A gravadora polonesa Metal Mind vem se destacando cada vez mais no mundo do rock pesado e despejando sempre no mercado inúmeros lançamentos que abrange muitos sub-estilos dentro do hard n´heavy rock do mundo inteiro, sejam eles conhecidos ou não. Um desses lançamentos é o grupo Believe, conterrâneo da gravadora e, esse álbum, This Bread Is Mine, foi colocado no mercado em 2009. O álbum conta com onze composições no melhor estilo metal-gótico moderno. Abre o álbum a nostálgica “The Years”, que tem um melódico dedilhado introdutório e uma vocalização pra lá de melancólica.
“Tales From Under (The Tree)” é a próxima e também continua no clima desalentador melancólico proposto pela banda. O vocal aqui (e em todas as outras) mantém um timbre constante sem exigir ou apelar para técnicas vocais variadas. Músicas como essa e a seguinte, “Mother”, nos fazem definir o Believe como sendo um cruzamento entre as bandas de heavy metal gótico (porém sem as firulas e clima barrocos) com um Type-O Negative e ainda com um pé no pop gótico de bandas oitentistas como o The Mission, o Fields Of Nephlin, etc.
O clima fica ainda mais melancólico em “And All The Roads”, baixo astral é a palavra chave é a palavra chave sempre. “Darkness” continua na mesma linha anterior, porém as melodias de teclado seguem costurando o dedilhado e na seqüência incorporam uma estrutura mais complexa, mais trabalhada; com um clima de suspense e com muitos arranjos e andamento arrastado e entrecortado. Faixa intrigante e interessante.
“Problems Rise” vem a seguir, um dedilhado de baixo e com andamento arrastado fazendo a cama para os links de guitarra e vocais. “AA” é outra que explora os climas tristes (novidade!). O vocalista Karol Wróblwski (que também cuida das flautas e teclados) interpreta muito bem dentro de seu estilo. Completam ainda a formação o violinista Satomi, o guitarrista Gil Mirek, o baixista Przemas Zawadzki além do baterista e percussionista Vlodi Tafel.
A faixa titulo dá impressão de que algo mais pesado que as demais composições vai predominar devido as fortes acentuações dos instrumentos mas fica só nisso. O clima segue arrastado, melancólico, sombrio como as anteriores que somando vão gerando um ar monótono ao disco.
“This Is Life” se inicia (mais uma) no mesmo clima funéreo e pessimista das demais embora com mais presença de guitarras culminando num refrão quase que “alegre” em comparação com a proposta musical do grupo.
“Mine” tem uma introdução de violoncelo e o clima varia no decorrer da faixa lembrando até algumas passagens do U2 em seus tempos áureos.
“Silence” vem fechando o álbum, uma balada que, como a anterior, foge um pouco do clima pesado-arrastado e mórbido. Enfim, é um álbum bem arranjado, bem estruturado e produzido. A musicalidade do Believe invoca pessimismo, desilusão e qualquer outro adjetivo semelhantemente triste.
As estruturas musicais dentro das músicas são interessantes e até ricas, mas mesmo assim não impede de criar no ouvinte um clima de monotonia pois, apesar de serem ricas e criativas batem sempre na mesma tecla deixando assim o álbum todo parecido, todo com a mesma cara com, talvez uma pequena exceção, para as duas últimas faixas do álbum.
Para quem quer curtir uma fossa devido ao clima triste esse álbum é um prato cheio mas cuidado para você não ficar deprimido demais.
(Fred Mika)
Site: www.believe.com.pl
O italiano Bruno Rock faz um som na linha do Bon Jovi oitentista só que um degrau mais leve, ou seja, da melhor fase de Bon Jovi juntando com um hard AOR meio Europe, aquele hard rock alegre mas sofisticado, cheio de teclados, onde algumas músicas pendem para o hard pop AOR na linha do Asia com um pé no rock progressivo e outras já mais para o hard rock mais tradicional mesmo.
Alguns críticos geralmente gostam de fundar suas resenhas numa visão panorâmica do som do grupo, mas esse pode variar de álbum para álbum deixando o ouvinte com a falsa impressão de consistência por isso que geralmente gosto mais de ater em determinado lançamento analisando faixa por faixa. Vejamos por exemplo as primeiras faixas, “Breakthough” e “Julia”, de andamento mais rápido do início ao fim das mesmas, mas sem uma guitarra base pesada ou destacada, aliás, os teclados em todas as faixas vem sempre em destaque com as melodias de uma forma geral.
A faixa “Liar” me lembrou muito uma outra banda de hard AOR que ando escutando muito, a dinamarquesa Skagarack, onde os refrões extremamente melódicos e arranjos sofisticados é o norte desse pessoal. Como disse, os teclados tem o mesmo espaço das guitarras, inclusive nos solos. E criativo ao máximo são os guitarristas Bobby Altvater e Lino (esse último cuida dos solos) e o tecladista Alessandro Del Vecchio.
“Last Ride” já pendem mais para o hard rock AOR puro com andamento rápido mas com diminuição dos mesmos nos refrões que ainda são potenciaizados com a excelente vocalização de Bruno Kraler. Dêem uma escutada na faixa “In Search Of Faith” e percebam a riqueza de detalhes, principalmente em relação aos vocais de apoio sofisticados.
“Forever Free” é uma instrumental curta com vários efeitos e timbres de teclados. Uma viagem que já é a deixa para “Time To Run”, um lance meio na linha do Talisman. “War Maniacs” tem uma introdução climática com rufos na caixa e que vai progressivamente ganhando corpo até culminar num rock n´roll com uma melodia forte e refrões marcantes de andamento médio. Uma das melhores faixas desse disco.
Temos ainda uma roupagem moderna e amansada para a cover do AC/DC “Touch Too Much”, faixa essa do álbum Highway To Hell de 1979. Interessante aqui é a boa emulação da voz de Bon Scott pro Bruno e é bom que se ressalte aqui, Bruno Kraler com um visual a la Marc Storace (Krokus) e que, quando quer, faz uso de um timbre mais acentuadamente rasgado como esse último, aliás, uma mistura entre Marc Storace e Bon Scott (o que dá quase na mesma) mas sem o drive acentuado desses últimos. Na verdade Bruno é mais melódico e com uma voz menos contundente.
“Temptations” vem a seguir e traz de volta um hard alegre, cheio de energia, de andamento ligeiro e como a maioria, dotado de refrões fortes e marcantes devido ao jogo de palavras e fonemas.
“Painless Skies” fecha o álbum em grande estilo, uma rock AOR de andamento cadenciado feito sob medida para as FMs do mundo todo com vocais de apoio estrategicamente elaborados.
Um bom álbum, bem trabalhado e com muitos arranjos, sofisticado, mas preservando e muito as melodias além de que a banda une com bom gosto, diversas vertentes similares. Indicado para fãs de Bon Jovi (antigo), Europe, Asia, Journey, enfim, e todas os amantes do hard rock mais sofisticado com farta dose de teclados (hard AOR), e até aos fãs do rock progressivo com um pé no pop rock mais elaborado e pesado.
(Fred Mika)
Site: www.brunorock.com
Compilação dos dois primeiros demos desta banda chilena de heavy metal, na ativa desde 2002, com dois albuns de estúdio e um ao vivo. Fox-Lin Torres (vocal), Daniel Román (guitarra), Luis Arenas (guitarra), Felipe Vuletich – (baixo) e Francisco Vera (bateria) são os músicos do grupo.
Nossos “otros hermanos latinos” também são afeitos as gravações em lingua inglesa para cumprir a tal globalização do heavy metal, mas saliento que o metal cantado em castelhano ou espanhol também ficam com sonoridade muito legal.
Em trabalhos anteriores regravaram covers do Manilla Road e Grave Digger, sendo que neste temos a regravação de “The Axeman” do grupo americano oitentista Omen, que ficou bem legal e mostra a influência do grupo. Outras boas composições próprias com “Metal Slaughter”, “By Steel I Reign Supreme” (em versão original e de 2006), e “Blessed by the Axe” podem ser conferidas.
Os amantes do metal latino podem encontrar mais uma diversão por aqui.
(Bob Riot)
Site: www.battlerage.cl/
MySpace: www.myspace.com/battleragetruemetal
O som desse grupo americano é um rock n´roll explosivo com bases de guitarra diretas, simples, retas e com uma produção que as põe bem na cara, tanto no quesito volume como na distorção.
E nesse album homônimo da banda lançado de forma independente em 1009, já na primeira faixa, “Headlines”, o Bitchfire já manda ver seu poder de fogo nessas composições que definem bem o som que a banda quer: rock n´roll cheio de energia, cru, alto, feito pra moçada beber e fazer farra (até o nome da banda diz isso).
O vocal é feminino, Sharyn Peach, detentora de um timbre interessante bem ao estilo da banda mas que não exige uma técnica apurada. Um bom exemplo dessa boa interpretação de Sharyn é logo na segunda faixa do álbum, “Fly High”, melodias já mais bem dosadas. Interessante aqui os links de guitarra e melodias bem construídas pelo guitarrista Donny Sutton-Brown.
“Pleasure Is Pain”, “Found Me Again” e “Toxic Waste” já possuem bases mais heavy metal apesar do andamento e da estrutura serem iguais do início ao fim delas enquanto a faixa título traz de volta ao rock n´roll cheio de adrenalina mas a melodia não consegue decolar para fazer jus a faixa-titulo. Bateria e baixo sempre corretos porém demasiadamente retos por todo o album.
Na seqüência temos “Vampire”, um hard n´heavy que o guitarrista enfeita com harmonicas e alavancas mas que como as outras, a estrutura e andamento continuam na mesma por toda a música além de um solo previsível apesar das técnicas utilizadas no mesmo. É uma simplicidade que acaba tornando o play um pouco monótono.
“Breathe” já é uma composição mais arrastada com os vocais lembrando vagamente Doro Pesch mas, como nas outras faixas mantém a mesma estrutura reta do começo ao fim. O album só escapa de ser totalmente monótono pois, se de um lado as músicas seguem um mesmo padrão estrutural, por outro lado, eles se diferem entre elas estilisticamente.
“Selfish Heart” tem uma introdução de balada gótica gerando um clima de suspense e melancolia onde os refrões culminam em notas altas e bem executadas pela vocalista. Essa já é uma composição mais elaborada que diferem das demais devido a arranjos variados.
O álbum fecha em “Run To You” com uma interessante introdução groovie de baixo e bacteria para na seqüência entrar a guitarra base e os vocais. De andamento cadenciado, essa composição faz uso de acentuações e refrões de fraseados longos e de marcação forte. Um solo climático vem a seguir. É sem dúvida a melhor faixa do album.
Aidna que não apresente nada de extraordinário, os destaques da banda são o guitarrista e a vocalista. O grupo peca pela pouca variação estrutural no decorrer da música tornando o trabalho um pouco enfadonho ao ouvinte.
Para quem gosta de um rock n´roll com alta carga de energia e feito para divertir deverá gostar dessa banda que, se não adiciona nada de novo nem tem aquele hit pelo menos vai garantir a trilha sonora festiva dos apreciadores do estilo.
Encarte colorido e cheio de fotos e demais informações mas que suprimiu as letras das músicas.
(Fred Mika)
Site: www.bitchfire.com
MySpace: www.myspace.com/bitchfire
Bad Sister é uma banda de hard rock mais sofisticado com um hard rock visceral além de certa influência do soft rock e do pop rock com vocais femininos (no caso aqui a vocalista se chama Suzie Lohmar) na linha dos canadenses do Heart e isso quer dizer muita melodia de bom gosto, bem estruturada e de agradável audição.
Bad Sister é uma banda oriunda da Alemanha e ao final dos anos oitenta e início dos noventa acabou se tornando uma das mais populares bandas de hard rock e hard AOR por lá abrindo shows de Deep Purple e do lendário Mitch Ryder de Detroit. Agora, dezoito anos depois de seu último álbum de estúdio o grupo retorna com esse novo título. Os anteriores foram Heartbreaker (1989), Out Of The Business (1991) e o ao vivo lançado em 2003.
Logo na primeira faixa, “Surrender”, temos um hard AOR no melhor estilo “Rock The Night” do Europe que significa, quando bem feito, sucesso garantido nas rádios do mundo todo. Uma música com muitas guitarras em base reta com arranjos de teclados intercalando as mesmas.
“Zone Zero” já é um pouco mais rápida, porém mantendo forte dose de melodia.
As faixas seguintes são totalmente hard AOR puros, “Take Me As I Am” e “Unless You Talk To Me”, com belíssimas interpretações de Suzia que, embora mesmo sendo uma mulher, lembra vagamente o timbre de Vince Neil do Mötley Crüe. Solos cuidadosamente bem timbrados e estruturados do guitarrista Sven Lange.
Daí vem uma balada muito bonita e recheada, para variar, de muita melodia, “Carry On”, somente voz e piano onde um leve teclado serve de cama e mais na frente um solo inspiradíssimo do guitarrista. “Rocky Road” é uma daquelas faixas arrasa quarteirão, rápida, direta, cheia de energia, um hard rock para não deixar ninguém sentado. Baixo e batera fazendo um trabalho reto, mas com forte marcação, como sempre além de poderosas intervenções de teclado fazendo os ataques. O solo que vem a seguir joga ainda mais combustível numa música explosiva.
E a banda apresenta uma certa dicotomia musical; composições como “Heat Of The Night” já tem nuances do hard pop de Bon Jovi de seu primeiro disco homônimo enquanto “Hard Times Shuffle” é um hard rock visceral e bem trabalhado. Um hino.
‘Don´t Love Me Again” é uma faixa pesada porém de andamento mais arrastado, mais cadenciado. Só para efeito de comparação, alguém ai se lembra “Don´t Go Away Mad (Just Go Away)” do Crüe?
“Through The Night” começa com bases pesadas dando a impressão de mais um hard rock mais visceral porém com farta dose de melodias tanto das guitarras como dos vocais (refrão incluso, é lógico) que por si só já transforma a aparência da composição dando a ela características AOR.
Interessante é que a banda conta com dois tecladistas, Kai Beyer e Werner Kaul, e ambos bem inspirados na execução e bem criativos quanto para comporem. E dá lhe mais variações, a faixa seguinte, “Blackmailed”, é praticamente um hard progressivo, tamanha é a variação de seus arranjos. Uma estrutura complexa e rica enquanto “Talk To You Later” já é mais reta com características do hard mais comercial a la Poison com teclados.
E para fechar a bolacha temos a balada “Last Train”, com violões folk nostálgicos e pandeiros (e as vezes alguns instrumentos de percussão como bongôs) além de vocais de apoio bem sacados. Encerrando o álbum com muito estilo. A banda não cai na armadilha dos clichês.
(Fred Mika)
Site: www.badsister-rock.com
MySpace: www.myspace.com/badsisterrock
Bob Catley é um vocalista inglês nascido em Aldershot e é mais conhecido por ser o frontman do Magnum (esta ficou na ativa entre 1972 a 1995), mas antes do Magnum, Catley havia participado de algumas bandas desconhecidas como Paradox. Com o fim de sua banda de maior sucesso na metade dos anos noventa, Bob Catley e o guitarrista Tony Clarkin formaram o Hard Rain que duraria até 2001 e gravaria dois álbuns.
Depois dessa época (2001) resolvem colocar o Magnum de volta à ativa, mas, paralelamente, desde 1998, Catley havia já se instalado com sua carreira solo.
E em sua carreira solo, Bob Catley já gravou seis álbuns: The Tower (1998), Live At The Gods (1999), Legends (1999), Middle Earth (2001), When Empires Burn (2003), Spirit Of Man (2006) e Immortal (2008).
No caso desse último lançamento, Immortal, que é um álbum de doze composições e ilustrado pelo magnifico Rodney Matthews (que fez algumas capas de bandas como Nazareth, Praying Mantis, Eloy, Diamond Head, Scorpions na versão alemã, Thin Lizzy e Tygers Of Pan Tang). A faixa que abre o álbum, “Dreamers Unite”, tem uma introdução épica mas logo parte para um heavy metal com claras influências de grupos europeus modernos do estilo. “We Are Immortal” com forte presença de teclados e pianos épicos também em sua introdução, mas que logo também cai para um heavy metal tradicional na linha de Dio (embora aos vocais de Catley sejam bem menos agressivos) e é um pouco mais arrastado que a faixa anterior. Refrões fortes e pegajosos.
“End Of The World” tem similiaridades malmsteeanas na época de Trilogy, ou seja, teclados fazendo contraponto com guitarras bases em composições arrastadas com refrões bem grudentos e marcantes. Um clima neoclássico. “Open Your Eyes”, “Light Up My Way”, “You Are My Star” e “Haunted” já com guitarras na cara e teclados mais ausentes se aproximam de um hard rock mais tradicional e moderno como os alemães do Pink Cream 69. Em “The Searcher” temos melodia de piano sobre teclados fazendo fundo, uma balada power com refrões belíssimos (já nessa parte os acordes de guitarra mais fortes) e o final desta, para dar mais clima, acaba com o bem lembrado processo fade out (aquele em que a música vai terminando lentamente).
Dai o peso volta novamente em “One More Night”, uma faixa arrastada mas que nos refrões ganha um andamento mais rápido e como sempre a presença de refrões com muita melodia e tudo com muita criatividade e ótima interpretação de Bob Catley.
“War In Heaven”, como o nome já entrega, é uma faixa com certa dramaticidade, e peso e melodias na medida certa. E, “Win The Trone” já com links e arranjos de guitarra mais diretos mas que nas partes vocalizadas ficam só nas acentuações. É interessante notar a variação das estruturas entre as músicas e a criatividade de arranjos e passagens dos músicos. Ponto positivo para os bons instrumentistas que acompanham Catley nessa empreitada: Dennis Ward (guitarras solo e base na maioria das faixas além de ter gravado o baixo), Uwe Reitnouver (guitarras adicionais em algumas faixas e solo em quatro delas), Magnus Karlsson (teclados e guitarra solo em “End Of The World”) além de Dirk Bruinenberg (bateria). E como não podia deixar de ser, uma balada fecha o álbum. “Heart Of Passion”, com muita melodia e arranjos interessantes.
É um lançamento interessante mostrando que Bob Catley é um excelente vocalista em todos os sentidos, feeling e criatividade na interpretação, bom senso nas escolhas das melodias e além de exímio compositor e dono de um timbre agradável e sem firulas desnecessária. Enfim, um album muito bom.
(Fred Mika)
Site: www.bobcatley.com
Será que estou ficando velho? Será que a idade chegou e estou ficando chato?
Pois é, os paulistas de Hortolândia do Bloody neste seu segundo trabalho mostram enorme evolução em relação ao seu bom debut SLOW DEATH (05). Excelentes riffs, bateria precisa por conta de Luis Coser (que logo depois do lançamento saiu para entrada de Augusto Asciuti) acompanhada de um baixão bem tocado, solos de guitarra bem executados e vocais gritados como pedem as músicas. É Thrash Metal na essência da coisa, bons músicos e boas músicas, porrada na veia como o estilo exige. Os caras seguiram a risca a cartilha deixada por icones como Slayer, Pantera e o Thrash alemão, alem de formações nacionais como Sepultura e Korzus (principalmente este), e para coroar tudo isso uma produção digna de estúdio gringo, mas feita em São Paulo no estúdio Datribo a cargo do ótimo Ciero na produção.
Porque mesmo assim, depois de ouvir o cd cheguei a conclusão que falta alguma coisa? Talvez a falta de originalidade ou identidade (que podem ser conquistadas com o tempo sem duvida) ou talvez os vocais de Paulo Tuckumantel sejam muito comuns. Não sei, o que posso dizer pra finalizar é que no bojo estamos diante de mais um bom álbum de thrash metal.
Completam a formação deste ENGINES OF SINS, Fabio Bloody (guitarra) e Andre Tabaja (baixo).
Pra finalizar, a parte gráfica interna (a capa é bem feinha) foi muito bem cuidada trazendo todas as letras em inglês com suas respectivas traduções pro português (no caso da faixa Virus, única cantada em português o processo é invertido).
(Pepinho Macia)
O grupo formado em 1980 que conta com Andy Rottherham (vocal), Andy Richards (Baixo) e Steve Peach (Guitarras) e o que temos aqui é o clássico NWOBHM e muito poderá se notar em cada faixa com o a excelente Why Now?, que tem um belíssimo refrão, ótimo solo e uma parte mais baladinha sensacional, uma excelente música, Razor Wire Rock, que abre o cd também é uma boa faixa. Calm Before the Storm vem na sequência e tem um riff fortíssimo aliado ao excelente refrão, e nesta faixa o trabalho de Rotherham é muito bom, Midway tem um riff forte e uma levada bem anos 80, novamente com vocais destruidores.
A faixa Burner é acelerada e lembra até Viper do saudoso Soldiers. No frigir dos ovos temos um grande CD que traz o que há de melhor daquele metalzão tradicional dos anos 80, os saudosistas adorarão este trabalho até porque ele contêm como extra o material de duas demos da banda, e todas as faixas são muito boas, só para citar mais uma, Long Lost Friend tem excelente melodia de vocal um riff fantástico e uma levada de batera espetacular, dá vontade de sair pulando. As faixas que são extras são bem toscas mas mostram a essência do metal e aquela vontade de fazer um som bacana.
Fantástico.
(Adriano Gandolfi)
Grupo formado pelo vocalista Carlos Sousa, em 2004, no Distrito Federal, que uniu outros integrantes que tem a mesma paixão pelo Heavy Metal, Daniel Marks (bateria), Gustavo Freitas (guitarra), Renan Guimarães (baixo) e T.R. (guitarra). Com idades variando de 22 a 42 anos, todos os integrantes participaram na composição das músicas do disco, unindo as suas influências, que vai de grupos do rock progressivo ao thrash metal, para a criação do som do Blazing Dog e unindo a banda num contexto geral.
O grupo pulou o estágio de lançar um demo ou EP, para mostrar seu trabalho e partiu logo para o lançamento de seu primeiro disco, e, como já está se tornando comum no mundo underground, de forma independente. Atualmente, o país conta com muitos recursos técnicos, e profissionais de alto nível, viabilizando a produção própria, o que deixou muitos grupos que começaram o desbravamento do Metal nacional de cabelos em pé, pois havia pouco conhecimento e material de qualidade para estes grupos, sendo que muitos deles nem chegaram a gravar alguma coisa. Viva a tal globalização!
Voltando ao disco, como muitos dizem, é metal na veia, excelentes riffs e músicas pesadas, na linha de Metallica e Grave Digger. Carlos Sousa tem um timbre e estilo similar ao de James Hetfield.
Músicas a destacar, "Wasted Bullets", que foge um pouco do foco geral do disco, tem um clima hard rock, com harmônica a cargo de Cristiano Brito, e backing de Ellen Oléria que lembrou o Pink Floyd, "Will Of Steel', lead guitar inspirada em Exodus, "Assassins", riffão pesado e harmonia juntos, assim como em "Easy Rider", com refrão bem legal, pra agitar a galera.
Excelente disco, adicionando mais uma boa banda nas fileiras do metal nacional underground.
(Bob Riot)
Site: http://www.blazingdog.net
MySpace: http://www.myspace.com/blazingdog
Biloxi faz um hard rock recheado de melodia na linha dos alemães Pink Cream 69. Não oferece bases e arranjos complexos a La Mr. Big, porém sabe fugir do hard rock cru e visceral de AC/DC por exemplo, longe disso, a banda tem talento suficiente de criara e executar melodias bem elaboradas que grudam na cabeça do ouvinte logo na primeira audição.
Logo na faixa de abertura, "Here Alone", a banda já mostra sua sonoridade que, com algumas variações, é bem definida ao longo de todo o álbum. Esta composição, por exemplo, reúne bases pesadas porém retas o que deixa a melodia fluir livre, um estilo que ajuda muito na elaboração da melodias. Outro fator interessante é que Clyde Holly e Mark Allen dividem tanto os vocais principais quanto os solos das guitarras. ao todo o álbum tem quatorze faixas.
Nas faixas "Broken" e "Synchroncity II" os vocais são de Clyde Holly (um pouco mais encorpados) e as demais são cantadas por Mark (um pouco mais agudas) mas ambos igualmente melódicos e criativos. Em relação as guitarras solos, Mark executa os nas faixas "World", "On The Otherside", "Right The Music" e "I Pray" sendo que o restante fica a cargo de Clyde.
Na segunda faixa "World", há uma interessante estrutura, cheio de groovies, é uma composição mais leve com certa influência do pop rock. Clyde Holly ainda gravou os teclados desse álbum.
Interessante a diversidade da banda de influência como, por exemplo, "Broken" e "Right The Music" já possuem um peso mais moderno, mais na linha do Soundgarden, bases retas e entrecortadas com uma bateria repicante, enquanto "15 Minutes" já tem uma base mais reta, porém com mais melodias de vocais bem na linha oitentista.
"Saints & Angels" e "Empty Road To Nowhere" são belíssimas baladas no mesmo estilo, destaque em ambas para a excelente interpretação de Mark, bem criativas, climáticas e ótimo timbre. Ao fundo belos dedilhados de violão seguram a onda enquanto os teclados oferecem um leve apoio, fazem a cama das composições.
"On The Otherside" já remete as bandas de hard mais moderno, bem típicas da virada dos anos noventa para a década atual e, isso significa um misto entre bases pesadas, arrastadas com partes mais retas e com vocais mais melódicos. Interessante composição.
"The River" é mais um bom exemplo de ótima linha melódica dos vocais. Aliás melodia é o ponto forte dessa banda.
"I Pray" já é uma faixa com levadas mais na linha hard pop bonjoviano embora o vocalista, soube bem aqui evitar os clichês comuns ao estilo.
E tem agora uma faixa mais inusitada, um hard blues interessante em "Pray For Rain" com tudo que tem direito, escalas, progressões, etc, mas novamente, sem cair em clichês, e, novamente a melodia do vocal da um up legal para essa composição. Outra faixa de destaque.
"Fly Into The Sun" é outra linda balada, só que o foco não são os vocais e os violões ao fundo e sim os links melódicos das guitarras sobre bases em power chords (mesmo porque essa é uma balada instrumental). Uma viagem literalmente, cheia de clima na linha de Joe Satriani.
"Synchronicity II" é uma cover oitentista do The Police, a voz original de Sting caiu como uma luva em Clyde Holly. Honraram de sobra a releitura que deve ter deixado tio Gordon Summer orgulhoso.
A última faixa intitulada apenas de "Bonus Track", um hard rock puro, com violões folk e guitarras pesadas (para efeito de comparação algo como "When The Leeve Breaks" do Led Zeppelin).
é um álbum recheado de boas e diversificadas composições. Nota se uma musicalidade rica do Biloxi mas os vocais ainda são o destaque maior. Interpretações emocionantes, muito bom gosto e linhas melódicas dos mesmos bem criativas. E tudo isso potencializado por uma mixagem muito bem feita.
(Fred Mika)
Site: http://www.biloximusic.co
MySpace: http://www.myspace.com/biloximusic
Seasons Of Tragedy é o segundo álbum do Benedictum, seu primeiro disco Uncreation, também foi comentado em nossas páginas. Fazem parte do disco: Veronica Freeman (vocal), Pete Wells (guitarra), Jesse Wright (baixo) e Paul Courtois (bateria), na formação atual, Wright foi substituido por Chris Shrum e entrou Tony Diaz nos teclados.
Metalzão de primeira linha, groove bem legal, guitarras pesadas, juntando o doom ao thrash e mais algumas pitadas de modernidade no meio do caminho. A junção dos vocais feminino e masculino fizeram um casamento perfeito e dão um ar diferente no som da banda.
Sonzeira para ser ouvida: "Burn It Out", "Bare Bones" e "Legacy", além de "Seasons Of Tragedy" e "Beast In The Field" que se encontram no MySpace do grupo. Esse não dá pra deixar de lado e não conferir.
(Bob Riot)
Site: http://www.benedictum.net
MySpace: http://www.myspace.com/benedictum
O origem do grupo Baltimoore data de 1987, depois que o vocalista Björn Lodin (com um timbre com leve semelhança a Geddy Lee do Rush) , antes um membro da banda Ready Steady (Tomas Broman/Electric Boys, Mikael Höglund/Thunder) teve como abortado pela gravadora Electra esse projeto , na época era um agravadora grande na Escandinávia. A Electra então ofereceu a Björn um contrato como artista. Mas o nome continuou e novas composições com outros membros, Thomas Larsson (Glenn Hughes) nas guitarras. Este álbum foi lançado em 1989, denominado There's No Danger On the Roof (Electra).
Após vários anos, muitos álbuns lançados e muitas idas e vindas e algumas interrupções em sua carreira, Björn anunciou para dezembro de 2008 que o décimo primeiro álbum do Baltimore estava sendo gravado com nova formação como o retorno do tecladista örjan Fernkvist além do baterista Robban Bäck e do baixista Björn Lundqvist, sem falar no novo guitarrista Emanuel Hedberg. Então na sequência lançaram o promo cd Quick Fix com o respectivo release em maio/2009.
O grupo faz um som interessante, um rock melódico muito bem produzido com influencias de hard rock mais tradicional, com outras faixas mais grooviadas (uma mistura de Glenn Hughes com Simply Red), mas o interessante é que não se prendem a nenhum estilo em especifico. O vocalista é muito bom com um timbre e interpretação acima da media e os músicos que o acompanham são criativos. é só esperar para o lançamento oficial de Quick Fix e tirar suas conclusões, mas que, com certeza poucos vão se arrepender.
(Fred Mika)
Site da gravadora: www.blpmusic.com
Bai Bang é, atualmente, considerada uma das principais bandas de hard rock da Suécia, no caso aqui um quarteto da melhor estirpe: Diddi Kastenholt (vocais), Pelle Eliaz (guitarras), Joacim Sandin (baixo) e Jonas Langebro (bateria).
Desde que iniciaram suas atividades, os membros do Bai Bang já fizeram inúmeras turnês por toda Europa, EUA, Canadá, Japão, incluindo os famosos Whisky A'Gogo e o Roxy em Los Angeles (e duas vezes cada um). Os suecos dividiram já o palco com nada menos que Alice Cooper, LA Guns, Thin Lizzy, Wishbone Ash, Ratt, Dio, Pretty Maids, Saxon, Axel Rudi Pell, Kingdom Come e vários outras além de terem participado de festivais importantes como Wacken Open Air e Sweden Rock Festival.
Este é um álbum promocional do Bai Bang relativo ao full lengh, que na verdade já é o sexto álbum da banda lançado em abril de 2009 pelo selo Metal Heaven. Produzido e mixado por Pontus Assarsson, Jörgen Ringqvist e Uffe Larsson. Gravado nos estúdios Platform (4 faixas) e no Rockisland Studios (6 faixas). A masterização ficou por conta de Chris Lyne (Soul Doctor). Ryan Roxie (Alice Cooper) fez a guitarra solo como convidado especial na composição "Only The Best Die Young".
Hard rock versátil de primeira bem na linha dos alemães do Pink Cream 69 embora com mais influência do hard rock californiano dos anos oitenta (até no visual a banda se assemelha muito a Mötley Crüe). Em todo caso, uma banda acima da média em todos os sentidos.
(Fred Mika)
Site: www.baiband.se
MySpace: www.myspace.com/baiband
O nome pode ser desconhecido por muitos, mas este quinteto fundado em San Antonio, Texas foi formado originalmente nos anos 80 e lançou seu primeiro trabalho em 1987, tendo lançado alguns Eps até 1991 quando resolveram parar devido à problemas internos e externos(má administração, a maldita moda grunge que destruiu/quase extinguiu o Metal/hard rock na horrível década de 90), mas felizmente retornaram à cena em 2000 com energia redobrada e mantendo-se fiel ao bom e velho Metal.
Este cd lançado pelo selo alemão independente nada mais é que uma coletânea reunindo os Eps "You Should Have Known" (88) "Adrenalin" (89/90) mais um single com duas músicas mais duas músicas inéditas, totalizando doze músicas nas diferentes formações pelas quais a banda passou (quatro vocalistas diferentes, cada um dentro de um estilo próprio dentro do metal clássico), e a música do hoje quarteto composto por guitarristas Davey Lee/Nacho Vara - membros fundadores; baixista Michael Falletta e baterista Dave Galbert é um metal puramente oitentista e para quem aprecia bandas como HELSTAR antigo, ARMORED SAINT, METAL CHURCH, TITAN FORCE, JAG PANZER e muito das bandas da NWOBHM e afins, resumindo música energética, bem tocada e com boas vocalizações - Metal para Bangers!.
(Eduardo de Souza Bonadia)
MySpace www.myspace.com/byfist
Este é o décimo sétimo disco oficial do grupo. Expoente máximo do cenário hard/heavy da Espanha, respeitado em seu país e mundo afora, o Baron Rojo, completará em 2010 trinta anos de carreira, cheios de vigor e inspiração, mostrando que o bom heavy/hard rock pode sobreviver décadas, com muito respeito aos fãs e as suas influências.
O disco abre com "Primerasmentes", uma curta intrumental para "Al Final, Perderán", música com batida de bateria lembrando os bons tempos do grupo Sweet e guitarra inspirada no Iron Maiden, obviamente duas influências da banda. "Hombre de las Cavernas", toques de slide guitar, que muitos poucos grupos atuais utilizam, "Tu Infierno" vem com guitarras afiadas, hard de primeira.
"Nada de que Hablar", introdução e cadência na influência do AC/DC, "Rock'n'roll Gang", músicas de harmonias Ironmaidenianas nas guitarras e base hard rock, letra de amor e luta pela música, "Caballo Desbocado", outra com introdução à la AC/DC e groove setentão, "Leyenda Negra", o baixo dá a cadência de entrada da música, riffs ferozes dão clima à música, "El Porvenir, un Castigo", pauleira no melhor estilo do metal dos anos 80, "En el Centro de la Tierra", base pesada, outro hard de primeira, "Siervo de la Confusión", total destaque para o baixo, encorpando a canção do início ao fim, riffs desconcertantes novamente, protesto contra a manipulação das mentes pelos meios de comunicação, como uma fonte de poder, de arrepiar... "También por Ti", linda balada, com bonita letra... "Lutarei por meus sonhos, também lutarei por ti, a vida é assim, amarga luta, mistério e paixão".
Como podem sentir, Armando e Carlos De Castro, àngel Arias e José Martos, continuam mandando muito bem e quem é fã do Baron, desde o início, sabe que esta banda merece todo o respeito. Mais um na pilha dos CDs...
(Bob Riot)
Último álbum de estúdio lançado por Blaze Bayley em 2008, quatro anos depois de Blood And Belief, uma tempo significativamente grande sem músicas inéditas, e assim, gerando uma certa ansiedade para ouvir que o vocalista poderia trazer de novidade .
O que se ouve é uma álbum pesado, com Bayley mostrando todo seu potencial vocal, em músicas poderosas como "The Who Man Would Not Die", um absurdo sonoro, no bom sentido metálico, bases rápidas e bateria avassaladora, "Blackmailer", continua no pique com riff bem legal, o ritmo cai um pouco em "Smile Back At Death" e abre espaço para a potência vocal de Blaze, e aí fico imaginando.. porque este cara não deu certo no Iron Maiden?! Quando a tietagem abre espaço para o diferente as coisas engrossam.
"While You Were Gone", uma semi-balada, base arrastada, e outra protuberância vocal, "Samurai" vem com baixo forte como em músicas do Iron Maiden e pique de Judas Priest, em certos momentos, "A Crack In The System", outra música com altos riffs e baixo pesado na marcação, "Robot" é outra paulada do disco, excelente trabalho de guitarra, "At The End Of The Day", bonita balada, ""The Truth Is Done" e ""Serpent Hearted Man" são outras músicas que também completam a massa sonora do álbum.
Este ano Blaze lançou outro álbum ao vivo, chamado The Night That Will Not Die, tem alguma relação? Heavy metal clássico na veia! Line-up: Blaze Bayley (vocal), Nico Bermudez (guitarra), Jay Walsh (guitarra), David Bermudez (baixo) e Larry Paterson (bateria).
(Bob Riot)
Site: http://www.blazebayley.net
MySpace: http://www.myspace.com/blazebayley
Blaze Bayley, obviamente ganhou notoriedade depois de sua passagem pelo Iron Maiden, e, apesar de dois excelentes discos com o grupo, The X Factor (1995) e Virtual XI (1998), não conseguiu suplantar a imagem criada por Bruce Dickinson, enraizada como um jatobá.
Toda a coletânea, para os fãs de algum grupo, sempre fica faltando esta ou aquela, mas creio que Blaze conseguiu colocar uma boa amostra de seu trabalho pós Maiden, porque o disco não tem nenhuma música do Wolfsbane, seu primeiro grupo, pré Maiden.
Do disco Silicon Messiah (2000) foram retiradas "Born As A Stranger", a pesadaça "Ghost In The Machine", "Stare At The Sun" em versão ao vivo, assim como "The Launch", e "Silicon Messiah", outra faixa de peso. A estonteante "Kill And Destroy", considerada o maior hit de Blaze, "Land Of The Blind", "Living Someone Else's Life", grande música que só foi lançada na versão do álbum com dois CDs, "Tenth Dimension", em versão ao vivo, e "Leap Of Faith", que tem pique de Judas Priest, foram extraídas do disco Tenth Dimension (2002).
O ciclo metálico da coletânea se com completa com músicas do álbum Blood & Belief (2004), com as músicas "Blood And Belief", "Ten Seconds", "Hollow Head", "Soundtrack Of My Life" e "Alive (Live)".
Metal pesado de bom tamanho para os fãs de Heavy Clássico.
(Bob Riot)
Site: http://www.blazebayley.net
MySpace: http://www.myspace.com/blazebayley
Neste segundo CD do BARANGA, o estilo se mantem, para quem já conhece e gosta do estilão que mistura Rock'N'Roll com algumas pitadas de MOTöRHEAD e principalmente AC/DC, não há o que temer, é diversão garantida, pois temos caras que são muito bons no que fazem, e a produção de Heros Trench (KORZUS) foi feita na medida certa para uma banda de peso como o BARANGA.
As letras continuam falando sobre carros, bebidas e mulheres com uma boa dose de sacanagem.
Porém, houve a inclusão de temas sérios, tais temas são levados sem nenhum ranço de melancolia, mas sim com muito alto astral e bom humor como convém a uns sujeitos que se intitulam a banda de Rock'N'Roll mais pesada do Brasil.
Bom cd, boa diversão e alto astral.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.barangarock.com.br
O hard rock glam mais selvagem na linha do Mötley Crüe e LA Guns mudou e muito ao longo dos anos, nos anos noventa ele teve um ligeiro flerte com o grunge e com o pós punk, depois disso assimilou um pouco esse elementos e está de volta com um hard rock moderno, prova disso é o lançamento de Saints Of Los Angeles do mesmo Mötley.
No Brasil temos um fiel representante e prova viva dessa mudança na banda Bastardz, mas o que esse novo hard rock glam significa? O visual continua quase que o mesmo dos anos oitenta (muita roupa, maquilagem carregadae muita cara de mau) e os maus hábitos também, ou seja, vida na estrada, muita bagunça, bebedeira, drogas, brigas, festas, armas, carros velozes, muitas mulheres, etc, mas e quanto ao som? O som ficou mais simples (pois como dissemos assimilou elementos do grunge rock, do stoner rock e do pós punk rock) com praticamente todas as bases de guitarra, todas retas e deixando assim os vocais para fluírem à vontade (até o timbre do vocalista Nat Reed se assemelha quanto ao timbre e interpretação ao de Vince Neil e algumas vezes ao de Alice Cooper).
Apesar das bases das guitarras serem retas e cruas o solo é bem trabalhado ao longo de todo o play mas, no melhor sentido rock n'roll, sem firulas mas com muito feeling (por falar nisso os timbres das bases e solos foram caprichosamente escolhidos, muito bons eles) e, a dupla desses competentes guitarristas é: Danny Poison (guitarras bases) e Thomas Büttcher (guitarras solo).
A cozinha de Mr. Lady (bateria, este apesar do nome não é uma mulher) e de Mid Nite (baixo) é bastante competente limitando porem a fazer somente o necessário.
Há algumas músicas mais cadenciadas e climáticas como em "Don't Follow Me", mas logo volta ao rock n'roll básico e cheio de energia que a banda faz.
No geral segue esse hard rock moderno para diversão, um rock sem compromisso feito apenas para as pessoas e fãs desse estilo se extravasarem a vontade.
O encarte é interessante, com fotos muito bem produzidas, rabiscos e muita bagunça, porém, com tudo bem explicado (ficha técnica, integrantes, letras das músicas) fazendo parte da proposta da banda de um descompromisso sério (existe isso?).
Se você gosta de um hard rock mais clássico essa banda não é a mais indicada, mas se você, como já disse, curte um hard rock mais moderno e cru, e que esteja a fim de se divertir adquira esse lançamento, é banda nacional, é banda boa e é um álbum que está muito bem produzido não devendo nada às bandas gringas do mesmo estilo.
(Fred Mika)
Site: www.bastardzweb.com
MySpace: www.myspace.com/bastardz
Quinteto Paranaense que faz um Heavy com fortes tendências e influências de Hard Rock, no entanto sem nunca esquecer o lado Metal da coisa (sobretudo no quesito peso, colocado na medida certa, sem exageros). Tais tendências ficam bastante evidentes desde a primeira faixa através de riffs de guitarra simples e diretos, porém muito agradáveis e de timbre igualmente correto. Por sinal não só as guitarras estão corretas, todos os instrumentos e vocais estão muito bem gravados e mixados, e portanto o disco possui uma boa produção.
Os vocais apesar de não trazerem nada de realmente inovador - na verdade à exemplo da banda como um todo - não comprometem em momento algum e encaixam-se muito bem à sonoridade do grupo, com melodias bastante corretas. Os destaques ficam para as faixas Lord Of Death, Divine Child (com refrão marcante), The Ritual, Litha (que lembra um pouco Angra), Falling Leaves e White Wolf. Vale ao menos conferir.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Enquanto a banda Benedictum começa a conquistar um público incrível nos Estados Unidos e na Europa com seu heavy metal clássico na linha Rainbow e Dio, chega as minhas mãos este cd que tem como vocal a belíssima Veronica Freeman . Oriundo de San Diego o conjunto já em sua primeira turnê pela Europa começou por cima, dividindo o palco com Guns N'Roses, Korn, Alice In Chains e Deftones no Gods Of Metal, festival que aconteceu dia 4 de junho em Milão, Itália.
Seu debut , Uncreation, foi lançado em março e recebido efusivamente pela imprensa especializada européia. A revista semanal britânica Kerrang classificou Veronica como a "nova primeira dama do heavy metal".E quem é fã declarado da banda e especialmente da cantora é o guitarrista Craig Goldy, da banda de Ronnie James Dio. "A Veronica realmente impressiona. Dio sempre foi meu cantor favorito e a Veronica consegue cantar como ele, mas sem perder a identidade dela. Ela é maravilhosa", reconheceu Goldy, em entrevista à imprensa de San Diego, visto este depoimento, que tenho eu a falar do impressionante estilo da banda e do vocal desta mulher maravilhosa. "O grupo como um todo é muito talentoso e já fazia muito tempo que não víamos uma banda assim vinda de San Diego.
Se você curte os originaiscorra atrás pois não vai se arrepender.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.benedictum.net
Banda de Death Metal que ficou hibernada durante 5 anos após problemas internos (acontece com uma porrada de grupos) recebeu proposta da Extreme Records para a gravação deste CD e os componentes originais retornaram às atividades. Infelizmente a banda encerrou as suas atividades de vez recentemente.
O Berith é um grupo cristão que traz uma proposta agressiva na sua sonoridade, sons guturais, bases rápidas com algumas passagens mais lentas, beirando o gótico e doom.
O cenário cristão de um modo geral tem se mostrado bem variado, blues ao extreme metal, enaltecendo a criatividade do músico brasileiro. Ainda sinto falta de ouvir a nossa língua nativa pois poucos são os que se interessam pelo conteúdo das letras e isto facilitaria a compreensão da mensagem do grupo ao público nacional. O Berith tinha boas chances de reconhecimento, mas acabou prematuramente.
Ficam para se recordar do grupo músicas como "Lookinf Forward", "The Fall Of The Perfect Creation" ou "The Fall Of God". Esperamos que seus ex-componentes, Carlos Sheminyth (bass/ vocal), Claudio Tibérius (drums) e Leandro Walczak (guitars) não esqueçam totalmente do heavy metal.
(Bob Riot)
Site: www.berith.cjb.net

Comparando exageradamente Tim "Ripper" Owens esteve para o Judas Priest como Blaze Bayley esteve para o Iron Maiden; apesar de ser um excelente vocalista e competente frontman, foi integrante e gravou com o Priest seus mais atípicos e fracos trabalhos, culpa dos Srs.Tipton & Downing que resolveram modernizar para pior a sonoridade da banda, mas para os radicais "ceguetas"o culpado foi o "coitado"; efetivado no Iced Earth gravou o bom Glorious Burden, mas não obteve 100% de aceitação pois muitos ainda sentem saudades do antigo vocal Matt Barlow.
Paralelo ao trabalho que vem desenvolvendo no IE resolveu montar esta banda, um quinteto completado por um time de músicos quase ilustres desconhecidos, porém primorosos- guitarristas Dwane Bihary/John Comprix baixista Dennis Hayes e baterista Eric Elkins que muito competentemente mesclam o metal tradicional/power metal com uma sonoridade e timbre modernos(não confunda com new metal!)e aliadas e abrilhantadas por poderosas e soberbas intervenções vocais resultam num brilhante trabalho que mistura o velho com o novo com perfeição.Esqueça a capa horrível, uma das mais feias dos últimos dez anos e curta o petardo. Scream Machine!
(André Luis Cardoso)
Site: www.timripperowens.com
O Beyond the Dream chega com seu debut, dizendo fazer um dark metal, e aqui não espere choradeira nem vocais femininos, pois é um petardo Heavy com mentalidade dark apenas. Certamente bandas de metal tão diversas como o Korn, HIM e Burzum todos podem ser descritas como "dark"? Mas esse não é o caso destes caras, Beyond the Dream, apesar de apresentar uma linha vocal bastante monótona e reta como os principais representantes do estiloa. Outro fator é a troca do teclado que é usado como um substituto ao piano, que produz um cenário adequado.
Mas para que a banda decole e passe a criar um som ainda mais cativante seria interessante abandonar alguns dos ornamentos que daria mais versatilidade a banda e deixaria mais próxima do que parece existir em sua essência.
é perceptível o empenho e dedicação na produção e até ao design e marketing, a banda deixou claro que colocou um grande empenho para este álbum (que eles descrevem como uma "mini-álbum", e ele só cambaleia na última meia hora.) No geral temos um bom trabalho de uma banda ainda em desenvolvimento e que busca tornar mais claro o seu som, principalmente com relação aos objetivos que pretendem atingir.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.beyondthedream.info
O Beyond Twilight do tecladista Finn Zierler traz mais um trabalho e como sempre muita doidera rolam em um material que muitas vezes podemos descrever como único. Progressivo, agressivo e totalmente delirante do ponto de vista de idéias, é o que encontramos nos trabalhos do BT.
A propósito a banda deixou para trás nomes comoDREAM THEATER, DAVID GILMOUR, KING CRIMSON, THE FLOWER KINGS, GENTLE GIANT, e muitos outros monstros consagrados mundialmente, levando este seu novo álbum "For The Love Of Art And The Making" para o primeiro lugar do Top 100 Progressive Music Rock Albums de 2006.
Uma conquista como esta deve ter sido, muito comemorada pelo líder da banda, Finn Zierler.
Terceiro trabalho do grupo dinamarquês, "For The Love Of Art And The Making" é considerado uma obra-prima do prog, e já recebeu prêmios em toda a Europa, além de ter sido escolhido "álbum do Mês" na Rock Hard francesa, e destaque da edição da revista italiana Flash.
Bom se você conhece a banda e já sabe o que ela se propõe a trazer de trabalho, com todos os argumento acima já sabe do que se trata.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.beyondtwilight.com
Eis aqui uma demo muito bem gravada e produzida do grupo Billion Dollar Babies, grupo esse que foi formado no inicio de 2005 por quatro rapazes na parte central da Suécia (vale abrir um parêntesis aqui para a crescente e excelente safra de bandas de hard rocks que a Suécia vem gerando e provando que não só de Europe esse pais vive).
Essa banda ao vivo, e também como é facilmente perceptível nas gravações, transborda adrenalina, é musica para seus fãs se extravasarem mesmo. Um hard rock cheio de energia, mas sem perder a melodia, uma outra característica positiva dessa leva de bandas novas do hard rock sueco. Essa banda apresenta leve semelhança ao Bon Jovi em seus três primeiros trabalhos, mas uma influencia forte (para definirmos um ponto de comporação) fica por conta da banda inglesa Heavy Pettin'.
Esse demo, no caso, tem apenas quatro faixas sendo que a primeira, "Nineteen Nintie Four", é um hard rock poderoso com refrões fortes e um riff interessante e como característica inerente à banda, com muita energia.
A seguir temos "Restless Mind", uma composição já mais cadenciada e como foco principal as melodias dos vocais (tantos nos vocais de apoio como os do vocal principal).
"Stand Your Ground"já apresenta uma faceta mais comercial com riffs de guitarra mais alegres. Em todas essas composições o vocalista cria e interpreta muito bem dentro do estilo proposto pelo grupo.
"We Don't Live Forever" é a ultima da demo, essa ainda um pouco mais animada que as demais com interessantes trabalhos dos refrões. Faixa muito interessante.
Esperamos logo que essa banda lance logo o álbum pois a julgar por essa demo, deverá em breve fazer parte do primeiro escalão do hard rock sueco e do mundo também.
(Fred Mika)
O selo Magna carta não pára com seus ótimos lançamentos. Um dos melhores ou talvez o melhor baixista da atualidade, Billy Sheehan foi o artista escolhido pela gravadora para lançar mais um Prime Cuts. Para quem infelizmente ainda não conhece este excepcional baixista, acho isso humanamente impossível, vale recordar que ele começou a sua carreira nos meados dos anos 80, foi eleito cinco vezes o melhor baixista do ano, o que fez com que ele fosse colocado na Gallery of Greats ao lado de outros grandes nomes como, por exemplo: Geddy Lee, Eddie Van Halen, Paul McCartney e Jimi Hendrix.
Além de tocar ao lado de grandes nomes da música, por exemplo, David Lee Roth, Mr. Big, Glenn Hughes, Steve Vai entre outros. O Prime Cuts é um grande trabalho e baixistas e músicos em geral classificarão o trabalho como maravilhoso, o som feito por Billy é inconfundível, pois suas mudanças de afinações e timbres são muito característicos e soam como sua identidade. Inicialmente ouvimos a faixa Elbow Grease (que pertence a banda/projeto Niacin), é uma mistura de Rock, Fusion e Jazz. Já deu pra ver que o som é de alta qualidade e com muita versatilidade. O disco continua seguindo a mesma linha, Sugar Blues é mais uma mistura de sons e ritmos (como na música anterior). A música The Trees (Rush), é um belíssimo cover.
A sincronia entre todos os músicos é perfeita, a harmonia sonora é sem igual e só poderia ser pois com Billy não há outro padrão a se desenvolver. Em seguida Clean Up Crew/Do A Little Dirty Work (Niacin) é mais uma canção Fusion, Jazz e Rock. Porém, ela é uma versão ao vivo, a qualidade de som nesta apresentação é perfeita. Todos os instrumentos bem audíveis. A faixa Crack The Meter uni o não menos talentoso e fenômenal tecladista Jordan Rudess (Dream Theater), o qual eu vejo uma sensibilidade impar para compor, pois consegue com temas muito simples criar climas inimagináveis. Mais uma do Niacin, Super Grande tem um clima bastante envolvente, quando o ouvinte menos o espera está completamente debelado pelo som.
Encerrando o álbum Bass Solo. Esta música foi tocada ao vivo em Bufallo no ano de 1994, são quase seis minutos em que o grave domina os ouvidos de todos. Billy dá um verdadeiro show de versatilidade e técnica como ninguém. O encarte do Prime Cuts vem com uma pequena bio do artista, desta maneira a pessoa que adquirir este material poderá se familiarizar com o músico. Também há um vídeo com uma entrevista exclusiva com Billy Sheehan, ele dá várias dicas sobre o instrumento baixo. Se você é um fã de baixo, este disco é definitivamente indicado para você.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.billysheehan.com
Temos aqui um EP de apenas três composições da banda sueca Black Ladies. Essa banda conta com apenas três integrantes: Robban, Emanuel e Johan e definem essa formação como sendo o necessário para uma banda de heavy rock, ou seja, um baterista, um baixista que também é vocalista e um guitarrista.
O som é um heavy metal com pitadas de algo mais moderno na linha do Black Label Society, mas bem inferior a esse último.
Dando um devido desconto de que a banda, por ser muito nova (ela só tem dois anos de existência) as músicas deveriam estar melhor elaboradas, pois, apesar de estarem bem gravadas e bem produzidas, as músicas soam monótonas e sem nada a acrescentarem ao estilo. As melodias não empolgam.
Mas isso aqui é apenas uma Demo com apenas três músicas, ou seja, não há muito o que falar, então esperaremos até gravarem o primeiro álbum.
(Fred Mika)
Site: www.blackladies.se
Devo admitir que era um grande fã da banda em seus dois primeiros álbuns - verdadeiras obras primas de qualidade inquestionável - mas posteriormente, principalmente em seu terceiro lançamento, o nível caiu muito e o lado mais pop e banal tomou o lugar do lado criativo, emotivo, medieval e refinado da banda.
Pois bem, com este novo lançamento parece que o casal resolveu retomar e resgatar em parte a fórmula original que tanto chamou a atenção em seus primeiros trabalhos. Música medieval banhada a instrumentos característicos do estilo, clima renascentista, melodias acústicas e - claro - toques de guitarra elétrica magistralmente incorporadas a sonoridade das composições por Ritchie Blackmore. Por sinal está bem mais presente e evidente a presença da guitarra neste novo disco, assim como também um peso adicional - coisa não muito característica dos trabalhos da banda. Este lado mais "Rock" fica bastante evidenciado por exemplo no Medley das músicas Mond Tanz com Child In Time (do Deep Purple, cantado por Candice Night) e a regravação para Street Of Dreams (presente em duas versões: uma cantada por Candice, e outra com a participação de Joe Linn Turner junto a mesma Candice).
Muito se cogita que este peso adicional ao disco e a participação de Joe L.T. nos vocais seriam um indicativo de um possível futuro retorno do Rainbow! Quem sabe? Retornando ao CD, Candice Night está cantando muito bem e intepretando de forma muito pessoal e cativante todos os temas. Destaque para as faixas - além das já acima citadas - 25 Years, Village Lanterne, World Of Stone, St. Helena e Windmills. Indicado aos fãs do grupo e sobretudo aos fieis seguidores de "Mr. Ego": Ritchie Blackmore.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Lá vem Mr Blackmore e seus asseclas, muitíssimo bem acompanhado pela estonteante Candice, lançar um álbum que tem como tema músicas natalinas.
E por incrível que pareça Ritchie consegue dar sua cara as composições e tudo parece natural e agradável.
"Winter Carols" chega as lojas poucos meses após o lançamento de "The Village Lanterne". O curto intervalo pode ser explicado justamente pelo repertório, composto em grande parte por versões de clássicos e somente algumas inéditas.
Tudo segue o padrão que já vem sendo apresentado a algum tempo, é muito calmo, sereno e bem feito. Os vocais de Candice refletem sua beleza. Já a orquestra que acompanha o grupo cumpre bem seu papel com ótimos arranjos.
Para os fãs as canções que são boas e conhecidas, interpretadas pelo mestre da guitarra, ganham um sabor a mais.
Destaque para a instrumental "Winter (Basse Dance)", "Lord Of The Dance - Simple Gifts", "Hark The Herald Angels Sing / Come All Ye Faithful", que abre o trabalho, e "Christmas Eve".
Um álbum que dá para você ouvir com seu pai.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.blackmoresnight.com
Blackrain é uma banda de quatro caras que nasceram nos anos dourados do heavy metal. Sua história começa durante um show do Kiss quando Swan (vocal/guitarra) conhece Max2 (guitarra), os dois tinham terminado o high school não tinham nada para fazer de suas vidas. Por que não formar uma banda de metal?
Começaram os ensaios com covers de seus idolos, Mötley Crüe, W.A.S.P., Twisted Sister, Iron Maiden, Metallica e Megadeth. Alguns problemas para formar o grupo, entram Heinrich (baixo) e Kenny Snake (bateria), e iniciam a tocar em encontros de motociclistas. Nenhum fato que já não tenha sido contado em algum outro lugar.
A primeira coisa que me chamou a atenção, foi o tamanho das músicas (a maioria em torno de 7 minutos), o que achei exagerado, pois não se trata de um grupo de progressivo, e não há tanta variação musical nas canções, deixando-as de certa forma cansativas.
Swan canta bem e tem uma voz legal, às vezes beirando a som do Mötley e W.A.S.P., guitarra com bons toques do hard e heavy, bateria e baixo fazendo a cozinha de acordo, citando "Awake", "Hate, Disgust And Power" e "Battleground". O grupo deixou de lado a oportunidade de colocar alguns refrões que chamassem mais a atenção.
Achei exagerado o emprego de mulheres seminuas, encarnando fórmulas de propaganda que também já foram muito utilizadas por outros grupos (que eles mesmo admiram) e o site dos caras é uma bagunça.
Para encerrar, existe uma banda de Campos de Jordão (sessão Demos) com o mesmo nome, quem ganha ou perde na batalha dos direitos sobre o nome eu não sei. Um disco que não agrada sem desagrada, não é hard nem heavy.
(Bob Riot)
Site: www.blackfuckinrain.com
Falar no Sabbath é chover no molhado. Frase feita, para um grupo que é uma marca no cenário do rock mundial, pode até parecer meio estranho, contudo, quando a gente menos espera, se surpreende.
Este disco, trás algumas músicas, que marcaram a fase de Ronnie James Dio no grupo, clássicos do Heaven And Hell, "Neon Knights", "Lady Evil", "Heaven And Hell", "Die Young" e "Lonely Is The Word", retirados do Mob Rules, "The Mob Rules", "Turn Up The Night", "Voodoo" e "Falling Off The Edge Of The Word", do ao vivo Live Evil a versão de "Children Of The Sea", e do Dehumanizer, "After All (The Dead), "I" e "TV Crimes". Confesso que prá mim faltou nesta coletânea, "The Sign Of The Southern Cross", uma das melhores do Mob Rules.
Bem, coletânea é coletânea, e os critérios que foram usados na seleção das músicas nunca são bem explicados. O disco é bem gravado e pode-se ouvir claramente todos os instrumentos com perfeição.
As novidades são as três músicas inéditas compostas para o álbum, este é o ponto alto do disco. "The Devil Cried", "Shadow Of The Wind" e "Ear In The Wall", mostram o grupo renovado e mostrando porque influenciaram toda a geração do Doom Metal. Tony Iommi ratifica toda a sua fama como o "mestre dos riffs", mesmo com sua prótese dos dedos, e o baixinho velhinho com toda a maestria e feeling que lhe são peculiares.
"Shadow Of The Wind" é uma das melhores músicas que ouvi do grupo, de arrepiar até os pelos das pernas, uma das mehores interpretações do mestre Dio, e estas músicas dão água na boca do que seria um disco completo.
Como cartão de visita da tour Heaven And Hell, este disco é uma obra prima. Aguardemos a aparição do grupo para celebrar esta lenda viva em, talvez, sua última vinda ao nosso país. Falar de heavy metal sem citar Black Sabbath é uma afronta à história da música.
(Bob Riot)
Site: www.black-sabbath.com
Terceiro álbum desta banda italiana de death metal melódico da qual fazem parte Enri "Ukka" (vocal), Dede (lead guitar), Ena (rhythm guitar), KKTZ (bass) e Jack Dry (drums).
O primeiro fato que me chamou a atenção foi o lançamento pela gravadora canadense Unicorn Digital que é especializada em rock progressivo, mas até aí tudo bem pois a gravadora também é incentivadora de novas bandas de vários países.
Para início a capa do álbum já chama muito a atenção, concepção antagônica entre a ternura de uma criança e a violência, estereotipada pelo sangue no brinquedo.
Quanto ao som... na realidade está mais para new metal do que death. Bases agressivas, vocal gutural, letras realistas, bateria animal, nem sempre podem ser considerados death metal, muito menos melódico. Cadê os solos de guitarra? Se colocarmos uma harmonia meio hip hop vai ficar com cara de Linkin Park ou Limp Biskit (ainda bem que sumiram da mídia!). Nenhuma música que chamou minha atenção.
O álbum trás o clipe da música "The Things You Own, Own You" e cenas dos bastidores de gravação, com o pessoal gravando no fundo chroma key e tudo mais.
Pode ser que desperte a atenção de alguém... por mim passou desapercebido.
(Bob Riot)
Site: www.bleedinvain.com
E o quarteto de bardos esta de volta, trazendo consigo uma imensa expectative por dois motives, a entrada de um novo integrante na banda, que até então mantinha sua formação estável desde o inicio e o lançamento de um novo trabalho, posterior ao até certo ponto fraco A Night Of The Opera.
No primeiro ponto que foi a entrada do baterista Frederik Ehmke, podemos dizer que nada mudou, pois ele manteve o padrão e segurou com bastante competência as baquetas, mostrando estar a altura da banda. Com relação ao segundo ponto podemos dizer que a banda ressurge em alto estilo, pois este trabalho renasce com velhos métodos utizados pela banda, fazendo com que dada a devida proporção ele funcione como uma mescla entre Somewhere Far Beyond e Imaginations From The Otherside, sendo estes dois para mim os melhores trabalhos do quarteto, fazendo com que a banda de uma revisitada em seu passado recente e crie um dos melhores álbuns de sua carreira, A Twist, não chega a superar os dois anteriores, mas traz de volta a energia e vibração da banda, trazendo muita força, peso, pegada e alegria em seu som, que podem ser observadas a cada faixa.
O disco é, sem sombra de dúvidas, Blind Guardian puro, com todas as marcas registradas do seu tipo de som. Mas também mostra uma banda madura e consistente em busca da evolução.
Apesar do experimentalismos de "Fly", a banda seguiu seu padrão. Embora a canção seja interessante, ela não serve como sua melhor síntese. Têm riffs diferentes, uns flertes eletrônicos e afins.
Bom vamos falar do cd, a faixa inicial, "This Will Never End", já mostra aonde o Blind Guardian quer chegar de verdade. Depois temos as poderosas "Otherland" e "Turn The Page", já não resta mais dúvidas: demorou quatro anos, mas o Blind voltou a acertar a mão.
O diferencial é que aqui as faixas estão recheadas de uma agressividade, é mais violento, mais pesado, mais visceral, deixando um pouco de lado toda a pompa e circunstância.
Em músicas como "Lionheart", "The New Order", "The Edge" e principalmente a excelente "Another Stranger Me" mostram que continuam fazendo "power metal" rápido e intenso, mas que não deixa de buscar mais e mais influências diferenciadas para enriquecer ainda mais o seu som, inclusive no metal tradicional e no hard rock.
Outros destaques são "Carry The Blessed Home" (com uma levada que mais parece o Queen tocando rock pesado) e a indispensável balada folk-celta "Skalds and Shadows", na linha de "The Bard's Song - In The Forest", daquelas para cantar junto nos shows.
"A Twist In The Myth" é aquele tipo de trabalho que mostra o quanto uma banda há mais de duas décadas em atividade ainda pode crescer, não tem nada de errado em olhar para trás e contemplar um passado glorioso, pinçando vez por outra um pouco dele para apimentar seus projetos futuros.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.blind-guardian.com
Banda cristã, o Blissed foi fundado em 2002 por David Pearson (vocals/guitar), além de contar com Jeff Miller ((lead guitar/vocals), Geoff Breen (bass/vocals) e Nathan Kojak (drums).
A proposta do grupo é de fazer um hard rock moderno que abranja uma larga audiência, encarando os freqüentes climas de mudanças quem envolvem o rock.
"Corrosive", o segundo álbum do grupo, lembra as bandas de Seattle com refrões hard rock, às vezes com bases de guitarra voltadas para o doom metal. Realmente um álbum que até pode arrecadar muitos ouvintes de diferentes estilos, principalmente o público mais jovem, que é puxado para o novo rock sem solo de guitarra, de hard rock só a tendência do refrão cativante.
Músicas que certamente farão sucesso entre o público citado acima, e se tocado em rádio, com maior investimento em divulgação, poderão fazer o grupo ficar bem conhecido no Brasil, "Superhero", "Monster", "Get Up" e "Betrayal".
Disco para quem não é preso aos velhos estilos, não tem medo de arriscar, e que não se importa com o velho e bom solo de guitarra. Há... tem um solo com umas dez notas musicais em "Rise".
(Bob Riot)
Site: www.blissed.biz
A estagnação total do cenário britânico do metal não é nenhuma novidade; aonde outrora pululavam bandas de alto quilate, agora desenvolvem-se como um vírus maligno estas bandinhas de rock com visual e musicalidade retrógrada e verdadeiros chupins do que já foi feito nos anos sessenta,com seus terninhos polidos e suas musiquinhas chatas,depois falam que o metal é clichê...
Nascidos no meio da NWOBHM,na primeira metade dos anos oitenta, o quinteto bretão liderado pelo vocalista e principal compositor Brian Ross-a banda é completada por Paul Nesbitt/Ken Johnson (gt), baixista Paul Brewis e batera Phil Brewis-é um verdadeiro guerreiro que ultrapassou décadas e modismos nunca se rendendo à influencias ou modas e sendo assim mantiveram-se fiéis em tocar o Heavy Metal, em sua mais pura e tradicional essência; está certo que desta feita eles assimilaram "milimetricas" modernidades incluídas em algumas das novas composições,mas tudo volta ao normal segundos depois; e lançando bons trabalhos com bastante regularidade e mantendo sua fiel legião de fãs satisfeita.Nada de novo, mas tudo de bom, vamos balançar nossas cabeças e tocar nossas "air guitars" ,assim como vinhos de qualidade, o bom metal nunca envelhece!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.blitzed-alive.com
Depois de experimentar pesadamente com afinações mais baixas e partes mais modernas em suas composições no bom álbum Sins And Greed de 2005, o quinteto britanico manteve aqui estas inovações em doses homeopáticas e ao mesmo tempo retorna ao bom e velho metal de outrora no melhor estilo oitentista, sendo eles um dos poucos sobreviventes ainda mais ativos e com lançamentos constantes daquela época gloriosa do metal bretão e que ficou conhecida e denominada NWOBHM.
Daqueles dias de outrora, ficou o fundador, compositor e vocalista Brian ross, uma das grandes vozes daquele período mas que nunca teve o reconhecimento devido e completando a banda sem alterações desde o trabalho anterior, guitarristas Ken Johnson e Guy Loverick, baixista Paul Brews e baterista Phil Brewis, um time entrosado e eficiente.
Primeiro trabalho lançado pelo selo sediado em Hamburgo(recentemente incorporado à SPV) foi gravado e produzido na mesma cidade, por Schroedey(ex guitarrista do Temple Of The Absurd, de Sabina Classen, novamente no Holy Moses) e a própria banda; TOTD, traz uma sonoridade mais limpa e clara, com destaque individual aos instrumentos e voz, sem nada soar artificial ou trigado (a maldição das ultimas décadas!!)
Desta vez as composições estão mais variadas e o trabalho de guitarras mais interessante com vários duetos "old school", como deve ser no metal e grande dose de interpretação e feeling de Brian são a tonica do trabalho ,que traz um tema que não é conceitual, mas interligado como pequenos contos de horros no melhor estilo Hammer Films ou do autor Edgard Allan Poe.
Em versão digi pack luxuosa, além das dez composições normais temos como bonus novas versões para clássicos da banda, "Armageddon" e "Blitzkrieg" além de vídeos ao vivo gravados no Sweden Rock Fest de duas músicas mais versões para iPod. Apesar do valor abusivo do cd importado, uma compra indispensável.
(Eduardo de Souza Bonadia)
O visual é black e, vendo o encarte, você pensa em algo como o Cradle of Filth, além disso os anúncios nas revistas, mostram uma nova banda sueca de cara pintada, o Bloodbound.
Essa vontade de serem sombrios se mostra em tudo. Visual, nomes das músicas, letras em que as palavras "dark", "hell", "death", "devil" e afins figuram repetitivamente. A capa, também mostra isso com um diabo envolto por fogo. O release apresenta que a gravação foi realizada num clima "mais assustador que um filme de horror", num castelo localizado no meio de uma floresta. Porém o que se ouve na realidade, são onze faixas em que o grupo executa um power metal bem puxado para o melódico e que na sonoridade, passa muito longe do Black Metal imaginado. Pedais duplos, duetos de guitarra, refrões pegajosos e demais ingredientes do estilo. Mas se isso poderia desanimar aos já cansados da mesmice atual, vale dizer que o bloodbound faz um trabalho muito bom e que deve satisfazer aos fãs do estilo.
Formada em 2004, quando o guitarrista Tomas Olsson e o baixista Fredrik Bergh se uniram. O nome da banda tem origem em um ritual antigo onde homens cortavam as mãos e se ligavam aos companheiros pelo sangue. Alem destes temos também o vocalista Urban Breed, do Tad Morose e o batera Oskar Belin.
"Behind the Moon", abre o cd e nenhum blast beat ou vocal gutural é ouvido, o que sai do som é algo mais melódico. Urban Breed manda muito bem e mostra uma performance bem interessante. Esta faixa, apresenta todas as características já citadas como riffs "cavalgados" e "ôôôs", é uma prévia do power metal que vem pela frente.
Um dos destaques é a faixa-título, "Nosferatu", de mais de seis minutos. Ela tem o clima mais sombrio, iniciada com sinos e uma introdução bem cadenciada. Depois volta a um ritmo acelerado e tem um refrão que logo gruda na cabeça. Outra rápida é "Crucified", com outro elemento comum, os bons e virtuosos solos de Olsson. Ele optou por trabalhar muito com duetos e, junto aos refrões com muitos backing vocals, acaba soando um pouco como o Dragonforce.
"Desdemonamelia" é outra faixa com uma levada no teclado bem interessante, e na seqüência tem outra boa faixa, "Fallen From Grace", com uma batida pesada de Oskar Belin. Outro ponto legal é a linha de baixo de Bergh, durante o solo.
O álbum segue bem até o final e é encerrado com os 6 minutos de "On the Battlefield", com introdução lenta o no meio fica mais rápido. "Nosferatu" aparece como uma boa opção para quem gosta do estilo. O Bloodbound executa um power metal muito bom. Como nada é tão maravilhoso quanto parece, por enquanto é necessário se contentar apenas com este debut e aguardar um próximo lançamento. A banda já passou por grandes mudanças na formação, permanecendo apenas os mentores Olsson e Bergh. Entraram Pelle Akerlind na bateria e, para a segunda guitarra, Henrik Olsson.
(Adriano Gandolfi)
Som forte com bastante pegada e riffs interessantes, mas com uma produção que podia ser melhor e que acaba prejudicando a audição do material.
Fica claro a competência e qualidade da banda que faz um som pesado e que os fãs do metal com certeza aprovarão, mesmo com o pequeno deslize na parte de produção.
Não há nenhuma novidade ou invenção, mas é um som bastante competente.
(Adriano Gandolfi)
Após o lançamento de sua Demo, intitulada Eat Your Brain (2002), o grupo paulista de Hortolândia retorna desta vez com seu primeiro CD completo. Slow Death é um disco totalmente voltado para o Thrash Metal oitentista, desta forma todas aquelas características do estilo estão aquí presentes de forma bastante evidente (sobretudo os riffs e andamentos influenciados principalmente por Metallica), e o peso e velocidade inerentes às bandas desta época. Existem bons momentos como em Against The Storm (com muito peso), Seeking For Blood, Inquisition (mais uma vez remetendo a Metallica), Justice With Blood (bastante rápida) e a cadenciada Endless Game.
No entanto o famoso trio gravação / produção / mixagem acaba por deixar a desejar o resultado final do trabalho, tirando um pouco do brilho das músicas, por deixá-las abafadas e sem impacto (pelo menos não com o impacto que deveriam - merecidamente, em função de suas perceptíveis qualidades - vir a ter). Fica a expectativa de que em seus futuros trabalhos o grupo venha a sanar estes incovenientes técnicos, pois potencial não lhes falta.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Blushing Well faz um rock moderno com bastante lirismo e melancolia, algo como um Pearl Jam mais depressivo e mais melancólico também. Uma sonoridade que foi aparecer nos anos noventa.
This Flesh I'm In, o álbum deles, apresenta estruturas bastante interessantes. Vamos a elas.
Primeiro ponto a ser observado: as letras. Elas são profundas e inteligentes. Blushing Well é uma banda cristã, mas tem vários aspectos diferentes das bandas cristãs, por exemplo, não possui uma mensagem que podemos classificar como sendo gospel e não são white metal pelo fato de que simplesmente não são uma banda de metal. O Blushing Well possui letras intrigantes, que falam sobre a procura interior de Deus no homem (aspecto imanente) além de Deus em seu aspecto transcendente.
Além disso, a arte gráfica também é bem intrigante além de bem desenvolvida e detalhada. Há fotos dos membros das bandas como se estivessem envoltos numa raiz em forma de cérebro (a mesma arte da capa). Quase tudo monocromático. As letras, as fotos, a ficha técnica e os agradecimentos da banda vêem bem detalhada e clara, tudo de fácil acesso.
Quanto ao som, como disse, é algo bastante atual, mas tem um porém, segue sempre a mesma linha, ou seja, arrastado, melancólico do começo ao fim onde todas as músicas são parecidas. A idéia é legal e as músicas possuem passagens criativas e interessantes, entretanto tem esse fator, pecam por serem muito parecidas entre si.
Mas a produção é muito boa, The Flesh I'm In é um lançamento de 2006 e muito bem produzido, a boa produção, aliás, é um item obrigatório para as gravadoras distribuidoras porque além da concorrência acirrada com várias outras gravadoras/distribuidoras ainda tem de fazer o melhor nesse aspecto para minimizar o efeito nocivo da pirataria, ou seja, tem de otimizar seus lançamentos.
Esse álbum é interessante aos admiradores desse estilo apesar da monotonia.
(Fred Mika)
Site da Silent Planet Promotions: www.silentplanetpromotions.com
Quinto trabalho solo do conceituado e brilhante vocalista dos bretões Magnum, um dos mais importantes nomes do Hard/pomp rock europeus, e que desde o comecinho da década de 70 tem nos brindado com sua grande voz e carisma.
Apesar de ser um vocalista de mão cheia, dotado de uma bela voz, uma das mais bonitas e representativas do rock em todos os tempos e que não se desgastou com a idade, ele nunca foi compositor,mas somente um soberbo intérprete, e aqui uma vez mais, as composições foram escritas pelos guitarristas que o vem acompanhado há algum tempo, Dave Thompson e Vince O'Regan, que também são bons músicos.
Temos aqui uma vez mais e como não poderia deixar de ser musicalmente muito de sua banda, mas mesclado à uma receita de Hard rock em um estilo mais sofisticado e aprimorado, o que os europeus fazem com muita maestria(enquanto os americanos são mais festeiros e chegados ao rock n roll), mesclados com doses maciças de AOR e o resultado são doze composições de muita qualidade.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.bobcatley.com
Bonfire é um quinteto alemão que faz um heavy metal tradicional oitentista com um pé também no hard rock oitentista, isso significa bases retas e pesadas e com um vocal médio grave bastante encorpado (o vocalista Claus Lessman aliás tem um timbre interessante e sabe se colocar na criação das melodias dos vocais) e que, em outras horas faixas com certo apelo mais comercial e com mais melodia.
A faixa título abre o álbum mas não é nada mais que uma instrumental melancólica de aproximadamente um minuto em que uma narrativa é apoiada sobre teclado e ao fundo baixo e bateria.
"Bells Of Freedom" já mostra a cara da banda, um heavy metal com bastante distorção das bases das guitarras. A próxima é "Refugee Of Fate", já com clima mais leve, mais melódica e contando com ótimos refrões.
Daí segue com "The Oath", uma composição estranha onde há um ritmo tribal e vozes ao fundo mas que serve de entrada para a música seguinte, "Blut And Todt", já um hard rock com bases a la AC/DC mas com sonorização diferente, uma música arrastada, quase um hino (destaque para o peso da dupla baixo/bateria de Uwe Köhler e Jürgen `Bam Bam`Wiehler respectivamente.
Seguimos no álbum e daí vem "Love Don't Lie", esta é uma balada com uma interpretação muito boa do vocalista no melhor estilo do início dos conterrâneos do Accept (em tempo, podemos dizer que essa banda tem um lado pesado que é uma amalgama de outras bandas alemãs pois o Bonfire mistura influências de Accept, Grave Digger e tem também, um lado mais leve que mistura influências de outras bandas mais leves puxando pro hard rock oitentista como Kiss, Def Lappard).
"Black Night" e "Hip Hip Hurray" vem a seguir, ambas são faixas arrastadonas, com riffs matadores e refrões contagiantes.
"Do You Still Love Me" já é mais comercial com direito a solo bem melódico de introdução sobre uma base de guitarra reta e falando de amor (essa é de ir direto pras FMs do mundo todo).
"Let Me Be Your Water" continua no mesmo esquema de balada comercial só que é mais bem trabalhada que a faixa anterior (destaque aqui para os refrões).
Merece um destaque geral também a dupla de guitarristas, Chris "Yps" Limburg e Hans Ziller, que fazem um trabalho competente, criativo, com riffs e solos bem dosados, sem muitas firulas, mas nem por isso, pobre tecnicamente.
Logo em seguida temos "Lass Die Toten Schlafen", um hard rock empolgante cantada no idioma nativo da banda (não soou mal apesar do idioma alemão ser uma língua de fonética pesada, arrastada).
"The Good Die Young" já apresenta uma levada mais Kiss (lembram se de "Heavens On Fire"?).
"Time" já volta ao esquema comercial direcionada às FM e a primeira parte do álbum fecha com "Father's Return" (que é uma instrumental com tons dramáticos como uma narrativa melancólica, sons de sinos, trovões, etc)
Depois disso temos ainda mais três bônus tracks (duas que são versões acústicas de algumas faixas desse álbum como ""Love Don't Lie" e "Do You Still Love Me") e uma versão alemã para "Hip Hip Hurray".
Boa produção para o Bonfire que já é uma banda razoavelmente conhecida no mundo musical. Este é um trabalho denso (com muita melodia, criatividade, partes dramáticas, empolgação, melodia, etc) e extenso (com dezessete faixas em seu total) e no geral é um trabalho de qualidade muito boa.
(Fred Mika)
Site: www.bonfire.com
Projeto paralelo do vocalista, guitarrista e flautista da banda Tuatha De Danann, Bruno Maia. O último disco do Tuatha foi lançado em 2004, e Bruno, estava compondo músicas que não se encaixavam no estilo musical do grupo, que já tinha conquistado a sua identidade.
Estas composições geraram o Braia, que está longe do heavy metal, com vertente ao rock progressivo acústico, influenciado pela música celta e elementos da MPB, um mix de influências de Jethro Tull, O Terço, Secos e Molhados, Clannad, Altan e Renaissance.
As composições em português dão um ar especial ao disco, fazendo lembrar de outros grupos mineiros progressivos, afinal, Minas Gerais sempre apresentou grandes nomes neste contexto musical.
Alguns exemplos musicais que podem ser encontrados neste disco, a instrumental "Slainte a La Brasilis", música celta com pitadas de chorinho e participação de músicos irlandeses, "Bloom (Ode a Joyce)" com participação de Marcus Viana (Sagrado Coração da Terra) nos violinos e "Lua", fazendo lembrar um pouco do 14 Bis. Os vocais femininos estão por conta de Fernanda Ohara e Isabel Tavares.
Romper barreiras sempre foi características de grandes músicos, Bruno Maia está tentando transpor estes limites da música. Alguns podem compreender, outros não, mas são coisas normais no invariável cenário metálico.
(Bob Riot)
Site: www.braia.com.br
MySpace: http://www.myspace.com/braiamusic
O quinteto alemão é uma daquelas bandas que - inexplicavelmente - são fadadas a segundo plano dentro do cenário metálico mundial, e este rótulo também acaba valendo dentro do cenário dito melódico. Não que a banda seja nenhum exemplo de inovação ou tenha uma sonoridade diferenciada - muito pelo contrário, mas é inegável a latente competência que o grupo demonstra, sobretudo se comparada a algumas bandas que ostentam uma popularidade e respeito muito maior mundo afora.
Mas deixando de lado o reconhecimento ou não ao grupo, e focando o novo CD; o que se ouve é um ótimo disco, com peso, melodia e até mesmo uma certa agressividade (devidamente dosada, obviamente), o que faz com que as músicas ganhem uma vida própria, e acabem por distanciar o Brainstorm do rótulo de banda simplesmente melódica. Os riffs de guitarra (a cargo da dupla Torsten Ihlenpeld e Milan Loncaric), assim como os vocais de Andy B. Frank são inegavelmente os destaques do CD. Vale destacar ainda as faixas Worlds Are Comin' Through (que abre o disco), Lifeline, Invisible Enemy, Painside, e Burns My Soul. Confira e tire suas próprias conclusões.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Brasil Papaya... Confesso que fiquei meio desconfiado pelo nome, estranho para um grupo de rock. Deixem-me ler o release... Grupo instrumental?! Rock instrumental... usa cavaquinho... gravou uma versão de tango... esses caras são loucos?!
Deixe-me ouvir esses caras... peraí!! Tá instalando alguma coisa no meu computador! é vírus?! Ufa... não é não... é só um CD multimídia... multimídia!! Há, esses caras são loucos mesmo. Loucos e corajosos.
No país já está difícil para o rock mais popular, imagina instrumental! Só podem ser de outro mundo.
Pois é, o mundo chama-se Santa Catarina e os ETs são os guitarristas Eduardo e Renato Pimentel, o baixista Adriano Rotine e o baterista Alex Batista.
O som "papayano" resume-se num apanhado, muito criativo, de gêneros como flamenco, jazz, tango, chorinho, thrash e punk misturados no liquidificador. Isto resultou em um rock instrumental diferente, que mostra a versatilidade dos músicos brasileiros.
Ouvindo ou vendo (o CD tem dois clipes) o grupo você vai saber do que estou falando. Músicas como "Kichute", a mais pesada do disco, "Pé na Tábua", com violão e cavaquinho e "The Cowboy", de Arnaldo Batista, em homenagem ao Patrulha do Espaço e com participação de Rolando Castello Jr, batera do Patrulha.
Disco para quem quer variar dos Satrianis e Steve Vais da vida, mas sem radicalismo.
(Bob Riot)
Site: www.brasilpapaya.com.br
Após a divulgação de seu promo CD lançado em 2006, o debut álbum do Breakdown, Time to Kill, torna-se uma realidade. Na gravação do disco constam Leandro na bateria e Danilo no baixo, mas a formação atual tem Danilo Warrior (baixo) e Edu Pinho (bateria), além é claro do membro fundador, Leo Breakdown (guitarra/vocal).
Além das músicas que estavam no promo CD, "Misantrophic World" e "Mutant Personality", mais seis composições estão no disco, "And the Attack Doesn't Stop", com trecho mais lento no início que lembra "Heaven And Hell" do Black Sabbath, "From Other Side", "War", "Traitor", "Nuclewarchild Victims" e "Time to Kill".
A linha do disco é porrada pura, e a energia do som pude presenciar em show ao vivo no Metal Battle 2008 em Santos, thrash prá banger agitar. No site oficial o pessoal pode baixar o promo CD e os demos do grupo, bem como comprar o disco.
(Bob Riot)
Site: www.breakdown.com.br
MySpace: www.myspace.com/breakdownsp
O Bride foi um dos expoentes do metal cristão dos anos 80 e este disco de 2006 foi anunciado como o penúltimo álbum da banda. Chamados de pioneiros do heavy metal cristão, ao lado do Petra, iniciaram suas atividades em 1983 influenciados pela NWOBHM e bandas como Judas Priest e Iron Maiden.
Algumas mudanças na linha musical do grupo não foram bem aceitas por alguns fãs, as baixas vendas dos CDs e falta de apoio das igrejas, desmotivaram o grupo a continuar seu trabalho culminando no fim do grupo agendado para 2007.
"Skin For Skin" trás um metal moderno, infelizmente sem solos de guitarra, mas pesado e empolgante, daqueles que fazem a gente banguear, aliando instrumental thrash e refrãos com características hard rock. Faixas como "Skin For Skin", "End Of Days" e "Take the Medication" mostram a energia do grupo em sua proposta musical.
Dale Thompson é com certeza um dos grandes vocalistas da cena metálica cristã e mostra isto ao longo do álbum. O mercado latino americano é considerado com um dos maiores redutos de fãs do grupo e com certeza vão sentir a ausência desta renomada banda, mas quem sabe, o anunciado fim do grupo não fica somente no papel e eles ainda continuem a brindar seus fãs por um longo tempo.
(Bob Riot)
Site: www.bridepub.com
Formado em 2000, por três jovens suecos de 16 anos, Jeremy Child (bateria), Magnus Wohlfart (guitarra) e Hakan Lanz, que simplesmente deu a idéia de pegar uns instrumentos e começar uma banda. Com poucas habilidades e um baixo nível foram tocando covers de clássicos do rock dos anos 80.
Quando começaram a escrever suas músicas tinham um direcionamento mais para o rock melódico o que fez com que Hakan deixa-se o grupo. A banda sofreu alterações em sua formação durante algum tempo até que se juntaram ao grupo Niklas Olausson (vocal), William Ekeberg (baixo) e Urban Mansby (teclado) e culminou no lançamento de seu debut álbum tendo o grupo se posicionado dentro do estilo progressive power/speed metal.
Chain Of Command é um bom disco, mas parece que falta alguma coisa, apesar das claras influências oitentistas do heavy metal, na harmonia e refrões como nas faixas "An Unwanted Child" e "He Will Die", enraizado nas bandas alemãs, principalmente o Running Wild. "The Black Lotus" e "Vicious Light" são duas pequenas instrumentais para enfatizar o lado progressivo e como introdução das músicas "Rogaar Beware" e 'The End Of Hope".
Acredito que o Broken Dagger ainda não encontrou o seu som e o diferencial que precisa ser alcançado para colocá-lo em destaque. São jovens músicos e ainda tem um longo processo de amadurecimento para se descobrirem e colocarem mais potencial em seu trabalho. Vamos aguardar mais tempo para ver se o que começou como uma pequena brincadeira possa acabar como uma obra-prima do rock. As próprias pessoas é que fazem o seu futuro.
(Bob Riot)
Site: www.broken-dagger.com
Bruno Rock é o pseudônimo de Bruno Kraler (vocalista e guitarrista). Completam ainda a banda Bobby Altvater (guitarrista), Juha Varpio (teclados), Holger Schulten (baixo) e Dominik Huelshorst.
Como o próprio no me diz, trata se de um álbum ao vivo com onze faixas mais duas faixas de estúdio (num total de treze faixas).
Bruno Rock faz um hard rock bastante interessante na linha do Europe oitentista, isso quer dizer vocais limpos, uso comedido de teclados, refrões cativantes, guitarras pesadas (mas nem tanto) e solos bem planejados, claros e definidos. Se situa naquela divisão que mistura o hard rock mais comercial (sem ser glam) com o hard AOR de bandas como Toto, Boston, Foreigner, Survivor e tantas outras assim o que resultou numa mistura final bastante agradável.
Vale ressaltar que, para um disco ao vivo (gravado durante a turnê Interaction em 2005), a gravação também está bem acima da média (praticamente com a qualidade de um álbum gravado em estúdio).
Quanto às músicas, são elas bastante criativas e interessantes e seguem bem essa linha de hard rock animado feito para ser curtido numa viagem, com também possui vários hits em potenciais para as rádios.
O play abre com "It's All Been Done 4 Me", algo na linha de "You Give Love A Bad Name" (Bon Jovi) e logo emenda com "Now Dies The Truth", um pouco mais melódica e cadenciada (faixa interessantíssima por sinal). Seguem com "Pray 4 The Rain" e "No More Promisses" (essas duas com introdução de quase uma balada para logo ganhar peso, essa sim bem ao estilo do Toto).
As duas próximas, "La Fonte Dei Sogni" e "Two Hearts One Weapon" já são mais comerciais, um hard-pop ou soft rock (como alguns dizem) na linha do Heart. Em seguida temos "Castaway", um pouco mais rápida e pesada (pense em "On The Loose" do Europe).
A oitava faixa, "Take The Trophy", também lembra algo perto da sonoridade do Europe, com uso crescente de teclados nos pré refrões para culminar num refrão ganchudo e depois um lindo solo.
Seguem com "Hard Working Day", essa provavelmente deve ser a indicada ao hit para as rádios (um pouco mais diferente das outras, um rock com bases retas na linha de Bryan Adams).
"Born Winner" já é um hard rock incandescente, com queda de andamento nos pré-refrões e voltando ao andamento inicial nos refrões, solo interessantíssimo (bem tramado, virtuoso e límpido) excelente faixa, um das minhas favoritas desse álbum e por fim, a parte do show fecha em "Let Me Be The One", uma balada com introdução em violão acústico, lindíssima.
Como disse, as últimas duas faixas são gravadas em estúdio: "Time To Run" e "Julia" (dois hard rock dos puros).
Eu usei várias bandas para comparar o estilo do Bruno Rock (apenas referencial) para o leitor se situar melhor o que não significa que a banda não tenha se estilo que, aliás, é uma excelente banda, não sei porque ainda não estourou na mídia mundial ainda, é um dos grupos mais apropriados para isso, classic rock de primeira.
Outra coisa, porque ninguém os contratou ainda? Essa preciosidade precisa ser logo descoberta aos olhos do mundo.
(Fred Mika)
STRYKE - Virtual Metal Maganize & Promotion
© 2010 by Bob Riot