primeira com várias fotos, ficha técnica, um texto explicativo do álbum comemorativo e beleza plástica incomparável. E para finalizar com chave de outro, a capa e fundo desenhada pelo magistral Roger Dean, assim como Boris Vallejo e Rodney Matthews, o trio de outro das capas magníficas do rock progressivo setentista.
Nota máxima sem duvida, indicado a qualquer pessoa e a músicos de qualquer estilo, uma aula de competência, criatividade, profissionalismo e bom gosto.
(Fred Mika)
Site: www.originalasia.com
Este grupo de Thrash Metal alemão, que após lançar 2 discos nos anos 80 e encerrar suas atividades, renasce agora das cinzas com este ótimo The Club.
O direcionamento musical continua praticamente o mesmo (ou seja, puro Thrash Metal direto, com muito peso, pegada e vigor - sobretudo nas guitarras). Logicamente que os toques modernos de qualidade na produção, gravação e mixagem estão presentes; deixando o disco com uma cara muito melhor acabada que nos idos anos 80.
Mas se não bastassem todas essas qualidades já citadas sobre o CD, o mesmo ainda traz uma série de inusitados detalhes e surpresas: Um cover para a música Thunder And Lightning (Thin Lizzy), um sampler de torcida de futebol entoando seu hino (na faixa Bushwhackers), e até mesmo uma introdução com a música Mosca Na Sopa (Raul Seixas) na faixa Psycho Terrror!
Detalhe este explicado pelo fato do guitarrista Michael Hoffmann ter morado no Brasil. Sem dúvida um disco obrigatório a todos os “Thrashers” de plantão!
(Eduardo Garcia Carvalho)
Terceiro trabalho desta banda sueca que teve seu debut em 2003, o Astral Doors vem sempre sendo elogiado pela imprensa especializada.
A banda chega com seu novo álbum. “Astralism” que traz todos os elementos que os tornaram respeitados por quem escutou seus trabalhos anteriores, ou seja, muito Hard Rock e muito Heavy Metal totalmente influenciado em Rainbow, Black Sabbath e Deep Purple. Além do fato de a voz do dinâmico Nils Patrik Johansson ser praticamente idêntica à de Ronnie James Dio e Tony Martin, a banda segue mantendo seu padrão que não é original, mas é muito bem executado.
Em linhas gerais, “Astralism” apresenta canções ainda mais pegajosas, bombásticas, mas com um pique mais power e agressivo, alem de uma sonoridade um pouco mais atualizada em relação a seus discos anteriores. Mesmo nunca abrindo mão das grandes melodias de guitarras, além da eficaz e constante presença do órgão, tudo soa extremamente pesado, com passagens cadenciadas e aqui com muitos momentos mais velozes, coisa que fará sorrir de satisfação qualquer amante do gênero.
Sem a pretensão de reinventar ou ser totalmente inovador a roda, o Astral Doors consegue injetar uma grossa camada de borracha nos velhos pneus, ah, isso é fato! A paixão com que estes suecos tocam sua música é palpável, e curiosamente acionou um mecanismo saudosista que me fez novamente visitar minha coleção de bandas clássicas lá dos idos anos 70.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.astraldoors.com
Álbum de retorno do quinteto norte-americano que iniciou carreira em 1983 e se notabilizou por talvez ser a primeira banda pesada à utilizar-se da obra de J.R.Tolkien como tema e capa de um um álbum (seu debut se intitula Battle At Helms Deep, extraído de uma parte da trilogia do Senhor dos Anéis), além de fazer parte de uma verdadeira onda de excelentes bandas oitentistas que infelizmente nunca conseguiram maior receptividade, apesar de sua qualidade musical e de produzir trabalhos clássicos aos fãs do metal oitentista que seguia o lado “clássico” do estilo.
Neste trabalho estão presentes três componentes da formação original, ou seja, baterista Mike Sabatini, guitarrista Pat Marinelli e vocalista Bob Mitchell (bom músico, mas abusando mais ainda de notas altas do que nos velhos tempos, o que pode ser ponto contra na lista de vocalistas preferidos de muita gente, incluindo a minha!) e completando com guitarrista Mike Benetatos e baixista Felix Torres e como nos “velhos e bons tempos” eles tocam puro e simplesmentes heavy metal tradicional, sem adição de teclados, vozes femininas, convidados “caça-niqueis” ou outros artifícios baratos, a música é bem tocada, mas sem firulas ou fritações, energética, direta, repleta de feeling e entusiasmo, uma mescla de “oitentismo” com atualidade, um convite ao headbangin como a música pesada tem que ser, sem soar datada , contando com uma produção esmerada. Welcome back boys! Really classic traditional metal!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.attacker.tv
Esta legendária banda americana de Speed Metal está de volta com um CD realmente surpreendente. Mantendo uma linha vocal fortemente influenciada pelo baixinho Udo Dirkschneider, e o velho estilo Metal Tradicional rápido na parte instrumental, o grupo consegue facilmente dar um verdadeiro chapéu na maioria das bandas da atual cena Heavy. Segredo: Garra, simplicidade e honestidade!
É com este espírito que a banda retornou com força total, incitando todos a literalmente ‘bater cabeça’, onde destacam-se – entre outras – as músicas “Brainshake”, “Devil’s War” e a intensa “Fear Of Disgrace”.
Um disco indiscutivelmente indicado para os saudosistas amantes do Metal dos anos 80 e início dos 90, quando o espírito e ideologia implícito nas músicas era muito mais importante que a qualidade técnica ou inovação das mesmas. Vale realmente conferir.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Depois de passarem anos procurando esta preciosidade/maravilha em formato vinil a preços altíssimos, os thrashers/bangers tem agora a chance de obter este que é um álbum clássico e fundamental para a história do metal nacional.
Formado em 1985 em São José dos Campos,interior do Estado de São Paulo, o quinteto à época (e em toda sua carreira) esbanjava tremenda fúria e técnica em suas estupendas composições, despejando riffs ferozes e criativos, solos precisos e muita energia e velocidade, com uma ênfase à parte instrumental pois todas as músicas são longas e as partes cantadas são bem curtas, no melhor estilo Mille do Kreator.
A produção é crua e ríspida mesmo após a remasterização do material, mas temos aqui alguns dos maiores clássicos do thrash metal nacional/mundial,composições como “Marching Over Blood” “Childrens Assassins” ou a rapidíssima “Samurai”, dentre outras, não são somente dignos quebra-pescoços, mas um exemplo de harmonia total entre a agressividade, brutalidade, musicalidade e talento do então quinteto - vocalista Laerte Perr, baterista Mario Sanefuji, baixista André Rod, e a “demencial” dupla de guitarristas.
João Paulo Francis e Pyda Rod; após as sete músicas do trabalho original tem-se quatro recentes composições, gravadas em 2004/2005, tendo na formação João Paulo Francis (gt)João Marcio (v/gt), André Rod e Mario Sanefuji, trazendo composições mais cadenciadas e sem aquela rapidez “absurda” do passado, porém, com o mesmo feeling e agressividade, e não menos virulentas na parte musical e vocais totalmente na escola Mille Petrozza (Kreator); “In Hell we live”, “Dying Mission”, “Under Pressure” e “ Step Mother Nature” são clássicos para um futuro não muito distante.
Histórico e indispensável.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.atomicaband.com.br
O CD traz um mix de hard rock e heavy metal, com a guitarra de Olaf como sempre marcante e os vocais sempre competentes de Mats. Abrindo com melodia em um forte metal “Rise From The Fall”, enquanto que “Heaven” já busca influências no hard anos 80. “Tell Me” é um speed de respeito, aonde se destacam as batidas de Mark Cross, que mostra competência.
É notável que o At Vance ainda vaga sem saber seu caminho, apesar da boa qualidade das canções, a banda ainda procura re-definir seu estilo, após tantas mudanças de formação. “Chained” é um hard pesadão a lá Whitesnake, “Now Or Never” é pesada como o Black Sabbath da era “Cross Porposes” (aliás, os riffs lembram muito “I Witness”), enquanto que “Two Hearts” e “Run Leave” são puros hard-rocks movidos por pulsantes guitarras e um baixo preciso.
Esta fusão de hard e metal funciona muito bem no estilo da banda, a propósito é um fator que tem sido muito utilizado ultimamente, e deve ser a direção adotada em próximos CD´s. Para fechar, nada como um speed agressivo como “Run For Your Life”. E quem sente falta dos instrumentais clássicos, Mr. Lenk apresenta 3 neste CD: “Flight Of The Bumblebee”, “Vivaldi Winter” e “Invention No 13” (de Bach), aonde ele deixa fluir todo seu lado guitar hero.
Um bom CD, com uma banda que esta está cada vez mais encaixada.
(Adriano Gandolfi) Site:
Site: www.atvance.com
Se você procura uma banda que lembre um pouco os áureos tempos da NWOBHM, que tantos fãs arrebatou com sua sonoridade toda particular - e nos proporcionou bandas do calibre de Blitzkrieg, Satan, Iron Maiden e Angel Witch, entre inúmeras outras -, talvez uma boa opção seja o Axe Hammer.
Fazendo um Heavy/Power Metal com fortes características Old School, o grupo abusa dos riffs fortes, pesados e cativantes, e dos vocais poderosos. Enfim, puro Heavy Metal em sua essência! A gravação ficou à cargo do legendário produtor Bill Metoyer (Sacred Reich, Slayer, Trouble, etc.), o que dá uma característica toda particular e profissional ao trabalho.
O destaque do CD fica por conta das faixas “Stand Up And Fight”, “Destiny Of Light”, “Rise Up”, “Power” e a faixa título “Windrider”. Confira e tire você mesmo suas conclusões.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Sempre com sua mistura de Hard Rock com Heavy, Axel que é o mestre aqui, mas sempre fez questão de deixar espaço de sobra para os outros músicos mostrarem seu talento, tanto que Johnny Gioeli é outro dos destaques individuais, um cantor fantástico, com uma voz sensível e poderosa.
Basicamente, como não poderia deixar de ser, “Mystica” é totalmente orientado por guitarras com um senso bem melódico, aliado a refrãos ainda mais. Não há canções ruins por aqui, mas chamam a atenção no ato “Fly To The Moon”, uma faixa típica deste alemão, com muita distorção, solo matador e Terrana fazendo um estrago em sua bateria. “Rock The Nation” impressiona com seus momentos amenos que explodem em puro peso e energia, além de um refrão que será cantado em uníssono durante as apresentações.
Como sempre suas baladas marcam presença, a introspectiva “No Chance To Live” é o ponto alto neste quesito, com uma das grandes interpretações de Gioeli. E fechando o álbum com honras, a longa “The Curse Of The Damned”, épica e tensa, cuja maior característica é a verdadeira batalha entre a guitarra e os teclados, em solos de cair o queixo.
Se já conhece o trabalho deste alemão e gosta, corra atrás do seu exemplar, pois “Mystica” continua honrando a carreira bem sucedida de Axel Rudi Pell.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.axel-rudi-pell.de
Você acredita de verdade? No seu futuro? No seu destino? Em amor? Deus? Sorte? Tema o castigo do destino. Esta é a abertura de chamada para o lançamento do novo disco, o décimo terceiro da carreira do Axxis, em seu site oficial.
O time do disco é composto por Bernhard Weiss (vocal/guitarra), Harry Oellers (teclado), Rob Schomaker (baixo) e Marco Wriedt (guitarra), seus membros oficiais, tendo André Hilgers gravado a bateria do disco e os músicos adicionais, Lakonia (lead e backing vocals) e Lars Vollmer (saxofone).
Com vintes anos de estrada, o Axxis é um dos dignos representantes do estilo germânico de fazer heavy metal melódico, com traços no heavy tradicional. As preocupações com riffs, refrões, melodia e harmonia, fazem com que Doom Of Destiny se torne mais um bom disco para os fãs do gênero. O grupo participou também nos tributos do Accept com “Flash Rockin Man” (1999) e Led Zepellin com “Good Times, Bad Times” (2002).
“Astoria”, com refrão pegajoso no melhor estilo melódico, “Doom Of Destiny (Arabia)”, base reforçada com teclado, refrão em duo com Lakonia, com toque lírico, “Better Fate”, introdução pesada de guitarra com outro fundo lírico, “She Got Nine Lifes”, outra com refrão grudento, mais para o hard rock, são alguns exemplos do álbum.
Disco muito legal para curtir e que mostra mais uma vez a qualidade do heavy metal alemão.
(Bob Riot)
Site: www.axxis.de
MySpace: www.myspace.com/axxisworld
O conceito deste disco é realmente interessante. Fazendo um Death Metal melódico com fortes influências góticas e progressivas, o grupo Francês realmente consegue atingir um resultado muito satisfatório. Contando com a ajuda do músico e guitarrista Matthieu Morand (da banda progressiva Elvaron), que ficou encarregado de escrever a história enfocada no disco, baseada no conceito dos sete pecados (“sept” em francês).
Esta idéia não é exatamente inovadora, mas é desenvolvida de forma muito inteligente. São sete faixas, onde cada uma delas fala a respeito de um pecado, encaixado na história de um mundo futurista. Todas as faixas tem sete minutos e são tocadas por sete guitarristas diferentes! A adição de outros instrumentos (tais como violinos e flautas) dão um clima clássico e refinado ao som da banda, assim como os vocais femininos – recurso para lá de manjado neste tipo de banda – mas que realmente aqui mostrou-se essencial no resultado final. Todas as músicas valem ser destacadas, já que mostram individualmente atrativos particulares em seus arranjos instrumentais e vocais. Um CD que agradará em cheio aos apreciadores deste estilo.
(Eduardo Garcia Carvalho)
O grande guitarrista Alex que recentemente esteve em passagem no Brasil com a banda que o revelou para o mundo todo, o Testament, e ainda tem em sua agenda o Trans-Siberian Orquestra, não quer ficar um segundo parado e montou a sua banda solo como um trio. O CD traz sete composições novas, juntamente com três arranjos de para covers que vão agradar tanto fãs de jazz quanto de rock. Fica claro que a busca de Alex são os músicos de plantão, principalmente guitarristas, pois é um trabalho específico e direcionado.
Você vai encontrar ao longo do cd faixas com elementos eletrônicos como Last Day In Paradise, poucas mas existentes melodias vocais e slide guitar em Western Sabbath Stomp.
Para gerar um pouco mais de criatividade, uma versão latina da música Practice What You Preach, do Testament (co-escrita por Alex) e uma versão eletrônica ao vivo de Tom Sawyer, do Rush. Músicos e guitarristas, vão adorar.
(Adriano Gandolfi)

Grupo de Dark Metal originário da Finlândia, na estrada desde 1996. Este é o quinto disco lançado pela banda que tem também quatro singles de capas estranhas, tipo que foram censuradas, em sua discografia. Banda: Ruoja (vocal/guitarra), Kalmos (guitarra), Tohtori Kuolio (baixo), Raajat (teclado) e Malakias IV (bateria).
(Bob Riot)
Site: www.ajattara.fi
Magnus Rosen (Hammerfall) faz parte deste projeto, e a nota é 1, é isso mesmo????? Sim é isso mesmo não errei na digitação, é que este trabalho é ruim mesmo, contando com integrantes inclusive do Ace Of Base, já ouviu falar???
Pois é, não que eu seja radical, mas o trabalho é muito abaixo da média, sendo orientado ao pop e ao experimental, sem trazer qualquer atrativo aos fãs do metal e suas vertente. Esqueça.
(Adriano Gandolfi)
Remixado e Remasterizado por Lance King, além de contar com Dave Ellefson, gera uma forte expectative neste cd que mostra uma banda fincada em um metal com toques de melódico, mas que apesar das estrelas não chega a empolgar.
Com riffs manjados e sem nenhum som realmente empolgante, este cd fica dentre aqueles que são mais um sem nada acrescentar a sua cdteca, o que foi uma grande decepção na minha opinião vide o marketing realizado. Sei que foram muito bem avaliados pela mídia externa, mas realmente não achei tudo isso e não vejo a banda sair do lugar comum.
(Adriano Gandolfi)
STRYKE - Virtual Metal Maganize & Promotion
© 2010 by Bob Riot