Overkill. Quantas vezes esse grupo agitou minha mente com sons avassaladores nos anos 80. Estamos em 2010 e recebo esse presente: OVERKILL – IRONBOUND. A primeira faixa apresenta um Overkill com um pé no thrash oitentista fazendo algo que lhe é bastante peculiar: peso e velocidade. The green and black é simplesmente maravilhosa, destaque absoluto para a batera arrasa quarteirão. Uma base cortante no meio da música é um deleite para o headbanguear. Abro uma cerva e aumento o volume: Ironbound tem uma introdução precisa, a idade pesa, mas meu pescoço insiste em agir. Letra potente, vocal preciso. Feche os olhos e os anos 80 estão vivos novamente. Em determinado momento do refrão ouvimos “Diga tudo que você sabe” e respondemos: tudo que sabemos é que esse som é Overkill. Não existe pausa. O disco segue acelerado, pancada após pancada. Paro na quinta faixa – Give a Little, esse tipo de introdução com baixo e bateria marcando pesado e a guitarra cortante me atrai pacas. A música tem uma pegada muito legal que em alguns momentos lembra o Anthrax oitentista. Demais. Mais uma cerva e começa Endless War. De imediato penso – eis mais um clássico do metal. Simplesmente brilhante. The Head and Heart é gravediggeriana.. introdução com dedilhados e peso avassalador. Sigo essa estrada que é um eterno convite. Disco que não poderá faltar na coleção dos amantes dessa nobre palavra: METAL!!!
Line-up:
Bobby "Blitz" Ellsworth - Lead Vocals
Dave Linsk - Lead Guitar, Backing Vocals
Derek Tailer - Rhythm Guitar, Backing Vocals
D.D. Verni - Bass, Backing Vocals
Ron Lipnicki – Drums
(Paulo César Dos Santos Alves)
Site: wreckingcrew.com/Ironbound
MySpace: www.myspace.com/overkill
Passados 20 anos do início de sua trajetória, o grupo cristão Oficina G3 tornou-se exemplo de grupo que conseguiu aliar o propósito de divulgar o evangelho através da música pesada com seriedade, profissionalismo e técnica. Reconhecidos pela imprensa especializada, a banda rompeu todos os preconceitos e ressalvas, ilustrando capas de revistas, sendo entrevistada por alguns dos maiores veículos de imprensa nacionais e estando em turnê durante todo o ano nos mais diversos cantos do Brasil.
Agora temos aqui seu sétimo trabalho de estúdio, Depois Da Guerra, e esse grupo já contabiliza quatro discos de ouro, turnês internacionais pela Europa, América Latina e Estados Unidos, duas indicações ao Grammy Latino (2005 e 2007) e shows para mais de 500 mil pessoas, com seus instrumentistas sendo considerados alguns dos melhores do Brasil, endorsers de marcas reconhecidas, o Oficina G3 mantém uma solidez e renovação musical rara, difícil de se alcançar no mercado nacional. Juninho Afram (guitarra), Duca Tambasco (baixo), Jean Carllos (teclado) e Mauro Henrique (vocal) ultrapassaram a barreira da música cristã, conquistando, pelo trabalho e competência, o respeito de quem entra em contato com sua obra.
O som passa por estilos como o pop, rock, metal e rock progressivo, com toques de jazz e outras sonoridades, a banda tem repertório vasto e diferenciado, contabilizando alguns clássicos no currículo: faixas que são imediatamente identificadas desde o primeiro acorde.
Satisfeitos com o que conquistaram, mas sem deixar que isto se transforme em acomodação, a banda parte para uma nova turnê, com a entrada do novo vocalista, Mauro Henrique, e com um álbum forte em mãos.
Depois Da Guerra simboliza as transformações e a auto-crítica, sempre necessária, com o peso do rock em grande evidência e mostra mais uma vez essa grande versatilidade musical do Oficina G3. Desde a climática e viajante instrumental de abertura, “D.A.G.”, para logo cair no peso com influenciais do heavy metal contemporâneo com new metal da década de noventa em “Meus Próprios Meios”, e, o turbilhão sonoro não para ai. Do prog metal temos “Eu Sou” e “Meus Passos” que apresentam arranjos com ritmos quebrados, progressões e acentuações bem diversificadas. “Continuar” e ‘Tua Mão” já são duas composições mais cadenciadas onde o vocalista pode trabalhar mais na melodia. Bonitas baladas com interessantes linhas melódicas do teclado embora a primeira seja mais climática e a segunda um pouco mais Power ballad.
“De Joelhos”, “Muros” e “Obediência” já são mais hard rocks modernos na linha do Dr. Sin com riffs poderosos e arrastados intercalados com arranjos de teclados.
A faixa titulo, “Depois Da Guerra (D.D.G.)”, bem pesada e com uma mensagem bem contundente, além de interessantes e variadas passagens que dão a faixa um clima especial, como as partes vocais que logo ganham corpo nos compassos posteriores para culminar numa passagem forte de bumbos duplos dos refrões e uma ponte mais light na seqüência e solos muito bem elaborados.
“A Ele” e “Incondicional” são outras duas baladas, mas dessa vez a primeira com toques das baladas do rock progressivo a La Kansas e Styx e a segunda com estrutura mais na linha do hard rock americano oitentista. “Better” é outra faixa pesada mas dessa vez cantada em inglês assim como a interessante cover que fizeram para “People Get Ready” de Jeff Beck e Rod Stewart. Interessante a aproximação da interpretação para vocal rouco de Rod. Ficou muito boa essa releitura.
As todo são quinze composições e a que fecha o álbum é mais uma balada power, uma versão para inglês de “Unconditional”.
Enfim, um álbum pesado, com excelentes timbragens, bem produzido e mensagens incisivas.
(Fred Mika)
Outra banda americana na linha do Power Metal, formada em 2001. Conta com Michael DeGrena (vocal), Steve Pollick (guitarra), Scott Haggerty (guitarra/teclado), Tom Donaldson (baixo) e JR Jameson (bateria), mas a formação atual já é outra, segundo o site oficial, com Mark Howard no baixo.
Terceiro disco do grupo com uma sonoridade que me fez lembrar do último do Iced Earth, mas não no mesmo nível, pois o vocal não tem nada de Ripper Owens, mas a harmonia da guitarra, como em “Ghost Of Memories”, bem como algumas bases pesadas, como “Gods Of War” e “Single Shot”, ou na ritmada, “A Means to Know End”, além da meia balada “Devotee”.
Banda que não desaponta no quesito heavy metal, a galera pode apostar umas fichinhas nesta banda.
(Bob Riot)
Site: http://www.orderofnine.com
MySpace: http://www.myspace.com/orderofnine
Banda suíça formada por Matto Leuenberger (guitarra), Bernie Kupfer (guitarra), D.C. Crow (vocal), Riccardo Bo (baixo) e Rogor Bachinger (bateria), com influências de Accept e Judas Priest.
As suas influências são claríssimas e podem ser sentidas no som da banda, hard rock com bases pesadas e rítmicas, sem nenhuma música mais rápida, a aposta do grupo fica por conta de seus riffs, sem solos de guitarra muito destacado, na maioria das vezes fazendo mais a parte melódica da música.
Confesso que o nome do grupo me chamou a atenção, por se tratar do nome de uma letra grega, e por eu trabalhar com ciências exatas, na qual Georg Simon Ohm tem papel fundamental nos conceitos básicos, fora isto... vamos ao que interessa, falar de música.
O vocal e estilo de cantar lembram muito o The Cult, em alguns poucos solos de guitarra, parece que o guitarrista do Rage Against The Machine tá fazendo uma canja, ou seja, a guitarra parece que dá uns gritos, com em “Convince Yourself” e “Fixing The Shadow”, pra dizer aos ouvintes... eu to aqui!
Disco coeso, com músicas na mesma linha, destaques para “Chain Crusher”, com refrão de hit, “Down The Drain”, que pode ser ouvida no MySpace do grupo, “Anywhere, Somewhere, Nowhere“ e “Eyes Of Death”, com outro refrão que pega nos ouvidos.
Bom grupo, hard rock de diversão garantida pra quem gosta de UDO e companhia.
(Bob Riot)
Site: http://www.go4ohm.com
MySpace: http://www.myspace.com/nationofohm
Tough Luck Mile é na verdade um EP produzido de forma independente da banda Octane Gypsy e sejamos justos, é um EP bem produzido desde o som que está muito bem mixado (onde se nota bem todos os instrumentos) até o encarte com fotos trabalhadas, etc.
O Octane Gypsy foi formado pela vocalista Eleanor Goldfield (vulgo Swede) e pelo guitarrista e baixista Brian Scott na Califórnia e logo começaram a compor encontrando na pessoa do baterista Derek “Goldstar” Smith o músico que faltava para completar o grupo. Adicionalmente ainda contam com a presença do eventual baixista German Briseño.
Mas voltando ao som do grupo temos um hard rock bem interessante, uma mistura na linha de bandas como Mötley Crue, Guns N´Roses e Skid Row com vocais femininos mas não se enganem, a vocalista não tem nada de voz suave comum as vocalistas do pop rock e sim um drive, um timbre marcante e acentuado sem ser enjoativo (algumas vezes até lembrando o timbre do vocalista do Ratt, Stephen Pearcy).
A primeira faixa é “Save Me”, bem nessa linha de hard rock californiano empolgante e cheio de energia que apareceu em meados dos anos oitenta. Um som contagiante e com refrões bem pegajosos que convidam todos à festa. Um fator que faz destacar bem isso é, como disse, a boa produção.
Na seqüência vem “Double Shift”, uma balda bem típica desses hard rockers, ou seja, alegre e sem ser dedilhada, só a levada no violão rítmico. Aqui vale destacar a boa interpretação da vocalista.
O rock n´roll mais visceral aparece em “Honky Tonk Women”, com claras influências de bandas como Aerosmith e Rolling stones uma vez que as bases são mais cruas mas mantém o clima bem rock n´roll, bem festeiro e refrões bem atraentes.
E fechando o EP tem a composição “Rebel´s Highway”, essa meio na linha de “Kickstart My Heart” do Motley Crue, um hardão rápido sem ser pesado porém transbordando energia como é peculiar às bandas daquela época e às bandas que se inspiram naquela época.
Esse EP (sim, não chamemos de demo, pois está com características de um cd comum só que com menos composições) resume todas as boas características de uma boa banda desse estilo, isto é, muita energia intimando o ouvinte a tomar parte da festa (e como esses hard rockers entendem de festa), bons refrões, bons instrumentistas, composições agradáveis, visual de acordo, e muita agitação no palco. Já abriram shows de Gilby Clarke (ex-Guns N´Roses) e vários outros artistas de porte médio.
Resta agora saber quando vem o cd full lengh, ou seja, o cd completo pro mercado que, com certeza, deve agradar aos fãs do estilo por ai bem como os fãs tupiniquins do velho e bom hard rock oitentista made in USA.
(Fred Mika)
Sites: www.octanegypsyband.com / www.sonicbirds.com/octanegypsy
Myspace: www.myspace.com/octanegypsy
O Odd Job foi formado em 1993, com o guitarrista Peter Vincent nos vocais, Paulo Zumba no baixo, Fernando Telarolli e Alex Lana nas guitarras e Fabio Saffi na bateria.
Gravaram uma demo em 1994 e depois disso a banda conseguiu boa receptividade junto ao publico e critica emendando uma série de shows pelo estado de São Paulo mas em 1997 a banda se desfez só retomando as atividades dez anos depois mas com duas trocas, agora com Alex Fasanella na bateria e com Fabrício Bruca (guitarra) substituindo Alex Lana. Em junho de 2008 lançam então seu primeiro álbum, o homônimo Odd Job contendo dez composições.
Em relação ao som eles fazem um hard rock elaborado, trabalhado sem soar demasiadamente moderno com riffs bem construídos e bom trabalho da cozinha (baixo/batera) e vale resslatar aqui os interessantes groovies levados pelo baixista e tudo isso já logo perceptível na primeira faixa do álbum, “Inside The Night” (ainda contam com a boa interpretação do vocalista, um dos destaques da banda).
Depois já emendam com “Melting Clocks”, meio no estilo das composições de Glenn Hughes em carreira solo, isso significa bons riffs sobre uma sessão rítmica quebrada, funkeada com ótimo trabalho de baixo/batera. Solos bem elaborados, límpidos e chamativos.
A faixa “The Big Lie” já oferece um clima um pouco mais dramático, menos groovies e um pouco mais de peso quanto aos refrões e, mais uma vez, a interessante interpretação do vocalista bem como os vocais de apoio.
Em “Good Times” temos uma introdução bem sacada no violão para logo cair no som encorpado da banda toda com a guitarra solo fazendo interessante melodia (isso tudo serve de introdução para a música) e depois, vocais se interpõe com partes de solos melódicos e bela ponte de vocal entre o refrão e o solo.
“There So Many Things To Do” com usos de pedais wah-wahs e os groovies dão um clima interessante a musica, outra música bem na linha de Glenn Hughes.
Em “A Well Known Place” temos uma balada com muito feeling com um certo ar de melancolia com boa presença dos violões dedilhando e bonita melodia dos teclados sob arranjos de piano, além de solos na linha de Ulrich Roth (fase Scorpions). Mais uma interessante composição.
Já na próxima composição, “Little By Little”, temos forte influência do jazz na estrutura geral da composição, com ritmos quebrados, contratempos, etc. É uma composição mais cadenciada que exige bem dos vocais e os vocais de apoio sendo bem acionados também gerando um clima final dos mais convidativos a audição além de links e riffs de guitarras bem construídos.
“The Tempest” é a faixa que fecha o play, mais pesada e mais arrastada com uma bela melodia de guitarra na introdução onde, depois, entram os violões com a banda toda para as partes de vocais. As melodias de solos e groovies aparecem por toda a faixa fazendo uma composição bem construída, bem trabalhada.
A banda toda merece destaque. Aqui o ouvinte percebe a existência de bons e criativos instrumentistas com composições agradáveis, bem elaboradas e com muito feeling.
O negocio agora é manter a banda na ativa e lançar sempre bons álbuns como esse.
(Fred Mika)
Site: www.oddjob.com.br
A banda foi formada em 1982 e fazia na época um Thrash Metal ainda em amadurecimento, bastante influenciado pelo Hardcore - em sua postura mais crua, simples e direta – e logicamente pelo próprio Heavy Metal. Diga-se de passagem que nesta época o próprio Thrash Metal ainda estava em fase embrionária, tentando criar ainda um direcionamento e sonoridade própria e diferenciada. Desta forma em 1985 eles lançaram seu primeiro álbum, “Power From Hell”, que fez grande sucesso no meio underground em função da grande quantidade de faixas marcantes que o mesmo continha.
Pois bem, muitos anos se passaram e muita água rolou na história da banda, mas o mais importante é que após um “longo e tenebroso inverno” o grupo está de volta com sua sonoridade praticamente intacta. Tirando logicamente uma certa atualizada no som e toques mais modernos no que dizem respeito à produção (feita pelo conceituado Andy Sneap) em praticamente nada o Thrash Metal direto do quinteto difere de suas raízes, lembrando bastante por vezes inclusive a banda Overkill. No entanto, apesar de um trabalho bastante interessante, o Onslaught acabou criando um som datado ao extremo, que infelizmente hoje já não causa o mesmo impacto de outrora.
Mesmo assim bons momentos devem ser destacados, como as faixas “Burn”, a faixa título “Killing Peace”, “Pain”, “Twisted Jesus” e “Shock’N’Alive. Vale a pena ao menos conferir.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Grupo norueguês que tem no compositor , vocalista e guitarrista Terje Eide como figura principal. Este projeto teve seu inicio em 2000 e mais tarde se tornou On The Rise, foi lançado uma demo em 2001 que logo chamou a atenção do pessoal da Frontiers Records que assinaram o projeto em junho de 2002. Este primeiro álbum foi lançado em 2003 na Europa e Japão.
O disco é chamado por alguns de melodic rock, eu gosto de chamar de AOR. Resumindo, é o melhor disco do gênero que ouvi nos últimos tempos, superando as expectativas em cima do novo disco de Michael Kiske. On The Rise é um show de ritmos contagiantes, lindas harmonias, guitarra no ponto ideal, simplesmente de arrepiar os adoradores do gênero, como eu gosto de falar é um disco pra elevar o espírito dos ouvintes.
Lembrando tudo de bom que grupos como Journey, Boston, Styx e Foreigner puderam criar, é um prato cheio que não dispensa nem as gorduras nem as saladas, pra comer com vontade.
Músicas como “Beat Of Your Heart”, “Leaps And Bounds”, “The World Of Change”, “Running In The Night” ou “Stranded” (me lembrou Heep do tempo do Abominog) são de tirar o chapeu. No contexto geral todas as músicas são de primeira linha, isto porque não falei das baladas como a maravilhosa “The Moment”.
Quatorze faixas incontestáveis de puro AOR e pra quem quiser a versão japonesa leva de quebra a bônus track “We All Got To Change”. Disco para não se arrepender.
(Bob Riot)
Site: www.ontherise.info
Overloaded é uma banda de hard rock baseada em Detroit, EUA, formada em 2004. Os músicos são Chris Gillen (vocais), Erik Kluiber (guitarra solo), John Sullens (guitarra base), Michael Masse (baixo) e Lorenzo Gonzalez (bateria).
A banda costuma fazer apresentações com grupos da nova geração do hard rock como Hellyeah, Mushroomhead e Soil bem como grupos mais antigos e consagrados como Mötley Crüe, Skid Row, Krokus, além de outros.
O segundo álbum do Overloaded é esse em questão, Regeneration, lançado em 2007 (antes a banda havia lançado dois EPs, Hail The Kingdom e Hellfire, e os dois foram reeditados num primeiro álbum full lenght intitulado Hail The Kingdom).
Como todo hard rock que se preza, os vocais do grupo são bem rasgados com um drive médio bem acentuado com guitarras distorcidas, mas limpas onde são audíveis cada nota power chord bem como nos solos. Os riffs são gerados para darem consistência aos vocais apresentando numa soma que resulta em muito feeling.
Interessante dizer que o som do grupo não se assemelha ao hard glam norte americano e sim um hard rock bem elaborado, bem executado, com muitos groovies, refrões soberbos, backing vocais (ou vocais de apoio) bem colocados, etc.
A banda conseguiu um espaço interessante junto a mídia especializada como uma página inteira dedicado a mesma com a entrevista na revista alemã Heavy numa publicação de março de 2006 e ainda por cima incluiu a banda numa coletânea chamada de Metal Crusader volume IX com a música “Cyclone”. A revista turca Rock Station colocou outra música do Overloaded numa outra coletânea chamada TnT e a famosa revista japonesa Burrn! também elogiou bastante a banda, a revista italiana Rock Hard elegeu a banda como sendo a banda do mês de março de 2007, além de várias e várias outras.
Regeneration é um álbum de nove composições que apresenta com energia até o topo, músicas que quando ouvidas é impossível de ficar parado, adrenalina total, dinamite pura.
“What´s In There” é o petardo logo de cara e mostra para que a banda veio que, apesar de sua história bem recente não está para brincadeira. “Obvious Envious” segue na mesma linha desmoronando as pedras. “Feeling Overloaded” contém riffs inspiradíssimos contracenando com vocais hiperativos.
“President Day” e “Ride That Feeling” são duas outras pauladas, rápidas que às vezes cai para andamentos menos rápidos porem igualmente demolidores.
“Why Don´t You Love Me Anymore?” não é, ao contrário do que possa parecer, uma balada a julgar pelo título e sim uma faixa bem encorpada e para não fugir a regra, repleta de energia contagiante.
Se você ai conhece o álbum Electric do The Cult então é fácil se situar na faixa “Don´t Leave This Way”, algo como uma mistura de “Outlaw” com “Bad Fun”, ambas da referida banda inglesa.
“Flashy Girl” segue na linha de algo como Detroit Rock City do Kiss, porém com mais energia e vocais mais exigidos. A pancadaria sonora só acaba em “Try This On For Size” que riffs de guitarras mais contagiosos que o vírus da gripe. Esse sem dúvida foi um dos melhores lançamentos que pude apreciar recentemente e vou atrás de conseguir minha cópia rapidamente, e você? Eu aconselharia fazer o mesmo.
(Fred Mika)
Site: www.overloadedmusic.com
Myspace: www.myspace.com/overloaded
Quando Mickey Thomas juntou-se ao Jefferson Starship em 1979, enfrentou a dura tarefa de substituir não um mas dois vocalista excepcionais, Grace Slick e Marty Balin.
Mas Mickey provou não somente ser capaz de carimbar seu próprio estilo, como transformar a banda em seis anos de trabalho. Desde então vem demonstrando no meio sua altissima competência, tanto como vocal, mas como compositor, garantindo faixas suas nas paradas top tem americanas.
Depois de algum tempo Mickey retorna com o projeto Over The Edge Neste trabalho ele deleita os fãs com uma coleção de músicas escritas, por gênios do AOR como Jack Blades (Aerosmith, Cher, Night Ranger, Damn Yankees, Ozzy etc.), Neal Schon e Jonathan Cain (Journey), Freddy Curci (Alias), Steven Cristol (Starship). Além do que a a grande participação de músicos como Neal Schon himself em “Surrender”, Steve Lukather (Toto) em “Forest For The Trees”, Richie Kotzen (Mr. Big, Poison) em “The Man In Between” e alguns mais, e posso dizer que por estas participações o cd só pode ser de alta qualidade, mesclando um AOR de primeiríssima linha com toques de Hard Rock aqui e acolá, realmente um grande trabalho de mais um ícone da música. Produzido por Fabrizio Grossi que garante uma qualidade sonora do nível do trabalho.
Se você é fã de Hard rock e AOR este é um bom pedido, confira.
(Adriano Gandolfi)
Eis aqui um som diferente do que estamos acostumados a ouvir em matéria de rock. O que acontece aqui é que o rock é apenas um dos ingredientes do guitarrista israelense Oz Noy, um som um tanto eclético em que se predominam o jazz, o fusion e o experimentalismo instrumental.
Aos dezesseis anos, o garoto prodígio Oz Noy já era um dos mais famosos guitarristas de seu país tocando todo tipo de estilo musical e provando que era competente em todos eles. Mais tarde, quando ele já havia consolidado seu nome na cena israelense, começou a trabalhar como músico de estúdio sendo, inclusive, um dos mais requisitados por vários outros músicos de expressão.
Finalmente, aos 26 anos, em 1996, Oz Noy se mudou para Nova Iorque e atualmente é um dos guitarristas mais celebrados nos EUA tendo gravado e feito turnês com numerosos artistas, além de tocar em vários comerciais e trilhas sonoras como Auto Focus e Undefeated (HBO), Queer As Folk (HBO) e The Drug Years (VH1), entre vários outros.
Esse álbum, Fuzzy, com dez faixas, é uma amostra completa do talento de Fuzzy. Além de esbanjar talento e amplo conhecimento técnico-musical, sabe como explorar os recursos tecnológicos. Fuzzy mostra uma sonoridade riquíssima, algo como impossível de existir sob circunstâncias normais. É uma música visionária, algo semelhante a Jimi Handrix em sua época e ao atual Tom Morello.
Não tem como destacar uma ou outra faixa pelo simples fato de que todas são amplamente ricas em sons variados, arranjos maravilhosos e cada uma tem um clima diferente da outra.
Fuzzy realmente oferece a chance de ouvir algo intrigante, rico, extremamente criativo. Um som original. E para captar todo esse arsenal de bom gosto, a produção desse álbum caprichou, muito boa.
Ao lado do guitarrista Oz Noy, completam ainda a formação de Fuzzy, estão os ótimos músicos Will Lee, Anton Fig, Keith Carlock, James Genus, Vinnie Colaiuta, Jimmy Johnson, Jim Beard e George Whitty (todos eles reconhecidamente mestres em seus instrumentos).
Indicado para músicos de todos os estilos porque, nesse caso, o talento e a criatividade sobrepõem facilmente ao gosto pessoal.
(Fred Mika)
Site da gravadora: www.magnatuderecords.net
Confesso que não conhecia esta banda, apesar de terem uma longa estrada, e depois de ouvir o disco entendi porque é considerada uma lenda no underground inglês. O nome “Tentáculos” serve muito bem a este grupo que consegue fazer uma verdadeira “salada mista” de ritmos e sonoridades colocando tudo que você pode imaginar dentro de sua música.
O Ozric é um grupo de rock progressivo, de som psicodélico, como pode se ver até na capa do disco, planando nos ares do space rock, e que abusa com bastante propriedade, dos sintetizadores e outros recursos tecnológicos além de uma guitarra distorcida, de sonoridade interessante e agressiva.
Para quem é afeito a música instrumental, que muitos podem confundir com jazz rock, com muitos sintetizadores parecendo trilha de filmes de ação ou algo parecido, vai gostar de ouvir este álbum de sonoridade realmente incomum.
Não há música para se falar individualmente porque o álbum soa como um só devido a grande competência dos músicos da banda.
(Bob Riot)
Quero primeiramente parabenizar ao quinteto do ABC paulista (Stº André); composto por Augusto Angelis (v) Paulo Marcio (gt) Douglas Pardini (b) Leandro Leonello (tecl) e Denílson Ruffino (bat) e formado em 2001; por terem lançado e produzido seu primeiro cd de forma independente, isto porque como todas as bandas cristãs, sejam protestantes ou católicas, devem sofrer muita represália e repressão por seguirem um caminho de positivismo e fé, pontos que hoje em dia são vistos pelas “pessoas comuns” (seculares), como o lado incorreto da vida, errado é orar ou seguir à Deus, o certo é beber,ir pra balada, fumar um...bom, isto é outra história,senão acaba virando polemica...
Seguindo a religião católica são eles mais um nome à enriquecer o metal cristão com seu progr metal bem mesclado à fortes doses de heavy metal melódico e passagens que beiram o power metal atual, com uma leve enfase nos teclados que tem um papel muito importante na textura musical e nos arranjos em todas as dez composições aqui apresentadas, porém sem solos mirabolantes ou auto-indulgencia,em uma trabalho conceitual, que “narra de uma forma clara e verdadeira, a transformação de uma pessoa destruída a uma vida vitoriosa, bastando apenas um ato de atitude pessoal e concreta” (segundo o release), e que conta ainda com as participações preciosas de Danilo Lopes(Ceremonya, ex Eterna) Tárcis Marin (União)e do ex-vocalista Carlos Grisende, tendo a capa idealizada por Paulo Frade (Eterna) e afora alguns clichesinhos aqui e acolá eles estão no caminho certo e são um nome à engrandecer a cena. Tel/fax(011)71237008/44578010
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.oraculo.art.br
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© 2010 by Bob Riot