Disco lançado em 2008 por esta banda americana de Power Metal que tem suas músicas baseadas em temas macabros, horror e cristandade. Seu frontman, Chaz Bond, já está com a banda desde 2005 e este é o seu segundo registro com a banda, que também conta com John Berry (guitarra), Jon Noble (guitarra), James Evans (baixo) e Gary Holtzman (bateria).
Chaz faz um bom trabalho e tem seu estilo uma mistura de Geoff Tate com timbre mais para o lado do Dio, bem interessante em meio a bases pesadas soando meio Queensryche. Boas composições como a faixa inicial, “Demon World”, a pesada e cadenciada “Can’t Break”, o bom refrão de “Curse Of Antikythera” ou a excelente instrumental “Hands Of Doom”.
Bom disco, com músicas bem diversificadas, não deixando o pique cair na monotonia que encontramos em algumas bandas. Recomendado para os que gostam de bom metal e que não esperam algo fora do comum.
(Bob Riot)
Site: www.jacobsdream.info
MySpace: www.myspace.com/jacobsdream
Jorn Lande (ex-Millenium) é conhecido por suas excelentes interpretações e pelo seu igualmente excelente timbre vocal, uma mistura entre dois grandes mestres do hard n´heavy tradicional, David Coverdale e Ronnie James Dio.
Resumindo: o sueco Jorn Lande é um extreme privilegiado. E bem ciente disso, ele, em carreira solo, começou a regravar algumas músicas de bandas onde Coverdale e Dio passaram, ou seja, Whitesnake, Deep Purple e Dio, e misturando com as composições prórpias. Foi mais que bastante que Jorn fosse aclamado no mundo todo como a nova promessa do heavy metal tradicional.
Agora lança em 2009 seu ultimo álbum, Spirit Black, um pouco mais pesado que seus trabalhos anteriores e com temas mais sombrios (o encarte é apocalíptico, fogo, destruição e desolação por toda parte) mas não deixa de ser um lindo encarte, bastante artistico e informativo (tudo complete, letras, ficha técnica, agradecimentos e muitas fotos e montagens).
Vamos ao som do disco então.
São dez faixas sendo que a última é um bônus que é cover do Thin Lizzy , “The Sun Goes Down”, numa versão mais moderna agora.
A faixa que abre o play é a própria faixa título, arrantadona, pesadona, contagiante e com a bateria na cara e marcante (meio na linha de ”Sacred Heart” do Dio) e, onde Jorn manda ver com toda sua potência vocal.
Na sequência temos uma faixa um pouco mais voltado ao hard rock de andamento médio, “Below”, com riffs de guitarra fantásticos e refrões bem pegajosos (destaque sempre para o bons e criativos guitarristas Tore Moren e Jimmy Iversen , além de Jorn, é claro).
Dai vem “Road Of Cross”, uma composição climática pela sua dramaticidade, um heavy metal arrastado com coral de vocais a la King Diamond na introdução. Muito boa.
“The Last Revolution” é uma faixa cheia de energia, impossível ficar sentado com essa composição.
Uma faixa próxima a um hino é “City In Between” com leve influência dos britânicos do Queen, uma composição com acentuações bem colocadas e partes fortes dos vocais, tanto nas entradas como nos refrões (com certeza gruda na cabeça do ouvinte).
“Rock N´Roll Angel” começa com dedilhados dando a impressão de se tartar de uma balada melancólica mas logo cai para um heavy metal tradicional cadenciado e com marcação forte na linha de ”Holy Diver” (Dio). Refrôes igualmente marcante e expressivo.
“Burn Your Flame” é outra faixa com características mais hard rock; rápida e alegre já se assemelha mais a Whitesnake (mas qeu não fica nada a dever em termo estrutural à famosa banda inglesa). E ainda, no final dessa faixa, Jorn fez questão de incluir arranjos a la Coverdale em que tudo para e ficam só os vocais.
“World Gone Mad” já tem ares mais comerciais, uma faixa que entraria facilmente no set de composições de um album hard commercial como o Whitesnake 87´ para brilhar ao lado de faixas como “Still In The Night”, “Here I Go Again” e “Bad Boys”.
“I Walk Alone” volta ao heavy metal arrastado, dramatico e pesadão a la Dio mostrando a grande versatilidade de criação de Jorn Lande e sua banda. O uso de bandas e de vocalistas aqui servem meramente para efeito do leitor se sintonizar pois Jorn, apesar dessas comparações, exibe um rico arsenal de composições de personalidade própria e igualmente poderosas como os famosos vocalistas e bandas citadas. Não fica atrás de nenhuma delas e já não consider Jorn mais uma promessa e sim uma realidade, é um dos melhores vocalistas do hard n´heavy tradicional atual e segue velozmente para se tornar um dos melhores de todos os tempos. E sua banda também ajuda e como ajuda.
(Fred Mika)
Site: www.jornlande.com
A gravadora canadense Unicorn Digital é especialista em rock progressive sendo que a grande maioria de seus lançamentos provém do próprio Canadá e muitos desses compõem em francês (haja visto que o território canadense se fala esses dois idiomas: francês e inglês). Isso por um lado gera um lado exótico ao rock progressivo mais uma vez desde a época do boom do krautrock na Alemanha nos anos setenta (onde a maioria da banda compunha em alemão mesmo) mas por outro lado percebemos que as bandas que ousam compor fora do tradicional inglês geralmente não possuem vida longa.
E esse grupo de Montreal, Jellyfiche, é mais uma desses que ousam tentar quebrar a tradição de se compor em inglês e conseguir se sobressair no cenário do rock progressive mundial.
Há os fatores que ajudam muito em relação ao som da banda (e esse é o primeiro album da mesma) como a excelente produção (diga se de passagem, uma das características de todos os artistas e/ou bandas do selo Unicorn Digital é a excelente produção que são lançados) e aliado a isso, a banda man´tem sempre um clima agradável, sem exageros (que muitas vezes esbarra o rock progressivo) além de uma latente criatividade onde se nota muitas vezes influências do jazz rock.
Quanto ao som, o grupo se assemelha a bandas como Gentle Giant, Pink Floyd e Eloy na primeira metade da década de setenta, isso quer dizer passagens climáticas, dramáticas, psicodélicas, e muita viagem sem ir para o lado progressivo mais alegre e virtuoso como ELP ou Yes.
As duas primeiras músicas, “Tout Ce Que J´ai Rêvé” e “Les Arbres” traduzem bem isso, esse clima bem viajante, instrospectivo, místico que a banda consegue transmitir ao ouvinte (e ambas composições são bem longas).
“Caché Au Fond Plus Haut” e “Source Infinie” já tem um apelo mais pop rock sofisticado com o rock progressivo se esbarrando no rock n´roll mais trabalhado (exemplo disso é a banda Nektar) embora essa última faixa seja mais climática.
Riffs interessantes dão a tônica dessas faixas (quase que uma jam). Na sequência temos “In Vitro” (uma verdadeira viagem instrumental) e duas faixas bastantes climáticas (impossível não sentir o clima psicodélico de ambas) que são “Dans La Peau D´un Autre” I e II.
“La Fountaine” é quase que uma narrativa de menos de um minuto e por fim vem a última faixa, “La Cage Des Vautours/Liberté”, uma composição que reúne todos os ítens das faixas anteriores (até solo de saxophone) mas também pudera, a faixa tem mais de quinze minutos e os músicos souberam explorar bem a dinâmica, clima e criatividade que o rock progressivo se permite.
Resumindo: é um álbum de rock progressivo bem elaborado, criativo, cheio de clima, bom gosto e timbres e composições bem agradáveis e tudo isso sem ser chato nunca, mas não tem como falar que por mais que os músicos queiram compor em francês, sempre dá a sensação de algo não está combinando.
(Fred Mika)
Site: www.jellyfiche.com
Jorn tem um timbre vocal que é um misto de Ronnie James Dio e David Coverdale, ou seja, Jorn possui o melhor dos vocalistas do hard rock e do heavy metal, uma influência desses dois mestres o que confere a Jorn o status de um dos melhores vocalistas da nova geração ou mais ainda, ele vem se revelando como um dos melhores vocalistas de todos os tempos do classic rock.
Quanto ao som, o Jorn está mais para Dio do que Whitesnake (embora há muito d ehard rock a predominância do heavy metal tradicional é mais forte) e este novo trabalho, Lonely Are The Brave, lançado nacionalmente pela Hellion Records (diga se de passagem, uma ótima escolha dessa gravadora, tiro certeiro) sob licença da Frontiers Records, vem novamente a reafirmar essas qualidades indiscutíveis de Jorn Lande. Então vamos a esse maravilhoso lançamento.
A primeira faixa é a faixa título no melhor estilo “Rock N´Roll Children” do Dio, isso significa bases pesadas, vocalizações potentes, encorpadas, som audível e bem distinguível e um hard n´ heavy tradicional no melhor estilo oitentista.
“Night City” e “War Of The World” já são duas faixas mais arrastadaa porém não menos pesadas que a anterior, a interpretação de Jorn em ambas aqui é perfeita, excelente refrões, prontas a se tornarem clássicos do heavy metal tradicional de todos os tempos.
“Shadow People” e “Soul Of The Wind” vem na seqüência, dois hard rock empolgantes, elétricos e sendo ao mesmo tempo dramático que segue a dramaticidade e desolação do encarte embora essa segunda faixa comece com um dedilhado dando a impressão de se tratar de uma balada (ledo engano).
Mais peso vem a seguir com “Man In The Dark”, essa já meio na linha da sabbatica “Edge Of The World” presente no álbum Mob Rules de 1982. As próximas composições, “Promisses” e “The Inner Road”, não ficam atrás oferecendo peso, bom gosto, refrões interessantes, vocais encorpados e tudo mais e tudo isso é despejado aqui em dose máxima.
Fechando o play temos “Hellfire”, uma faixa que reúne todas essas boas qualidades das faixas anteriores, porém tem um tom ainda mais dramática. É uma faixa pesadona, arrastadona, que inspira drama e certa tristeza no ouvinte.
Como disse, Jorn é um dos principais vocalistas e digno também a figurar entre os melhores de todos os tempos. O line up que o acompanha é perfeito, músicos criativos e que sabem como poucos escolherem o timbre certo para manter um dos estilos mais primorosos que o rock já criou, o heavy metal tradicional.
É porém um álbum perfeito em todos os sentidos, bem produzido, bem elaborada, com clima, peso, e o carisma do vocalista sueco Jorn Lande que a julgar por seus trabalhos, deverá em breve estar entre os melhores de todos os tempos. A meu ver é a melhor renovação que ocorreu dentro do heavy metal tradicional de uns anos para cá. Imprescindível na cena do rock e imprescindível na sua coleção de cds.
(Fred Mika)
Site: www.jornlande.com
Um dos grandes nomes do rock AOR oitentista esta de volta. Journey, que junto com bandas como Survivor, Ásia, Foreigner, Styx, entre outras, são os principais responsáveis para que esse estilo estivesse no topo das paradas durante aquela década. Para quem não sabe, rock AOR que traduzindo quer dizer Músicas Orientadas a Rádio, ou seja, são aquelas músicas da ala mais comercial do hard rock sem serem o hard glam, embora seja uma versão mais leve do hard rock tradicional mas contam com musicas muito elaboradas, com refrões bem pegajosos e fortes e com um pé no rock progressivo (não pelo tamanho das composições).
Este álbum do Jorney lançado em 2008 apresenta o vocalista Arnel Pineda substituindo o ícone Steve Perry. A voz de Arnel cai como uma luva no som do Journey bem como no estilo AOR rock. Vocalsitas desse estilo devem ter um timbre agradável, sem exageros mas com muita criatividade e dotado de excelente interpretação assim como os mestres do assunto como Jimi Jimison (Survivor), John Wetton (Ásia) e Joe Lynn Turner (ex-Rainbow).
O restante do Journey é praticamente a mesma formação clássica que no passado rendeu tantos bons dividendos a mesma como o excelente guitarrista Neal Schon (que tempos atrás também fez parte da banda de hard rock Hardline) além dos não menos experientes Jonathan Cain (teclados) e Rossa Valory (baixo). O incrível baterista que está agora no grupo, Deen Castronovo (outro ex-Hardline), é um baterista-referência, praticamente um session man que já participou e acompanhou inúmeras bandas e artistas mundo afora.
Resumindo: o Journey é formado por uma constelação de músicos de primeira grandeza. Todos eles bastante experientes e a banda volta com tudo agora, no melhor estilo desde o ápice de sua carreira que foi nos anos oitenta.
Revelation contem doze composições inéditas sendo que a ultima faixa, “Let It Take You Back”, é um bônus track e já emplacaram dois hits, “Never Walk Away” e “After All These Years”.
O relação ao encarte, este é extremamente luxuoso, farto e colorido sendo que a capa do álbum tem a pintura do velho escaravelho egípcio de grandes asas. Uma arte lindíssima. Perfeito.
E as boas surpresas desse lançamento não param por ai. Acompanhando o cd Revelation há ainda um outro disco que, chamado de disco bônus, é nada mais nada menos que a regravação dos antigos clássicos do Journey, agora na voz de Arnel e, diga se de passagem, soube interpretar e recriar as antigas composições com maestria sem perder o pique do mestre Steve Perry. Sucessos antigos como “Only The Young”, “Don´t Stop Believin´” e “Separate Ways”, entre várias outras preciosidades, ganharam uma roupagem moderna quanto a produção devido a tecnologia atual.
Esse álbum clássico de bônus contém onze faixas imperdíveis (algumas das quais são bem conhecidas do publico brasileiro devido às antigas propagandas dos cigarros Hollywood). Esse álbum duplo é digno de ser considerado como um dos melhores lançamentos de 2008. Simplesmente fantástico. Tudo. Fantásticas composições, fantásticos músicos, fantástico encarte, fantástico cd bônus de clássicos e fantástica produção.
Custe o que custar, tente adquiri-lo.
(Fred Mika)
Site: www.journeymusic.com
Confesso que não conhecia ainda o som desse grupo, um heavy metal tradicional e dramático, e fiquei bastante animado com a capa desse lançamento, Drama Of The Ages. Um lindo desenho, místico e intrigante ao mesmo tempo; na parte interna do encarte continua a atração; todas as letras, detalhes e ficha técnica, tudo bem exposto; pensei que seria algo na linha de Magnum Opus do Malmsteen. Mas até que não, é um heavy tradicional do puro e a gravação/ mixagem/ masterização é de primeira, mas as musicas são meio parecidas umas com as outras, além de que banda se esbarra em vários clichês na construção das músicas.
Vamos aos detalhes: no geral é uma banda técnica mas a dupla de guitarristas não é muito criativa, as bases são meio repetitivas e cheio de clichês oitentistas, os solos são comuns e não se sobressaem quase nunca, no máximo um dueto aqui outro ali. O vocalista não é muito dinâmico, sempre a mesma empostação médio-grave lembrando às vezes Blaze Bailey e sua malfadada incursão no Iron Maiden. O baterista e o baixista são competentes, mas nada de excepcionais.
As melhores músicas são “Drowning Man” (que difere das demais por ser mais arrastada com uma bela introdução em violão e depois em piano, além disso, um vocal mais dramático confere um toque especial nela) e uma faixa sem denominação no final do álbum escrita apenas Untitled Track, que é uma instrumental interessante e bastante emotiva.
É um álbum e um estilo musical que com certeza possui muito publico, para quem gosta é manda ver.
(Fred Mika)
Site da Metal Blade Records: www.metalblade.com
Lançamento que marca a entrada de um novo vocalista, fator este que causa grande apreensão, pois em uma banda como o Jaded Heart já com uma estrada e fãs conhecedores que geralmente não reagem bem a este tipo de alteração.
Mas ao ouvir o cd todas as dúvidas os medos se dissipam graças a performance de seu novo front man e da banda que continua com um hard rock, modelo europeu, com muita consistência e peso aliada a uma ótima performance da banda, principalmente no quesito composição.
Todas as faixas são consistentes e garantem a boa audição sem se tornar repetitivo ou cansativo. Quem conhece a banda pode ir atrás sem medo de errar e para quem deseja conhecer esta é uma excelente oportunidade.
(Adriano Gandolfi)
Eis uma banda que prima pela produção de primeira. Tudo nesse álbum, desde o encarte até os cuidados com gravação e mixagem é muito bem feito. Excelentes fotografias, harmonia de cores, letras das músicas em destaque, extensa ficha técnica e de agradecimentos e muito mais. Isso sem falar no inúmeras marcas de instrumentos que patrocinam e endorsam o Jaded Heart, desde baterias, amplificadores, guitarras, encordamentos, pedais de efeito, moduladores, pratos de bateria, bags/capas de instrumentos e outros. Quem não conhece o Jaded Heart, olhando por esse ângulo, pensa em se tratar de uma banda grande e realmente é.
Não é do primeiro time das bandas de hard rock como Scorpions, Whitesnake, van halen e outros assim, mas vem logo após isso, mas sua música não fica atrás desses medalhões.
Esse álbum, Sinister Mind, já abre com uma faixa interessante, “Hero”, um hard rock com guitarras bases bem acentuadas e fartos refrões com certa influência do heavy metal melódico (vocal fuindo livre através dos power chords da guitarra), alternando partes mais leves e solo bem limpo e preciso. A segunda faixa, “Justice Is Deserved”, segue pelo mesmo caminho.
Temos então a faixa título, arrastadona, climática e bem dramática que depois de uma introdução pesada cai em dedilhados (isso sempre cria um clima interessante de progressão), ganha peso no pré-refrão e culmina num refrão poderoso e pegajoso, para depois voltar, sucessivamente essas partes.
“Going Under” já é um hard rock mais cadenciado, já mais oitentista, com muito uso dos vocais de apoio. “See The Light” é a próxima, um lance bem Gamma Ray. “Open Your Eyes” já uma faixa mais hard rock, um tanto quanto cadenciada, uma música mais alegre com excelente melodia, bem cativante.
O Jaded Heart sempre deu muita ênfase nas construções melódicas, não há absolutamente nenhuma música “sem sal” nesse play, mas observamos uma estrutura até certo ponto utilizada por eles, uma introdução pesada pra logo depois cair numa parte mais lenta com vocais (a próxima, “My Eager´s Red”, segue por ai também).
“Always On My Mind” vem logo a seguir, um pouco mais leve que as demais, mas não chega a ser uma balada, um hard mais leve. Em “Heavenly Devotion”, a banda já segue um caminho mais moderno. Depois temos uma das melhores do álbum, “To Please And Give In” temos um hard/heavy bastante empolgante com uma introdução em escalas pentatônicas, refrões fortes e interessantes linhas melódicas.
“Hellucinate” já tem um clima mais bonjoviano (lembra de “Runaway”?) com guitarras retas fazendo contraponto com teclados na introdução, e no pré refrão cai o andamento para servir de ponte ao refrão interessante.
E por fim, o álbum fecha em “Crush That Fear” que se trata de uma música de clima mais existencial na linha do Queensryche.
A banda tem uma personalidade forte, vemos excelentes refrões e linhas melódicas de vocais, vocais de apoio muito bem encaixados e criativos assim como os solos e assimilação de outros estilos paralelos sem deixar despersonalizar o Jaded Heart além da produção, como disse, estar a 100%. Esse sim, um álbum que vale muito a pena adquirir.
(Fred Mika)
Site: www.jadedheart.de
Sexto disco deste grupo inglês de AOR, com fortes influências do rock progressivo e em alguns momentos caindo para o pop rock, ora lembrando Marillion e Kansas.
Gary Chandler (g/v), Martin Orford (tc), John Jowit (b/v) e Stephen Christey (bat) são os caras que fazem parte desta gravação, sendo que o guitarrista Gary Chandler é o homem por trás das composições do grupo.
O grupo no início de sua carreira ficou conhecido como uma promessa de um novo progressivo, mas enveredou para outras praias deixando alguns fãs meio descontentes.
Como ainda não ouvi os discos anteriores... vamos ao disco em questão. Analizando pelo lado AOR, um disco com bonitas composições, destando “What Goes Around”, “Asleep In My Hands” e “All You've Ever Known”, bom trabalho vocal e instrumental.
Para quem espera um prog rock vai se decepcionar, pois, pelo que parece, o Jadis escolheu um caminho diferente para suas músicas. Está aí talvez algo a ser discutido entre os próprios fãs. O que é melhor?! Continuar fazendo o mesmo som que não vai acrescentar nada de novo (se eu citar alguns grupos os fãs não vão gostar) ou todo o disco ser tratado como uma nova criação, sem comparação com o passado, como se fosse um novo grupo que você estivesse ouvindo?!
Algo para se meditar.
(Bob Riot)
Site: www.jadis-net.co.uk
"Degradation Trip" é o segundo álbum solo do guitarrista do Alice in Chains, Jerry Contreel. Para gravar esse CD, ele chamou Mike Bordin para a bateria ( Faith no More / Ozzy ) e Robert Trujillo para o baixo ( Suicidal Tendancies/ Ozzy/ Metallica).
O próprio Jerry Contreel é quem faz as guitarras e o vocal da banda. A diferença entre esse álbum e o primeiro solo dele, "Boggy Depot" (que saiu nacional) é enorme. Este disco sem dúvida é o melhor trabalho em toda sua vida . Este álbum e tão grande, que está acima de muitos clássicos do Alice in Chains.
Muitas bases de guitarras fortes e poderosas, que fixam na mente de quem as escutar, como nas músicas Bargain Basement Howard Hugles, Anger Rising, Hellbound, Castaway, Chemical Tribe, Spiderbite e Locked One; e contendo, no mesmo álbum, músicas melódicas, lentas com muitos acordes e dedilhados bem harmônicos como em Psychotic Break, Angel Eyes, Solitude, Give It A Name e Gone, o ponto forte ficou para o vocal de Jerry Contreel; uma beleza lírica é combinada perfeitamente com uma vocalização bem harmônica.
(João Fera)
Quando me deparei com a capa desse álbum, Rebel Within, achei que era de alguns desses guitarristas virtuosos como Vinnie Moore, Greg Howe, Brad Gillis, entre tantos outros que lançam seus álbuns solo esporadicamente devido ao desenho da guitarra ao centro. Mas não, Jesse Damon faz um hard rock com muita influência de rock n´roll puro e blues rock como o Whitesnake em início de carreira mas que muitas vezes se esbarra no hard rock festivo californiano dos anos oitenta. Rebel Within foi gravado nos estúdios Fort Rocks de Los Angeles, talvez daí esteja muito a ver com essa influência do hard rock californiano oitentista.
As músicas são bastante criativas e diversificadas merecendo uma rápida análise faixa por faixa, vamos a elas: a primeira faixa, “Cry Out Loud”, é puro hard rock, uma música intensa e bastante animada. A faixa seguinte, “Pretty Girl”, já segue uma linha mais rock n´roll com piano, como disse, algo como Whitesnake em seu início. “Goin´ Crazy” é meio na linha do Bon Jovi antigo, “All That I Am” é uma faixa sobre medida para as rádios, em alguns momentos até lembra Pearl Jam, aliás, o timbre de Jesse Damon (que além de guitarrista é vocalista) se assemelha bastante ao de Eddie Veder.
“Livin´ On The Edge” que é um título de música já muito usado segue uma linha mais AOR, um hard rock mais light na linha do Jouney, interessante essa faixa. Refrões fortes e melódicos e violões nas partes mais light além de contrapontos dos vocais lembrando um pouco a antiga banda Heart.
“Lethal Rebel” é um hard rock arrastadão e dramático porém sem muitas guitarras pesadas. Uma música mais melancólica. “Hell Hole To Heaven” é a mais rápida do cd, um rock n´roll de andamento acelerado na linha de “Kickstart My Heart” do Motley Crue. As duas faixas seguintes, “Change In My Life” e “Carry On”, já são algo mais pop, algo mais na linha do Bon Jovi nos dias atuais. Por fim, “Victim Of Madness”, volta ao hard rock mais cadenciado, arrastado.
Resumindo: é um trabalho bem produzido e bastante eclético onde todas as músicas recebem tratamento especial e com passagens bem criativas. Indicado para os fãs de hard rock, do rock AOR, do rock n´roll mais rockabilly e do hard mais pop.
(Fred Mika)
Site: www.jessedamon.com
Outra banda americana de Doom Metal que integra as fileiras do selo I Hate Records (Suécia), peso pesado no estilo. Sua primeira gravação foi um split Cd em 2007 com o Pagan Altar.
A líder e vocalista Jex Thoth tem em seu time, Silas Paine (guitar/bouzouki/flute), Grim Jim (bass/guitars), Zodiac (keyboards/studio wizardry) e Johnny Dee (drums/percussion).
O grupo faz um doom metal em alguns momentos mais voltado para o progressivo, se preocupando com a técnica, tanto vocal, quanto instrumental. O vocal, por conta de Jex, é o destaque no meio do som pesado do grupo.
“Separated At Birth”, baixo aparecendo com força no meio da interpretação de Jex, “Warrior Woman”, “The Damned And Divine” são algumas de suas faixas. Outro bom grupo com vocal feminino no pesado mundo do Doom Metal.
(Bob Riot)
Joel Moncorvo é um músico de Salvador que teve seus primeiros contatos com a música, aos sete anos, quando teve suas primeiras aulas e participava de corais e oficina de música na escola. Em casa, recebeu apoio de seu pai, tanto moralmente como financeiramente e de sua mãe, musicista, professora de piano clássico, além de o incentivar e instruir na vida musical.
Ao nove anos ganhou seu primeiro baixo e formou sua primeira banda de rock, iniciando sua carreira musical. Daí em diante foram vários projetos, pesquisas e bandas. Formou a sua banda de rock progressivo Slow, em 1992, participou da banda de rock Dimy Ruffo, foi vocalista e baixista do grupo de Death Metal Kaddish, e integra atualmente a UnGodly, outra banda de Death Metal. Suas influências vão desde a música erudita até o metal extremo.
Muito Além do Som tem um som que não agradará aos roqueiros mais fervorosos, pois, além de ser um disco instrumental enraizada no contrabaixo, a vertente sonora musical é o jazz-funk. Ouvido o álbum me lembrei de outro grande músico brasileiro, o baixista Celso Pixinga, que também decidiu enveredar para a música instrumental brasileira.
Além do jazz-funk, Moncorvo incorpora alguns elementos da música brasileira em suas composições, deixando-a como excelente fundo incidental. O encarte surpreende pelo tamanho, com várias fotos e pequenas descrições das composições, além dos músicos envolvidos.
As composições são bem homogêneas, de modo que não há destaque para esta ou aquela. Um disco recomendado para os apreciadores do rock progressivo dentro dos parâmetros que citei anteriormente. Além de mostrar a tamanha competência deste músico brasileiro, é outra grande aposta na música instrumental nacional.
Outra informação que merece destaque é a participação de Moncorvo no desenvolvimento da pesquisa, “O Contrabaixo e a Criança Surda”, no Centro de Atendimento ao Surdo, em Salvador, na qual estuda as possibilidades de como o contrabaixo pode auxiliar as crianças portadoras de surdez no desenvolvimento de sua sensibilidade auditiva/corporal.
(Bob Riot)
Site: www.joelmoncorvo.com
MySpace: www.myspace.com/joelmoncorvosolo
Esse CD é a prova viva de que existem os que “Querem Ser” e os que “São”. No caso de Jon Oliva ele faz definitivamente parte dos que “São”! O segundo disco de seu projeto solo realmente é ótimo, com um grande nivelamento entre todas as faixas do CD. Muitas delas são creditadas Tudo tem início com “Through The Eyes Of The King” – puro Savatage, com inevitáveis (para não dizer descaradas) referências à música “Hall Of The Montain King” do disco Homônimo.
Na seqüência temos a faixa título, com uma pegada pesada, empolgante e de passagens trabalhadas. O disco segue em alto nível com – entre outras – destaque para as faixas “Time To Die”(fantástica, cortante e pesada), “The Answer”(melancólica), “Push It To The Limit” (outra aula de peso), “Timeless Flight” (que inicia lenta e calma, com uma levada e clima bem Beatles, e que torna-se pesada e refinada no seu decorrer), “Holes”(bastante cadenciada e mais uma vez com inegáveis toques de Savatage), “End Times” (excelente música, com passagens quase épicas e muitas melodias instrumentais) e encerra com a ótima balada “Still I Pray For You Now”.
Um CD realmente difícil de ser definido em palavras, e que deve ser ao menos conferido por quem aprecia – sobretudo – música de qualidade. E qualidade é que não falta aqui!
(Eduardo Garcia Carvalho)
O currículo de Jordan Rudess fala por si só, tocou com inúmeros artistas como Dregs, David Bowie, Vinnie Moore, Liquid Tension Experiment, e desde 99, com o Dream Theater, são mais do que suficientes.
Este é mais um disco solo da carreira deste que é considerado por muitos como o melhor tecladista da atualidade e com certeza o é. Para os afeitos ao instrumento, Prime Cuts, trás o que há de melhor, chegando a lembrar a época áurea do rock progressivo, com Rick Wakeman e Keith Emerson sendo os grandes nomes da época.
O álbum abre com “Universal Mind” que recorda o Liquid Tension, “Faceless Pastiche” ataca lembrando Emerson, Lake and Palmer, que é homenageado com uma versão de “Hoedown”, “Beyond Tomorrow” trás um vocal e um trecho da música muito parecida com uma música do Alan Parson’s Project.
No geral é um excelente álbum para quem curte o progressive rock, desde as influências clássicas, passando pelo jazz até o progressive metal.
(Bob Riot)
Site: www.jordanrudess.com
Imagine um timbre de vocal que é a mistura entre David Coverdale e Ronnie James Dio, esse é Jorn Lande. Seu projeto é batizado simplesmente de Jorn (com exímios músicos por sinal). E eles são: Tore Moren e Jörn Viggo Lofstad (guitarras), Steinar Krokmo (baixo) e Willy Bendiksen (bateria).
Como não poderia deixar de ser, Jorn executa um hard rock clássico e um heavy metal tradicional bem a altura de seus inspiradores sem soar como mera cópia, pois o rapaz tem estilo próprio e personalidade marcante e muito feeling quanto à criação das linhas melódicas dos vocais. Live In America é um álbum duplo gravado no Center Stage, na cidade americana de Atlanta no dia 16/09/2006 e posteriormente mixado e masterizado na Dinamarca.
No total são dezessete faixas divididas nos dois cds, onde se misturam composições de Jorn com outros compositors de sua banda como “We Brought The Angels Down”, “Blacksong”, “Duke Of Love”, “Outto Every Nation”, “Godless And Wicked”, “Soulburn”, “Gonna Find The Reason” e “Out To Every Nation”, com composições de um de seus inspiradores mestres, o Dio, em faixas como “Straight Through The Heart” e “Lonely Is The World” e ainda faixas em que toca composições de Phil Lynnot (Thin Lizzy) como “Are You Ready” e “Cold Sweat”. Completam ainda o repertório uma cover de “Perfect Strangers” (Deep Purple) e os solos de do guitarrista e do baterista (ambos muito bem executados).
Mas um dos pontos mais altos (como mais alto se não há praticamente nenhum ponto negativo nesse lançamento?) desse petardo sonoro fica por conta da medley que fizeram do Whitesnake, uma escolha a dedo de várias excelentes composições da cobra branca como “Come On”, “Sweet Talker” e “Crying In The Rain” (dos primeiros álbuns do Whitesnake) além de “Here I Go Again” e “Give Me All Your Love” (do álbum Whitesnake 87).
Perfeito. O mais impressionante é que nas músicas do Dio, Jorn Lande encarna o próprio assim como faz também nas composições de Coverdale (é realmente difícil até para um fã saber quem é Dio ou Lande ou ainda quem é Coverdale e Lande). Ao meu ver, esse é um dos melhores vocalistas do hard e heavy rock mundial que surgiu recentemente. Fantástico.
Esse é um típico álbum que só se pode recomendar o ouvinte a adquiri-lo, pois não compensa discorrer faixa por faixa já que todas são magnânimas e muito bem executadas e onde, praticamente não há nenhuma música pior ou mais fraca estruturalmente. As faixas compostas pela banda Jorn são ótimas, nada a devendo aos seus ídolos (Whitesnake, Dio, Thin Lizzy e Deep Purple) cujos quais a banda presta uma honrosa homenagem.
É uma aula de composição, de interpretação, de execução instrumental, de bom gosto quanto à escolha das covers e de produção geral (o encarte é maravilhoso).
É um lançamento para se figurar entre os melhores cinco lançamentos de 2006. É uma das melhores sacadas da Hellion Records em licenciar e lançá-lo nacionalmente.
Recomendo a todos fãs do bom hard rock e do heavy metal tradicional de todos os tempos. Uma justa homenagem aos ídolos e por conseqüência, aos fãs dessas bandas e do Jorn também.
Perfeito em todos os sentidos.
(Fred Mika)
Site: www.jornlande.com
Lá vem ele com seu velho companheiro Jörn Viggo Lofstad (guitarra), que utiliza timbres muito bacanas, além de Tore Moren (guitarra), Morty Black (baixo - TNT), Willy Bendiksen (bateria) e o já consagrado Don Airey (teclado - Ozzy, Rainbow, Ten). As composições estão seguindo uma linha hard, mas bem diretas e sem muitas firulas.
Temos várias faixas que poerão ser eleitas como destaques como “We Brought The Angels Down” é esplendida e algo épica, com passagens cheias peso. Lande que sempre foi lembrado pela similaridade com David Coverdale, e “Duke Of Love” faz jus a esta comparação, pois, além da voz, traz também algo do blues tão bem explorado pelo Whitesnake há décadas.
Das 10 faixas, temos duas músicas já conhecidas por quem curte rock´n´roll há algum tempo: um interessante cover para “Are You Ready”, clássico setentista do grande Thin Lizzy, além de uma versão mais atualizada para “Starfire”, que é do primeiro álbum-solo de Jorn.Jorn Lande sempre procurou colocar elementos diferentes em suas canções, tornando seus álbuns relativamente distintos entre si. Mas creio que “The Duke” seja seu trabalho mais consistente, puro, pesado, repleto de melodias e com vocais marcantes.
A vibração com que este cara canta é contagiante, não há como deixar de ser o centro das atenções.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.jornlande.com
Coletânea que reúne grandes músicas já apresentadas em trabalhos anteriores, que em alguns casos foram regravadas e em outras seguem sua versão original.
É mais que claro, que aqui se faz presente seu Hard’Heavy característico de sempre, as composições nem preciso dizer que são da melhor qualidade. Jorn que lembra muito Coverdale, sem ser clone, mostra que pretende sempre seguir uma linha mais original possível.
Todas as grandes faixas da carreira solo de Jorn estão presentes, portanto você já sabe bem o que vai encontrar pela frente. Os músicos que acompanham Jorn, também são todos muito competentes e abrilhantam ainda mais o trabalho por ele executado.
Para quem não conhece o trabalho deste excelente vocalista, esta é uma boa pedida para se interar.
(Adriano Gandolfi)
O multi-bandas Jorn Lande vem crescendo eu sua carreira solo e alcançando fatias maiores do mercado. Agora, ele ousa e lança dois discos simultaneamente pela Frontiers. Unlocking The Past é um disco de covers de bandas e músicas que são referência para Jorn.
Aqui se fazem presentes: Burn (Deep Purple) e Fool For Your Loving (Whitesnake), ambas com vocal de David Coverdale, sua maior influência; Lonely Is The World / Letters From The Earth(Black Sabbath) e Kill The King (Rainbow), ambas com vocal de Dio, segunda maior influência. Além de outras, como Perfect Strangers do Deep Purple, On And On (MSG), Feel Like Making Love (Bad Company), Naked City (Kiss) e encerrando, The Day The Earth Caught Fire (City Boy).
É indubitavel a competência de Jorn, porém em algumas faixas a banda não conseguiu seguir o mesmo padrão das execuções originais, mas mesmo assim Jorn não deixa de brilhar e ter performances inspiradíssimas. As melhores performances sem sombra de dúvida ocorrem quando ele interpreta suas maiores influências, Dio e Coverdale.
As demais são boas e valem a pena a conferida. Fica implícito que a fonte onde Jorn bebe é o final da década de 70 e começo da de 80, pelas músicas aqui apresentadas em suas respectivas épocas. Excelente trabalho.
(Adriano Gandolfi)
Os rocks AOR que caracterizaram e caracterizam o Journey estão de volta em “Generations”, um dos melhores CDs já lançados pelo quinteto nos últimos anos. Como bônus, algumas das músicas não foram cantadas por Steve Augeri, mas sim pelos outros membros, o que mostra a qualidade desta incrível banda.
Faith In The Heartland” é um rockão com refrão grudento, com Augeri como sempre detonando . “The Place In Your Heart” é saída dos anos 80, com a guitarra sempre eficiente de Neil Schon e os teclados de Jonathan Cain.
A surpresa começa em “A Better Life”, que conta com os vocais de Deen Castranovo (bateria), uma performance bem convincente, e uma faixa com leve acento pop. Jonathan Cain asume os vocais em “Every Generation” mais lenta e pesada. Quem gosta do Journey melódico e das baladas que sempre fizeram parte do repertório do grupo irá se deliciar com “Butterfly (She Flies Alone)”, “Knowing That You Love Me”, e na lindíssima “The Pride Of The Family”, novamente cantada por Cain.
Mas desta vez, os rocks são prioritários no CD. Desde os que flertam com o pop, como “Believe”, como os mais pesados, como por exemplo “Out of Harms Way” – com riffs fortes e intensos, “In Self-Defense”, com o vocal de Neil Schon e uma das faixas mais rápidas já compostas pelo grupo, juntamente com a boa “Gone Crazy”, quase um country-rock, que conta com os vocais competentes do correto baixista Ross Valory. Um grande CD, mais pesado que seus antecessores, e mostrando uma banda que se re-inventa constantemente, sem perder sua identidade.
Este CD é recomendado antes de tudo para fãs do bom e velho rock and roll... e olha que eles estão sem Steve Perry.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.journeymusic.com
J. Rad é o guitarrista e mentor desse projeto (Jared Cannata é seu nome real). Os outros músicos são Jimi Cactus (baixo e vocais de apoio), DieZel, ou Jordan Cannata, (bateria e vocais de apoio) além do vocalista principal Gino Rudolph.
A banda, ou melhor, o projeto de J. Rad, faz um hard rock bem moderno, isso inclui sonoridades com um pé no som dos anos noventa até hoje. De qualquer forma é um trabalho em que os timbres foram muito bem estudado; as guitarras soam bem limpas (tanto as bases como os solos bem definidas), vocais bem mixados e os sons de bateria secos e igualmente bem equalizados.
A banda também prima por ir de encontro às raízes do country rock e folk norte-americano (como nas faixas “Senseless”, “The Truth” e “Guitar Boulevard” onde os dedilhados de violões são muito bem feitos por J. Rad) Gino Rudolph não é um vocalista que canta rasgado na linha dos habituais hard rockers norte americanos mas tem uma empostação mais na linha de Eddie Vedder (Pearl Jam) mesmo em faixas onde os riffs são do mais puro hard rock (“You´ll Never Leave Me Again”, “Chains Of Beauty”, “Scarred” e “Knockdown”) e o trabalho de baixo e batera á pra lá de correto.
Como disse, a sonoridade da banda é moderna, noventista, porisso não exclui semelhanças com o de bandas que fundem hard rock ao grunge como Alice In Chains (como as músicas “Killing Floor”, “The Game” e “Dumper”) onde lembra muito o timbre do vocalista do Alice In Chains. No total são doze faixas que variam entre o hard rock mais moderno, e outras mais influenciadas pelo rock grunge e outras ainda com forte conteúdo folk e country.
Uma mistura que pegou bem nesse trabalho. O encarte do álbum é bastante estiloso, com várias fotos bem produzidas do ensaio da banda além de fotos onde a banda se encontra sentada numa infinidade de cases de instrumentos. Sem falar que na foto que acompanha o fundo do encarte da caixa de acrílico são de vários cases onde cada um tem o nome de uma música do álbum. Uma sacada muito boa. É uma banda que demonstra ter muita atitude tanto quanto ao som quanto ao seu visual.
Depois desse álbum J. Rad ainda lançaria um cd demo de apenas quatro faixas (“Bleed For Me”, “Crazy About You”, “Give It To Me” e “The End”) que será o preview do novo álbum com dezesseis faixas que está planejado para ser lançado muito em breve, pois a banda (ou projeto, como queiram) já se encontra no estúdio gravando. A julgar pelas músicas do cd demo, o novo trabalho deve vir similar a Lonely Winter, o que significa que é coisa boa.
(Fred Mika)
Site: www.jradrocks.com
MySpace: www.myspace/jradlive
Judas O Outro é uma banda cristã formada por músicos experientes como o baterista Walter Lopes (que além de professor, é compositor e produtor), pelo baixista Dalte, pelo vocalista Anselmo Santos (que também é compositor e produtor e ex-integrante da banda Patmus) e pelos guitarristas Ivan (ex-integrante da banda Dracma e também produtor) e Filipe (outro que também é produtor, além de compositor).
A banda foi fundada no final de 2001 por Walter Lopes (que também foi fundador de uma outra banda cristã, o Oficina G3) mas outro integrante bastante conhecido no mercado gospel, Anselmo Santos, só foi entrar na banda em 2003.
O nome da banda, Judas O Outro, é uma não referência a Judas Iscariotes como eles mesmos definem: “Quando ouvimos falar em Judas, automaticamente fazemos uma ligação ao personagem de Judas Iscariotes, o traidor. É incrível como somos levados, mesmo sem querer, a preconceitos de quase tudo e todos e é contra essa mentalidade retrograda, que veio o nome da banda, sempre dando direito a credibilidade indistintamente de raça, cor ou credo e visamos princípios, cultura e cotidiano em nossas letras, ou seja, de fobias, a dificuldade do ser humano face as desigualdades sociais, ansiedade para um futuro melhor, etc”.
Quanto ao encarte, este se apresenta num desenho gráfico bem moderno assim como o som, na linha grunge com um pé no punk e hardcore e um pop até mais pesado (imagine uma mistura de Nirvana com Rappa com Raimundos), com muitas guitarras pesadas (afinação baixa), porém com bases retas alternando bases mais pesados com alguns momentos mais leves (uma fórmula que serve para quase todas as faixas). Há uso e abuso de alguns efeitos nas guitarras.
É um álbum bastante homogêneo, sem muita variação nas músicas. Ao todo são doze faixas com temas atuais que versam sobre o cotidiano do adolescente e jovem (seus mundo e angústias): “Meus Sonhos”, “Silêncio Em Meio Ao Caos”, “Fobia”, “Jovem Demais”, “Paz”, “A Lei”, “Lembranças”, “O Que Você Vê”, “Nunca É Tarde Para Sobreviver”, “Engano”, “Minha Fé” e “É Preciso Nascer De Novo” porém sempre com a sensação que fica no ouvinte de que tudo é parecido, sem novidades durante o play.
Resumindo: é um álbum pesado, com músicas pesadas que alternam em seus momentos (algumas partes mais leves), mas muito parecido, pouco criativo tanto como na construção das músicas como em variações entre as mesmas. O público adolescente que curte um som mais moderno deve gostar.
(Fred Mika)
Site: www.judasooutro.com
Thrash/Death Metal rápido, violento, preciso e cheio de riffs, esta é a proposta desta banda de Blumenau (SC), formada por Daniel Justen (v/b), Célio Jr (g), Fabrício (g) e Edinho (bat) que começou suas atividades em meados de 2004.
Juggernaut significa uma grande massa de destruição. Seu nome também foi usado para designar um tanque militar da década de 40. A influência do grupo vem de grupos como Destruction, Kreator, Death e Sadus.
Em “Lines Of The Edge”, o primeiro álbum da banda, lançado no final de 2006, o grupo realiza concretiza sua proposta trazendo músicas agressivas e riffs caindo pelas tabelas.
As composições, na sua maioria, são compostas por Justen e Célio (que também concebeu a capa do disco), ressaltando “Greed Is My Name”, “Lines Of The Edge” e “Holy Lie”.
Juggernaut é mais um bom grupo surgindo no cenário thrash/death, não trás nenhuma fórmula milagrosa, nem inventaram a roda, mas tem tudo que o headthrashers adoram ouvir, aprenderam bem as lições de casa e agora estão aí para mostrar o que aprenderam.
(Bob Riot)
Site: www.juggernaut.com.br
Trabalho solo do baterista do Shinning Star, com sons instrumentais bem desenhados e de agradável audição vem mostrar a sua competência, sem se fixar no virtuosismo exagerado, ampliando apenas as suas participações em faixas muito bem desenhadas e que tendem mais para o trabalho de um guitar hero.
Apesar de conter 11 faixas, o cd tem apenas 35 minutos, o que faz com que não seja cansativo, a dupla competente que o acompanha dá ainda mais brilho ao trabalho.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.jcolombo.hpg.com.br
Temos aqui um trabalho bem interessante. O trio Junk Farm foi formado na Alemanha em 2001 pelo tecladista Berthold Fehmer e pelo guitarrista Benjamin Schippritt com a idéia de serem o melhor trio de jazz da cidade de Ruhrgebiet. Pouco tempo depois, encontraram na pessoa do baterista Michael Sticken o membro ideal pra finalizar o trio e por fim, a banda se tornou uma mistura impar quanto ao seu som.
O Junk Farm combina jazz e funk com riffs de heavy metal além de outras sonoridades, e uma demonstração de virtuose de todos os músicos. Melodias interessantes do rock e funk alternam com harmonias dissonantes do jazz e tudo isso apoiado em bases poderosas, solos de guitarra limpos e muito, mas muito groove.
Não há nada de tradicional aqui, experimentalismo é a palavra de ordem, há musicas instrumentais a la Satriani (embora com mais aclimatações e quebras de ritmos), funks com bases pesadas (até trechos de bossa nova vemos aqui), uso de backing vocais, bases de heavy metal em algumas introduções e logo caindo pro rock progressivo com quebras de andamento e de ritmos dentro de um mesmo andamento, aclimatações, melodias interessantes, e com vocais do pop rock a la Simply Red e outras vezes com vocais meio Dave Lee Roth, etc.
Trata se realmente de uma sonoridade riquíssima e única. E um tipo de som que nunca será repetitivo devido à imensa quantidade, e qualidade, de detalhes e ritmos adicionados, tornando a banda detentora de um estilo quase indefinível.
A parte lírica é um humor apimentado, sarcástico; assim como a parte gráfica do encarte. O álbum contém desenhos e fotografias que apontam para o bom humor debochado do trio.
A gravadora canadense Unicorn Digital Records merece os parabéns pela descoberta de novas e excelentes bandas, em especial a bandas de rock progressivo e de sons experimentais como nesse caso e, todas elas sob uma produção digna de tirar o chapéu.
Se você procura por um som mais tradicionalista mesmo que não importando o estilo, certamente não vai gostar desse trabalho, pois não é algo definível e sim uma mistura exótica e bem feita. Tem de ouvir sem qualquer preconceito estilístico.
Mas é indicado para aqueles que querem fugir de clichês e desejam pesquisar e investir em misturas entre vários estilos (e muita mistura como vemos por aqui nesse trabalho) num registro bastante rico do ponto de vista musical.
Um ponto muito positivo que vale novamente a ressaltar, a produção é de primeiríssima qualidade, em qualquer sentido.
(Fred Mika)
Site: www.junkfarm.de
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© 2010 by Bob Riot