Interessante a proposta do hard rock glam (ou hair metal como chama alguns) do Desyre pois tem um visual e som inspirados no hard glam que dominou a ensolarada Califórnia nos anos oitenta, uma cria direta de bandas como Mötley Crüe, Ratt, Keel e similares em que as letras inevitavelmente versam sobre mulheres (em especial as loiras peitudas), carros velozes, bebedeira e farras.
E é ai que está, o Desyre é um grupo cristão que subverte essa temática padrão tal qual o Stryper. Esse fato naturalmente já limita um pouco os fãs da banda pois se levarmos em conta que os fãs de metal extremo costumam ser altamente preconceituosos em relação às bandas de metal extremo cristão; os fãs de Hard Rock costumam a não dar ouvido pois geralmente querem continuar com a temática (e vida) na farra;ou seja, loiras, carros velozes, bla, bla, bla.
Mas como o Stryper se sobressaiu a isso devido ao seu sem poderoso, criativo e ao grande carisma e interpretação o vocalista e guitarrista Michael Sweet, o Desyre vai ter um longo caminho a percorrer para furar o bloqueio dos roqueiros mais céticos e preconceituosos.
O Desyre já faz um som mais direto e cru e menos sofisticado que o Stryper, algo mais na linha do também cristão Stryken, mas esse fato não é algo que desabona uma banda, haja visto o hard rock extremamente simples mas cheio de garra e feeling dos australianos do AC/DC. Mas vamos ao álbum Warning Of The Night é o álbum de estréia da banda e lançado em 2009 e contando com onze composições.
Todas elas, inevitavelmente, apresentam um som mais reto e direto (como já citei) embora algumas sejam mais rápidas e/ou pesadas e outras menos. Apesar disso não deixa o ouvinte ficar com ar de tédio, pois os riffs são bem sacados, ou seja, são o ponto alto da banda, as bases e melodias de solos bem grudentos do guitarrista Mazi Bee (que também é o vocalista) e Coco Tommy.
Como era de se esperar, cozinha reta e adequada do baixista Mike Seeker e do baterista Jayce Prime. Ouvindo esse álbum me lembrou muito o Too Fast For Love do Motley Crue, uma sonoridade espontânea e simples, mas direta, executada com muita garra. O vocalista Bee tem um timbre agradável e que cai como uma luva ao estilo bem na linha de Vince Neil, ou seja, simples, sem lançar mão de técnicas vocais mais complicadas, mas dando à musica uma interpretação convincente e a cara de como o estilo deve soar.
Muito bom o feeling do rapaz. Vale destacarmos também a excelente mixagem do áudio e a produção primorosa do encarte, um artwork extremamente bem feito e de altíssimo nível. Nota dez. Enfim, uma boa banda como já é perceptível nesse álbum de estréia, mas tenho a sensação de um grande diamante a ser descoberto com o tempo, personalidades tem.
(Fred Mika)
Site: www.desyre777.com

O terceiro álbum do grupo californiano Dame Fortune, The Secret Art, foi lançado em 2009 e na seqüência já gravaram seu primeiro DVD no Club Vodka em Hollywood e com isso expandir sua base de fãs.
Se considerarmos o EP de estréia então teremos como os primeiros lançamentos que foram o EP The Great Cosmic Sheme em 2002, o álbum Both Sides Of Midnight em 2004 e o homônimo de 2005. Há ainda um documentário intitulado The Making Of Both Sides Of Midnight lançado em 2006.
No release da banda diz que o Dame Fortune faz um hard rock clássico com uma roupagem moderna. De fato, o grupo exibe uma sonoridade inspirada em grupos como Kiss, Mötley Crüe, Aerosmith (para numerar alguns) no sentido de refrões fortes, pegajosos, power chords e pentatônicas, melodias grudentas, hinos e letras que exaltam a atitude rock n´roll way of life mas com o verniz de um rock n´roll pós grunge.
Faixas como “In Like Flynn” e “Perpetual Emotion Machine” lembram bem o Kiss, especialmente a segunda, esta que marca a estréia de Jeff Wire nos vocais (ele também é baixista). A composição “If You Will Not When You May (You May Not When You Will) já lembra mais a linha de Sweet, Slade enquanto “Holy Fenton”, cujo vocais é gravado pelo baterista John Merritt e a letra nostálgica da mesma diz a respeito de seu passado ao lado de uma garota nas ruas de duas cidades pequenas vizinhas de Detroit.
“Interlude” é uma breve introdução de diálogo (com apenas 6 segundos) que serve de deixa para “The Days Are Just Packed”, um hard pop em que celebram suas infâncias.“A Special Place” já é mais raivosa, um hard rock carregado de emoção, peso e adrenalina, pois a letra versa sobre um amigo morto por traficantes. ‘Santa Ana Blues” tem um clima legal, um hard blues a la Ted Nugent.
“I Only Miss You When I Breathe” é outro rock n´roll direto, simples, mas cheio de energia na linha de AC/DC e diz a respeito de um amor perdido numa viagem ao Japão.
“The Edge” já faz uso de guitarras slide, cheia de feeling, um clima rock interessante e com refrões no melhor estilo Aerosmith. “V For Vendetta”, um ritmo arrastado, pesado, quase que um heavy metal (me lembrou um pouco os canadenses do Anvil), um tributo a Alan Moore, um desenhista de quadrinhos. “Secret Rules (Of The World To Be)” é mais um rock n´roll bem animado a la Kiss, aliás, é o que melhor o Dame Fortune sabe fazer de melhor e faz isso com bastante desenvoltura. “Good For What Ails You” é uma balada alegre cheia de feeling de andamento médio mas sem guitarras pesadas nos refrões (apesar de que as guitarras dos solos estão com melodias bem construídas), mas sobra violões. Por fim “Hikikomori (Live As Though The Day Were Here)” é uma faixa interessante com refrão contagiante, algo meio na linha que o Cheap Trick fazia antes. Um hard pop econômico que varia de “pressão” nas partes que devem ser mais ganchudas, ou seja, os próprios refrões.
A banda soa como uma fábrica de canções à medida do gosto do ouvinte, de fato, foram letristas de várias das mais importantes bandas de hard rock mais comercial do planeta. Se você gosta de uma diversão que inclui um rock n´roll falsamente despojado, pois possuem um feeling para hits e estrutura de composição fora do comum essa é a sua banda. Além disso a banda compõe letras irônicas e temática um tanto elástica. Para não radicais e saudosistas de sons como The Sweet, Slade, Cheap Trick e ainda para grande influência da grandiloqüência rockeira de Kiss e Aerosmith.
(Fred Mika)
Site: www.damefortune.net
Banda norte Americana de Power Metal radicada em Ohio. Sua primeira Demo foi lançada em 1994, sendo que em 96 lançam um EP e em 98 seu primeiro full álbum. Somente dez anos mais tarde lançam Born Into Madness, de forma independente e do qual falaremos a seguir.
Não achei porque Tony DeLuca (guitarra), Kenny Reymann (vocal), Mike Todd (bateria) e Nick Phelps (baixo) ficaram tanto tempo sem gravar algo novo, então vamos falar do som do grupo.
O disco abre com “Bag Of Bones”, música com base cadenciada e vocal lembrando Metallica, “Things Rememberded” tem uma boa pegada, lembrando Zak Wylde na guitarra, com base pesada, “Areas Of Gray” também cadenciada lembrando os bons tempos do Metallica, “Empty” já mescla uma certa modernidade nos backing vocals, com refrão mais pegajoso.
Em “Bruised” o som já tem um peso um pouco mais para o Death Metal com os vocais berrados no refrão em contraponto com partes harmonicas, como muitos grupos utilizam atualmente, assim como na música “Neurotica”, “Burn” já parece uma continuação de “Bruised”, quase dá rima em inglês, sem muita criatividade, apesar de ter uma base pesadinha.
Bom disco de metal, mas sem grandes surpresas, e que pode até agradar bangers gregos e troianos.
(Bob Riot)
MySpace: www.myspace.com/dragonwyckrocks
O inicio desta banda se deu no final de 2005, reunindo Tanja Maul (vocal), Jens Faber (baixo), Veith Offenbächer (guitarra), Ansgar Ludwig (bateria), Dirk Raczkiewicz (teclado). Baseado num poderoso Power Metal, eles combinam elementos do Thrash, Gothic e Death Metal.
Ganharam reputação no circuito local abrindo para bandas como Sabaton, Custard e Tankard. Depois de várias brigas com selos se juntaram a Shark Records, selo que fez bandas como Stratovarius, Virgin Steele, Elegy e Warlock ficarem conhecidas. Seu primeiro álbum foi lançado em 2006, com o nome de “Begins”, tendo trabalhado como suporte para o grupo Axxis no final de 2008.
O Dawn Of Destiny soa maduro, como os grandes nomes do metal alemão, Tanja manda muito bem, começou a cantar em corais quando criança, tendo inclusive se aventurado no oboé. A mistura de estilos do metal ficou muito boa, como nas músicas, “Angel Without Wings”, “Ending Dream”, com riff matador, de cair o queixo literalmente, “Days Of Crying”, guitarra acelerada, nervosa, “Last Day”, com trechos Death Metal misturado com base made in Black Sabbath, “In Between”, música pesada com destaque para o baixo que dá o show, “Heaven’s Falling Down”, excelente trabalho de backings na introdução, refrão pra pegar e agitar a galera e virar hit.
Banda alemã... qualidade alemã... dificilmente se encontra coisa ruim, mas para atingir o mainstream é outra coisa, fatores que não tem fórmula ou planejamento que consiga prever.
(Bob Riot)
Site: www.dawnofdestiny.de
MySpace: www.myspace.com/dawnofdestiny
Eis aqui um EP demo da banda Danger Avenue contendo apenas cinco composições. O som do grupo é um hard rock totalmente influenciado pelas bandas da ensolarada Los Angeles, a meca do hard rock glam nos anos oitenta, mas também nota-se uma ligeira influência de rock AOR ou hard AOR dependendo do peso em certas faixas.
As duas primeiras faixas, “West Coast Angel”, e “The Distance” já entregam o som da banda logo de cara, refrões pegajosos, bases retas porém bem acentuadas e explorando bem o lado melódico da banda. a segunda delas é um pouco mais cadenciada, o vocal canta na manha, não parte para o lado agressivo.
A faixa “Boarding Pass” tem uma construção interessante, se inicia como uma bonita balada (destaque para o vocalista com seu timbre agradável e interpretação bem versatile) e tem umas acentuações bem pesadas, interessante faixa, a melhor sem dúvida dessa demo.
As outras duas seguintes segue a mesma fórmula variando algumas estruturas, mas não fugindo do estilo descrito. Em suma, é uma banda como várias outras desse estilo, mas vale a pena conferir quem gosta porque é um grupo que pode agradar com certeza.
(Fred Mika)
Site: www.dangeravenue.com
MySpace: www.myspace.com/dangeravenuerock
Em 1999, Marcelo Batistella, estimulado por amigos deu início ao sonho de viver tocando heavy metal, e seus projetos de vida foram batizados de "Death Slave". Em 2001 lançam seu primeiro CD, “Fire Warrior”, seguindo em divulgação deste álbum até 2002.
Em 2002, com nova mudança na formação, gravaram o single "The Shadow of Death", mostrando o som que grupo pretendia em em termos musicais. Em 2005 é lançado o EP "Sea of Dreams" que culminou no lançamento de “Valley Of Mirror” em 2008. O disco é baseado em histórias de guerras religiosas e as consequências que elas causam a sociedade no mundo todo.
Esta banda originaria de Limeira (SP) tem reflete bem suas influências oitentistas da NWOBHM, passando pelo heavy metal, hard rock e influências progressivas. Bons exemplos podem ser percebidos nas músicas “Temple of the Damned”, um composição com mais de 14 minutos, que pega justamente esta essência prog + hard/heavy.
“The Ghost of Pain”, uma linda balada, é outro destaque do disco, “Kings of Steel” com um pique bem legal e boa quebra de ritmo, “Sea of Dreams”, outra boa música de base pesada, além de “The Crow” e “Demoniac” com bases rápidas e bom refrão.
A formação atual conta com Victor Pacheco (vocal), Felipe Piccirilo (baixo), Marcelo Batistella (bateria), Tiago Pescarolo (guitarra) e Bruno Sampaio (guitarrra).
O Death Slave é mais um grupo imbuído de fazer o revival do metal dos anos oitenta, era áurea da criatividade e diversificação do estilo. A tendência de revitalizar o heavy metal oitentista é sempre bem vinda.
(Bob Riot)
Site: www.deathslave.com
MySpace: www.myspace.com/deathslavemusic
A Finlândia é conhecida pelas suas bandas que tem, na sua maioria, sonoridade pesada, depressivo e agressivo, sem se preocupar com algo de cunho religioso, mais apegados à parte mais carregada de nossa existência.
Pesquisando a respeito do nome da banda, descobri que, Deuteronomium, é nome de uma página da Bíblia de Martinho Lutero, a primeira Bíblia completa impressa na Alemanha, em 1545, e considerada como um marco na história do Cristianismo. Esta tradução também veio a originar uma nova religião, o Protestantismo.
Daí se entende, o significado da escolha do nome do grupo, já que eles são os precursores do Christian Metal em seu pais, tendo lançado o primeiro álbum do gênero, o EP Tribal Eagle, em 1997. Na estrada desde 1993, o grupo já acumula 3 álbuns, 2 EPs e um DVD em sua carreira.
É meio difícil, tentar associar um som ora brutal, ora progressivo, aliado a letras que falam de fé. Isto faz mostrar que não é necessário fazer música gospel para falar da crença em Deus, e que esta, indifere do estilo de som que curtimos. A banda formada por, Miika Partala (vocal/guitarra), Manu Lehtinen (baixo), Kalle Paju (guitarra) e J.J. Kontoniemi (bateria) é a prova disto em seu país.
O som forte se espalha pelo disco, com em “Fields Of War”, “Defending the Faith”, “Song of the Saved” ou “Tales From the Midst of the Battle”, uma composição de mais de 17 minutos, mostrando o trabalho instrumental da banda.
Este disco também teve um lançamento de 500 cópias, em formato digibook, que incluiu um DVD ao vivo, gravado em 2007. Som porrada, mas sem agredir aos ouvidos, de certa forma. É só conferir no MySpace do grupo.
(Bob Riot)
Site: www.deuteronomium.net
MySpace: www.myspace.com/deuteronomium
Primeiramente vamos à uma pequena aula de geografia, para poupar seu tempo de pesquisa. Afinal, não é sempre que se ouve falar de um grupo de metal do Chipre. Chipre?! Isto mesmo... É uma nação transcontinental localizada no Mar Mediterrâneo, ao sul da Turquia. Metade da ilha faz parte da Ásia, e a outra metade está na Europa. A capital é Nicósia. O fato curioso foi que, o Sepultura, recebeu um disco de ouro lá pela vendagem do disco Dante XXI, inclusive tendo feito um show na capital do país em 2007.
Este é o primeiro disco do grupo, apesar de estar na estrada desde 1993, e tem Nicholas Leptos (vocal), Phivos Papadopoulos (guitarra), Socrates Leptos (guitarra), Alexi David (baixo) e Stavros Pamballis (bateria) em sua formação. O Diphtheria é um dos pioneiros do heavy metal de seu país e um dos poucos ainda em atividade, tendo iniciado sua carreira como uma banda de Death Metal.
Falando no disco, a primeira música “Ending Ceremony”, tem um toque de Raven (alguém se lembra desse grande grupo?) e Iron Maiden, com sonoridade interessante, “Behind the Mirror's Eye”, excelente música, influência dos anos 80, auge da NWOBHM, com forte interpretação de Nicholas Leptos, que tem um timbre bem legal e é o destaque do disco. “As Darkness Casts its Veil”, música em clima mais obscuro, “Save Me”, com partes acústicas legais, “Start Again”, pitadas de death metal, bons riffs e refrão forte.
“Living to Die” e “God Wanted (Apply Here)” foram retiradas do demo de 1995, mostram o grupo mais cru, meio fora da sequência das outras músicas, principalmente a última música.
O Diphtheria me recordou os áureos tempos dos anos 80, com a massificação do Heavy Metal a todos os lugares do planeta, surgindo vários grupos em países antes nunca imaginados. Para quem gosta de ouvir grupos ao redor do mundo tá aí uma sugestão. O Chipre tem METAL!
(Bob Riot)
Site: www.diphtheria.net
Banda francesa da cidade de Lyon, com três albuns e um DVD na carreira discográfica em 1999. Thierry Lebourg (vocal), Fabrice Dutour (guitarra), Francois Loprete (guitarra), Sylvain De Nicola (baixo) e Francois Brisk (bateria) são os atuais membros desta banda de Power Metal Melódico.
O Dyslesia é uma das principais bandas da cena metálica francesa, tendo uma forte reputação ao vivo, tendo tocado com vários grupos conhecidos da Europa como Iron Savior, Vandenplas, Symphony X, Rage, Stratovarius, Shaman e Rhapsody entre outros.
In Veins, Hearts and Minds é o seu quarto disco, e mostra um som poderoso, com fortes influências de Judas Priest e harmonias vocais que lembram muito o Queensryche. Confesso que fiquei surpreso, pois as únicas bandas francesas que ficaram na minha memória foram o Trust e o Sortilege.
O grupo mostra excelentes composições, mesclando o peso e técnica na medida certa, sem exageros, capaz de agradar a muitos headbangers. Tem uma excelente arte gráfica apesar de o exemplar ouvido ser digipack. Músicas a destacar: “All That Will Be”, “Face”, “Illusion” e “A Tale Is Done”, todas tem a bateria com forte marcação e riffs empolgantes.
Infelizmente, sem representação em outros países, fica dificil de conseguir o disco que vale a pena te na coleção. Para conhecer o som do grupo, ou entrar em contato com a banda, tem o site do MySpace (infelizmente não há músicas deste álbum para serem ouvidas), pois o site oficial do grupo ainda estava em construção até eu escrever estas linhas.
(Bob Riot)
Site: www.dyslesia.com
MySpace: www.myspace.com/dyslesiaofficial

Não conhecia o Dzarmy e confesso que foi uma boa surpresa em escutar “Viagem De Volta”. Distribuído pela gravadora/distribuidora Heavens Music do batalhador Jackson de Paula (que conhece a fundo as bandas de rock cristão, especialmente as bandas cristãs católicas).
A música de abertura, “Miserere”, é bastante climática, lembrando os melhores momentos instrumentais da alemã Eloy.
Apesar dessa e de outras claras influências do rock progressivo, Dzarmy não é uma banda de rock progressivo, lá tem de tudo, rock progressivo, rock AOR, e muitas baladas caindo para o lado do hard mais pop.
As duas músicas seguintes, “Lágrimas Do Céu” e “Hoje”, seguem essa linha, hard pop com um toque de rock nacional e a seguinte, “Vem Viver”, assim como “Lembra”, já possuem introdução e links de guitarra nos refrões já mais pesados, assim como os solos. “Não Vou Mais Esperar”, “Sentido”, a faixa titulo “Viagem De Volta” e “Simples” são lindas baladas, com aclimataçôes bonitas e com influências dos melhores hinos cristãos.
Os músicos são muito bons e criativos (e há ainda a participação de membros da maior banda católica do Brasil, o Eterna), é um álbum que você não enjoa nunca. Duas coisas merecem destaques especiais: uma é o encarte, que é simplesmente um dos melhores e mais bonitos que já vi até hoje, beleza plástica que beira a perfeição sem falar que tudo é fartamente munido de informações como ficha técnica, agradecimentos, as letras e composições; outro item que merece destaque especial são as letras, profundas, dinâmicas, positivas, carregadas de emoção do princípio ao fim, bastantes inteligentes mesmo.
Sou bastante reservado quanto às bandas que se propõe a fazer algo na linha mais hard/heavy cantando em português porque estas tendem a ficarem melhores em grupos pop e por isso mesmo forçam os grupos que cantam assim a irem para o caminho do pop rock. Nada contra o pop rock mas letras em português são mais adequados a esse estilo. Mas nesse caso do Dzarmy, daremos um desconto especial, porque o som deles é muito bem trampado, independentemente da língua adotada nas composições e, além disso o som dos rapazes é rico em influências englobando mais de um estilo e o mais importante: as letras são muito boas e motivas e chegam a muitas pessoas cantando em português mesmo.
(Fred Mika)
Site: www.dzarmy.com
A canadense Unicorn Digital Records vem se aprimorando no lançamento de boas bandas (e todas elas muito bem produzidas tanto quanto ao som quanto graficamente), em especial as do rock progressivo, mas temos aqui algo diferente, algo mais dark, mais arrastado, com vocais melancólicos, algo na linha do Type O Negative com King Diamond (quando este canta nos tons graves), só que mais voltado ao prog metal e chamado Dimension X.
Dimension X é o nome de um dos mais antigos programas de ficção cientifica (foi ao ar entre 1950 a 1951) e tem uma tradição interessante: lançam álbuns sempre na sexta feira 13 e a mensagem desse álbum conceitual, Implications Of A Genetic Defense, é uma história futurista (não muito distante) sobre o impacto da ciência genética moderna na lei, ou na ausência da lei e justiça.
Dois novos membros se juntam aqui a banda: o baterista Eddie Shapankse e o guitarrista Troy Stetina que conta ainda com Dave Hover II nos vocais, Jeff Konkol nos teclados e D. R. Burkowitz no baixo.
O álbum todo se segue por um clima sombrio denotando desespero, agonia; uma estória intrincada, pesada, porém interessante, poderia muito bem ser trilha sonora de um filme de ficção suspense.
As músicas, como todo álbum conceitual, têm varias passagens (aclimatações) conforme segue a estória, indo de bases arrastadas e pesadas (com timbres das guitarras realmente pesados) até de passagens mais melancólicas só com teclados mas uma coisa é praticamente comum durante todo o álbum: a sensação de desespero e drama que o vocalista e as composições transmitem ao ouvinte o que torna, apesar das muitas variações instrumentais, um álbum muito baixo astral.
Os músicos são excelentes (todos eles) e a banda oferece muitas passagens de difícil execução, andamentos quebrados, muitas variações de tempo, etc, apesar de que o vocalista soa meio monótono o tempo todo. É um álbum para se ouvir completo de uma só vez acompanhando a estória pelo encarte já que se trata de um álbum conceitual e por isso uma faixa é a seqüência da anterior mas mesmo assim, apesar dar várias variações rítmicas e instrumentais das composições, as mesmas carecem de climas diferentes que um álbum conceitual completo possa existir tipo: partes de balada, interpretações do vocalista em tons mais altos fazendo contraponto aos tons mais graves e variações de timbres (com exceção a faixa 9, Epiphony´s Flight).
E por isso tudo acima citado, apesar de vários ingredientes básicos para um bom álbum (boa produção gráfica e áudio, bons músicos, estória interessante, riqueza de arranjos das músicas, etc) o álbum ainda soa um pouco monótono, principalmente nas vocalizações.
(Fred Mika)
Site da Unicorn Digital: www.unicorndigital.com
Mais de trinta anos de carreira e “prá lá dos sessenta” de idade,Ronnie Padanova, ou como é mundialmente conhecido e cultuado pelos fãs, Ronnie James Dio é um dos melhores vocalistas do Metal e do rock em toda sua história, isto ninguém discute ou ousa discutir, sua voz maravilhosa, sua presença de palco e seus chifrinhos com a mão (no dvd ele explica que o simbolismo do gesto não tem nada de satanismo estúpido como os estúpidos e desavisados podem pensar!) tornaram-se marca registrada e motivo de respeito por muitos.
Gravado em 22.10.05 em Londres o álbum traz na integra o clássico debut de sua carreira solo, e título deste álbum duplo, além de “One Night In The City” e “We Rock” (que fecha o show) mais alguns clássicos de sua época de Rainbow e Black Sabbath em ótimas versões, não somente pela sua voz e interpretação, mas também pelo excelente time de músicos - Doug Aldrich (gt, que substituiu Craig Goldie poucos dias antes devido à uma enfermidade) veterano baixista Rudy Sarzo (que timbre lindo!) batera Simon Wright e tecladista Scott Warren que debulham magistralmente no instrumental, prova inconteste que vale mais um Dio do que dez Ozzys (hehe...)
(Eduardo de Souza Bonadia)
Raras são as lendas vivas que podemos ver e ainda cultuar. Ronnie James Dio é um deles. Talento em estado concentrado, um feeling e poder vocal que muitos gostariam de ter e uma grande influência em vários nomes do heavy metal atual.
Este clássico disco de 1983 teve como comemoração de 20 anos este relançamento remasterizado com uma entrevista feita em julho de 2005 por Paul Suter no estúdio de Dio.
O que falar de um clássico do heavy... Dio é simplesmente indescritível e totalmente conhecido do publico, Vivian Campbell apareceu na mídia pela sua grande performance neste disco, Vinnie Appice e Jimmy Bain fazem uma cozinha sonora do mais alto gabarito.
Holy Diver é uma obra que enche os olhos com o melhor do que se pode imaginar em heavy metal clássico, peso, ritmo e excelentes vocalizações são a cara do disco. Stand Up And Shout, Holy Diver e Rainbow In The Dark são algumas músicas conhecidas. Straight Throught The Heart e Shame On The Night mostram o que é metal pesado dos anos 80 com Dio e Campbell arrasando como em todo o disco. Com certeza Holy Diver é um disco que todos tem que ter na sua coleção.
Obs: A versão importada trás as letras manuscritas por Dio no excelente encarte.
Lineup:
Ronnie James Dio - Vocals, Keyboards
Vinny Appice - Drums
Jimmy Bain - Bass, Keyboards
Vivian Campbell - Guitar
Musicas:
01. Stand Up And Shout
02. Holy Diver
03. Gypsy
04. Caught In The Middle
05. Don’t Talk To Strangers
06. Straight Throught The Heart
07. Invisible
08. Rainbow In The Dark
09. Shame On The Night
10. Interview With Ronnie James Dio
(Bob Riot)
O selo canadense é especialista em lançamentos na linha do rock progressivo e eis aqui mais um, o trio Direction, outra banda canadense de rock progressivo formada em 2002. As influências musicais do Direction vão desde o rock progressivo mais elaborado na linha do Rush, Yes e Styx, patê outros mais viagens como o Pink Floyd. Há ainda elementos que lembram a fusão do rock progressivo com o pop rock mais elaborado como, por exemplo, o Gênesis e por fim, em algumas partes mais pesadas, há certa influencia até do Led Zeppelin.
Uma fato peculiar é que as letras são escritas em francês (parte do Canadá fala francês e isso não é surpresa) mas por outro lado, pode até oferecer certo empecilho se abanda iniciar uma carreira internacional de verdade.
Est já é o quarto álbum de estúdio do Direction e conta com excelente produção. É um estilo que exige bastante dos músicos, em relação ao baterista há inúmeras quebras de andamento, mudança de ritmos, várias viradas e arranjos e sem falar que a dinâmica nesse estilo é imprescindível, pois há varias aclimatações também então cada parte deve ser devidamente estudada e com a pressão certa para transmitir a parte musical em questão com o feeling certo ao ouvinte e quando se trata de álbum conceitual (a maioria deles no rock progressivo) isso ainda é mais exigido. Então destaque para o mestre das baquetas Jean-Claude Tremblay. Mas o Direction não para por ai, vários arranjos complexos e espirituosos são produzidos pelo tecladista e também guitarrista Marco Paradis e, para acompanhar o baterista, o baixista tem de ser outro musico bem versátil em seu instrumento e é o que o baixista (e vocalista) Serge Tremblay.
O rock progressivo, apesar de exigir bastante dos músicos (especialmente dos bateristas e tecladistas) não oferece vocalistas tecnicamente perfeitos como no caso do hard rock e do heavy metal tradicional. No rock progressivo, usualmente, o vocalista serve apenas de ponte entre as partes instrumentais. Os bons vocalistas são aqueles que sabem imprimir sua interpretação, sabe transmitir sua alma em um complexo arranjo instrumental.
Como disse, são oito composições no idioma francês, “Mémoire Privée”, “La Fuite”, “Capsule”, “Touriste Urbain”, “Naufragé”, “Soldat”, “Soldat (Finale)” e “Dernière Issue”, mas uma coisa chama a atenção em se tratando de rock progressivo; as musicas são curtas, há apenas duas mais compridas, “Soldat” e “Dernière Issue” (a primeira com quase doze minutos de duração e a segunda com cerca de oito minutos), mas isso não quer dizer que as faixas carecem de arranjos e outras passagens, eles apenas distribuíram suas idéias ao longo do álbum.
Resumindo, é um som bem feito, muito complexo, muito bem arranjado apesar de que o vocalista não tenha nada de excepcional. É um play muito bem produzido. Mas por outro lado é muito bem definido dentro do rock progressivo (deve agradar somente fãs desse estilo, pois esta por demais característico e não abre com influencias a outras áreas como faz o ELP que invade o terreno erudito, ou o Yes que é um som bem versátil e empolgante, ou o Rush que invade o hard rock ou mesmo o Eloy e o Nektar que invadem o rock n´roll). Portanto, mesmo do intrincado mundo do rock progressivo, essas bandas citadas sabem ainda adicionar sentimento que falta um pouco ao Direction.
Não sei também se fizeram uso do francês para fugir aos clichês ou se para valorizar o idioma pátrio, mas isso acaba por não gerar certo clima na musicalidade da banda. De uma forma ou de outra, os fãs de rock progressivo que analisam mais o aspecto instrumental devem gostar, pois está muito bem feito, mas se você analisar como um todo (fã de rock progressivo ou não) verá que falta o elemento empolgação oriundo do feeling.
(Fred Mika)
Site: www.legroupdirection.com
Site da gravadora: www.unicorndigital.com
Banda de Israel, formada em 1996, a partir da amizade de três colegas de escola, Raffael Mor (guitarra/vocal), Benny Zohar (guitarra) e Ori Ehsel (bateria). Mais tarde se juntaram ao grupo a vocalista Miri Milman e o baixista Guy Shalom.
Baseados num som doom/death metal melódico, com lead vocal feminina acompanhado de vocais guturais masculinos, é a marca do grupo. Alias, Miri tem uma linda voz, às vezes, remetendo a comparação de harmonia do Evanescence, mas isto não tira os seus próprios méritos.
O contraste, entre as vozes, dá muita ênfase na música, dando um toque muito interessante à mesma. Algumas composições mais trabalhadas como “Memorial” e “In Your Speed” tem mais de 7 minutos, mas não se tornam chatas pelas várias mudanças de ritmo colocadas.
“Flesh And Blood”, destaque para a percussão e ritmos diferentes, “Sometimes”, início de balada e vai aumentando o clima, com peso e bases rasgadas, “Redemption”, outra canção bem trabalhada.
“Illusive”, grandes viradas de batera, “Children Of Fall”, interessante backing vocals entre o harmônico e o gutural, “Is It The Wind”, batidas death e doom, misturadas com o progressivo.
A capa do disco é chocante, bem agressiva e já diz tudo por si só, como se trata de um disco promocional não deu para ter idéia do encarte que virá com a produção definitiva, mas deve seguir pelo mesmo caminho. Death melódico para não faltar na discografia dos apreciadores do estilo.
(Bob Riot)
Site: www.distortedband.com
Quando foi formado em 1998, o Derdian não tinha idéia de que sua banda cover de thrash metal se tornaria uma plataforma para criação de mundo mitológico preenchido de vilões e heróis. Com o sucesso de seu primeiro disco, New Era Part I, lançado em 2005, com excelente repercussão em seu país nativo, a Itália, e no resto da Europa. O New Era foi somente o primeiro de uma série de álbuns que iria mostrar os eventos ao redor do povo de Derian, uma lendária fortaleza.
War Of The Gods é a continuação desta saga de aventuras, heróis, vilões e deuses. Talvez nada seja, tão heavy metal quanto aventuras épicas, apesar de alguns já estarem cansados deste temas, sempre despertam interesses por muitos fãs ao redor do mundo.
Esta banda de Power Metal é muito competente no que faz, começando pelo vocalista Joe Caggianelli (o cara canta muito), e passando pelo outros componentes, Henry Pistolese (guitarra), Dario Radaelli (guitarra), Marco Garau (teclado), Fulvio Manganini (baixo) e Salvatore Giordano (bateria).
Instrumental impecável, excelentes ritmos e harmonias vocais muito bem elaboradas, algumas vezes com backing vocal lembrando algumas bandas alemãs. Músicas de destaque: “Why”, uma das mais bonitas músicas que ouvi ultimamente, de arrepiar..., “New Era”, música daquelas que pega você pelo braço e faz você tocar sua guitarra imaginária. “I Dont Wanna Die”, outra música com refrão contagiante e ritmo cativante, assim como “The Hunter” e “War Of The Gods”.
Um disco sem muitos comentários, power metal de primeira, pode conferir.
(Bob Riot)
Site: www.derdian.com
Rapture of the Deep é um típico álbum de rock n’ roll. Não tão impactante como Bananas, mas vai agradar em cheio todos amantes do estilo. Ao ouvir faixas como "Money Talks", "Girls Like That" e "Wrong Man", as três primeiras músicas deste trabalho vão mostrar a diferença deste CD. A nova fase da banda, em sua formação Ian Gillan (voz), Steve Morse (guitarra), Ian Paice (bateria), Roger Glover (baixo) e Don Airey (teclado) -, é marcada pelos riffs de Morse, que influenciam profundamente o estilo das composições, por diversas vezes lembrando, até demais, os trabalhos solo do guitarrista.
Gillan continua impecável, interpretando de forma magistral as 10 faixas de Rapture of the Deep, que tem em um de seus maiores destaques a música de mesmo nome, um épico com influências orientais de seis intensos minutos. "Back to Back" e "Junkyard Blues" mostram como Paice e Glover ainda seguram o ritmo de forma pesada. Pela idade média dos integrantes, beirando os 60 anos, é ainda mais impressionante a performance individual dos músicos. Mesmo a mágica de discos como Machine Head, Fireball, Burn ou In Rock não estando mais presente, Rapture of the Deep é estimulante e atual.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.deep-purple.com
Formado por Mário Pastore (Vocal), Patrick Graue (Guitarra), Theo Vieira (Baixo), Alexandre Callari (Bateria) vem em seu segundo trabalho primeiro com Mario nos vocais, e já pela abertura com “On The Cross” que tem um clima épico e apoteótico, com várias nuances e passagens, vemos que estamos diante de um ótimo trabalho. “Life Goes On” denota o caráter conceitual da obra. O conceito aliás, “viver na fantasia”, ter a ficção como pressuposto da sobrevivência, é um grande tema que aqui muito bem abordado . Logo, impossível não parabenizá-los por tão corajosa e acertada escolha.
Definir o estilo de uma banda é muito difícil nunca se pode dar a exata completude daquilo que compõe a sonoridade de um grupo, que usa tantas influencias como este, mas posso dizer que fincam forte o pé em um Heavy Metal forte e com muita pegada, com um toque melódico, principalmente pelos excelentes vocais de Mario, que passeia por várias influências. “L.I.F” é muito forte e poderia ser escolhida como música símbolo deste trabalho. “Battle Field” e “Save Me” mostram a homogeneidade das compposições . Por fim, a cadenciada “My Shadow Plan” (repare no timbre inicial da guitarra) encerra uma obra que certamente é um dos melhores lançamentos nacionais do ano.
E é por tudo isso, por tamanha qualidade e competência musical, por atingir praticamente a nota máxima em aspectos como letras, conceito, produção e arte gráfica (um show de Rodrigo Cruz) e por chegar ao segundo trabalho com tal poderio que você tem motivos de sobras para conferir este álbum e claro, ir aos shows da banda. Boa sorte ao Delpht.
(Adriano Gandolfi)

Este grande guitarrista, que no Savatage consegue impor todo seu estilo e melodia, vem mostrar seu trabalho solo neste material duplo, posso garantir que agradará a fãs do Savatage, pois suas composições bebem diretamente nesta fonte.
Ao longo das dezesseis faixas do primeiro cd, temos momentos muito interessantes, sendo as minhas prediletas Music Man, que tem toda a cara de Savatage, aliado a muita influência de Queen, Remember outra faixa mais passional, Abandoned e Never.
Estes destaques na minha opinião não tornam as demais faixas dispensáveis, pelo contrario, fãs do Savatage irão se deliciar de ponta a ponta com este material, e eu ainda nem falei do segundo cd, que adivinhem lembra... é claro Savatage, já ouviram, a frase, mais do mesmo, pois é aqui esta a demonstração, e isso não é ruim, pois tem muita qualidade e homogeneidade em suas composições. Indicadíssimo para fãs do gênero.
(André Luis Cardoso)
Site: demoniciduth.cjb.net
MySpace: www.sabbatariam.tk
Grupo estadunidense de Progressive Metal, focado em letras com teor mitológico egípcio, devido à nacionalidade de Aziza Amy Poggi (vocal/teclado). O disco conta ainda com Mike Fatzinger (baixo), Steve Wethy (guitarra) e Justin Lee Dixon (bateria). Recentemente foi acrescido mais um guitarrista à banda, Paul Stein, e houve a saída do baixista Fatzinger.
Assinaram contrato com a KillZone Records e receberam vários prêmios em sua carreira iniciada no ano de 2004, sendo uma das mais vendidas entre as que tem uma mulher como frontman, conforme a distribuidora Sonic Cathedral, especializada em bandas com vocais femininos. Algumas músicas foram licenciadas para alguns filmes e projetos de TV como Monsterz Balls (versão de “In The Hall of Montain King”), Broken (com duas músicas, onde Aziza também participa do filme), Terra, New Directions, Perception, The Devil’s Eyes e outros.
A sonoridade do grupo tem um pouco do Gothic Metal devido aos temas obscuros, e os teclados aliados aos vocais femininos, músicas com bom trabalho instrumental da cozinha, com bons momentos do batera e baixista, como em “Rage”, “Symphony” e “Isis”, guitarra pesada mas sem riffs desconcertantes e solos técnicos, sem transcender ao virtuosismo. Aziza tem bom desenvoltura vocal e com características melódicas do heavy tradicional, sem os lirismos que hoje em dia são desenvolvidos pelas bandas de prog metal com vocalistas femininas.
O destaque do grupo é que, pela trajetória de divulgação de sua música, tem muito para dar certo e colocar seu nome no meio das bandas mais conhecidas dos Estados Unidos.
(Bob Riot)
Site: www.dendura.com
MySpace: www.myspace.com/denduraband
Guitarrista rodado, que já tocou com Jean Luc-Ponty, Gênesis e alguns de seus ex-integrantes como Phil Collins e Mike Rutherford. Influenciado desde criança por nomes do Jazz como Howard Roberts, Wes Mongomery e nos anos 60 por Jimi Hendrix, Larry Coryell e John McLaughlin.
Fez sua primeira grande tour em 1975, com 22 anos, acompanhando Jean Luc-Ponty tendo gravado quatro álbuns com o músico. Em 77 conheceu Rutherford quando se envolveu com os membros do Gênesis tendo participado da composição de várias músicas com os ex-integrantes.
Em 1987 começou sua carreira solo e lança agora seu oitavo disco. Álbum instrumental calçado na sonoridade do jazz-rock lembrando muitas vezes os bons tempos do Dixie Dregs (leia-se, Steve Morse).
Alguns podem associar o álbum com o estilão Satriani, portanto os admiradores dos solos técnicos e harmonias de guitarra irão deixar a baba correr da boca.
Disco com boas composições como “Highland Hip Hop”, “Road Warrior”, “Deadline” e “Determined”. Ouvindo o disco cheguei a lembrar do grande Jeff Beck, que foi um dos primeiros guitarristas a fazer um som parecido, e com Jean Luc- Ponty, que também é um dos grandes nomes do jazz-rock. Como disse, é altamente recomendável para os fãs do gênero.
(Bob Riot)
Site: www.darylstuermer.com
Impressionante essa banda polonesa. Conseguem misturar de forma criativa e sem soar cansativo, alguns elementos que outras bandas usam e abusam de forma insossa e cansativa. Estou falando de voz feminina aliada a voz masculina gutural, instrumental sinfônico, bases rápidas letras tratando de vampiros e bruxas e um instrumental que viaja entre o black e o death metal e muito bem arranjado com passagens sinfônicas.
O grupo lançou seu primeiro álbum em 1997 quando ainda investiam em uma sonoridade mais black metal. Agora em 2005 retornam com o aclamado “Transkarpatia” que é considerado como o melhor trabalho da banda pela imprensa européia.
A partir da introdução do álbum, passando pelas atmosferas mórbidas que o grupo consegue criar chegando nas letras o ouvinte terá arrepios constantes com um trabalho muito bem executado. A produção está impecável e o responsável por isso é ninguém menos que Andy La Rocque (King Diamond).
Ouça “Vampiric Prose”, “The Burning Times” com a vocalista Nera dando um show de performance fluindo com naturalidade e suavidade entre a calmaria de sua voz angelical e mostrando potencia e agressividade no momento certo. A voz gutural/rasgada de Flauros é a combinação perfeita e encaixada nos momentos certos.
A parte sinfônica da banda não prejudica o peso do black metal e nem a velocidade é usado mesmo para criar o clima gótico e sombrio que as letras e o álbum transmite.
Se fizermos comparações com o som da banda é claro que alguns nomes serão obrigatórios como o Cradle of Filth no álbum Cruelty and the Beast. Outros destaques do álbum são: “Recurring Yell”, “Blackward” e “Labyrinth of Anxiety”, na verdade eu recomendo o cd todo.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.darzamat.art.pl
Bainbridge é guitarrista, tecladista, multi-instrumentista, arranjador, compositor, produtor e um dos membros fundadores da banda cristã de progressive celtic (se é que eu posso chamar desta forma) Iona.
Dave vem de uma família de músicos e desde os oito anos toca piano, e teve seu primeiro contato com a guitarra aos treze anos tendo aulas com o seu pai. Berço musical e experiência a o cara tem.
Veil Of Gossamer é o segundo álbum de sua carreira e foi lançado em 2004, seis anos depois de seu solo debut chamado “The Eye Of The Eagle” com David Fitzgerald (ex flautista do Iona) inspirado no livro de homônimo de David Adam, sobre espiritualidade celta, que participou como narrador em uma versão deste álbum.
Este álbum, boa parte instrumental, segue um pouco a linha já desenvolvida pelo Iona, flutuando nuances entre Joe Satriani, Pink Floyd, e música folk.
Grande momento lírico em “Until The Tide Turns”, é de arrepiar a interpretação cheia de feeling de Joanne Hoog (por coincidência também do Iona), “Star Filled Skies” e “The Everlasting Hills” parecendo uma trilha sonora de “Highlander”.
Bom disco para quem gosta de relaxar de vez em quando, deitado no escuro, ouvindo um bom rock progressivo.
(Bob Riot)
Site: www.davebainbridge.com
Dave Evans foi o primeiro vocalista da mundialmente conhecida banda australiana AC/DC, mas esta só começou a ficar conhecida com o vocalista seguinte, Bon Scott, morto em 1980.
Mas Evans foi expulso do AC/DC logo nos primeiros shows da banda, mudou de cidade e montou um grupo de hard rock chamado Rabbit, grupo esse que atingiu certa notoriedade local chamando a atenção da gravadora CBS que lançou dois trabalhos do Rabbit: Rabbit e Too Much Rock And Roll (sendo que esse teve uma grande distribuição, em países como Japão, Alemanha, Luxemburgo, Holanda, Finlândia, Suécia, Noruega e Dinamarca.
O Rabbit acabou em 1978 e Dave Evans continuou sua peregrinação; formou as bandas Dave Evans And Hot Cockerel no início dos anos oitenta e depois Dave Evans And Thunder Down Over em 1985. Com o final de ambas as bandas, Dave Evans seguiu por uma carreira solo praticamente desconhecida quando finalmente conseguiu fechar contrato com a gravadora alemã CM Records que lançou esse álbum, Sinner, e relançado mundialmente em 2006 pela Heart Attack Records.
Como acontece com vários ex-componentes de bandas famosas, Dave Evans em sua carreia solo faz um som semelhante ao AC/DC na fase Bon Scott (nos anos setenta), isso significa um hard rock visceral, com bastante energia e bases simples e diretas (power chords) tocadas no volume máximo.
O timbre do vocal de Dave Evans é algo como uma mistura de um Graham Bonnet menos técnico com Minoru Niihara da banda japonesa Loudness. Mas uma coisa que deve acontecer com Dave Evans, assim como acontece em maior escala com Paul Di`Anno (ex-Iron Maiden, e quanto a esse isso já é público e notório) é que, em suas cabeças, vão sempre ecoar o fantasma de suas ex-bandas famosas; seja na forma de auto-promoverem, seja na forma de fazer um estilo semelhante ou ainda na chateação do público nas questões embaraçosas ao comparar o som das bandas ou mesmo reportagens que sempre falarão dos seus passados nas suas respectivas ex-bandas famosas.
Sinner na verdade é um EP com apenas quatro composições, rock n´roll festeiro do começo ao fim, sem firulas, sem teclados, sem virtuosismo mas recheado de ânimo e energia (aliás, isso geralmente sobra em bandas como essas), além de estar bem gravado e bem mixado.
Indicado a quem curte esse hard rock visceral, para fãs de AC/DC, The Cult (fase Electric), Krokus e assemelhados, apesar de que essas bandas maiores continuam a serem melhores.
(Fred Mika)
Dave Justo é um guitarrista neoclássico virtuose bem na linhagem do inspirador mor desse estilo, o guitarrista sueco Yngwie Dave Justo lançou em meados de 2007 seu álbum Aura contendo dez composições. É um álbum praticamente instrumental com pequenos trechos apenas de vocalizações. Vamos a ele: A faixa “Stepping Stone” abre o disco, com bases pesadas e retas onde despeja uma profusão de arpejos, esta é uma das faixas em que há os vocais. É uma composição bastante interessante.
Depois temos uma adaptação para “Chopin Etute 10 Opus 1”, a técnica de Dave é realmente admirável, domina bem os quesitos velocidade e dinâmica como poucos. Nessa é só guitarra assim como também as duas seguintes, a sinfonia do gênio Johann Sebastian Bach, uma releitura para “Bach Sinfonia 15” e outra para “Bach Lute Suíte”. “Headbanging Hell” volta ao heavy metal tradicional com bases retas e arrastadas com arranjos interessantes. “Raw Inspiration” segue a mesma linha da anterior embora menos arrastado. Apesar das músicas serem nitidamente classificáveis como um heavy metal mais tradicional, o timbre do vocalista (que é o próprio Dave Justo) se assemelha muito ao de Mike Patton (Faith No More). Alias, Justo fez tudo nesse álbum, mixou, produziu, tocou todos os instrumentos, fez as letras, cantou e ainda gravou a si próprio.
“Headless Cross”, a faixa na seqüência, é um heavy metal rápido, com variações de andamento e bases e é outra composição instrumental com solos bem trabalhados. O neoclassicismo volta em “Empathetique”, uma música mais cadenciada onde o solo flui sobre uma base de piano, e onde apresenta dois andamentos distintos. “Herbies Heat” soa diferente das demais onde sons exóticos estão ao fundo da música bem como baixos bem distorcidos. Esta faixa é a única que Dave não compôs. No caso a composição é de Sean Hennessy Brose. ”The Dance Of Time” fecha em grande estilo, lindos links de guitarra fazem contraponto aos dedilhados, uma música com muita melodia, boa estrutura e excelente execução ao melhor estilo Uli Jon Roth.
É bom observar o crescente entusiasmo de jovens músicos para a música clássica fundindo esta com outros estilos e na quase totalidade ao estilo heavy metal. Por outro lado, o neoclássico com o rock pode apresentar uma armadilha comum se o músico não tiver certa dose de sensibilidade artística, a de oferecer músicas sem feeling baseando somente na técnica o que torna a música fria e muito chata de ser apreciada. Essa armadilha Dave Justo soube evitar com certeza, um ponto muito positivo pra ele.
(Fred Mika)
Site: www.myspace.com/baroque
Este é o auto-intitulado álbum de estréia de David Readman, vocalista do Pink Cream 69 e participantes de outros importantes projetos como Adagio, Missa Mercuria e Three – Andersen (André, Royal Hunt)/Laine (Paul/Danger Danger)/Readman. Seu disco solo, difere pouco de suas bandas principais, principalmente o PC69. Aliás, tanto ele como seu companheiro, Dennis Ward, baixista do PC69, ambos quando compõe e participam de outros projetos, trazem a sonoridade da banda, que redefiniu a sonoridade do Hard Rock nos anos 90! Mantendo a mesma qualidade de um disco de sua banda principal, Without You abre bem típica e característica, bem porrada nos seus moldes de Hard Rock. Já Evil Combination é mais lenta, sem ser balada, quase Progressiva, ficando a balada para Take These Tears. Em Don't Let It Slip Away volta o clima à PC69.
No Peace For The Wicked é arrastada e a balada volta com Long Way To Heaven, belíssima. Em Wild In The City volta o peso, remetendo aos outros projetos em que David e o próprio Dennis Ward (que produziu o disco) participam, bem gingada e melodiosa. A balada Gentle Touch (outra) vem num estilo mais Whitesnake, que modernamente Jorn Lande tem lapidado. A frieza do Hard europeu (e alemão) volta com Prisoner Of Shame. Já os violões para ouvir na estrada se repetem na dobradinha New Messiah e Over The Ocean, encerrando com a pianística Love In Vain. Ainda tem Don't Let It Slip Away como bonus multimedia video track. Imperdível!
(Adriano Gandolfi)
Uma coisa de se admirar no heavy metal espanhol é que fato deles não terem medo de cantar em sua língua, ao contrário de muitos outros países. Está certo que o espanhol soa muito bem no metal, mas isto não é o que importa, o fato deles não se submeterem ao conceito, de que a língua oficial do estilo se restrinja ao inglês.
O time originário de Ibiza em 2002 tem Marc Riera (lead vocals/guitar), Naima Cleuren (vocals/flute), May Crespo (bass) e Vicente Clemente (drums), tem suas influências em Iron Maiden, Metallica, Helloween, Gamma Ray, Judas Priest e Hamerfall entre outros grupos. Em 2004 lançaram seu primeiro disco intitulado Luz de Vida.
Falando no álbum, a introdução instrumental “Anochece”, com baixo inspirado em Billy Sheehan, dá a idéia do que se vai ouvir ao longo do disco e encaixando na maravilhosa “Mar de Sueños”. Em “Espíritus Del Desierto”, a flauta faz lembrar de Mago De Oz, com refrão marcante e forte, “Rompe el Conjuro”, pique rápido de clássico de metal com o baixo em destaque novamente, “Mundo Musical” é outra excelente faixa, com boas variações, “Sin Miedo” com riff massacrantes e viradas loucas, são só algumas das 14 músicas do disco, que inclui a bônus “Lake Of Storms”, a única composição do grupo em inglês. Heavy Metal clássico. mesclando Thrash e Power Metal, esta é a fórmula do Dark Elf e digamos, ficou perfeito. E para quem já gosta do estilo cantado em espanhol... sem comentários.
(Bob Riot)
Site: www.darkelfmusic.tk
MySpace: www.myspace.com/darkelfmusic
Ao todo este cd traz 7 músicas sendo 2 instrumentais. O trabalho é todo conduzido pelo líder da bando o guitarrista Mat Moliti, que comandou além das composições a produção do cd, e podemos dizer que se deu muito bem em ambos os aspectos, visto que Distant Tides mostra composições bem estruturadas seguindo uma linha speed/power, com alguns toques de melódico e muito peso nas guitarras, com palhetadas marcantes e riffs poderosos e certeiros, mais uma prova de Mat esta no caminho certo.
Para você ter uma melhor referencia sobre a banda o vocal esta a cargo de Jens Carlsson, vocalista do Persuader e Savage Circus, preciso falar algo mais??? O cara é muito fera e tem um timbre parecidíssimo ao de Hansi Kusch do Blind, que com certeza é uma das grandes influências do Dark Empire. Mas neste trabalho fica claro que Jens tenta se desvincular um pouco de seu ídolo seguindo linhas mais diversificadas, algo que lhe é permitido pela variedade composta por Mat. Realmente um bom trabalho de uma banda que se não é de todo original, mostra bastante versatilidade, grande criatividade e um inicio de busca por inovar. Boa pedida.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.darkempire.nu
Por incrível que pareça essa banda é – talvez com exceção de seu país natal, a Suécia – uma ilustre desconhecida do cenário metálico internacional, apesar de existir desde 1982! Fato este facilmente explicável porque apenas mais recentemente é que lançaram seu primeiro CD: justamente este Beyond The Shadows. Contando com Thomas Vikström (ex-Candlemass e Stormwind) nos vocais, a banda faz um Heavy que oscila entre momentos mais vigorosos (com passagens que remetem ao Power Metal e ao Metal tradicional) e momentos mais cadenciados e claramente influenciados pelo Hard Rock (por sinal o grupo flerta em diversos momentos com este estilo).
As composições – apesar de pouco inovadoras – são muito boas e empolgam com facilidade o ouvinte, demonstrando a grande capacidade e competência que o grupo como um todo tem para compor. Prova disso são, entre outras, as faixas Night Knight e Child Of The Night (bastante rápidas e pesadas), a balada Warrior, e as ótimas Power Of The Evil, Secret Journey, Leave No Traces e Break The Chains. Mas o grande destaque fica mesmo para Thomas Vikström e suas magistrais vocalizações, o que acaba por fazer definitivamente a diferença de qualidade do disco. Altamente recomendável.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Velho conhecido do cenário Death Metal Melódico – na verdade um dos ícones do estilo – o Dark Tranquillity está disponível agora nas lojas em versão “Deluxe”, contando além das faixas originalmente lançadas na época, com alguns interessantes bônus.
No caso de “The Gallery” de 95 o disco ganhou 5 covers: “Bringer Of Torture” (Kreator), “Sacred Reich” (S. Reich), “22 Acacia Avenue” (Iron Maiden), “Lady In Black” (Mercyful Fate) e “My Friend Of Misery” (Metallica). Já o disco “The Mind´s” de 96 ganhou como bônus 2 vídeos (“Zodijackyl Light” e “Hedon”) e 3 faixas originalmente contidas no EP “Enter Suicidal Angels” de 96 (“Razorfever”, “Shadowlit Façade” e “Archetype”).
O som do grupo é aquele velho conhecido, com Riffs pesados, muita melodia, vocais gritados e velocidade instrumental. The Mind´s no entanto difere um pouco de seu antecessor – The Gallery – por utilizar-se mais da afinação baixa nas guitarras, tendência que seria seguida inclusive pelas demais bandas do gênero de ali em diante.
Definitivamente itens obrigatórios para quem é fã destes suecos.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Em outubro de 1999, com a fusão de músicos de várias bandas de covers e originais, nasce a banda portuguesa Diesel-Humm! O grupo, ao longo de seus primeiros anos, vem excursionando como banda de abertura de Anger, Tambu, Tarantula, Skyclad e show em Portugal e Alemanha com o T-bone, Deadly Sin.
Este seu primeiro álbum conta com Luis Santos (vocal), Jimmy Rocha (guitarra), André Santos (baixo), João Dinis (bateria) e Ana Mota (teclado/violino).
Comentários sobre algumas músicas: “Harmonic Pain”, riff de guitarra tipo anos 80, baseado no metal tradicional, “Take Or Leave It”, música voltada para o hard rock, com um andamento rítmico legal, “Still Awake” segue o pique anterior, “One More Time” é uma balada que já tinha conseguido um relativo sucesso, quando apresentada em um programa de TV e, realmente, é uma música que certamente virará hit de rádio. “Monster Of Silence” tem uns efeitos estranhos que achei desnecessário, “(Stop) No More War” tem uma base calcada em Judas Priest que ficou legal, “Strange Soul” conta com elementos de metal industrial misturado com hard rock, “Look For The Promised Land” com teclado mais dançante e comercial, “Diesel What”, a mais pesada do disco lembrando o metal germânico melódico.
Fora a falta de solos de guitarra, limitados somente à harmonia, que parece ter tomado conta das bandas mais novas, a banda pode conferir bons momentos aos rockers mais jovens.
(Bob Riot)
Site: www.diesel-humm.com
MySpace: www.myspace.com/dieselhumm
Confesso que fiquei triplamente surpreso por este disco. Primeira, Desertor é uma banda de Hardcore, segunda, é uma banda cristã, terceira, nunca havia escrito sobre uma banda Hardcore. Meu editor me coloca em cada fria... rsrs. Pois bem, fico imaginando como seria o João Gordo ouvindo o Desertor, no mínimo ficaria intrigado e curioso. O que levaria um grupo de cristãos fazendo um som de singularidade agressiva, mandando mensagens diretas, criticas, mas de cunho positivista. Prova clara de que o Senhor, não só escreve certo em linhas tortas, mas também envia mensagens claras em sons barulhentos.
Falando do ponto de vista musical o Desertor tem a sonoridade dos grandes nomes do Hardcore como Ratos de Porão, mas também consegue colocar sua indignação contra os absurdos da nossa sociedade, indagando nossa mente sobre coisas comuns de nossa vida.
Ouvindo músicas como “Revelação”, “Divórcio”, “Cadeira de Rodas” e “Sem Terra” só pra citar algumas das 20 músicas do álbum, canções curtas e diretas.
A maioria das músicas são de autoria do guitarrista Pipe, que junto com os irmãos Torquetto, Ângelo nos vocais e Wellington na batera formam o núcleo do Desertor.Está aí um bom motivo para abrir os olhos e ampliar os horizontes.
(Bob Riot)
Site: www.desertor.com.br
No ano de 1998 na cidade de Torres (RS), começa a história desta banda que tem a proposta de unir o heavy metal ao rock gótico dos anos 80. Sua demo tape despertou o interesse do selo brasileiro Avernus Records culminando com o lançamento de seu primeiro disco, Eternal Dreams, em 2003, criando uma sonoridade chamada pelo grupo de metal instrospectivo.
Alguns problemas de formação se passaram até que se estabilizou no início de 2006 com Max Lima (vocal/guitarra), Elizeu Hainzenreder (guitarra), Rodrigo Fernandes (baixo) e Ricardo Giordano (bateria). Com esta formação, em fevereiro de 2007, lançam Tearful apostando num clima mais melancólico sem perder o peso característico do grupo. Em junho entra Igo Menegaz assumindo a batera no lugar de Giordano.
O Desolate Ways desenvolve um trabalho pesado com a sonoridade da guitarra, essencialmente heavy metal, vocal com harmonia e timbre parecidos com James Hetfield do Metallica, composições ao estilo obscuro do gótico misturados à algumas bases inspiradas no Black Sabbath. “Alone” e “Falling Down” são destaques pelo clima pesado, “My Pain” com um clima de anos 80 em seu inicio, e “I Try To Forget” são outras músicas para serem ouvidas alem das que estão no site do grupo no MySpace. Outra boa banda de Gothic Metal criada em nossas terras.
(Bob Riot)
Site: www.desolateways.com
MySpace: www.myspace.com/desolateways
A gama de possibilidades que existe em se mesclar estilos musicais dos mais diversos à distorção tão característica do rock pesado parece infindável. No caso do Desperados, o conceito é totalmente inusitado: mixar as estruturas musicais de canções do velho oeste norte-americano que já fazem parte do imaginário popular com o heavy metal.
O Desperados é um projeto solo do multi-instrumentista Alex Kraft (Onkel Tom Band), que conta com o vocalista Tom Angelripper (Sodom) para ser seu principal parceiro neste registro. Completando a seção de músicos foram convidados Volker Liebig (baixo), Peter Knapp (guitarra telecaster) e Olly Lampertsdörfer (bateria). Lançado inicialmente em 2000, o CD soa bastante contemporâneo.
O resultado é pesadíssimo na grande maioria das canções, mesmo havendo a inclusão de instrumentos como harpa, bandolim e banjo. Toda a temática do encarte é voltada ao velho oeste, com letras narrando muitos eventos reais ocorridos e inclusive com fotos de grandes personalidades deste período.
Tiros, cavalos, carroças e outros sons do gênero se misturam com as faixas densas, quase power metal e com as vocalizações agressivas de Tom, como em “Gomorrah Of The Plains”, ”Gone With The Winds” e “Devil´s House”. Já com maior influência das canções de trilhas sonoras de filmes do velho oeste temos “Rattlesnake Shake” e a espetacular “My Gun And Me”, onde as vozes se dividem entre Tom e Onkel num dos grandes momentos do CD. Se você gosta de novidades este é um bom pedido.
(Adriano Gandolfi)
Surgido como um projeto para “diversão” dos seus componentes com o intuito de mesclar o metal com influencias do country norte-americano, não aquele pop e insosso dos dias atuais,mas ritmos mais puros, bem no clima “far west” de velhos filmes e seriados como Bonanza,Bat Masterson,etc, tanto em ritmos como em termos líricos, acabou tornando-se algo mais sério e concretoà partir do momento que gravaram o debut, The Dawn Of Dying, que contava com Tom Angelripper(Sodom) nos vocais, além de músicos que o acompanhavam em seu projeto paralelo?
Sem Tom e em nova gravadora, temos agora Dennis Ward (Pink Cream 69) nos vocais que deu um ar mais “cowboy” às interpretações e narrativas, chegando a lembrar algumas vezes até mesmo o falecido Layne Staley do Alice In Chains e Ian Astbury do The Cult ,e o instrumental que está mais pesado e mais trabalhado, com partes e riffs que nos remetem ao Black Álbum do Metallica, além de adicionarem com maestria e sapiencia mais elementos acústicos que dão um clima de saloon enfumaçado e duelo na rua às boas composições, com letras que dão uma certa ênfase ao duelo acontecido no curral O.K.(leia o encarte e/ou procure um bom livro de história norte-americana), chegando a soar como um álbum conceitual, e aliado à uma produção profissional.Se você gostou do primeiro cd, este vai agradar-lhe também.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.desperadoz.com
Deventer é uma banda independente proveniente de Campinas/SP que faz um rock progressivo com alguns toques de modernidade (no caso aqui os vocais com certa influência dos anos noventa de bandas como Pearl Jam e de outras mais pesadas que pendem para o heavy rock).
O The 7th Dimension é um álbum conceitual. A faixa introdutória é a esquisita instrumental “Birth” para logo entrar nas temáticas como “A Paradox Of Self Destruction”, uma composição de onze minutos, que após uma introdução mais pesada e arrastada caiu num quase silêncio para voltar a ficar encorpada logo após e com muitos teclados sempre servindo de apoio as bases de guitarra. Como toda banda de rock progressivo que se preze, há todos os ingredientes próprios do estilo como faixas longas e sub divididas em outros títulos, vários arranjos nas músicas, narrativas, longas partes instrumentais e tema conceitual (uma coisa interessante é que colocaram datas dos anos antes das faixas para significar o ano que acontece cada uma, por exemplo: esta faixa se passa entre 1982 a 2002, mas, ao final dela, avança até o ano de 2016).
Continuando no álbum temos então “Life” (que se passa em 1997) e se inicia com um belo dedilhado, mas logo entra bases mais pesadas e o teclado aqui se faz presente. É uma faixa arrastada e quebrada exigindo bastante da dupla baixo/batera além, é lógico, do tecladista. A faixa tem quase oito minutos onde a história dramática do cd se desenrola.
A próxima, “The Meeting” (2002) já tem um tom mais melancólico, igualmente comprida como a anterior (oito minutos), porém varia o instrumental entre muitas passagens diferentes durante a música.
“The Longest Day” (2002) tem quase dezoito minutos, porém esta é sub dividida em “Sorrow” (uma composição instrumental leve e bem melancólica fazendo jus ao título) sendo complementada pela sub faixa “Sounds In The Void” (quase que uma narrativa). Temos na continuação, “Falling Skies” (esta já mais longa com mais de seis minutos), uma faixa que apesar de continuar na melancolia habitual apresenta mais elementos como a profusão de arranjos e é bastante climática com inúmeras nuances.
Para fechar “The Longest Day” temos então o último sub título da mesma, “Depression”, ao contrário do que o título possa sugerir, é uma das faixas mais animadas do álbum, bem arranjada e diversificada com excelentes interposições de teclados e andamento e em algumas partes até caindo para o heavy metal e onde todos os integrantes esbanjam virtuosismo.
Por fim, fechando o álbum, temos “The Secret Of Your Power”, pra variar, mais uma faixa bem longa com quase nove minutos e é a mais pesada do álbum. Dessa vez, apresenta bases retas e bem encorpadas, sendo que outras vezes há quebra de andamento bem ao estilo Pantera. No final, até o uso de scratch foi acionado.
Destaque para a grande qualidade dos instrumentistas todos: Caio Teixeira (percussão), André Gabriotti (baixo), Danilo Pilla Assumpção e André Marengo (ambos guitarristas) e Hugo Bertolaccini (teclados). Não se pode negar que todos são instrumentistas bastante profundos em seus conhecimentos musicais e domínio instrumental.Destaque também para a arte gráfica que é literalmente uma viagem.
É uma álbum bem eclético, em que se predomina o rock progressivo mas como disse, há varias passagens que engloba outros estilos, mas está muito bem estruturado e mixado.
(Fred Mika)
Site: www.deventter.com
Cada dia me surpreendo com vários grupos brasileiros que tenho ouvido. Fiquei disperso diante do cenário musical nacional por algum tempo e nem imaginava quanta qualidade e originalidade, porque não dizer também ousadia, de várias bandas.
A definição de Diapasão, segundo o Wikipedia, é um instrumento metálico, em forma de forquilha, que serve para afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura. Bem, afinação é o que não falta neste trio mineiro de rock progressivo formado pelo pianista/tecladista Rodrigo Lana, o baixista/violonista Gusavo Amaral e pelo baterista Fabiano Moreira.
O álbum instrumental trás a tona a qualidade dos músicos mineiros muito conhecida, mas poucas vezes lembrada. Doses renerosas de jazz, rock, música erudita e MPB numa mistura ideal para o rock progressivo, e que só algum músico brasileiro pra fazer tal coisa com tanta competência.
Faixas como “Diapasão”, prog com alternâncias melódicas e rápidas, “Som do Brasil”, lembrando os bons tempos do progressivo mineiro do 14Bis, “Rock Espanhol”, piano no estilo rock’n’roll/blues, “Noite a la Caipirinha”, outro prog de arrebentar com muito virtuosismo.
Para os afeitos do progressivo que quiserem conhecer e prestigiar o som da terra podem acessar o site do grupo e ouvir alguns trechos das músicas. Vale a pena.
(Bob Riot)
Site: www.bandadiapasao.com.br
Novo disco ao vivo da banda de cosmic-prog alemã, DICE, o quarto registro ao vivo já realizado pelo grupo desde seu início em 1979. Grupo liderado por Christian Nové (vocal/baixo/guitarra/mellotron) conta ainda com Henry Zschelletzschky (teclado/backing), Peter Viertel (guitarra) e Thomas Bunk (bateria).
As músicas do disco ainda não tinham registro ao vivo como “Welcome To The Future” e “Virus” (If The Beatles Were From Another Galaxy-2004), “The Gates Of Heaven” e “Cloud Freedom” (Time in Eleven Pictures-2005), “Brainstorming” (Without vs. Within Pt. 1-2006), “Nightmare” “(Nightmare-1997), “21st Century Space Blues” e “Things Are Getting Better” (Waterworld-2002).
Com uma gravação muito boa, o clima proposto reproduz a atmosfera psicodélica que envolve o show do grupo, excelentes instrumentistas, com a voz de Nové soando como um Bob Dylan às vezes David Byrne (Talking Heads), do progressivo, destoando, creio que propositalmente, da técnica e feeling desenvolvido nas composições. Rock progressivo para quem curte o gênero.
(Bob Riot)
Site: www.dice-band.de
Décimo Segundo trabalho do quarteto alemão - Christian Nove (v, b, rh gt, mellotron), Henry Zschelltzschky (tecl, bv), Peter Viertel (gts), Thomas Bunk (bat), que desde o início de carreira sempre se caracterizaram por tocarem Rock Progressivo sem influências metálicas e talvez devido à isso pouco conhecidos fora deste cenário musical mais introspectivo e menos comercial.
Desta vez gravaram seis novas e longas composições com letras em inglês, bem “viajantes” e com clima setentista bem peculiar; sendo que seus componentes não ficam enrolando com masturbações sonoras de auto-indulgência.
As músicas têm uma boa dose de feeling, sensibilidade, melodias muito agradáveis enchem nossos ouvidos a cada momento, nunca soando chatas ou soporíferas, sendo que em alguns momentos a parte instrumental nos faz lembrar de momentos inspirados do Pink Floyd, além de contar com uma produção limpa e brilhante. Fãs de Prog Rock vão se deliciar. Contatos: c/o F.A.N. Verlag GmbH, Mendelssohnstr.3, D-04109 Leipzig, Germany (Alemanha).
(André Luis Cardoso)
Site: www.dice-band.de
Dice divirta-se você fara uma viagem através do seu espaço interior. Esta é a frase que ilustra o CD Without Vs. Within Pt. 1., mas o que isso significa? É totalmente filosófico e espiritual. E esta é a complexa temática do cd que faz algumas colocações interessantes e colocam a cabeça para funcionar.
Temática a parte a banda composta por Christian Nove, lead vocals, bass, rhythm guitars, mellotron, Henry Zschelletzschky - keyboards, background vocals, Peter Viertel - lead and rhythm guitars e Thomas Bunk – drums, fazem um som até certo ponto complexo e bastante progressivo.
De qualquer forma o som do Dice que já tem 13 trabalhos em sua carreira, mostra em meio a muita psicodelia um trabalho forte no quesito instrumental, mas com uma necessidade de maior desenvolvimento na parte vocal. Um ponto de destaque é o trabalho de guitarras executado com muita técnica e feeling.
No total temos 59 minutos de muito prog e de muita psicodelia, se você não curte um destes items, não chegue perto, porém se é fã pode correr atrás.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.dice-band.de

Temos aqui cinco composições do álbum promocional do grupo Dive gravadas em 2007 na cidade de Nova Iorque. São músicas (pop rock) com estrutura moderna onde se vê, ainda que remotamente, influências do pop rock mais antigo, do pop punk/hardcore, do rock n´roll e ate do grunge e do new metal.
É o que a garotada de hoje curte; musicas com muita energia, vocais elétricos (e nesse tipo de som há muita letra nos compassos e isso faz com que os vocais sejam bem corridos mesmo que a música, como um todo, não seja) e ausência de solos de guitarra e quando os tem, são muito simples e com melodia colada a guitarra base. Na verdade a guitarra base não é tão pesada assim (muitas vezes estão livre de distorções), mas sempre tocada de maneira elétrica.
A primeira faixa, “Breaking”, apesar desse som (que corre com os vocais) ainda consegue apresentar e dosar bem a melodia do mesmo. Já na segunda faixa, a faixa titulo desse demo-EP, já mostram um som mais rápido, mas se valendo das mesmas características dessa estrutura musical.
A seguinte, “All I Know”, já apresentam mais fortemente uma textura oriunda do new metal, isto é, peso nas partes instrumentais, dedilhado nas partes vocais e por fim a musica encorpa nos refrões. Solos praticamente inexistentes.
A próxima faixa na seqüência, “Change”, já é mais dramática, um pouco mais arrastada e com vários vocais sobrepostos. E por fim fecham com uma já mais new-metalmente definida (embora o vocal não cometa os exageros de gritos tão comuns ao estilo) que, alem das características da terceira faixa que citei aqui, esta já possui um ritmo mais quebrado.
A produção esta muito boa, tudo aqui é bem audível, não há exageros e deve agradar em cheio aos apreciadores do estilo e a moçada mais nova, mas não quem gosta de analisar a parte instrumental, quem gosta de muitos arranjos, quem gosta de curtir um solo ou de um vocal mais trabalhado. Resumindo, é um som para a moçada que cresceu ouvindo bandas da segunda metade da década de noventa em diante.
(Fred Mika)
Site: www.divemusic.net
Surgido primeiramente como um projeto descompromissado por amigos da mesma cidade e bairro, acabou tornando-se sério depois que gravaram e lançaram este cd obtendo um recepção acima do esperado, também pudera, os amigos são nada mais nada menos que Chuck Billy (Testament) Steve “Zetro” Souza (ex Exodus/Legacy), baixista Willy Langenhuizen (Laaz Rockit) guitarristas Andy Billy (Sacred Dog, Rampage, Guilt) Greg Bustamante, Steve Robello (Out Of Control) Phil Demmel (Machine Head, ex Vio-lence), baterista Danny Cunnigham além da participação de outros músicos, incluindo o batera do Tesla, Troy Lucketta e a produção/engenharia por conta do experiente Vincent Mojno.
Como não poderia ser diferente, afora nas versões quase fiéis às originais de Iron Fist (Motorhead) Cold Sweat (Thin Lizzy) e Lights Out (Ufo), um pouco mais “nervosas” que as originais, temos uma avalanche de thrash metal Bay Área como há muito não ouvíamos vindo de terras estadonuidenses, composições mais cadenciadas e menos direcionadas à rapidez, com aquela coleção de riffs matadores poderosas e um convite ao headbangin furioso, e as rodas de pogo em shows (moshpits); Chuck alternando vocalizações bem guturais lembrando seus tempos do álbum “Demonic” alternando com Souza e seus vocais de “pato Donald thrash” - ótimos e o instrumental preciso e vigoroso, sem o desleixo que poderíamos esperar de um álbum que foi gravado inicialmente por pura diversão. De negativo somente a enrolação no final com hinos indígenas que só Chuck poderia explicar(ele tem sangue indígena). Não deixe de conferir este clássico!!!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.dublindeathpatrol.com
MySpace: www.myspace.com/dublindeathpatrol
A competência e qualidade musical de Andria Busic (voz e baixo), Edu Ardanuy (guitarra) e Ivan Busic (bateria) são indiscutíveis, aliado a presença de inúmeros convidados - inclusive o pai dos irmãos Busic - somente vem tornar “Listen To The Doctors”, um grande trabalho. O trio deu sua interpretação as músicas agregando com vinhetas e passagens instrumentais excelentes, como em “Dr Feelgood” (Motley Crue) e na própria faixa de abertura, “Calling Dr. Love” (Kiss), com a presença de uma voz feminina dando uma força e com uma grande interpretação de Andria, que conseguiu em todas as faixas ter uma variação incrível.
Este CD agradará a diversos fãs de gêneros distintos, merecem um destaque específico “Doctor Doctor” (UFO) e “Just What The Doctor Ordered” (Ted Nugent), que ficaram ainda melhores que as originais. Resumindo Em suma, um trabalho descontraído e pegajoso, que mostra o ecletismo da banda tocando hard, metal, acústico e... jazz!Por fim, o trabalho gráfico de “Listen To The Doctors” é com certeza o melhor da discografia da banda. Acabamento em digipack e uma série de ilustrações que se completam com a proposta das canções.
Grande pedida.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.drsinonline.com
Considero o Dr. Sin uma das melhores banda de heavy rock do Brasil sem levar em conta estilo pois vejamos: excelentes músicos, repertorio e músicas bem criativas, bem elaboradas, bem construídas, etc. Sem duvida, entram no top 5 mesmo se englobarmos bandas de todos os estilos existentes.
E é com gratificação que temos aqui o mais recente álbum dessa magnífica banda, Bravo, que trafega pelo hard e heavy metal com muitas influências do prog metal.
É realmente um grande álbum (grande em todos os sentidos porque nada menos que dezesseis musicas estão nele), com boa produção gráfica, varias fotos, letras, ficha técnica, agradecimentos, etc, tudo bem detalhado. Interessante a contraposição de cores, enquanto toda a capa, encarte interno e fundo são no preto e branco, as fotos dos integrantes, e somente elas, são coloridas.
Em relação à parte musical, há inúmeras passagens dentro de cada música, com varias aclimatações, quebra de tempo e andamento e inúmeros arranjos, realmente um esbanjamento de técnica e bom gosto. Ivan Busic é um dos melhores e mais inventivos bateristas da cena do rock brasileiro e for export; criativo ao extremo e em Bravo (como nos outros trabalhos anteriores) mostra bem sua técnica e adicionando alguns elementos meio esquecidos dos bateristas nacionais como o uso de roto-tons. Os vocais de Andria Busic estão muito bem dosados, muito bem colocados nas musicas, sem falar no grande entrosamento istrumental que tem com seu irmão.
E a composições para todos os gostos, desde a balada melancólica e desesperadora “Empty World”, passando por puros hard rocks como “Welcome To The Show”, “Wake Up Call”, “Full Throttle” e “Life Is Crazy”, por rock progressivo a la Yes como nas faixas “C´Est La Vie” e Dream Zone”, heavy metal com nas “Downing In Sin”,“Behind Enemy Lines” e “Sings”, a instrumental acústica “Taj Mahal”, uma homenagem ao Led Zeppelin na “Celebration Song” em que riffs, a letra, e clima zeppelinianos são transportados para o estilo Dr. Sin de compor.
Mas apesar desse ecletismo sonoro não vá pensando que se trata de um álbum sem identidade, longe disso. Esse é um álbum extremamente rico em sonoridades e arranjos e ao meu ver, essa grande variação das músicas, é algum bastante positivo. Mesmo que não se goste desse estilo ou não goste do Dr. Sin, uma coisa eles não podem ser acusados, de serem repetitivos.
E para engrandecer ainda mais esse álbum, a banda conta com músicos convidados de peso como o ex-Tutti Frutti, o guitarrista Luis Carlini, o guitarrista Demien Tiguez, outro antigo conhecido da cena e outros mais. Os irmãos Busic sempre mostraram muito entrosamento e isso é o segredo de uma boa banda, a química perfeita entre baixo e batera, e ainda conta com o grande Edu Ardnuy, um mestre das guitarras e violões.
Creio que esse é um dos trabalhos mais complexo, intrigante e musical que o Dr. Sin já fez. E isso só vem a comprovar a sina do Dr. Sin, de estar sempre galgando mais e mais degraus ao topo da cena do rock made in Brazil e do mundo todo.
(Fred Mika)
Site: www.drsinonline.com
Este disco é certamente um verdadeiro clássico do Metal nacional. Lançado originalmente em 86 (e único trabalho da banda que ainda não havia sido disponibilizado em CD), o mesmo recebe agora uma versão totalmente regravada, onde Carlos Lopes - que ficou responsável pela gravação de todas as guitarras, vocais e baixo - conseguiu reeditar de forma fantástica (juntamente com o baterista Américo Mortágua de seu projeto Mustang) este verdadeiro marco da música pesada tupiniquim.
Faixas do porte de Caçador Da Noite e Guerrilha falam por si só. A nova gravação logicamente deu novo vigor as músicas, adicionando peso e clareza às mesmas, e proporcionando a qualidade que sempre mereceram.
Ótima oportunidade para quem nunca ouviu e quer conhecer parte da história musical pesada dos anos 80, e principalmente para aqueles que a muito tempo não ouviam este disco porque o vinil, de tanto escutar, já tinha ido pro saco a muito tempo!
(Eduardo Garcia Carvalho)
Doro Pesch, considerada a musa do heavy metal, desde seu início de carreira no Warlock, está mais uma vez em disco depois de quatro anos longe das gravações.
Sempre com bons discos de metal, essa excelente vocalista e compositora alemã, nunca conseguiu uma maior projeção no cenário metálico mundial. E não será a primeira nem única.
Warrior Soul é mais um bom disco de heavy metal, como outros já lançados por ela desde o tempo do Warkock, mas não conseguiu o “estalo” para ficar evidenciado na mente dos bangers. Existem algumas pessoas que gostam dela porque é bonita.
Beleza a parte, este álbum trás boas músicas como “You’re My Family”, “Haunted Heart” e “Thunderspell”, lembrando um pouco o Warlock, passando pelas baladas “In Liebe Und Freundschaft” (como podem ver gravada em alemão) e “Shine On”. O CD tem um excelente booklet com várias fotos e as letras das músicas.
Um disco que não decepciona, mas que pode facilmente ficar esquecido no meio da coleção, se não formos tirar a poeira ou podemos deixar em lugar de destaque para admira-la todo dia. Cada um escolhe o que mais lhe convier.
(Bob Riot)
Site: www.doropesch.com
Excelente lançamento, que é absolutamente indispensável para fãs da Deusa loira alemã. Para aqueles que viveram intensamente os anos 80 e testemunharam o auge desta lenda do Heavy Metal ou mesmo para os mais jovens que não a conhecem e tem aqui uma oportunidade de conferir porque Doro é tão respeitada, embora o trabalho não englobe de maneira uniforme toda sua trajetória.
“All We Are, The Fight” traz 5 músicas e 5 vídeos. Material próprio - a maioria de “Warrior Soul”, último álbum de estúdio lançado pela cantora, em 2006 - com direito à faixa inédita, um ‘cover’ muito bem relido e boas participações especiais. Enfim, um conteúdo convincente, uma compra obrigatória para os fãs de Doro.
Dentre as músicas, destaques para “Thunderspell”, hino gravado pela Warlock (ex- banda de Doro), a inédita “Everything’s Lost”, uma bela balada que curiosamente só havia sido lançada em versão ao vivo, e para a releitura de “Baby, I’m Gonna Leave You”, originalmente gravada pelo Led Zeppelin. Dentre os vídeos, destaques para “All We Are” e para “Warrior Soul”.
“All We Are, The Fight” é um lançamento imperdível que mostra que Doro ainda tem gás de sobra para continuar na ativa, além da sua enorme capacidade como vocal e performance a deusa aparenta uma simplicidade e simpatia única que deveria ser seguida por todo idolo.
(Adriano Gandolfi)
Uma excelente banda que mistura complexa, melodia, e grande canção escrita para produzir uma experiência extremamente agradável ouvir. Notas Dimensão é a mais prolífica banda de Metal Progressivo, no México, agora baseada em Denver, CO nesta faixa de mexicanos em 1999 fundou seu grupo de músicos experientes que vivem em Chihuahua, México, e tem agora excursionou Europa, México e E.U.A.
extensivamente para a abertura das bandas calibrosos tais como Evergrey, Dokken, Anthrax, Moonspell e Motley CRUE. Seu Debut "UNIVERSAL" foi lançado em 2002 e distribuído como independente através de um Pesadelo Recordes mundiais, devido à sua polida som da progressividade apertado, a banda capturou a atenção de revistas em todo o mundo.
Agora, as bandas de libertação EGO está definido para levar a banda a merecida atenção a banda ganhou na história musical.
(Adriano Gandolfi)
Segundo trabalho do quinteto paranaense de metal tradicional que segue o estilo true metal oitentista com garras e dentes; muita determinação, lealdade e fidelidade a musica pesada com todos o couro negro e arrebites que eles tem direito Produzido pela banda e mixado por Tchello Martins (este manja do riscado!!) o petardo traz a mesma receita do debut, porém com melhor qualidade técnica e musical; todas as músicas são empolgantes,com letras que nos remetem aos tempos de velhos bárbaros vikings (histórias da história, nada inventado) inclusive “The History Of Eric The Red” resume a mesma história que o Rebellion usou no The Sagas Of Iceland; e com aquela levada feita para banguear, bem no estilo Grave Digger, Running Wild, Faithfull Breath (“Raise Your Axe” lembrou-me desta gloriosa porém esquecida banda alemã), algumas levadas meio Manowar e muita paixão e para fechar um cover de Grinder (J. Priest) com participação de Frank Godzik (ex Sodom, ex Kreator, Mystic) no solo, músico este que está virando “arroz de festa”.
Grande álbum de uma ótima banda!
(André Luis Cardoso)
Site: www.dominuspraelii.com
O americano Charlie Dominici, conhecido por ter sido o vocalista do primeiro disco do supergrupo Dream Theater, “When Dream And Day Unite”, de 1989, volta ao cenário do Prog Metal, lançando a segunda parte da Trilogia O3. Acompanhado de bons músicos, Brian Maillard (guitarra), Yan Maillard (bateria), Riccardo Atzeni (baixo) e Americo Rigoldi (teclado), o álbum viaja por temas políticos e ambientais em suas letras e instrumental pesado, abrangendo várias sonoridades do metal, mas, principalmente, o progressive metal. Dominici assina todas as letras do disco e participa das músicas junto com os Maillard.
O Dream Theater, talvez, fique sempre no seu caminho, tanto para glorificá-lo, quanto para massacrá-lo. As comparações sempre existirão com seu ex-grupo, ou mesmo, com Labrie. Pois então, esquecemos as comparações, pelo menos com o Dream Theater.
“The Monster” é a primeira na lista do disco, instrumental com boa cadência rítmica, guitarra pesada e riff legal até chegar na parte progressiva, algumas variações típicas do estilo e destaque para o teclado, em “Nowhere To Hide”, Dominici começa a trabalhar e mostrar sua voz, numa faixa mais heavy com refrão legal, destaque para o trabalho de guitarra.
“Captured”, tipo balada com um climax do meio para frente da música, “Greed, The Evil Seed”, base pesada, riff rasgado, “School Of Pain”, “The Calling” mais prog impossível, aquelas quebradeiras. “The Real Life” aparece com clima de balada, seguida de “The Cop”, mais rápida, terminando o álbum com “A New Hope”.
Ninguém pode imaginar o que seria do prog metal sem o Dream Theater, portanto fica a dúvida, como seria o grupo com Dominici. Será que teria alcançado tanto êxito?! Para os fãs do grupo, este é um disco que não pode faltar na estante. Nem que seja para dizer que ele já cantou no DT.
(Bob Riot)
Site: www.dominici.com
Insanidade total é o unico adjetivo que encontro para qualificar este trabalho do tecladista. Este é o segundo trabalho que é uma viagem aos mistérios inexplorados dos mares, com uma arte gráfica de primeira e um encarte de alta qualidade com trabalhos do artista australiano Andrew Ostin.
O disco também tem a participação de alguns músicos já conhecidos como D C Cooper, e traz um trabalho diferente com um coro, uma tecladeira infernal aliada a uma dose de peso, criando um caos em alguns momentos.
A primeira faixa é pura viagem lembrando trilha sonora de filme, a segunda inicia com uma pancadaria total, chegando a ter alguns blastbeats e caindo em uma cadencia acompanhada de um coro, o som em alguns momentos lembra Therion, mas sem a competência do mesmo, o trabalho de teclado é interessante mas falta algo.
Este não é um trabalho de fácil assimilação, talvez a referência realmente seja o Therion, mas há um universo de espaço entre a qualidade das composições de Dol-Ammad e o Therion.
Bom se você gosta de inovar esta é uma pedida.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.dolammad.com
Dez músicas gravadas ao vivo pela formação clássica do Dokken (George Lynch, Mick Brown, Jeff Pilson, Don Dokken).
Aqui temos quase todos os clássicos da banda, como Paris Burning, In The Middle, Breakin’ The Chains e Nightrider, mostrando aquele som típico dos anos 80, com um Hard’n Heavy americano, pesado, melódico, com refrãos épicos e marcantes, solos estonteantes criados por George Linch, baixo cheio de pegada e feeling de Jeff Pilson e a voz anasalada e inconfundível de Don Dokken, um grande frontman e detentor de grande carisma também. Além destas faixas temos as não menos cativantes, Goin’ Down, Hit And Run e You’re a Liar , que marcam um momento bem especial da banda.
Com certeza vários overdubs foram acrescentados, mas dá para se perceber algo que seja realmente ao vivo, este fato pode ser acompanhado quando a banda improvisa, manda ver nos solos de guitarra e mostra interação com a audiência.
Este é um trabalho que os colecionadores devem buscar pois vale sim, a sua aquisição.
(Adriano Gandolfi)
O sueco Christian Rivel tem um espírito incansável, além de encabeçar suas múltiplas bandas em que a principal é a Narnia, é ainda dono da Rivel Records e tem um faro infalível na escolha de bandas para seu cast. A Rivel Records também se prima pelo seu bom gosto, excelentes bandas, excelentes produções, não há espaço para o razoável, Christian e Rivel Records são sinônimos de excelência, tanto musical como produção.
Divinefire segue a linha do Narnia embora um pouco mais pesado e rápido, ou seja, um misto heavy metal melódico com influências do power metal bem eficaz, muito criativo, com excelentes músicos sob a batuta do vocalista e produtor Christian Rivel e onde também a arte gráfica, como todo o resto, recebe um tratamento perfeccionista.
Into A New Dimension é até então, o último álbum do Divinefire lançado em 2006 e como sempre um clima pomposo esbanjando virtuosismo, várias aclimatações. O álbum abre com a instrumental “Vision Of The New Dawn” já dando a dica da maravilha que viria a seguir. Daí vem oito faixas do mais puro power metal, “Passion & Fire”, “Time´s Running Out”, “Into A New Dimension”, “Facing The Liar”, “Live Or Die”, “Alive”, “All For One” e “The Final Victory” são do mais puro power metal, muita velocidade, várias aclimatações, duetos e contrapontos entre guitarras e teclados, tudo bem encaixado mas antes que alguns pensam não são parecidas entre si, cada qual tem suas particularidades.
E por fim as duas últimas, “The Last Encore” e “Free Like Na Eagle” são instrumentais épicas belíssimas quase só feita nos teclados e alguma percussão e bateria na estrutura das mesmas.
Como sempre em se tratando de um produto da Rivel Records, a parte gráfica é muito bem produzida, várias fotos com efeitos, muita cor, todas as letras, agradecimentos, ficha técnica, etc, tudo muito bem detalhado, explícito e com bastante bom gosto.
O Divinefire é Chistian Rivel (vocais e backing vocais), Jani Stefanovic (bateria, guitarras, teclados e programação várias) e Andréas Olsson (baixo). Para completar a formação e nos shows ao vivo temos ainda os músicos convidados que também fazem parte dos inúmeros projetos de Christian Rivel: Thomas Vilkström (backing vocais), Carl Johan Grimmark, Patrik Gardberg e Pontus Norgren (todos guitarras) que oferece ao Divinefire um time de excelentes músicos (basta ver no interior do encarte a quantidade de marcas de amplificadores, baterias, pratos, baquetas, guitarras, baixos, encordoamentos, etc que dão apoio ou endorsam os referidos músicos).
É um lançamento em que você não encontra praticamente nenhum ponto fraco, gostar ou não depende de gosto pessoal mas que é impossível falar mal desse trabalho, isso é.
(Fred Mika)
Site: www.rivelrecords.com
Christian Rivel é uma figura tarimbada e bastante conhecida dentre o meio heavy cristão, na verdade é conhecido no meio heavy em geral, reconhecimento este que começou na excelente banda Narnia e depois, além do Narnia, uma série de projetos de altíssimo nível bem como a criação e o gerenciamento da Rivel Records.
E, como não podia deixar de ser, o Divinefire (outro projeto desse sueco pluri-presente formado em 2004) já apresenta de cara a produção nota dez nesse lançamento, Hero que é o segundo álbum do Divinefire numa discografia com três lançamentos até agora, e nota dez que é o tratamento dado a todos os projetos de Christian e à todas as bandas da Rivel Records.
Encarte sublime, uma sobreposição de lindas imagens, onde vemos o universo inserido no plano de Cristo e uma figura do mal como antítese. Na parte interna, fotos individuais e uma grande foto central da banda que é composta de apenas três integrantes (além de Christian temos Jani Stefanovic na batera, guitarras e teclados e Andreas Olsson no baixo). Alguns podem perguntar, como pode o Jani pode tocar bateria, guitarras e teclados? Ao vivo, devem contratar uma penca de músicos convidados e/ou de estúdio, tamanha é a quantidade de arranjos contidos nesse album.
A banda é técnica ao extremo e em todas músicas é uma lição de como tocar bem, sinceramente não deve nada a bandas como Dream Theather e Symphonic X tecnicamente, mas ao contrário dos outros projetos de Christian, as musicas soam meio enfadonhas. Todas são ultra-velozes, solos supersônicos de guitarras e teclados, bateria com vários arranjos mas sempre por ai. A velocidade é algo que recebeu preferência nesse cd.
Isso dá a impressão que no meio de tantos projetos, de tanta criatividade, de tanta coisa eclética e bem arranjada, Christian tinha de criar mais um para escoar velocidade, tipo, faltava esse item para o cardápio da Rivel.
O que acontece é que praticamente todas as músicas são assim, exceções feitas às músicas “The Show Must Go On”, se bem que essa é uma cover do imortal Queen e “United As One” que é poderosa e climática.
O que puxa a nota mais para cima é o enorme virtuosismo dos músicos, o som vigoroso, as produções áudio e gráficas impecáveis e a mensagem lírica emotiva. Mas ouvir o cd inteiro sem prestar atenção não faixas você poderá se perder na localização das mesmas.
(Fred Mika)
Site: www.divinefire.net

Este é o primeiro registro do Divinefire, Glory Thy Name, e com a mesma formação dos outros, ou seja, os três membros fixos, Christian Rivel, Jani Stefanovic e Andréas Olsson.
O álbum abre com a narrativa “From Death To Life”, bastante interessante por sinal onde a banda consegue transmitir ao ouvinte toda a carga de emoção que se propõe. Depois ligam o turbo supersônico e o colocam em loop (para quem não sabe loop é uma ferramenta de mixagem em que a música ou algum trecho toca e repete do início, serve para analisar e consertar as gravações) e, loop que eu digo aqui é simbolicamente a idéia das músicas, acaba uma e a próxima parece que é a anterior.
Como no outro cd do Divinefire, o Hero, é a mesma formula de cabo a rabo, bases de guitarra ultra-velozes com teclados idem sobre a base, muitos backing vocais e bem encaixados, bumbo duplo o tempo todo. Tudo bem produzido e técnico demais, mas também tudo rápido e parecido demais. Até há duas exceções como o outro lançamento, a música “Pay It Forward”, e a instrumental new age que fecha o cd, “The Spirit”.
Assim como no outro, o que puxa a nota para cima é o enorme virtuosismo dos músicos, a excelente produção áudio e gráfica do álbum, mas dessa vez vai com menos meio ponto porque não há cover do Queen.
(Fred Mika)
Site: www.divinefire.net
Banda formada no inicio dos anos 90 em Natal (RN), com dois CDs lançados, Shine Again (2001) e Secret Land (2004). Oruam Mauro (vocal / guitarra) e Onofre Neto (guitarra) encabeçam as composições do grupo, com Wilberto (batera) e Marcos Flávio (baixo) completando o time.
Secret Land é um álbum de heavy melódico de excelente qualidade que mostra técnica, feeling, bases pesadas, vocais líricos e violinos muito bem arranjados. A sonoridade do grupo chega a lembrar as bandas de heavy alemãs.
O disco mostra o quanto são talentosos os artistas brasileiros no que se refere a musicalidade e que não devemos em matéria de heavy a ninguém. O CD é um prato cheio para os adoradores do estilo. Ouçam Enjoy Life (vocal e bases ferozes), a linda Mom (A Dedication), Mother Nature’s Cry e Secret Land e entenderam do que estou falando. O álbum também tem um cover do maravilhoso grupo norueguês TNT , a clássica Seven Seas.
Espero que consigam uma maior divulgação de seu trabalho e melhor distribuição do CD pelo Brasil para que o grupo tenha chance de figurar entre os grandes nomes do heavy nacional.
Musicas:
1- Prelude To War (instrumental)
2- Metal Warriors
3- Mother Nature’s Cry
4- Black Helmet
5- Secret Land
6- Different Ways
7- Enjoy Life
8- Immortal Fairytale
9- Mom (A Dedication)
10- Inner Sight
11- Seven Seas (TNT Cover)
12- Aurora Astral (instrumental)
(Bob Riot)
Site: www.deadlyfate.com.br
MySpace: www.myspace.com/deadlyfateband
Em 2002, São Paulo ganhava uma nova banda de Doom Metal, formada por Paulo Biajante (vocal), Edgar Vecchi (guitarra), Luiz Oliveira (guitarra), Wagner Almeida (baixo), Romulo Barboza (teclado) e Adrian Victor (bateria).
Seu desejo é fazer um Doom Metal ao redor de todos os sentimentos humanos possíveis, enveredado pelo estilo gótico de fazer letras. Algumas influências do grupo: My Dying Bride, Anathema, Hipocrisy e Moonspell.
“Chronic Delusion” é um EP com cinco músicas, e, conforme a definição do grupo, seu trabalho instrumental assemelha-se à linha direcionada atualmente pelo Anathema, com vocal gutural em algumas partes e temas sombrios.
A proposta do grupo é claramente identificada nas faixas “Nighttime Raindrop”, “Can’t Be” com 10 minutos de música de clima pesado e melancólico, “Pain, Hope And Sands Of Time”, base pesada e teclado gótico característico, “Tragic Silence” com um pouco mais de pique no ritmo, com várias viradas rítmicas e terminando do disco com “Without”.
Bom grupo que mostra diferentes caminhos que podem ser seguidos pelo Doom Metal/Gótico nacional que ainda não teve seu despertar assegurado junto aos fãs brasileiros. Observação: até este comentário, o site oficial do grupo estava inativo, informações encontradas no site do MySpace.
(Bob Riot)
Site: www.dyingembrace.com
STRYKE - Virtual Metal Maganize & Promotion
© 2010 by Bob Riot