Esta banda mineira surgiu em 2002, com o nome de Neverland, que foi substituído ainda no mesmo ano em homenagem à obra de J.R.R. Tolkien. A obra do autor serve de inspiração e apoio para as letras do grupo, tratando de assuntos inerentes ao ser humano e o mundo real, como a pertubação mental. o inferno psicológico, a insanidade em forma poética a apologia pela necessidade de se sonhar e não se apegar tanto ao materialismo, o que dá um grande leque para a criatividade.
A formação atual conta com Leonaldo Oliveira (vocal), Wesley Martins Soares (guitarra), Alan Wagner (guitarra), Michel Aguiar (baixo), Marcelo Benelli (bateria) e Dênnis de Souza Paiva (teclado), e influências que vão de The Beatles a Blind Guardian. A banda já havia lançado um disco em 2005, chamado of Bards And Madmen.
Guitarra pesada, parecendo em algumas vezes com a de Zak Wylde, como em “My Mind In Mordor”, e outras boas músicas como “Hobbit’s Song” e “Some Ways Back No More”. Bom grupo na linha do Folk Metal, mostrando que os grupos brasileiros possuem qualidade e variedade dentro do Heavy Metal.
(Bob Riot)
MySpace: www.myspace.com/lothloryenband
Muito interessante o trabalho, um álbum homônimo do The Lou Gramm Band, uma mistura de rock AOR, blues e hard rock, um cruzamento de algo como Survivor, Bryan Adams e ZZ Top.
Logo na primeira faixa, “Baptized By Fire”, já se tem esse hard AOR vigoroso, porém a idéia principal é o foco melódico, ou seja, bastante e bem trabalhados vocais de apoio contando com uma ótima produção bem polida pronta a extrair o melhor da banda.
A segunda faixa, “Made Do Be Broken”, segue no mesmo esquema, vocais fortes e refrões marcantes com um vocalista, o próprio Lou Gramm, que tem um timbre bem agradável e domina bem as técnicas vocais e de excelente interpretação. “Willing To Forgive” já é uma balada alegre com um refrão igualmente pegajoso das anteriores no melhor estilo Bon Jovi. Méritos para a dupla de guitarrista, Don Mancuso e Richard Gramm (este último também responsável pela gravação dos baixos neste álbum).
“That´s The Way God Planned It”, uma cover de Billy Preston, é um hino, climático e poderoso com andamento cadenciado e alegre que faz o apoio ideal para a voz de Lou e ficou muito boa essa regravação bem como a regravação seguinte, “(I Wanna) Testify”, dessa vez uma cover de Deron Taylor e George Clinton, um blues rock da melhor estirpe e com a presença de vocais de apoio femininos, condensado, forte, espirituoso.
Clima forte são as duas faixas seguintes, “So Great” e “Redeemer”, ambas com andamento meio tempo, porém com guitarras marcantes, solos incisivos e melódicos, uma boa aclimatação nas pontes além de refrões que grudam na cabeça do ouvinte logo na primeira audição principalmente a primeira. Perfeitas. Na seqüência já emendam “Single Vision” e “Rattle Yer Bones”, alguém ai se lembra de Joe Cocker?
“You Saved Me” é uma balada, mas dessa vez já mais leve e mais nostálgica que as anteriores contando somente com piano, teclados e voz e somente no segundo refrão que aparece a sessão rítmica e solo de guitarra e que finaliza num excelente coral repetindo os refrões no final dessa composição.
Em relação a essa sessão ritmica, Ben Gramm (bateria) e Richard Gramm (baixo) são eficazes mas econômicos, se adequando bem ao estilo cortando as firulas e fazendo somente o essencial.
A ultima faixa do álbum, “It´s Not Too Late”, é um rock n´roll visceral só que mais polido com presença de teclados e ainda contando com uma boa estrutura dos vocais de apoio e variados arranjos bem ao gosto e bandas de hard AOR co mo o Survivor que citei aqui antes.
Resumindo: são doze composições variadas, bem estruturadas com referências ao estilo e às bandas aqui descritas. Enfim, um som agradável e animado que funciona tanto ao vivo como para ser curtido no cd player em uma longa viagem.
Mixagem e masterização bem feita e encarte idem. Se você não conhece The Lou Gramm Band e curte AOR rock de bandas como Survivor, Journey com um pé no blues rock ou algo mais na linha do hard pop como Bryan Adams com certeza vai gostar desse lançamento. Está a altura desses citados.
(Fred Mika)
Site: www.lougramm.com
Formado em 2004, nos Estados Unidos e com duas demos na bagagem, o quinteto Lick The Blade solta seu primogênito: "Graveyard Of Empires" cheios de boas intenções que acabam se perdendo devido à falta de originalidade do grupo. Não sei se "originalidade" seria a palavra certa, pois existem muitas bandas que são cópias umas das outras e se saem muito bem nesse papel, o caso que eu posso citar aqui é o do Krokus, que embora já tenha enveredado pelos mais diversos caminhos no Rock, ficou estigmatizado como "cópia do AC/DC".
Citações à parte, o caso aqui é que eles são mais uma banda que copia o Iron Maiden. Aquelas clássicas dobras são "emuladas" pelo Lick The Blade em profusão durante todo o álbum, mas sem a mesma classe. É só ouvir "Thanatos", "Graveyard Of Empires" e "Red Warning" para dizer: "Alguma música do Iron tem isso...".
O que diferencia aqui são os vocais, mais rasgados, porém enjoativos e às vezes, até irritantes. Ah, a intro me lembrou o começo de "Deny The Cross", do Overkill.
(Rodrigo Ribeiro Freitas)
Depois de 4 demo-tapes este é o álbum de estréia deste trio gaucho de Pelotas formado por duas irmãs, Fernanda Gomes (baixo e vocais) e Debora Gomes (guitarra), além de Marcelo Indio (bateria).
A banda que já está na batalha desde 97 mostra em seu debut um Heavy/Thrash bem orgânico e que funciona bem em suas 11 faixas. Os vocais de Fernanda são bem gritados e rasgados, mais ou menos uma versão feminina do primeiro vocalista dos oitentistas do Exumer (Mem Von Stein) só pro leitor se situar. O som da banda às vezes me remeteu ao Cirith Ungol, mas com uma roupagem mais atual e sonoridade mais thrash mesclado ao metal tradicional.
Boas idéias de riffs combinados com boa cozinha e mais os vocais agressivos de Fernanda fazem deste em debut álbum promissor, que venha mais!!
(Pepinho Macia)
Site: www.losna.com.br
MySpace: www.myspace.com/losnathrash
Este é o segundo álbum desta competente banda paulista de Heavy Metal que traz em seu som fortes influencias de Thrash Metal principalmente por conta dos agressivos e gritados vocais de Leandro Novo e de algumas passagens aceleradas de bateria.
No geral o álbum traz um material muito consistente, bons riffs e ritmos quase sempre quebrados. Na parte instrumental o que se ouve é metal pesado e moderno com influencias de Nevermore e Morgana Le Fay entre outros.
Talvez se os vocais fossem mais cantados (como na faixa Heartbeat) do que berrados a banda poderia alcançar melhores resultados, mas no geral o que se houve é uma ótima banda que tem muito potencial e lançou um bom álbum.
Aprovado!!
(Pepinho Macia)
Site: www.lifetimes.com.br
MySpace: www.myspace.com/lifetimesmetal
Progressive metal alemão, que apesar de rodado, formado em 1993, tem cinco discos lançados. Composto por Tobias Althammer (vocal), Markus Ullrich (guitarra), Kai Schindelar (baixo), Jürgen Schrank (bateria) e Richard Seibel (teclado).
Grupo que traz algumas composições legais, misturando elementos de thrash, death, e metal oitentista, Tobias canta bem, com influência de Geof Tate. “Another Golden Age”, com refrão destacado, “The Unrestrained”, mais pesada e com bonito backing, com cara de Iced Earth, “Shades Of Black”, mais agressiva, ou “Eternally”, balada com sax variando em cima do jazz.
Bom disco para os fãs do metal prog.
(Bob Riot)
Site: http://www.lanfear.eu
MySpace: http://www.myspace.com/thelanfear
Com influências de Slayer, Sepultura e Pantera, esta banda de Thrash Metal, formada em 1996 na cidade de Porto Alegre (RS), já tem em sua discografia, dois CDs Demo e um álbum lançado em 2004, Infinite Life After Death.
Com a perda de um de seus fundadores, o guitarrista Rogério Sebrão, em 1999, ficaram parados até o inicio de 2000, tendo trabalhado com vários guitarristas freelancers. Over the Grave, segundo disco do grupo foi lançado em 2008, tendo como músicos, Rogério Pires (vocal/guitarra), Hércules Priester (bateria, irmão de Aquiles Priester do Angra), Gustavo Strapazon (guitarra) e Eduardo Martinez (baixo).
Alguns convidados especiais, estão presentes no disco, como Marcelo Pompeu (Korzus), que também produziu o disco junto com a banda, Heros Trench (Korzus), Vitor Rodrigues (Torture Squad) e Nando Fernandes (Hangar). O disco abre com “Cleaning The Congress”, uma ignorância sonora (no bom sentido), e pelo título, já dá pra sacar que tem muita sujeira pra limpar, mas deveria ser de outra maneira, não de forma violenta.
“Prisoner Of The Past” vem com introdução Groove Metal, e caminha para outra cacetada nos ouvidos, e continua a saga metálica com “All You Can Buy”, “Human Hunt”, outra com levada groove, como também em “Alone In The Crowd”, com refrão marcante. “Home War Drug Rules”, outra música matadora, grande riff de guitarra e baixo em destaque, “Insane Society”, critica à sociedade com relação a violência banalizada.
Thrash com muita energia em suas composições, com letras agressivas, assim como seu som.
(Bob Riot)
Site: www.lapide.com.br
Quarteto sueco que iniciou carreira em 2004 teve sua formação estabilizada quando guitarrista (aqui também vocalista) Martin Bengtsson deixou Arch Enemy/Armegeddon e tornou-se seu componente juntamente a guitarrista Fredrik Nordstrandh, baixista Martin Karlsson e baterista Robert Persson.
Basicamente eles tocam o bom e velho metal tradicional, meio estranho para quem veio de um estilo tão diferente, com músicos competentes e composições vigorosas, refrães pegajosos e música boa prá banguear e “cantar junto”, com leve porém nítida intervenção de teclado em várias composições, que dá um certo ar de hard rock na melhor escola do seu país, com uma cozinha sólida, porém sem muita variação e um duo de guitarras muito competentes alternando solos muito bem dosados e com melodia e Martin supreendentemente é um bom vocalista, lembrando em vários momentos inclusive Johnny Gioeli (AXEL RUDI PELL) sem resquícios do passado.
Nada inovador ou que vai mudar o destino da cena metálica, mas um ótimo trabalho e que encanta pela boa produção e principalmente pelas onze cativantes músicas.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.lechery.se
Depois de um hiato de doze anos o quinteto, um dos pioneiros do Thrash Metal Bay Area e que iniciou carreira em Berkeley,Califórnia, reuniu-se novamente em 2005 para apresentações no Dynamo Festival, num show em São Francisco em prol de doentes de câncer (incluindo Chuck Billy do TESTAMENT); num festival no Japão e algumas apresentações na Europa, incluindo o festival Keep It True, com o novo batera Sky Harris.
Depois de encararem estes anos de apresentações ao vivo com êxito, resolveram retornar ao estúdio em 2008 para gravar um novo trabalho com um bom punhado de grandes composições, seu sétimo álbum contando um álbum ao vivo.
Contando com co-produção de Juan Urteaga e o ex componente da banda, Scott Sargeant já de cara se percebe que os caras não estão nem um pouquinho empoeirados ou enferrujados - estes anos de teste lhes fizeram bem-é thrashão de primeira com muita energia e agressividade,aliados à uma produção atual que deixou tudo pesadaço na medida certa.
Musicalmente continuam latentes alguma características da banda, vocais rasgados porém audíveis (nada de berreiro), duo de guitarristas competentes e que a todo o momento empolgam com riffs peçonhentos e destroem na hora dos solos e uma cozinha que mantêm tudo no nível “bangin 9!”, thrash old school com alguma influencia atual(eles exageram na modernidade em “Liar”e afora o solo, a música é dispensável) porque com certeza os caras estiveram sempre antenados na cena.A versão digi-pack traz duas bônus gravadas ao vivo.
Ótimo retorno
(Eduardo de Souza Bonadia)
De boba, Lana Lane não tem absolutamente nada. Assumindo consigo mesma o “compromisso” de lançar periodicamente (de 2 em 2 anos, mais precisamente) um álbum no Japão, devido à enorme necessidade do publico local para ter seus trabalhos, a cantora apresenta mais um novo trabalho.
“Gemini” é a segunda coletânea de ‘covers’ da cantora. O álbum compila clássicos do Rock das décadas de 60 e 70, com os artistas escolhidos sempre em dose dupla, ou seja, 2 músicas de cada. Cream, Pink Floyd, Moody Blues, Heart, Jefferson Airplane e Foreigner foram as bandas eleitas.
São boas releituras, todas elas com sua concepção original preservada, apesar de algumas discretas alterações nos arranjos. E este talvez seja o maior mérito do álbum: um trabalho onde Lana não cai no equívoco de alterar nenhuma música, e ao mesmo tempo consegue imprimir seu estilo, que mescla o AOR ao Rock de arena, tudo regado a sua privilegiada e única voz.
Não podemos deixar de mencionar a retaguarda da cantora que reúne nomes de prestígio: o baterista Vinny Appice, o baixista Tony Franklin, o ‘guitar-hero’ George Lynch, o também guitarrista Mark McCrite, o vocalista Kelly Keeling, o flautista David Schiff, além é claro de seu fiel escudeiro, o tecladista e “faz-tudo” Eric Norlander, precisa falar algo mais.
Destaques para a faixa de abertura “White Room” (Cream), “Long Long Way from Home” (Foreigner), “Breathe Introduction” (Pink Floyd) e “Wooden Ships” (Jefferson Airplane).
“Gemini” é um bom álbum, de uma cantora que reúne talento e habilidade comercial.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.lanalane.com
De volta com um álbum de estúdio e com um bom time de convidados, que incluem os vocalistas Kelly Keeling e Marc McCrite, Lana fez um de seus melhores álbuns, abrindo com a épica “The Dream Never Ends” (destaque para os teclados de Erik e um bom trabalho das guitarras), seguido com a hard “Someone To Believe”, e passando pela belíssima balada “Our Time Now”, Lana e banda dão um show de competência, conseguindo ser cativante ao mesmo tempo.
Lana também mostra como fazer música pesada em “Summon The Devil” e na prog-metal “Keeper Of The Flame”, mas momentos de maior suavidade, como “No Tommorrow” e a excelente instrumental “The Vision” (com vocais apenas ditando a harmonia) são os destaques de um trabalho bonito, de extremo bom gosto.
Para encerrar o CD em alto estilo, a progressiva “We Had The World” e a balada “Dunsiane Walls”. Um CD com a cara de Lana, que a princípio não parece fácil de digerir... mas algumas audições atentas e sem preconceito irão mostrar o quão bela ficou esta obra.
Vai ser difícil Lana Lane lançar algo tão bom quanto este novo CD, por isso confira!
(Adriano Gandolfi)
Site: www.lanalane.com
A capa desse álbum homônimo engana, apesar de sombria a banda não faz um gothic-metal. A banda toca um hard/heavy metal ora pesadão, ora arrastadão, mas quase nunca mais rápido (somente as musicas “I´m On My Way” e “Living God” possuem essa característica), com muita melodia e muito bom gosto na criação das músicas, e haja musicas, são 16 contando com os quatro bônus tracks no final (que é o EP Ready Or Not).
Como faz parte do cast da Rivel nem precisamos comentar a produção, é algo que sempre é top mundial. Para se ter idéia do moral da banda basta reparar no pessoal que participou da gravação do outro álbum, o Last In Vain, se não vejamos: Ken Tamplin (produção), Martin Friedman (guitarra solo numa faixa), Jeff Scott Soto (vocalista numa faixa), Bob Rock (vocalista numa faixa) e Kee Marcello (guitarrista solo numa faixa), precisa dizer mais?
O vocalista Peter Stenlund possui um timbre bastante agradável e canta muito bem, escolhe certo as melodias (observe, por exemplo, as músicas “Wasting No Compassion” e “Feels Like Heaven”) além de estar amparado por bons e criativos vocais de apoio, ou backing vocais, como queiram.
Apesar das guitarras bases sempre serem arrastadas, elas não passam secas, sempre há uma sobreposição de uma guitarra fazendo um arranjo melódico e pequenos solos, ou seja, confere a banda uma riqueza de detalhes.
As baladas “More Than I´ll Ever Know”, “Healed By God” e “Oh Lord” são muito boas, podendo rivalizar facilmente com as melhores de Jeff Scott Soto, Extreme, Mr. Big & Cia, ou seja, uma balada feita por bandas de hard rock mais atuais. “Holy Spirit” há um solo meio vanhalenístico e “By His Grace” lembra os melhores momentos do Styx. “Evidence” é um hard-boogie. Como se é facilmente perceptível, o grupo nunca cai na mesmice mantendo sua própria cara.
Ouça, adquira e seja feliz.
(Fred Mika)
Site: www.laudamus.se
Hooligan (guitarra) e Neto (bateria), dois músicos experientes da cidade de Sorocaba (SP), formaram o grupo com o intuito de uma nova proposta musical e de se profissionalizarem. Recrutaram Wellington Moreira (teclado), outro experiente músico e, após alguns testes, o grupo estava completo com a entrada de Moysés Prado (vocal) e César Rodrigues (baixo).
O nome do grupo veio de uma droga chamada “laudanina”, utilizada medicinalmente e em cerimônias religiosas, que serviu como imagem para definir a arte, como fuga para amenizar os problemas do cotidiano. O grupo sofre influências de vários estilos, tendo como grupo comum, e principal inspiração entre seus integrantes, o Black Sabbath. A sonoridade do Laudany se aproxima mais do Gothic Metal.
Embora as letras e músicas tenham uma conexão, o disco não é considerado como conceitual e narra de forma espiritualizada a história do personagem principal, do nascimento até a morte e reencarnação, com instrumental alternando climas conforme as fases vão passando.
O clima sombrio e melancólico deste trabalho começa pela capa do álbum que diz muito por si só, excelente trabalho gráfico apresentado pelo grupo, mesmo de forma independente, com grande esmero. A qualidade sonora do disco também é de primeira, realçando o trabalho dos intrumentistas.
Faixas como “A Cold Whisper”, “My Dying Seeds”, “Foolishly Convinced” e “Invisible”, que é uma das cinco faixas retiradas do single de estréia que foram acrescentadas ao álbum, mostram de sobra o potencial da banda que deve agradar ao pessoal do gótico e doom metal.
(Bob Riot)
Site: www.laudany.com.br
A história do Lawmaker começa no final de 1997, com o objetivo de resgatar a essência do heavy metal trazendo peso e melodia lado a lado. Em 2000 lançam seu primeiro CD demo, Eyewitness, que teve excelente aceitação dos meios especializados. A banda fica inativa por algum empo e retoma suas atividades em 2002, sofrendo mudanças na formação que atualmente conta com Daniel Tonini (b), Wagner Pongeluppi (bat), Marcelo Trivelli (g), Daniel Muñoz (v) e Fred Jason (tc).
Look at the Sun, originalmente seria um CD demo, mas acabou se transformando em um EP ou MCD, tendo sido integrado nas trilhas sonoras de programas televisivos de esportes da Rede TV. Isto rendeu ao grupo a sua aparição na seção de reviews oficiais da Roadie Crew, a primeira vez na história da revista.
As composições do grupo se baseiam em letras positivistas com o instrumental viajando entre o heavy metal clássico, melódico e progressivo. A disco começa com a instrumental W.a.t.e.r.’s World como introdução à faixa “God’s Name in Vain”, o teclado dá um clima especial com bom ritmo de guitarra, forte refrão e presença de baixo.
“Train of Illusions” com riff de arrebentar, outra excelente letra com refrão pegajoso, e outra forte entrada de baixo, “Look at the Sun” seguindo a mesma linha, outra grande música, seguindo um pouco mais para prog metal, “I’m on Fire” e uma versão ao vivo de “Winds of Death”, lançadas no CD demo estão presentes neste EP/MCD, duas excelentes músicas que não poderiam figurar fora do trabalho do Lawmaker com certeza.
Grupo que sabe misturar com habilidade os clichês do metal, mas senti falta de um “algo mais”, que pode ser por conta da gravação do disco, um pouco mais de peso na guitarra ou uma melhor definição dos instrumentos, o que não descaracteriza a qualidade do trabalho. Com certeza vai gerar um belo full álbum com uma produção mais detalhada.
(Bob Riot)
Site: www.lawmaker.com.br
Banda americana de progressive metal, estado de New York, na ativa desde 2006 com Glenn Dagrossa (vocal), Ron Porcelli (baixo), Nick D’alessandro (bateria), Dave Mercado (guitarra) e Artie Dillon (guitarra) com influências de Iron Maiden, Queensryche, Dream Theatre, Fates Warning e Kamelot. Na formação atual sai Ron Porcelli e entrou Freddy Villano no baixo.
Já tocaram como banda de suporte de bandas como Winger, Kamelot, MSG, Finntroll, Firehouse e Dokken além de estarem escrevendo material para o próximo álbum.
Este disco foi lançado em 2007 e, tem em suas letras, interpretações de eventos históricos e mitos, tanto quanto comentários sobre o mundo onde vivemos, tornando-se uma história épica em seis canções.
Lazarus se assemelha, em muitos momentos, ao Queensryche misturado com Saxon, quando de suas tentativas no meio do progressive metal. Dagrossa tem em certos momentos uma mistura de Tate e Biff (tem um pouco do timbre).
Ouvindo “The Distance”, “Wings Of Avalon” e “Shades Of Time” dá prá sentir do que estou falando, todas estas músicas estão no site do MySpace do grupo.
Um informação, não confundir este Lazarus (Heavy/Power) de NY, com outros dois, um Thrash/Groove de Wiscosin ou um de Heavy tradicional do Oregon.
(Bob Riot)
Site: www.lazaruslive.com
MySpace: www.myspace.com/lazaruslongisland
Dentre as muitas e competentes bandas de heavy metal que surgiram no cenário norte-americano dos anos oitenta, este quinteto chamava a atenção não só pela sua musicalidade, mais porque foi uma das primeiras à utilizar-se de três guitarristas (na verdade, o vocalista original Michael Olivieiri tocava ocasionalmente); lançaram quatro álbuns - o primeiro mais cru trazia um metalzão bem Maiden e os próximos um som mais sofisticado e com produção melhor com um pé no hard rock, mas sem abandonar suas raizes, mas desapareceram subitamente em meio à desgraça grunge que “matou” muita gente boa; retornaram em 2004 com dois dos seus componentes originais, guitarrista Geoff Gayer e baterista Dean Roberts; completando o time estão guitarrista Eric Halpern , baixista Pete Perez (RIOT) e vocalista Wade Black(ex CRIMSON GLORY, hoje no SEVEN WITCHES), este ultimo deixou a banda depois de alguns shows.
Comparar este álbum seus antecessores é quase covardia pois da sonoridade antiga ficaram apenas alguns solos de guitarra, pois a sonoridade é moderna, a produção é suja, a afinação é baixa e nem Wade salva o trabalho, muito pula pula, muita agressividade gratuita e temos até composições totalmente descartáveis nas “lixosas” King Of The Ward e Institutions!!!Back to the roots guys!!.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.leatherwolfmusic.com
O Legion é uma banda de heavy/hard rock, formada em 1999 em Nova Jersey (USA) pelos guitarristas, Joe e Frank Adamo e pelo baterista Collin Bianchi. Escreveram e gravaram várias demos, tendo como idéia, criar um som clássico, poderoso e com estilo melódico, influenciado pelos grupos dos anos 70 e início dos anos 80.
Após uma longa procura por um vocalista, em 2001, Mike Bunk foi convidado para o posto e compromissado com o trabalho que estava sendo desenvolvido pelo grupo. Em 2004 gravam a demo do álbum “Shadow Of The King” e após várias resenhas favoráveis incentivou-os a terminar as gravações e lançado o disco independente em 2005.
Com a boa aceitação novamente, o disco foi remasterizado e relançado na Europa e Japão em 2006, tendo o grupo estado trabalhando e novas composições para um novo CD com provável lançamento em 2008.
O grupo tem influência dos grupos Rainbow, Deep Purple e Dio, “Shadow Of The King”, “Illusion”, “The Watcher”, “Deny Yourself” e “Medicine Man” podem ser ouvidas no site do MySpace. Outra música forte é “Colors (You And I)”. Outra referência é que o vocalista Mike Bunk, chega a lembrar Marc Storace (Krokus).
Para os amantes do hard/metal clássico, este é um disco para fazer festa da galera. Um adendo, o grupo está com novo vocalista, Chandler Mogel, que pela versão de Stormbringer no MySpace, vai encaixar perfeitamente no grupo.
(Bob Riot)
Site: www.legion-music.com
MySpace: www.myspace.com/legionnjusa
Formada em 2005, a banda começou sua com pequenas participações em Festivais de Rock e casas noturnas. Agora, sexteto mostra a cara com o CD ‘Livin´in Chaos’, com músicas inéditas. O cd foi lançado em 20 de outubro de 2007, e nele ficam claras as principais influencias do Lesbians que faz um hard rock calcado por grandes nomes do rock como: Guns N’ Roses, Aerosmith, Deep Purple, Black Crowes, entre outros mas com uma pegada sleaze-glam, também bem marcante.
Os integrantes que escreveram e compuseram todas as faixas, deixam claro que sua temática é falar sobre a vida, mostrando um pouco da filosofia da banda. O nome da banda, que muitas vezes gera curiosidade, na verdade é um protesto bem humorado para quem ainda torce o nariz para as calças justas e cabelos compridos, life style de todos os roqueiros do mundo.
E é muito claro o recado dado pela banda que com competência traz seu hard de forma bastante cativante e empolgante mostrando bom potencial para permanecer na cena.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.rocklesbians.com
Grupo natural de Amparo (SP), iniciou suas atividades em 98 e antes do lançamento, deste seu primeiro álbum, lançaram dois CDs Demo, um homônimo em 2002, e outro chamado Mephisto em 2004, tendo sido destaque em várias publicações dedicadas ao heavy metal. Começaram tocando em sua região levando-os à abertura de shows de bandas conhecidas como Angra, Shaman, Made In Brasil e Dr. Sin.
Com Rodrigo Bortoletto (vocais), Nando Moraes (guitarras), Vinícius Sampaio (guitarras), Leonardo Pozzebon (baixo) e Cássio Pacetta (bateria), Unleashed, foi lançado em 16 de dezembro de 2006 e trás uma mescla das músicas de seus CDs demo.
O Lethal Fear tem influências do heavy tradicional dos anos 80, tipo Judas Priest e Iron Maiden sem cair na mesmice ou colagem clássica do gênero. Comentando sobre algumas músicas, a faixa “Mephisto” tem ingredientes clássicos que lembram o Apocalyptica e excelente solo de guitarra, “Leave It All Behind” com harmonia de guitarra legal e refrão para pegar.
“Death Whisper”, base pesadona e ritmada, embebida da sonoridade tipo Suicidal Tendencies, “Reach Out My Soul” com introdução à lá Destroyer do Kiss e grande riff de guitarra, “Lost Son” mais cadenciada e capricho no refrão, “Believe”, com uma flauta no fundo característico do Mago de Oz, “Last Cruzade”, grandes viradas na música, base pesada e vocal perfeito, variando entre o grave e agudo, “Better Days” seguindo alguns ensinamentos do Judas Priest e terminando o disco com uma versão de “Tattooed Millionaire” do Bruce Dickinson.
Excelente álbum, excelente banda, creio que o Lethal Fear ainda vai nos dar muitas alegrias.
(Bob Riot)
Site: www.lethalfear.net
Pode-se dizer que a banda de certo modo já atingiu um status de veterana - seja por ser velha conhecida do circuito metálico nacional, seja pelo fato de com este lançamento estar chegando a seu quarto álbum de estúdio. De qualquer forma, a exemplo de seus lançamentos anteriores, o grupo continua esbanjando competência.
Desta vez no entanto fica bastante evidenciada a intensão da banda de investir em uma sonoridade mais pesada e direta, sem que no entanto isto signifique abrir mão das já tradicionais influências progressivas e trabalhadas dos discos anteriores. O CD abre com a ótima Shine - com bastante peso e guitarras marcantes.
Na sequência com igual destaque encontramos, entre outras, as faixas Lie (com toques bastante tradicionais), a faixa título Choose Your Side (outra mais pesada, mas com toques progressivos), Inner Suicide (com destaque para os vocais) e a bem ao estilo dos trabalhos anteriores After Life.
De modo geral um bom trabalho, que certamente fará a banda subir mais alguns degraus. Merecidamente, diga-se de passagem.
(Eduardo Garcia Carvalho)
A banda carioca Liberdade Suprema surgiu no ano de 2003 com o propósito de trazer boas novas de salvação através do Metal, numa dimensão sonora Death, fazendo fusão com Progressivo, Thrash, Black e Heavy Metal.
A gravação do disco contou somente com Hernane Mozaga:guitarra/baixo/vocal e Marcelo Greg: bateria e percussão, mas conta também com Cláudio Domingues no baixo, segundo encontrado na web. Hermane compôs as músicas do disco e fez a produção fonográfica junto com Domingues.
As letras do álbum estão em português, com excessão de “Praise The Lord”, em inglês., o que já é um diferencial no disco em se tratando de Death, o usual é que os grupos partam para as composições em inglês e depois se arrisquem em nossa língua.
Sete composições que são comprometidas com o objetivo sonoro traçado pelo grupo, um mix de estilos sobre a linha death, emergidas no aprendizado de bandas já consagradas como o Sepultura. Um exemplo é o berimbau utilizado na música instrumental “Raízes”, com sonoridade brazuca, bem... o nome da música já explica.
Violino em, “Morte a Lucifer”, foi outro instrumento utilizado pelo grupo para dar um clima diferente à música. “Levante-se Pra Vencer” com uma letra bem positivista, aliada a boas variações na música, entre death e doom metal, trazendo o nome do grupo na letra. “Palavra de Salvação” vem com um idéia progressiva em sua composição de mais de 10 minutos, com teclados fazendo um plano de fundo suave durante a música, com bom trabalho instrumental.
Bom grupo dentro da diversificação do metal cristão, para quem gosta da vertente do Death mais trabalhado.
(Bob Riot)
Justin Murr o homem por trás do Liberty & Justice retornou do exile em 2004 com um álbum que mostra grandes momentos, onde alterna diversos vocalistas que usam das mais variadas fontes do Hard Rock.
Justin aprendeu com erros anteriores e o novo album é melhor em composição, produção e melodia.
O trabalho é de enorme variação abrindo com a agressiva Kings Of Hollywood, com o vocal de Ez Gomer do Jet Circus.
O lado mais melódico e commercial vem com Stage Of Grace um som AOR na voz de Russell Arcara. Temos a presença também de Jamie Rowe que não desaponta em uma belissima balada.
E assim as músicas vão alternando e mostrando excelentes sons, como o Starbreaker na faixa Flinch com o grande vocal de Tony Harnell.
Temos ainda a presença de Mark Slaughter e Pete Loran (do Trixter), Ted Poley em uma faixa arrasadora, e o surpreendente Sebastian Bach com Another Nail, que tem uma produção um pouco abaixo da média. Vários músicos participaram deste projeto e geraram um material excelente, grandes sons para uma grande iniciativa.
(Adriano Gandolfi)
Surpreendente o mais recente trabalho do agora quarteto norte-americano que surgiu em meio à um bom de ótimas bandas na cena oitentista e que laçou ótimos álbuns no passado, vinte e cinco anos de carreira e quase sete anos depois do seu último trabalho de estúdio(o mediano Deal With The Devil de 2000),eles retornam renovados.
Vocalista Lizzy Borden(naturalmente um pseudonimo/nome artistico), baterista e co fundador Joey Scott-que produziram o álbum-baixista Marten Andersson e o extraordinário guitarrista Ira Black (ex Vicious Rumors)retornam com mais um álbum conceitual, como um livro, tem começo, inicio e final e um personagem principal e versa sobre a morte; por isso assumiram um visual mais pesado e moderno, bem na linha The Misfits, mas musicalmente e principalmente é o principal e aonde a coisa pega, pois sem dúvida nenhuma, é o melhor trabalho da banda em muito tempo.
Produção competente, músicas energéticas e poderosas, riffs pesados e ganchudos, instrumental vigorosa e vcalizações excelentes, um trabalho maduro e sólido,sem que eles precisassem se descaracterizar ou modernizar-se em excesso, o quarteto ainda toca metal tradicional com toques de teatralidade, excessão ao goth/pop de “Under your Skin” que não deixa de ser legal. Além dos quatro, existem as participações mais que especiais dos guitarristas George Lynch, Dave Meniketti, Corey Beaulieu, Michael T Ross e Jonas Hansson. Se voce não conhece ainda a banda, pode começar por este trabalho, vai se surpreender!!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Terceiro álbum desta banda francesa, surgida em 1993 em Grenoble, lançando sua primeira demo chamada “The Calling”. Em 1995, com mudança em sua formação, lançam o EP “Holy Evil” e desaparecem por 4 anos até mesmo tendo recebido boas indicações da mídia em vários países.
Retornam em 2000, com nova formação e o lançamento de seu primeiro álbum, “March Into The Arena” (2001), seguido pelo EP “Hellenic Warriors” (2003) e seu segundo disco, “Unholy Paradise” (2003), participaram também de duas coletâneas, “French Steel” com a faixa “Hellenic Warriors” de seu EP e um tributo ao Running Wild (Rough Diamonds) com a música “Victim Of States Power”.
Outra banda influenciada pelos grupos alemães, o vocal tem pinta de Grave Digger e as bases já meio que parecem conhecidas, entretanto, não tirando totalmente o brilho da banda. Destaques para “Shadowland”, porrada pura, bases rápidas e refrão contagiante, haja cabeça para banguear! “Divine Art Of Lies”, “Host Of The Dark”, mais cadenciadas, mas não menos contagiantes, “Seawolf” volta com mais rapidez botando novamente pique no disco, e mais peso em “Black Heaven” e “Made In Hell”, para poder pegar fôlego.
“Night Peace” volta com outro pique, um pouco de influência de Iron Maiden, e “The Heart Of Hell”, porrada de novo, vindo com “The New Inquisition”, outra música mais marcada, terminando com “Utopia”, com base rápida que chega a lembrar o grupo americano Riot.
Grupo com música feroz, com pé nos anos 80 e para quem gosta do estilo dos grupos alemães. Muito bom!
(Bob Riot)
Site: www.lonewolfweb.chez.com
MySpace: www.myspace.com/metalonewolf
São ao todo quatorze composições da veterana banda cristã Lordchain (ela já tem dezoito anos de atividade) para esse álbum intitulado Finding Balance que foi lançado em 2007 (o quinto álbum da banda).
Através de uma mistura de vários estilos o grupo expõe sua mensagem profundamente cristã, um propósito para a existência do Lordchain é glorificar Deus e foi e ainda é o que mantém essa banda ativa por todo esse tempo e quanto ao som, é um heavy metal misturado com rock dos anos noventa, algo como o som de bandas de garagem e influência do rock grunge com um vocalista ao melhor estilo de Eddie Vedder (Pearl Jam) além de muita influência do Metallica dos anos noventa também (muitas vezes tanto o som do grupo como o timbre do vocalista se assemelham ao de James Hetfield).
É uma mistura interessante que merece ser analizada faixa por faixa. A faixa “Mystery” abre o álbum, com bases quebradas e pesadas, um heavy rock arrastado porém com vocalista cantando com muita melodia (o som lembra um pouco uma mistura entre Metallica e Pantera). Logo a seguir vem “Hiding Place”, mantendo também o peso embora essa faixa seja mais rápida. “Last Mile” e “My Story”, as próximas, são faixas com bases bem pesadas e arrastadas, algo na linha do Alice In Chains. Em todas faixas uma coisa vale destaque: todos os solos são bem definidos, as guitarras soam pesadas, porém bem nítidas.
“Turbulence” já oferece um andamento e bases mais quebradas com o vocalista fazendo um ótimo trabalho de interpretação. “Life Aside” se inicia com um piano, uma balada dramática e melancólica, onde o vocalista pode esbanjar talentosamente suas idéias.
Lindos e bem trabalhados solos se interpõem entre as vocalizações, é com certeza uma das melhores composições do disco e que se assemelha a algo como “Nothing Else Matters” (Metallica). As próximas são “Lost In The Noise” onde o peso volta a ser prioridade, essa última (para vocês se situarem) é algo na linha de “Enter Sadman” e “Slipping Away”, uma das faixas mais dramáticas e arrastadas do álbum.
Na seqüência temos duas músicas que se mantém em bases pentatônicas e alternando bases pesadas com trechos mais parados, “Killstone” e “Rise Up Again” (essa última, nessas partes exigindo um grande empenho do baterista nos bumbos). Destaque vale para a composição a seguir, “Never End”, que reúne peso, dramaticidade, refrões chamativos, solos bastante interessantes e um bom trabalho do vocalista, com certeza um dos highlights do play. “Victim” como na maioria das outras vem mantendo o peso característico do álbum em questão, mas soa reta, sem um diferencial que a destaca.
“All I Have” é a outra balada desse trabalho, um pouco diferente da balada anterior, essa já não exibe a mesma melancolia, porém já tem nuances mais comerciais, ou seja, é mais digerível por apresentar elementos do pop rock. “Breath You In” fecha o registro onde as guitarras bem pesadas voltam a comandar, pesadas, entrecortadas e arrastadas sendo que interessantes linhas melódicas fluem ocasionalmente no meio da música.
No todo é um trabalho pesado, arrastado, com boa dose de drama, bem feito e de muito bom gosto quanto as composições, a produção trabalhou bem (os timbres e mixagem estão excelentes)
(Fred Mika)
Site: www.lordchain.com
MySpace: www.myspace.com/lordchain
A banda cristã Lordchain tem uma longa história turbulenta de entra e sai de integrantes, um caminho tortuoso até o estabelecimento definitivo senão vejamos: A banda foi formada pelo guitarrista Jeff Crady e pelo baterista Kelly Matthews em janeiro de 1990 com o nome de Eternity e nos anos seguintes acabou gravando várias demo tapes e tocando em vários lugares fazendo assim crescer o seu público. O momento crucial no inicio da carreira do Lordchain foi o de abrir apresentação para o Torniquet (umas das bandas cristãs mais influentes dos anos noventa).
Em 1994 conseguem emplacar um vídeo na MTV chamado de “Follow Me”, canção essa que mais tarde seria parte do primeiro álbum da banda.
Em janeiro de 1996 dá inicio a uma nova era na historia do grupo pois além de mudarem o nome definitivamente para Lordchain, começam a gravar seu primeiro álbum que viria a ser lançado no ano seguinte. A formação na época era Rick Koeshall (vocais), Jeff Grady e Cris Brown (guitarristas), David Fain (baixo) e Kelly Matthews (bateria).
Mas em 1998, saíram do grupo o vocalista Rick e o guitarrista Cris sendo que este último fora substituído por Dale Bassham dando novo fôlego à banda. O segundo álbum, “Cracked” veio a ser lançado em 2002.
Como nem tudo são flores, depois do lançamento do terceiro álbum do grupo, Soulever, David e Dale saem da banda. Para substituí-los entram o guitarrista Matt Hale e o baixista Adam Rhodes trazendo de volta a energia dos primeiros dias e com isso gravam então o quarto disco intitulado Looking Past The Moment, lançado em 2006.
Esse registro mostra um amadurecimento musical do Lordchain, um som voltado a uma mistura, um cruzamento de hard rock com som de bandas de garagem dos anos noventa, algo como um som ora na linha do Alice In Chains com Pearl Jam e em algumas partes até lembrando o Metallica dos anos noventa (pós black álbum). Em algumas bases mais pesadas ainda alguns poderão até notar certa semelhança com o Pantera mas para por ai pois logo se estabilizam num esquema com mais melodia.
Temos bases retas, secas e andamento bem arrastado, porém pesadas com vocais cantando na linha de Eddie Veder (Pearl Jam) privilegiando sempre as melodias. É um som que deve agradar muito a molecada hoje em dia. No total são treze faixas nesse estilo, mas nunca deixando a peteca cair. Visual mais moderno e despojado (cabelos curtos e roupas comuns). O encarte, que apesar de simples e econômico, é bastante caprichado e oferece os dados essenciais.
Depois desse álbum, o Lordchain ainda lançaria Finding Balance (em novembro de 2007) e sempre mantendo uma mensagem profundamente cristã.
Portanto é um som moderno e para quem gosta vai encontrar aqui um prato cheio.
(Fred Mika)
Site: www.lordchain.com
Uma coisa gratificante é perceber como as bandas e artistas nacionais estão caprichando nas produções não deixando nada a dever a seus concorrentes de outros países nesse mundo globalizado e, mais um exemplar dessa nova leva de álbuns produzidos é o que temos aqui.
Lucas Fagundes é o guitarrista que produz esse álbum homônimo. É um trio instrumental composto ainda por Giovani Sena (baixo) e André Cabelo (bateria). Um ponto positivo é a presença nesse trabalho do renomado guitarrista Edu Ardanuy (Dr. Sin).
O álbum é composto por nove faixas: “Soltando Os Cachorros”, “Viagem”, “Phase”, “Down On The Farm”, “Gone”, “Neo Pop”, “20 Dias”, “Naquela Noite” e “Shade Of Rust”, onde os músicos demonstram seu talento sistematicamente e seguindo sempre na linha do hard instrumental a la Satriani sem uma ou outra faixa de destaque maior artisticamente (isso não quer dizer que o álbum em si não mereça algum destaque), e sim que cada faixa possui a mesma dinâmica instrumental, são faixas programadas para que o guitarrista brilhe (o que também não quer dizer que as composições são monótonas ou parecidas entre si).
Ora as composições pendem para uma distorção um pouco mais heavy, outras menos, ás vezes as bases se intercalam com partes acústicas e outras vezes continuam na mesma, mas sempre com o mesmo propósito já dito, mostrar os solos do guitarrista.
Mas também é interessante observarmos que não é somente um disco feito só para músicos (e especial para guitarristas) onde as notas são executadas unicamente baseando na técnica, pois temos também as partes mais viajantes, com mais emoção.
Mas no aspecto comercial, temos sim um caleidoscópio bastante diversificado comercialmente, ou seja, esse álbum pode ser executado como fundo de propagandas comerciais (anúncios), trilha sonora de filmes, festas, em som mecânico de shows musicais, pausa em workshops, etc.
Resumindo, trate se de um trabalho feito por um guitarrista técnico, mas ainda um trabalho um tanto quanto mono-focal, de foco meio restrito a técnica (mas como disse antes, isso não quer dizer monotonia nas composições) faltando uma boa dose de feeling de guitarristas como os grandes Michael Schenker, Uli Jon Roth, Rik Emmett e vários outros (que são guitarristas que reúnem todas as qualidades necessárias para ser um grande guitarrista, ou seja, a junção da técnica, criatividade, feeling e dinamismo e diversidade quanto as composições).
Um grande guitarrista não se resume em somente técnica pois heróis vêm e vão mas as lendas são para sempre como Jimi Hendrix, Jimmy Page, Eddie Van Halen, e os que citei aqui e vários outros monstros das seis (ou sete, ou oito, ou mais) cordas.
(Fred Mika)
Site: www.lucasfagundes.com
Luis Wasques é um jovem guitarrista que começou sua carreira na música como vocalista do extinto Steel Wings e participou do Silent Scream, que tocava prioritariamente covers do Iron Maiden, época em que começou a compor músicas sem compromisso.
Com estas composições decidiu gravar seu próprio CD em seu homestudio e daí surgiu o “Highest Mounts”.
Influenciado desde cedo por nomes como Aerosmith, U2, Metallica, Led Zeppelin e Ozzy, pode-se notar uma grande influência de Bruce Dickinson nas harmonias vocais (segundo o próprio músico, o “The Number Of The Beast”, foi um divisor de águas).
“Highest Mounts” é voltado ao heavy tradicional e hard rock, a gravação não é ruim, apesar de ser gravado em homestudio, eu acho que instrumentos sintetizados não dão aquele peso de rock, seria mais legal convidar uns amigos para participar nos outros instrumentos.
No geral o CD trás boas composições, incluindo refrãos e riffs de guitarra muito legais, mostrando seu competente lado de compositor. Destaques para “Save Me Lord”, “Pearls Of Sorrow” e “Fire”. Todas as músicas podem ser baixadas no site oficial de Wasques.
Luis está preparando um segundo CD, que ele promete ser bem melhor que “Highest Mounts”, vamos aguardar.
(Bob Riot)
Site: www.luiswasques.cjb.net
Luis Wasques é um jovem brasileiro de 25 anos nascido em Santo André/SP. Lá por volta dos 15 anos de idade começou a se interessar pelo sons de bandas como Aerosmith, Bon Jovi, U2 e Iron Maiden, entre outros e logo depois se tornou guitarrista.
Algum tempo depois se tornou vocalista e participou de bandas locais como Steel Wings, Silent Scream mas só em 2006 que efetivamente se tornou um profissional quando gravou seu primeiro álbum, Highest Mounts, gravado num homestudio e produzido pelo próprio Luis (uma tendência muito em voga nos dias atuais, os selfmade artists, ou artistas que gravam e produzem seu próprio material). Em 2008, Luis lança seu segundo álbum intitulado Behind The Sun superando o primeiro em todos os aspectos. Esse álbum conta com uma produção primorosa contendo onze composições.
O timbre e influência de Luis se assemelham incrivelmente ao de Bruce Dickinson e logo na segunda faixa, “Beyond The Ocean Winds”, já mostra isso (um heavy metal na linha de “Holy Smoke” do Iron Maiden), uma vez que a primeira faixa é um breve instrumental de pouco mais de um minuto.
“Owners Of The Universe” vem na seqüência a essas duas, uma faixa já mais arrastada, mais dramática, e mostrando todo o potencial e criatividade de interpretação de Luis com refrões bem colocados. Muito interessante.
A próxima, “The Yell Of Freedom”, um hard rock com vocais agudos lembrando muito os trabalhos de Bruce no cd Tattooed Millionaire.
“Avalon” vem a seguir, com uma introdução mais lenta, uma boa balada, com um clima legal e boas melodias e ótimo refrão onde Luis explora tons mais agudos ainda. O hard rock volta novamente com “Behind The Sun” e “Stay With Me”, e novamente só nos vem a lembrança de Bruece Dickinson como inspirador mor desse talento brasileiro.
Uma faixa com energia então vem a seguir, “Waiting For The Night”, com bases bem precisas e fortes e um pouco mais rápida, um rock n´roll na linha de “Kickstart My Heart” do Motley Crue, embora, como já dissemos, Luis sempre canta limpo e raramente usando drives que tanto caracterizam o hard rock.
“Far Cry” já é mais cadenciada enquanto “Turned Page” já mostra uma faceta mais voltada para o hard AOR, uma música na linha de House Of Lords e bem propícia as rádios que vez por outra tocam certos temas mais pesados.
Fechando esse interessante álbum temos “Endless Journey”, uma bela balada com teclados introdutórios onde Luis já canta de forma mais leve e pausada não desprovendo, porém de dramaticidade e muita emoção na interpretação. Nos refrões, a música ganha corpo e boa dose de drama. Climática, criativa e bem dosada, é essa com certeza uma das melhores do play fechando em grande estilo. Um hino.
Sinceramente, Luis Wasques é uma grata surpresa pra mim, talentoso e dono de uma voz privilegiada que usa sem abusar de seu timbre agudo cantando fazendo vocais limpos na grande maioria do tempo além de compor como poucos no Brasil.
O som varia entre o hard rock tradicional alternando com heavy metal que as vezes beira o heavy metal melódico mas sem a velocidade habitual quanto ao andamento desse último, mas todas as composições, sem nenhuma exceção, é bem criativa e atraente. As músicas nunca deixam o ouvinte com aquela idéia de monotonia.
Parabéns a Luis Wasques e que venha logo o próximo trabalho. É bom ver bons novos talentos no Brasil se renovando sempre.
(Fred Mika)
Site: www.luiswasques.cjb.net
MySpace: www.myspace.com/wasques
No final dos anos 80, logo depois da separação do grupo V8 (banda pioneira do metal argentino), Alberto Zamarbide e Miguel Rondán decidem fundar o Logos. O nome veio do vocabulário grego “logos”, por ter encontrado enfim uma nova mensagem que desejavam transmitir, significando “inteligente e inteligível”, traduzido também como “palavra” ou “verbo”, também usado para expressar a verdade proclamada nas Sagradas Escrituras com referência à pessoa de Jesus Cristo.
Convocaram o baterista Adrián Cenci e o baixista José Amurín e se apresentar em seu país. Atualmente, conta com Walter Scasso (baixo) e Marcelo Ponce (bateria). Em 98, após o grupo ter lançado três discos, Zamarbide se muda para os USA para estudar e o grupo fica com uma lacuna de seis anos, até se reunirem novamente em 2004, e se apresentam pela primeira vez na Europa.
Não esperem ouvir um novo V8, o Logos utiliza todas as influências do heavy tradicional dos anos 80, com fortes pitadas de Judas Priest , Saxon e Iron Maiden, passeando pela praia do hard rock.
Falando de algumas músicas... “Plan Mundial Para La Destruccion”, esta tem pique de V8, “Ilumine Mi Ser” e “Rescatando Lo Perdido”, hardões de primeira, “Solo Una Vez Mas”, riff de guitarra de arrepiar, um dos mais legais que ouvi este ano, “Viaje a La Realidad”, outra com pique dos anos 80, boas variações sonoras com base pesada, “Darse Cuenta”, base bem no estilo Judas Priest.
Los hermanos argentino podem se orgulhar de ter mais uma excelente banda de heavy metal, digna sucessora do V8. Só esperamos que não fiquem afastados tanto tempo dos discos ou desistam da música em detrimento de outros projetos pessoais, mas se isto acontecer, paciência... faz parte das “coisas do rock”.
(Bob Riot)
Site: www.logosmetal.com.ar
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© 2010 by Bob Riot