Essa banda suiça começou seus trabalhos no inicio dos anos noventa e com o tempo foi ganhando em sofisticação mas perdendo um pouco o peso.
O Gotthard é uma excelente banda de hard rock no melhor estilo europeu moderno que a princípio se sentia incomodada com a sombra dos conterrâneos do Krokus mas que soube, com personalidade, buscar seu próprio estilo e lugar ao sol na Suiça e depois no mundo todo.
O centro da banda se reside no excelente vocalista Steve Lee e no criativo e antenado guitarrista Leo Leoni. Steve, por exemplo, é considerado um dos melhores do estilo com seus drives marcantes e potentes além de longo alcance vocal à altura de Marc Storace (Krokus).
Comparações a parte, o fato é que a banda alçou vôo e hoje é considerada um dos principais expoentes do hard rock moderno Made in Europe.
Agora esses suíços apresentam um novo álbum, Need To Believe”, com doze composições e lançado em 2009 e trazendo de volta algum peso do início.
A faixa de abertura, “Shangri La”, é simplesmente fantástica, reúne peso, dramaticidade, refrões marcantes, bem fortes assim como a próxima, “Unspoken Words”, cativante e cheia de adrenalina ao extreme, do início ao fim.
E o estoque de munição pesada não acaba por ai, como as diretas “I Don´t Mind” e “Ain´t Enough” cujo refrões e riffs e marcações secas e viscerais das guitarras não deixam ninguém sentado. Dinamite pura.
‘Unconditional Faith” já é mais cadenciada, um hard rock interessante mas com uma levada mais comercial na linha do Bon Jovi atual.
O estoque de munição criativa do Gotthard continua a toda, “Break Away”, é uma composição com refrões fáceis mas com riffs fortes com um andamento médio.
“Don´t Let me Down” é uma power ballad, com trechos bem distintos entre si, ou seja, parte dos vocais suaves com pré refrões servindo de ponte para os refrões fortes e marcantes onde, depois, culmina num solo bem trampado, sem exagero mas que é o ápice da composição.
Um hard mais agressivo e rápido volta em “Right From Wrong”. Um dos pontos interessantes dos refrões são as dobras de vocais bem como as interposições dos solfejos dos vocais de apoio.
“I Know, You Know” é uma composição que tem como parte introdutória uma nostálgica e melodic balada para logo, na seqüência, entrar com partes mais pesadas, fortes e arrastadas mas sem nunca perdendo a melodia, um dos pontos altos da banda. Perfeita.
“Rebel Soul” é a mais pesada do play, também com esse título essa faixa só poderia ser um hard rock rápido, cheio de energia, pancada pura e mesmo assim a voz de Steve soando perfeita e bem colocada, sem gritaria ou exagero.
“Tears To Cry” é uma faixa cadenciada, apropriada para fechar do album. Refrões interessantíssimos e melódicos. E arranjos de teclados muito bem feitos.
Em suma, é uma banda digna a figurar entre os grandes do hard rock mundial que souberam se impor fazendo um hard rock sofisticado sem perder o peso e sem se deixar despersonalizar pelo som moderno porém sem feeling de outros estilos atuais. Gottard já deve ter seu nome inscrito entre as grandes bandas que ainda estão na ativa como Scorpions, Deep Purple e até o Krokus, heheh.
(Fred Mika)
Site: www.gotthard.com
MySpace: www.myspace.com/gotthard
Minha primeira missão: comentar um disco de uma banda que representou muito em minha vida e que tive a oportunidade de assistir a shows brilhantes nos anos 90. Estou falando do Gamma Ray um ícone do metal que nos apresenta um álbum que mescla momentos fabulosos (principalmente o trabalho das guitarras) e consistentes, aliando peso e velocidade com alguns deslizes que não comprometem o resultado final. A banda apresenta a seguinte formação, Kai Hansen - vocals, guitar , Dirk Schlächter - bass, Henjo Richter - guitar e Dan Zimmermann – drums. Kai Hansen continua soberano criando momentos de genealidade.
O CD abre com Rise que possui uma base dedilhada que soa como Iron Maiden mas que rapidante ganha personalidade e a sonoridade típica do Gamma Ray, o vocal esta mais arrastado, puxado, mas muito metal. Os tradicionais e clássicos refrões enriquecem a música. Na seqüência um susto, um toque chato que quase me fez desistir de comentar, mas felizmente a coisa se reverte rápido e o Gamma Ray mostra lampejos de que ainda pode nos brindar com muita diversidade sonora. Mother Angel tem uma sonoridade oitentista muito interessante, vale a pena aumentar o volume. No Need to Cry é a famosa balada descartável, apenas faz figuração no CD (apesar de não comprometer).
Empathy não faz jus ao nome nada acrescenta. Som óbvio. Quando penso que a coisa vai engranar, afinal é a hora da faixa título, decepção... Onde esta o Gamma Ray? Alguns vão alegar: é pesada, tem refrão pegajoso, tem lirismo... Passa para a próxima. Uma dose de esperança. Parece que estou ouvindo o velho Gamma Ray, faixa excelente. Pode aumentar o volume e curtir. Time to Live mantém o clima em alto astral. A introdução de Shine Forever é muito legal. A música começa acelerada, a batera provocante. Tenho aquela gostosa sensação de headbanguear. Chasing Shadows termina em alto estilo. Os Fãs do Gamma Ray certamente não irão se decepcionar. Aumente o Volume e curta!
Paulão Atitude
(Paulo César Dos Santos Alves)
Site: www.gammaray.org
MySpace: www.myspace.com/gammaray
Este trio de Thrashers de Presidente Prudente (SP) esta na ativa a pouco tempo (desde 2007), mas mostra que nao estão pra brincadeiras neste debut auto-intitulado.
A proposta é bem explicita, tocar Heavy/Thrash em português e sempre calcado nas raízes do estilo, ou seja, os anos 80. É metal na veia com fortes influencias de bandas que participaram das já lendárias coletâneas SP Metal vol.I e II como Virus e Korzus, alem de outras grandes bandas da época como Dorsal Atlântica (principalmente), Azul Limão, etc.
Gostei muito do nome da banda (como nenhuma banda brazuca ainda não tinha pensado neste nome?) e o som em nenhum momento decepciona. É metalzão cru, orgânico, tocado com raça e amor como o estilo pede. Na parte visual o Guilhotina exagera um pouco, os 3 integrantes usam mascaras (pelo menos nas fotos da contra-capa) de carrascos, mas nada que vá interferir no andar da carruagem. O som sempre vem na frente na escala de importâncias e o Guilhotina manda bem, talvez o único senão seja a falta de criatividade nas letras. Das 8 musicas do álbum apenas uma (Escravo do Prazer) não tem rimas que terminem com AL... isso mesmo!! Saca só 3 títulos de músicas do Guilhotina... Bandeira Infernal, Guerreiros do Metal e Império Imortal.
Se você é amante de metal cantado em português, está aqui um prato animal!! (não podia perder essa chance!), confira!!
(Pepinho Macia)
MySpace: www.myspace.com/guilhotina
O Guns N´Roses era provavelmente a maior banda do rock mundial na virada das décadas 80/90 e uma das poucas de rock mais tradicional que conseguiu se manter no sucesso depois do advento do grunge no inicio da década de noventa. Era.
Porque depois de gravarem dois álbuns, Use Your Illusion I e II, a banda começou sua queda vertiginosa devido principalmente ao embate de egos e principalmente do ego inflado Axl Rose, que consegue superar todos os outros membros juntos.
Axl, que lá pelos idos de 1991/92 começou a brigar e despedir um por um todos os integrantes do G N`R e a principal perda foi do guitarrista Slash, o integrante mais musical de todos que passaram na banda e se não possuía muita técnica, sobrava em feeling e bom gosto e criatividade para compor e tocar.
Depois disso o Guns N´Roses (ou melhor, o agora sozinho Axl Rose) ainda lançaria um álbum de cover denominado The Spaguetti Incident em que Axl tenta, a todo custo se valer da fama conquistada no final dos anos oitenta.
Depois de todos esses anos, praticamente quinze anos depois, o Guns N´Roses (que de membro original tem o próprio Axl Rose) vem a lançar um álbum que já vem sendo prometido há vários anos e o mesmo virou até motivo de piada na industria fonográfica do mundo todo, Chinese Democracy (nem precisava citar o nome porque todos já sabiam a muito desse título que vem sendo divulgado desde a década passada).
Mas não cometeremos injustiça. Chinese Democracy é um bom álbum de hard rock (que agora pende para o hard rock moderno) mas muito aquém de preciosidades que lançaram o Guns N´Roses ao super-estrelato como Lies e principalmente Apettite For Destruction.
Como disse, o novo Guns (ou novo Axl como queiram) vem de uma roupagem mais moderna que o hard rock oitentista com forte influência do rock n´roll mais descompromissado que o grupo executava, ou seja, nesse novo álbum as guitarras se tornaram mais pesadas e a musicalidade até que ficou mais variada e mais rica.
Traçando um parâmetro, o novo Guns está mais maduro e até mais rico que o anterior mas perdeu muito aquele espírito do rock n´roll que o caracterizou como banda “perigosa” nos saudosos anos oitenta.
Chinese Democracy contém quatorze faixas muito bem produzidas e o encarte idem, resumindo, uma fantástica produção. Esse álbum alterna faixas mais agressivas a outras mais cadenciadas, e outras ainda com certa influencia de um pop rock mais elaborado com uso de percussão, metais e outros elementos.
Mas se você pensa em adquiri-lo, não vá pensando no passado. Esqueça do antigo Guns N´Roses e pense que você está adquirindo um bom álbum de hard rock moderno e bem variado e livre de convenções (Axl até que se saiu bem nesse quesito, em não se prender ao passado).
Repetindo, é um bom álbum de hard rock contemporâneo, nem mais nem menos. Esqueça do passado do Guns N´Roses (na verdade Guns N´Roses só resta mesmo Axl Rose) e você poderá escutar esse álbum mais livremente, de qualquer forma compensa adquiri-lo.
Os tempos mudaram, a banda mudou e Axl mudou. Até me surpreendeu de certa forma pois o imaginei tentando desesperadamente soar como o antigo Guns N´Roses num delírio de tentar colocar de volta a banda no topo do sucesso de vinte anos atrás.
(Fred Mika)
Site: www.gunsnroses.com
MySpace: www.myspace.com/gunsnroses
Eis aqui uma legítima banda de hard rock glam oitentista Americana. E em esquema completo, som, visual e attitude. O Gynger Lynn (que também é nome de uma atriz de filmes pornográficos) foi fundado em 1989 (quando esse estilo já estava dando sinais de exaustão sendo que nos dois anos seguintes o hard rock foi preterido em favor do rock grunge do tosco Kut Cobain e cia que durou até meados da década de noventa).
Pois bem, a pedra fundamental para o inicio do Gynger Lynn foi quando o baixista Jim Stuppy se encontrou com o vocalista e guitarrista ritmico Dean Pressley quando esse ultimo ainda era membro de uma banda de Chicago chamada Cheri Lane. Na sequência Jim apresentou à Dean o guitarrista solo Will Hair que por sua vez imediatamente já convocou o baterista Frank Paul e o quarteto estava pronto.
Com apenas um mês de existência a banda já começa a chamar a atenção de produtores locais e depois de gravarem duas demos ainda em fita K7, o grupo já estava fazendo uma media de oito apresentações mensais em clubes locais, fato esse que finalmente chama a atenção de gravadoras grandes como a Columbia e rapidamente o quarteto se viu abrindo shows de artistas como Doro Pesch, Tony MaCalpine, Tuff, entre outros. Mas, pouco depois disso, o baterista Frank se viu envolvido nos mais diversos gêneros musicais tocando com pessoal desde o pop rock, música cristã até música country.
O Gynger Lynn então retorna como quinteto com a entrada do baterista Luke James Lorraine e do tecladista Gavin Jadwin. E a banda segue sempre galgando mais e mais degraus em sua carreira quando finalmente e abruptamente em 1994, a indústria musical passou a não se interessar por esse estilo musical já no auge do rock grunge.
Nos curtos cinco anos de sua existência, o grupo gravou apenas algumas composições de impacto razoavelmente reelevante e todas essas agora relançado em 2009 num esquema de coletânea pela gravadora Eönian e distribuido pela Nightmare Records.
As faixas 1 ao 6, “Dirty”, “Reasons Why”, “One And Only”, “My, My Lisa”, “Why Is It Over” e “On My Way” forma gravadas no estudio The Play em 1990 e mixadas por Joe Bader. O line up da banda é o mesmo de sua fundação, ou seja, Dean Pressley (vocais e guitarra base), Will Hair (guitarra solo), Jim Stuppy (baixo) e Frank Paul (bateria).
Já as faixas 7 a 10, “Tell The World”, “In My Heart”, “Wanna Be Your Lover” e “I Love The Lights” contam com a mesma equipe técnica, local e mesmo line up da banda porém foram gravadas em 1991. As últimas faixas do album, 11 a 13, “Arms Around You”, “Faces” e “Love”, também datam de 1991 porém já foram gravadas nos estúdios CRCS contando com a mixagem de Chris Sheppard. Além dos membros antigos há aidna apresença do tecladista John Hunter.
Para quem gosta desse estilo esse álbum é um prato cheio. Músicas bem de acordo na linha do Poison mas sem exageros virtuosísticos e ainda com a ausência de vocais com drives mais acentuados (rasgados) como o de Tom Kiefer (Cinderella). É um som que mostra muita energia traduzindo bem o lema do hard glam (ready for the party).
Mas mesmo assim estão um pouco acima das milhões de bandas que povoaram o alegre e festeiro mundo do hard glam oitentista.
(Fred Mika)
Site: http://www.eonianrecords.com
MySpace: http://www.myspace.com/eonianrecords
O novo cd da banda espanhola Gauntlet, What Doesn´t Kill Us…, demorou mais foi finalmente lançado na Espanha através da Molusco Discos enquanto a Gor Discos ficou por conta de sua distribuição. Na Alemanha está disponível pela Hellion Records e a banda continua negociando para que em outras localizações tenha a licença para esse lançamento.
What Doesn´t Kill Us… é um album de quarenta e poucos minutes que reflete perfeitamente a proposta desse quartet de Madri, uma vez que não hesitaram em mandar ver nas suas influências musicais, uma msitura ponderosa entre o heavy metal contemporâneo a la Zakk Wylde e o hard rock mais tradicional.
Gravado nos studios New Life em Madri por José Garrido e Daniel Melián (Arwen, Ebony Ark, Angelus Apatrida, etc…) e masterizado no Finnvox, Finland, por Mika Jussila (Gamma Ray, Avantasia, Lordi, etc…).
E ainda contam na produção com o apoio de alguns guitarristas de prestigio como Bernardo Llobregat (Nexx), Albert Maroto (Dark Moor, Dreamaker) e José Garrido (Arwen, Dark Moor).
O interessante, e que ajudará muito com certeza essa banda em sua carreira, é o fato de eles cantarem em inglês haja visto que varias bandas de paises onde se fala a lingua espanhola como Argentina, Espanha, etc, tem a tendência de comporem no idioma nativo. Ao todo são dez composições muito bem produzidas, um som pesado, coeso, com alguma complexidade técnica e muito bem mixado. Tudo muito bem dosado e muito bem audivel (souberam manter o peso com uma mixagem onde todos os instrumentos estão muito bem definidos).
Na introdução, uma sacada interessante da banda em “What Doesn´t Kill Us…” que na verdade é apenas um intrigante som de apenas vinte e poucos segundos para logo cairn a segunda faixa que é, na realidade, a primeira m´suica da banda, “…Make Us Stronger” (um heavy metal moderno, pesado e quebrado no melhor estilo do Pantera, embora o vocalist seja menos agressivo e mais melodico que Phil Anselmo).
Na sequência vem “Winners Race” e “Decada”, bem pesadas, rápidas, som uso de bumbo duplo, mais retas que a anterior mas mantendo uma pegada muito boa.
“In The Name Of ( )” é um heavy rock arrastado, bem pesado, reto, intrigante, com guitarras gerando um clima dramatic.
“Cross Of Shame” é um power metal que se tem inicio com um dedilhado, uma das mais rapidas desse play.
Em relação as próximas, “Inner Enemy” segue na linha de “Angry Again” do Megadeth enquanto “Seeds Of Hate” já é mais rápida, tipo “Painkiller” do Judas Priest, embora puxe para o lado mais modern com pequenas influencias enquanto à contrução melodica do vocal com um pé no heavy pós-1990.
“The Hole” é outra faixa mais cadenciada com um riff complexa e interessante e para fechar o disco temos a intrigante “The Last Advice” , quase que uma narrative que transmite o ouvinte uma sensação de suspense.
Resumindo: excelente produção. Banda boa. As escolhas de timbres foram muito bem estudadas. Ainda tem uma intrigante arte na capa.
(Fred Mika)
Essa banda apresenta um som com guitarras bem distorcidas e marcantes, ou seja, timbre bem definido e volume alto na mixagem. Isso geralmente é uma das características de bandas de gothic metal como o Gravity Burn onde vocais femininos suaves fazem contraponto às guitarras bem pesadas bases retas porem absurdamente distorcidas.
O interessante é que apesar das guitarras bases bem pesadas os vocais apresentam alta dose de melodia. Um dos destaques desse promo-álbum é justamente a bela voz e interpretação da vocalista Magda.
São oito composições, “Intro”, “Stranger”, “Falling Down”, “Broken Promisse”, “Losing You”, “Closure”, “Slowly Killing Me” e “Remiez” que vão por essa linha descrita do inicio ao fim. Os temas versam sobre desilusões, angustias e dramas existenciais como de praxe a esse tipo de som. Interessante os riffs pesados criados por Mike Buffa.
Baixo e batera, respectivamente Adam Holcomb e Joch Hack, fazem um trabalho competente, sem muita firula, mas com arranjos criativos, nada exagerado ou virtuosístico aqui.
Dois detalhes que seriam bons serem revistos: um é que as composições variam poucos entre elas e outro é que, apesar do bom trabalho de criação e interpretação da vocalista, não há aquela faixa apta a se tornar um hino do estilo.
A capa tem uma arte interessante que, por ser um desenho indefinido, torna se algo bem intrigante.
É um som que se nada vem a acrescentar ao estilo pelo menos mantém se num nível bom. Os fãs do estilo deverão gostar mesmo assim.
(Fred Mika)
Fora os cangurus, koalas, emús, lêmures, surf music, muitas bandas pop, que não vou citar e é claro, AC/DC, pouca coisa ouvimos falar da Austrália. É desta terra que vem a banda de Death/Thrash Metal cristão, Grave Forsaken.
Na ativa desde 2004, tem em seu line-up, Tim (vocal), Vaughan (guitarra), Elias: (guitarra/vocal), Matt (baixo) e Dave Kilgallon (bateria). Destined For Ascension é seu segundo trabalho, lançado no ano passado.
A primeira faixa, “Warriors Of Light”, no estilo Thrash Metal, bem trabalhada, “Perish The Thought”, segue o mesmo estilo, mas um pouco mais rápida, “Eternal Destiny”, com guitarras mais pesadas, e vocal mais agressivo, alternando com o gutural, bem como em “Celebrity Judge And The Sinners Part II”.
“Punishment”, é o típico Death Metal, vocal gutural, base pesadona, “Horror And Sadness”, outra música em que o vocalista alterna entre o vocal audível e inaudível, “Destined For Ascension”, o grupo volta a praticar o som Thrash, seguida de outra boa música, “No Eye Has Seen”, com algumas harmonias de guitarra, “Blood On The Scales”, o vocalista volta a se esguelar, em uma composição de clima mais tétrico, encerrando o álbum com a música “The Road To Damascus”, com participação de vocal feminino nos backing vocals, mas a mais fraquinha do disco, sem muita empolgação.
Um disco para saber que na Oceania também se faz Death/Thrash Metal e cristão. Não surpreende, mas também não é dos piores.
(Bob Riot)
MySpace: http://www.myspace.com/graveforsaken
Sequências de álbuns clássicos anda em moda, mas essa pratica é muito perigosa, pois a comparação a versão original, é natural, assim como as expectativas, se tornam imensas.
“Land Of The Free II”, para a alegria dos headbangers de todo o mundo, é uma dessas exceções. Mesmo não sendo superior ao original, lançado em 1995, é um excepcional álbum de Heavy Metal como há um bom tempo o Gamma Ray não colocava no mercado. Suas doze faixas trazem uma banda agressiva, inspirada, melódica na medida certa, tudo com a marca de seu líder, o já lendário Kai Hansen, que para mim é um dos maiores compositores do estilo, senão o maior. Com a competência que lhe é habitual, Kai passeia por diversas vertentes da música pesada, pegando o melhor de cada uma delas e agregando-as à música do Gamma Ray, assim como fez na primeira versão, e o mais incrível é que ele consegue não soar simplesmente clichê. Assim, o disco vai do Power (“Into The Storm”) ao Speed Metal (“To Mother Earth”), passando pelo Heavy Metal Tradicional (“Rain”) e até mesmo pelo Hard Rock (“Empress”) com a mais absoluta naturalidade. Mas o que realmente se destaca em “Land Of The Free II” é a constatação, óbvia e clara, de quanto o grupo estava inspirado ao compor o álbum. Tudo no disco soa enérgico, e bebe de forma clara e evidente em uma fonte magnífica chamada Iron Maiden. “From The Ashes”, a já citada “To Mother Earth”, “When The World”, “Real World” (para mim a melhor do álbum e que lembra composições dos saudosos Keepers), “Hear Me Calling” e “Insurrection” são destaques em um álbum de altíssima qualidade, que honra o título que carrega.
Concluindo, “Land Of The Free II” irá surpreender muita gente, e deverá constar em inúmeras listas de melhores do ano. Merecidamente, diga-se de passagem, alias se este cd chama-se Keeper Of The Seven Keys part..... (The Real), tambem cairia bem. Long Live to Kai
(Adriano Gandolfi)
Para comemorar seus mais de quarenta anos de carreira, Mr.”silver voice”(um pouquinho enferrujada, mas ainda poderosa apesar dos mais de sessenta anos de idade),Ian Gillan regravou quatorze composições dando uma passeada por sua carreira, na verdade muito pouco para quem tem um curriculum invejável, Episode Six,Deep Purple, Gillan e Black Sabbath, quer mais ou está bom????
São regravações com ilustres convidados como Joe Satriani, Don Airey, Steve Morse, Uli John Roth, Roger Glover, Don Airey, Ian Paice,Tony Iommi, Jeff Healey, Ronnie James Dio,Joe Elliott(os dois últimos fazendo vocais de apoio!) e muitos outros, tendo como base na maioria das músicas guitarrista Michael Lee Jackson, baixista Rodney Appleby e baterista Michael Lee ,que deram um brilho diferente à cada um dos momentos mágicos deste belo cd.
Está certo que muita gente vai preferir as originais mas estas verdadeiras pérolas do que se convencionou chamar atualmente de classic rock estão repletas de feeling e suor, sem o artificialismo de produções repletas de pro tools,sem baterias pré programadas ou artifícios usados exaustivamente nestes tempos medíocres do século XXI.
O cd vem em formato dual disc, e do outro lado podemos vivenciar partes das sessões de gravação, acompanhar todas as faixas com galeria de fotos, ver um bootleg do Purple de duas músicas com Satriani na guitarra dentre outras distrações e o único ponto negativo é que ele não toca em certos aparelhos de som e fui obrigado à recorrer ao meu computador para finalmente escuta-lo. Músicas: Unchain Your Brain,Bluesy Blue Sea, Day Late And a Dollar Short, Hang Me out To Dry, Men Of War,When a Blind Man Cries,Sugar Plum,Trashed, No Worries, Smoke On The Water, No Laughing In Heaven, Speed King, Loving On Borrowed Time, I´ll Be Your Baby Tonight (bonus).
(Eduardo de Souza Bonadia)
Esse album é lançado no Brasil pela Hellion Records sob licença da italiana Frontiers Records. Glenn “The Voice” Hughes nunca se limitou a um estilo só, mas sempre pendeu para uma mistura de funk com rock, ou uma musica com mais groovie, como também é notável a influencia da musica new age e do jazz em seus trabalhos e esse é um deles.
Para esse trabalho com um titulo bem criativo, FUNK (First Underground Nuclear Kitchen), e em outros trabalhos também, Hughes conta com seu fiel escudeiro, o baterista Chad Smith (Red Hot Chilli Pepers, que aliás por si só é uma banda bem ao estilo do som de Hughes atualmente e Chad Smith casa como uma luva com as linhas de baixo bem cheios de groovies de Hughes) além dos guitarristas Luis Maldonado (que participou de inúmeros outros trabalhos), JJ Marsh e George Nastos. Completam ainda a formação os tecladistas Anders Olinter e Ed Roth.
No quesito musical Glenn Hughes é respeitadíssimo por todo o mundo tanto como vocalista como instrumentista.
O álbum tem faixas com muito balanço, ou groovies bem animados, esbanjando energia como a faixa de introdução, “Crave”, além da faixa titulo e “Love Communion” (essa com a presença de metais) e “We Go 2 War”.
Alem disso arranjos belíssimos e vocalização como sempre apurada de Hughes, principalmente nas baladas criativas e recheadas de aclimatações e muita melodia como em “Satellite”, “Imperfection” e “Where There´s A Will”.
Há também faixas que mixam com muita harmonia um hard rock não tão rápido com também muito groovie com resultado final bastante satisfatório como em “We Shall Be Free”, “Never Say Never”, “Oil And Water” e “Too Late To Save The World” (essas duas com uma introdução com clima místico e relaxante antes de cair no hard-groovie bem executado de Huges).
É uma sonoridade rica, bem variada em que os instrumentistas não são afeitos a demonstrações virtuosísticas desnecessárias, mas que sabem também na hora exata de exigir mais em arranjos bem técnicos e a interpretação de Glenn Hughes continua como sempre irrepreensível, definitivamente um dos melhores vocalistas que já apareceram no mundo da musica de um modo geral que sabe dosar bem melodia, técnica e dotado de muita criatividade e excelente interprete.
Outro destaque do play vai para o encarte, muito bem elaborado, com muitas fotos, muito colorido, bem diversificado e com toda a ficha técnica, agradecimento, letras das musicas e informações necessárias, muito completo e bonito.
Vale ressaltar ainda que no mesmo cd há uma parte interativa com dados do web site, contatos, etc de Glenn Hughes além de um vídeo clip.
Portanto esse álbum é indicado a todos que gostam de uma boa musica de um modo geral, para as pessoas que não se prendem ou não querem se prender a um estilo musical especifico ou pelo menos de vez em quando, tudo aqui soa perfeito, muito bem elaborado e de extremo bom gosto. Parabéns ao grande Glenn “The Voice” Hughes, com certeza um dos melhores lançamentos desse ano e muito provavelmente dessa década.
(Fred Mika)
Site: www.glennhughes.com
MySpace: www.myspace.com/glennhughesonline
Glenn Hughes, The Voice Of Rock, lembra sempre os consagrados ícones do rock Deep Purple e Black Sabbath, que o baixista e vocalista integrou e deixou sua marca. Mas também como artista solo executa trabalhos grandiosos e com tanto talento e experiência no mundo musical, ele dificilmente desagrada os fãs, mesmo os das já citadas bandas. “Music For The Divine”, seu mais recente trabalho, comprova isso.
Acompanhado novamente pelo guitarrista JJ Marshal e pelo baterista Chad Smith (sim, o mesmo do Red Hot Chili Peppers), Hughes agora conta com Mark Kilian nos teclados e participação do guitarrista John Fruciante (também do RHCP).
A sonoridade do álbum não foge muito daquele formato apresentado nos lançamentos mais atuais do músico. O destaque são os ‘riffs’ de guitarra simples e marcantes, que deixa tudo com um clima bem Rock n’ Roll, característica de Fruciante, além da incrível e inigualável voz de Hughes.
Temos muito groove o que dá uma cara mais Funk a sonoridade como um todo, item este que tem sido constante nos trabalhos anteriores, e nessa área, Chad Smith e Fruciante sabem bem o que fazer, e o fazem com muita competência.
“Music For The Divine” não poderia deixar de apresentar baladas como “This House”, “Frail” e “Nights In White Satin”. As músicas calmas, acabaram sendo relaxantes demais e parece que faltou um certo tempero, tornando-se maçantes em alguns momentos. Mas no todo temos faixas mais agressivas e interessantes como “Black Light”, mantendo a reputação de Hughes.
(Adriano Gandolfi)
Lançado originalmente em 1997 em uma época que o Judas Priest esteve meio na geladeira quando perdeu seu frontman por direit,Rob Halford,este primeiro e até então único trabalho solo de um dos seus guitarristas, e recentemente relançado no mercado com duas músicas bônus inéditas e com grande surpresa e sem nenhum aviso no mercado nacional.
Glenn encara o trabalho como vocalista e faz tudo direitinho, tem uma voz limpa e afinada, sem exageros, mas também sem nenhum destaque, mas reuniu aqui um time de músicos de primeira, muito competentes dando um algo mais no instrumental das composições, caras como os excelentes baixistas John Entwistle(The Who, já falecido); dando-se muito bem em sua primeira e última incursão no rock pesado; Billy Sheehan e Robert Trujillo,que dão uma verdadeira aula; bateristas Brooks Wackerman, Shannon Larkin e o também falecido Cozy Powell, dentre outros.
Musicalmente Glenn deve ter revirado a coleção dos seus filhos e curtido muito algumas das então novas tendências, deixando-se influenciar e muito por isto, e suas composições apesar de terem resquícios mínimos do “véio” Judas, 99% do restante do tempo soam modernas e grooveadas, influências vem de nomes como Nirvana, Soundgarden e Faith No More (arrgh), além de algumas músicas mais legalzinhas como “Hardcore” com toques mais metálicos e vocais que lembram Paul Di´Anno e uma ótima versão para “Paint It Black” dos Rolling Stones, e nem as bônus escapam(uma delas tendo seus filhos Ricky na batera). Com certeza Mr Tipton é bem mais eficiente no grande Judas Priest!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Esta banda de Juazeiro do Norte (CE) está na estrada há 15 anos e traz influências de bandas como Iron Maiden, Manowar, Judas Priest, Malmsteen, Dio, Blind Guardian e Running Wild.
Bad Moon Rising é o segundo disco do grupo ou um CD Demo? Depende do ponto de vista. Hoje em dia as produções independentes estão cada vez mais comuns devido ao pouco espaço para os grupos, as facilidades tecnológicas e abertura de mercado para compra de instrumentos e equipamentos importados já não é tão restrita. Desta forma, se o pessoal não correr atrás da bola não conseguirá mostrar seu trabalho.
É assim que a coisa tem rolado em nosso país e creio que a curto prazo não vai mudar.
A influência dos anos 80 e 70 no som do grupo é óbvia e faz com que o grupo tenha uma sonoridade diferente do que tenho ouvido ultimamente. “Some Clouds Beyond The Rainbow” tem cara de Purple, com seu riff e teclado, “Evil Woman” com passagens inspiradas no Iron Maiden e “Bad Moon Rising” com passagens mais melódicas servem de exemplo para o som da banda. O disco traz bons trabalhos de harmonia de guitarra e backing vocals.
Só achei desnecessária a risada, ou sei lá o que é aquilo, no final do disco, no resto... nada a comprometer.
(Bob Riot)
A Irlanda é um país que trouxe grandes nomes ao cenário do rock como Thin Lizzy, Rory Gallagher, Gary Moore e U2, e o Glyder é mais um a se juntar a esta fileira de nomes.
Depois de lançar um EP com 6 músicas aparece com seu debut álbum cuja produção está a cargo do famigerado Chris Tsangarides (Sabbath, Judas, Ozzy e muitos outros).
A influência do Thin Lizzy no som da banda não é, de maneira nenhuma, negada pelo guitarrista da banda Bat Kinane, nas suas entrevistas e que acha interessantíssimo criar uma música moderna com influências antigas. No site do grupo há declarações, inclusive da mãe de Phil Linnot, dizendo que vê-los ao vivo tinha tido a mesma sensação de ver seu filho. Bruce Dickinson chegou a tocar uma música do Glynder num programa.
Músicas com muita energia, bem calçada na essência da música dos anos 70 e 80, sem muita frescura. Ouvindo “Colour Of Money” e “PUP” (Pretty Useless People – pessoas inúteis), realmente me senti ouvindo Thin Lizzy, que é um grupo muito pouco conhecido do grande público brasileiro, mas de notoriedade no rock mundial (o Iron Maiden foi muito influenciado pelo Lizzy). “She’s Got It” é uma faixa que me fez lembrar de Jess Cox, ex-vocalista do Tygers Of Pan Tang, grande batalhador do cenário metálico mundial e dono da Neat Records.
Ta aí um grupo para o pessoal que curte grupos com influência setentistas.
(Bob Riot)
Site: www.glydermusic.com
Novo álbum dos irlandeses do Glyder, com Tony Cullen (vocal/baixo), Bat Kinane (guitarra/backing), Pete Fisher (guitarra) e Davy Ryan (bateria).
O disco trás 10 composições do grupo e um DVD com sua história, informações sobre as músicas, o processo de mixagem com o renomado Chris Tsangarides, clipes das músicas PUP (Pretty Useless People) sem censura, “Saving Face” e “One For The Lost”, além de uma aparição no início da carreira com “The People" do EP "Black Tide Silver Path", além de apresentações ao vivo, incluindo declaração e apresentação da banda por Philomena Lynnot, mãe do saudoso Phil Lynnot, em um show em Dublin.
O grupo continua com sua forte influência de Thin Lizzy, mas com toque de metal clássico, dando um upgrade no som do grupo. Boas composições à base de hard rock em “Glambers Blues”, “Sweets”, “Walking My Own Ground” e “Playground For Life”.
A idéia da capa, muito bonita, tem a idéia de demonstrar as diferenças entre as coisas e pessoas. Disco recomendado para os amantes das bandas enraizadas nos anos setenta, principalmente do Thin Lizzy.
(Bob Riot)
Site: www.glydermusic.com
MySpace: www.myspace.com/glyder
Formado em 1998 por Philip Wolfe, teve seu CD do debut liberado em 2001 e agora estão liberando e promovendo seu novo trabalho Predator. Wolfe é um nome conhecido na cena, porque tem trabalhado com W.A.S.P., Impellitteri, XYZ e muito mais, assim pode ser considerado um veterano. A música de Wolfe e Glass pode ser categorizada como metal tradicional, com um um forte trabalho de teclado e vocais. Ao todo temos 10 faixas, que mostram um vocal por parte de Glass um pouco fraco não agradando em cheio e deixando a desejar , talvez por isso este trabalho seja independente, pois soa fraco e datado , mesmo com a presença de Wolfe.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.glasswolfe.com
Segundo trabalho desta banda, que faz um hard / Glam, sendo que neste trabalho apresentam batidas modernas e alguns riffs sintetizados, que podem ser conferidos em “Flesh For Fantasy” e “Watch The Body Speaks” demonstrando que estão afim de manter-se modernos. Isto até não é de todo mal, mas como anda sendo feito muito por aí, acaba cansando um pouco.
Temos bons destaques como “Bring On The Money” e em “Heaven Come Undone” com elementos acústicos muito bem utilizados.
“Black Anthem” é um hard de qualidade, assim como a ótima “Making Love Song”., porém nota-se um clima mais dark em suas composições. Como pode-se perceber o GF conseguiu dar uma variada de um trabalho para outro, embora “Insane Is Sane” e “Sinners Paradise” (uma das melhores) estão bem mais próximas do primeiro CD. Tin e banda tem um bom desempenho no geral.Um CD bem diferente de “Babylon Rockets”, mas onde o grupo conseguiu manter a pegada de suas músicas, embora a tenha usado um pouco demais a modernidade.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.gemini5.net
Com a produção do renomadíssimo Chris Tsangarides, chega as minhas mãos o trabalho do Glyder que mostra uma banda com muita energia e vontade de realizar a coisa certa.
O instrumental segue uma linha de Heavy Metal sem muitos diferenciais e bem básicos, há algo a mais no trabalho de guitarras, que estão muito bem timbradas e o trabalho harmônico esta bem desenvolvido.
Mas isto não é tudo, quando chegamos na parte vocal o negócio empaca, pois o vocalista tem um timbre digamos, diferente e nem um pouco atraente, que gera uma sonoridade que mistura Mike Myers (Suicidal Tendencies) com Ozzy Osbourne. Falando francamente não é uma mistura de fácil digestão, pelo contrário é difícil de engolir.
Analisado este ponto, podemos sim identificar uma excelente produção do ponto de vista instrumental, que também é muito bem composto e executado, lembrando que não traz nada de novo e segue o usual apenas bem executado, mas que perde total força com um vocal que alem das características naturais, não impõe garra em sua interpretação, onde em alguns momentos parece estar lendo a letra da faixa e isso acaba por comprometer e muito o todo, deixando o trabalho bem cansativo e difícil de ouvir.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.glydermusic.com
GMT são as iniciais de Guy (Robin Guy, ex-baterista da banda do Bruce Dickinson e ex- Faith No More), McCoy (John McCoy, ex-baixista da banda de Joey Belladona e da banda de Ian Gillan, além também de já ter tocado em bandas como Samson e Mammoth) e Torme (Bernie Torme, outra que já tocou na banda de Ian Gillan e de outras figuras famosas do mundo do rock como Dee Snider e Clive Burr).
Como se percebe, a banda é formada por um time veterano e com um time desses e de se esperar muita coisa, ou não, veremos: As duas primeiras faixas são “Cannonball” e “Rocky Road”, faixas rápidas, cruas, diretas, algo com sendo um Motorhead misturado com Ramones com menos empolgação e sem o carisma desses e um vocalista (Bernie Torme) com um timbre na linha de Alice Cooper, porém, sem um terço de interpretação que fez a fama da tia Alice.
A faixa título, vem na seqüência, “Bitter & Twisted”, que chama mais a atenção, um hard rock já mais arrastado, dramático, esse sim já bem ao estilo de Alice Cooper dos velhos tempos, com variação de harmonias na parte do solo.
Temos então “Can´t Beat Rock N´Roll” que segue num rock n´roll simples mas é empolgante, sente se o feeling da música, bem ao estilo de Ted Nugent. Então temos a primeira balada do álbum, “Down To Here” é algo na linha de “Love It To Death” (Alice Cooper).
“No Justice” põe a banda de volta a cometer o pecado mortal das duas primeiras faixas, ou seja, de tentar prover a banda de características essencialmente punks como bases e baterias retas e cruas em demasia, sem feeling e os backing vocais apenas para fazer coro. A coisa volta aos trilhos em “Miss The Buzz”, outra faixa empolgante, com uma bateria marcante e cadenciada.
“Longer Than Tomorrow” é o tipo de faixa que não fede nem cheira num disco, com chliches suficiente para ser uma boa faixa mais com feeling insuficiente para que seja assim.
“Summerland” já é algo mais trabalhado, com introdução em violão, com um clima das bandas setentistas ao estilo de Led Zeppelin e com o vocalista usando mais melodicamente sua voz e que, depois de um certo tempo, progride para uma composição com alguns trechos mais pesados, mas sempre mantendo o feeling, uma das melhores desse álbum. “Deireadh An´ Samhradh” é uma instrumental com clima bem místico, bem viagem.
E finalmente, o álbum, fecha em “Vicenzo”, mais um rock n´roll reto, porém dessa vez mantendo o clima e feeling do bom rock n´roll como os já citados Ted Nugent e Alice Cooper.
É realmente um álbum de altos e baixos, a maioria das faixas são de bases retas, diretas porém apresenta um clima legal, com riffs que chamam a atenção e vocalizações boas já outras são puramente cruas, diretas mas desprovidas de uma vocalização mais eficaz ou de um riff simples que chama a atenção e de um refrão mais trabalhado.
Mas no geral, as boas músicas são maioria e isso que puxa a nota desse álbum para cima, e essas são algo na linha (como já disse e vou falar novamente) de Alice Cooper e Ted Nugent: ambos mestres de ótimos hard rocks e ótimos rock n´rolls, classic rock.
(Fred Mika)
Site: www.gmtrocks.com
O quarteto faz uma mescla de Power, True e Heavy Metal tradicional com fortes (e declaradas) influências de Manowar e Virgin Steele. Ou seja, som pesado, melódico e épico, cheio de referências heróicas, batalhas, aço e exaltação à guerreiros. Um verdadeiro campo de batalha musical! O som não traz absolutamente nada de novo, mas os caras contornam o excesso de clichês e espadas com boas composições, que não chegam a empolgar mas que ao menos funcionam bem dentro do contexto da temática do disco. Destaque para as músicas “Higher Than Eagles”, “Proud And Strong”, “Spirit Of Steel” e a faixa título “Inglorious Birth”. Confira e tire você mesmo suas próprias conclusões.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Steve Lee – Vocals, Leo Leoni – Guitars, Freddy Scherer – Guitars, Marc Lynn – Bass Hena Habegger – Drums, lançam talvez a obra do ano, com muita tenacidade e determinação o Gotthard que há muito tempo vem buscando seu espaço, parece que atingiu seu objetivo com este lançamento espetacular.
Todas as músicas contidas em “Domino Effect” foram construídas em apenas seis semanas. Demonstrando extrema criatividade, este time que esta a mais de quinze anos sem nenhuma mudança na formação, bateu recordes atrás de recordes, se tornando a mais bem-sucedida e popular banda de rock suíça de todos os tempos.
Concebido à moda antiga no estúdio da própria banda em Lugano, na Suíça, sob a supervisão de Leo Leoni e Ronald Prent (que já trabalhou com Rammstein), e completado no Galaxy Studios, da Bélgica, “Domino Effect” está fadado ao sucesso. Canções como o irremediável hit “Falling”, a explosiva “Domino Effect”, a elegante e atmosférica balada “The Call”, a sacolejante “We Come Alive” e a suave “Where Is Love When It’s Gone?” são perfeitas, não deixando nada a desejar aos melhores momentos de toda a história da banda e do hard rock mundial.
Portanto, prepare-se: quando escutar “Domino Effect”, você ficará surpreso com tamanha qualidade sonora e de composições que são hits atrás de hits. O Gotthard comprova mais uma vez ser umadas mais talentosas bandas de hard/heavy rock da atualidade.
Eu chegaria a comparar a qualidade deste trabalho algo similar a que ocorreu com Hysteria do Def Leppard, o som é bem distante, mas o acabamento do trabalho somado a competência das composições é bem similar. Compre e não pare de ouvir, oque para mim é um dos melhores lançamento de 2007.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.gotthard.com
O álbum de estréia do grupo Gourishankar foi com o álbum Bang lançado em 2007 também pela gravadora Unicorn Digital, mas a banda já havia gravado e lançado esse mesmo álbum, Close Grip, em 2003 de maneira independente. O que temos aqui é o relançamento desse último pela Unicorn em 2008. São oito composições sendo que a oitava é um bônus.
A banda vem da Rússia, mais especificadamente do norte da Rússia perto dos montes Urais, mas se assemelha bastante as melhores bandas de rock progressivo de todos os tempos como Rush, Yes, ELP e assemelhados. O som não é melancólico como o do Pink Floyd nem flerta com o rock pop, mas apresenta muitos arranjos, com estruturas muito bem elaboradas (quebra de andamentos, mudanças de ritmos, muitos arranjos) sem contudo cair na armadilha que isso geralmente traz pois conseguem manter o feeling, a alma durante todo o álbum.
O álbum abre com a instrumental “Gripped By Fear”, uma faixa instrumental interessante, cheia de aclimatações, de efeitos e de sons quase que indistinguíveis, uma faixa que leva o ouvinte a um clima de suspense.
A seguir já emendam com a faixa “Insomnia”, uma composição rica, bem dinâmica e variada que exige demais dos músicos, muito boas as intervenções do tecladista Doran Usher que sabe variar bem uma musica com mais de sete minutos. Destaque também para o agradável timbre do vocalista Vlad MJ Whiner que alem de interpretar e criar muito bem ainda interpõe outras vocalizações (contra-canto e vocais de apoio) na complexa sonoridade da banda. Eu já ia dar os parabéns ao baterista porque o que ele faz aqui é algo do nível de bateristas como Virgil Donatti, Simon Phillips e Neil Peart porem as baterias são todas programadas por Cat Heady (um personagem fictício da banda).
De uma forma ou de outra os outros músicos são realmente virtuoses em seus instrumento incluindo o guitarrista (que também cuida dos vocais de apoio) Nomy Agranson (dentre os três o “menos” extraordinário). A faixa “Sweet Heart” mantém o mesmo clima de complexidade da anterior com lindas “viagens” no meio de muita complexidade, perfeita. Na seqüência temos “In The Hope” que é outra faixa instrumental como a de abertura com sons exóticos também e com clima de suspense.
A seguir vem “Wind Of Night”, com introdução lenta, emotiva, mas rica em arranjos onde o ouvinte é transportado para um clima surreal. Mais tarde a musica ganha corpo com trechos de hard rock bem complexo alternando com um cadenciamento mais light na linha de Enya. É uma faixa longa de nove minutos.
Igualmente longa é a seguinte, “Rutumn Frost” onde um canto gregoriano inicia a mesma para cair num heavy rock cheio de groovies e quebra de andamento onde teclados duelam com as guitarras (e isso já nas bases) com interpretação do vocalista muito boa. No meio da composição a faixa imerge num clima melancólico e nostálgico com belíssimos arranjos de teclados onde depois, vai se encorpando gradualmente sem se perder na idéia.
“Close To Death” é uma faixa estranha onde há todos os elementos do rock progressivo e new age numa faixa só. É impossível descreve-la aqui tamanha a complexidade, variedade estrutural e de arranjos (vários timbres e sons de teclados são explorados a exaustão aqui).
E para fechar tem ainda a faixa bônus, “For Nobody” que já começa com uma capela de umas cinco ou seis vozes a la Bohemian Rapsody (Queen) para desaguar num complexo prog rock de execução dificílima. Eu considero, entre todas as que ouvi recentemente, a melhor banda de rock progessivo dos últimos tempos. Se você curte Yes, ELP, Rush essa é uma indicação perfeita e em muitas partes, conseguem superar esses mestres, é sério. É ate difícil descrever o som dos caras tamanho a quantidade de arranjos, texturas mil, sons, criatividade, etc, presentes nesse lançamento e o melhor, sem perder o feeling, a alma da musica. Fantástico!
(Fred Mika)
Para os headbangers, o Gov’t Mule teve seu nome conhecido devido a algumas declarações de James Hetfield colocando a banda como uma de suas favoritas. Para os admiradores do Southern Rock, nenhuma novidade já que se trata de um dos grandes do estilo.
Um pouco da história do Mule... O guitarrista Warren Haynes participou do revival do Allman Brothers Band e daí surgiu o embrião do Mule tendo lançado seu primeiro disco em 1995. Inicialmente o grupo seria um power trio como grandes nomes dos anos 60 inspirado em Jimi Hendrix Experience, Cream e James Gang mas não vingou a idéia. Haynes foi eleito o 23o melhor guitarrista de todos os tempos pela Revista Rolling Stone em 2003 (sempre haverá controvérsias mas é só para constar).
Além de Haynes na guitarra e vocal, o Mule conta com Matt Abts na batera, Danny Louis nos teclados e backing vocals e o baixista Andy Hess. High & Might talvez não encha os olhos dos mais ardorosos fãs mas trás todos os ingredientes do bom e velho Southern, blues, hard e soul music com a total competência que o grupo já comprovou ao longo dos anos.
Citando algumas faixas, “Child of the Earth” e “Endless Parade”, grandes músicas na linha blues, os hardões “Brand New Angel”, “Streamline Woman” e “Brighter Days” com a familiar slide guitar.
Resumindo, High & Might é um excelente álbum para quem quer conhecer ou já curte o Gov’t Mule.
(Bob Riot)
Site: www.mule.net
Para comemorar seu ¼ de século de existência o quarteto alemão nos brindou com um grande presente provando que muitos dos seus fãs encontram-se aqui; resolveram gravar este duplo ao vivo (além de um dvd, porém devido à sua porca/parca qualidade será resenhado em separado) na capital paulistana perante à um lotado e finado Direct TV na histórica data de 07.05.05 (pois a casa mudou de nome e infelizmente não abriga mais eventos metálicos como este!) Ficar mencionando músicas seria total perda de tempo quem é fã da banda ou de metal feito com raça, garra,amor,energia e suor já deve ter comprado este petardo sônico de puro headbangin´, mas ele dão uma repassada em sua carreira tocando seus maiores clássicos(àqueles que os fãs cantam cada palavra) e até mais algumas coisinhas mais obscuras dos primeiros anos da banda que somente quem é “true” fã conhece!!
Posso garantir que tudo que você ouve neste cd é verdadeiro, pois eu estava lá, e se você não estava azar seu.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.grave-digger-de
Desde 1980 na ativa, esta consagrada banda alemã lança seu 15o álbum. Aparentemente, com uma formação estável, o vocalista Chris Boltendahl, parece ter encontrado em Manni Schmidt (guitarra), Hans Peter Katzenburg (teclado), Stefan Arnold (bateria) e Jens Becker (baixo), os companheiros ideais para continuar levando o trabalho do Grave Digger em frente.
Dono de uma voz inconfundível, Chris, é a cara do Digger, ou seja, o Grave Digger é ele. Empresaria, participa da produção, dos arranjos e faz as letras, o cara é o que podemos dizer de multi-função dentro do grupo.
O grupo já passou por aqui, mas creio que não foi lhe dado o status de grande banda de heavy metal como eles merecem, como o Brasil agora está na rota de grupos de grande porte (o que não acontecia a alguns anos atrás), a quantidade de shows atrapalha a divulgação, e deixa os bangers sem grana ou ter que escolher muito para quando poder gastar seu dinheiro. Não é todo mundo que tem mais de 100 reais prá gastar por show.
Falando do disco, o mesmo inicia com a faixa título, um história de luta pela independencia, liberdade e heróis, não tem muito pique, mas com refrão forte. “Ocean Blood” já pega mais pesado, com mais rapidez e outro refrão forte, “Highland Tears”, começa com gaita irlandesa (acho que este é o nome do instrumento) e riff pegajoso de hit.
“Until the Last King Died”, mais cadenciada com a qualidade que se espera do Digger, “Shadowland”, outra música de destaque, “Forecourt to Hell”, que riff é esse?! Daqueles que só os grandes conseguem criar.
O disco tem uma grande uniformidade em suas músicas, com a marca do Grave Digger, sem ser aquele som tipo a mesma coisa. Qualidade germânica, como sempre.
(Bob Riot)
Site: www.grave-digger.de
Novo Single da banda, que antecipa o lançamento de seu novo CD de estúdio – intitulado “Liberty Or Death” – e que traz 2 discos (um CD e um DVD). No CD, constituído de 4 músicas, encontramos a música “Yesterday” (regravação da clássica balada de seu primeiro disco – o clássico “Heavy Metal Breakdown”) em duas versões: uma “normal” - com guitarras; e outra orquestrada, acompanhada por lindas melodias de cordas e orquestra. “The Reaper Dance” segue a linha tradicional do grupo, com riffs fortes e pesados e vocais rasgados – puro Metal. “No Quarter” (cover do Led Zeppelin) é uma grata surpresa, com uma versão excelente e pesada, porém sem perder o ar característico e original da mesma. O segundo disco, um DVD, traz a performance ao vivo da banda no “Rock Machina Festival 2001”, onde tocam vários clássicos, como: Scotland United, The Dark Of The Sun, The Reaper, Excalibur, Circle Of Witches, Rebellion; entre outras. Grande Single!
(Eduardo Garcia Carvalho)
Grupo originário da cidade de Atlanta, formado pelo baterista Josh Hack e pelo guitarrista Mike Buffa. Ambos tocaram em alguns grupos da cidade e em 2006 conceberam o Gravity Burn. No mesmo ano, após uma exaustiva e longa procura, recrutaram a vocalista Magdalena Ollar, que veio da Polônia para os Estados Unidos com o sonho de encontrar a banda certa para se juntar. Faltava um baixista e após várias audições não haviam encontrado o cara com o talento e a química certa. Uma tarde, bate à porta de Mike, Adan Holcomb, que havia tocado com ele e Josh em uma banda chamada Undone, três anos antes, ele não sabia que o grupo estava procurando um baixista, tinha passado apenas para dar um alô e rapidamente perceberam que era um encontro especial e fizeram uma jam. Pronto, a banda estava completa.
O som do grupo não trás nada de novidade, mas é bem feito, Magda tem uma voz linda e as músicas com uma sonoridade doom metal às vezes lembrando Evanescence, o que obviamente os torna mais comercial. Destaque para a música “Falling Down” com refrão marcante e a pesada “Stranger”.
(Bob Riot)
Essa banda sueca é bastante antiga, de 1979, mas se separaram em 1983 e voltaram em 1993. Desde então a banda ficou conhecida por sua pirotecnia nos palcos. Apesar disso tudo, o primeiro álbum, Green Medicine, de estúdio só veio em 2005 pela Vital Music Sweden.
Este álbum é um petardo bem produzido, com bases limpas e vocais claros. A sonoridade é similar ao Accept no início doa anos 1980, porém com um som mais reto e menos pomposo (com backing vocais mais simples), sendo que o timbre do vocalista Anders Johansson (sendo também um dos guitarristas) se assemelha bastante ao nosso amigo Udo.
O som é reto o tempo todo, a cozinha de Ulf Magnusson (baixo) e Pelle Peterson (bateria) é simples, porém correta e continua assim em todas as músicas.
Os riffs são legais e bem trampados, os solos comedidos e encaixados na hora certa, sem aquela impressão de estarem deslocados e fora do contexto. A única ressalva desse álbum é a semelhança exagerada. As músicas são legais, empolgantes, mas ao mesmo tempo são bastante parecidas entre si ficando difícil destacá-las aqui.
A capa e encarte são bastante simples, tudo desenhado e escrito em prata com fundo preto, você se lembra de Balls To The Wall?
Mas vale sim a pena conferir este álbum, para quem gosta do heavy oitentista sem muito virtuosismo e frescuras é um prato cheio com bons riffs, músicas legais, solos estudados, vocal interessante e boa produção.
(Fred Mika)
Site: www.greensleeves.nu
Banda finlandesa de estória um pouco curiosa. Os caras ganharam em um concurso, algumas horas grátis em um estúdio de gravação que acabou neste resultando neste single com quatro músicas.
A idéia do grupo é de trazer os melhores componentes do heavy metal dos anos 80 juntos, atualizado para nossos dias. E não é que eles conseguiram?!
São apenas três músicas mais uma edição reduzida da faixa título para tocar em rádios, mas foi o suficiente para mostrar o grande potencial da banda.
O single começa com “Vision Weaver”, uma ótima faixa para mostrar o trabalho do grupo. A música com alguma sonoridade de Iron Maiden e Judas Priest com certeza será um hit clássico se a banda conseguir mais divulgação.
A segunda música “Grudge’s Claw” segue a mesma fórmula e “Time Machine” nos remete a uma sonoridade como já foi descrito, acrescido de elementos do metal melódico com alguma lembrança de Accept e Therion.
“Texas”, o vocalista e um dos fundadores do grupo, tem um timbre de voz diferente, com influências de Halford, e canta muito. O resto da banda completa o time com extrema competência, o outro fundador Toni Bite (guitarra), Tomessey (guitarra), Hofu Black (baixo e teclado) e Ditch B (bateria).
Anotem esse nome e aguardem. Tem tudo para ser um dos grandes nomes do heavy metal.
(Bob Riot)
Site: www.grudgesclaw.com
Gregory (traduzindo do polones para o inglês para facilitar!) é um músico bem conhecido em sua terra natal por comandar os vocais no Turbo, um nome bem popular do cenário metálico por lá dos anos 80/início dos 90 com o qual gravou onze álbuns, inclusive o do retorno em 2005, seguiu carreira solo, participou de vários projetos.
Desta feita este é o seu mais novo trabalho solo, na verdade uma compilação de clássicos do classic rock(oops),alguns bem batidos e mais que conhecidos, até por pessoas que não gostam de rock, interpretados com uma boa dose de fidelidade aos originais e nenhuma mudança nos arranjos,o que torna o resultado final muitíssimo deja-vu e sem sal.
Estão presentes músicas como “ Black Dog” “Stairway to Heaven”(Led Zeppelin) “Burn”,”Child In Time” “Mistreated”(Purple) “Gypsy”(U.Heep),dentre outras, músicas estas que em sua maioria já regravadas à exaustão e já deram no saco de muita gente.
A proposta é válida, o músico é altamente competente, mas a seleção musical muito clichê!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: kupczyk.rockmetal.pl
Gun Barrel é daquelas bandas que transborda energia desde o primeiro momento que você a coloca no play, é daquelas bandas que mantém vivo o espírito do rock n´roll em suas raízes como Motorhead, AC/DC, Thin Lizzy entre outras assim.
É uma banda alemã vinda de Colônia e formada em 1999 sendo que Outlaw Invasion é seu quarto álbum de estúdio (digamos de passagem, muito bem produzido o que é uma obrigação no disputado mercado fonográfico atual onde cada vez mais, devido à piratagem bem disseminada, o funil da concorrência aperta cada vez mais).
O primeiro álbum da banda chamado Power Dive e lançado em 2000 causou certo furor na mídia local principalmente pelo timbre característico do vocalista Xaver Drexler (que lembra bem o do conterrâneo Udo Dirkschneider e que havia substituído o vocalista anterior, Guido Feldhausen) além da não menos marcante guitarra de Rolf Tanzius e logo, no ano seguinte, já estavam assinando com sua primeira gravadora e partindo para a estrada.
Depois, em 2003, com a produção do competente Peter Sielck (o mesmo que produziu bandas como Iron Saviour e Blind Guardian, entre outros) gravam o segundo álbum intitulado Battle-Tested e dessa vez passam doze meses na estrada no melhor estilo cerveja, suor e rock n´roll.
Em 2004 regravam uma musica do Motorhead (“Out Of The Sun”) para um tributo ao mesmo, mas o baixista Holger Schulz deixa a banda para ir residir na Austrália e é substituído pelo musico Tomcat Kintgen a tempo ainda de entrarem como banda de abertura do famoso festival Wacken Open Air.
Daí entre em cena o vocalista atual (que já não era desconhecido do publico, pois com a banda anterior, havia gravado vários trabalhos), o mesmo que citei acima e o mesmo vem para a gravação e lançamento do terceiro trabalho da banda, Bombard Your Soul (lançado em 2005). Com esse álbum, o Gun Barrel se tornou uma das bandas mais conhecidas da Alemanha e inúmeras apresentações foram marcadas com varias outras bandas, maiores e menores.
Por fim veio Outlaw Invasion (lançado em 2008), gravado no Impuls estúdio e produzido por Yenz Leonhardt (Iron Savior, Kigdom Come, etc) e masterizado por Tommy Hansen (TNT, Helloween, Jor, etc) no estúdio Danish Jailhouse da uma aula de produção e bom gosto musical.
Tudo nesse álbum é bem audível, bem definido, sem muita firula e sem perder o peso. São treze faixas onde rola pancada quase que do começo ao fim (exceção para a belíssima power-ballad “Tomorrow Never Comes”, que até participação de violinos tem, e para a instrumental light “Parting Kiss”). Apesar dessa pancada toda, as musicas não soam enjoativas, o ouvinte percebe muita diferença entre uma e outra pois os arranjos não são de modo algum repetitivos.
O som do Gun Barrel lembra bandas oitentistas como Thunderhead e Tank onde guitarras pesadas, bem definidas e solos cortantes fazem destaques com vocal sempre rasgado, porém encorpado (o que difere dos vocalistas rasgados, drives médios, tão comum no hard rock oitentista). Portanto trata se de uma banda de heavy metal tradicional meio que na linha do Accept de Metal Heart só que com mais velocidade, pois também não desfaz de todo da preocupação com a melodia e não somente o peso.
Para quem gosta do heavy metal tradicional de todas as épocas esse é um excelente álbum, peso sem perder a melodia, produção muito lapidada, mas sem dar a banda um ar de pasteurizada, e por fim, muita criatividade, técnica e adrenalina. Bandas assim que mantém vivo o verdadeiro espírito do rock por todo o mundo.
(Fred Mika)
MySpace: www.myspace.com/yourgunbarrel
Gypsy Carns, conhecido como “O Pregador do Blues”, começou sua carreira em 1963 e a gravar em 1966.
A marca de suas músicas está no formato delta-blues combinado com letras cristãs o que faz seu som ter uma marca autêntica no cenário musical americano.
Sua carreira solo espiritual começou em 1992 em casas de café de Hollywood. Sei que foge um pouco do contexto da Strike falar sobre blues, mas foi pelo encontro do blues com country que surgiu o rock’n’roll, portanto, estamos falando das raízes.
Lembrei do bom e velho Johnny Winter assim que ouvi o Carns, branco, voz de sangue negro, blues no sangue, tudo a ver. O som do blues já tem muito feeling, mandando mensagens positivas então, é muito bom. Ouçam “Soul Of Man”, “Satan Don’t Pay My Bills” (e não paga mesmo! hehe) e “Your Close Friends”.
Para variar o som... pode ouvir que não vai doer nada, melhor do que ouvir “aquelas coisas” descartáveis.
(Bob Riot)
Site: www.gypsycarns.com
Gyspy Carns, conhecido também como o pregador do blues, faz um rock n´roll bastante energético com um vocal bastante cru, direto, mas muito empolgado bem ao estilo de Ted Nugent. Imagine uma mistura sonora, um cruzamento de bandas como Alice In Chains e Circus Of Power além, é lógico, de sua influência principal, o mais puro delta-blues.
Começou sua carreira em 1963 se apresentando no circuito dos clubes e em 1966 gravou seu primeiro registro. Também conhecido como um grande compositor de blues, Carns é um músico experiente e renomado e em 1992, iniciou sua carreira solo nas casas de café de Hollywood, na Califórnia, mas depois de um grande terremoto, ele se estabeleceu em Nashville, Tennessee.
Como típica banda de um homem só, Carns é um pregador cristão que faz um som bem intrigante, e que lança mão de um som básico, sem muitas firulas e com direito a muitos pedais wah-wahs (cry baby) nas guitarras, guitarras slide, guitarras dobro-neck, violões folk, uso de gaitas, etc.
Esse álbum, The Watchman, lançado em 2007, sintetiza bem essa proposta de Gypsy Carns, isto significa muito rock sulistas, hard blues do começo ao fim sem tempo para baladas ou demonstrações de virtuose e com uma profunda mensagem cristã com várias passagens bíblicas, bastante emotivas. O andamento e ritmo tocado são praticamente o mesmo durante todo o álbum, mas mesmo assim não torna o álbum repetitivo, porque as harmonias e os vários arranjos enriquecem esse trabalho.
Completam ainda a formação desse álbum, os músicos Joe Scheibelhoffer e Greg Morrow (ambos bateristas) e Sean O´Bryan Smith e Mike Brignardello (já esses dois como baixistas). A produção ficou a cargo do próprio Carns e Brad Volsburg (que por sinal ficou de tirar o chapéu).
O encarte também mostra detalhes interessantes, nos dá a idéia de que a capa do álbum foi gravada numa madeira envelhecida bem como a parte interna do encarte, algo simples, mas muito bem feito e bonito.
Carns realmente tem um talento nato para a coisa e esse trabalho é bem rico em e chamativo quanto a composição das músicas, dos arranjos e da forte mensagem que ele contém transmitindo uma profunda fé cristã.
Indicado a todos amantes do blues e do hard rock mais raiz, mais clássico mesmo bem como para músicos que desejam pesquisar, explorar mais a fundo sonoridades ricas que ajudaram a criar o autêntico rock n´roll.
(Fred Mika)
Site: www.gypsycarns.com
STRYKE - Virtual Metal Maganize & Promotion
© 2010 by Bob Riot