HALLOWEEN - VICTIMS OF THE NIGHT - Molten Metal - Importado – Nota: 7,5

Formação:

Vocals : Brian Thomas
Guitar : Rick Craig
Bass : George Neil
Drums : Bill Whyt

Halloween é uma boa banda americana com um som que mescla o Heavy e o Power metal explorando a temática horror. O CD é composto de 14 sons que despejam muita energia, mas sem nenhuma novidade. Toda música dá aquela sensação de “já ouvi isso”, sem que esse fato tire o mérito musical de seus integrantes.

Meus destaques ficam para as músicas Welcome, Victims of the night e Children of the Witch, sendo que essa última teria espaço em qualquer disco clássico dos anos 80. O ano da produção do disco 1986 esta dentro do ciclo clássico do metal e talvez por isso o disco não tenha alcançado um êxito maior. Se comparado ao lixo produzido atualmente pela maioria das bandas seria um clássico.

Se alguém perguntar: mas vale a pena conferir? Como dizia o poeta.. Tudo vale a pena (nem que for para criticar kakakka). Recomendado para aqueles que curtem os anos 80 e que desejam conhecer bandas que ficaram numa escala menor de reconhecimento.

(Paulo César dos Santos Alves)

HEATHENDOM – NESCIENCE – Metal On Metal – Importado – Nota: 8,0

Mais um país com pouca divulgação no cenário metálico, a Grécia. Imagino como as coisas devem ser dificeis por lá, talvez até mais do que por aqui, pensem por aí como o grupo formador por Dimitris Koutsouvelis (vocal), Lefteris Vourliotis (guitarra), Michail Vlavianos (guitarra), Yiannis (Blacklad) Moraitis (baixo) e George Tsinanis (bateria), todos, com excessão do batera, estão juntos desde 1998 e só conseguiram lançar um demo tape em 2005 e este seu primeiro full album em 2008.

Recentemente relançaram sua demo com uma compilação, um the best of... é duro ou não é?! Nestas horas eu vejo o quanto uma gravadora underground como a Metal On Metal dá uma força pra galera da Europa.

Voltando ao som do grupo, que é voltado para o Power Metal, uma das coisas que me chamou foi a precupação com os vocais, com backing bem elaborados, e em certas ocasiões, como na música “Nescience”, lembrando do Sweet, assim como em “The Doll House”, outros destaques para “Mirror Of Memories” e “I Bleed”.

Os caçadores de grupos de outros países não podem perder este lançamento.

(Bob Riot)

HOUSE OF LORDS – CARTESIAN DREAMS – Frontiers Records – Importado – Nota: 8,0

O grupo originariamente se chamava Giuffria devido ao seu fundador, o tecladista Gregg Giuffria mas logo mudam o nome para House Of Lords e trocam de vocalista saindo David Glen Eisley e entrando o excelente James Christian (ambas trocas a pedido do produtor Gene Simmons, sim, aquele mesmo, o baixista e vocalista do Kiss). O primeiro álbum do House of Lords foi um homônimo lançado em 1988 através da Simmons Records em parceria com a RCA Records e com uma sonoridade mais pesada que o antigo Giuffria caindo na estrada e abrindo uma tour para o Cheap Trick e na sequência para o Scorpions.

Esse album de estréia da banda apresentava seu maior hit até hoje, “I Wanna Be Loved”, mas depois da tour o guitarrista original, Lanny Cordola, deixaria o grupo sendo substituído por Michael Guy. O próximo album do House Of Lords já veio no mesmo ano, Sahara, e apresentava uma grande lista de músicos conviados entre os quais Doug Aldrich, Rick Nielsen, Chris Impellitteri, Mandy Meyer, David Glen Eisley, Robin Zander, Mike Tramp, Steve Plunkett e Ron Keel. Assim também veio o primeiro single e vídeo do grupo, "Can't Find My Way Home", uma cover do grupo Blind Faith e já emendaram um segundo single, "Remember My Name", ambos atingindo boas posições nos charts. Apesar disso tudo o baixista Chuck Wright e o baterista Ken Mary deixariam a banda para as entradas de Sean McNabb e Tommy Aldridge (baixo e batera respectivamente). Completava ainda a formação o guitarrista Dennis Chick.

Em 1992 um novo álbum é lançado, Demons Down, descrito por Christian como o seu favorito e somente contando com Christian e Giuffria agora como membros originais. O álbum apresentou dois singles, a faixa título e a balada "What's Forever For" mas devido ao clima da novidade do rock grunge o House Of Lords se desintegrou. Tentaram uma volta anos mais tarde com o vocalista original do Giuffria (pois essa última tiveram mais sucesso que o House Of Lords em meados dos anos oitenta) mas o resultado foi o desastroso The Power And The Myth. Em 2006 lançam mais um álbum, World Upside Down, composto e escrito por Jeff Kent (fundador do Pierce Arrow e do Dreams, além de ser compositor para gravadoras como CBS, MTM, e produtor de inúmeros projetos e composições) que agora seria membro efetivo do grupo além da volta de Christian e lançam em 2008 mais um álbum de estúdio, Come to My Kingdom, e por fim, Cartesian Dreams, em 2009.

Cartesian Dreams tem doze composições que, apesar da formação bem mudada, demonstram que o grupo volta com tudo com seu hard rock polido, eficiente, muito bem estruturado e produzido. James Christian continua a ser um vocalista de primeira, extremamente criativo e versátil na construção e escolhas das melodias apoiados sobre a a dinâmica construção de bases e riffs do guitarrista Jimi Bell (um guitarrista técnico e cheio d efeeling ao mesmo tempo) como, por exemplo, as excelentes faixa título, “Born To Be Your Baby”, “Desert Rain”, “Bangin´” (essas duas últimas já mais pesadas que o habitual mas mesmoa assim esbanjando melodia e feeling), “Never Never Look Back” e a explosiva “The Bigger They Come”. A variedade não acaba por ai, “Repo Man” lembra um pouco um Aerosmith mais pesado enquanto “Saved By Rock” é um autêntico hino oitentista no melhor estilo Def Leppard (para objeto de comparação). “Sweet September” e “The Train” são dois hard rock mais cadenciado enquanto a faixa “Joanna” é um rock n´roll dos mais empolgantes. Baladas? Não as temos aqui e esse é provavelmente o disco mais pesado do grupo mas sem perder um milímetro da eficiência da banda que lhe é peculiar.

(Fred Mika)

HOLY CROSS - UNDER THE FLAG - Pure Steel Records - Importado - Nota: 8,5
Under  The Flag

Realmente o Metal não morreu. Não há outra coisa que me vem a cabeça quando escuto "Under The Flag" o trablaho de estreia da banda francesa Holy Cross. Formada há apenas 3 anos atrás e com uma demo na bagagem, o quinteto nos brinda com um surpreendente e revigorante Heavy Metal pra headbanger nenhum botar defeito! Com forte influência das bandas clássicas do estilo, o grupo traz uma abordagem bem interessante, com fortes traços de Epic Metal nada mais justo, visto que o principal tema desse trabalho é a tão famosa hoje em dia mitologia nórdica.

As 10 faixas de "Under The Flag" funcionam muito bem entre si e não deixam o ouvinte cansar, ainda mais com a empolgante faixa de abertura "King In Hell", com os vocais fazendo a frente com timbres ora melódicos, ora rasgados e ora guturais. Impossível não destacar também "Iron Horse", Gates Of Time" e "Twilight Of The Gods", que quando executadas ao vivo, devem transformar o lugar em um mar de punhos erguidos.

O meu eu já ergui!

(Rodrigo Ribeiro Freitas)

HELVETETS PORT - EXODUS TO HELL - High Roller Records - Importado - Nota: 4,0
Engines Of Sin

Não julgue os livros pela capa. Ao ouvir "Exodus to Hell", trabalho de estréia dos suecos do Helvetets Port, cheguei a essa conclusão. Me deparando com o release da banda, com fotos dos membros com visual no melhor estilo Spinal Tap, pensei:"Só pode sair coisa boa!". Estava errado.

A banda, que foi formada em 2000, não consegue empolgar em nenhum momento ao longo dos 29 minutos do play,(que parecem se estender por horas, tamanha a chatice do material) com seu Heavy Tradicional embalado pelos apagados vocais de Witchfinder e amparados por uma gravação magra, que deixou a gravação parecida com trilha sonora de motel. O que sobrou no visual faltou no som, o que é muito triste, pois eles tem potencial, só falta um pouco de garra.

(Rodrigo Ribeiro Freitas)

HOLY CROSS - UNDER THE FLAG - Pure Steel Rec - Importado - Nota: 8,5
Engines Of Sin

Realmente o Metal não morreu. Não há outra coisa que me vem a cabeça quando escuto "Under The Flag" o trablaho de estreia da banda francesa Holy Cross. Formada há apenas 3 anos atrás e com uma demo na bagagem, o quinteto nos brinda com um surpreendente e revigorante Heavy Metal pra headbanger nenhum botar defeito! Com forte influência das bandas clássicas do estilo, o grupo traz uma abordagem bem interessante, com fortes traços de Epic Metal nada mais justo, visto que o principal tema desse trabalho é a tão famosa hoje em dia mitologia nórdica.

As 10 faixas de "Under The Flag" funcionam muito bem entre si e não deixam o ouvinte cansar, ainda mais com a empolgante faixa de abertura "King In Hell", com os vocais fazendo a frente com timbres ora melódicos, ora rasgados e ora guturais. Impossível não destacar também "Iron Horse", Gates Of Time" e "Twilight Of The Gods", que quando executadas ao vivo, devem transformar o lugar em um mar de punhos erguidos. O meu eu já ergui!

(Rodrigo Ribeiro Freitas)

HYSTERICA - METALWAR - Animal - Importado - Nota: 8,5

Suécia, país de inúmeras bandas representativas para a cena Hard rock e em menos escala para o Heavy Metal sendo desde o início dos anos 80 um grande celeiro de ótimo música e como não poderia deixar bandas femininas tem surgido em profusão por lá; primeiramente foi o CRUCIFIED BARBARA com seu metal n roll que mescla influências de GIRLSCHOOL, rock`n`roll e rock moderno e agora para nosso deleite este quinteto formado por cinco beldades locais-vocalista Anni De Vil guitarristas Bitchie/Rock Zilla baixista SatAnica e baterista Hell´n com certeza estão fazendo sua cidade natal e capital do país, Estocolmo, tremer com seu som pesado e totalmente metálico.

Depois de estrearem oficialmente com uma demo tape em 2006 conseguindo boa receptividade retornam agora com um álbum cheio que, segundo elas mesmas, foi totalmente produzido, composto e tocado por elas mesmas, sem convidados, músicos fantasma, ou muitas firulas; além deste ponto positivo a mixagem ficou por conta do mestre Peter Tagtren que deu o toque final de peso no trabalho.

As composições mesclam influencias que vão de MANOWAR, que com certeza influenciou em muito as garotas em atitude e visual, ACCEPT, HALFORD e outros do estilo com alguma modernidade nos timbres, ou seja, METAL puro e simples, sem frescuras ou besteiras, som puro prá bater a cabeça, levantar os punhos e cantar junto; instrumental muito bem executado com riffs pesados e solos na medida certa e vocalizações repletas de feeling na melhor escola Doro (nas partes metálicas)/Lita Ford (nas partes mais suaves); nada de tecladinhos fru-fru, corinhos, vocais líricos!!

Todas as músicas são ótimas mas destaco “We are the Undertakers” e “Girls Made Of Heavy Metal” hinos bem no estilo clássico do Manowar; “Halloween” com um refrão melódico e grudento; “Metal War” pesada e cadenciada, com um clima meio caótico; ”Bitch Is Back” com um riff meio “War Machine” (Kiss), ”Devil In Metal” e “Heavy Metal Man”, dentre outras.

Para amantes do metal mais clássico mais um ótimo trabalho.

(Eduardo de Souza Bonadia)

HARD SPIRIT - WAKE THE WILD - Triple Metal Rec - Importado - Nota: 8,0

O grupo espanhol Hard Spirit, como o nome diz, encara bem o espírito do hard rock mais cru, direto com guitarras bases secas e na cara, cortantes com riffs marcantes e com uma boa interpretação do vocalista Toni Amboaje (este também é guitarrista solo na faixa “Daydream On The Ground”) além do guitarrista Gansan e da competente porém econômica cozinha de Davo Camporro (baixo) e Gus Velasco (bateria). Vale destacar também os refrões ganchudos do grupo.

Já na primeiras composiçãos do álbum Wake The Wild, “Rock Of Life” e “Daydream On The Ground”, o Hard Spirit já dá mostra desse hard rock direto, cru e cheio de energia e pegada que vai por todo o álbum sendo que essa segunda faixa menos rápida que a anterior mas igualmente pesada.

Na seqüência vem “Every Street Of Sorrow”, já mais cadenciada, mas mantendo a guitarra base bem marcante e direta. O timbre do vocalista lembra levemente o de Jon Bon Jovi em sua fase mais hard rock, ou seja, de inicio de carreira.

A composição “Hard Spirit” já tem um riff mais trabalhado e é uma faixa em que o baterista trabalha mais também, especialmente nos bumbos onde os mesmos ganham arranjos cheios de groovies. Boas melodias nos links das guitarras e solos bem trampados fecham bem essa música.

“Walk The Wind” é uma balada power já mais com ares do hard rock mais moderno estilo Talisman e isso significa melodias fortes e refrões como hinos que contagiam logo na primeira audição o ouvinte. Na metade da composição a uma progressão (na hora do solo) para uma parte mais pesada e rápida (bem estrutural do Iron Maiden oitentista) para, na seqüência, voltar a parte vocalizada com andamento mais cadenciado (como no inicio da faixa). Interessante sacada, faz tempo que não se via isso dentro de um som hard n´heavy mais moderno.

“Waiting On The Storm” traz de volta ao hard rock direto, uma composição forte, marcante e com energia a mil por hora. Uma musica para acelerar nas auto-estradas afora (no Brasil isso só na imaginação porque se formos levar em conta o estado deplorável das estradas).

“Slave The Twilights” é um hard rock arrastado e cheio de links melódicos de guitarras no inicio partindo para arranjos lights nas partes vocalizadas e ganhando corpo novamente nos pré-refrôes e refrões. Variações interessantes.

“Dreaming” é outra balada, dessa vez só com vocal, violão, solos leves ao fundo e teclados fazendo o fundo e a melodia final já puxa a emenda para a próxima composição, “Alive In The Hole”, uma das melhores do álbum, com vocais interessantes, riffs e solos poderosos e melodias fortes.

“Knock Your Door” é mais uma faixa cheia de adrenalina, arrastada e com uma pegada forte. Dinamite pura e, “Winter Days”, fecha o álbum em grande estilo, uma balada na linha de “Bed Of Roses” (Bon Jovi).

É um álbum variado dentro do hard rock, apesar de prevalecerem as faixas mais diretas o grupo não adentra o mundo dos clichês e apresenta uma dinâmica estrutural das composições bem rica. Um álbum bem elaborado e produzido.

(Fred Mika)

HELSTAR – THE KING OF HELL – AFM Records – Importado – Nota: 9,5

O início da banda ocorreu em 1981 com o guitarrista Larry Barrigan, no estado americano do Texas. Com o lançamento de sua primeira demo em 1983, começa então a carreira de uma das mais influentes bandas do metal underground americano.

Em 1984, junta-se ao grupo, James Rivera,que mais tarde participaria de inúmeras bandas, entre elas, Vicious Rumours e Seven Witches, e lançam seu primeiro álbum, Burning Star, tornando-se muito conhecido entre os fãs do metal underground e colocando a banda como um dos mais promissoras do heavy metal. Infelizmente, o grupo não atingiu o sucesso esperado e capengou por vários anos, mas sempre tendo Rivera como o cara que não desistiu do projeto. Em 2006, para comemorar o 20º. aniversário do segundo disco, Remnants Of War, consegue reunir a formação clássica que gravou o disco e se apresentam no festival Metalworks em San Antonio.

Inúmeros fãs de diversas partes do país viajaram para assisti-los, o que animou muito os integrantes. Em 2007, assinam contrato com a AFM Records para o lançamento de quatro álbuns, sendo que o primeiro foi Sins Of The Past, lançado no mesmo ano e demonstando que a banda não perdeu a magia de fazer heavy metal.

The King Of Hell, veio no ano seguinte, e coloca de novo o Helstar como um dos grandes nomes do metal underground, um disco poderoso, pesado ao extremo, com fortes composições como “In My Darkness”, “Tormentor”, que promete se tornar um clássico do grupo, com seus riffs avalassaladores e forte refrão, que foi originalmente gravada no disco Sin Of The Past, “The Garden Of Temptation”, com seus quase 9 minutos, mostrando a criatividade do grupo com grande variação rítmica, “The King Of Hell”, outra música forte assim como “The Plague Called Man”. Há também um cover de “White Witch” do Angel Witch, se bem que prefiro a original, esta versão ficou muito boa também.

Disco pra ter na discografia, apesar da capa assustar aos menos avisados, e, já ouvi boatos que a banda pode se apresentar no Brasil. Que os fãs fiquem na torcida!

(Bob Riot)

HIGH NOON – NO TURNING BACK – Eönian Records – Importado – Nota: 8,5

O High Noon foi formado em 1989 nos EUA quando os amigos de infância, os californianos Ken Hitsman (guitarras) e Sam Persons (baixo) deixaram suas bandas anteriores para fazerem um som que os pudessem agradar mais. Na seqüência um baterista vindo de Nova Jersey (Mike Patterson) encontrou o guitarrista numa loja em que este último trabalhava e combinaram uma jam e a banda em breve já tinha um empresário, Jim Foote, que sugeriu o nome da mesma.

Depois colocaram anuncio procurando por vocalista e o mesmo veio no nome de Jim Zappa e no meio daquele mesmo ano até 1993 a banda se apresentou exaustivamente por todo o sul californiano nos locais famosos da época como Sunset Strip in Hollywood, Ca. Gazzarri's, The Whiskey, The Roxy e Troubadour além de outros como Orange County (The Marquee) de localidades como San Diego, Arizona e Cabo San Lucas abrindo shows para bandas já nacionalmente conhecidas como Badlands, Babylon A.D., Hurricane, etc.

A banda estabeleceu amizade com membros do Badlands e Greatwhite como o baixista Greg Chaison (Badlands) que convidou a banda para abrir shows e o guitarrista/tecladista do Greatwhite (Michael Lardie) que os ajudaram a gravar a segunda demo, que mais tarde foi produzido pelo renomado Michael Wagener (Skid Row, Dokken, Extreme). Conseguiram algumas boas posições em alguns charts europeus e japoneses, mas nenhum contrato foi realizado.

Infelizmente, como muitas bandas antes e depois, o High Noon começou com problemas internos. O baterista original Mike Patterson deixou a banda ao inicio de 1992 sendo substituído pelo fundador do Funhouse, Jaime Harris. A banda seguiu com Jaime mas na época, em pleno domínio do rock grunge o High Noon encerrou suas atividade em agosto de 1993.

Só em 2009 que a banda lança esse apanhado de gravações que fizeram durante seus quatro anos de atividades. São quatorze composições, entre elas “High Noon” e “Bad Moon Risin´”, mixadas por Jeff Alden e que datam de 1989, que apresentam um hard rock energético (o timbre de Jim Zappa lembra levemente o de Vince Neil do Mötley Crüe) com refrões fortes e com timbres de guitarras bem escolhidos.

“Ride Boy” e “Don´t Come Running” datam do inicio de 1990 que, além de melhores mixadas (estas foram mixadas por Michael Lardie) estão musicalmente mais sofisticados. Imagine o álbum Girls, Girls, Girls (do Crüe) com arranjos mais elaborados.

“Have My Heart”, “Skatin´ On Ice”, “When The Night Calls” e “Just Like A Woman” já foram gravadas e mixadas por Michael Waggener em outubro de 1990. Apresentam um hard rock variado, acima da média das bandas de hard rock oitentistas dos EUA. Um repertório bem dinâmico e versátil, com influências de bandas como Dokken, Mötley Crüe, Greatwhite e Whitecross mas com personalidade própria. Riffs criativos, refrões fortes, groovies, exploração de vários sonoridades, interpretação criativa do vocalista, solos bem criados e tudo isso com uma boa produção.

“Who Do You Think You Are?” (esta com uma pagada poderosíssima), “Around Midnight” e “Faith Hope And Love” são de 1991. Mixadas pelos integrantes Ken Hitsman e Jim Zappa e segue na linha das anteriores, um hard rock com composições nunca enfadonhas ou parecidas entre si.

“Bed Of Lies” é uma faixa cheia de groovy gravada e mixada por Kenny Lee Oswald em 1992.

“Weight Of The World” é uma faixa cadenciada, climática mas já com leve influência de bandas como Alice In Chains e Pearl Jam devido a época. Gravada e mixada por Bill Leonard e Rick Raponi no final de 1992.

E, finalmente, “House Of Glass”, que data de 1994 (está também foi produzida pelos integrantes Hitsman e Zappa). Um hard rock forte e cadenciado.

Esta foi uma banda realmente superior as similares conterrâneas e contemporâneas, com um som variado e bem eclético mas que não fogem do hard rock americano dos anos 80. Compensa.

(Fred Mika)

HEAVEN & HELL - DEVIL YOU KNOW - Roadrunner Rec - Importado

Todos estão cansados de saber que o “pai” de tudo isso que por décadas criou/cria uma legião de adoradores, admiradores fanáticos e também aqueles que simplesmente o abominam, o HEAVY METAL, nasceu pela mão de 2/4 desses senhores ainda na década da hipocrisia hippie,com o nome de BLACK SABBATH, pelo mestre supremo do riff, Mr. Tony Iommi, e o mago das quatro cordas, Terry “Geezer” Butler; e para evitar maiores confusões com o chaníssimo, caduco, ciumento, afônico e neurastênico Ozzy Osbourne e sua insuportável esposa, Sharon, resolveram assumir este novo nome e colocar o trem devidamente nos trilhos juntamente com o mestre vocalista Ronnie James Dio que pela primeira vez, no inicio dos anos 80 deu uma injeção de vigor na banda tornando-os mais Metal do que nunca com os clássicos Heaven and Hell e The Mob Rules.

Apesar do novo nome, o trio de músicos mais o experiente baterista Vinny Appice-que já havia participado da banda no passado-naturalmente deixou patente que este é musicalmente/liricamente o BS que conhecemos e amamos, apenas com um outro nome concentrando-se basicamente no repertório com o vocalista mais um bom punhado de ótimas composições que perfazem este grande trabalho.

Deixando de lado as músicas mais rápidas de antigos trabalhos, temos aqui composições mais cadenciadas, algumas ultra-rápidas e arrastadas, outras com um groove puramente setentista, com uma produção cristalina e clara, deixando bem explicitas todas as qualidades musicais do quarteto, que sem dúvida está num momento de bastante inspiração como há muito não se ouvia; as três músicas que eles apresentaram na tour em solo brasileiro, “Bible Black”, “Follow The Tears” e “Fear” são belos exemplos, mas existem outros momentos de destaque como a épica “Breaking Into Heaven” e a ótima “Eating the Cannibals”, esta sim uma mais “ligeirinha”, dentre todas (disse todas!!), sendo o único ponto negativo na minha humilde opinião a parte lírica que poderia ter se focalizado em algo mais critico, mais real , ou mesmo mais fantasioso, o que Dio faz também em sua banda, do que o negativismo e o pessimismo apresentado, o que já existe em profusão no mundo de hoje.

A versão importada traz um dvd com entrevistas e comentários quando da época da gravação. Como mero e humilde “discípulo” e fã do quarteto, deixo de dar uma nota - quem sou eu para julgar um trabalho dos mestres??-mas posso garantir que é o melhor trabalho que gravaram desde o ótimo “Dehumanizer”!! Longa vida ao Heaven & Hell e que venham mais trabalhos!!

(Eduardo de Souza Bonadia)

HAUK - TO HEAR THE TRUMPETS CALL (EP) - Independente - Importado - Nota: 4,0

Banda que leva o nome de seu guitarrista, vocalista, baixista e tecladista, simplesmente chamado Hauk, com auxilio de alguns outros músicos na gravação deste EP, é uma banda de um americano só, formada em 2004. O grupo (ele) faz, e auto se denomina, de metal pagão, também conhecido como folk metal.

As músicas deste EP não despertam nada, nem mesmo inspiração para escrever, a qualidade de gravação deixa a desejar e a produção não chega aos pés de muitos grupos do underground brasileiro, por exemplo.

Quatro músicas, “To Hear the Trumpets Call”, “Love Song #4 (Burn Rome)”, “Lamentation” e “Raven Wings (Thrashing Ravens Mix)”, que juntas somam aproximadamente 21 minutos, sem praticamente nada a agregar em matéria de Folk Metal, ouçam outros grupos por enquanto.

(Bob Riot)

HB – PIIKKI LIHASSA – Bullroser Records – Importado – Nota: 10,0

Os países escandinavos são os maiores fornecedores de mundial de metal extremo e de sonoridades melancólicas desde o gothic metal e doom metal bem como o heavy metal sinfônico. E, dentro desse ultimo estilo temos aqui o HB, banda cristã vinda da gélida Finlândia (e interessante que eles fazem questão de compor em idioma pátrio mesmo, o finlandês).

O estilo heavy metal sinfônico é regido por vocalistas afinadíssimos com imenso conhecimento da música clássica (como todos os outros instrumentistas também). A faixa de abertura, “Jeremia”, é uma demonstração disso, variados e intricados arranjos com a belissima voz de Johanna Aaltonen.

A segunda faixa, “Minã Olen”, mais pesada, mas o mais interessante aqui são as longas linhas de melodia dos vocais extremamente complexos e bem arranjados. Sem refrões curtos ou fáceis mas igualmente cativantes pela extrema beleza lírica. Perfeita composição.

“Hanki Elãmã é cheia de nuances, clima erudito gerado pelo tecladista Antti Niskala, um profundo conhecedor de seu instrument. O heavy pesado se estabelece na quase que prog metal “Ilo Herrassa” mas esse grupo é ainda superior à qualquer banda de prog metal pois o HB exibe uma textura lírica de vocais incomparável e tudo isso embasado num gigantesco conhecimento erudito.

Fantastico. Prestem atenção no nome do virtuoso e criativo guitarrista Janne Karhunen.

As faixas “Hylkäsitkö Minut” e “Hãn Pitâa Kãdestas Kiini” são bem melancólicas na doce interpretação da vocalsita (ambas somente voz e teclados) equanto as faixas “Sana” e “Turuapaikka” são mais na linha do gothic metal com cravos, pianos e base bem pesada e arrastada das guitarras.

“Piikki Lihassa”, a faixa título, tem uma introdução orquestral mas logo ganha corpo e peso. Destaque para o eficiante trabalho dos virtuosos Mikko Malin (bacteria) e Thomas Mãki-Kerttula (baixo). Fechando o disco vem a alegre “Alttarilaulu”, que, esteticamente destoa das demais mas não deixa de ser mais uma composição belíssima.

Com esse ultimo album lançado em 2008, o HB já contabiliza quarto registros em cd e um DVD que foi lançado em 2007.

Corais e orquestra são extremamente profissionais, bem executados e bem presentes por todo esse album. Devemos dar o merecido destaque também aos músicos (todos eles virtuoses e criativos) que fazem do HB ser uma banda de uma exuberante riqueza musical dotaa de muitos e variados arranjos, de muita melodia, aclimatizações, muita poesia e tudo isso, claro, com o uso de uma técnica apurada e de uma cozinha (baixo e batera) sofisticada e intrincada.

Enfim, um som complexo digno de poucos músicos e de uma textura lírica impressionante, igualmente complexa e sedutora. É uma banda verdadeiramente magistral em todos os sentidos. De experimentalismo, de criação, de execução instrumental. 100% fascinante, 100% sedutor.

Indicado para até quem não gosta desse estilo pois dificilmente não vai deixar de ficar maravilhado porque o HB transcende fronteiras, transcende estilos. É uma aula de boa música e de bom gosto. Uma grata surpresa para mim ao fazer essa resenha desse grupo uma vez que antes não o conhecia.

Tente adquirir esse lançamento sem pestanejar. Indico a todos os amantes da boa música que não se prendem em determinados estilos musicais.

(Fred Mika)

H.E.A.T. – HEAT – Storm Vox Records – Importado – Nota: 10,0

A banda sueca H.E.A.T. foi fundada em 2004 sob o nome de Trading Fate e ainda no mesmo ano faturou o prêmio do conceituado Swedish Championchip Of Rock N´Roll (fora a primeira vez que uma banda sem gravadora havia ganhado esse cobiçado prêmio). Dois anos depois mudam seu nome para o atual e faturam mais um importante prêmio, o Jack Rocks promovido pela Jack Daniel´s (na epoca são convidado a duas apresentações em Tenneesse, EUA).

De volta a Suécia começam a compor músicas para o album de estréia do grupo quando fazem alguns contatos importantes e na sequência são contratados pela gravadora em questão.

E finalmente em abril/2008 este album homônimo de estréia é lançado (gravado na Suécia e mixado por um dos ícones do rock AOR, Michael Vail Blum em LA). E é isso mesmo que o H.E.A.T. faz, um hard AOR de primeira linha, bem ao estilo de grupos consagrados como Giant, Toto e similares mas sem nada a dever aos seus influenciadores. Imediatamente conseguiram boas vendagens nos charts suecos e boas resenhas por todo o mundo.

Interessante é que a banda é fomada por integrantes jovens, na faixa dos vinte anos de idade mas que absorveram integralmente o espírito desse tipo de música em seu auge no inicio dos anos oitenta.

O timbre do vocalista Kenny Leckremo é simplesmente fantastico, de um bom gosto tremendo quanto à criação e escolha das melodias. Digno dos melhores mestres do gênero como Jimi Jimison (Survivor).

Bom gosto e criatividade extrema também são dois adjetivos para descrever a dupla de guitarristas Eek e Dave Dalone, onde a melodia é a principal meta e a cumprem bem com harmonias perfeitas, tudo bem criado e bem executado, sem firulas (e isso é bom que se diga, o som é bem elaborado, bem arranjado, e para isso a banda não lança mão de virtuosismo e arranjos complexos e sim muita criatividade na hora certa, uma das caracteristicas fundamentais do hard AOR).

E também, outro fator indispensavel a esse estilo é a presença de teclados, sempre bem arranjados e bem colocados mas nunca com exagero, tudo no AOR rock é bem arranjado em bem comedido. Característica essa que o tecladista Jona T Carpenter segue a risca. Baixo e batera, respectivamente Jimmy Jay e Crash, fazem o somente o essencial.

As composições como um todo são agradabilissimas, com refrões bem pegajosos, vocais de apoio muito bem encaixados e tendo sempre, como disse, a criação melodic como meta principal. E um estilo que fica a meio termo do rock progressivo mais commercial como do hard rock mais tradicional.

Para esse magnifico album eles prepararam doze faixas perfeitas ficando difícil destacar algumas no meio de tantas pergolas musicais.

Outra coisa que merece destaque é a perfeição da arte gráfica. A capa é um interessante desenho da banda entrando num avião (algo como diz “estamos decolando”) e o logotipo da mesma ficou bem adequado ao estilo. Além disso, no encarte interno ainda há muitas e variadas fotografias, desenhos vários feitos pelos integrantes da banda além das habituais letras das músicas, ficha técnica e agradecimentos. Enfim, um encarte rico, farto de ilustrações, exuberante.

De quebra acompanha ainda um outro cd com duas faixas, “1000 Miles” e a mesma para versão em karaoke. Para todos os gostos e todos os que tem bom gosto.

(Fred Mika)

HIGH TENSION – THE HIGH TENSION LEGACY – Blower Records – Importado – Nota: 8,0

Coletânea que inclui os três primeiros discos deste grupo alemão de heavy metal tradicional, além de algumas faixas extras. Formado em 1980 e ainda em atividade, seu último lançamento foi álbum Meanstreak em 2008.

O High Tension faz um som na linha mesclada por Scorpions, Accept e Krokus, músicas ritmadas, legais de se ouvir, destacando-se “She Said: Rock’n’Roll”, “Rock City”, “Between The Lines” e “Unchained” do disco Warrior (1984), e a faixa extra “Touch Of Steel”, lembrando o grupo Picture, com um adendo à péssima qualidade de gravação das bônus.

Do disco Under Tension (1986), as músicas “Wing Me Up”, com um pique legal, “Rock’n’Roll Rebel”, com a guitarra em destaque e refrão forte, “Burning Heart”, uma balada bem legal e “Stay The Night”, introdução de guitarra matadora, daquelas que todo o hard rock tinha que ter.

Outros destaques, “Hard Lies”, ritmo pesado, bem hard rock, “Leather Beauty”, estilão Van Halen, e “Crazy World”, outra música de bases rápidas e grande ritmo, retiradas do disco Master Of Madness (1987).

Apesar da gravação em geral do disco ficar devendo, é uma boa banda para os fãs do metal tradicional.

(Bob Riot)

HELD UNDER - DISCOVERY ANTHOLOGY - Stormspell Rec - Importado - Nota: 9,0

Este é um caso sem dúvida de tesouro que estava escondido e que finalmente viu a luz do dia para nosso deleite. Quinteto surgiu no início dos anos 80 na pequena cidade de Preston, estado de Washington, sobre várias nomes até assumir o de HU (DISCOVERY, DORIAN GRAY) e com várias formações, sendo a mais constante e melhor representada aqui a do vocalista Michael Stevens, guitarristas Patrick Stevens/Roberto Shook, baixista Philip Collier e baterista Steve Oliver O obi (apesar do cd ser Americano) que vem nesta maravilhosa obra-prima (cd duplo!) de metal classico norte-americano traz os dizeres ”Clássico metal oitentista para fãs de LEATHERWOLF, FIFTH ANGEL, HEIR APPARENT, QUEENSRYCHE e SAVATAGE”, sábias palavras pois a banda realmente procurou seguir sempre esta linha do Metal tradicional com um pouco mais de sofisticação, mas sem soar tão pré-progressivista como alguns dos nomes aqui citados, exceção feita ao material do DISCOVERY aqui representado;a parte vocal pode não agradar à todos pois o timbre de Michael foge um pouco do padrão, mas é compatível ao som do quinteto.

São vinte e nove composições que retratam uma banda de ilustres desconhecidos com uma qualidade ímpar que na época não tiveram o reconhecimento merecido o que foi realmente enterrado nos anos 90 quando da chegada da indefectível e fedorenta moda grunge (música??? nunca!); além de um repertório de ótimas composições, um também ótimo cover de Tyrant (JUDAS PRIEST). Volto a dizer, um tesouro para os fãs do Metal oitentista norte-americano autêntico.

(Eduardo de Souza Bonadia)

HELLFUELED – MEMORIES IN BLACK – Black Lodge Records – Importado – Nota: 10,0

Terceiro disco desta banda sueca com mais de 10 anos de estrada. Foram muitas demos lançadas até a gravação de seu primeiro disco em 2004, simplesmente chamado de Volume One, e em 2005, foi a vez do lançamento de Born II Rock. Os músicos Andy Alkman (vocal), Jocke Lundgren (guitarra), Henke Lonn (baixo) e Kent Svensson (bateria) fazem parte da sua formação atual.

Ouvindo o disco, eu não consigo colocar o som dos caras dentro de algum rótulo pré-definido. Bases ferozes que me lembraram o primeiro disco do Angel Witch, como em “Rewinding Time”, com várias mudanças no clima da música. Em “Monster”, música com ritmo e peso, aliada a alguma pitada do New Metal que ficou de primeira linha, fiquei até arrepiado, excelente trabalho de pratos do batera. A boca continua aberta nas músicas “Sky Walker”, “Again”, “Warzone”... que música é esta?! Querem matar um velho headbanger?! Daqui a pouco eu não vou mais agüentar, vou ter que tomar mais remédio para a pressão. Lembrando que o vocal tem uma certa influência do Ozzy no seu jeito de cantar.

O massacre continua com “Search Goes On”, “Queen Of Fire”, essa tem bastante cara de Sabbath. “Right Now”, dá até vergonha de falar, é a mais comercial do disco. Se todas as músicas comerciais fossem tão pesadas assim... aiaiai... Não dá pra parar de ouvir... “Face Your Demon” e “Down”, seguem a série mais cadenciada iniciada pela música “Right Now”. “Master Of Night”, continua mostrando a força do grupo, com grande riff e o vocal lembrando um pouco o Metallica. “Slow Down”, outra grande música, como bonus track temos “Song For You” e “5 am”, com mais riffs de atormentar headbanger.

Banda 10. Disco 10. O que um fã de metal quer mais? Heavy Metal até os ossos. Agora é ouvir os anteriores para ter certeza de se trata realmente de uma grande banda que veio para ficar. Nota: após escrever esta resenha, ouvi os dois primeiros discos, e o vocalista tá com o mesmo timbre de voz e jeito de cantar do Ozzy nestes discos, o mesmo acontece com o guitarra que parece Zakk Wylde, mas não desvaloriza o disco “Memories In Black”.

(Bob Riot)

HELLISH WAR – HEROES OF TOMORROW – Independente – Nacional – Nota: 8,0

Segundo lançamento desta banda de Power Metal da cidade de Campinas, em atividade desde 1995, com Roger Hammer (vocal), Daniel Job (guitarra/teclado), Daniel Person (bateria), JR (baixo) e Vulcano (guitarra).

A inspiração do som do Hellish War é o heavy metal oitentista, na sua forma mais pura, trazendo a magia daquele período. Alguns problemas envolvendo seu antigo selo atrasaram um pouco o lançamento deste disco, que teve que ser regravado em outro estúdio, mas com o comprometimento da qualidade que a banda já tinha alcançado em seu primeiro disco, Defender Of Metal (2001).

Heroes Of Tomorrow mostra 10 músicas composições do grupo mostrando que a proposta do pessoal foi seguida à letra. “Straight From Hell”, inspirada em lições aprendidas com Judas e Iron, “Die For Glory”, boa aprendizagem do estilo épico, “Metal Forever”, o nome, mais do que sugestivo, instiga o canto do refrão nas apresentações ao vivo, com marca das influências do Iron Maiden nas harmonias das guitarras, bem como na faixa ”Son Of The King” e “Reasons”, com destaque para o trabalho de baixo.

“My Freedom”, bonita balada, um dos destaques do disco, junto com a pauleira “Destroyer”, seguida de “Awaken”, “Beyond” e “Heroes of Tomorrow”, outras boas composições.

Roger Hammer tem uma excelente voz e desempenha muito bem a sua função, dando uma marca diferente ao grupo, não tentando imitar os grandes nomes, mas buscando sua identidade. Hellish War está aí para agradar os fãs do heavy metal clássico.

(Bob Riot)

HARGOS – SHADOWS OF VIOLENCE – Die Hard - Nacional - Nota: 9,0

Os amigos Breno Lorenzo (vocal) e Reinaldo Alves (guitarra), com a intenção de resgatar a história de Minas e Belo Horizonte, e um propósito inovador em termos de sonoridade, decidiram em 2004 formar este projeto. Convidaram Vinícius Ligano (baixo), Helder Lima (bateria) e Victor Munhoz (teclado) e começaram a tocar em festivais em todo o país.

O significado de Argos na mitologia grega é “o gigante dos cem olhos”. O grupo acresceu a letra “H”, para associar filosoficamente este personagem com a importância da música, com as quais a banda muito se identifica, e a letra vem de Harpa, instrumento musical interpretado em várias histórias como símbolo de encanto.

Sei que alguns não gostam de rótulos, mas isto é apenas uma maneira de tentar descrever o som de alguma banda, fazer com que o leitor possa imaginar o que ele, por ventura, venha a ouvir. O Hargos tem um estilo que podemos considerar um thrash progressivo, com pitadas de death/gótico com uma mescla de harmonias vocais melódicas e guturais.

O disco já nasce com jeito de gente grande, co-produzido, mixado e gravado por Stanley Soares, produtor do Sepultura e Motorhead, participações especiais de Isabela Santos (Rosa Ignea), Wallace Parreiras (Eminence) e Marcus Viana (Sagrado Coração da Terra), bonita arte gráfica e gravação de primeira.

Sobre algumas músicas, “Silent Angel”, tema romântico, com participação de Isabela e Marcus Viana, bonito arranjo vocal, “Baghdad” também com participação de Marcus Viana, excelente música que creio resumir o trabalho do grupo como um todo. “Hero Betrayed”, letra sobre o herói Tiradentes, “In Metal Town (Wake Up The Mountains)”, conta a história de um fá de metal visitando os pontos turísticos e marcos históricos de Belo Horizonte, refrão marcante (todo o refrão que tem, “metal”, no meio é destaque... rsrs), ambas as faixas com a participação de Wallace.

Minas Gerais é um celeiro de grandes nomes da música, de vários gêneros, somente o tempo e o trabalho árduo, poderão dizer se o grupo encontrará seu “lugar ao sol”.

Resta a oportunidade pois o talento já é inerente do povo mineiro. Mais um excelente grupo nas fileiras do metal.

(Bob Riot)

HAMMERFALL - THRESHOLD – Nuclear Blast – Importado – Nota: 7,0

O Hammerfall sempre foi uma banda que – apesar de estar longe de ser necessariamente um ícone do estilo – sempre agradou em cheio àqueles que gostam de um Heavy Metal bem tradicional e feito de forma simples e direta. No entanto toda fórmula, seja ela mágica ou não, tem vida curta ou – na melhor das hipóteses – limitada. Este é justamente o caso do Hammerfall. O grupo continua fiel ao seu som, fazendo aquilo que os fãs esperam que eles façam, mostrando que continuam a compor músicas pesadas, rápidas, épicas, cheias de refrões fortes e melodias pegajosas.

No entanto falta exatamente aquilo que diferencia as grandes bandas das simplesmente medianas: O poder de se renovar de um disco para outro. Tudo no Hammerfall atualmente é absolutamente previsível! Cada nota, cada riff de guitarra, cada refrão, cada clichê é absolutamente imaginável antes mesmo de se ouvir o disco! Enfim, é um verdadeiro Déjà-vu! Obviamente que os bons momentos continuam a existir, de forma que vale a pena citar alguns deles: “Theshold”, faixa título que abre o CD, é bastante rápida, pesada e com refrão forte.

“The Fire Burns Forever” é outra faixa bem tradicional com riffs marcantes. Na seqüência temos bons momentos com “Rebel Inside” (bem cadenciada), “Natural High” (com riffs cortantes), “Shadow Empire”, “Carved In Stone”, “Genocide” e “Titan” (com forte influência de Accept).

Enfim, um CD indicado para quem ainda não se cansou de ouvir sempre a mesma coisa, ou ainda se sente tocado pelos mesmos clichês exaustivamente repetidos e explorados desde os anos 80.

(Eduardo Garcia Carvalho)

HARTMANN - OUT IN THE COLD – Die Hard Rec./Encore – Nacional – Nota: 9,0

Para quem não está ligando o nome a pessoa, o alemão Oliver Hartmann é ex-vocalista da banda At Vance, além de suas marcantes participações nos projetos Avantasia, Genius e Aina. Desta vez o mesmo resurge nas paradas com seu primeiro trabalho solo, onde o mesmo assume também os postos de guitarrista e tecladista na gravação do disco (com notável competência, diga-se de passagem).

O estilo baseia-se em um ótimo Hard Rock com influências e elementos de AOR e até mesmo alguns momentos quase psicodélicos (como na música Brazen), com toques setentistas. A produção ficou a cargo do mago Sasha Paeth, que mais uma vez fez um excelente trabalho, moldando muito bem o estilo do CD. Os destaques ficam para as faixas Alive Again, Out In The Cold (com um andamento mais cadenciado), I Will Carry On, What If I, The Journey e Into The Light; que fecha o trabalho em grande estilo. Altamente indicado aos fãs de um bom Hard e sobretudo deste ótimo vocalista.

(Eduardo Garcia Carvalho)

HAVEN – AGE OF DARKNESS – Retroactive Records - Importado – Nota: 8,5

Haven faz um heavy metal bastante vigoroso com influências do power (speed) metal oitentista e até do metal melódico mais moderno, isso significa bases rápidas, solos rápidos (os guitarristas são Andrew Bruner e John Farrel), bumbo duplo, cozinha pesada a cargo do baterista Tim Benton e do baixista Ed Bruner, partes quebradas e muito uso de timbre médio-agudo nos vocais (Kevin Ayers lembra o vocalista da banda japonesa Loudness em certas passagens). Mas o estilo predominante é mesmo o heavy metal tradicional. Mas eles sabem dosar muito bem essas influências esquivando-se dos clichês com maestria, logo na musica de abertura, “Tenacious Volition”, já temos uma prova da criatividade e o que nos espera pela frente, um belo instrumental.

Na segunda música, “Divination”, um heavy rápido e bastante criativo esbanjando técnica de todos. Na música seguinte, “When You Said Goodbye” já partem para uma autêntico e poderoso heavy oitentista na linha do Kick Axe (a arte da capa desenhada também é semelhante a essa referida banda no álbum Vices). Muita pegada e refrão não menos eficaz, assim como a próxima, “Holly”.

“Exalation” faz jus ao nome, inspirativa e climática, um instrumental de violão com feeling nota dez, só ouvindo para saber mas logo já entram nas powers “The Witching Hour” e “Seance”, mas digo e repito, fazem isso fugindo dos clichês, com quebradas de tempo, variações de andamento e com vocalista mostrando serviço.

“Spend My Life With You” é uma power-ballad que lembra um pouco o Dokken (vide Alone Again) mas depois já seguem com a chamativa, pesada e melódica ”Unchanging Love”. “Blood Of Lamb” é mais um power metal.

A música seguinte é a dramática, melancólica e “Once Upon a Time”, apenas em voz, violão e um teclado de fundo.

Este álbum é de 1991 e remasterizado agora, vem com seis bônus-tracks mas estes já são composições mais voltadas ao hard rock atual, o que também é uma faceta interessante da banda.

Álbum interessante, criativo, técnico mas sem ser monótono (monotonia aliás passa longe aqui).

(Fred Mika)

HAMADRYAD – LIVE – Unicorn Digital Records – Importado – Nota: 8,5

O Hamadryad é o principal grupo, em termos de vendagens, da gravadora canadense Unicorn Digital. E no mesmo festival que o grupo Space Out (por sinal da mesma gravadora) gravou seu primeiro álbum ao vivo (Crescendo Festival na França), o Hamadryad gravou o seu primeiro também e na mesma época, em 2006.

Live é um álbum que contém onze músicas do mais puro rock progressivo moderno totalizando 77 minutos que englobam composições de seus dois trabalhos lançados até então: Conservation Of Mass (2001) e Safe In Conformity (2005).

Longos solos e arranjos instrumentais se alternam com partes cantadas. O timbre do vocalista principal, Jean-François Desilets, que também é baixista na banda, é interessante e nunca sendo monótono. Algo que soa como uma mistura de Focus com Nektar.

O guitarrista, que também faz os vocais de apoio, é bem criativo, executa lindos arranjos e melodias elogiáveis em todas as musicas e, tudo isso, devidamente assessorado pelo tecladista Sébastien Cloutier (outro que também ajuda nos vocais de apoio); ambos se alternam nos arranjos maiores da banda e ainda fazem um fundo rico, encorpado, para o vocalista.

Como esse estilo possui varias quebras de andamentos, mudanças de ritmo (muitos arranjos no geral), o baterista não poderia ficar atrás então, daí Yves Jalbert ser um mestre das baquetas, um exímio baterista que não deixa a peteca cair hora nenhuma por tocar com uma dinâmica eficaz e ter uma noção rítmica poderosa.

Hamadryad faz um rock progressivo bem empolgante, mas não optou por sonoridades mais viajantes, mais cadenciadas e sim cria muitos arranjos intricados ao lado de ritmos pulsantes, com muita energia e que muitas vezes beira o rock n´roll se sua música não fosse tão intrincada, tão técnica, quebrada e variada.

No encarte, muito bem feito por sinal, há de tudo, ou seja, ficha técnica, muitas fotos do show e até um comentário da viagem deles na Europa (pois a banda, assim como sua gravadora, é canadense).

A captação e mixagem do áudio estão muito bem feito. Para quem gosta de rock progressivo eis aqui um grupo dos mais convincentes.

Fred Mika)

HELLFUELED – BORN II ROCK - Hellion Rec – Nacional - Nota: 8,5

Já que a criatividade de Mr Madman esta em baixa, o quarteto mais similar do planeta lança Born II Rock” que acaba substituindo um bom CD que Ozzy deveria gravar e a muito não o faz.

Com um heavy metal movido a guitarras agressivas e um vocal idêntico ao de Ozzy o cd abre com “Can´t Get Enough” que é pesada e flerta com o hard-rock com ótimos resultados. “Regain Your Crown” vai na mesma linha, sendo mais cadenciada e “Look Out” vem na linha tênue entre o hard e o heavy, que marca por possuir um refrão que gruda na primeira ouvida.

A banda aproveitou a boa repercussão de seu primeiro trabalho e soube desenvolver uma sonoridade que engloba tudo de bom que conseguiram executar e aprimorar.

“Born II Rock” marca também com um forte refrão. Outro destaque que não pode ser esquecido é o excelente trabalho do guitarrista Jocke Lundgren, que imprime peso quando necessário (“Old” e “On The Run”) e tem muito feeling para criar riffs pegajosos bem típicos dos anos 80.

Se formos questionar a originalidade, é fato que não temos nada de novo aqui... além de Ozzy, Zakk Wylde cover, mas éum trabalho bem gravado, que traz o que os precursores não estão fazendo.

Boa continuação, um CD de fácil assimilação e indicado para os fãs da carreira solo do velho Madman e fãs de rock em geral.

(Adriano Gandolfi)

HEADLESS CROSS - BURNING SANCTUARY – Independente – Importado – Nota: 7,5

Quarteto Inglês que faz um Thrash Metal Profundamente influenciado pela antiga “Bay Area” de São Francisco/Califórnia – eterno berço de grandes bandas do estilo.

Nesta sua estréia (na verdade um EP contendo apenas 5 músicas) o grupo mostra sem disfarces o quanto foram influenciados pela citada cena dos anos 80, uma vez que fazem – em todas as composições – imediatamente reconhecíveis referências à sonoridade de bandas como Metallica, Megadeth (com muitas similaridades vocais com Dave Mustaine), Testament, Forbidden, etc.

Conseqüentemente percebe-se que o quesito originalidade não é exatamente o forte do grupo, no entanto a coisa é feita de forma tão despretenciosa e acaba por transportar o ouvinte de forma tão real à já citada época, que acaba por agradar em cheio aos fãs de um bom Thrash Metal (principalmente aos mais saudosistas).

Vale destacar as faixas Elysium, Circle of Madness e a faixa título Burning Sanctuary.

(Eduardo Garcia Carvalho)

HEARTCRY – FIREHOUSE – Rivel Records – Importado – Nota: 8,0

Outro bom lançamento da sueca Rivel Records. Essa banda já é tradicional no meio cristão fazendo um hard pop moderno, observem as musicas “This Time”, “Long Way To Go”, “Lonely Hearts” e “Crying” com influências de Bon Jovi, mas não sejamos preconceituosos quanto a essa, o fato de cair no gosto popular das FMs não invalida os méritos de seus músicos (excelentes compositores e instrumentistas por sinal), e o Scorpions é outro bom exemplo disso.

Mas vamos voltar ao Heartcry, a banda foi formada no final dos anos oitenta pelo sueco Anders Johansson (vocalista e guitarrista) durante o período de inatividade do Green Sleeves.

O álbum Firehouse é o último álbum do Heartcry que ainda conta com mais dois, é um lançamento recheado de músicas cativantes, refrões ganchudos, backing vocais bem colocados, melodias de vocais estudadas, peso e melodia agradavelmente bem dosados como qualquer banda de hard pop deve ser, sem muita firula, ou seja, música feita criteriosamente.

Mas o Heartcry é mais amplo que o simples hard-pop, além das influências AOR oitentista, vide as músicas “Man Of Love” e “The Clown” (que lembram Styx), nota se também um hard rock puro e vigoroso. Mas tudo com personalidade própria (ouça, por exemplo, a linda balada instrumental que fecha o álbum, “Come Back Home”).

A música cadenciada “Spendig Time” é uma linda amostra também da sonoridade dessa banda, rica e variada com muitos backing vocais, piano, solos de guitarra limpos, melódica e interessantíssima.

Praticamente não há pontos fracos nesse lançamento, a única ressalva fica na falta de letras que poderiam estar no encarte. Mas de qualquer forma é uma grata surpresa esse lançamento.

(Fred Mika)

HEARTCRY – LIGHTMAKER – Rivel Records – Importado – Nota: 7,5

Esse lançamento do Heartcry já apresenta um petardo bem heavy metal logo na introdução, “Battleground”, que até difere do restante do álbum. É um álbum na linha do Firehouse (outro álbum do Heartcry), porém substancialmente mais pesado e com um som bastante moderno.

E as musicas como no outro são cativantes, com refrões bastante pegajosos e legais, timbres de guitarra bem estudados e bom gosto na maioria das composições e na escolha das melodias, outras já não empolgam tanto. Confiram a variação das músicas: “Burn Out” é um hard rock mais arrastado, “Runaway Train” é um heavy metal na linha Can I Play With Madness do Iron Maiden.

“End Of Times” se assemelha um pouco as power-ballads do Accept no inicio dos anos oitenta. “Lightmaker”, a faixa título é um power metal e depois há uma mudança brusca de andamento, cai num dedilhado com voz e teclado ao fundo, volta ao power, volta a balada, solo, etc (estruturalmente como o new metal sem os vocais toscos desses).

A próxima, “Get Ready” é um tipo hino hard a la Queen e Def Leppard das antigas (Rock Of Ages) e é uma das melhores faixas do álbum. Os vocais em “Justice” lembra uma mistura de Dave Mustaine com Udo Dirkschneider, um heavy arrastadão e dramático.

“Alone” é uma das mais sombrias desse cd, uma musica arrastada e cavernosa. “Dark Side”, apesar do nome, é algo como um Lou Reed tocando mais pesado. E finalmente temos a “Child” que depois de uma introdução lenta vai para um hard rock cheio de riffs e com muito ânimo.

Encarte e produção excelentes, músicos bons, mas ficou um pouco uma miscelânea meio confusa entre as musicas mas se olharmos, individualmente, elas são em geral muito boas.

(Fred Mika)

COLETÂNEA – HEAVEN’S ROCK IN CONCERT VOL. I - Heaven's Music Rec - Nacional - Nota: 7,5

CD coletânea surgido para celebrar um pouco a história do pioneiro Rock In Concert, primeiro evento no mundo só com bandas de rock católico, e que atualmente se realiza em várias partes do país tendo a possibilidade de divulgação das bandas que dele participam.

Esta coletânea volume 1 engloba bandas de heavy metal em várias vertentes como o melódico, power, instrumental, thrash e metal extremo, com músicas cantadas em português e inglês.

O disco começa com as bandas de metal melódico , Chamado (Foi Por Nós), Zuryel (Existência Incompleta), Skylord (Keep the Faith) e Holy Heart (Tears and Pain), grupos com influências dos anos 80, com músicas bem feitas, outra banda de metal melódico é a Século I (Caminhando) que já foi entrevistada pela Strike.

O power metal é exaltado pelos grupos Behavior (Archangel), com bonito arranjo vocal, Crypta (Holy Blood) e Kepha (The Woman and the Dragon), outras representantes do estilo também mantêm o bom nível.

O metal instrumental do Boy (Heaven’s Rock in Concert) influenciado por Satriani trás altas guitarradas, sonoridade digna de representar o nome da coletânea, com certeza o grande destaque do disco, o true metal do SteelLord (Warriors of Lord) começa a acelerar a agressividade sonora que continua com os sons thrash do SHD (Onipotente é o Senhor!) e Heavenly Kingdon (The Exodus). O vocal gutural também faz parte do disco com as bandas de metal extremo, Macabeus (The Heavens Gate), Nazireatos (Dia D) e Vulture of Corpse (Entratus).

Heaven’s Rock conseguiu fazer um bom conjunto de grupos e boa mescla de estilos mostrando que o rock cristão ainda tem muito que mostrar.

(Bob Riot)

COLETÂNEA – HEAVEN’S ROCK IN CONCERT VOL. II - Heaven's Music Rec - Nacional - Nota: 7,0

Continuação da série cristã Heaven’s Rock in Concert, desta vez com grupos fora do ambiente heavy metal. A disco é dividido entre músicas hard rock e punk/hardcore, sem extremismos, que podem cair em um gosto mais popular, pois existem muitos grupos hoje, na mídia, que já fazem um tipo de som parecido.

Um ponto para destaque é que quase todas as composições são em português, como eu citei acima é um diferencial e um direcionamento para o público brasileiro.

Fazem parte do CD, estilo hardcore, 33HC (A História), Pátria Celeste (Primeiro Passo), Reze (Nem Pensar!), Mac 3 (Onde Esta a Sua Estrela?), Bandeira de Cristo (Dominiki) e Tautobios (Cabra da Benção).

O blues tem como seus representantes, o The Bluz (Born to be Happy) e Ser (Eterna Flor), rock’n’roll com Making Bluz (Bonzão), pop rock do Kerigmania (Conversa Franca). Glórian Dei (Glórian Dei), Mistério da Fé (Maria, Mãe de Cristo), Profecia (Suprema Excelência), Dzarmy (Lembra) Anastasis (He is the Way) fazem o som hard rock do álbum.

No geral, outra boa coletânea para mostrar a diversificação do rock cristão nacional, e provar que as mensagens de fé e amor ao próximo podem ser transmitidas de muitas formas.

(Bob Riot)

HALFORD - METALGOD – Essentials Vol.1 – Hellion Rec – Nacional – Nota: 8,5

Na verdade esse lançamento nada traz de novo para quem provavelmente gosta e conhece exaustivamente a carreira solo de Mr. Rob Halford – seja sobre o próprio nome Halford, seja na banda Fight.

Após sua saída do Judas Priest no início da década de 90 ele produziu muito material e passou por bons e maus momentos em sua carreira, de forma que esse disco logicamente busca acima de tudo resgatar os bons momentos.

São 16 faixas que fazem um interessante apanhado de sua trajetória, passando pelo ótimo período do Fight (sobretudo de seu primeiro trabalho), onde se fazem presentes as ótimas “Into The Pit”, “Nailed To The Gun” e “War Of Words”, com versões ligeiramente diferentes das lançadas originalmente no Álbum War Of Words.

Temos ainda da fase Halford as essenciais “Ressurrection”, “Made In Hell”, “Slow Down”, “Silent Screams” (versão demo), “Trails Of Tears”, “Cristal” e “Golgotha”; entre outras.

O disco traz ainda as inéditas “Forgotten Generation”, “Drop Out” e uma versão remix da música “Vendetta” somente para o Brasil. O lançamento vem ainda acompanhado de um DVD bônus, com muito material de ensaios, cenas de gravação, vídeo clips, bastidores, e a música “Silent Scream” gravada no Rock In Rio III (2001).

Enfim um material interessante para quem é fã e essencial para quem quer conhecer melhor a carreira solo deste ícone do Metal.

(Eduardo Garcia Carvalho)

HALLOWS EVE - EVIL NEVER DIES - Xtreem Music - Importado - Nota: 6,0

Renascido das cinzas diretamente dos gloriosos e sempre lembrados anos oitenta, o quarteto norte-americano retorna ao cenário metálico com este quarto trabalho de estúdio.

Trazendo da formação original, vocalista/baixista Tommy Stewart que assumiu a liderança e a maioria das composições além do guitarrista/vocalista Skullator, mais os novos componentes, guitarrista Brandon Ottinger e baterista Dave Jensen, retomaram também seu velho estilo musical, com um metalzão direto, cru e energético, porém,careceu de uma melhor produção e aquele velho feeling de outrora,além, disso, como ponto negativo, acrescentaram à sua sonoridade, muitos elementos do death metal old school, em termos musicais e vocálicos, e nestas partes a qualidade musical cai bastante, pois o que eles tentaram já foi usado à exaustão por “trezentos milhões” de outras bandas.

Músicas como “Soldier” e “Technicolour Roadkill” (com resquícios de outro grande do passado, o Nasty Savage), são das poucas novas composições que trazem àquele velho sentimento de energia, entusiasmo juvenil e insanidade do velho material, e é uma pena realmente que eles tenham mudado e tentado adaptar sua sonoridade para algo mais brutal. Ficaram devendo!!

(André Luis Cardoso)

HALLOWS EVE - HISTORY OF TERROR - Metal Blade - Importado - Nota: 9,0/8,7/8,5

Para comemorar seus mais de vinte anos de história dentro da música pesada o selo norte-americano tem relançado seus maiores clássicos em formatos especiais, com bônus muito interessantes.

Neste Box duplo encontram-se os três álbuns da banda norte-americana, a saber: Tales Of Terror, Death And Insanity e Monument, fundamentais e indispensáveis para quem aprecia o que de melhor foi feito no heavy metal norte-americano na década de 80, totalmente remasterizados, com vários bônus (d. tapes e ensaios-tem até covers do Exciter, Alice Cooper e Warrior) mais um cd ao vivo com várias apresentações e uma seção de dvd, com apresentações ao vivo da época que não tem “aquela” qualidade, mas são muito legais e indispensáveis, além de um encarte com letras e biografia!

A banda sempre se caracterizou por tocar um heavy metal tradicional visceral e altamente energético, com instrumental sem muito espaço para frescuras e um vocalista feroz no grande Stacy Anderson; o primeiro álbum traz clássico atrás de clássico, músicas como “Plunging To megadeath”, “Horrorshow”, “There Are No Rules”, “Metal Merchants” e “Hallows Eve” , flertando inclusive com alguma influencia do punk; DAI traz melhor produção e melhor musicalidade com composições bem grudentas e quebra-pescoços, tais como a título, “Goble Of Gore”, “Lethal Tendencies” (música legal com refrão matador); “D.I.E.” e “Nobody Lives Forever”, dentre outras; e o terceiro traz músicas mais cadenciadas, mas com a mesma garra e empolgação de sempre, ritmos “mosh” (estilo Anthrax antigo) e um repertório de grandes composições, tipo “Speed Freak”, a título, excelente versão de “Sheer Heart Attack” do Queen, infelizmente foi seu epitáfio, todos recomendados àqueles que adoram bater cabeça e indispensáveis por sua importância imortal!!!

Vale o preço altíssimo por cada segundo de precioso som pesado.

(Eduardo de Souza Bonadia)

HAMMER – NO WAY OUT

O Hammer nasceu depois do baixista Ricchard deixar sua antiga banda, o Red Rush, no verão de 2005, para criar um puro grupo de rock’n’roll ao estilo inglês. Após uma lenta seleção entram Christian (guitarra) e Arlek (bateria). No início tinham o nome de Hellrider antes de mudarem para Hammer.

Após alguns testes com vários vocalistas, Ricchard decide assumir o posto de vocalista da banda. Com tudo acertado entre os três membros se inicia a estória do grupo com shows em Roma e no resto da Itália.

Em 2005, sua primeira demo, “First gig: Blood”, em 2006 outro trabalho chamado “Ready Motherfucker”, entre 2006/07 fazem shows pela Itália e abrem o show de Uli Roth em Roma.

Heavy Metal com veia rock’n’roll nos moldes de Motorhead e Vardis, muito pique nas músicas como em “The Hammer”, o carisma da música “Rock’n’Roll” ou a porrada de “Heavy Metal Machine Gun”. Power trio de respeito formado nos celeiros italianos.

(Bob Riot)

HELLOWEEN - GAMBLING WITH THE DEVIL - SPV - Importado - Nota: 7,5

Depois de tentarem recriar o inesquecível “Keeper Of The Seven Keys”, os alemães do Helloween retomaram o estilo musical que vem caracterizando a banda desde que Andi Deris assumiu os vocais em 1993 com “Master Of The Rings”: um metal pesado, com referências ao passado, e com pitadas mais hard-rock. O CD pode deixar muitos satisfeitos, mas eu ainda acho que falta algo.

“Crack The Riddle” é a famosa “intro” curta, com vocais narrados de Biff Byford, seguida pela pesada “Kill It”, que remete a “Push” (do ótimo “Better Than Raw”). Este é o HELLOWEEN com Andi Deris, pesado, com melodia, e com o mesmo forçando a voz a tons muito altos.

“The Saints” é a tradicional faixa “speed” do Helloween, com ritmo pesado, boas guitarras (Sascha e Michael Weikath chegam até a retomar com sucesso os duelos de guitarra do passado), seguida da hard “As Long As I Fall” (primeiro vídeo): simples, leve e interessante, talvez uma das melhores do CD, e essa lembra muitas faixas do Lord Of The Rings.

Alguns momentos soam bem agressivos como “Paint A New World”, a cadenciada “The Bells Of Seven Hells” e a speed “Dreambound”. Mas realmente os momentos mais marcantes dessa fase Deris é quando a banda flerta com o hard. Neste CD não podem ser apontados grandes destaques, pois todas as faixas mantém um bom nível, e a banda demonstra entrosamento e talento.

Um bom CD que mostra que estes alemães não precisam olhar para trás para fazerem grandes CD´s.

(Adriano Gandolfi)

HELLOWEEN - KEEPER OF THE SEVEN KEYS/THE LEGACY - Hellion Rec – Nacioanal - Nota: 7,5

Sem Kai Hansen, e sem Michael Kiske a banda resolveu soltar este CD, duplo, que a Hellion, com a grande capacidade que tem, conseguiu lançar num belíssimo “digipack”. Graficamente, o CD segue a tendência já definida no seu antecessor, o bom “Rabbit Don´t Come Easy”. A começar por “King For a 1000 Years” (com seus 14 minutos lotados de riffs, mudanças de andamento, partes “speed” e partes pesadas – quase uma “Halloween Revisited”) os caras resolveram pegar tudo o que já fizeram e tacar num caldeirão, resultando num CD razoável, mas pouco inovador, a princípio. “Invisible Man” poderia ter sido gravada no CD “Better Than Raw” , enquanto que “Born On Judgement Day” traz de volta o “speed” alucinante do “debut” “Walls of Jericho”. “Pleasure Drone” poderia bem ser comparada a “A Little Time” (do “Keeper I”) e “Mrs.God” responde pelo momento mais “pop” e desinteressante do CD.

O primeiro CD é encerrado com “Silent Rain”, um Helloween mais hard-rock tipicamente Andi Deris, que por sinal varia vocais. A segunda parte se inicia com a interessantíssima “Occasion Avenue” e aqui temos um Helloween apostando numa sonoridade mais moderna (ecos de “Mr. Ego” passeiam pela faixa) nos seus modestos 12 minutos. As guitarras soam modernas e pesadas, num dos melhores trabalhos da dupla Weikath/Gestner.

“Light the Universe” traz um interessante dueto com Candice Night numa música de muito bom gosto. Os bons momentos continuam na cadenciada e pesada “Do You Know What You Are Looking For”, na modernosa “Come Alive”, na totalmente hard “Get It Up” (com passagens empolgantes e cativantes... uma das melhores do CD), aonde Deris revive seus tempos como vocal do Pink Cream 69 e encerra-se com a épica “My Life For One More Day”.

Sinceramente, ainda penso que este CD não precisaria levar o rótulo de “Keeper Of The Seven Keys”. Porque eu acho que Kai Hansen estava certo ao dizer que ele não faria isso? Só falta agora recriarem a história toda... mas isso é para o futuro (tomara que não).

(Adriano Gandolfi)

HICSOS – TECHNOLOGIC PAIN - Dynamo – Nacional - Nota: 8,5

Segundo trabalho em disco dos cariocas do Hicsos. Na estrada desde 1990, quando lançaram seu primeiro demo tape, “The Face Of The Abyss” vem colecionando conquistas. Sua segunda demo, “Suicide Illusion”, rendeu-lhes a abertura do show do DRI, em 1997, no Rio de Janeiro.

Após mudanças em sua formação, tornam seu som mais pesado e agressivo, influenciado por grupos como Bioharzad, Agnostic Front, Machine Head e SOD, tendo aberto shows do Mercyfull Fate e Exodus em 1998 também no Rio.

Em 2004 lançam seu primeiro disco “Eatin’ Concrete” e abrem shows do Napalm Death e Anthrax em 2005, e em 2006 o show da banda alemã Destruction. A produção correu por conta de Marcelo Pompeu e Heros Trench, que já haviam produzido seu primeiro disco, e com as participações, além dos produtores, de Edu Boccomino e Regis F. do Scars.

Como já foi descrito, os caras não brincam em serviço. Já tive oportunidade de vê-los ao vivo aqui em Santos e o grupo tem muita energia no palco e com suas composições calibradas de peso.

Ao longo do disco, composições como “Technologic Pain”, “Cry Of Souls”, as porradas de “Violence And Blood” ou “Urban Scene”, são algumas das músicas que mostram o bom trabalho do grupo. Destaque para a faixa em português, “Pátria Amada”, ironizando as palavras difíceis do nosso hino, que pouca gente entende. Por exemplo: “pra quem é pobre, pela própria natureza, e teu futuro espelha a incerteza”.

O Hicsos tem pouco discos gravados, mas feitos com qualidade, apesar do grupo já estar na estrada a muito tempo, fazendo shows, tanto com pequeno ou grande público, tanto com uma bela ou péssima extrutura do show.

Coisas que os pessoal do rock já está acostumado e mesmo assim, continuam com a sua dedicação ao heavy metal.

(Bob Riot)

HICSOS – EATIN’ CONCRETE – Triarch Records - Nacional - Nota: 9,0

Primeiro CD lançado em 2004 da banda de thrash metal carioca Hicsos que está terminando as gravações de seu novo álbum “Technologic Pain”, Grupo não muito conhecido, mas já com um currículo até invejável, fez abertura de shows de grandes nomes do heavy metal como D.R.I., Mercyful Fate, Exodus, Napalm Death e Anthrax.

A produção do disco também não poderia oferecer melhores nomes, Marcelo Pompeu e Heros Trench, com participação de Silvio Golfetti, todos do Korzus.

Seguindo as influências dos grupos Slayer, Kreator e Nuclear Assault, o grupo mostra tudo que recebeu de fluídos positivos destas bandas. Músicas poderosas no melhor estilo thrash é que se tem neste disco.

Destaques para as músicas “False World”, “Eatin’ Concrete”, “Suicide Illusion” e “Cemetery Of Life”.

O grupo tem talento para ir longe, depende da forma de distribuição de seus discos e divulgação do trabalho.

Aguardando agora para ouvir o novo disco.

(Bob Riot)

HIGHERLAND – HIGHERLAND - Independente – Nacional - Nota: 8,5

O metal circula nos meios mais variados e improváveis, pois em meio a um bate papo de pessoas em um mesmo ambiente empresarial, descobri que um colega de trabalho além de curtir o estilo possui uma banda, a qual recebi o cd e com enorme satisfação preparei esta resenha, mais uma prova de que o metal persiste, por mais que nossas obrigações diárias nos imponham regras, o nosso sangue circula o monstrinho do metal.

Este quinteto do interior de São Paulo, integrado por Rodrigo Martins(Vocais), Aydin Ilhan (Guitarras), Andrew Albuquerque (Baixo), Adriano Bassoi (Teclados) e Daniel Mestre (Bateria), tem no seu DNA fortes influência de um heavy tradicional, mas utilizando vários outros elementos, como toques prog, sem as frescuras típicas do gênero, soando mais direto e prático.

Este EP apresenta cinco músicas, com uma boa produção, sendo clara a qualidade sonora e gráfica do material, principalmente quando falamos de um material independente.

“Bridge To Fall” abre o cd e tem uma pegada bem heavy, sendo uma das melhores senão a melhor composição do quinteto, mostrando-se forte e versátil, nesta faixa o trabalho vocal esta bom mas com uma produção mais esmerada pode ficar ainda melhor e com mais impacto, mesmo assim o que esta representado aqui reflete a versatilidade da banda.

Na seqüência temos “Noonday Demon” que segue uma linha mais cadenciada, mas que da mesma forma da anterior causa impacto, “Still The Same” vem na seqüência e mostra o feeling do trabalho de guitarras, sem precisar muito virtuosismo, demonstrando que as vezes as melhores saídas são as mais simples.

Iron Mask segue uma linha mais melódica com alguns toques progs, alias um ponto a se destacar é o trabalho de Adriano Bassoi nos teclados, onde brilha pela simplicidade e bom gosto de timbres, sempre atuando de forma a preencher as lacunas e ocupando os espaços sem invadir momentos de outros instrumentos, realmente um trabalho digno de nota.

Para finalizar “No Tears”, tem uma pegada pesada e mantem o trilho das composições em alto nível e com variedade, mas manutenção da identidade. Há pontos a serem melhorados??? É óbvio, mas para um primeiro trabalho a banda mostra muita qualidade e competência, sendo bem produzida podem agradar a muitos fãs do estilo por serem criativos sem exagerar nas invencionices.

Estamos aguardando mais material e que as gravadoras fiquem atentas a mais uma promessa do metal nacional.

(Adriano Gandolfi)

HIPNOID – CHAOS - Independente - Nacional - Nota: 5,0

Formado em 1999, o HIPNOID é uma banda que tem como objetivo incentivar a música própria e passar sentimentos em seu trabalho. As letras falam, na sua maioria, sobre o ser humano e seus pensamentos e interação com o mundo moderno, apontando alguns defeitos comuns que temos e que podemos enfrentá-los e corrigi-los. Apenas com um ano de banda o HIPNOID gravou, produziu e editou 1000 cópias do seu 1º CD “MANKIND”, registrando com muito esforço 13 músicas originais gravadas e mixadas em 40 horas de estúdio.

O CD “MANKIND” pelo que diz o site da banda foi comentado pelas melhores revistas de Rock do Brasil, sempre com notas boas (Roadie Crew, Rock Brigade, Valhalla, Metal Head, etc.) e aparentemente teve boa aceitação do público. CHAOS é o segundo CD do HIPNOID, mais evoluído, amadurecido, foi gravado e mixado no Rio de Janeiro no Estúdio Mill’s.

O CD traz uma visão da banda com relação aos acontecimentos do mundo além do caos interno do ser humano moderno. Com o CD “CHAOS”, que traz uma faixa multimídia com dois videoclipes, foi editado também a revista “O MUNDO HIPNOID”, com história em quadrinhos, contos e letras das músicas, mostrando a busca da banda para atingir todos os níveis de comunicação possíveis.

Dois videoclipes foram produzidos pela Interrogação Filmes e passaram na MTV Brasil, ABC3 entre outras, “FAKE” (cantada também em Português) e “EARTH CHAOS” (Crítica da “Democracia Imperial” e da intolerância política, religiosa e étnica).

O som é pesado e apresenta um groove e certo toque progressivo, sendo indicado aqueles que buscam por novidades.

(Adriano Gandolfi)

HIRAX – ASSASSINS OF WAR/THE NEW AGE OF TERROR – Kill Again Rec - Nacional - Nota: 8,5

Na estrada há mais de 23 anos, teve seu primeiro disco “Raging Violence” lançado em 1985, que era uma mistura do mais pesado metal com a velocidade do hardcore, tornando-se conhecido como “crossover”. Bandas como Corrosion Of Conformity e Cryptic Slaughter também fizeram parte desta cena.

Desiludidos com a indústria da música, pararam suas atividades em 1989. Durante oito anos, seu vocalista, Katon W. De Pena, continuou a ajudar o underground, trabalhando com gravadoras e lojas. Um reunião do grupo em 1997, acabou gerando o lançamento do single “Dying World (Shock)” e gerou uma expectativa em torno da volta do grupo. Em 2000 lançaram um EP intitulado “El Diablo” com a formação original.

Outros fatos levaram à participações de festivais e gravação de outro álbum em 2001, “Barrage Of Noise” e “The New Age Of Terror” (2004). O grupo se reagrupou em 2006, com Katon (vocal), o brasileiro Fabrício Ravelli (bateria), Glenn Rogers (guitarra), Steve Harrison (baixo) e Lance Harrison (guitarra), resultando no lançamento do EP “Assassins Of War”, que em versão brazuca, vem em dose dupla reunindo o penúltimo disco do grupo.

São cinco faixas revivendo a velha escola do thrash metal, influência dos anos 80 é claro, lembrando Slayer, com pitadas de Metallica e algumas vezes Accept, “Lucifer's Inferno”, “Summon The Death Dealers”, “City Of The Dead”, “Invasion” e “Assassins Of War”. Um bom prenúncio para o próximo álbum.

Destaques do The New Age Of Terror, a super porrada “Hostile Territory”, “Swords Of Steel” e “Massacre Of The Innocent”, mais trabalhadas e pesadas, com bases poderosas, a instrumental “El Dia De Los Muertos” e o remake da música “El Diablo Negro”.

Disco para qualquer thrasher se esbaldar, deleitar, regozijar, apreciar e outros bons adjetivos, além, claro de banguear.

(Bob Riot)

HIRAX - THE NEW AGE OF TERROR - Black Devil Rec - Importado - Nota: 8,0

Vindo diretamente do terceiro escalão do thrash metal oitentista norte-americano, porém, não menos importantes e representativos,tendo sido um dos primeiros nomes a fazer o chamado crossover (mescla de punk + thrash), no inicio de carreira suas músicas eram curtas, certeiras e nervosas, sem firulas, evoluindo para sonoridade atual mais madura, concisa e interessante.

Katon W. de Pena (v, fundador e verdadeiro batalhador do underground) Dave Watson/Glenn Rogers (gt) Angelo Espinosa (b)e Jorge Lacobillis (bat) em parcos doze dias de estúdio gravaram este trabalho, um futuro clássico do estilo, uma verdadeira, autentica e honesta “lição de violência” musical e estão presentes os ingredientes de sua sonoridade, os vocais característicos e únicos, riffs matadores, solos curtos, passagens rápidas e uma cozinha ritimica poderosa, thrash old school sem soar datado ou ultrapassado tudo condensado em onde poderosas composições.

Sem dúvida, um dos melhores lançamentos do estilo desde que o mesmo voltou a brilhar. Contatos: PO Box 1474, Cypress, CA 90630, EUA/USA. hirax@BlackDevilRecords.com.

(Eduardo de Souza Bonadia)

HOLY SOLDIER – HOLY SOLDIER – Silent Music Rec – Nacional – Nota: 9,5

O Holy Soldier foi formado na cidade americana de Los Angeles em 1985 na leva das bandas cristãs de hard rock e de heavy metal que começavam a aparecer e fazer fama como Stryper, Whitecross, Guardian entre várias outras.

Foi uma das poucas que conseguiram passar pelo apertado crivo seletivo de bandas e permanecer fazendo sucesso sendo que o primeiro álbum, o homônimo Holy Soldier, só veio a ser lançado em 1990, mas que rendeu ao grupo uma extensa turnê por sessenta cidades americanas, japonesas e canadenses. Como essas outras bandas também, o Holy Soldier se tornou motivo de controvérsia dentro da igreja cristã pelo visual adotado, pelos temas das letras e principalmente por tocar com outras bandas do cenário secular.

Esse álbum de estréia foi recentemente relançado pela gravadora brasileira Silent Music Records e conta com doze faixas sendo que as duas últimas são bônus ao vivo, “Virtue And Vice” e “When The Reign Comes Down”.

O álbum ainda conta com uma bônus extra que é um vídeo clip da faixa “See No Evil” e mais um papeis de parede. Entre as faixas anteriormente lançadas, encontramos verdadeiros hits do hard rock cristão mundial como “See No Evil”, “When The Reign Comes Down” e “Eyes Of Innocence”.

É uma banda que sabe trabalhar bastante as músicas no sentido de aliar com muita competência melodia, técnica e bom gosto quanto à elaboração e execução das composições.

“Strange” é a faixa que abre o disco e já mostra pra que veio o Holy Soldier, mostrando a altura de bandas como o Stryper e não apenas ficando no vácuo dessa como várias outras ficaram.

O vocalista Steven Patrick tem um timbre na linha de seu quase xará Stephen Pearcy do Ratt mas as semelhanças param por ai, Steven Patrick tem personalidade própria.

Destaque também para a reflexiva “The Pain Inside Of Me”, uma boa balada que o clima introspectivo e viajante faz com que você sinta que está dentro da música. Ótimos backing vocais e excelente estruturação.

“Cry Out Of Love”, “Tear Down The Wall” e “Love Me” também merecem destaques por serem hard rocks cheios de vitalidade e, uma caracteristica inerente da banda, por ser bem estruturada harmonicamente.

A outra balada é “Lie”, com tons dramáticos e uma linda mixagem do violão. Muito bom o trabalho do vocalista. A composição mais pesada é “We Are Young, We Are Strong”, esta sim um heavy rock arrasa quarteirão.

A dupla de guitarristas Michael Cutting e Jamie Cramer é uma das que merece destaque do rock assim como as grandes duplas (KK Downing E Glenn Timpton, Matthias Jabs e Rudolph Schenker, Angus Young e Malcolm Young, entre vários outros).

Competente porém econômico é o trabalho da sessão rítmica, o baixista Andy Robbins e o baterista Terry Russel.

Enfim, um trabalho para todos os apreciadores de hard rock, uma das melhores bandas já surgidas na cena, seja você cristão ao não há de admitir isso.

(Fred Mika)

HOUSTON! – FAST IN ELEGANCE – Sliptrick Rec – Importado – Nota: 8,5

Houston! Tem um som, visual, e proposta semelhante à Mötley Crüe, LA Guns e outras bandas derivadas da chamada ala selvagem do hard rock americano que surgiu em Los Angeles nos anos oitenta só que agora mais atualizado em todos esses aspectos citados.

A musica que abre o play, “When The Cowboy Says” é daquelas que não deixam ninguém ficar sentado, um rock n´roll pra lá de energético, rápido e com muito estilo, ao vocalista Nice J. Ryan (que também é tecladista) domina bem os meandros desse tipo de som.

As guitarras não apresentam distorções tão pesadas, mas o hard rock misturado a um rock n´roll visceral inunda o disco todo com adrenalina suficiente para a coisa vingar, mérito então aqui para o guitarrista Phil, um músico extremamente criativo dentro do estilo, não é um virtuoso, mas sabe muito bem captar a essência do rock n´roll feito para festa e estrada.

Uma amostra dessa criatividade toda é a segunda faixa, “Confidence”, uma profusão de riffs e refrões grudentos. A faixa seguinte também, “Another Day”, possui essas mesmas características necessárias para uma boa musica, embora essa seja um pouco mais cadenciada.

A adrenalina volta novamente a jorrar em mais duas faixas seguintes, “Six Hours Of Sex In Calcutta” e “Rock N´Roll Fist” e a banda, de maneira inteligente, colocou no meio dessas duas uma power ballad (“Night Fragile”) com uma melodia interessante alternando passagens mais climáticas com refrões mais animados e muita melodia nos vocais.

Depois temos ainda uma balada no melhor estilo “All Of My Love” do Led Zeppelin, digna a entrar direto na programação das FMs do mundo todo (“Forever In My Life”) com muitos arranjos de teclado e piano, muito boa.

Interessante é que nesse álbum não há praticamente uma musica que não mereça destaque individualizado, pois todas são boas, bem compostas mesmo, grata surpresa pois eu não conhecia essa banda.

Seguindo o álbum, temos a auto-homenagem, a faixa “Houston”, que volta a um hard rock arrastado, já mais pesado porem cheio de groovies, mais quebrado, já mais no estilo de Jeff Scotto Soto.

“Never Alcoholized” volta ao estilo rock n´roll visceral das primeiras faixas, e volta também a alta carga de energia habitual da banda com um riff muito bem elaborado e pegajoso.

“River Of Words” é a próxima, mais uma balda, dessa vez já mais light e bem mais melancólica que as anteriores (uma das melhores do álbum num álbum cheio das melhores desse estilo).

E pra fechar o disco temos o rock n´roll acelerado de “Gordon & Tonis”, mais uma faixa no estilo levanta-do-sofá-imediatamente-e-venha-dançar-e-botar-pra-quebrar.

Convém aos fãs desse estilo procurar conhecer essa banda, bandas boas assim e até certo ponto desconhecidas do grande publico é que vem mantendo acesso o espírito do rock n´roll festeiro e do hard rock contemporâneo no mundo inteiro.

(Fred Mika)

HUNGRYHEART – HUNGRYHEART – FreeMood Productions – Importado – Nota: 8,5

Hungryheart (assim mesmo, tudo junto) é um quarteto italiano de hard AOR no melhor estilo Foreigner e Ásia nos seus melhores tempos, isso quer dizer sempre coisa boa. Pois bem, Hungryheart (traduzindo: coração faminto) foi fundado em 1997 pela junção de duas bandas: Cage Of Angels e Keys Of Desire.

Um pouco mais tarde já se aventurava tocando nos mais importantes clubes italianos (ao norte da Itália) além de vários eventos musicais mas, em 2000, a banda entrou em stand by devido ao fato de que seus membros estavam em outros projetos paralelos como o do guitarrista e vocalista de apoio Mario Percudani e do baixista Lele Meola (ambos no Downtownblues), bem como os projetos do vocalista Josh Zighetti e do baterista Emilio “Pingo” Sobacchi (ambos nos projetos Runaway e Tornado).

Mesmo com esses empecilhos em relação a banda principal, o Hungreheart nunca se dissolveu e em 2006 já estavam de plano de gravarem seu primeiro álbum que seria lançado pelo selo FreeMood Productions.

E diga se de passagem, é uma excelente banda com nítidas influencias de outras bandas como Giant, Bon Jovi, Whitesnake, Danger Danger, entre outras. As faixas combinam muita melodia nos vocais com riffs de guitarras poderosos e cheios de harmonias com letras interessantes, enfim, composições bem criativas, uma bem sucedida mistura de hard AOR com um hard rock mais energético o que torna a banda uma usina de hits em potencial (observe só as melodias da excelente faixa “River Of Soul”).

Belas introduções de baladas como em “Hang On To Me” (lembrando um pouco as melhores baladas do WhiteLion) e “Innocent Tears” (essa já no estilo “Here I Go Again” do Whitesnake).

Tem também os hard rocks cheios de energia como a faixa de abertura, “Rock City”, “Stealing The Night” e “Gina”. Há ainda uma belíssima instrumental acústica, “Shadows” (essa serve de introdução para uma faixa arrasa quarteirão, “Hard Lovin´ Woman”, para você ter uma idéia, não deixa nada a desejar a uma música similar como “Still In The Night” do Whitesnake).

E por fim, há também faixas com leve toque do pop rock a la Bryan Adams (“Breath Away” e “It Takes Two”) É uma grata surpresa, uma vez que não conhecia a banda, é bom saber que esteja acontecendo uma renovação de bandas e a nova safra de bandas tem várias que se mostram bem competentes. O lado ruim de tudo isso?

É que a maioria das bandas não deve ser lançado no mercado nacional tornando as mesmas desconhecidas para o público brasileiro que com certeza, receberiam bem essas novas e boas bandas.

(Fred Mika)

HOLLOWMIND – SOUNDSCAPES OF EMOTIONS - Die Hard Rec – Nacional - Nota: 8,0

A banda paulistana HOLLOWMIND acaba de lançar seu primeiro álbum, “Soundscape of Emotions”, pela Die Hard Records. O trio, formado por Roberto Gutierrez (baixo e vocal), Alexandre Silveira (guitarra) e Felipe Gomes (bateria), investe em uma sonoridade que mescla o peso do Heavy Metal e a musicalidade do Rock Progressivo clássico, influenciada por IRON MAIDEN, RUSH e MEGADETH. “Soundscape of Emotions” compõe-se de dez faixas.

No que diz respeito às letras, o álbum foi concebido como um resumo dos diversos sentimentos do ser humano, como indicam os subtítulos de cada uma das canções.

Participam do CD como músicos convidados José Cardillo (ETERNA e ABSTRACT SHADOWS) e Kadu Averbach (WIZARDS), dentre outros. A arte do digipak ficou a cargo do renomado Gustavo Sazes (DR. SIN, ETERNA, HARGOS, ANCESTTRAL), e ficou muito bacana mostrando a dedicação e cuidado da banda.

São 10 faixas relativamente longas, onde as referências são válidas e de respeito, mas o grande ponto é que não temos extravagâncias e exageros aqui e as musicas são exploradas com bom senso e sensibilidade.

São várias mudanças de andamento cujas transições são bem suaves; e até mesmo Roberto, com sua voz de timbre simples, sabiamente não se arrisca além do necessário e acaba soando de forma extremamente agradável, ponto inteligente e que não tira mérito de ninguém, apenas acresce na avaliação da banda.

(Adriano Gandolfi)

HEART OF CYGNUS – UTOPIA – Astral Knight Records – Importado – Nota: 8,5

Debut álbum desta banda de progressive metal de Los Angeles, USA. O grupo só conta com Jeff Lane (vocal, guitarra, teclado e baixo) e Jim Nahikian (bateria). Influências de Rush, Pink Floyd, Iron Maiden e Queen podem ser encontradas facilmente em suas músicas. Consegui muito pouca informação sobre a banda... então falemos das músicas.

Tratando-se de um álbum conceitual após a introdução “Prelude” vem a música “Metropolis” com cara de anos 80, baixo com destaque, passagens com clima de Rush. “Elementary” continua no mesmo clima com uma tendência mais moderna nos arranjos vocais.

A quarta faixa do álbum, a balada “Another Day”, em clima progressivo de acústico ao hard, “Alexander’s Lament”, provavelmente se tornará o hit do grupo, uma balada acústica lembrando Pink Floyd acessível a vários gostos musicais.

“The Dream” tem clima mais denso, pesado, com elementos de teclado novamente lembrando o Rush, seguida de “A Call To Arms”, com som de guitarra lembrando o Boston, outro destaque vai para a faixa “The Knight”, outro bonito arranjo acústico em seu início, excelente arranjo vocal e harmonia de guitarra no estilão Iron Maiden.

Excelente pedida para o pessoal da antiga que não se interessa muito pelos grupos atuais.

(Bob Riot)

HOLLYWOOD HAIRSPRAY - VOLUME 5 - Perris Records - Importado - Nota: 8,5

Coletânea envolvendo bandas de Glam/hard, e que conta com os brasileiros do Bastardz.

Para fãs do estilo é uma excelente pedida, pois traz tudo que esta emergindo na cena e tem potencial para estourar o arrebanhar fãs pelo mundo.

Como a coletânea é alinhada dentro de um estilo único fica fácil realizar a descrição deste trabalho, portanto se você é adepto do estilo, pode procurar, pois vai curtir, além do que a capa sempre vale a pena, pois traz garotas fantásticas e situações digamos”provocante”.

(Adriano Gandolfi)

HELLTOWN – LEAD TO HELL - Independente - Nacional - Nota: 8,5

Este grupo mineiro que teve seu embrião em meados de 1996 com os guitarristas Mikke Wildness e B. Holv e depois, de algumas indas e vindas de componentes, conseguem lançar seu primeiro disco que conta também com a vocalista Symone Syann, o baixista San Rat e o baterista Marlon Bier.

Com a sonoridade das bandas de NWOBHM e heavy metal tradicional dos anos 80 tipo Warlock, Iron Maiden e Judas Priest . O grupo se utiliza de refrãos e riffs clássicos que contagiam os fãs do gênero. A capa do álbum, também inspirada nos anos 80, com desenho de excelente qualidade gráfica, que foi muito usado por bandas da época.

Músicas como “Run For Action”, “Lead To Hell” e “Higher Than You” são bons exemplos que podem ser ouvidos no site official do grupo, e uma boa oportunidade de conhecer a banda.

O grupo está a procura de um novo batera para completar o time e manter a chama do heavy metal acesa. Mais um bom lançamento independente e mostra que os músicos brasileiros não tem medo de arriscar e lutar pelo que acreditam.

(Bob Riot)

HANKER - WEB OF FAITH - Skyscraper Music - Importado - Nota: 8,0

Quarteto canadense que há vinte anos empunha a bandeira do metal com fidelidade e paixão ao som mais tradicional; lançado originalmente em 2004, somente agora este seu quarto trabalho chega às nossas mãos tendo como produtor o experiente Jean-François Dagenais e na formação Pascal Cliche(gt/v)Patrick Gravel(gt)Denis Cossette(b)e Luc Gury(bat), sendo que estes dois últimos foram susbstituídos respectivamente em 2005 por Laurent Imbeau e Sylvain Trembley.

Se por um lado no primeiro trabalho eles soavam/seguiam mais a escola do Jag Panzer oitentista (dos primeiros álbuns), com o passar dos álbuns mantiveram-se na escola tradicional, mas passando a assimilar mais influências do power metal oitentista com a NWOBHM e muitas das suas variações, mudanças de andamento e passagens, lembram o Iron Maiden em seus melhores momentos, mas sem necessariamente copiar e fazendo disto um de seus maiores méritos pois o fazem com muita classe.

(Eduardo de Souza Bonadia)

HENCEFORTH - HENCEFORTH - Voice Music – Nacional - Nota: 8,5

Com algum tempo na ativa, finalmente é lançado o debut da banda de Hugo Mariutti, do Shaaman, que agora também conta com a participação de seu irmão, também do Shaaman, Luis Mariutti.

O Henceforth em nenhum momento se assemelha com o Shaaman, visto que o som aqui cai mais para um Hard Rock, mas com muitas guitarras, muitas melodias, um trampo de primeira, realmente o som é excelente, você fica impressionado com a versatilidade dos caras.

Falar que Hugo e Luis são bons é chover no molhado, os irmãos são figurinhas conhecidas da galera, mas Frank, vocais, Cristiano, teclados e Fábio, bateria também são ótimos músicos, fazem a banda soar coesa.

O Play possui um encarte muito bom, produção perfeita e é composto por 11 canções, uma contando com André Matos do Shaaman. Difícil citar um destaque, eu particularmente citarei a faixa I. Q. U., pois essa é fantástica, por sinal, é a que conta com o André. Ouçam!

(Neto Santos)

HELLRAZER – HELLRAZER

Em 2004 , os guitarristas DrZ e Hoss, formaram a banda cover One-Eyed Snake. Após a composição de material próprio mudaram seu nome para Hellrazer. Esta banda canadense ainda tem P.O.D no baixo e Kegger na bateria e tem influências de metal clássico como Judas Priest, Iron Maiden e Metallica, buscando encontrar um estilo próprio.

O disco traz 10 músicas e por isto parece mais um full álbum do que um Demo CD. As influências de Judas Priest são nítidas na parte instrumental, harmonia e timbre de voz do também vocalista DrZ. Isto não desqualifica em nada o som da banda, que segue bem os ensinamentos deixados pela trupe de Halford e CIA.

Músicas como a matadora “Forged In Pain”, “Predator”, “Black Legion” ou os riffs assassinos de “Hate Song” são algumas amostras do poder metálico dos canadenses.

Grupo para qualquer apreciador do metal clássico prestar atenção, mesmo não tendo ainda a sua personalidade, o quê, generalizando, anda muito difícil nos tempos atuais. Já que ainda não surgiu algo totalmente inovador no metal vamos aplaudir quem ainda traz suas influências com qualidade.

(Bob Riot)

HELLSCRACK-FLESH & STEEL - Brennus Music – Importado - Nota: 6,0

Rock & Roll básico e tosco é o que este quarteto francês apresenta ao longo das treze faixas, sem nenhum maior destaque, com uma linha bem reta, não causando forte impacto. É interessante ver que algumas bandas vem buscando esta volta as raízes total.

Se você curte um Rock, simples, básicão de tudo, sem muito atrativo e com uma produção até certo ponto tosca, você pode conferir esta banda, caso queira algo mais trabalhado passe longe.

(Adriano Gandolfi)

HONEY FOR CHRIST - THE DARKEST PINNACLE OF LIGHT – Rundown Rec – Importado – Nota: 6,5

Em uma primeira passada de olho – levando-se em consideração a capa do CD e o logotipo da banda nela contido – tem-se a nítida impressão de tratar-se de mais um grupo de Death ou Black Metal, afinal de contas visualmente tudo assim indica.

Mas na verdade o que temos aqui é uma banda que basicamente faz um Heavy Metal bem simples, cru e direto, com uma ou outra referência mais pesada que remete ao Thrash Metal (sobretudo a primeira faixa – a mais rápida e pesada) em detrimento de outros momentos mais calmos e lentos (quase acústicos em alguns momentos).

São apenas 5 faixas que demonstram uma certa imaturidade musical por parte do trio que constitui a banda, com bases e passagens instrumentais bastante previsíveis e simplórias, e produção bastante primária. Não se pode negar que o trabalho seja honesto e transpareça esforço dos integrantes, mas mesmo assim ainda fica muito abaixo da média.

(Eduardo Garcia Carvalho)

HOTWIRE - DEVIL IN DISGUISE - P & M Rec- Importado - Nota: 7,5

Banda que faz um AOR bem básico sem muita pompa mas convincente, em alguns momentos chega até a soar datado, mas ao mesmo tempo demonstra um resgate de um modelo de trabalho que teve muito sucesso nos anos 80, portanto dependendo do prisma que você analisar a banda esta informação pode ser positiva.

Para mim realmente é, pois vejo que a banda resgata com qualidade o famoso Melodic Rock, com performances bastante competentes de todos integrantes e produção com um excelente nível técnico.

Ao longo do cd encontramos momentos mais empolgantes e mais calmos, mas no todo o trabalho soa bastante homogêneo, sem grandes destaques ou faixas muito abaixo, sendo desta forma um trabalho indicado para os apreciadores do gênero.

(Adriano Gandolfi)

HOUSE OF LORDS - LIVE IN THE UK - Frontiers Rec – Importado - Nota: 8,0

A banda que conta com James Christian, um dos grandes vocalistas do estilo, mas pouco reconhecido, vem mantendo a chama acesa e agora volta ao mercado com um trabalho ao vivo, mostrando que estes remanescentes do Hard Rock inglês ainda tem muita lenha para queimar e traz a tona grandes trabalhos que não tiveram o reconhecimento devido. Um ponto deixa evidente a nacionalidade desta banda, seu brasão e a capa de Live In The UK impossível, pensar algo diferente!

A performance da banda ao vivo é boa e a recepção do público mostra atenciosa ao esforço da banda. Ao todo temos treze faixas, onde todas demonstram-se com potencial para destaque, mas é inegável comentar sobre as clássicas Sahara, Love Don’t Lie, Mind Trip, All Is Gone e The Rapture. Mas o cd no seu todo mostra a força, a vontade e a competência da banda, além de contar com um excelente vocalista.

Infelizmente o House Of Lords nunca passou de ter um sucesso mediano, algo muito injusto devido a competência e criatividade que a banda apresenta neste trabalho ao vivo que prioriza as pérolas que compuseram.

(Adriano Gandolfi)

HYDROGYN – BOMBSHELL – DARecords - Importado - Nota: 8,5

Duas coisas começam chamando a atenção para este primeiro disco da banda Hydrogyn, a beleza da vocalista Julie (apenas Julie mesmo), e a produção do lendário Michael Wagener (Ozzy Osbourne, Skid Row e Alice Cooper entre muitos outros).

Os guitarristas Jeff Westlake e Jeff Boggs formaram o grupo em setembro de 2003, juntaram-se com Julie, Jerry Lawson na bateria e Dave Moody no baixo para gravar este disco. A missão do grupo é fazer um trabalho que vai do rock alternativo e hard rock até o heavy metal.

O resultado é um som que com certeza agradará a maioria dos fãs de hard rock. Julie é uma excelente vocalista, com um timbre de voz muito legal e as músicas trazem os bons ingredientes de hard e metal, bases pesadas e cadenciadas, solos bem colocados nas músicas.

Ouça “The Sand”, “Book Of Names”, “Blind” ou a balada “Whisper”. Boa diversão!

(Bob Riot)

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