IRON CROSS – CHURCH AND STATE – Turmoil – Importado – Nota: 7,5

Os Estados Unidos tiveram várias bandas com este mesmo nome, e esta em questão é originária de Chicago. Esta edição é uma comemoração do 20º aniversário do lançamento do disco, originalmente de 1987.

O grupo thrash ainda encontra-se em atividade, apesar deste ser o único registro do grupo que tem em sua formação, Dennis Green (bateria), Jon Wiegand (vocal), Chris Mittelbrun (guitarra), Rick Stang (guitarra) e
Rob Wilhelm (baixo).

Obviamente, falar que uma banda ointentista tem estilo oitentista é enfiar sorvete na testa, mas o fato da banda ter somente lançado um disco é que é, de certa forma, difícil de entender. Voltando ao som que era feito na época os caras mandam muito bem, com som vigoroso, quase um prenuncio do que viria a se tornar o estilo Death Metal.

Grandes composições como “Game Of Fools”, “Under Attack” ou “Fatal Will” podem ser conferidas para os admiradores do som thrash oitentista que adqurirem o disco.

(Bob Riot)

IMPELLITERI - WICKED MAIDEN - Metal Heaven Records - Importado - Nota: 8,5

Detentor de uma técnica impecável, o guitarrista virtuose Chris Impelliteri sempre foi comparado ao famoso sueco Yngwie Malmsteen. De fato os estilos são parecidos sim, mas Impelliteri foca mais no heavy metal tradicional e no power metal enquanto Malmsteen sempre foi e sempre será parte principal do metal neoclássico.

Comparações a parte o certo é que Chris Impelliteri sempre imprimiu uma pegada própria em sua carreira e lança agora, em 2009, seu novo petardo com um line up de excelentes músicos; além de seu parceiro e um dos mais aclamados vocalista do hard n´heavy cristão Rob Rock, participam também desse lançamento o baixista James Sobel e o magnífico e técnico baterista Glen Sobel.

Wicked Maiden tem dez composições no melhor estilo power metal e heavy metal tradicional onde Impelliteri despeja arpejos e solos supersônicos à toneladas inundando seus ouvintes do que exatamente eles querem e esperam ouvir do guitarrista.

A primeira faixa, “Wicked Miaden”, um heavy metal moderno acelerado com os bumbos duplos fazendo a festa e riffs e arranjos de guitarras bem interessantes e na sequência, “Last Of A Dying Breed” e “Weapons Of A Mass Destruction”, estas sim já bem mais rápidas sendo que a primeira um power metal autêntico a la Primal Fear embora o vocal de Rob Rock seja bem mais criativo, melódico e menos agressivo que o do alemão Ralf Scheepers enquanto a segunda dessas tem mais melodia ainda. Impressionante o domínio instrumental e criatividade de Chris Impelliteri.

“Garden Of Eden” e “Eyes Of Na Angel”, dois heavy metal tradicionais com uma pegada forte com refrões idem (as colocações dos vocais de apoio aqui estão fantásticas). Na primeira dessas, depois do primeiro refrão há acentuações que marcam bem a musica, grudam na cabeça do ouvinte. Na segunda refrões bem elaborados e marcantes.

Duas das melhores composições do álbum. “The Vision” já tem passagens mais quebradas com arranjos mais complexos nas entrelinhas da composição. Andamento ora mais arrastados, ora mais rápidos com bumbos duplos além de vários links de guitarras e paradas onde singelos arranjos de pianos são a deixa para partes mais pesadas.

“Hi-Scool Revolution” é uma mistura interessante, um boogie heavy, da parte mais rock n´roll temos os refrões contagiantes e alegres além dos riffs, das escalas pentatônicas e do andamento e do heavy temos os links de guitarras e os solos inconfundíveis de Chris.

O heavy metal rápido (ou power metal como queiram chamar alguns) volta a toda em “Wonderful Life”, uma composição cheia de adrenalina, aquelas faixas levanta defunto que fazem a alegria dos headbangers mundo afora. Poderosa, rápida e pesada.

“Holy Man” é um heavy arrastadão (mas com partes mais rápidas) com inúmeros links e arranjos de guitarras. Alguns teclados e vocais de apoio dramáticos dão certo toque de Mercyfull Fate, mas não o bastante para ser classificado como tal (mesmo porque a voz de Rob Rock é bem diferente do mascarado dinamarquês King Diamond).

“The Battle Rages On” vem fechando esse lançamento, outra faixa rápida com pedal duplo, etc e tal, porém mais direta e reta que as anteriores focalizando mais nas linhas melódicas. Refrões épicos e grandiloquentes. Fecha o play em grande estilo.

é um álbum que deverá agradar fans de varias sub-vertentes dentro do hard n´heavy rock como fans de heavy metal melódico, power metal e até do prog metal além de, é lógico, dos fans do hard rock e do heavy metal tradicional mais moderno. Um bom lançamento com bons e criativos músicos e tudo muito bem produzido.

(Fred Mika)

INSECTICIDE - INSECTICIDE - Blower Records - Importado - Nota: 6,0

Este trio Californiano iniciou suas atividades em meados dos anos 80, época em que lançaram 2 demo tapes. Em 89 gravaram seu álbum de estréia homônimo que acabou não sendo lançado. Dezoito anos depois a gravadora mexicana Blower Records finalmente deu vida ao material oitentista da banda.

O que se houve neste álbum é o mais datado e puro Thrash Metal na essência do estilo ( que além do álbum contem uma demo de 87). Isso não quer dizer que estamos a frente de um álbum fantástico, longe disso.

Este é um trabalho recomendado apenas a amantes do estilo (como eu) praticado nos anos 80. Começando pela horrível capa do cd com 2 abelhas em destaque! Passando pela gravação meio nas coxas típica de dezenas de álbuns gravados na época. Guitarras com riffs muito velozes e agudos, solos insanos, batera espancada e quase sempre rápida, baixo quase inexistente e vocais gritados. E nao é que a coisa funciona? Nada de fantástico, mas agrada meus ouvidos.

Com o lançamento do álbum o líder da banda, baixista e frontman Sherman Jones (que já teve passagem como baixista do Hirax) se animou e a banda esta de volta as atividades.

(Pepinho Macia)

ICED EARTH - THE CRUCIBLE OF MAN - SPV/Steamhammer - Importado - Nota: 8,0

Disco que marca a volta de Matt Barlow ao comando dos vocais do Iced Earth, após inúmeras manifestações de apoio dos fãs. Claro que Jon Schaffer (guitarrista e dono do grupo), que não é bobo nem nada, reintegrou Matt ao time do Iced Earth.

Uma jogada de marketing, uma nova estratégia para vender mais discos, pode ser qualquer coisa destas que tenha a ver com ficar mais em evidência e ganhar uma quirelinha a mais, o único que pode dizer a verdade é Schaffer. Como espectador afastado, posso dizer que as duas fases foram produtivas, principalmente em Framming Armageddon, que mostrou Ripper Owens em alta performance, mas aquele ditado que diz que a voz do povo...

The Crucible vem com 15 faixas, e um comentário generalizado, em muitas músicas Matt e os backings assemelham-se ao que, Ace Frehley e o Kiss, já fizeram em outras oportunidades, um exemplo, em The Elder, mas retornando ao caminho, boas faixas como a pequena, “The Revealing”, com riff que só Schaffer sabe criar, ou em “”The Dimension Gauntlet”, com outro riff bravo e harmonia de guitarras. “Walk Alone”, “Crucify The King”, “Something Wicked, Part 3” são outras boas músicas do repertório escolhido para o álbum.

Vamos ver se o povo só sabe reclamar ou é fã incondicional do grupo, a qualidade do Iced Earth continua a mesma, com ou sem, Matt nos vocais.

(Bob Riot)

IRON CROSS - BLOODHOUNDS/STEEL WARRIOR - Karthago Records - Importado - Nota: 7,0

Banda finlandesa formada em 1976, e que permaneceu na ativa até os anos 90, quando mudou seu nome para Dillinger e lnaçou sua última demo. Após isto mudou de novo seu nome para Jehovah's Witness e não mais retornou.

Bloodhounds foi lançado originalmente em 1982 e Steel Warrior em 1984. Este relançamento, de 2008, conta com algumas faixas extras nos dois CDs. O relançamento não trouxe uma regravação remasterizada, o som é típico dos anos 80, tanto nas músicas quanto na gravação do disco, e o que fazia a cabeça do pessoal naquele período da história do Heavy Metal mundial e sua difusão pelo mundo.

O Iron Cross não teve muita repercussão fora de seu país, pelo menos pelas nossas latitudes, e com certeza é muito diferente do que rola atualmente em seu país de origem, mais voltado para o lado negro, de todas as formas, de som e sentimento, com várias bandas enviesando pelo Death e Gothic.

Boas composições oitentistas como “Shining Fire” e “Get Down ‘n Get Away” do Steel Warrior “Hell’s Angels com cara de Tygers do tempo do Wild Catz, ou “Devil’s Night” são algumas músicas para refletir sobre a época da NWOBHM.

Para os historiadores de plantão e para os arqueólogos do heavy metal mundial, discos para mostrar o que foi a influência do metal no mundo.

(Bob Riot)

ILIUM - AGELESS DECAY - Escape Music - Importado - Nota: 7,0

Ainda existem bandas que fazem metal melódico de qualidade! é o que podemos dizer quando ouvimos "Ageless Decay" o novo álbum dos australianos do Ilium, banda formada em 1998 e que lança seu quarto trabalho. Contando com a produção de Adam Smith (um dos guitarristas da banda), e mixagem da "figurinha carimbada" Tommy Hansen, responsável por produções seminais do metal melódico, tais quais os primeiros "Keepers", do Helloween e mais dezenas de outros, então o que temos aqui é garantia de boa qualidade sonora.

Outro ponto positivo do álbum é a efetivação de Mike DiMeo nos vocais, egresso do Masterplan e Riot, que aqui, como era de se esperar, fez um excelente trabalho, com sua voz repleta de feeling.

"Ageless Decay" começa de forma burocrática e pouco inspirada com "Mothcaste", canção fortemente influenciada por Helloween e Gamma Ray, mas que não traz a magia desses grupos. A coisa começa a melhorar logo após com "Hibernal Thaw", uma canção mediana, porém com um grande refrão e "Tar Pit", uma das melhores do álbum juntamente com "Omninapaedia", "Nubia Awakes" e a veloz faixa título. Quando passa-se da metade do trabalho, nota-se um queda na qualidade das composições, e a audição começa a ficar cansativa, pelo disco possuir 12 faixas sem muitas variações em quase 70 minutos de música.

O que eu recomendo aqui é que da próxima vez o Ilium faça um álbum mais curto, ou mais variado - será bem mais proveitoso.

(Rodrigo Ribeiro Freitas)

INMORIA - INVISIBLE WOUNDS - Massacre Records - Importado - Nota: 8,0

O Inmoria foi formado na Suécia em 2008, pelos membros do Tad Morose: Dan Erickson (teclados), Christer Andersson (guitarra), Tommy Karppanen (baixo) e Peter Morén (bateria), juntamente com Charles Rytkönen (vocais), do Morgana Lefay.

O som pratciado pelo quinteto remete imediatamente ao metal denso e moderno de nomes como Nevermore e o próprio Tad Morose, enquanto os vocais soam como uma mistura de Warrel Dane (Nevermore) com Matthew Barlow (Iced Earth), e as guitarras extremamente pesadas e bem timbradas dão todo o punch necessário ao som, com os teclados se encarregando de dar todo o clima sombrio às composições.

O disco começa cheio de peso com "Come Insanity", passando pelos bumbos duplos bem sacados de "Misery", seguida de "Circle Of Memories", que conta com um solo de teclado/guitarra que remeteu imediatamente aos tempos áureos do Stratovarius. "Hunting Shadows", "The Other Side" e o final, com "I Close My Eyes" (que tem o melhor refrão do álbum) contam com vocais femininos bem encaixados, que não soam enjoativos, dando um ar mais melancólico ao trabalho e contrastando bem com os vocais de Charles.

Em algumas músicas, há trechos/introduções repletas de "barulhinhos eletrônicos" e referências à música techno, que com certeza, não agradará aos mais puristas, mas não comprometem o resultado final, que ficou muito bom, por sinal.

(Rodrigo Ribeiro Freitas)

INNOCENT ROSIE - BAD HABIT ROMANCE - Swedmetal Records - Importado - Nota: 7,0

Eis mais uma banda oriunda da gélida Suécia (mais precisamente da cidade de Varberg) que, atualmente, junto com Alemanha e Itália tem se tornado os mais profícuos cenário de hard rock e de heavy metal da Europa. No caso aqui, a banda Innocent Rosie executa um hard rock com guitarras absurdamente pesadas (mais que para os padrões do hard rock). Na verdade formam a ala do hard rock mais contemporâneo com guitarras mais pesadas que as décadas anteriores e refrões menos ganchudos alem de economizarem nos solos (tudo isso faz parte desse novo sim, um ligeiro legado do new metal).

Apesar do pouco tempo de estrada (foi formada em 2005), a banda já se apresentou por toda a Europa e varias vezes nos EUA (inclusive no famoso Whisky A Go Go de Los Angeles) e o primeiro vídeo clip desses suecos, “Knock Me Out”, se tornou um dos mais populares por lá no ano de 2008. Depois da ultima excursão aos EUA o Innocent Rosie entra no estúdio para lançar em fevereiro de 2009, este álbum.

Neste cd promo temos doze faixas desse hard rock explosivo e soa como uma mistura de LA Guns com o primeiro álbum do Skid Row. O que comumente é chamado de ala perigosa do hard rock (bandas como Guns N´Roses, Mötley Crue, Skid Row, Ratt e LA Guns) cujo membros, invariavelmente estão metidos em confusões seja elas por bebedeiras, drogas, acidentes e excessos de todos os tipos.

Duvida? Dêem uma sacada no titulo das faixas e tire suas conclusões sobre a temática da banda: “Bitter Cocktail”, “Knock Me Out”, “Animal”, “Let A Memory Die”, “Bad Habit Romance”, “Sextalkin´”, “I´m A Vibe”, “Wasteland”, “Shine, Shine, Shine”, “Don´t Drag Me Down”, “I´ll Get Rich” e “Left Alone”.

O som é simples com bases retas e cruas e baterias retas também, mas a energia flui a mil por hora. Como composições bastante explosivas, é um tipo de som que intima seus apreciadores para festa e agitação. Musicas que falam sobre bebidas, mulheres e vida na estrada são temas recorrentes desse tipo de banda. O rock n´roll levado ao seu espírito de diversão, nu e cru. Não espere por arranjos trabalhados a la Deep Purple, vocalizações elaboradas a la Whitesnake ou solos virtuosos a la Van Halen porque aqui a idéia é outra, é diversão pura e simples.

(Fred Mika)

THE IRON MAIDENS - WORLD’S ONLY FEMALE TRIBUTE TO IRON MAIDEN - DRZ Records - Importado - Nota: 8,0

Banda com formação totalmente feminina, Aja “Bruce Chickinson” Kim (vocais), Linda “Nikki McBURRain” McDonald (bateria), Heather “Adrienne Smith” Baker (guitarra), Sara “MiniMurray” Marsh (guitarra) e Wanda “Steph Harris” Ortiz (baixo) para prestar homenagem ao Iron Maiden. A banda também conta com uma versão feminina do Eddie, com saia e brinco, chamada Grimreaper, em seus shows. O grupo recebeu prêmios em várias categorias de eventos como Rock City News Awards, The LA Music Awards e The All Access Magazine.

O instrumental do grupo é bem fiel ao original com poucas modificações, mostrando muito profissionalismo das meninas. A abertura do disco se faz com “The Number Of The Beast”, inclusive com a fala de introdução, que ficou bem interessante com vocal feminino, seguida de “2 Minutes To Midnight” e “Children Of The Dammed”, cuja versão matou a pau, muito envolvente.

Versões competentes de “The Trooper”, “Wasted Years”, “Killers”, “Aces High”, “Phantom Of The Opera”, uma das melhores músicas do Iron na minha opinião, e que as garotas fizeram com total perfeição, “Run To The Hills”, “Hallowed Be Thy Name”, outra versão de arrepiar do quinteto feminino junto com “Remember Tomorrow” em versão ao vivo.

O disco ainda trás dois bônus tracks ao vivo, “Seventh Son Of A Seventh Son”, com qualidade ruim, parecendo bootleg e “Genghis Khan”, gravado em um ensaio ao vivo, só pra deixar os marmanjos com inveja da técnica das minas.

Um álbum interessante para os fãs do Iron Maiden e pra quem já enjoou de tanto ouvir o grupo inglês original. Afinal, bom heavy metal tocado por bonitas mulheres não é sempre que a gente vê, ou melhor, ouve.

(Bob Riot)

IVORY TOWER - SUBJECTIVE ENEMY - Pure Steel Records - Importado - Nota: 8,0

Esta banda alemã começou suas atividade em 1996, com o nome de AX’ N SEX. Com este nome lançaram o disco “Victim Of Time” e obtiveram boa resposta da crítica em vários países. Como o nome não soava bem com a sonoridade melódica do grupo, após algumas deliberações, chegaram ao nome de Ivory Tower.

Em 2001, fizeram algumas atividades promocionais em São Paulo, para o selo Rock Brigade, que estava licenciando os lançamentos do grupo. A formação atual, além dos membros fundadores, Andre Fischer (vocal) e Sven Böge (guitarra), conta com Stefan Ikert (baixo), Heiner Risthaus (teclado) e Flo Tabbert (bateria).

Subjective Enemy é o terceiro álbum desta fase e trata-se de um disco conceitual contando a história de um homem, um de muitos, dividido em sua personalidade, entre o bem e o mal, com vários conflitos sentimentais que causaram o afastamento de seus amigos e namorada. Vendo que estava errado tenta abandonar este seu lado negro, o que não é uma tarefa fácil.

A sonoridade do grupo não é fora do comum, mas contêm elementos que agradam muitos fãs. A linha vocal é característica de bandas como Helloween, Angra e outras do metal melódico. O disco inclui algumas falas para contar a história proposta pelo grupo além de 66 minutos de música.

Falando de algumas músicas... a balada “Words” tem com toque mais comercial, boa para divulgação do grupo, “Subjective Enemy”, música com clima muito legal e base pesada, “My World”, introdução de arrepiar com levada hard rock, “Welcome to...”, excelente música instrumental, “Construction Site”, pesada e refrão pegajoso, são boas amostras do disco.

Metal melódico de primeira linha, sem muitas surpresas, mas muito eficiente.

(Bob Riot)

ICARUS WITCH - SONGS FOR THE LOST - Cleopatra Records - Importado - Nota: 8,5

Este grupo americano começou sua trajetória com o lançamento do EP “Roses On White Lace” em 2005. Um ano mais tarde, lançam seu primeiro álbum, “Capture The Magic”, que contou com a participação de George Lynch (Dokken) e Frank Aresti (Fates Warning), mostrando que o grupo já tinha bons conhecimentos no meio musical.

A formação do grupo em “Songs For The Lost” conta com Matthew Bizilia (vocals), Quinn Lukas (guitar), Steve Pollick (guitar), Jason Myers (baixo) e Eric Klinger (bateria).

Ouvindo este seu segundo álbum, dá prá sentir o amadurecimento do grupo em suas composições, trazendo um heavy metal tradicional com influências de grupos como Judas Priest, Def Leppard e Ozzy. A parte lírica está mais cativante e elaborada e que dá um certo destaque nas músicas.

“Mirror Mirror” (cover do Def com participação de Joe Lynn Turner), “Out For Blood”, “Nature Of The Beast” e “The Sky Is Falling” são algumas das boas faixas do disco. Para quem procura por som da antiga este é um bom disco.

(Bob Riot)

ICED EARTH - FRAMING ARMAGEDDON - Steamhammer - Importado - Nota: 9,0

Nono álbum da banda americana Iced Earth, que dispensa apresentações pois está na ativa desde 1990. Framing Armageddon (Something The Wicked - Part I), lançado oficialmente em setembro, é um álbum conceitual que continua a história iniciada em seu CD de 1998, “Something Wicked This Way Comes". Provavelmente a parte II será lançada em fevereiro de 2008, mas nada oficialmente.

O disco conta a história dos Setians, que foram os habitantes originais da Terra e são descendentes diretos do Great Architect. Os humanos são seres espaciais que invadem a Terra e acabam com os Setians sobrando apenas 10 mil que se escondem nas montanhas do leste. Formam a Alta Assembléia que consiste em doze Elders e um High Priest. Eles fazem um plano de vingança contra os humanos, que consiste em uma lavagem cerebral, fazendo-os esquecer as suas origens, e depois, manipulam a sua história com a criação de religiões para dividir os humanos. Isto culminará com destruição da raça humana, através de Set Abominae, o anticristo. Framing Armageddon conta os eventos antes do nascimento de Set Abominae.

Tim Owens está cantando pacas, as músicas são bem trabalhadas e com altos riffs, produção de primeira. Ainda há comparações de como seriam estas músicas na voz de Matt Barlow e coisa e tal, que são normalmente inerentes aos fãs da banda. Músicas como “A Charge To Keep” (essa arrepiou! grande interpretação de Tim), “Ten Thousand Strong”, “The Clouding” ou “Framing Armageddon” são de primeira linha, é ouvir e conferir.

(Bob Riot)

ICED EARTH - OVERTURE OF THE WICKED (EP) - Steamhammer - Importado - Nota: 7,5

EP que antecede o lançamento de “Framing Armageddon” e foi lançado em junho deste ano na Europa e USA. Contêm a música “Ten Thousand Strong” que estará no “Framing” e mais a trilogia “Something The Wicked”, (Prophecy, Birth Of The Wicked e The Coming Curse) do CD “Something Wicked This Way Comes”.

Se a intenção foi comparar as versões das músicas gravadas com o vocal de Tim Owens... vamos lá, mas não acho isto legal, pois cada fase é distinta, assim como Ripper no Judas Priest, e Tim não é tapa buraco, é um baita vocal.

A trilogia ganhou um instrumental com roupagem mais limpa, com mais qualidade de gravação, fazendo com que os instrumentos apareçam com destaque. Nesta versão, as bases da guitarra se unem ao som dos pedais duplos da bateria em alguns trechos da música, o que a torna bem diferente da versão original à primeira impressão.

A parte de piano de “The Coming Curse” original foi retirada e na versão do EP já começa com as bases de guitarra. Ficou uma lacuna já que o piano dava um clima diferente.

Overture Of The Wicked, como prenuncio de Framing Armageddon, é um bom trabalho e recomendado para os fãs do Iced Earth (sem comparações), mas que não acrescenta muito ao grupo liderado por Jon Schaffer.

(Bob Riot)

EIDOLON - THE PARALLEL OTHERWORLD - Escape Music - Importado - Nota: 8,5

Pouquíssimos de vocês provavelmente estarão familiarizados com esta banda canadense que se encontra na ativa há bons tempos e está no oitavo trabalho, sendo que pelo menos um deles foi lançado em edição nacional(porém, esgotado!), mas a menção dos irmãos Drover, respectivamente guitarrista Glen e baterista Shawn vai lembrar-lhes que os dois fazem parte da atual formação do MEGADETH, participando dos mais recentes dvd e cd do quarteto.

Os dois também são os fundadores da banda, e desde o início procuraram mesclar o thrash metal com o power oitentista(não este alegrinho e “trálálá”de hoje!) com partes bem técnicas e elaboradas, sendo que neste mais novo trabalho a sonoridade está mais apurada e elaborada.

TPG traz mudanças na sonoridade com instrumental mais complexo quase beirando um progr metal sem chatices ou virtuosismo exagerado, mais melodias, graças também ao vocalista norueguês Nils K Rue(Pagan`s Mind) que segue a linha Geoff Tate e a participação especial de alguns ilustres; guitarristas Michael Romeo(Symphony X) em Arcturus no 9, e Chris Caffery(Savatage) Frank Aresti(Fates Warning) em The Eternal Call, mas mantendo as partes Thrash, que chegam a lembrar Testament.

Além das ótimas composições próprias, fecha o trabalho com chave de ouro, ótima versão instrumental/vocal para The Oath(King Diamond) - apesar da letra estúpida e descartável.Excelente.

(Eduardo de Souza Bonadia)

IMAGES OF EDEN - SUNLIGHT OF THE SPIRIT - Nightmare - Importado - Nota: 9,5

O Images Of Eden é um grupo cristão de New York (USA), que baseia suas músicas na mistura do rock progressivo, hard rock e metal. Seu som é comparável e influenciado por bandas como Queensryche, Fates Warning, Dream Theater, Kansas e Yes. Sua trajetória começou em 2001, com o lançamento de seu debut álbum, “Chapter I”, de forma independente.

“Eden" descreve o interior paz, serenidade, força, e amor que dorme dentro de nós todos, que pode ser alcançado por nossa mente, corpo e alma. Desta forma poderemos fazer um mundo melhor. Esta é a mensagem que Gordon Tittsworth (vocal/teclado), Dennis Mullin (guitarra), e Matt Kaiser (bateria) na figura do Images Of éden querem transmitir.

O disco é muito bonito e segue a linha de suas influências, ritmos e bases pesadas, boas harmonias vocais, solos de guitarra melódicos. Excelentes composições como “Alladin”, “Dream-Catcher” e “Sunlight Of The Spirit”, que é divida em três partes, como manda a cartilha do rock progressivo.

Excelente disco, que com certeza cativará os rockers da antiga pois conseguiu alinhar uma boa mistura de gêneros. Você pode até não encontrar o Eden dentro de você, mas com esta imagem como trilha sonora, você poderá meditar a respeito.

(Bob Riot)

IMAGO MORTIS - TRANSCEDENTAL - Die Hard - Nacional - Nota: 10,0

Banda carioca que traz Alex Voorhees (vocal), Rafael Bianzeno (guitarra); Dennis Pombo (guitarra); Bruno Coe (baixo) e Andre Delacroix (bateria) que volta ao cenário fonográfico depois de quatro anos do lançamento de “Vida”, um álbum conceitual que tinha uma proposta doom metal e recebeu inúmeros elogios.

Transcedental é digno do nome, passou do que se imaginaria. Uma viagem densa dentro do metal, alternando entre passagens doom, melódicas, góticas e heavy, o álbum traz um sentimento inexplicável, com as letras em torno do ser humano, sempre filosófico e questionável.

Ouvindo “Undrying Tears” pode-se ter a idéia do som do grupo, transmitindo tristeza e beleza, ou em “Sangue e Dor”, em português, com certeza o ponto alto do disco, bases e variações de arrepiar, por sinal, Voorhees é destaque em todo o álbum pela sua versatilidade que vai do harmonioso ao gutural.

Outro destaque é “Kali-Yuga”, teclado não convencional, vocal forte e sonoridade heavy, outros destaques vão para “Sea of Uncertainty” e “Halls Of Souls”.

Um disco para quem gosta de sentir a versatilidade, criatividade e sentimento que o heavy metal pode proporcionar. Imperdível!

(Bob Riot)

IMPELLITERI - STAND IN LINE - Encore - Naccional - Nota: 8,5

Bem popular pelo público cristão e secular, Chris Impellitteri é um guitarrista norte-americano bem popular no Japão, porém carece dessa mesma popularidade no restante do mundo devido à parca distribuição de seus excelentes trabalhos; na Europa, por exemplo, somente seus últimos álbuns foram por lá lançados. A carreira do músico iniciou na década de 90 com um EP que também traz o talento do excelente vocalista Rob Rock, e que faz parte deste álbum como bônus.

Miraculosamente um selo nacional teve o bom senso de lançar SIL, o primeiro trabalho de estúdio do músico contando com um time de primeira linha: vocalista Graham Bonnet (ex-Rainbow, ex-Michael Schenker Group), com sua voz rasgada e inconfundível; tecladista Phil Wolfe; baixista Chuck Wright e o baterista Pat Torpey (Mr. Big), músicos excelentes que foram a base da incrível musicalidade e qualidade das composições aqui apresentadas, uma mescla de Rainbow, com seus climas barroco/medievais com Malmsteen dos primeiros álbuns,graças aos solos rapidíssimos no estilo conhecido como shredding e que tem vários adeptos e tornou-se sua marca registrada e evoluiu ao longo dos seus trabalhos, uma lástima que este foi o único registro desta formação, mas o músico gravou trabalhos superiores posteriormente; Rob Rock retornou logo após e gravou vários excelentes trabalhos com o guitarrista que merecem uma atenção maior.

De qualquer forma e repetindo, um excelente lançamento e um ótimo começo para quem quer conhecer este estupendo músico.

(Eduardo de Souza Bonadia)

IN TORMENTATA QUIETE - IN TORMENTATA QUIETE - Dawn Of Sadness Music - Importado - Nota: 4,0

é impressionante como as aparências enganam! O grupo Italiano em questão é constituído por nada mais nada menos do que oito integrantes (ôpa, uma super banda então!), dizem que o "gênero" do grupo é o Gothic Black, e o "estilo" o Neofolk. Diante de tais dados pomposos e grandiosos você - humilde mortal fã do humilde "gênero" Heavy Metal - coloca o CD para tocar esperando estar diante da mais nova sensação da música mundial desde os garotos prodígios de Liverpool (que Beatles o quê! Eles eram só quatro!

Estes aqui são oito, é muito melhor!!), e dá de cara com uma das bandas mais ruins, chatas e ridículas de todos os tempos! é uma verdadeira massa desconexa de guitarras, teclados e vocais masculinos e femininos. Só para se ter uma idéia um dos vocalistas (afinal de contas são três! - dois homens e uma mulher), fica o tempo todo incubido de imitar de forma discarada o vocalista do Cradle Of Filth (que convenhamos é outra porcaria), deixando as músicas piores do que já eram originalmente.

Não leva uma nota menor em consideração (ou dó!) a grana que eles devem ter gasto com o CD; afinal de contas a produção e gravação é até que bem feita. Que desperdício!

(Eduardo Garcia Carvalho)

IONA - THE CIRCLING HOUR - Open Sky Records - Importado - Nota: 8,5

Por coincidência eu estava paralelamente pesquisando sobre a música celta quando tive e oportunidade de ouvir e poder escrever sobre este disco. O Iona é um grupo progressivo com base no Reino Unido que foi um dos pioneiros influenciados pela cultura celta.

O povo celta tem uma história rica em batalhas e religião, um povo cercado de heróis e que lembram os povos vikings por esta particularidade. Seria um prato cheio para bandas de heavy metal seguissem por este caminho o que não é nenhuma novidade.

O grupo ficou um tempo fora da ativa e marca seu retorno com “The Circling Hour”. Violinos, já comuns nas canções celtas, em duo com guitarra ou teclado deixa a música do Iona bem definida. Alguns podem associar o som do grupo ao new age de Enya (outra influenciada pela cultura celta) devido a doce voz de Joanne Hoog, que também toca teclado e guitarra acústica.

Fazem parte da banda além de Joanne, Troy Donockley, Dave Bainbridge, Phil Barker e Frank Van Essen. Disco bem homogêneo, “Empyrean Dawn” e “Wind Off The Lake” possam exemplificar a força que tem o som do Iona.

Fico imaginando alguns clássicos da celtic music como “Cry Of The Celts” de Ronan Hardiman ficariam com uma versão heavy metal. Para quem não é radical com certeza um disco que agradará. Samples das músicas podem ser ouvidas no site oficial do grupo.

(Bob Riot)

IRON MAIDEN - A MATTER OF LIFE AND DEATH - EMI - Nacional - Nota: 8,0

Depois que li as declarações de Bruce Dickinson sobre este álbum confesso que fiquei bastante intrigado de como seria este “álbum extraordinário”que ele mencionou. Outra confissão que se faz necessária é que parei de comprar álbuns do Iron desde o “No Prayer For The Dying”, o grupo para mim já tinha perdido aquele brilho dos primeiros discos.

Pois bem, expectativas à parte, fui ouvir o disco com total atenção, plugado à base de fones de ouvido para não perder nada e ninguém me atrapalhar nesta missão de falar sobre o novo álbum da Donzela de Ferro.

Outras considerações se fazem necessárias, o Iron é uma lenda do heavy metal, conseguiu alcançar um patamar que ninguém surgido na NWOBHM chegou e isto merece respeito. Seu estilo e o vocal marcante de Bruce Dickinson influenciaram incontáveis bandas ao redor do mundo e colocou sua bandeira na história da música.

Criaram um marketing inigualável encabeçado por seu mascote Eddie e venderam milhões de discos pelo mundo afora. Um feito inacreditável, mas voltando ao “Matter’... O disco é Iron Maiden... expliquei?! Não trás nada de inovador para que faça o disco figurar entre os notáveis do metal, a velha fórmula do Donzela.

O disco é bem legal considerando-se que não acrescentou muito. Gostei mais das faixas “Brighter than A Thousand Suns” e “The Reincarnation of Benjamin”. Bruce continua cantando muito e a pelas declarações, os caras estão melhorando mesmo, estão levando menos tempo para fazer as músicas estilo Iron, afinal, a prática leva a perfeição. Não é?! Recomendado para os fãs do grupo.

(Bob Riot)

IRON MAIDEN - A MATTER OF LIFE AND DEATH - EMI - Nacional - Nota: 8,5

Devo admitir que é duplamente difícil para qualquer fã de Heavy Metal resenhar um disco novo do Iron Maiden, sobretudo por dois motivos: Primeiro que a banda - em pelo menos algum momento da vida do verdadeiro “metaleiro” - foi certamente uma de suas preferidas e foco de suas maiores atenções em se tratando de música e atitude. Segundo que as comparações com os discos antigos, sobretudo da fase áurea do grupo, são simplesmente gigantescas e inevitáveis, uma vez que a qualidade dos mesmos era igualmente gigantesca.

Desta forma a objetividade e a total imparcialidade (preceito indispensável e desejável neste momento) é que devem prevalecer na análise do novo CD. O disco começa com Different World, uma faixa direta, pesada e relativamente curta - principalmente se comparada com a duração das demais faixas do disco -, numa levada bem característica da banda. Típica faixa de abertura. Na sequência temos These Colours Don’t Run, com um início lento e sombrio, e que vai crescendo até a entrada das guitarras num ritmo cadenciado e um refrão vocal forte e grudento, sempre na companhia marcante do baixo de Steve Harris.

Brighter Than A Thousand Suns é outra que tem início lento (novamente com forte presença do baixo) e assume uma roupagem bem pesada com a entrada das guitarras, oscilando no decorrer da música entre momentos rápidos e mais cadenciados e algumas mudanças de andamento. The Pilgrim, juntamente com a primeira faixa, é uma das mais curtas e pesadas do álbum, tendo início com uma chamada rápida de bateria e andamento bem previsível e típico do grupo, mas com passagens de melodia árabe ótimas.

The Longest Day novamente tem início lento capitaneado por Steve Harris, no entanto desta vez criando um clima mais soturno e enigmático, tornando-se mais pesada e consistente do decorrer de sua duração, além de novamente investir em pequenas mudanças de ritmo e andamento. Out Of The Shadows é mais leve e calma (com leve pegada Hard e refrão pegajoso), mas não chega a ser uma balada propriamente dita, lembrando bastante a carreira solo de Bruce Dickinson.

The Reincarnation Of Benjamin Breeg (primeiro single do CD) investe na fórmula usual do álbum, com introdução lenta, desembocando em um andamento mais rápido, pesado e com riffs e melodias marcantes (intermediados por bons solos).

For The Greater Good Of God (a mais longa do disco) lembra bastante o álbum e a música A Brave New World em sua concepção, novamente com melodias e harmonias marcantes e pegada vocal forte.

Lord Of Light inicia lenta e calma, com Bruce cantando de forma mais soturna e em um tom mais baixo. A calmaria é quebrada pela entrada de vocal e instrumental pesado e rápido. As melodias e riffs novamente comem soltos nesta faixa, assim como as partes cadenciadas e as mudanças de andamento. A última é a épica The legacy, que tem início com uma melodia quase renascentista (parece até uma canção de ninar!), amparada por violões e baixo de sonoridade igualmente medieval.

A música então ganha um clima eloquente e grandioso, com forte presença orquestral e andamento forte e marcante. Um desfecho realmente longo e ambicioso.

Definitivamente é um álbum complexo e de difícil assimilação, necessitando literalmente de várias audições para ser melhor compreendido (ou sequer entendido por alguns); e certamente ocasionará muitas discussões e controvérsias. Mas a impressão mais forte que fica é a de que as faixas do disco não funcionam individualmente, soltas. No entanto quando ouvidas e analisadas como um conjunto, como uma obra única, assumem uma dimensão realmente muito maior e digna de ser respeitada.

(Eduardo Garcia Carvalho)

IRON SAVIOR - MEGATROPOLIS - Hellion Rec - Nacional - Nota: 7,0

Iron Savior volta atacar com 'Megatropolis', o 6º album da banda liderada por uma das personagens mais míticas do heavymetal germânico Piet Sielck que fundou Helloween(na altura Iron Fist) com outra personagem mítica Kai Hansen, confesso não ser muito fão de Iron Savior e achar a maioria de seus trabalhos um tanto quanto retos e sem muita variação, mas veja bem o Iron Savior nunca lançou um album ruim, e nem nunca lançará, a prova disso está em 'Megatropolis', um album tipicamente Iron Savior, bastante sólido e com muito pouca inovação apesar do som moderno.

A banda mantém-se fiel ao estilo e os resultados estão á vista, novamente o que temos aqui é um Power Metal germânico, típico sem qualquer dúvida. Misturando o heavy tradicional com Power Metal 'Megatropolis' começa com uma autêntica bomba 'Running Riot', com bastantes riffs.

Esta track parece ter saído do 'Condition Red', derivada ao seu speed fast-and-furious e os espetaculares solos.

'The Omega Men' é talvez a melhor faixa do CD, começa com aqueles riffs típicos de heavy metal germânico á lá Grave Digger, misturando com um refrão muito 'catchy' e uns solos com bastante harmonia.

O album segue na mesma linha até ao fim,destaques para 'Megatropolis', 'Cybernatic Queen', 'Cyber Hero', 'Still Belive'.

Como disse o cd apresenta as características já conhecidas da banda sem muita inovação, com composição bastante sólida este album conta com uma sonorização mais moderna e uma produção muito boa.Fãs de Iron Savior e de Power Metal vão gostar deste lançamento.

(Adriano Gandolfi)

IVORY GATES - STATUS QUO - Die Hard Recs. - Nacional - Nota: 8,5

Fazendo uma bem sucedida mistura de Heavy Tradicional com Progressivo e constantes passagens que remetem ao Hard Rock, a banda - que chega a seu segundo lançamento, após o bem sucedido debut Shapes Of Memory (2002) - optou por uma temática conceitual, baseada no livro "1984" do autor George Orwell.

As músicas no entanto - ao contrário do que normalmente ocorre em trabalhos conceituais - são bastante empolgantes, niveladas, diretas e com muita objetividade; não deixando espaço para músicas ou introduções que acabam quebrando o clima, ou que são apenas colocadas para suprir a lacuna de uma determinada passagem não representada da história.

Destaque para o vocalista Malagueta (realmente competente e acima da média), para o instrumental muito coeso (mesclando de forma perfeita técnica, peso e melodia) e para as faixas System Of Power, We Are The Dead, Kill The Giant e Closed Eyes.

Definitivamente uma banda que irá alçar vôos cada vez maiores.

(Eduardo Garcia Carvalho)

INTENSE - AS OUR ARMY GROWS - Napalm Rec. - Importado - Nota: 7,0

Segundo trabalho desta banda Inglesa de Power Metal. O som do grupo sustenta-se basicamente nas guitarras de bases e solos metálicos - com fortes tendências melódicas - e evidentes influências de bandas como Iron Maiden, Iced Earth e até Nevermore; seja pelo peso e velocidade das faixas ou pela técnica instrumental.

No entanto nem as fortes influências nem a qualidade evidente dos músicos foram suficientes para salvá-los do claro fato de que o som da banda não consegue definitivamente empolgar ou chamar a atenção de forma relevante em momento algum, já que as composições são bastante previsíveis.

Ouça faixas como “Mirror Shroud”, “Our Last Hope”, “Fear Is Not Enough” e “Strange New World” e tire você mesmo suas próprias conclusões.

(Eduardo Garcia Carvalho)

STRYKE - Virtual Metal Maganize & Promotion

© 2010 by Bob Riot