FALLEN ANGELS – RISE FROM ASHES – Metal On Metal – Importado – Nota: 7,5
Free Spirit

Seatle vem mostrando que consegue se reciclar depois da morte do grunge e entre várias bandas com estilos variados podemos encontrar a banda de Thrash Metal Fallen Angels, composta por Brad Kennaugh (vocal), Erik Hansen (guitarrra/vocal), Matthew Be Roth (guitarra), Carl Larsson (baixo) e  Brian Hansen (bateria), em atividade desde 2002.

Influenciados por bandas dos anos 80 como Slayer, Exodus, Death e Testament, demonstram que aprenderam muito bem os ensinamentos destes grupos com um som brutal mesclado com boas variações ritmicas, mas que não chega a ser uma novidade aos ouvidos.

Boas músicas como “Cerebral Infection”, “Looking Over The Walls Of Despair” ou “Cries Of The Dying”, fazem com que os amantes do thrash oitentista balancem suas cabeças e soltem alguns suspiros.

(Bob Riot)

F.K.Ü. – WHERE MOSHERS DWELL – Metal On Metal – Importado – Nota: 8,5
Free Spirit

Eu já estava convicto de que o pessoal da Suécia só estava interessado na parte melódica do Heavy Metal e eis que ouço esta banda formada no final dos anos 80 com uma carreira que já chega a 23 anos. Com Pete Stooaahl (guitar/backing vocals), Dr. Ted Killer Miller (drums/backing vocals), Larry Lethal (vocals/backing vocals), Pat Splat (bass/backing vocals).

Som agressivo, com boas mesclas de vocal, entre o clássico heavy, death e thrash, ora me lembrando Living Death, ora System of a Down, dando uma boa versatilidade ao grupo. Músicas como “Horror Metal Moshing Machine”, “Hate Your Guts (Love Your Brain)”, “The Pit And The Poser” “ou “Faster Than The Shark”, dentre as 17 composições do disco mostram um grande desempenho do grupo.

Este disco é o terceiro na carreira do grupo, pouco para seus longos 23 anos de existência, e apesar de não der ouvido ainda os dois primeiros fica a incognita de poucos discos. Será que o metal melódico ofuscou o excelente thrash metal que existe na Suécia?! Para comprovar eis aqui um bom disco.

(Bob Riot)

FAIR WARNING – AURA – Metal Heaven Records – Importado – Nota: 7,5
Free Spirit

O Fair Warning é uma banda alemã de hard rock fundada em 1991 pelo ex-vocalista do V2 Tommy Heart além do baixista Ule W. Ritgen (ex-Electric Sun e Zeno). A banda foi completada pelos guitarristas Helge Engelke e Andy Malecek além do baterista Jurgen C. C. Behrens.

A discografia do Fair Warning é ampla, a banda já gravou seis albuns de studio: Fair Warning (1992), Rainmaker (1995), Go! (1997), Four (2000), Brother´s Keeper (2006) e esse mais novo que saiu 2009, Aura, além do EP Angels Of Heaven (1996).

Ainda possui três álbuns de studio, Live In Japan (1993), Live At Home (1995) e Live And More (1998) além de duas coletâneas, Early Warning 92-95 (1997) e A Decada Of Fair Warning (2001).

Em relação a esse mais recente álbum de studio, Aura, ele possui doze composições e um video clip lançados num formato digipack modern como anda muito na moda atualmente e a formação é um quarteto que agora conta com apenas um guitarrista, Engelke.

As duas primeiras faixas, “Fighting For Your Love” e “Here Comes The Heartache”, são dois hard rocks polidos, cadenciados, muito bem estruturados e produzidos e, como disse, esbanjando uma forte dose de melodia. Melodia também é a palavra chave para a bonita balada “Hey Girl” (o timbre dos vocais lembrando um pouco aos do vocalista do suíço grupo Gotthard, Steve Lee). Depois temos “Don´t Count On Me”, já com levadas e harmonias mais na linha do pop rock moderno.

A banda mostra boa versatilidade nas composições; “Falling” é uma power ballad enquanto “Holding On” é um hard pop cadenciado com um clima e arranjos interessantes e “Walking On Smiles” já é mais no estilo Bon Jovi atual. Essa versatilidade na criatividade desses alemães não para por ai, temos mais diversificações musicais como por exemplo “Someday” e “It Takes More” que são duas baladas levemente melancólicas onde os vocais se sobrepõem aos arranjos de teclados e violões para na seqüência ganhar corpo nos refrões. E novamente, mais lindas melodias das vocalizações.

“As Snow White Found Out” é mais um hard pop, essa já mais na linha do Gotthard atual que está mais light que os trabalhos anteriores.

“Station To Station” é uma música cheia de groovies, bem balanceada e com farta dose de arranjos, vocais de apoio e para variar, uma melodia agradabilissima.

Fechando o album temos uma balada no melhor estilo hard AOR digna a figurar nas melhores rádios do mundo afora, “Falling”.

As bandas alemães sejam elas de hard rock, de heavy metal melodico ou de heavy metal tradicional vem, junto com as bandas suecas, inglesas e italianas, sistematicamente, dominando o mercado de lançamentos do rock pesado. Na Alemanha ainda reside o legado deixado pelas primeiras bandas que fizeram sucesso no gênero como o Scorpions (na primeira geração) e um pouco depois o Accept e o Helloween (ambos pertencentes a segunda geração do heavy metal alemão), ou seja, guitarras despejando toneladas de melodia muitas das quais com forte inspiração da música clássica como Uli Roth, Wolf Hoffman e Roland Grapow.

O Fair Warning é cria direta dessa turma que vem mais recentemente, junto com bandas excelentes dessa terceira geração do rock pesado made in Germany como Pink Cream 69 entre outras e, esse é um album que reúne todas essas qualidades. Um lançamento muito bom, bem balanceado,  muito melodic, diversificado, rico e agradável mas tem de se ter o cuidado para não ficar demasiadamente pop senão já parte para outra praia, outro public como o Bon Jovi vem fazendo d euns dez anos para cá. De qualquer maneira é um album a ser adquirido.

(Fred Mika)

FISCHEL´S BEAST - COMMENCEMENT - Stormspell Rec - Importado - Nota: 9,0
Free Spirit

Barry Fischel foi guitarrista da banda cult underground norte-americana Sentinel Beast, com a qual lançou um trabalho em 1986. No momento de composição do segundo trabalho, a banda chegou ao seu fim, e Barry ficou com as composições que foram feitas até então. Eis que mais de 20 anos depois, ele resolveu entrar em estúdio e registrar essas músicas em uma demo, agora relançada em EP, que foi batizado de “Commencement”.

Acompanhado por Anthony Cross nos vocais, Ed Klinger na bateria e Eric Mauriello no baixo, Barry nos mostra que essas pérolas não poderiam ficar guardadas, pois são uma verdadeira aula do verdadeiro Heavy Metal americano com influências de Savatage e Metal Church, desde a intro homônima, passando pelos bumbos furiosos de “The Phoenix” até o final com “Where Am I”, fechando com chave de ouro esse petardo, que eu só lamento por ele não ter sido lançado nos anos 80, pois com certeza seria um clássico.

(Rodrigo Ribeiro Freitas)

FREE SPIRIT - PALE SISTER OF LIGHT - Carpel Music - Importado - Nota: 9,5
Free Spirit

Esses finlandeses andam atraindo certa atenção já há algum tempo, desde que o vídeo de “Until the Night” atraiu grande atenção no MySpace. A expectativa pelo álbum de estréia da banda tornou-se grande no cenário Hard / AOR, e logo que o CD saiu uma série de resenhas muito positivas surgiram em todos os lados da Internet. E essa, amigos(as), será mais uma – afinal de contas, “Pale Sister of Light” é nada menos que um dos melhores discos de 2009.

O tipo de som que o ouvinte encontrará nesse trabalho, trata-se de um Hard Rock melódico que transborda emoção em cada faixa, com uma musicalidade que chega a ser quase surpreendente em muitos momentos – não esqueça, estamos falando de uma banda que está estreando em CD. O nível das composições é tão alto que o trabalho como um todo, torna-se indispensável. Certamente que a produção cristalina ajuda muito, já que podemos ouvir todos os detalhes do disco com absoluta nitidez e ótima sonoridade – mas de nada isso adiantaria se os músicos e as composições não ajudassem, não é verdade? E ajudam, pode ter certeza.

Os seis músicos são experientes, e dotados não só da técnica necessária como de inegável bom gosto em suas participações. O trabalho de guitarras de Vesa Yli-Mäenpää e Marko Haapamäki é positivamente surpreendente: passeiam tranqüilamente entre partes de muita melodia, riffs mais pesados, solos emocionantes e vários duetos, tudo com muito bom gosto e sensibilidade.

Dificilmente você ouvirá momentos nos quais os dois estejam tocando exatamente a mesma coisa – prova da grande criatividade desses dois grandes músicos. E Sami Alho é um vocalista diferenciado, daqueles que alia alto domínio técnico com doses incríveis de sentimento e enorme poder de interpretação. Seu trabalho não só combina com as temáticas da banda, como dão uma dimensão toda especial ao som do Free Spirit, com resultados realmente empolgantes em vários momentos.

Ao todo temos 11 faixas e todas são tão boas que é até difícil destacar algumas sem a sensação de estar sendo injusto com as demais. Desde a linda abertura com “Shadow of a Man” até o encerramento com a poderosa “Preacher Man”, o que temos é uma série de composições de altíssimo nível, equilibrando melodia, energia e sentimento com uma naturalidade que impressiona. Nada aqui é absurdamente original, mas é tudo feito com tamanha qualidade que só tendo muita má vontade para reclamar do que se escuta nos pouco mais de 45 minutos de CD. Se os tempos fossem um pouco diferentes, não hesito em dizer que um tema como “Strangers” seria um grande candidato a estourar no mundo todo – a letra simples e bonita, o refrão que gruda na alma, os arranjos caprichados, o solo matador: está tudo ali. Músicas como “Cry of An Eagle”, “Moonlight Ride” e a linda balada “Heroes Don’t Cry” estão no mesmo nível – e tudo isso serve como um alento para os que acreditam que ainda existe muita música boa por aí, e que basta manter a mente e os ouvidos abertos para se deparar com agradáveis e emotivas surpresas.

“Pale Sister of Light” entra sem pedir licença na lista dos melhores discos de 2009 – de fato, periga mesmo estar lá no topo dela.

(Adriano Gandolfi)

FORSAKEN - AFTER THE FALL - I Hate Rec - Importado - Nota: 8,5
Forsaken

Já faz quatro anos desde que haviam lançado o excelente Dominaeon. Finalmente o tão aguardado After The Fall está no mercado. Apesar de quatro anos são muito tempo, eles não parecem assim porque não é Forsaken que desapareceu de cena, durante esse período de tempo.

Este é o quarto trabalho do grupo e traz um som forte e pesado, bastante épico e com toques Doom. Aidenn Fall abre brutalmente o cd após uma introdução de dois minutos, riffs pesados e vocais muito bem colocados, Sins Of The Tempter vem na sequência e é uma porrada na cara, arrastada e tremendamente pesada, possui um riff fortíssimo, e um refrão que gruda, próxima ao solo tem uma caída que lembra muito Sabbath com Dio. Sins Of The Tentador está repleta de solos de guitarra e riffs esmagadores.

The Lord Of Sayeth tem um começo que chega perto do gótico e vai assim até o final dando uma quebrada no ritmo forte que vinha sendo seguido. A audição continua e apresenta uma banda bem estruturada e capacitada para aquilo que pretende apresentar, fica muito clara a linha épica adotada pela banda, que mostra muita competência naquilo que se propõe. Vale a pena sacudir a cabeça com o riff de Vanguards Of The Void, simplesmente arrebatador.

Bom cd que vale a pena uma conferida, que riffs!!!!!!

(Adriano Gandolfi)

FACTORY OF DREAMS - POLES - ProgRock Records - Importado - Nota: 9,0
Factory Of Dreams

O projeto Factory Of A Dreams, idealizado pelo multi-instrumentista Hugo Flores (guitarra, baixo, teclados e bateria), é uma intrigante mistura entre o rock progressivo, o rock gótico e o rock eletrônico dando criando uma sonoridade única, cheio de climas e mistérios e transbordando psicodelia melancólica. É literalmente, uma viagem sem fim.

Ao colocar esse álbum para rodas, logo na primeira faixa, “Trasnmission Fails”, o ouvinte fica maravilhado com o timbre agradável e a excelente interpretação da vocalista Jessica Letho. Completa o projeto o baixista Chris Brown (esse que toca num baixo fretless, ou sem trastes).

O som é muito abstrato e as letras igualmente intrigantes. Essa faixa de abertura, por exemplo, fala sobre uma entidade que perde sua memória e sua energia mas, na seqüência, o ouvinte toma conhecimento sobre o protagonista.

E a viagem continua, com climas do rock atmosférico, quase que new age, mas sobre tons melancólicos e comoventes vem “The Sight Of A Better Universe”, “Air Powerplant”, “The Piano In the Sea” e “Electric Boom”.

Um álbum que é uma visão abstrata e metafórica de nossa própria (ou deles) visão do mundo, mas que encontra nesse lançamento um álbum digerível, acessível.

A melancolia chega ao seu ponto mais extremo com a composição “Factory Of Dreams” e “Peace Echoing”, estas com um lirismo profundo e impressionante.

“Gliding Above The Ocean Of Memories” é outra composição que também transporta o ouvinte por sensações fantásticas. Uma incrível viagem com climas surrealistas.

A misteriosa “Stream Of Evil” apresenta várias passagens (como todas as outras), mas essa já tem guitarras um pouco mais pesadas recheadas de dramaticidade e lirismo.

“Generator Of Illusions” tem d etudo numa só faixa, dramaticidade, muitas passagens, suspenses, aclimatizações, loucura e viagem surreal elevada a máxima potência. Perfeita.

“Crossing The Bridge To The Positive Pole” é outra não menos intrigante, dramática, climática e melancólica que as demais. Com um pouco mais de groovy e com mais vocais de apoio, essa faixa cria um clima de desespero existencial.

Enfim, é um álbum com uma sonoridade única, um álbum muito diversificado e com uma estrutura muito rica, muito criativa e bem trabalhado e com uma profundidade lírica impressionante, sedutora e misteriosa. A voz da vocalista oferece o elo perfeito, casa com muita maestria com a parte instrumental da banda (ou projeto).

Outro ponto positivo é que o grupo consegue gerar todas as idéias que se propõe, melancolia, dramaticidade, aclimatizações, surrealismo, mistério e tudo de uma forma bem elaborada, encaixada e única.

Para quem quer descobrir algo novo, único, rico e que foge dos clichês então esse é um lançamento mais que indicado. Não vai se decepcionar.

(Fred Mika)

FELINE MELINDA - MORNING DEW - My Graveyard Productions - Importado - Nota: 8,0
Feline Melinda

Este álbum, Morning Dew, foi lançado em 2008 e conta com onze composições. O grupo (que é um trio) é realmente uma caixinha de surpresas porque para começar quando o ouvinte pega o encarte do cd e vê a capa, pensa que está diante de uma banda de hard rock oitentista no melhor estilo sexo, drogas e rock n´roll. Ledo engano, a banda é mais que isso, um monte de influências senão vejamos:

Logo na faixa de introdução, “Feline´s Awakening”, que é uma instrumental, já engana novamente o ouvinte porque então daí ele acha que se trata de uma banda de rock progressivo. Mas depois dessa composição de introdução insólita já temos duas faixas que se encaixam perfeitamente dentro do estilo denominado heavy metal melódico, “Forever” e “Skydiver”.

Na seqüência, vem as faixas “Women Without Compromisses” e “ “If You Need Me”, ambas já pendendo para o hard rock AOR embora que a segunda seja um pouco mais pesada. Refrões pegajosos na boa voz de Rob Irbiz (que também é o guitarrista da banda) e presença de boas linhas de melodia, de riffs e rimas.

“Free Your Mind” é um heavy metal moderno com bases arrastadas, cadenciadas, mas que logo se tornam mais retas e melódicas a medida que entram os vocais. Aqui há um excelente refrão. Chris Platzer (bateria) e Gschnell (baixo) são criativos, não dados a firulas desnecessárias, mas impondo ao trio uma sessão rítmica eficiente e versátil.

As faixas que vem a seguir, “Dangerzone” (que é um pouco na linha do Europe, alguém ai se lembra de “Danger On The Track” do álbum The Final Countdown?) e “Love And Hate” (já mais na linha do Bon Jovi), são mais duas com bons riffs, refrões pegajosos e solos bem trabalhados.

“Turn Me On (Cat Women)” é a próxima, com um riff de introdução matador, uso de cow bells, essa faixa lembra muito as melhores composições de hard rock melódico oitentista. É a faixa mais trabalhada quanto ao instrumental do álbum. Ritmos quebrados, muitas e variadas acentuações, modulações e fartura e diversidade de arranjos. Vê se aqui que os músicos não estão de brincadeira apagando todas as dúvidas de ouvintes mais exigentes que ousem ainda contestar as habilidades instrumentais dos integrantes fugindo do hard rock cru e clichê.

“Morning Dew” (a faixa título) com uma linha melódica reta e com bases igualmente retas é mais uma composição que podemos definir como sendo um heavy metal melódico. Mas só ouvindo a mesma é que podemos perceber algumas nuances interessantes dessa composição como por exemplo, uma bela parte mais light ao final dessa música.

E enfim, a banda encerra o play com a balada “Heart Of Stone”. Leve, agradável e com uma melodia bem presente, essa faixa fecha o álbum em grande estilo. Somente vocais bem interpretados criativamente sobre violões que seguem um andamento cadenciado e com uma bateria bem discreta ao fundo.

Resumindo, é uma banda que se prima pelo bom senso prezando muito a melodia como um todo (uma das características mais importantes se quisermos tentar definir o conceito de boa música).

Bons solos, bons riffs, vocal agradável e criativo e tudo isso muito bem mixado. A banda soube como poucas escapar dos clichês porque aqui se nota influências bem dosadas de vários segmentos do rock pesado transformando assim o trio Feline Melinda numa sonoridade única.

(Fred Mika)

FAITH FACTOR - AGAINST A DARKENED SKY - Retroactive Rec - Importado - Nota: 8,5
Faith Factor

A banda debutou de forma esplêndida com o Ep 07/07/07 mostrando respeito e maturidade num power metal tradicional na melhor escolha norte-americana oitentista com uma produção crua e sem retoques; retorna agora com um full, primeiro trabalho numa gravadora de respeito dentro da cena cristã e com um cast muito interessante (SEVENTH POWER, DELIVERANCE, ULTIMATUM).

O soberbo vocalista Norm “Ski” Kiersznowski (ex DEADLY BLESSING, como qual gravou Ascend from the Cauldron em 1988 lançado pela New Renaissance Rec e participação em An Eye To The Past pela Hellion Rec alemã), guitarristas Chris Matusieski (tbem tecladista)/Blaine Booth, baixista Joe Manghan e baterista Dan Jefferson desta feita reuniram nove composições inéditas (+intro), com uma produção bem melhor e cristalina e aonde despejam uma música repleta de energia, excelente instrumental com variações e excelente trabalho de guitarra,com duetos/duelos bem dosados, uma cozinha rítmica segura e sem muitas firulas, puro power metal norte-americano sem os trá lá lás dos seus vizinhos europeus, bem mais tradicionalistas e muito bem influenciados pela cena oitentista, e com aquele sentimento de bater cabeça e levantar os pulsos a cada momento de músico - música prá banguear-; conduzidos brilhantemente pelas vocalizações de seu fundador, aonde podemos notar/ouvir, em sua magnífica garganta influencias aqui e acolá de outros grandes gogós da cena tais como Geoff Tate, Midnight (descanse em Paz!), John Arch, Dio, Bruce Dickinson, Halford, Lance King e em termos lírico; com exceção de “Keep It True” uma ode de amor à música metálica com citação de vários nomes de cena, letras totalmente voltadas ao amor à CRISTO em letras inteligentes e bem escritas que fogem daquela história “salve o SENHOR ou queime no inferno” nada de pregação barata, mas boas aulas de evangelismo.

Um dos melhores álbuns de som tradicional dentro e fora da cena cristã, e olha que não está fácil, pois com grande surpresa são muitos os grandes lançamentos nestes últimos tempos.

Indispensável!! Clássico!

(Eduardo de Souza Bonadia)

4ORDER - THE JOURNAL/ANGRY SPIRITS - Carmina Divina Media - Importado - Nota: 6,5
4Order4Order

Desde 2003 na ativa, este grupo finlandês trás Marie Helsingfors (vocal), Ozzie Rissanen (vocal), Kalle Vuorinen (guitarra), Pasi Juvonen (guitarra), Norman Bass (baixo) e Stone Ed (bateria), que no site oficial do grupo foi substituído por Ville.

A banda descreve a sua música como "Ghost Metal", combinando vocais, masculino-feminino, numa gama de cinco oitavas. A música é Gothic Metal com algumas influências hard rock progressivo e parte ópera nos vocais. Suas letras contam histórias de terror com vampiros e outros personagens.

Confesso não ser muito adepto ao estilo, apesar do grupo ter algumas boas passagens pesadas e os arranjos com os vocais, ficarem bem melhores dos que costumam aglutinar os elementos líricos com vocais guturais.

The Journal é o primeiro álbum do grupo, lançado em 2006, do qual podemos destacar as músicas “Vampire”, “Evil Things Can't Sing” e “Sick Torture”. Angry Spirits, um single lançado em 2007, trás a faixa título bem pesada e com boa pegada, certamente um hit do grupo, e “Truth Hurts”, também voltada mais para o Doom e com riffão no final da música.

Os finlandeses tem este tom deprê, e não sou o dono da verdade, eu geralmente comprava o que o pessoal pichava, se você é um destes pode ir atrás.

(Bob Riot)

FAMOUS - ALL THE WICKED - Burning Records - Importado - Nota: 6,5
Famous

A banda Famous toca um rock n´roll moderno, como muita influencia das bandas pós-grunge mas sem cair na tosqueira dos três acordes e arranjos demasiadamente simplistas.

O grupo é um trio formado por Ben Phillips (vocais e guitarrista), Mark Damon (vocais e baixista) além do baterista Jamie Perkins que, juntos fazem um som interessante.

Logo nas duas primeiras faixas, “Black Hole” e “All The Wicked”, eles já apresentam essa característica, muito groovie nas guitarras com uma distorção cuidadosamente escolhida e vocais chapados, mas que devem fazer a alegria da geração atual.

Destaque como um todo para a produção, os timbres dos instrumentos estão muito agradáveis além da excelente mixagem.

Na seqüência temos a faixa “Today I´m Gonna Kill The World”, já mais cadenciada, um rock pop atual feito para ser executado nas FMs por ai, além dos refrões que chamam a atenção, além da empostação do vocalista a la Pearl Jam.

A seguir vem “Heaven Will come”, uma das mais pesadas do play com direito a guitarras bem distorcidas e vocalização dramática, uma das melhores do álbum.

“Waiting In Hell” dá a impressão de ser uma balada devido a introdução mas logo cai num peso, é uma faixa arrastada e repleta de nuances, com paradas de vocais, bases pesadas entrecortando as partes mais lentas mas que deu um resultado final interessante.

“Take Me Out” é um boogie, um rock n´roll rápido em que a bateria cheia de energia manda ver, essa faixa transbordando adrenalina juvenil é algo digno das melhores do Offspring, um punk pop bem ao gosta da geração que começou a ouvir esse som na década de noventa. No todo, esse é um tipo de som para diversão sem muito compromisso estético musical.

“What She Doesn´t Know” volta a um rock n´roll mais cadenciado, porém sem perder o peso e que os refrões são os pontos altos dessa composição.

“Only 15” volta a pancadaria (na verdade a faixa nem é tão pesada assim) mas sim um rock rápido e cheio de energia, uma faixa bem ao gosto dos skatistas.

Por fim temos a primeira balada verdadeira em “Give Me Your Soul”, a faixa que encerra o álbum. Cantada somente no violão, é uma balada alegre, porém com uma certa dose de dramaticidade além da letra interessante. Boa sacada.

Em suma, é um som moderno, simples sem ser tosco e totalmente dirigido para geração atual, desde skatistas até admiradores do punk pop pós grunge, tem um que de descartável, a impressão de ser mais uma modinha entre os adolescentes mas é isso o que a moçada quer ouvir atualmente. Não creio que vá resistir ao tempo mas para quem gosta é um som que preenche esses requisitos todos sem decepcionar.

(Fred Mika)

FLOTSAM AND JETSAM - DREAMS OF DEATH - Crash Music - Importado - Nota: 8,0
Flotsam And Jetsam

O grupo Flotsam And Jetsam definitivamente nunca alcançou – ainda que injustamente - um lugar de real destaque dentro do cenário Thrash ou Metal, muito embora tenha sido uma das bandas mais importantes no que diz respeito à concepção, desenvolvimento e afirmação do estilo Thash Metal como uma vertente importante do Heavy Metal (vide o obrigatório debut álbum “Doomsday For The Deceiver”).

Depois de uma série de altos e baixos o grupo está de volta com o CD “Dreams Of Death”, certamente seu melhor álbum em anos. O disco resgata de certa forma em alguns momentos o estilo clássico de compor e tocar da banda, ainda que seja bastante diversificado em suas composições, mesclando momentos mais pesados, intensos e rápidos com outros mais introspectivos, cadenciados ou ainda quase obscuros. Os destaques ficam para “Straight To Hell”, “Parasychic, Paranoid” (rápida e pesada), “Look In His Eyes”, “Bathing In Hell” (bela balada acústica) e “Out Of Mind”, que fecha o disco em grande estilo.

Para quem achava que a banda estava destinada ao esquecimento este disco é a prova viva de que isso está longe de acontecer!

(Eduardo Garcia Carvalho)

FAIR HAVEN - RIDE - Intercontinental Rock Records - Importado - Nota: 9,0
Fair Haven

O Fair Haven é um quarteto fundado em 1988 cujos músicos são oriundos de dois continentes, mas tinham em mente algo em comum, o de compor rock com muita melodia e cativante. Em pouco tempo o grupo já estava se apresentando para platéias grandes na Europa e no Canadá além de shows em TV na Suíça e no Canadá. Como se não bastassem ainda emplacaram musicas nas rádios do Canadá, Suíça, Brasil, Alemanha e dos EUA. Eles provaram que estavam no caminho certo, canções com refrões esbanjando melodia e muitas baladas repletas de feeling e igualmente melodiosas.

Depois dos álbuns “Still In The Storm”, “Master In The Mirror” e “Altruism, o grupo gravou finalmente seu quanto álbum em 2005 (Ride) sob a batuta do produtor Darren Grahn (que já havia produzido gente como Metallica, Motley Crue, Skid Row, Bon Jovi, entre outros). Com esse aspecto grandioso, esse ultimo álbum teria de ser algo bom de fato e realmente ele não nos desaponta. Ride já abre com “Lifechanges”, um hard rock forte, com refrão impossível de ser esquecido e com uso de muitos vocais de apoio para logo depois já emendarem com “Into The Unknown”, um hard AOR com roupagem moderna com um refrão igualmente cativante e com certo ar dramático (nessa hora o andamento cai um pouco e a ponte que se segue ao refrão é simplesmente fantástico).

Na seqüência “Asking Forever (Why)”, um pouco mais pesada que anterior, um hard rock um pouco mais simples e como sempre, belos refrões.

Por fim temos a power ballad “Riding Into The Sun”, simplesmente fantástica, só ouvindo para se ter a ideia da dimensão maravilhosa dessa musica. Difícil descreve-la aqui, com certeza um dos pontos altos desse disco.

“Cunning Plan” é um rock AOR com tons mais introspectivos (uma instrumental), destaque para a bela melodia do solo. Depois vem duas faixas já mais pesadas, “Healer” e “Chaincrusher”, um hard rock (na linha dos hards mais vigorosos da época de ouro do Dokken) que reúne todas as características essenciais para um bom hard rock verdadeiro.

O timbre do vocalista Don Jamesayer se assemelha bastante a uma mistura de Adria Busic (Dr. Sin) com Jon Bon Jovi e o guitarrista, Bernie Kueffer, não é um instrumentista virtuoso, mas sabe muito bem criar uma melodia e encaixa la em seus riffs bem criativos. Já a dupla Andy Scherrer e Matto Levenberger (respectivamente baterista e baixista) se limitam ao essencial bem feito.

“Polish My Ferrari”, ao contrario do que o titulo possa sugerir é apenas uma curta e melancólica faixa instrumental tocada apenas no piano.

“No One´s Home” é outra bonita balada recheada de melodia bem ao estilo da musica “Dry Country” do Bon Jovi. “Sincere” é outra curta composição instrumental, igualmente melancólica a outra porem tocada somente na guitarra limpa.

E, fecham em grande estilo com a poderosa “Before The Dawn”, um hard rock cheio de energia sem contudo perder a marca maior da banda que é muita melodia, tanto nas linhas das vocalizações como nas linhas de guitarras de um modo geral.

Essa banda é um misto bem feito de hard rock, rock AOR e hard pop e por esses termos notamos influencias tanto de bandas como Dokken, Bon Jovi até Survivor e The Cult, mas que não deixa de ser muito bem elaborado e bem combinado.

(Fred Mika)

FAIR WARNING - BROTHER'S KEEPER - Frontiers Rec - Importado - Nota: 8,0
Fair Warning

“Brother's Keeper”, quinto álbum da banda, marca o retorno com praticamente a mesma formação, com exceção do guitarrista Andy Malcek. Tommy Heart (voz), Helge Engelke (guitarra), Ule W. Ritgen (baixo) e CC Behrens (bateria), mesmo depois de tanto tempo, mantém a habilidade em produzir o Hard Rock melódico bem ao modo europeu, muito típico de seu país e exportado com sucesso para os quatro cantos do mundo.

As canções aqui apresentadas estão mais melódicas, mas mantendo suas raízes. Linhas vocais sensacionais, refrãos pegajosos, melodias agradáveis e muito otimistas, tudo finalizado, por uma produção polida.

Abrindo com “Don´t Keep Me Waiting” é a prova real disto, rock´n´roll de primeira, assim como a mais melódica “Generation Jedi” que é o grande destaque do disco. Outros momentos muito fortes são “Push Me On”, cujo final traz um solo de guitarra matador e pesadíssimo, e ainda “The Cry”, que lembra bastante o Zeno, banda pela qual estes músicos já passaram. Temos também algumas baladas que não poderiam faltar em uma banda do estilo. “All Of My Love” e “Wasted Time” são bastante melosas não deixando nenhum item do estilo de fora.

Este não é o melhor álbum da banda, mas “Brother's Keeper” com certeza mantém a reputação destes alemães em fazer música de alta qualidade, valendo uma boa conferida.

(Adriano Gandolfi)

FAITH AND FIRE - ACCELERATOR - Metal Heaven - Importado - Nota: 8,0
Bastardz

Primeiro disco do Faith And Fire, que demorou uns quatro anos prá sair da frigideira, entre composições, disponibilidade de tempo de seus integrantes e uma gravadora que quisesse lançar o disco.

O grupo é liderado pelo vocalista Tony Moore (ex-Riot), contando com Mike Flyntz, (Riot) na guitarra,, Danny Miranda (BOC, Queen + Paul Rodgers) no baixo e John Miceli (Meat Loaf) na bateria.

O fato de Tony Moore ser o vocalista do álbum “Thundersteel”, um dos favoritos pelos fãs do Riot, trouxe uma certa expectativa sobre esta gravação. A última gravação de Tony foi o “Riot in Japan – Live!”, em 1992, e desde então ficou longe dos discos.

Para começar, “Accelerator”, não tem nada a ver com “Thundersteel”, ou mesmo, “Privilege of Power”, outro disco gravado com o Riot. Raras são as vezes que podemos ouvir alguma marca destes discos em sua voz, mas não fiquemos no passado, pois as pessoas mudam com o passar dos anos.

O disco abre com a faixa “Ready”, uma música com base pesada, boa harmonia de guitarra e vocal, com um pouco da lembrança de seus tempos no Riot, “Villanelle” com uma clima mais lento, denso, com bom trabalho vocal de Moore, a próxima faixa, “Radio Superstar”, “Fallen”, “Accelerator” e “America, com instrumental climatizando com o Riot, bons riffs de guitarra. “Breathe”, “Ashes” e “Angel”, baladas bonitas para variar o disco, “Faith And Fire”, música mais prá cima, clima hard rock.

As músicas ficaram mais pesadas na versão deste disco, em comparação com as que tinham sido disponibilizadas, como demo, no site do grupo, algum tempo atrás. O Faith And Fire conta com músicos competentes, estilo mais para o heavy tradicional/hard rock, e talvez pelas dificuldades encontradas, não tiveram tanta inspiração nas composições, mas mesmo assim é um bom disco em comparação com outras coisas que tem aparecido.

(Bob Riot)

FAITH FACTOR - 07/07/07 - Metallic Archangel Rec. - Importado - Nota: 9,0
Beltane

O underground norte-americano felizmente está crescendo novamemte em quantidade e qualidade do que poderiamos chamar de autentico heavy metal, hard rock,etc não destas coisas híbridas que a mídia costuma chamar de som pesado.

Do sudeste de Nova Jersey vem este formidável quinteto composto pelo vocalista Norm-Ski(que foi músico nos anos 80 de uma banda chamada Deadly Blessing, que chegou à lançar um álbum pelo selo New Renaissance Rec, de propriedade da vocalista do Hellion,Ann Boleynn), guitarristas Blaine/Chris baixista Joe e baterista Dan que tocam um formidavel power metal no velho ,clássico e ótimo estilo oitentista norte-americano, sem os "trá lá lá" de muitas bandas vindas de terras européias.; uma mescla de Omen,Maiden antigo, Priest, Liege Lord,com grande musicalide e muita energia.

São apenas tres faixas neste Ep e fica um imenso gosto de "quero mais" pois são todas ótimas: Prayer Warriors, The Angel and The Butterfly e Deceiver; a banda é cristão e suas ótimas letras refletem isso! Clássico, classico, classico!!!.

(Eduardo de Souza Bonadia)

FATES WARNING - NO EXIT - Metal Blade - Importado Nota: - Nota: 10
Fates Warning

Para comemorar seus vinte e cinco anos de existência, o pioneiro selo norte-americano, resolveu relançar alguns dos seus clássicos dos anos 80 em edições especiais, remasterizados com muitos bonus (d.tapes, ao vivo, shows em dvd) incluindo este ótimo trabalho do então quinteto norte-americano de Connecticut.

Divisor de águas e clássico por inumeras razões, NE traz o primeiro trabalho com o vocalista Ray Alder-muitos vão me xingar e achar uma "heresia", mas então eles eram apenas uma banda competente e igual à muitas outras e que contavam com o chato e limitado, John "quero ser Bruce Dickinson" Arch e sua sonoridade vinha totalmente na cola do Maiden sem a mesma qualidade, é claro-aqui houve uma nítida evolução em todos os sentidos, tanto de produção e musicalidade, mesclando "velhas" influências do metal puro e tradicional dos seus três primeiros trabalhos, os arranjos passaram a soa mais complexos e progressivos, sendo dúvida dos primeiros a ter a marca de progr metal sem chatices instrumentais.

Por outro, Alder com sua voz na linha mais emotiva e melódica na escola Geoff Tate trouxe uma carga emotiva muito maior às interpretações trazendo novos horizontes, idéias diversas e sangue novo ao FW.

Como bonus, duas músicas da demo Quietus e o segundo cd é um dvd com imagens da tour de promoção de NE(ao vivo e backstage), video clipes de Silent Cries e Anarchy Divine e o making de ambos. Um item indispensável para entender um pouco mais da magia dos anos 80 e importantissimo trabalho desta ótima banda.

(Eduardo de Souza Bonadia)

FAT NANCY - PURE AMERICAN MUCLE BABY - Perris Rec - Importado - Nota: 6,5
Berith

Das cinzas de bandas anteriores surgiu o Fat Nancy, segundo o frontman tatuado Alex Mitchell o projeto o mais atrasado da vida dele. Com cordas vocais que soam como uma motocicleta, Mitchell e companhia, que soam bem-ajustados, liberaram uma coleção de sons, que não deixam você ficar parado.

Não fique muito preocupado com a qualidade musical aqui, embora haja certos momentos maduros, a importância do som feito pela banda é uma só, divertir com muito rock sujo.

Eles conseguem dentro deste padrão usando muito do southern rock causar uma boa impressão e criar um som que agrada no final.

(Adriano Gandolfi)

FEANOR - INVENCIBLE - Secret Port - Importado - Nota: 8,0
Feanor

Quem disse que não tem metal na Argentina? Pensei que depois da banda V8 não apareceria outro grupo por lá (pelo menos que chegasse a nossos ouvidos).

É bom saber que no Mercosul não tem somente lutas por interesses políticos e econômicos, o velho amor ao heavy metal pode ser sentido também em outros cantos latino-americanos, aliás, fica tão legal cantado em português quanto em espanhol (castelhano).

Foi difícil entender o nome do grupo vendo o logotipo, só entendi lendo o release, também o CD que foi enviado foi um CDR cheio de falhas no início das músicas, mas tudo bem... por aqui também não estamos numa boa mesmo.

O Feanor em suas letras trás estórias medievais puxadas pelo estilo Manowar. A sonoridade do grupo é heavy metal com algumas influências de Iron Maiden, Manowar e Running Wild.

Um bom disco de heavy, com bases cadenciadas (“Estrella Del Norte” e “Em Alas De Tempestad”) e velozes (“En La Huida”), bons arranjos vocais (“Entre Nosotros”) e de piano na instrumental “Nerdanel”.

Um disco de uma produção fraca, visual do grupo um pouco exagerado, mas com metal infiltrado nas veias sem dúvida. Os caras que fazem o Feanor são: Matias Pena (bat), Maximiliano Basualdo (v), Leonardo DarkSoul (gt), Emilio Souto (gt) e Gustavo Acosta (b/tc). Infelizmente o site do grupo parece ter sido retirado do ar.

(Bob Riot)

FALL OF SERENITY - ROYAL KILLING - Rock Machine Rec. - Nacional - Nota: 7,5
Fall Of Serenity

Grupo de Death Metal alemão que mescla o tradicional andamento, peso e velocidade do estilo com passagens mais melódicas e trabalhadas. Os vocais tradicionalmente mais agressivos dão lugar – em alguns momentos – ao uso de vocalizações mais limpas, proporcionando um diferencial na sonoridade da banda, sobretudo em determinadas faixas do disco. As guitarras são bastante entrosadas, com bons duetos e riffs pesados, o que acaba remetendo à comparação com bandas que supostamente fazem um som mais moderno (como Soilwork e In Flames, por exemplo), o que não significa que sigam o mesmo caminho destas. Vale ressaltar ainda a forte presença da bateria, com uma pegada realmente pesada e marcante.

As faixas que mais se destacam são Royal Killing (faixa título), Falling Apart, Children Of A Dying Breed (bastante veloz), Lost Horizon e Behind The Veil.

Boa opção para quem curte o estilo.

(Eduardo Garcia Carvalho)

FATES PROPHECY - 24th CENTURY - Hellion Records - Nacional - Nota: 9,0
Fates Prophecy

Grupo influenciado pela NWOBHM, formado no inicio dos anos 90, com 3 CDs lançados, vem com este seu último trabalho mostrar o poder do heavy paulista. Com o excelente vocalista Sérgio Fraga (voz a la Bruce Dickinson), Paulo Almeida (guitarra), Lely Biscassi (guitarra), Sandro Muniz (bateria) e Alexandre Ferreira (baixo).

24th Century traz o melhor em matéria de heavy tradicional, músicas marcantes, guitarras coesas e harmônicas, heavy metal na sua melhor tradução. Músicas para serem ouvidas: 24th Century, Welcome to the Dark Future, uma homenagem ao Scorpions com Rock You Like a Hurricane, e Unbreakable. As letras são bem legais e um resumo sobre cada música pode ser visto no site oficial do grupo.

O Fates Prophecy é mais uma excelente banda no cenário heavy nacional, vamos esperar e conferir seu futuro, como de toda a banda de rock, com muito amor e suor.

Músicas:
1- Welcome To The Dark Future
2- Hollowman
3- Blessing Way
4- Insomnia
5- 24th Century
6- Beyond Good And Evil
7- Life Circle
8- Unbreakable
9- Heart, Faith And Braveness
10- Rock You Like a Hurricane (Scorpions Cover).

(Bob Riot)

FAITHFULL - HORIZONS
Faithfull

Essa excelente banda de hard rock foi formada em 2001 pelo guitarrista Rui Mendes e pelo vocalista Sérgio Sabino e já conquistaram muita coisa pois logo no ano seguinte já gravavam sua primeira demo com treze composições num estúdio caseiro e com isso conseguindo atrair certa atenção de algumas editoras independentes nos EUA e Europa.

E daí as coisas andaram rapidamente, pois já em 2002 o Faithfull já assina um contrato com o selo espanhol Vinny Records e com isso o seu álbum de estréia chamado Light This City que fora lançado em novembro daquele ano com distribuição para toda Europa e EUA, bem como distribuído em toda Ásia pela editora japonesa Marquee/Avalon.

No ano de 2004 esse álbum de estréia da banda conseguem atingir a décima primeira posição no TOP50 promovida pela conceituada revista japonesa BURRN! Music Magazine e a apresentação oficial do mesmo se deu no Hard Rock Café de Lisboa e até rolou uma abertura para o Whitesnake naquele pais.

Ainda em 2004 o Faithfull foi convidado pelo selo brasileiro Frontline Rock para um cd tributo ao Journey com a faixa “Only The Young” e depois, a revista britânica Fireworks ainda lançaria um cd com a faixa “Save The Clowns”.

Em 2006 a banda é convidada novamente para abrirem outro concerto do Whitesnake mas o melhor veio em 2007 em que a banda foi nomeado pelo Toronto Independent Music Awards na categoria Best International e daí já emplacam as sessões de gravações para um novo álbum em questão intitulado Horizons e a ser lançado pelo selo americano Perris Records em 2008 nos EUA e logo após em toda Europa.

Aqui temos uma versão promocional (não comercial) de Horizons, um excelente trabalho, um hard rock na linha de Bon Jovi com muita melodia, com composições muito bem elaboradas, agradável de ser escutado do inicio ao fim e com um som bem homogeneo e sem exageros. Além disso, conta com uma excelente produção e esperamos logo que a banda dê as caras rapidamente por aqui no Brasil e já com o full lenght mesmo pois o Faithfull é realmente uma banda acima da media.

(Fred Mika)

FALCONER - GRIME Vs. GRANDEUR - Metal Blade Rec - Importado - Nota: 7,5
Falconer

O novo album "Grime Vs. Grandeur", foi gravado entre Dezembro de 2004 e Janeiro de 2005. Temos aqui um Heavy forte e potente com refrões marcantes e que mostram a qualidade da banda, que aproveita alguns momentos para realizar algumas incursões no folk, mas sem toda aquela alegria.Temos aqui Power metal épico e forte que agradará principalmente aos fãs daquele metalzão tradicional forte e com refrão tipo hino.

No resumo da ópera mais um bom material desta banda que vem a cada lançamento buscando um maior espaço ao sol e conquistando seu canto dentro do metal.

(Adriano Gandolfi)

FIINKY PIE-FUNKY PIE - Brennus Music - Importado - Nota: 3,0
Fiinky Pie

Trabalho lançado em 2003 por Raymz Fiinky, que atua como vocal e guitarras, acompanhado por Church no Baixo e Steazy Foxx na bateria.

Fiink é um grande fã do Kiss, tanto que agradece aos membros da banda, dedica músicas e esta com uma camiseta do Gene em todas as fotos do encarte, mas infelizmente, sua capacidade de compor esta anos luz longe de seus ídolos, além de seus dotes vocais também estarem muito distantes.

O que temos aqui é um apanhado de nove faixas onde uma é Hard Times composta por Ace Frelhey, e infelizmente nem esta faixa consegue salvar este CD.

A abertura com We Want Fun e a faixa que dá nome a banda são sofríveis, são dificeis de se ouvir, a terceira faixa Are You ready é um pouco melhor, mas não vale a pena perder seu tempo com este produto.

(Adriano Gandolfi)

FINAL AXE - BEYOND HELLS GATE - Retroactive Records - Importado - Nota: 7,0
Final Axe

Final Axe sempre se primou por fazer um heavy metal tradicional sem frescuras a la Metallica na época de Ride The Lighting e Master Of Puppets porém, algumas vezes, ele soa mais melódico que esse ultimo (escute “Are You Ready?” e repare se ele não soa como um James Hatfield mais carregado de melodia), é um heavy metal fortemente calcado no inicio do thrash metal oitentista.

Na verdade esse disco de 2005 é um relançamento do álbum original de 1989, talvez por isso se explica a grande influencia oitentista tanto nas musicas como na arte gráfica, o que dá um ar nostálgico ao lançamento.

As musicas desse álbum, “Beyond Hells Gate” (10 faixas), seguem sempre na mesma fórmula, não há muita variação entre as mesmas, e as variações são mais referentes ao andamento das mesmas, o que de algum modo as invalida, isso nunca, mas isso faz com que este álbum seja um pouco monótono.

Bases e solos de guitarra, vocais e a marcação bateria/ baixo, todos cumprem bem suas funções sem muita firula, mas também sem acrescentar novidades ao estilo.

Os músicos não são muito conhecidos do publico heavy e o grande espaço de tempo sem gravar talvez fez com que a banda ficasse pouco conhecida só aparecendo mais recentemente com relançamentos como esse e um novo álbum mas para quem gosta desse estilão que consagrou o thrash/ heavy rock tradicional oitentista esse povo segue a risca. Se você gosta, manda ver, a produção é excelente também.

(Fred Mika)

FINAL AXE - THE AXE OF THE APOSTLES - Retroactive Records - Importado - Nota: 8,5
Final  Axe

Essa banda cristã californiana foi formada em 1989 pelo vocalista Keith Miles e alguns meses mais tarde, no mesmo ano, lançaram seu álbum de estréia. E, entre muitas e vindas por todos esses anos, conseguem se reagruparem novamente para lançar em 2006, o terceiro disco da banda, The Axe Of The Apostles. Completam ainda a formação desse álbum Bill Menchen (guitarra), Rod Reasner (baixo) e Chris Reth (bateria).

Um fator interessante desse álbum é que foi finalizado com Robert Sweet (Stryper) na batera e masterizado por Bob Colwell (talvez por isso há certo destaque para a bateria na masterização, especialmente nos bumbos), em todo caso é uma ótima produção.

Heavy Metal tradicional (certos passagens “quase” que adentram no trash metal), conta com músicas bem variadas, com aclimatações, mudanças de ritmos, muito backing vocais, lembrando um pouco a banda francesa Heavy N`Loud às vezes, um cruzamento de Metallica (da época Justice For All) com The Rods. Há um equilíbrio interessante e dinâmico entre as músicas com arranjos mais quebrados, músicas mais arrastadas e músicas mais rápidas. A música “Slaves”, entre outras, por exemplo, sintetiza todas essas qualidades.

É um álbum energético sem direito a baladas, com letras cristãs diretas na linha do sim, sim, não, não sem meias palavras e o encarte prima pela diversidade, tanto na estrutura gráfica como na parte informativa.

(Fred Mika)

FIRST CHILD - SOUVENIRS - Onslow Records - Importado - Nota: 8,5
First Child

Primeiro álbum da banda liderada pela vocalista e baixista alemã, Catherine “The Cat”. Participam do grupo e nas composições Mary Susan Applegate e Clark Philips.

Cat The Cat está envolvida com música desde muito pequena e devido a seus pais, que ouviam muito Deep Purple e Led Zeppelin, conheceu a vocalistas de vozes únicas e poderosas como Coverdale e Dio.

Trabalhando em clubes e pubs na Alemanha, sozinha ou com banda, e em paralelo foi aprimorando seu projeto com Mary Susan até culminar neste álbum.

O disco é bem hard rock com pitadas de AOR, como na música “Souvenirs”, uma balada que tocaria tranqüilamente nas rádios brazucas e faria sucesso. CD cheio de boas músicas como “Take Off All Your Clothes”, “Shakedown”, “Manipulation” e uma cover do Led Zeppelin, “Whole Lotta Love”, que ficou muito boa.

Cat tem uma voz diferente da maioria das vocalistas femininas que estamos acostumados a ouvir, poderosa e com feeling, uma grata surpresa. Essa “gata” de 24 anos ainda pode nos surpreender se conseguir passar pelos “muros” da Alemanha, Áustria e Suíça, pois o disco só foi distribuído por lá.

(Bob Riot)

FLAGSHIP - MAIDEN VOYAGE - Rivel Records/Metal Heaven - Importado - Nota: 9,5
FlagShip

Flagship é uma cria do Narnia, na verdade um projeto paralelo do vocalista Christian Rivel (assim como o Wisdom Call) que consta também com o tecladista Linus Kase. Aliás, Christian juntou um excelente time de músicos para a gravação desse álbum, que além de Christian e Linus ainda contam com o guitarrista do Narnia, Carl Johan Grimmark, com o baixista Kristofer Eng, com o baterista Mick Nordström além do vocalista Per Hallman que faz os vocais principais na música Ground Zero, nas outras ele atua como backing vocalista.

Há ainda as presenças do exímio e altamente criativo Kerry Livgren (ex-Kansas) que sola em Ground Zero; do violinista Björn Klingvall, do violonista Michael Rank Jensen e de Thomas Vikström (que faz os vocais de apoio).

É um excelente álbum de hard/AOR progressivo, e produção impecável. É difícil até destacar uma ou outra música, tamanho é a criatividade e bom gosto das composições.

A música que abre o álbum, “Heart In The Center”, já começa com melodias intercaladas entre teclado e guitarra, depois segue só piano e vocal numa linda melodia e ganha em dramaticidade e volume instrumental a medida que a música avança e culmina num refrão poderoso com vários backing vocais, mas antes há vários interludes com piano, violino e violões, e depois um solo fantástico de guitarra. A música seguinte “You Are” testa até os limites os vocais de Christian, um hardão/AOR com solos de teclados e duetos entre teclados e guitarra assim como “Hold On To Your Dream” e “Windy City” onde os teclados/pianos são amplamente explorados. “The Throne” já é um hard rock mais arrastado, mas com muitas variações e aclimatações. “Ground Zero” há vocais e contra-canto, os timbres das guitarras são impecáveis (como em todas as outras músicas) e como sempre, várias aclimatações, backing vocais ultra afinados e bem colocados, melodias em teclado.

É um trabalho soberbo onde a melodia e técnica são abundantes e explorados ao extremo com muita criatividade e feeling, um exemplo raro dessa união. Deve ser uma unanimidade agradando ao mesmo tempo fãs do hard rock, do hard/AOR, do rock progressivo e até fãs de rock instrumental, do metal neoclássico, e new age. Design gráfico impecável também com várias fotos, desenhos e de lay-out bastante harmônico.

Imperdível, uma das melhores coisas que já ouvi até hoje. 9,5 pra não dizer que puxei o saco desse lançamento.

(Fred Mika)

FOREVER SLAVE - ALICE'S INFERNO - Armageddom Music - Importado - Nota: 8,0
Forever Slave

Banda Espanhola formada em 2000 pelo guitarrista Servalth e pela vocalista gótica Lady Angellyca (sobre a qual já rolaram até mesmo boatos a respeito de sua possível entrada para o Nightwish, após a saída de tarja da banda). Fazendo o que podemos definir como um Gothic Metal Sinfônico - com os tradicionais duetos entre vocais femininos e masculinos - a banda apresenta no decorrer das 10 faixas do disco uma sonoridade realmente bastante interessante e principalmente rica - uma vez que a presença constante de orquestrações certamente dão um clima épico e sofisticado às músicas.

Faixas como The Circles Of Tenebra e Dreams And Dust comprovam e são exemplos fiéis deste resultado. Outros destaques ficam por conta de Reminiscences, Across The Mirror e The Letter. A produção de ótima qualidade ficou por conta de Lars Ratz (Metalium), e o uso de Sintetizadores em determinadas passagens não chegam a comprometer o trabalho em momento algum, apesar da controvérsia e polêmica que tal recurso causa principalmente junto aos fãs mais conservadores. No entanto vale lembrar - antes mesmo que as inevitáveis comparações comecem a ser feitas - que o Nightwish e sua ex-vocalista permanecem ainda firmes e fortes no topo do estilo.

(Eduardo Garcia Carvalho)

FORTY DEUCE - NOTHING TO LOSE - Hellion Records - Nacional - Nota: 9,0
Forty Deuce

Eu sempre fui meio cético a Kotzen até ouvir Get It Up, e tive uma nova visão da carreira deste guitar hero que se torna ainda mais rica como o Forty D euce, onde temos um hard rock direto e atualizado, trazendo boas doses de distorção em várias faixas aliado ao swing de Ritchie. As referências são muitas e a qualidade é inquestionável em praticamente todas as faixas, tendo como detalhe curioso a introdução, que nada mais é do que um trecho da faixa-título que fecha o CD. Destaque para o vigor de “Oh My God (I Fucked Up Again)” e “Next To Me“ que tem um trabalho de guitarra impressionante e refrão fortíssimo. “I Still” e “Say”, são mais pegajosas e cadenciadas, e lembram bastante o Whitesnake.

O disco não traz baladas, as mais lentas são as três últimas músicas, mais suaves e bem simples. “Nothing To Lose” traz também um vídeo com a banda executando parte de “I Still” e “Complicated”, ao vivo e em estúdio, tudo com uma edição e efeitos bastante simples. Aqueles que conhecem somente o lado mais melódico de Kotzen se surpreenderão positivamente, aqui a coisa é mais pesada.

(Adriano Gandolfi)

FOUNTAIN OF TEARS - FATE - Independente - Importado - Nota: 7,5
Fountain Of Tears

A capa do encarte nos dá uma ideia sombria, de uma banda com temas mórbidos e profundamente depressivos. Não estamos ao todo errados. Logo na primeira faixa, “Weeping Sky”, já acontece um tema de piano bem melancólico.

“Corruption” vai na seqüência, esta sim apresentando a boa voz e interpretação da vocalista Vonnie King cujo timbre difere um pouco das bandas de heavy metal góticos pendendo mais para o rock pop ou country rock americano embora os arranjos e todo o instrumental mostra que é uma banda sim, de heavy metal gótico. É uma faixa com guitarras bem pesadas entremeadas por teclados cheios de clima (cravos).

“Falling” vem a seguir, apresentando arranjos um pouco mais levas com um pé no prog metal (ou rock progressivo), com muitos arranjos embora não seja assim uma faixa com quebras de andamento e ritmos, etc. Destaque para a bela voz de Vonnie que é quem realmente comanda a banda. Os vocais, em todas as composições são também apoiados por outra vocalista, Laura King. Merecem destaque nessa faixa os groovies e cadencia do baterista Joey Daub (que também executa os vocais de apoio na banda) e do baixista Erik Ney.

“What Lies Ahead”, a próxima, é uma faixa bem emotiva, cheia de climas e boa parte disso se deve novamente a interpretação da vocalista. E de novo, é uma composição que exige muito dos músicos em questão, além dos habituais destaques podemos incluir aqui as ótimas intervenções do tecladista Jeff King (este por sua vez também gravou as partes de baixo dessa faixa).

“Forever Lost” é uma faixa comprida, esta já com uma dose de melancolia e peso. Merece aplausos a interpretação da vocalista. Solos bem definidos e interessantes também merecem ser destacados. Ótimo trabalho do guitarrista Mike Didonato.

“Desire” já apresenta arranjos mais complicados e dessa vez exigindo grande competência de todos os membros.

“A Descent Into The Maelstrom” é uma instrumental climática, com clima bastante triste somente em piano, teclados e efeitos.

“With My Fears” já apresenta elementos mais alegres pendendo meio que para o pop rock e soft rock do Fleetwood Mac. A seguinte, “Ten”, volta a melancolia, com tons sombrios e arranjos oferecendo certo suspense ao ouvinte, é uma faixa bem densa.

“Entropy”, apesar de instrumental, segue com as mesmas características da anterior.

“Jasmine” é uma composição onde as influências do pop e do soft rock voltam a dar a tônica apesar de clima levemente triste.

“Fate” encerra o álbum. É estranho uma faixa titulo ficar por último. É uma música cheia de arranjos (como na maioria das outras) e como nas outras, bem dosada de aclimatações, interpretações tristes e outros elementos que compõem a maioria das faixas desse álbum.

É sinceramente um disco que, se não acrescenta nada de novo aos estilos e musicalidade atuais pelo menos oferece bons arranjos, uma vocalista acima da média e bons músicos.

O design gráfico mantém a altura da banda, este é bem caprichado.

(Fred Mika)

FOURWAYS - FROM THE ASHES - Big Bang Music - Importado - Nota: 8,0
FourWays

Banda espanhola criada em 2000, que teve seu debut lançado em 2003 e que agora chega em seu segundo trabalho.

Em seu release temos a descrição de uma banda de Hard Rock, só que o que se ouve vai mais além. Apesar da banda ter sido criada por Pedro Valladares (guitarra), o grande destaque fica para os vocais de Rikky, bastante performático, com bastante variação e apesar de uma certa limitação, ele é muito criativo e consegue dar uma interpretação diferenciada a cada faixa, alias este é outro ponto bastante interessante no cd que abre com I’ll Die, típico Hard rock, mas a partir de Woman In Chains o som começa a tomar formas diferenciadas, e daí para frente o que temos é um apanhado do que era feito nos anos 80 em termos de Heavy e Hard, tudo com muita competência e bom gosto na forma de compor.

Your Love Is My Religion é a terceira faixa e na minha opinião a melhor, bem variada, com um refrão insuperável, riffs certeiros e backings bem legais, na minha opinião a melhor disparada. Outra faixa bem bacana é o cover de Hall & Oates, Meneater, que ficou com uma levada muito bacana.

Há alguns pontos a serem melhorados, como a produção sonora poderia ter mais brilho e ganhar mais vida, outro ponto fraco é a balada totalmente sem inspiração, que realmente ficou fora do padrão da banda, parecendo ser feita para preencher espaço.

No mais o trabalho é bem interessante e merece ser escutado com atenção, vamos esperar pelo próximo trabalho da banda.

(Adriano Gandolfi)

FRAGILE HOLLOW - INSTANT PLEASURE - Tunerail Rec - Importado - Nota: 6,0
Fragile Hollow

Aqui temos três faixas para poder avaliar o trabalho do Fragile Hollow, e vamos analisar a cada faixa, a primeira começa com um riff simples, mas bem metal e com uma levada legal um vocal bem inserido no contexto, que tem um timbre bem colocado e dá uma boa interpretação a canção, a faixa tem um pique legal e é bem para cima com um clima metal e positivo, na seqüência temos um inicio mais cadenciado com uma levada de baixo e batera e o vocal mandando ver, novamente temos riffs simples mas bem eficiente que levam a um refrão bom mas sem nada de especial, gerando uma boa faixa, mas nada de diferente ou especial.

Para finalizar um inicio com cara de prog mas que cai em um heavy pesado, cadenciado e com guitarras marcantes, esta talvez seja a faixa mais light deste ep e até meio introspectiva e remete a alguns pontos do gothic em sua execução.

Novamente não há novidades apenas um metal bem executado bem produzido, mas três faixas é muito pouco para uma boa avaliação, a princípio parece razoável.

(Adriano Gandolfi)

FRAZE GANG - FRAZE GANG - Bongo Beat Records - Importado - Nota: 6,5
Fraze Gang

Essa banda canadense apresenta uma sonoridade bem rica e variada (é até difícil definirmos um estilo para a mesma). Senão vejamos:

A primeira faixa, “Jackhammer”, é uma composição cheia de groove, com melodias de vocais remetendo a um rock n´roll básico bem ao estilo de Mick Jagger mas as guitarras bases e solos bem trabalhadas já tiram qualquer identificação com o Rolling Stones.

E a diversificação continua, a segunda música, “Savior” já é um rock mais direto, com bases lembrando o AC/DC.

Logo após temos uma outra faixa com características diferentes, “Broken Hero”, uma quase balada no melhor estilo da banda canadense Triumph. Resumindo até agora: temos algo perto de um Mick Jagger cantando num rock funk, depois um rock n´roll cru e direto e uma balda de hard AOR (tudo isso em apenas três faixas).

Vamos em frente: “Sugar Daddy” é um pop rock mais comercial e engraçadinho com melodias de guitarras dançantes e grudentos.

A mistura sonora continua, “Rainbow Eyes” é um funk poderoso apoiado em baixo e bateria com riffs de guitarra fazendo linhas interessantes. Depois temos “Paradise” que é outra balada, dessa vez dedilhada, mais melancólica, já meio no clima southern rock.

Em “High Life” o rock direto e cru volta a comandar porém dessa vez o vocalista canta mais de boa, mais na linha de pop rock do U2, assim também é a faixa seguinte, “I Stand Alone”.

“You Had It All” é mais uma balada só que mais animada, mas apresentando um certo clima nostálgico.

“Stargazer” já apresenta um clima meio Deep Purple, meio hard rock com psicodelismo da época de Tommy Bolin (vide Come And Taste The Band).

“Roll With The Punches” é um pop rock dos mais desavergonhados. “Hod Rod” é mais uma balada melancólica e bastante nostálgica.

E encerram o play com um rockabilly com direito a piano e tudo. É definitivamente a uma banda que não se prende a nenhum estilo, ou melhor, é uma banda que se prende a todos os estilos possíveis dentro do rock, temos aqui hard rock, pop rock, rock n´roll, hard AOR, pop, rockabilly, funk, southern rock, psicodelia, etc.

A banda acaba ficando sem uma identidade que a defina mas isso não é algo que a atrapalhe pois aqui, apesar desse caldeirão sonoro, todos esses estilos ( e em cada faixa apresentada), o Fraze Gang compõe e executa suas músicas com muita competência, criatividade, técnica e bom gosto. Mas que é estranho é.

(Fred Mika)

FROZEN TEARS - NIGHTS OF VIOLENCE - My Graveyard - Importado - Nota: 9,0
Frozen Tears

Grupo italiano, influenciado pelo anos 80, que já teve dois, de seus quatro discos, lançados pelo selo brasileiro Megahard, Mysterious Time (2000) e Way Of Temptation (2002), e Metal Hurricane pelo selo italiano, Steelheart Records.

Seus três primeiros álbuns foram lançados em vários países, proporcionando ao grupo, giros pela Itália e outros países da Europa, como o 1001 Watt Festival na Noruega. Em 2002, foi eleita a melhor banda italiana de metal, e melhor vocalista de 2002 pelo web-zine italiano, Nero Opaco, e especial atenção de revistas conceituadas de heavy metal brasileiras.

O Frozen Tears iniciou sua carreira em 1997, e gravou dois cd-demos, Sea Of Sadness (1997) e Wasteland (1999), sendo que este último, devido a ser eleito o cd-demo do mês pela Rock Brigade, lhes rendeu o contrato com a brasileira Megahard. A formação atual conta com: Taiti Alessio (vocal), Taiti Leonardo (guitarra), Torrini Lapo (guitarra), Dionigi Massimiliano (baixo) e Guarnieri Giovanni (bateria).

Heavy Metal de primeira, não é à toa que conseguiram lançar dois de seus álbuns com a Megahard, os caras viram longe o potencial da banda. As músicas tem a sonoridade oitentista com características do metal alemão, que não para de influenciar vários grupos ao redor do mundo, principalmente ali perto dos caras.

Começa com as rasgadas de guitarra em “Instability”, continuando com a cadenciada “Queen Of Solitude”, com bons backings, em “Heart Of Stone”, com cheirinho de thrash e vocal lembrando UDO. “Who I Am” com mais bases de guitarra muito boas, para agitar os banguers, “Stories” começa com estilo Saxon passando pelo partes de melodic metal. De quebra uma versão diferente de “Run If You Can” do Accept também legal.

Para o pessoal que gosta do metal tradicional, este é o disco. Mostra que na Itália não são só bons gourmet, os caras são bons de heavy metal também.

(Bob Riot)

FUEL FROM HELL - FILL YOU UP WITH FIVE STAR GASOLINE - Go Down Rec. - Importado - Nota: 7,5
Fuel From Hell

Pegue sua moto Harley-Davidson, sim, pois eis aqui mais uma banda de rock n´roll do puro, estradeiro, hard rock festeiro cheirando gasolina, uma mistura sonora na linha dos americanos do Circus Of Power e do Kix.

Se você não tiver uma Harley ligue o som no volume máximo pois essa é o tipo de banda que funciona com o som bem alto senão vejamos:

A primeira faixa, “Manhattan Showtime 1979”, dá uma falsa introdução ao som da banda pois ela som virtuoso e apoiado numa base em teclado, mas isso são só os segundo iniciais da álbum, pois logo cai num rock n´roll cru, direto com bases sujas e vocais cantando reto (sem muita melodia) mas esbanjando energia e com vocais de apoio acentuando as palavras chaves nos refrões (esqueça longas linhas melódicas por aqui) na faixa “Vampira (Call Of The Wild)”.

Na seqüência temos a não menos energética “Get It Back”, aliás vale ressaltar o bom trabalho da dupla de guitarristas, Dam Littmanen e Steve Eighteen, em que os solos possuem um timbre bem definido, bem agradável e muito bem elaborados (até alguns arpejos existem, um fato incomum para esse tipo de som) e as bases, apesar de retas são muito bem executadas e o timbre rock n´diversão (que significa timbres pesados, arrastados e sujos) foi cuidadosamente mantida.

Na próxima composição, “Heartbreaker”, eles descem a pauleira do começo ao fim sem dó nem piedade, como sempre o bom trabalho da cozinha dos músicos Max Velvet e Andy TNT, respectivamente baixista e baterista.

A quinta faixa se chama “Hard Time (In The Badlands)”, uma faixa com muita energia embora com andamento menos rápido, algo meio na linha do AC/DC embora o vocalista, E.K. Krawall, não abuse de drives agudos nem médios mantendo praticamente o mesmo timbre (sem forçar mesmo) em todas as faixas. Os backing vocais são bastante acionados nessa música, mais ainda que nas outras.

“Lose Control For...” já retomam com peso e um andamento mais rápido na linha das primeiras faixas, é um tipo de som que é impossível ficar parado, adrenalina pura.

Logo a seguir temos “She´s Like A Drug”, já bem mais leve com o uso de violões (mas sem ser uma power ballad) nas partes cantadas para cair com mais peso das guitarras bem distorcidas nos pré-refrões e nos refrões. E tome solo distorcido e com muita criatividade (feeling).

“Love Injection” é a próxima, com uma introdução interessante com power chords sem distorção, mas isso não dura muito, o peso (que é uma característica da banda mesmo) volta a tônica com um rock n´roll meio arrastado e pesadão na linha de “Chase Is Better Than The Catch” do Motorhead (lias essa seria outra banda que pode ter tido certa influência no som do Fuel From Hell).

Depois temos “Ain´t Nobody, com um riff rápido e mais elaborado que as anteriores (lembra de “Shy Boy” de David Lee Roth?).

“Spinning Wheel” volta a ter mais semlehanças com o AC/DC, ou seja, bases de guitarras pausadas e apoiadas e power chords além do ritmo mais marcante.

Por fim, e como não poderia ser diferente, a banda encerra o play com “Breakdown”, que pelo título vocês já devem imaginar a pancada sonora que essa faixa é, rápida, direta, agressiva e com muita adrenalina. Se você gosta de música para se divertir com muita energia, rock em estado puro, esse é o álbum.

(Fred Mika)

FRIAR RUSH - ALAUDA SONARE SUAVIS - Independente - Importado - Nota: 9,5
Friar Rush

O Friar Rush é uma banda australiana formada em 2003 por Justin Brockbank (vocal/guitarra). Após seis meses o line-up se completaria com Andrew Najdek (guitarra), Guy Walton (teclado), Alcides “Seed” Stowe (bateria) e Troy Madden (baixo). Em 2005 entra o jovem guitarrista virtuoso de 16 anos, Kirin Han, substituindo Andrew, cujo seu trabalho na banda Switchblade, estava conflitando com o Friar Rush.

Em 2005 começam as gravações de “Alauda Sonare Suavi”, seu debut álbum, é uma mistura do Power Metal escandinavo e europeu, com agressividade australiana. Durante este período o tecladista Walton é substituído por Rob Bisset, devido a outros interesses musicais sendo lançado oficialmente em 2006. Seguem divulgando o álbum e compondo material para o disco seguinte que tinha previsão de ser lançado na metade de 2007.

Grupo com influência do hard rock progressivo, vocalista com feeling e voz muito bonita, com destaque para as faixas “Loki”, “Eve”, “Alauda Sonare Suavis” e “Words Of Fools”. Nem só de cangurus, Celine Dion e Bee Gees vive a Austrália, tem AC/DC e Friar Rush também. Vale a pena!

(Bob Riot)

FROST - OUT IN THE COLD - Mausoleum Rec. - Importado - Nota: 7,5
Frost

O guitarrista Jack Frost é bastante conhecido no meio metálico, já que além de atual Seven Witches já passou por outra banda ícone – o Savatage. Em seu mais recente projeto solo ele mantém a mesma linha instrumental de seu CD anterior, mesclando peso, ótimos riffs e um andamento com fortes toques de Hard Rock e Metal Old School. O disco mescla composições inéditas do próprio Frost com alguns covers – prováveis influências do guitarrista.

O mesmo está também muito bem acompanhado de uma verdadeira legião de vocalistas convidados: Ted Poley (Danger Danger), Neil Turbin (ex-Anthrax), Jeff Martin (Racer X), Terry Ilous (XYZ) e Alan Tecchio (Seven Witches), entre outros. Os destaques ficam por conta das faixas “Wasting Your Luv”, "Crucifixation", "Peter and Me" (cheia de groove), "Hold on Loosely" e “Cold As Ice” (cover do Foreigner). Um disco que apesar de muito pouco inovador certamente agradará em cheio quem gosta de um trabalho – sobretudo – bem feito.

(Eduardo Garcia Carvalho)

FREAKEYS - FREAKEYS - Nacional - Nota: 8,0
Freakeys

Capitaneado pelo tecladista Fábio Laguna e contando com a participação de 2 outros membros da banda Angra, Aquiles Priester (bateria) e Felipe Andreoli (baixo), além do guitarrista Eduardo Martinez (Hangar), o projeto Freakeys acaba de lançar seu disco de estréia, caracterizado por um metal progressivo instrumental bem na linha do ótimo Liquid Tension Experiment.

O tecladista Fábio Laguna aqui assume o principal papel, sendo compositor de todas as faixas e produtor do CD em questão. Mas isso não diminui o papel dos demais protagonistas, que têm bastante destaque nas performances, sendo inclusive co-responsáveis pelos arranjos e pela produção em si. O nome “Freakeys” advém da aglutinação dos termos “freak” (excêntrico, estranho) e “keys” (teclas”). Esse trabalho seria originalmente um disco solo de Fábio, que entretanto ganhou uma cara de disco de banda após a crescente participação dos músicos convidados a se juntar.

A banda certamente não negará a influência do Liquid Tension, pois a fórmula básica é a mesma.

Mas é claro que nem tudo é tão semelhante, no Freakeys a tecladeira de Laguna é o óbvio destaque, com a guitarra em segundo plano como instrumento solista (no LTE, ocorre exatamente o contrário). A adição eventual de sutis elementos de música brasileira é obviamente também um diferencial.

Aquiles Priester mostra ao mesmo tempo uma garra impressionante e um peso inigualável, num trabalho vibrante que mantém o seu característico estilo nos 2 bumbos, adicionando porém uma variadíssima técnica nos ton-tons, como fica claro na faixa de abertura “One Cup One Lighter One Jack”. Felipe Andreoli se alterna entre bases sólidas que preenchem totalmente o espaço que lhe é destinado, sem falar nos seus pequenos solos, de extremo bom gosto, em músicas como a de abertura, mais “Zoo Zoe” e “Requiem Aeternam”. Em mais uma referência ao LTE, o seu baixo nos remete a Tony Levin na faixa “Beetle Dance”, pesado e climático.

Já Fábio Laguna nos brinda com uma gama de timbres e sonoridades distintas, todas sem exceção bem selecionadas, e muito bem colocadas nas músicas. Laguna inseriu ainda entre as músicas pequenos interlúdios que fazem a ponte entre os diferentes temas, de forma a criar uma fluência bastante natural entre as diferentes composições. Seus solos são sempre muito bem colocados, usando de velocidade e técnica apenas quando pertinente, mas sabendo criar também climas melódicos.

O guitarrista Eduardo Martinez mostra um estilo pesado e sujo, mas ao mesmo tempo com notas definidas e claras.

O mais difícil é se selecionar músicas favoritas, pois trata-se de um disco muito coeso, daqueles em que cada um tem as suas próprias escolhas. Excelente trabalho em equipe.

(Adriano Gandolfi)

FROM BEYOND - ALL THRASH BREAKS LOOSE - Painkiller Rec. - Importado - Nota: 6,5
From Beyond

Banda thrash metal belga, nascida do fim de outro grupo cult dos anos 90 no país, Moribund, em 2000.

O grupo é um duo com Pascal Moraux (lead guitar, vocals, bass guitar, drum programming) e Christophe Champagne (rhythm and accoustic guitar, drum programming, bass guitar) e lançaram um EP em 2003 chamado Thrashin' Machine.

(Bob Riot)

FREEVIL - FREEVIL BURNING - Nastified - Importado - Nota: 8,0
FreeEvil

Grupo sueco formado a partir de dois ex-integrantes do grupo Denata, Tomas Andersson (guitarra) e Roger Blomberg (baixo), em 2006, completando o grupo com Mique Flesh (vocal/bateria).

A intensão do grupo é fazer um Thrash/Death Metal divergindo de suas influências naturais e criar algo novo e inesperado. Letras temáticas sobre horror e doenças mentais.

(Bob Riot)

FU MANCHU - THE ACTION IS GO - Mammoth - Importado - Nota: 8,5
Fu Manchu

Para os aficionados em Rock and Roll sujos dos anos 70 com riffs marcantes efeitos de wha-whas, em bandas não muito conhecidas pouco divulgadas na mídia a dica e o quarteto californiano Fu Manchu que uma banda veterana no cenário do Stoner Rock; a banda Fu Manchu curiosidade de ainda lançar discos em vinil coloridos juntos com seus cd tendo assim as duas versão de escolha dos fãs e em sua discografia conta ainda com muitos compactos discos e eps.

O cd abordado e o “The Action In Go” para variar a maior influência musical da banda e da banda Black Sabbath como e notados nas músicas Guardrail , Anodizer , Trackside Hoax , Laserbl´ast! , Grendel Snowman.

A formação da banda nessa época é a seguinte : Scott Hill (vocal e guitarra), Brad Davis (baixo), Brant Bjork (baterista) e Bob Balch (guitarra solo).

Uma dica a banda Nebula que já tocou no Brasil tem um cd lançado nacional pela gravadora Trama o chamado "Charged" que conta com dois ex- integrantes do Fu Manchu.

(João Marciliniano)

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