O Eloy é considerado a mais importante banda alemã de rock progressivo de todos os tempos, um estilo musical que teve origens nas experimentações sonoras ao final da década de sessenta e ganhou inúmeros adeptos e bandas ao início da década de setenta, o chamado krautrock.
A juventude alemã, na época, estava ainda insegura com o clima pós-guerra do vexame nazista então os músicos daquele país começaram a desenvolver um estilo próprio um pouco diferente dos similares ingleses e de outras partes da Europa. E, nessa usina de som que é o denominado krautrock foram reveladas bandas como Guru Guru, Can, Nektar, entre outras, e também o Eloy (algumas dessas compunham em inglês e outras em idioma pátrio mesmo).
O Eloy foi idealizado e fundado pelo guitarrista, vocalista e compositor Frank Bornemann (o único membro original até hoje) e o primeiro álbum e homônimo veio em 1972, mas este pouco tinha a ver com rock progressivo ou space rock e sim com um rock n´roll setentista. Já com os álbuns seguintes, Inside (1973), Floating (1974) e Power And The Passion (1975), o Eloy mondou seu estilo que consistia no farto uso de teclados e efeitos com muita criatividade e cheio de feeling e aclimatações.
Com esses três álbuns conceituais (Eloy quer dizer uma raça de humanóides encontrada no futuro através da máquina do tempo), o grupo já era um dos principais da cena alemã ainda na década de 1970 junto com o Scorpions. Mas foi só com achegada do excelente baterista e letrista Jürgen Rosenthal (ex-Scorpions) que o Eloy veio a atingir projeção internacional com os clássicos Dawn (1976), Ocean (1977) e Silent Cries And Mighty Echoes (1979).
A partir daí, Rosenthal sai para fundar seu Ego On The Rocks, mas o Eloy já adquirira um grande contingente de fãs e passou a produzir excelentes e sofisticados álbuns (embora um pouco mais voltado ao pop rock progressivo) como Colours (1980), Planets (1981) e Time To Turn (1982). Na seqüência o que se viu foi a banda se equilibrando entre altos e baixos como em Performance (1983), Metromania (1984) e mais três outros álbuns já menos inspirados e, fechando esse capítulo os razoáveis lançamentos de The Tides Returns Forever (1994) e Ocean II – The Answer (1988).
Daí a banda encerraria suas atividades até que Frank Bornemann, já de saco cheio de trabalhar apenas como produtor em seu estúdio, o Horus Sound, na cidade de Hannover, decidiu ressuscitar o Eloy após onze anos de pausa e lança em 2009 o álbum Visionary. E para isso Frank convocou músicos da formação setentista do Eloy como o baixista Klaus Peter Matziol e outros já da formação oitentista como os tecladistas Michael Gerlach e Hannes Folberth além do baterista jam session e ex-um monte de bandas Bodo Schopf.
O resultado de Visionary, se não tem a exuberância dos arranjos e variações de ritmos e aclimatações da era Rosenthal nem da sofisticação do pop rock progressivo oitentista, pelo menos mostra um trabalho profundo, consistente e homogêneo na linha dos dois anteriores pré-hiato, ou seja, The Tides Returns Forever e Ocean II. Homogêneo porque as faixas são cadenciadas, sem muitas variações incisivas nos arranjos, andamento e de ritmo e as letras continuam assim também como nesses dois, o clima místico futurista.
São sete faixas num álbum de uma banda acima da média que os fãs do Eloy, como eu, certamente vão gostar. O negócio é ouvir sem pensar em comparações com os clássicos da era de ouro do Eloy. Aqueles são ecos poderosos.
(Fred Mika)
Site: www.eloy-legacy.com
Esse grupo é proveniente da Espanha e é bem recente pois começou suas atividades em 2007. Apesar disso o Eldorado já está tendo uma carreira meteórica porque seu primeiro album já foi lançado no ano seguinte, 2008, e foi produzido por ninguém menos que Richard Chycki, que antes havia produzido grupos e artistas famosos como Rush, Mick Jagger e Aerosmith. E depois do lançamento o grupo recebeu ótimas notas em resenhas mundo afora.
Logo após isso, o Eldorado não perdeu tempo e enfurnou novamente no studio de gravação e de novo com Chycki, cuja formula havia dado certo no album de estréia. Dessa vez foram gravar no próprio estúdio do produtor na cidade canadense de Toronto e masterizado por Andy VanDette na cidade de Nova Iorque.
O som do Eldorado lembra o de bandas setentistas mas com uma roupagem moderna (não é a toa que para esse novo album eles regravaram a música do The Who, “Don´t Need No Doctor”, que por sinal ficou muito boa). Esse novo album é o homônimo Eldorado contendo nove faixas do mais puro rock n´roll, faixas como a de abertura ‘The House Of The 7 Smoketacks”, uma injeção de alta voltage.
Em algumas faixas as bases retas e cruas com um é no boogie e no blues lembram o AC/DC fase Bon Scott (escute “The Rocket Song” e “The Jackarta Club”) por exemplo, apesar de que o vocalista Jesus Trujillo é mais melodico e faça menos uso do drive rasgado que Scott fazia. Outras faixas já lembram mais os riffs de Richie Blackmore no Rainbow como em “Free (A Chain Reaction)”.
De qualquer forma não podemos negar que as raízes do Eldorado são baseadas 100% em grupos setentistas. Um exemplo interessante é a climática “Atlantico” onde partes mais lentas e viajantes onde os vocais são apoiados em bases de teclados são intercaladas por partes mais, digamos, de rock n´roll, recheadas de riffs em pentatônicas.
Outra faixa arrastada com um clima de ressaca vintage é “Falling Falling”. O refrão dessa faixa é simplesmente fantástico, led zeppeliano ao extremo.
Mas ainda há mais coringa na manga como por exemplo na faixa ‘The Worst Of Myself” que já é mais na linha do pop rock setentista na linha de The Faces e Eagles.
Em “Tarot TV” a banda volta a um rock n´roll mais cheio de energia mas não tão empolgantes como as outras pois a melodia não evolui para um nível superior (em comparação com as anteriores) apesar de que os solos são bem executados e cheios de feeling além de possuirem um timbre escolhido a dedo.
É um som que poucos fazem por ai e a banda é competente. O importante aqui é que eles não soam nostálgicos por souberam, como disse antes, usar de uma roupagem e produção moderna. As influências são setentistas mas não se deixam soar como uma banda setentista poise les sabem que se tentarem ir por essa área vão ser considerados ai sim, nostálgicos e serem comparados com os grandes da época como Led Zeppelin, Free, Bad Company, etc e esses últimos são, imbatíveis.
(Fred Mika)
Site: www.eldoradorockband.com
Myspace: www.myspace.com/eldoradorockband
Depois do lançamento de seu terceiro álbum, The Final Countdown em 1986, o Europe se ternou uma das principais bandas de hard rock da época. Com uma sonoridade apurada que misturava o hard rock mais sofisticado ao hard AOR, o Europe se rivalizava, na época, com os grandes nomes do estilo como Bon Jovi, Mötley Crüe, Ratt, Def Leppard, etc e todas essas infinidades de bandas de hard rock que deram certo naquela época.
Após o megasucesso do The Final countdown, o Europe ainda lançaria mais dois bons álbuns, Out Of This World (1988) e Prisioners Of Paradise (1991), antes de encerrar suas atividades na primeira metade dos anos noventa. E é ai que ocorre o pecado capital do Europe, pois as grandes bandas concorrentes do Europe que citei acima não pararam apesar da sonoridade desfavorável dos anos noventa e início do novo milênio uma vez que as gravadoras passaram a se interessar no grunge rock e mais tarde bandas com influências mais pesadas na linha do new metal.
Essas outras bandas de hard rock conseguiram manter seu nome, apesar de todos esses contratempos e, quando o rock mais classic começou a se revigorar novamente a partir dos anos 2000, elas ficaram a todo vapor como nos velhos tempos enquanto o Europe teve de praticamente recomeçar e caçar de volta os antigos fãs e admiradores já desiludidos com uma provável reunião do Europe. Mas o Europe sempre foi e é uma banda acima da media pois suas composições sempre foram recheadas de melodias, solos bem trabalhados, climas interessantes e de um vocal sempre pautado pelo bom gosto, bom timbre e que nunca comete exageros. Com essa sonoridade infalível desde os seus primórdios, o Europe se estabeleceu seu nome entre o trio de ouro da Suécia (os outros dois expontes musicais máximos dessa terra gélida é a banda ABBA e o indefectivel e irascível guitarrista Yngwie Malmsteen).
Outro fator que ajudou nessa volta do Europe foi a formação original dos carismáticos músicos como o excelente frontman Joey Tempest, o guitarrista John Norum (que nesse hiato havia lançado bons trabalhos solos e participado de vários outros projetos de outros músicos), o tecladista Mic Michaeli, o baixista John Leven e o baterista Ian Haugland. Apenas o técnico guitarrista Kee Marcello substituiu Norum nos álbuns de 1988 e 1991. No total o Europe já lançou álbuns de estúdio, sendo que cinco antes da dissolução e três depois de sua volta e o último deles, Last Look At Eden, lançado em 2009. Este album, como os dois anteriores do mesmo, apresenta uma sonoridade mais moderna, ou seja, um hard rock com bases mais pesadas, mais cruas e com um som menos festeiro do que os anos oitenta mas mantendo intacta a melodia no geral, tanto das linhas das guitarras como dos vocais.
São quatorze faixas sendo que as duas últimas são dois bonus ao vivo e ambas gravadas em 2005, o primeiro deles é a faixa “Yesterday´s News” gravado em Paris e o outro é “Wake Up Call” gravado em Tokyo. Após uma breve e dramatic introdução instrumental, “Prelude”, vem a faixa título mostrando que o Europe ainda tem muita lenha para ser queimada, um hard pesadão, arrastado e sem perder a melodia. Na sequência temos as empolgantes “Gonna Get Ready” e “Catch That Plane”, meio que no estilo da anterior e como sempre, mantendo excelentes linhas de vocais atuando sobre um instrumental sofisticado e extremamente atraente.
Dai vem uma sequência matadora: “New Love In Town” (uma linda balada sem nada a dever as famosas da banda), “The Beast” e “Mojito Girl” (ambas arrasadoras e transbordando adrenalina) e “No Stone Unturned” e “Only Girl Twice” (essas duas mais cadenciadas mas com arranjos intensos, emocionalmente falando). “U Devil U” e “Run With The Angels” são peso puro e até mais modernas que as outras e depois mais uma balada (dessa vez mais nostálgica, mais melancólica) em grande estilo em “In My Time”.
É o melhor lançamento desde a volta do Europe. Compensa e muito adquiri-lo.
(Fred Mika)
Site: www.europetheband.com
Myspace: www.myspace.com/europe
A italiana Ethereal Faun foi criada em 2007 quando Francesco Capomagi, e os guitarristas guitarristas Lorenzo Marcelloni e Marco Parlapiano deram vida ao projeto que faz um mix de Folk, Progressivo e elementos de Melodic Metal.
Ao todo são seis faixas, com uma produção e uma linha central metal, onde as demais influências norteiam perifericamente a linha central.
Acredito que algo que pudesse melhorar um pouco mais a performance da banda é uma dedicação maior as partes vocais, uma vez que os timbres de Marta são até certo ponto limitado, uma vez reparado isso a banda tem qualidade suficiente para alçar bons vôos.
A dupla de guitarristas é o ponto forte da banda vide a faixa Suffocating Night, onde demonstram muita qualidade e entrosamento sem necessitar de peripécias mirabolescas.
As faixas mostram a competência da banda em sua forma de compor. Bom trabalho, com um pouco mais de cuidado conseguem elevar o nível ainda.
(Adriano Gandolfi)
MySpace: http://www.myspace.com/etherealfaun
Um álbum insólito em se tratando de banda italiana, que normalmente nos oferece bandas de metal melódico, mas temos aqui algo raro vindo do país da bota: um trio de blues rock com inspiração de bandas inglesas desse estilo.
Apesar do fato da banda ser relativamente nova (fora formada em 2007 na cidade de Macerata), seus membros fundadores, Alessandro Alessandrini (guitarras e vocais) e Luigi Ridolfi (baixo e vocais) tem uma vasta experiência com participações em inúmeros grupos italianos e vários festivais e apresentações em geral, ou seja, muita bagagem e músicos bons e respeitáveis. Na seqüência, convenceram o irmão de Luigi, o baterista Rodolfo Ridolfi, a se juntar a eles (este veio depois de um hiato musical de quase vinte anos).
é bastante empolgante. O grupo soube como poucos explorar e ser influenciado pela época de ouro dos grupos de blues e classic rock americanos e britânicos que é os anos setenta. Isso significa também que o E.Z. Riders adentra no campo da psicodelia e das harmonias sulistas e ainda que, ocasionalmente, ainda soube incorporar um pouco de influência da música latina e do country, perfeitas para serem executadas em jams ao vivo.
álbum, Experienced Zydeco Riders, foi lançado em 2008 e rapidamente teve um feedback bem positivo nas resenhas de revistas européias e americanas além de boa execução em rádios do mundo inteiro. São doze faixas cativantes de um som agradabilíssimo ao ouvinte.
ões e sempre contendo links de guitarras entre as linhas de vocais (uma das características do blues). Depois já emendam com "The Way To The Heart" e "Witchy Woman", essas já no melhor estilo das bandas de classic rock setentistas (uma mistura meio que Peter Frampton com Eagles) com riffs interessantes.
"30 Years" vem a seguir, uma balada climática, muito feeling. Com uma levada mais country e boogie respectivamente, vem "I Wish I Could Be Free" e "I Do As I Please" (essa outra lembrando bem os clássicos do rock sulista ZZ Top) com guitarras slides e tudo mais.
"I Should Have Quit You" e "Mean Mistreater" já são mais dois classic rocks com refrões bem pegajosos, com vocais de apoio dando um bom suporte ao vocalista. Vemos aqui traços de Humble Pie e Free.
E no meio dessas duas faixas, mais uma balada, "Jeremiah Johnson", essa com links de guitarras já mais melancólicos embora as harmonias não sejam tanto.
As duas composições a seguir são as duas únicas de autoria do baixista Luigi Ridolfi, "Save Me From The Undertaker" e "The Dreamer", sendo que todas as outras são de autoria de Alessandrini. Essas duas não saem do estilo, mas não deixam nada a desejar as anteriores, classic rocks nostálgicos, cadenciados, climáticos e executados com muito sentimento (podemos falar também citar como influencia o Whitesnake em sua época bluesy de inicio de carreira).
E finalmente "Still Blows The Wind", a faixa que finaliza esse álbum, um country rock com direito a gaita.
A produção desse álbum é razoável e o encarte bem simples com uma arte pra lá de crua na capa. Se tivessem mais produção nessa área e com uma distribuição mais eficiente com certeza se tornariam rapidamente em um dos grandes nomes desse estilo mundo afora.
(Fred Mika)
MySpace: www.myspace.com/ezridersban
Interessante esse cd promo. Com quatorze composições e com um som (embora um pouco mais pesado) e visual a la Kiss, essa banda paulistana inova legal ao lançar o cd promo com um encarte bem curioso.
Mas vamos à banda: o Exxotica é formado pelos cara pintadas Daniel Iasbeck (guitarras e vocal), "Reverendo" Marcelo Rossi (baixo e vocal), e Espectro (bateria), esse ultimo de máscara de verdade.
As composições estão muito bem estruturadas e com uma excelente produção que permite um som limpo, audivel mas muito pesado onde as guitarras se destacam sempre. Bases retas com muita pegada, um rock'n'roll visceral que hora parte para um andamento mais rapido, outras vezes para outro mais cadenciado e, também, de vez enquanto adentram num hard rock mais básico mas, como disse, no geral a banda se mantém num rock'n'oll na linha do Kiss mesmo. As baladas ficaram otimas com ção do (os) vocalistas.
O próprio Daniel Iasbeck gravou, mixou e produziu o Exxotica durante o primeiro semestre de 2008. Outros creditos vão para a fotografa Natália Lett e para o ilustrador Reinaldo Almeida.
Deixo aqui uma dica boa para quem curte um rock'n'roll pesado, com guitarras altas e muita pegada. Tente dar uma averiguada nessa banda.
(Fred Mika)
Site: www.exxotica.com.br
ão sou a pessoa certa para escrever sobre o Eterna, certamente. Não sou especializado em rock cristão e fiquei afastado muito tempo do cenário do rock nacional como podem ler sobre mim em "Quem faz a Strike". Megalomanias à parte... foi um enorme prazer ter um primeiro contato com os sucessos do Eterna em versão ao vivo. Para quem não conhece um grupo, um disco ao vivo ou uma coletânea, ajudam bastante na divulgação do trabalho de uma banda, mas só se faz isto quando um grupo já é muito conhecido, como é caso do Eterna.
Não é à toa que o grupo recebeu inúmeros elogios e indicações a prhêmios e é um grande nome do meio, que não deve nada a outros nomes consagrados do rock nacional.
Falando do álbum propriamente dito, a gravação tá bem legal, apesar das reclamações de Leandro Caçoilo no final de "Searching for Salvation", o baixo de Jason Freitas pode ser ouvido muito bem, demonstrando toda a sua técnica, a produção do disco de um modo geral é esmerada. A versão em digipack (a que estou ouvindo) vem com a faixa bônus "Keep Fighting".
Para mim, os destaques vão para as faixas em portuguhês, "Terra Nova" e "Piedade". Um álbum para agradar a todos que gostam de boa música.
(Bob Riot)
Site: www.eterna.com.br
Banda da cidade de Boras, Suécia, formada em 2006 pelo baterista Mike G. Force (ex-Zonata) e o guitarrista Jonathan Nyberg (ex-Crystal Eyes). Não muito tempo depois encontraram o vocalista Marcus Nygren e o baixista Sven “Swede” Odén para completar o line-up.
Influenciados por old e new Heavy Metal, combinaram seus quatro estilos de escrever música para criar seu próprio material. Eles não se preocupam com os diferentes tipos de música, tudo que eles gostam é mesclá-los em seu próprio caminho sonoro e tornar isto sua principal diretriz.
Não dá para acreditar que estes caras ainda não tenham uma gravadora! Um dos melhores EPs , ou como alguns queiram, Promo CD, que ouvi nos últimos tempos. Heavy Metal matador, com pitadas de vários estilos sem puxar para este ou aquele subgênero, tem excelentes arranjos vocais e backing, riffs desconcertantes de guitarra, bateria que vai da cadência à porrada, solos precisos e baixo que vai da marcação ao solo perfeito.
Músicas: “Under A Spell”, “Running Free” (nada a ver com a música do Iron Maiden), “Death Is Dawning” e “Noiseless Bullet”. No site oficial do grupo, ou no Youtube, você pode assistir ao vídeo da música “Wicked Pirates” que não faz parte deste disco.
Espero que ainda possa ouvir um disco completo dos caras, seria uma grande perda mais uma grande banda ficar despercebida do cenário metálico. Por sinal, a Suécia tem nos deliciado com excelentes grupos. Dez é pouco para somente quatro músicas, vai 100.
(Bob Riot)
Site: www.enbound.com
MySpace: www.myspace.com/enboundband
O trabalho do Edens Curse já impressiona pela equipe envolvida neste trabalho, o produtor é Dennis Ward (também baixista do Pink Cream 69), que no momento é o melhor pra produzir um hard-rock que soe tão contemporâneo como este, o vocalista e baixista respectivamente, mais desconhecidos, mas não menos competentes; Michael Eden e seu amigo e parceiro, o compositor Paul Logue passaram dias matutando a respeito da música que iriam tocar, recrutaram o time; o baterista Pete Newdeck (The Steve Grimmet Band e ex- Killers do Paul Dianno), o guitarrista Thorsten Koehne (ex- Demon Drive, Attack e atual Code of Perfection) e o tecladista Ferdy Doernberg (Axel Ruddi Pell e Rough Silk).
São 14 músicas que, que carregam o espírito de um hard rock setentista, mas que soa muito modernão. Em momentos não raros, a banda flerta com o heavy metal, principalmente por causa do virtuosismo do guitarrista Thorsten. O CD tem uma introdução bem bacana, a "Book of Life", com direito à narração e outros clichhês, como um coral de fundo. A faixa 2 não me desaponta, "Judgement Day", é música perfeita para abrir um show, carregada de muita emoção, com riffs de guitarras com muito virtuosismo pra guitarrista nenhum botar defeito. Aliás, guitarra nesse CD é destaque. "Eyes of The World", faz da terceira faixa um destaque, que na verdade foi escrita pelo então empresário do guitarrista Thorsten. Música de babar com refrão marcante e levada bem mais rápida, denunciando o lado heavy metal da banda.
"Stronger Than the Flame", põe a banda de volta na rota do hard rock. E assim, na sequência vem a inspiradíssima balada "The Voice Inside", com refrão chiclete, pra fã nenhum botar defeito. Perfeita candidata a hit. "After the Love is Gone", com seu refrão fortissimo, também denuncia a parte mais metal do Eden's Curse. "Fly Away" tem um trabalho de bateria mais variado pra acompanhar uma base de guitarra mais pesadona, uma música um pouco mais agressiva, mas sem perder o estilão melódico. "What are you Waiting For" é bem cadenciada com riferamas bem criativos. "Eden's Curse" é um dos pontos altos do CD com certeza. Com uma levada bem Axel Ruddi Pell, essa faixa resume o que se segue; "Don't Bring Me Down", "Heaven Touch Me", "The Bruce", essa que serve de intro (!!!) para a "Fallen King" e uma ótima surpresa, um cover para a música "We All Die Young", composição do vocalista Miljenko Matijevic, do Steelheart, para o filme "Rockstar".
Grande cd que merece estar em qualquer cdteca
(Adriano Gandolfi)
Site: www.edenscurse.com
Para quem estava esperando um disco no estilo do Angra vai se decepcionar. O disco solo de Edu Falaschi não foge do heavy metal, mas se entrega a uma maior variedade musical. Variedade esta que vai desde pitadas thrash metal, passando por hard, AOR e com uma certa pitada de brasilidade. Buscando outros horizontes; Falaschi mostra sua face de compositor que foi poucas vezes aproveitada no Angra, fazendo todos os arranjos e composições, o vocalista mostra toda a sua versatilidade.
O álbum abre com "King", a música certa para a apresentação do disco, com influencia thrash, meio Anthrax (gostaria de ouvir Falaschi compondo outras músicas nesta linha), "Forgotten Land" na linha AOR, que é de arrepiar, "Scary Zone", com uma introdução com percussão estilo brazuca, "Children of Lies", com refrão marcante que vai agitar a galera nos shows ao vivo e "Golden Empire", no estilão Queensryche, e encerra com a faixa título, com arranjo sensacional de violão. Edu Falaschi realmente mostra sua "Alma" neste disco.
Quem quiser vhê-la, ou melhor, ouvi-la, pode correr atrás de seu exemplar.
(Bob Riot)
Interessante o trabalho dessa trupe. Formado por dois ex-integrantes de bandas famosas, o baterista Chris Slade (ex-AC/DC) e o vocalista e guitarrista Jason Ebs (ex-Peter Criss do Kiss), além de uma moça que dividia os palcos com os cantores Cheryl Crow e Kenny Loggins chamda Jamea Chadwick Ebs (vocalsita e guitarrista). Para compeltar aformação ainda contam com o baixista Daniel Schiffer.
Ecotonic, como o próprio nome diz, tem uma definição ecológica com letras que inspiram mudanças, transformações do ser humano para um mundo consciente ecologicamente.
A sessão rítmica eficaz e bem definida soa como o Led Zeppelin moderno com muito groovie. Os vocais de Jason Ebs cuidam da parte mais rock da banda enquanto os de Janea, com suas melodias diferenciadas e excelente interpretação, dá um toque mais folk. Todas essas características permitem o Ecotonic variar de composições desde o rock'n'roll mais visceral até as baladas mais acústicas com muito desenvoltura, uma mistura sonora de Fletwwod Mac com os modernos do Audioslave, ou seja, a banda veria entre o soft rock, o pop rock ao rock'n'roll mas com faixas com muito balanço, com muito groovie. Vamos ao play: A primeira faixa, "I'm So Ready", é um hard rock arrastado, mas sem os clichês que as bandas oitentistas e contemporâneas usam em demasia. Refrões melódicos e fortes dão a tônica dessa musica com guitarras pesadas e arrastadas, mas limpas e bem definidas.
Na sequência temos "Live" com uma grande introdução de bateria para logo após a musica ser envolvida num estilo a la Pearl Jam com muito groovie, mas sem perder a interessante melodia dos vocais em nenhuma hora.
A faixa "Walking Dead" já é uma linda balada com levada folk (essa já é interpretada por Jamea). Os refrões são magníficos, bastante emotivos, impossível não guardar essa melodia na cabeça. Logo após vem "The Only One", um pop rock, ou melhor, um soft rock, uma musica descontraída, meio sessão da tarde mas não deixa de ser bem elaborada.
Depois temos "Prince Of Happiness" com links mais dramáticos de guitarra para logo entrar num pop rock com boa dose de melodia nas linhas de vocais; alias, o ponto mais forte dessa banda são as vocalizações e esse destaque se apresenta em todas as faixas sem deixar a peteca cair. "All American" é a próxima, com introdução bem funkeada do baixo, mas cai para o soft rock novamente, essa sim, é a cara de bandas como Fletwood Mac onde as linhas de vocais feminino comandaram o sucesso daquela banda setentista.
Os solos são bem melódicos e definidos se apoiando sempre nas bases mas não tem como ser diferente pois como disse, o destaque de todo o álbum são mesmo os dois vocalistas e suas maravilhosas interpretações.
"Lashing Out" é uma balada atual, embora nos refrões ganha mais força, mais mantem um certo clima viajante ao longo da faixa.
Fechando o trabalho temos mais uma balada em certas partes e em outra um rock arrastado, "Over & Over", que dessa vez é mais melancólica e dramática que as anteriores mas sempre mantendo o pique das ótimas melodias dos vocais, principalmente os refrões pra lá de chamativos.
Apesar do estilo leve e bem voltado ao soft rock e pop rock, é um álbum muito bem feito onde as partes de vocais foram muito bem trabalhadas e elaboradas com enorme critério, nessa parte a banda é irrepreensível, pois esbanja melodia.
é um som para se divertir em algum lugar, porém é também um som que oferece mensagem interessante e bons arranjos instrumentais. Eles sabem muito bem que musica é isso ai, sem praticar um instrumental etéreo apoiado no virtuosismo, mas também sabem escapar do vazio do pop rock descartável tão comum hoje em dia.
(Fred Mika)
MySpace: www.myspace.com/ecotonic
çamento primoroso da Frontiers, que dia após dia lança no mercado pérolas do Hard rock, e aqui temos mais um exemplo disso, formada em Estocolmo em 1999, pelo vocalista Erik Martensson. Durante os primeiros anos a banda consistiu em Erik Martensson (vocals, g e b), Anders Berlin (k e d) e Magnus Henriksson (g).
Este quarteto prima por apresentar um Hard moderno com timbres bem definidos, sendo este o segundo trabalho da banda, já que o primeiro "The Truth & Little More" de 2001, também já mostrou a capacidade desta banda.
ício deste novo trabalho a banda incluiu em seu line-up Magnus Ulfstedt (d) e Fredrik Folkare (b) Desta vez resolveram produzir o próprio album pra que pudessem soar como eles mesmos, e eu diria que isto deu certo pois a banda apresenta uma sonoridade incrível.
Sem recrutar um tecladista definitivo a banda convidou Mats Olausson (Malmsteen) para segurar os teclados no album.
"Second To None" demonstra um álbum de hard que agradará em cheio aos fãs do bom hard, sem apelo comercial, seguindo a linha executada pelo Talisman, com grandes melodias e composições impecáveis.
Esta é uma banda que realmente consegue fazer a diferença e apresenta um trabalho impecável, espero que alguem lance este material por aqui, pois ele é Excelente.
(Adriano Gandolfi)
Hommage Symphonique é uma obra Cover com apanhado primoroso do tecladista Americano Erik Norlander que conta também com virtuosos músicos, como Gregg Bissonette (Baterista), Don Schiff (baixo) and Mark McCrite (guitarra) e Kelly Keeling( vocal ). Presença de metais Jon Pappenbrook (trompets ), Eric Jorgensen (trombones) e Mike Alvarez (cello) . Erik se utiliza de argumentos Modernos, mas com inspirações voltadas aos ícones do progressivo setentista, como ELP, ELO, Yes, Rick Wakeman, King Crimson, Procol Harum ,Jethro Tull e Chuck Mangione. Erik Norlander além de tecladista é produtor, compositor e engenheiro de som. Produziu albums de Lana Lane (sua esposa) e Rocket Scientists. Seu primeiro projeto solo na linha progressiva foi a obra "Threshold" em 1997, chegou também a trabalhar com projetos de programação de gravação de sintetizador ALESIS QS8 de Keith Emerson do ELP usado numa tour em 1996.
Aqui para quem é fã de tecladeiras e viagens temos o trabalho ideal que ira cativar pela qualidade e competência de execução dos músicos, tudo isso abrilhantado por uma excelente produção.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.eriknorlander.com
Primeiro disco desta banda alemã que é uma mistura da velha escola de metal (mais para stoner rock) New Metal e partes melodiosas. As partes que remetem para o NU Metal é que não me agradam muito, sem solo de guitarra.
O disco tem uma base ritmica pesada e alguns andamentos das músicas característicos do stoner rock, algumas vocalizações trazem um ar doom ao disco juntamente com o teclado ficou legal.
Não dei o porque da escolha de se fazer um cover de “Rock Me Amadeus”, do também alemão Falco, apesar de ter ficado melhor do que a original (isto quer dizer mais pesada), achei desnecessária.
As músicas que chamaram minha atenção foram “Guardian Of Time”, “Another Day Nowhere” e “Soulstreamer”, com levadas mais heavy tradicional.
Fabian Kießling (guitarra/vocal), Mario Lochert (baixo), Vladi Doose (guitarra), Chris Rybak (teclado) e Stefan Paster (bateria) integram a banda.
Eu até vou conseguir digerir bem este tipo de som, mas vou ter que tomar bastante água.
(Bob Riot)
Site: www.emergency-gate.com
Álbum de estréia desta banda de Sete Lagoas (MG), que devido à existência de bandas homônimas e “exigência de mercado” (o que isto quer dizer?!), mudou seu nome para “Serenity In Fire”. Este é o aviso que está no antigo site oficial do grupo.
O antigo Espada Negra faz um Heavy Metal mesclando elementos do Thrash, Power e Doom que por alguns momentos me fizeram lembrar do início do Venom e Voivod.
O disco tem recebido críticas positivas e negativas como é comum em qualquer tipo de música fora do habitual das pessoas. Como não sou apenas um fã de heavy metal em geral, e não um crítico, posso falar sem nenhum problema a respeito.
Fora o normal de uma produção independente, grana e experiência na área, o álbum trás um metal direto, pesado e agressivo, que agradam muitos bangers. Destaque para a faixa “Precípuo”, cantada em português, e “Ethnic Stupidity”.
Não achei legal, a bateria com batidas estranhas em algumas faixas como “Mary Punk Hard Core”, a descabida “You Close To Me”, que foge totalmente da linha do disco e a “escabroza”, “Skabrozay”, música de 15 minutos, com 4 minutos e meio de silêncio para completar os 66.6 minutos do disco, criativo, mas um engodo ao consumidor. Por que não completaram o álbum com a introdução do disco?! Ficaria melhor.
O Espada Negra, agora “Serenity In Fire” com certeza tem muito mais a mostrar que isto.
(Bob Riot)
Ao pegar a capa desse album, Reflections Of The Obscure, da banda Essence Of Sorrows, achei que se tratava de uma banda de death metal ou algo que o valha, de tão sombria assim como o nome da banda, mas não. Essence Of Sorrows faz um metal progressivo bem executado com fortes influências do metal melódico, e isso significa orquestrações magistrais, quebra de andamento, uso e abuso de contra-tempos nas músicas, e climas grandiosos, assim como as sub vertentes, epic metal, symphonic metal, várias aclimatações interessantes, etc. É um estilo que só se admite ótimos músicos devido à alta complexidade na execução dos instrumentos. Basta vez a quantidade de endorsers que aparecem no encarte do cd, desde bateria como marcas de baquetas, peles, pratos (do baterista) até fabricantes de guitarras, baixos e teclados.
Outro detalhe importante é que foram lançado pela gravadora do polivalente Christian Rivel, a Rivel Records, onde todos os lançamentos recebem uma produção de primeira. A sueca Rivel Records, se já não é, está caminhando a passos largos para ser a principal produtora/distribuidora cristã do mundo nos brindando sempre com ótimos trabalhos de excelentes bandas como Narnia, Divinefire, Laudamus, entre vários outros.
O timbre do vocalista soa algo como uma mistura de Andi Deris (Helloween) com Kai Hansen (Gamma Ray) e a dupla de guitarristas (com timbres de guitarras bem pesados por sinal) faz um trabalho com bastante competência e criatividade sem falar no que o prog metal produz de mais competente pela complexidade, a cozinha, o trabalho do baterista e baixista.
Ao contrário do que possam pensar alguns (e que por sinal é uma característica tão comum, tão associada ao metal progressivo), Essence Of Sorrows é que a banda, que até que consegue não carecer de feeling; eles conseguem criar uma música integral, aliando sempre técnica, melodia e sentimento nas composições. Conseguem com isso, estarem acima da média das bandas de prog metal em que a audição de um álbum inteiro fica quase que impossível, muito chato. Resumindo, esse álbum deve agradar músicos interessados em observar técnica como o público de outras áreas que não seja do metal progressivo.
A única ressalva fica por conta de um aspecto no encarte. Sim, digo um aspecto apenas porque o encarte, apesar de sombrio e recheado de cores escuras e clima pesado, é de uma beleza plástica inigualável e muito bem trabalhado e produzido mas, como disse, as letras são praticamente quase impossíveis de ser entendidas porque além de muito pequenas são demasiadamente rebuscadas. Mas nada que tire o brilho desse ótimo trabalho.
(Fred Mika)
Site: www.essenceofsorrow.com
Pouquíssimos de vocês provavelmente estarão familiarizados com esta banda canadense que se encontra na ativa há bons tempos e está no oitavo trabalho, sendo que pelo menos um deles foi lançado em edição nacional(porém,esgotado!), mas a menção dos irmãos Drover, respectivamente guitarrista Glen e baterista Shawn vai lembrar-lhes que os dois fazem parte da atual formação do MEGADETH , participando dos mais recentes dvd e cd do quarteto.
Os dois também são os fundadores da banda, e desde o início procuraram mesclar o thrash metal com o power oitentista(não este alegrinho e “trálálá”de hoje!) com partes bem técnicas e elaboradas, sendo que neste mais novo trabalho a sonoridade está mais apurada e elaborada.
TPG traz mudanças na sonoridade com instrumental mais complexo quase beirando um progr metal sem chatices ou virtuosismo exagerado, mais melodias, graças também ao vocalista norueguês Nils K Rue(Pagan`s Mind) que segue a linha Geoff Tate e a participação especial de alguns ilustres; guitarristas Michael Romeo(Symphony X) em Arcturus no 9, e Chris Caffery(Savatage) Frank Aresti(Fates Warning) em The Eternal Call, mas mantendo as partes Thrash, que chegam a lembrar Testament.
Além das ótimas composições próprias, fecha o trabalho com chave de ouro, ótima versão instrumental/vocal para The Oath (King Diamond)-apesar da letra estúpida e descartável.Excelente.
(Eduardo de Souza Bonadia)
A banda greco-germânica Euroforce não é uma simples banda. Ela é formada por ninguém menos do que o melhor guitarrista grego da atualidade, Theodore Ziras (carreira solo, ex-Ice Divine, Guardian Angel), um dos melhores timbres vocais da Europa atualmente, Jiotis Parcharidis (Human Fortress), e seu line-up se completa com o baterista Spyros Kasabakalis e o baixista John Kostis.
Praticando uma espécie de Neoclassical/Power/Prog Metal, o Euroforce nos brinda com seu primeiro disco contendo uma musicalidade e sonoridade poderosíssima, mesclando influências que variam entre Blind Guardian, Manowar, Stratovarius, Dream Theater e, principalmente, Yngwie Malmsteen.
Faixas como “Spirit Raven” (possuindo esta elementos da música árabe) “European Lie” (com uma pegada bem mais Power Metal), “Crown Seeker”, “Modern Times” (com passagens totalmente à la Dream Theater e tendo um desempenho maravilhoso por parte de Jiotis), a semi-balada “By Neptune´s Hand” (lembrando muito o Manowar e “When The Eagle Cries”, do Iced Earth, também pela voz de Jostis), “Spirit By My Side” (que nos remete à escola sueca do Power Metal), “Brighter Hellas” (com a voz de Jostis lembrando a de Hansi Kürsch, do Blind Guardian) e “Ubiquitous” (uma faixa instrumental em que Ziras mostra a total influência de Malmsteen) se destacam, ou seja, quase todas.
O trabalho mostra virtuose do guitar-hero grego Theodore Ziras, mas não esconde em nenhum momento o talento do vocalista Jiotis Parcharidis, além da precisa “cozinha” de Spyros Kasabakalis e John Kostis onde, muitas vezes, é bem direta e sem firulas. Ziras, inclusive, usa e abusa de escalas ultra-rápidas, bem ao estilo de Malmsteen, o que pode ficar enfadonho em alguns momentos, mas não compromete o trabalho no todo, porém ele tem uma imensa criatividade nos seus riffs que são despejados de forma eficaz. A produção do disco ficou muito boa, com os instrumentos muito bem equalizados e uma gravação onde tudo está bem audível e descriminado.
Um grande cd que, certamente, agradará a muitos, sendo indicado àqueles que gostam de guitar-heroes.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.euroforce.gr
Se você ouviu "Start From The Dark" (2004), pode decepcionar-se um pouco, pois "Secret Society"traz um hard rock ainda mais moderno. O ponto bom é que é pesado - muito mais pesado do que se imaginaria ao ouvir os trabalhos anteriores da banda, uma boa idéia para este álbum é criar um mix de Pink Cream 69 e a modernidade sonora, de um Audioslave da vida.
John Norum continua sendo um show a parte, os vocais intensos de Joey Tempest, apresentam as principais qualidades de um frontman que se entregaem sua performance, sendo que temos muitos efeitos na voz, fator este que acaba prejudicando a audição e a qualidade de Joey.
A faixa título, que abre o trabalho, e sua sucessora, "Always The Pretenders", são uma amostra clara e objetiva da nova proposta do Europe, com melodias e refrões muito forte. "Love is Not The Enemy", tem uma pegada muito forte. O mesmo dá para dizer de "Let The Children Play", cujos riffs completamente heavy metal se misturam harmoniosamente com um coral de crianças que, em dado momento da canção, assumem o refrão no lugar de Tempest.
A dobradinha "Human After All" e "The Getaway Plan" é o tipo de trabalho que, são moderninhas demais lembrando em muito os grupelhos americanos, sendo portanto o ponto fraco do CD. "Wish I Could Believe", joga a bola para cima novamente, apresentando um dos refrões mais arrebatadores do CD.
Este é um disco bastante controverso, tendo bons e maus momentos, pois na minha opinião abusam um pouco da modernidade, mas mostram competência como sempre para compor criando temas pegajosos.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.europetheband.com
Este é o álbum de estréia do grupo Eldorado, uma banda espanhola que já nasceu grande pois neste seu primeiro álbum já conta com um dos melhores produtores do mundo rock, Richard Chycki, que já produziu gente do naipe de Aerosmith, Mick Jagger, Rush, Seal, etc, e isso, é obvio, já garante a produção desse cd que é simplesmente fantástica.
Quanto à musicalidade do Eldorado um dos pontos altos da banda são os riffs de guitarra que são vários, bem criativos e bem distribuídos ao longo de uma sessão rítmica poderosa e empolgante. Faixas arrasa-quarteirão como “Abril”, “El Final” e “Indentidad”. Há ainda faixas que combinam muito bem peso e melodia como a faixa-titulo e “Un
Mal Presentimento” (esta que em alguns trechos presta homenagem a “Highway Star” do Deep Purple e “Whole Lotta Love” do Led Zeppelin antes de se descambar para o hard-blues) e, como se não bastasse, o grupo apresenta um gosto apurado para compor baladas como por exemplo a “Déjame Decirte”.
Todo esses fatores somados, a escolha de um produtor renomado, musicalidade apurada e muita criatividade e bom gosto, fazem desse álbum digno de nota bem acima da media se falar que, ainda se dão o luxo (e ousadia) de regravarem sem perder a pegada e o feeling a musica “Mistreated” (Deep Purple) sem nada deixar a dever para a composição original. Nessa faixa como em todas as outras convém destacar o trabalho do excelente vocalista Jesus.
Os outros integrantes também merecem destaque como no caso do ótimo baterista Alex Rada, do baixista Cezar Sanchez e do guitarrista (que também gravou os teclados em “Mistreated”) Nano. Cezar e Nano foram os fundadores do Eldorado.
As musicas cantadas em espanhol não deixam a qualidade elevada da banda cair pois souberam como poucos preservar bem a alma da musica que raras vezes acontece quando bandas de rock, especialmente as de hard rock como é o caso aqui e as de heavy metal, tentam cantar em idiomas que não sejam o inglês (que por sinal sempre foi e continua sendo o que melhor se encaixa no rock).
Em suma, é um álbum muito bem produzido, com timbres de guitarras muito bem escolhidos e muito bem mixados. As guitarras apresentam um rico arsenal de riffs e ainda conta com a presença de um vocalista muito bom e dono de uma voz encorpada e com uma interpretação rica e criativa. Se você não se importa que um grupo de hard rock tenha de compor necessariamente em inglês então esse vem a ser um excelente álbum para sua coleção.
(Fred Mika)
Site: www.enbuscadeeldorado.com
MySpace: www.myspace.com/enbuscadeeldorado
Evergrace nos brinda com esse álbum homônimo; é um lançamento sombrio, pesadão, arrastadão com guitarras despejando melodias mil o tempo todo, e quase sempre, em tom melancólico, gótico mesmo. A banda permeia, entre temas e musicas de influência gótica, entre um Metallica mais melódico e algo mais moderno como Nocturnal Rites.
Já conseguiram muitas coisas nesses poucos anos de existência (são figuras importantes na cena sueca, o disco é extremamente bem produzido e até o design gráfico foi produzido por Matthias Noren, o mesmo que fez a arte gráfica de bandas conhecidas como Evergrey e Kamelot). Esse sexteto sueco foi formado em 2001 e até agora conta somente com esse lançamento por enquanto mas já mostra para que veio.
Os backing vocais fazem um trabalho intenso e bastante elaborado, o mesmo podemos dizer do baterista (bateria cheia de arranjos, viradas, ritmos quebrados, precisão), excelente baterista por sinal o Josef Davidsson. Os timbres de guitarra são criteriosamente bem escolhidos, próprios com a musicalidade da banda, solos e arranjos bem sacados, excelente trabalho da dupla de guitarristas Jon Balefalk e David Ohlsson. O tecladista Jonathan Stenberg tem uma aparição discreta, mas harmoniza bem os teclados ao feeling da banda.
Como disse, a parte gráfica aqui recebeu atenção especial, tudo bem detalhado, beleza plástica extrema, fotos bem trabalhadas.
écia é um dos pontos-top do metal mundial (ao lado da Alemanha que é voltado ao metal melódico e dos EUA, mais voltado ao hard rock), que alem dos consagrados Europe e Yngwie Malmsteen, despontam atualmente o Narnia e quase todas as bandas da excelente Rivel Records, não é de se estranhar que nos próximos álbuns, Evergrace se firme no cenário mundial do heavy metal.
(Fred Mika)
Site: www.evergrace.se
Para quem não sabe, Eddie é um dos dois homens das seis cordas e um dos principais compositores do Twisted Sister e não poderia nunca ser considerado um “guitar hero” pelos fãs de fritação e mil notas por minuto,pois seu estilo é simples,curto,econômico e algumas vezes até cômico(vide seu “solo” em We´re Gonna Take It,um clássico do TS, mas o solo!..”embromation” total.
Na base desta simplicidade ele lança seu primeiro trabalho solo e musicalmente mostra-se bem melhor do que na banda que o fez famoso,e como esperto que é chamou uns convidados especiais bem legais; Dio canta em “Tonight” um heavy rock simples e muito legal; Dee Snider em “Eleanor Rigby”que pra mim ficou melhor que a original; Joe Lynn Turner em “Living Free”-não torçam o nariz, o cara canta bem vai! e o próprio Eddie canta nas demais e ele tem um vozeirão bem legal, além de trazer a instrumental título,meio Satriani,mas sem frescuras e o cover de Funky Money, um funk rock nova-iorquino bem legal com Rudy Sarzo no baixo.
Um trabalho bem legal e agradabillísimo aos ouvidos mesclando metal, rock n roll com bom gosto e feeling e muita energia ,simplicidade, e “culhões”, o que está faltando e muito na música de hoje!!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.eddieojeda.com
Evil Masquerade é uma da excelentes bandas do mercado mas que possui baixo conhecimento por parte do público em geral, formado e capitaneado por Henrik Flyman a banda trás seu terceiro álbum chamado "Third Act". Third Act vem após o sensacional “Welcome to the Show” (2004) e o bom, “Theatrical Madness” (2005), mas pela competencia do grupo as expectativas eram grandes. Algumas ouvida depois podemos dizer que músicas como, "Third Act", "Black Ravens Cry" causam impacto de imediato, mas músicas como "Far Away", deixam a desejar até por mostrar uma outra nuance da banda.
Talvez a seqüência escolhida não tenha sido das melhores, pois são muito lentas e não causam um punch logo de cara, deixando o ouvinte um tanto quanto receosocio, mas depois de um tempo prova-se que é um bom disco e que faz jus ao Evil Masquerade. O Evil Masquerade tem uma performance bem diferenciada em suas músicas e você encontrara faixas mid-tempo, up-tempo, riffs e solos melódicos e agressivos e que geram o tom para Apollo Papathanasio mostrar seu grande potencial vocal.Completam o time Thor Jeppesen (Bass) e Dennis Buhl (drums). Não podemos deixar de falar de Henrik que é a alma e o corpo do EM, grande compositor e instrumentista e que dá o tom a banda. Boa pedida.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.evilmasquerade.com
A verdade é que por mais fã que você seja deste magnífico estilo chamado Heavy Metal tem hora (ou melhor, tem banda) que simplesmente não dá para engolir, é clichê demais para um disco só!
Esse é o caso do Emerald. Tudo é feito certinho, gravação de boa qualidade, melodias e instrumental corretos, tudo em seus devidos lugares. Mas onde está o diferencial? Onde está a assinatura própria da banda? Em absolutamente nada o grupo difere do que já se foi feito e refeito milhares de vezes por outras bandas até o limite da exaustão. É muito importante frisar que o clichê é por vezes o combustível do Metal (vide o Manowar por exemplo) e que isso não é problema algum dentro do estilo.
No entanto é imprescindível que exista emoção, força e presença musical, e isso o Emerald definitivamente não tem de forma alguma.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Com uma sólida base, bem forte e criativo line up esta banda vem trabalhando em seu terceiro álbum, direcionado pelo mesmo produtor e mantendo seu Power/Prog, o Eternal foi formado 2001, vem com mais um bom trabalho mostrando a competência e criatividade de seus músicos.
Um fator importante é a forma como suas composições tomam corpo e ganham contornos prog sem se tornarem chatas e cansativas, pelo contrario continuam mantendo sua dinâmica.
Temos um bom cd em mãos que vem mais uma vez trazer o nome do Eternal Flight de forma a demonstrar uma consolidação do trabalho lançamento após lançamento.
Procure por informações da banda pois o trabalho é sério e muito bem desenvolvido e aplicado.
(Adriano Gandolfi)
Típica banda que faz um Rock na cola de bandas que atingiram o sucesso fácil. Desta forma o que se vê é uma tentativa do grupo pegar o mesmo trem e ir no embalo das mesmas. Desta forma o que ouve aqui é um grupo com a cara de bandas como, por exemplo, Stone Temple Pilots, Audioslave, Matchbox, etc. Enfim o Pop que está na cabeça da moçada esperta! (?).
As músicas ficam naquele interminável círculo: faixa pesada para mostrar que os caras são “roqueiros”, faixa alternativa para mostrar que estão “antenados” com as tendências atuais, faixa pop para arrebatar a garotada e mostrar que apesar de “malvados” no fundo são “bons mocinhos”. No final da história o que fica é mais um lançamento previsível e fabricado de mais uma banda igual a centenas de milhares de outras jogadas no mercado.
(Eduardo Garcia Carvalho)
A estória do Exhort vem desde 1988 quando foi formado com base na banda de garagem Darkness.
Lançando um LP chamado “Attitude” em 1991 pela Rock Brigade e participando de vários shows com o grupo Viper tiveram um bom início no cenário do heavy metal nacional.
Em 1994 foram deixados na mão pela gravadora Eldorado e saíram dos palcos em 1995. Depois de alguns anos se dedicando a outros projetos, se reencontram em 2002 e voltaram a trabalhar juntos.
Este disco gravado em 2006 traz gravações compostas em 94 não lançadas na época o que chega a ser no mínimo diferente. Pensando-se nas composições em comparação à década de 90, são muito boas, mas estranha-se que depois de alguns anos o grupo não tenha mudado de direção ou gostos musicais.
Senti falta da sonoridade pesada das guitarras mais atuais, mas não ofusca a boa qualidade das músicas. O som das guitarras parece o do Metallica em Kill’ Em All, inclusive o vocal seria uma mistura de Hetfield e Layne Staley.
Destaque para várias músicas, dentre elas, “Kill You First”, “Pray”, “Drunk Again” e “Day Old Bread”. O Exhort conta com Nando Machado no baixo e vocal, Marcos Kleine na guitarra, Sílvio Vartan na guitarra e vocal e Rick Verreschi na bateria.
(Bob Riot)
Site: www.exhort.com.br
Confesso que fazia tempo que eu não ouvia Exodus, portanto, aproveitei a oportunidade para poder falar desta famigerada banda. Depois de uma reformulação total em menos de um ano, o remanescente Gary Holt conseguiu juntar um grupo à altura do Exodus e compôs quase que sozinho as músicas do álbum. Ao guitarrista reuniram-se Rob Dukes nos vocais, Lee Altus (ex-Heathen) na guitarra, Paul Bostaph (ex-Slayer, Forbidden) na batera e Jack Gibson no baixo.
“Bonded by Blood” (1985) sempre foi um referência na estória do grupo e um clássico do Thrash Metal, depois dele a comparação ficou inevitável e escutando Shovel Headed eu senti a mesma energia que quando ouvi o Bonded.
A pancada musical começa com “Raze” no melhor estilo Thrash Metal, peso e pique no limite com Holt e seu solo usando a alavanca da guitarra. Seguindo o curso do álbum encontramos “Deathamphetamine”, oito minutos e meio de musica (o Exodus inventou o Progressive Thrash?), até o nome da música é grande, por isto, nada melhor do que usar este adjetivo para ela, música pesada, cheia de ritmos e variações alucinantes (haja cabeça para tanta bangueação).
Outro ponto alto do disco é “I Am Abomination” que de abominável não tem nada, solo típico de Holt e o que há de melhor em matéria de Thrash. O disco termina com a faixa título “Shovel Headed Kill Machine”, outra excelente música com pitadas sabbazisticas. Rob Dukes reúne características dos ex-vocalistas Ballof e Zetro e acentou perfeitamente no contexto da banda junto com os novos integrantes.
O Exodus voltou com tudo ao cenário musical Thrash e parece não querer mais sair, esperemos que os próximos álbuns mantenham a mesma energia e que tenhamos outras surpresas.
Track Listing:
01 - Raze
02 - Deathamphetamine
03 - Karmas Messenger
04 - Shudder To Think
05 - I Am Abomination
06 - Altered Boy
07 - Going Going Gone
08 - Now Thy Death Day Come
09 - 44 Magnum Opus
10 - Shovel Headed Kill Machine
(Bob Riot)
Foi-se o tempo que certos estilos e bandas faziam trabalhos toscos com produções primitivas e amadoras, prova disso é o álbum deste poderoso quarteto de grindcore nordestino.
Formado na capital potiguar,Luiz Cláudio(v)Fernando Linhar(gt)Cláudio Slayer(b)e Victor Fábio(bat) detonam tudo em dezessete ferozes, velozes e furiosas composições próprias aonde transpiram raiva e fúria num som completamente rápido e frenético, com homeopáticas influências do death metal tradicional old school, vociferando letras que criticam o uso de animais em experiências de laboratório,aulas de anatomia,politica, racismo etc, com uma produção surpreendentemente limpa, sem sacrificar a agressividade e sentimento brutal da sonoridade pretendida, uma mixagem bem dosada e a masterização que ficou a cargo de Mieszko T.(do Nasum)que faleceu pouco depois na tragédia do Tsunami, dão um ar altamente profissional e faz a violência despejada por eles soar até “agradável aos ouvidos”.O batera Victor Fábio deixou-os logo após a gravação sendo substituído por Felipe Ramalho e foi adicionado um guitarrista:Felipe Ramalho.Para os amantes de brutalidade, um trabalho indispensável.
Contatos: a/c Cláudio Slayer, Avenida Senador Salgado Filho nº 4404, Parque Das Pedras.
Bloco N, ap.201, Neopolis, Natal/RN, CEP 59064-000.
(André Luis Cardoso)
Encontrei uma definição na internet sobre o som do Extol que era assim... technical death metal oriundo da Noruega. Esse negócio de definição me deixa louco... escrevo muito subdividindo os grupos utilizando estes argumentos e que até consegue aproximar um grupo ao outro em matéria de comparação. Mas cá entre nós... é uma chatice.
Vou entrar na linguagem mais direta... Extol é uma banda cristã com a sonoridade dos grupos de Nu Metal, como já citei em outras resenhas... vocal esganiçado quase arrebentando a garganta, sem solo de guitarra pra variar, mas também com um ponto positivo, não tem partes hip hop, tá mais prá death metal mesmo, música extrema, com algumas passagens progressivas.
Alguns riffs interessantes como em “Void”, “Gloriana” e “Soul Deprived”. Não decepciona o ouvinte quando o mesmo já está preparado para ouvi-lo e tem gosto para tal estilo de metal.
Os músicos: Tor Glidje (guitar), David Hawk (drums), Ole Halvard Sveen (guitar/vocals), Peter Spevoll (vocals) e John Robert Mjaland (bass).
(Bob Riot)
Site: www.extolweb.com
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© 2010 by Bob Riot