Pois é, de vez em quando, nós, admiradores fervorosos do heavy metal, nos deparamos com algumas dificuldades na parte geográfica, lugares obscuros ou incomuns fazem parte de nossa pesquisa em meio ao universo globalizado do heavy metal. Já encontrei surpresas no Chipre como o Diphteria, ou em Porto Rico como o Unzane e agora em Malta. Malta?! Expliquemos. Malta é uma república constituida de cinco ilhas no Mar Mediterrâneo, entre o sul da Itália e o norte da Líbia.
Não existem muitas bandas de heavy metal por lá, e esta banda de Doom Metal faz parte do rol das relíquias metálicas maltesas. Desde 2006, Jordan Cutajar (vocal), Chris Grech (guitarra), Albert Bell (baixo), Julian Grech (teclado) e Edward Magri (bateria) vem desenvolvendo um trabalho que culminou neste seu debut album.
Influências óbvias do estilo como Sabbath, não precisa nem comentar, mas sabe-se lá. Destaques para as faixas “The Wraith”, “Empyrean Fade” e “The Light at the End”. Fãs de Doom Metal podem correr atrás.
(Bob Riot)
Site: www.nomadson.com/
MySpace: www.myspace.com/nomadsonmalta
Já na introdução da primeira faixa, “Caught In A Trap”, vem a mente de algo na linha de “Runaway” do Bon Jovi devido aos teclados marcantes e com guitarras em bases retas. Mas, quando vem os vocais a coisa muda totalmente de figura pois a melodia vai para o lado do hard AOR na linha de bandas como Journey, Kansas, Boston, Survivor e até Uriah Heep (no início dos anos oitenta) e afins.
Interessantes os fraseados melódicos e muito bem interpretados pelo vocalista Sharky, dono de um timbre excelente e bastante criativo lembrando muito o de Jimi Jimison (Survivor).
Nas faixas “Not Easy To Forgive”, “Faith” e “Light My Life” a marcação é mais forte com ótimas intervenções de teclados e pianos fazendo contraponto com as guitarras. E como não podia deixar de ser o estilo grandiloqüente de compor do hard AOR: músicas transbordando melodia, tudo bem estruturado, sem exagero de vocais e solos muito bem estruturados e bem timbrados e mixados. O hard AOR fica a meio caminho entre o hard rock mais elaborado e o rock progressivo mais comercial. Resumindo, os músicos tem de serem realmente bons, mas não se deixar levar pelo virtuosismo estéril nunca.
Composições como “Bus Stop” (essa com um refrão bem marcante e melódico) e “Sandy”, já são mais arrastadas com um andamento médio, mas nem por isso menos atraentes. Pelo contrário, “Bus Stop”, por exemplo, tem tudo para se tornar um hit de rádio no melhor estilo Foreigner.
E a banda é bem variada, a faixa “The Way You Touched Me” é alegre, cheio de teclados acentuando as partes incisivas da música enquanto “Sunshine” é um hard rock rápido no melhor estilo Rainbow/Deep Purple.
Até nas baladas o Nine-T-Nine apresenta um repertório bastante dinâmico como, por exemplo, a composição “Bringin´ My Love”, uma balada mais alegre na linha dos hard rockers norte americanos e já a balda “Can You Feel All The Days”, já é mais nostálgica, com violão e voz fazendo introdução e lindas melodias se seguem no instrumental. E tem para todos os gostos. A diversidade das baladas não para por ai, tem “Shoreline”, já mais no estilo melancólico europeu, algo meio folk, apesar de que nos refrões entra o peso e o andamento se tornar mais rock. Interessante mistura.
“The Escape” é uma melancólica composição instrumental de andamento lento somente com links e pequenos solos de guitarra apoiados sobre uma cama de teclados.
O álbum fecha em mais uma balada, “Radio”, somente em voz e violão e paulatinamente os teclados vão sendo introduzidos, uma balada atemporal, mas ao mesmo tempo com certo ar nostálgico (estranha dicotomia). O encarte é simples em efeitos especiais e fotos porém muito bem caprichado e completo.
É uma banda que conseguiu reunir as melhores qualidades do hard AOR sem soar clichê. Tem tudo aqui, muita melodia, timbres excelentes, vocais criativos, músicos técnicos, refrões fortes. Enfim, boa música. Uma aula, indicado a todos que gostem de boa música.
(Fred Mika)
Site: www.nine-t-nine.com
MySpace: www.myspace.com/9t9rocks
Esta nossa jornada de “trabalho voluntário” junto ao heavy metal, nos propicia contatos com várias bandas nacionais e internacionais, levantando a bandeira do heavy metal o mais alto possível, para que possa ver vista. Em algumas ocasiões nos surpreendemos por encontrar bandas em países quase que desconhecidos, e este é o caso do Nathania, banda de Power Metal da Tailândia, isto mesmo, Tailândia.
Vocês não sabem onde fica?! é fácil, é vizinha do sul de Burma e Laos. Não sabe onde fica Burma e Laos?! Tá bom... faz divisa com o norte do Cambodia. Ainda não se localizou?! Vou facilitar fica ali no final do sul da China num cantinho. Vamos deixar a geografia de lado.
O negócio é que os caras são bons mesmo, metal de qualidade, influenciado pelo metal progressivo e melódico, seu vocalista é o sueco Daniel Sandberg, que varia seu estilo de cantar, ora agressivo lembrando Hetfield ou suave, desmontrando tudo isto na música “The Paradox of Life”, uma bônus do disco.
A banda também ataca de progressivo puro como em “Interlude”, lembrando King Crimson, ou em “Immorality”, no estilão Euroforce, ou na porrada “The Weight Of Obligation”, mais na praia do Thrash Metal.
Para quem conseguir comprar é uma boa pedida de disco bem variado musicalmente, com bons instrumentistas e boas composições, mostrando que o Heavy Metal não tem fronteiras.
(Bob Riot)
Site: www.nathania-music.com
MySpace: www.myspace.com/vrnathania
Formada em 1993, esta banda norte americana de power metal, tem em sua formação atual, Rod Arias (vocal), Horacio Colmenares (guitarra), Luis Sandoval (baixo) e Jimmy Schultz (bateria).
Este disco foi lançado originalmente em 2003 e relançado em 2007, em versão européia, incluindo três bônus tracks da demo de 1999 e book de 16 páginas. Neste disco o vocalista é Rick Mythiasin, que é companheiro de Colmenares no Steel Prophet, aliás, o guitarrista é o produtor do disco.
Stagnant Progression é disco pesado, quase na linha do Steel Prophet, ou seja, riffs poderosos de guitarra aliados a variações de ritmo enlouquecidas, prova da grande técnica de seus músicos.
O disco abre com “Threshold Of Tolerance”, já para arrepiar e fazer banguear, e a pauleira continua comendo em “Stagnant Progression“, dando provas que ainda vão te fazer ficar com torcicolo, portanto, se você não tem plano de saúde, é melhor ficar por aqui mesmo e não ouça as outras músicas.
“Mortal Realizations”, “No Ill Intent”, com Mythiasin arrepiando nos vocais, com performance digna dos grandes nomes do Metal, “Emptiness Of Black Tomorrow”, outro êxtase de versatilidade instrumental pesada, “Contemptuous World“, mais uma avalanche sonora. Já fez plano de saúde?! Agora pode voltar e continuar a ouvir o disco.
“For My Love“, bom... com este nome só pode ser balada, certo?! Certo, afinal os neurônios tem que dar um tempo, porque as colisões dos mesmos geram aquecimento. A cabeça está quente?! Quer dizer realmente que você já agitou muito e tá na hora de ficar mais na manha, bangueando mais calmamente.
Descansou?! Volta ao som ensandecido e cabeças balançando com “Advocate”, “Pawn For The King”, com um arregaço de performance de baixo de Luis Sandoval, e fechando o disco com “Freezing My Darkside”, outra grande música.
Da demo de 99, temos “Unlock The Door”, que não tem a ferocidade das músicas deste álbum, nem a mesma qualidade de gravação, mas com mais qualidade nos backing vocals, sem desapontar, e versões de “Mortal Realizations” e “Pawn For The King”, com mais destaque para a gravação dos vocais, com produção instrumental menos pesada que o que foi lançado.
Tá aí um baita álbum de metal pesado, daqueles que não se pode deixar de lado na hora de se escolher energia, peso e vitalidade. Imperdível!
(Bob Riot)
Site: http://www.newedenband.com
MySpace: http://www.myspace.com/newedengroup
Necromancia, etimologicamente vem das palavras “morte” (necro) e “adivinhação” (mancia), cuja noção mais vulgar é a prática espiritual de comunicação com os mortos. Algumas pessoas defendem que necromancia e bruxaria são a mesma realidade, observadas por aspectos diferentes.
Não sei porque a banda escolheu este nome, de certa forma, pesado, como seu som, ou até em comparação com sua sonoridade que parece transcender ao tempo, tanto quanto uma profecia. Este primeiro álbum desta banda de São Bernardo do Campo, em atividade desde 1985, mostra um Thrash/Groove Metal (creio que nem existia este termo naquela época), que é muito atual, apesar deste disco ter sido lançado originalmente em 1996.
Este relançamento traz também o single Hypnotic de 1993 e faixas ao vivo, gravadas no Festival Headthrashers Live de 87, o qual gerou um split álbum com o grupo e outros participantes do festival, com MX, Blasphemer e Cova, todas como faixas bônus, aliás, eles só tinham ensaiado três meses antes do Festival.
Treze anos depois, é possível perceber o alto nível em que o thrash metal nacional se encontrava, e perceber que, a energia do grupo atravessou os anos, intacta. Ouvindo faixas como “Cold Wish”, “No Way Out”, “... And The History Unfolding”, “Hypnotic”, “The Selfish” e “Memories Of An Accident”, você, amante do Thrash Metal, não tem como não se surpreender com o som dos caras.
Destaque também para o cover de “Dead Embryonic Cells”, do Sepultura, gravada pelo grupo em 98. Um senão, mas convenhamos, não tem tanta importância pela raridade, é a qualidade de gravação das músicas ao vivo. Tudo bem, início de carreira, produção independente, anos 80, não se pode exigir muito.
Parabéns a Marcelo D' Castro (guitarra/vocal), Kiko D' Castro (bateria) e Roberto Fornero (baixo), por manterem o espírito do Thrash Metal presente, e que o underground nunca tire isto deles.
(Bob Riot)
Temos aqui mais um lançamento da gravadora/ distribuidora canadense Unicorn digital Records que se especializou em lançamentos de bandas de rock progressivo daquele país, sejam eles com composições em língua inglesa ou francesa (sim, no Canadá se fala francês também).
Duas coisas devemos ter em mente em relação a Unicorn Digital, uma é a excelente qualidade da produção (um fato que nem precisamos mais mencionar aqui) e outra coisa é que as bandas, embora a maioria são de ótima qualidade instrumental, não são conhecidas do grande público talvez devido a distribuição restrita. E assim, a gravadora vai vivendo esse paradoxo.
No caso aqui esse lançamento de 2008, Exodus, do grupo Nathan Mahl que, cantado em inglês, certamente deve ser um dos pontos altos da gravadora. Trata se de um álbum conceitual que faixa por faixa descreve como o próprio nome diz, o segundo livro da Bíblia.
Com uma sonoridade a la Yes (a primeira faixa, “Burning Bush”, você poderá ter a nítida impressão de que errou e colocou algum álbum do Yes fase Steve Howe com vocais fazendo uma capela ao inicio da faixa e partindo para um instrumental semelhante).
Mas já na segunda faixa, “Let My People Go”, essas impressões são desfeitas sendo que a banda soa como Nathal Mahal mesmo. Uma sonoridade riquíssima, com arranjos variados e exuberantes, com muito clima e para potencializar isso tudo e por trás disso tudo a excelente produção que permite ao ouvinte perceber os sons bem distintamente e com isso os timbres agradabilíssimos tanto de guitarras, como dos demais instrumentos e uma mixagem muito bem feita faz o deleite para os amantes desse estilo. “The Plagues” (a terceira faixa e seguindo a passagem bíblica) esbanja muitos detalhes pra lá de interessantes.
O Nathal Mahl é composto por músicos técnicos e criativos ao mesmo tempo, que permitem a banda executar passagens complexas com uso de vários instrumentos mas tudo a sua devida hora (além das tradicionais guitarras, efeitos wah-wahs, violões, baixo, teclado, baterias e vocais de apoio, a banda ainda faz uso de órgãos, gaita, instrumentos orientais, claviolas, percussões, bandolins, violinos, citaras, talk box, etc).
“The Parting” é um belo exemplo disso, uma composição densa, dramática, climática e muito técnica. Assim como também o são em “Down From The Mountain” (com elementos do rock fusion) , “40 Years” (essa já mais melancólica nem por isso menos densa) e “The Last Climb” (um belo solo de violão com uma vocalização bem impressionante). “Canaan” é mais um rock fusion, com extremo virtuosismo por parte dos músicos para a execução instrumental.
Seguindo a ordem cronológica dos eventos bíblicos temos a suave e viajante “Zipporah´s Farewell” que, é executada somente em dedilhado de baixo e de uma guitarra sem distorções alem de um leve solfejo de voz ao fundo. E, “The Price Of Freedom” encerra o álbum (e a historia do livro bíblico êxodo) em alto estilo.
Não menos viajante que a anterior porem que dessa vez participa a banda completa. Destaque aqui para o vocal que interpreta com maestria e soube transmitir ao ouvinte um clima perfeito como se o mesmo estivesse presente e tendo participado da historia da época.
é um álbum completo, muito bom em todos os aspectos. Altamente recomendável aos apreciadores da boa musica em geral independentemente de estilo.
(Fred Mika)
Site: www.unicorndigital.com
Outra banda de Death/Thrash Metal, nascida em 2001 na Bélgica. Formado por Nico (vocal), Kitchy (guitarra), Mikke (bateria) e Roman (baixo), tem em suas letras, temáticas sobre a sociedade moderna, manipulação da mídia, além de política e religião.
Tentar quebrar as barreiras entre o Death e Thrash Metal tradicional, mantendo suas principais influencias sem perder sua própria identidade é a proposta do grupo.
(Bob Riot)
Site: www.narthexband.com
Banda vinda da Tailândia, que embora não seja realmente um grande exportador de Heavy Metal, traz aqui uma boa banda. Em 1999, o NATHANIA aparece, e em 2004 estréia Liberty Bell Rank "porém a nível regional sensação de certeza. A banda é influenciada pela linha melódica, mas também pelo metal progressivo.
No entanto, as faixas em sua maior parte são bastante consistentes e até mesmo tornam-se atraentes. A banda merece uma oportunidade worldwild, para sabermos se tem punch para brigar mundo a fora e mostrar o seu som.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.nathania-music.com
O grupo escocês Nazareth nunca foi uma genialidade em termos instrumentais, mas eles tocam um hard rock com eficiência, carisma e originalidade mais que suficiente para se manterem como um dos principais grupos desse estilo desde a fundação do grupo que já completa quarenta anos de atividade.
Da formação original só restam o vocalista Dan McCafferty (esse sem dúvida é o maior diferencial da banda com sua voz de pato rouco emplacou inúmeros hits como Dream On, a regravação de Love Hurts, Hair Of The Dog, My White Bycicle, Where Are You Now, etc, etc, a lista é enorme) e o baixista Pete Agnew que assegura uma sessão rítmica competente.
Alem desses dois temos dois novatos (na verdade já estão com o grupo já faz alguns anos) que é o baterista e filho de Pete, Lee Agnew, que substituiu um outro membro fundador (Darrel Sweet que faleceu de enfarto na década passada em plena performance) e o guitarrista Jimmy Murrison mas que é a primeira aparição deles em registro da banda.
The Newz, o vigésimo primeiro álbum de estúdio do Nazareth, traz um som ligeiramente mais elaborado e mais técnico do que o usual do grupo e desta vem com uma veia bluesy bem forte e com uma excelente produção, mas sem perder a originalidade que consagrou a banda.
As músicas mais pesadas como, por exemplo, as faixas “Goin´ Loco” e “Liar” trazem um hard rock arrastado com guitarras pesadas, cheias e com uma interpretação dramática do vocalista, interessante composições.
Muitas guitarras slides se alternando com guitarras bases bem pesadas e violões dão a tônica para esse álbum mas ao todo contam com composições bem variadas.
“See Me” é uma balada com características de southern rock e a seguinte “Enough Love” já é um rock n´roll mais cadenciado com uma linha melódica de guitarra muito bem construída alem do refrão chamativo (outra característica do Nazareth são seus refrões sempre pegajosos).
As faixas “Warning” e “The Gathering” voltam ao hard rock arrastado com bases pesadas na linha de “Beggars Day” e as faixas “Day At The Beach”, “Mean Streets” e “Loggin´ On” apresentam um rock cadenciado com certa tendência ao pop rock mas com peso e feeling suficiente para não se enquadrados de descartáveis.
Muito interessante também são os riffs em profusão de “Road Trip” e “Keep On Travellin´” com direito a acentuações, etc. “Gloria” é uma balada interessante, com muito feeling e uma interpretação de McCafferty muito boa. O play fecha com mais uma balada, “Dying Breed”, essa sim na linha de “Love Hurts”.
Destaque também para o encarte que esta muito bem elaborado onde as letras das musicas estão inseridas em encartes de jornais que, alias, é o tema do álbum. The Newz quer dizer as novas/as noticias ainda embora que a letra ´s´ foi trocada propositalmente pela letra ‘z’ alem de que, há toda uma ficha técnica, créditos gerais, agradecimentos abordados de maneira extensa e bem detalhada e sem falar na historia contada sobre a gravação desse álbum.
O Nazareth é oriundo da cidade de Dunfirmline e desde então já passou por diversas fases, desde o rock n´roll do inicio dos anos setenta, depois ao hard rock que consagrou o grupo (a fase áurea do grupo quando lançou seus melhores álbuns, Razamanaz, Loud N´Proud e Hair Of The Dog) e depois ao hard pop durante aos anos oitenta e teve nos anos noventa a sua mais fraca atuação.
Ultimamente tentam retomar a velha forma e tem dois fatores positivos agora, alem dos críticos a seu favor (coisa que faz tempo que não acontecia) contam ainda com um line up mais técnico que os anteriores.
Vamos ver se esses autênticos dinossauros do hard rock ainda consigam se manter num mundo em constante mutação do rock, pois mostraram com esse novo álbum que ainda tem fôlego para ir na estrada assim como outros contemporâneos que continuam a fazer historia como Deep Purple, Scorpions, AC/DC, entre outros.
(Fred Mika)
Site: www.nazarethdirect.co.uk
Banda que, li em algum lugar, faz um hard com toque dos anos 80. Quem escreveu este absurdo tem algum problema, pois os caras fazem um sonzinho pobrinho e bem mequetrefe, nada diferente dessas bandas de FM.
Com visual Glam, que até causa uma impressão favorável, mas que para por aí, de resto é só tranqueira.
Falta conteúdo e qualidade sendo um lançamento bem abaixo da média.
(Adriano Gandolfi)
Com um Death Metal muito bem executado, os finlandeses do NERLICH impressionam com DEFABRICATED PROCESS. O CD lançado em 2006 pela Old School Metal Records traz oito musicas com riffs de guitarra rasgados, uma bateria potente e muito pesada e um vocal gutural e sinistro. “Defabricated Process” faz lembrar a era gloriosa das bandas dos anos 90, com harmonias insanas e escuras e muitas referencias ao Thrash Metal.
A banda é atualmente formada por Miikka Merikallio (G/V), Davi Moreira (G), Hanna Kauppinen (B) e Teemu Mutka (D) e traz no seu track list “Defabricated Process”, ”Substantial Alteration”, ”Insane Creations / Inorganic Echoes”, ”Entity of Sickness”, ”Immnent Reprisal”, ”Mask for the Faceless”, ”Condemned” e finalizando com “On Sarcastic Impact”.
Eu particularmente gostei muito do trabalho dos caras e recomendo esse CD que vai agradar os fans de um Death Metal brutal e bem trabalhado.
(Marco Guerra)
Gravado por Hermann Frank (Accept, Victory), “Puppet On A String” é o primeiro registro do quarteto, com 10 faixas que oscilam entre o rock´n´roll e o hard rock, mas com um que bastante alternativo, seja pelos efeitos vocais aplicados ou pelas levadas.
E isto fará com que as opiniões sejam bastante diversas e a aceitação pode ser difícil. Caso você tenha escutado Vixen com seu destemperado “Tangerine” e o básico e enérgico L7, é como um mix das duas bandas.
A vocal Nicky possui uma voz bastante atraente em sua simplicidade e se sai bem no CD; os grooves e ritmos diferentes fazem da cozinha do Nikki Puppet digna de créditos. São faixas muito variadas, com destaque para “I Feel Unreal” e a pesada “Another World”, que possui boas mudanças em seu andamento e é onde sua vocalista brilha com muita emoção.
Mas estas sãos apenas duas faixas, aqui há canções para todos os gostos, com certeza.“Puppet On A String”, com seus pouco mais de trinta minutos, consegue fugir do tradicional mundo do rock pesado. Indicado ao público que se considera aberto ao rock com várias facetas e de certa forma acessível.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.nikkipuppet.de
Este álbum lançado em 2003 é o terceiro disco desta banda francesa de rock progressivo sinfônico, que começou suas atividades em 1994 com o nome de Bad Pingouin, uma banda cover. Em 1997 mudaram o nome para NIL.
Grupo criado por Benjamin Croizy (tc), David Maurin (gt /flauta), Samuel Maurin (b) e Frank Niebel (bat) depois deste lançamento acamparam também a vocalista Roselyn Berthet.
“Quarenta dias no Sinai”, traduzindo para o português, é um álbum progressivo conceitual que conta sobre os 40 dias que Moisés passou no monte Sinai. As letras em francês e a voz de Roselyn dão um ar diferente ao grupo.
O disco é dividido em dois atos com vinte e nove músicas, um álbum uniforme sem nenhum destaque em especial a não ser a linda voz de Roselyn e a competência dos músicos do grupo e convidados. O grupo atualmente está com um DVD ao vivo no mercado.
Uma ode ao rock progressivo seguindo a primeira veia do estilo acompanhado de classe. Um disco para curtir na penumbra de sua sala de estar.
(Bob Riot)
Site: www.nilweb.free.fr
Grupo italiano de heavy metal formado em 1991, por Alfonso Giordano (vocal), Giuseppe Seminara (guitarra), Luca Campione (guitarra), Riccardo Liberti (baixo) e Alfio Quaceci (bateria).
O nome do grupo foi escolhido para lembrar uma das obras-primas do Virgin Steele, lançada em 1986, para mostrar a sua filosofia de vida, que pode ser encontrada, tanto na sua música quanto nas palavras do texto. As influências da banda giram em torno da NWOBHM e o clássico heavy metal de grupos como Judas Priest, Iron Maiden, Virgin Steele, Scorpions, Saxon e outros.
O grupo começou as gravações de Killing For Glory em 2003, mas o lançamento oficial só aconteceu em 2005, após a substituição de Alfio por Ricardo Cascone, que assumiu as baquetas no disco. Atualmente o grupo conta novamente com Alfio na bateria e novo vocalista, Valentino Valente.
Não fugindo de suas influências encontramos em “Killing For Glory” um disco de metal clássico, enraizados nos anos 80 e torneado com um pouco de Virgin Steele, inclusive na parte gráfica, como pode ser observado. Um disco legal para quem curte o metal tradicional como em “Shadow Of The Night”, “Black Blade”, “We’ll Never Die”, que chegaram a me lembrar de Loudness e “Noble Of The Sea”.
Para os saudosistas este é mais um disco tipo remember da época.
(Bob Riot)
Site: www.noblesavage.it
MySpace: www.myspace.com/noblesavageit
Realmente o hard rock oitentista se encontra em pleno vapor, além das bandas clássicas mais antigas (em que várias voltaram à ativa), várias outras bandas novas estão mostrando seu trabalho e Nobody´s Fool é uma delas.
Este álbum homônimo apresenta treze do mais puro hard rock oitentista, uma mistura na linha do Winger, Bon Jovi e assemelhados. Já abriram shows de muita gente famosa como a banda Heaven, Mike Tramp (ex-White Lion), os novatos em ascendência dos conterrâneos do Airborne (sim, o Nobody´s Fool é australiano também) dentre vários outros.
O play abre com “Hold On”, um hard rock com refrões chamativos, não é um hard rock agressivo, mas sim com muita melodia e segue com “Let It Ride” e “Here To Rock”, mais hard rock festivo, no mesmo esquema das anteriores. Já “Forever” é uma belíssima balada com introdução no violão que vai ganhando corpo (nos pré-refrões e refrões).
Os destaques da banda vão para o vocalista Milosz (que canta limpo sem abuso dos drives rasgados tão comuns no hard rock), mas é um mestre na criação de melodias e também para o guitarrista Marcus (que também faz backing vocais), um guitarrista técnico e eficiente com solos bem definidos e bastante claros. A composição seguinte, “Tie Me Up” já é um hard rock bem mais vigoroso que as anteriores, quase um hino, uma das melhores do disco, para ser ouvida em volume máximo.
“Too Many Dollars” já é um pouco mais cadenciada, com o hábito dos refrões fortes também. O baixista, tecladista e backing vocalista “Willy” e o baterista e o backing vocalista “Steve” fazem uma cozinha competente, como toda banda de hard rock deve ser. Seguimos com “Send Me An Angel”, uma música bastante melódica, mas que não chega a ser uma balada, com leves toques de pop rock ao estilo da banda americana Nelson.
Daí voltamos ao peso com “Tonight”, uma música forte, rápida, com uma boa pegada e refrões com muito uso de backing vocais. “Temptation” é a próxima, já mais arrastada e mais forte, com um interessante riff de introdução, outra música que vale a pena ser destacada aqui.
“All I Have” é a segunda balada do álbum, com um solo sobre uma introdução mais lenta e logo após uma boa melodia do vocalista para ganhar certo peso nos refrões. “Scorned” é uma boa amostra de peso novamente, temos aqui um hard rock rápido, animado e festivo, já mais na linha dos suíços do Krokus.
Em “Cat´s Got My Tongue” temos um hard rock já mais cadenciado e mais dramático, o que não deixa de ser algo interessante também. “Speed” fecha o álbum, e conforme diz o título é mais uma música rápida, mas nada de especial nela.
é bom ver que o panorama do hard rock está novamente na ativa com boas bandas e com as bandas antigas voltando, isso tudo é sinônimo de bons músicos, boas composições, muitos shows e público bastante animado e o Nobody´s Fool é um ótimo representante dessa safra nova.
(Fred Mika)
Site: www.nobodysfool.cjb.net
Quinteto Finlandês que faz uma mistura de Death Metal e música gótica, ou seja, trilha um caminho relativamente similar ao Amorphis, para citar um exemplo. No entanto passam longe de ser uma mera cópia da citada banda. O som é bastante cadenciado, agressivo e melódico ao mesmo tempo, além de claras referências à musica clássica, bastante perceptíveis nos arranjos das faixas. Destacam-se as faixas “Misanthropolis” (que abre o CD), .... Uma banda realmente de qualidade, apesar de investirem num seguimento não muito original.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Para quem vivenciou o auge deste verdadeiro ícone do Thrash Metal - sobretudo quando de seu surgimento em meados dos anos 80 - sabe da extrema importância da banda para a consolidação do estilo, assim como sua contribuição quase que pioneira para a fusão do Thrash com o Hardcore ( que inúmeras bandas mais tarde adotariam).
Desta forma é com grande expectativa que um retorno do grupo com sua formação original, seguida do lançamento de um CD inédito de estúdio (uma vez que em 2003 já haviam lançado o ao vivo ‘Live Again’) é vista e aguardada. Mas, infelizmente, o que se ouve neste Third World Genocide é um material bastante decepcionante e muito aquém do que se esperava de uma banda que tem em seu currículo álbuns do porte de um ‘Game Over’ por exemplo. é um material muito mal produzido e gravado, com pouca inspiração e quase nenhuma criatividade.
O mais interessante é que as características marcantes - tanto instrumentais quanto vocais - que tanto caracterizavam a banda no passado (e que definitivamente moldaram sua identidade única) estão presentes nas 13 faixas do disco, no entanto feitas de forma lamentavelmente premeditada, fraca e previsível. Fique com os antigos clássicos e esqueça este aqui.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Para comemorar os 20 anos da gravadora Nuclear Blast, o excelente músico e produtor Victor Smolski (Rage e Mind Obyssey) escalou algumas estrelas da gravadora para homenageá-la com suas belas vozes, no time estão: Tobias Sammet (Edguy e Avantasia), Peter "Peavy" Wagner (Rage), Tony Kakko (Sonata Arctica), Mats Leven (Therion e Krux), Schmier (Destruction), Hansi Kursch (Blind Guardian), Andi Deris (Helloween), Oddleif Stensland (Communic), Marco Hietala (Nightwish) e Tarja Turunen (ex-Nightwish).
Com a competência de Victor e a colaboração desta trupe de vocalistas, surgiu o álbum “Into The Light”, que realmente é um belo presente para os fãs dos músicos em questão e da gravadora. Já falando no álbum, podemos citar como destaques as músicas “Dirty Wings” em que Sammet faz um bom trabalho como de costume, com uma música com um refrão fortíssimo que gruda em seu cerebro; “Terrified”, bem Thrash com a presença da poderosa voz de Peavy, também responsável por quase todas as letras do disco.
Tony Kakko também faz um bom trabalho em “Ruling The World”. A quarta faixa, “Death Is Alive”, é uma das melhores do disco, realmente épica, com um trabalho incível de Mats Leven, que é enriquecida ainda com a belíssima voz de Jen Majura (nova vocalista muito promissora), música que agradará muito fãs do Avantasia, realmente apoteótica.
Schmier detona tudo com a porrada Thash “Bloodsucker”, música do nível dos melhores álbuns do Destruction! Também devemos citar a música “Eternally”, que traz um refrão memorável. Hansi deixa a marca Blind Guardian na poderosa Slaves To The Desert.
E como se não bastasse este espetacular trabalho a gravadora incluiu nada mais nada menos do que um disco completo de bônus para os fãs! Contendo composições novas e antigas de algumas bandas importantes da gravadora. Item imprescíndivel em qualquer coleção.
(Adriano Gandolfi)
O Narnia é uma banda grande, tanto é que esse álbum ao vivo deles saiu por uma grande major, a MCM Music, que é maior que a Rivel Records, gravadora onde costuma lançar todos os projetos paralelos de Christian e as bandas que ele é gerenciador. E essa grandiloqüência do Narnia se justifica nesse cd ao vivo gravado na Alemanha em 2003 porem re-editado, remasterizado e relançado em 2005. Além disso, o Narnia tem mais cinco álbuns de estúdio.
A introdução de inspiração árabe já da a idéia de uma apresentação grandioso como convém a qualquer banda desse porte. As músicas seguintes fazem parte de um set list variado dos vários cds e a colocação deles é bastante estratégica alternando sempre musicas mais pesadas, com mais climáticas, mais arrastadas mas tudo bem estudado, nada aleatório. Destaque para todas. Para quem já conhece, observe o set list interessantíssimo:
1- Introduction
2- Inner Sanctum
3- The Mission
4- The Countdown Has Begun
5- Back From Hell
6- No Time To Lose
7- Living Water
8- Shelter Though The Pain
9- Dangerous Game
10- Awakening
11- Break The Chains
12- The Witch And The Lion
As músicas parecem até que foram gravadas em estúdio tamanha é a perfeição na execução (talvez foram feitos overdubs, não sei) mas também uma coisa é certa, os músicos do Narnia são excelentes, e a produção, tanto no estúdio como ao vivo, sempre foi um artigo indispensável nos lançamentos de Christian.
Indispensável na coleção de qualquer fã de heavy metal de todos os tempos. Long Live The King - Long Live The Narnia.
(Fred Mika)
Site: www.narniaworld.com
Mais uma vez o Narnia nos presenteia com esse ótimo trabalho, mais uma vez a altíssima produção áudio e gráfica capitaneada por Christian Rivel, mais uma vez excelentes músicas, bom gosto nas melodias, virtuosismo sem excessos e muita criatividade nas composições, mais uma vez tudo de bom novamente e por isso tudo merece mais uma vez uma nota alta também.
Mensagem lírica fortemente cristã, vários duetos entre arranjos de teclado e guitarra (o guitarrista Carl Johan Grimmark por sua vez, confirma sempre sua inspiração malmsteeana), mas o Narnia consegue sempre ser criativo sempre dentro de seu estilo onde cada música tem um clima diferente sempre sob a idéia Narnia de compor. O interessante desse álbum é que o guitarrista também gravou os teclados.
Há musicas mais “quebradas” (“Intro This Game”, “Show All The World” e a excelente faixa título), outras mais rápidas (“People Of The Blood Red Cross”), outras mais dramáticas e arrastadas (“Another World” e “Aiming Higher”) e outras mais baladas cheias de feeling (“Take Me Home” e “The Man From Nazareth”, essa última alternando momentos épicos, peso e excelente piano).
é realmente dificílimo tentar passar para o leitor o feeling quando se escuta um disco como esse, como expressar uma musicalidade em forma de texto. A única coisa que dá é pra falar que realmente detonaram nesse álbum, o que não é uma novidade em se tratando do Narnia, e só ouvindo para saber na integridade dessa excelência chamada Narnia.
(Fred Mika)
Site: www.narniaworld.com
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