O nome desse projeto vem dos sobrenomes do guitarrista Marty Paris (Skulls Project) e do vocalista Kelly Keeling (ex-M.S.G., John Norum, etc). para completar a formação do mesmo contam ainda com Rick Van Benschoten (baixo), Matt Goeke (violoncelo), and Gintas Janusonis (bateria).
Keeling iniciou sua carreira a mais de vinte e cinco anos quando tinha apenas quatorze anos de idade e em 1990 ingressou no grupo Baton Rouge como vocalista e guitarrista do mesmo sendo contratado pela Atlantic Records lançando dois álbuns. Um pouco depois participou em co-autoria da faixa “Snakebite” com Alice Cooper no álbum Hey Stoopid.
Depois de participações em trabalhos de vários outros artistas, Keeling só veio alançar seu primeiro álbum solo em 2005.
O projeto Paris Keeling é americano e já conta com dois lançamentos: End Of Ride (2006) e End Of Ride Revisted que na verdade é a inclusão de mais algumas faixas (bônus tracks) em relação oa primeiro álbum e conta com participações de músicos renomados como os guitarristas George Lynch e Al Pitreli; dos vocalistas Don Dokken e Beth Bailey; dos bateristas Carmine Appice, Shane Gaalaas, Nate Howell e Corky McClellan, etre outros músicos.
Vamos ao play. End Of Ride Revisted tem no total dezesseis faixas, e o som trafega entre o hard rock mais clássico e elétrico como nas faixas “Tears Of Heavens”, “Head Straight” (que tem as versões ao vivo e elétrica aqui), “I Learned From The Inside” e “Don´t Disturb The Occupants” (essa uma regravação do projeto de Carmine Appice conhecido como Guitar Zeus). A diversidade quanto as composições é grande, além das citadas faixas temos algumas baladas com um pé no pop rock como em “Life” e “Free” (essa uma composição interessante e melancólica com a presença de violoncelo) e outras baladas com climas diferentes como em “Morning Song” e “Color Blind”.
“I´ve Found” é uma outra linda balada com ares mais na linha hard AOR (também pudera, ele é composta por Keeling e Don Dokken) gravada somente com violões e os vocais.
Outras faixas já são totalmente influenciadas pelo pop rock como em “She Was” (esta composta por Paris) e “End Of Ride” e a pop-folk como em “Alive”.
O interessante do projeto, além dessa variedade e criatividade em relação as composições é que eles ainda souberam criar climas em abundância presentes em praticamente em todas as faixas. Um exemplo perfeito disso é a nostálgica “Feel”, um andamento cadenciado do início ao fim mas que prende o ouvinte pelas lindas melodias, clima viajante e bucólico.
Em “These Days”, um rock blues que já é perceptível a construção melódica apurada de George Lynch, uma das melhores faixas do álbum e em “Telephone Line” a influência da balada pop dos Beatles.
Portanto, é um álbum rico, variado, com muitos detalhes, muito feeling e músicos excelentes e criativos e presença de muitos instrumentos nos mais variados arranjos. Mas a maior parte do álbum, uns dois terços, é composta por baladas variadas, para todos os gostos. Indicado para os não radicais.
(Fred Mika)
Site: www.pariskeeling.com
MySpace: www.myspace.com/pariskeeling
The Poodles é uma banda sueca de hard rock formada em 2006 e com uma ascensão meteórica, pois já no mesmo ano estavam lançando seu primeiro álbum depois de assinarem com a gravadora alemã AFM Records. A razão disso tudo foi devida a um quarto lugar num importante festival anual sueco, o Melodifestivalen, que determinaria o representante oficial do país para o Eurovision Song Contest.
Em janeiro de 2007 esse primeiro álbum do The Poodles, Metal Will Stand Tall, foi também lançado por toda a Europa e a composição “Night Of The Passion” recebeu platina e na seqüência a própria faixa título recebeu disco de ouro (esta última com um lindo dueto com o vocalista e conterrâneo Tess, da banda de dance music Alcazar).
A banda então pegou um total de 35 composições a serem garimpadas para o segundo álbum (e daí entrou nele doze composições) que saiu ainda no mesmo ano, 2007, intitulado Sweet Trade, também pela AFM Records. A faixa “Seven Seas" foi produzida por Matti Alfonzetti e Johan Lyander e foi selecionada para ser o primeiro single. A música foi escrita por Jakob Samuel, Jonas Reingold e Peter Stormare, esse último um ator sueco.
A formação original do grupo é composta por Jakob Samuel (vocais), Christian Lundqvist (bateria), Pontus Egberg (baixo) e Pontus Norgren (guiatarras) mas esse último pediu as contas em 2008 em busca de uma sonoridade mais pesada e foi substituído por Henrik Bergqvist e no ano seguinte, 2009, lançam enfim Clash Of the Elements. Esse mais recente álbum do The Poodles conta com quatorze composições sob a produção de Mats Valentin e mixado por Mike Fraser e Robert Wellerfors.
E, diga se de passagem, uma produção primorosa com um encarte luxuoso. A banda faz um hard rock moderno e complexo apesar do visual glam. Com um rico arsenal de arranjos que não deixa nada monótono e incluindo teclados, pianos, coráis, etc bem ao gosto do antigo Queen. Um exemplo dessa exuberância musical já está presente logo na primeira faixa, a dramática “Too Much Of Everything” e, depois descamba para um hard rock mais energético e direto em “Caroline”, “I Rule The Night” e “Like No Tomorrow” (essas duas últimas com refrões recheados de melodia e por isso mesmo, bastante grudentos).
“One Out Of Ten” e “Can´t Let You Go” são duas power baladas interessantes como no melhor estilo clássico europeu de heavy metal moderno. Continua a seguir uma boa amostra da exuberância musical do The Poodles bem como sua rica diversidade: “Give Me A Sign” é um hard rock com bases bem marcantes e distorcidas mas com refrões retos e melódicos no melhor estilo do heavy metal melódico made in Europe enquanto “Sweet Enemy” já lembra a fase mais gótica do The Cult. “7 Days & 7 Nights” é hard rock puro com breves arranjos de melodias em slide guitar acompanhando as bases e com um refrão memorável e riffs pentatônicos.
E vamos a mais variações: “Pilot Of The Storm” e “Don´t Rescue Me” voltam ao hard rock pesado, arrastado com influência da sonoridade dos anos noventa enquanto “Heart Of Gold”, apesar da introdução nostálgica logo descamba para um hard bem marcado e pesado. “Dream To Follow” tem bases retas e andamento reto deixando para o vocalista variar bem nas melodias e aqui, abre se um parentêsis, o vocalista Jakob Samuel (que é a cara do guitarrista Carlos Cavazo) é realmente um intérprete de primeira, não dado a exageros e detentor de um timbre interessante e voz única. Fechando a bolacha temos “Wings Of Destiny” já meio no estilo Guns N´Roses.
Covém adquirir. Um álbum acima da média e bem variado, fugindo dos clichés.
(Fred Mika)
Site: www.poodles.se

A banda é do Brasil, mas a gravadora é japonesa e o interessante disso é vemos gravadoras de países tradicionais consumidores de hard rock e de heavy metal contratando bandas brasileiras.
Isso é um ótimo sinal para o exigente mercado japonês, europeu e norte americano pois significa que nossas bandas estão mandando bem no mercado internacional de uma forma mais que promissora.
Uma dessas bandas é justamente a Pleasure Maker, que faz um hard rock com fortes influencias do hard rock oitentista americano. O timbre do vocalista C. Marshall lembra muito o de Adria Busic (Dr. Sin) embora o Pleasure Maker focaliza mais as melodias. Temos aqui dois álbuns do Pleasure Maker, vamos ao disco:
No primeiro álbum, Love On The Rocks lançado em 2006 pela Spiritual Beast, a banda alterna bem as composições com uma boa dinâmica entre elas como, por exemplo, logo na primeira composição, “Fast N´Wild”, é um hard rock rápido e elaborado com o guitarrista mandando ver alguns breves arpejos, links de guitarra e solos trabalhados, refrões grudentos como é de praxe a todo bom hard rock que se preze.
As faixas seguintes, “Out Of Control“, “Just Thinkin´ About You”, “Hard To Say Goodbye”, “Know How”, “Only A Dream” e “Face 2 Face (Keep The Fire Burnin´)”, já são mais cadenciadas mas sem perderem o pique, excelentes refrões. “Hard 2 Say Goodbye” um pé dentro do hard AOR na linha Journey (assim também é a faixa “Only A Dream”). Interpretação do vocalista impecável.
E a variedade das composições não para por ai; a faixa “Pleasure Maker” é animada mas já mais acessível comercialmente, uma faixa mais alegre enquanto “Stay With Me” é uma linda balada e links de guitarra colocados acertadamente e, “Neon Stars” já é uma instrumental curta onde o guitarrista mostra parte de sua boa técnica.
“Give It All” é um hard rock animado, daqueles que ninguém fica parado quanto tocado ao vivo e “Open Your Eyes” é mais um hard AOR com refrões bem pegajosos.
Em relação ao outro álbum mais recente, Twisted Desire lançado em 2008, agora pela duple Perris Records/Spiritual Beast Records, podemos afirmar que o som, a boa pegada da banda que se manteve intacta sem deixar de cair o pique e tem um adicional positivo a mais; as músicas que, como citei aqui anteriormente, já estavam bem variadas dentro do estilo hard rock, ficaram ainda melhores e mais diversificadas.
Faixas que de cara pegam o ouvinte como as arrastadas, poderosas e melódicas “Come N´ Get It”, “Twisted Desire”, “Eden´s Fruit” e “Do Your Revolution” fazem contraponto à faixas um pouco mais rápidas e diretas como “Feel It This Time” e “Is There A Doctor In The House?” mas mesmo assim trabalhando muito bem as linhas melódicas.
E, como no álbum anterior, temos ainda faixas mais diferentes como “What We Left Behind”, “Remember”, “Chance Of A Lifetime” e “Hurts Me, Hurts You”, mais cadenciadas e com forte presença de teclados e ótimas melodias, verdadeiras pérolas do hard AOR.
Álbuns que sabem fugir dos clichês e oferecendo ao ouvinte bons e variados atrativos. Compensa, e muito, adquiri-los.
(Fred Mika)
Site: www.pleasuremaker.com
MySpace: www.myspace.com/pleasuremakerrocks
Banda de Classic Heavy Metal, que lança seu debut de nome Zenith II Zero, a banda é proveniente da República do Chipre. Tecnicamente, os caras são bons, e uma influência perceptível em Zenith II Zero, por exemplo, é o som do Iron Maiden, notadamente dos dois primeiros álbuns.
A produção do cd poderia ter um brilho e peso a mais algo que agregaria profundamente no som do quinteto. De qualquer forma as 11 faixas trazem um som bem tradicional que agradará a fãs mais fiéis ao estilo, as musicas apresentam uma certa homogeneidade, não tendo nenhuma faixa que deixe a desejar nem um grande clássico. Talvez, agora que já deram seu primeiro passo estreando no mercado, os caras descubram como colocar um “plus” em sua música para, assim, lançar futuros trabalhos que mereçam um lugar sob os holofotes do estilo e, orgulhosamente, insiram o Chipre no mapa-mundi do Metal.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.prodigalearth.com
MySpace: www.myspace.com/prodigalearth
Intrigante, dramático, complexo, profundo, climático são alguns adjetivos ou como queiram, superlativos, para definir a musicalidade da banda Pendragon, que executa um rock progressivo com todos os requisitos necessários citados acima para se ter uma boa banda desse estilo.
A capa por si só já começa a intrigar o ouvinte logo de cara, um rapaz contorcido e algemado dentro de um cubículo fechado. Mais claustofóbico impossível. O encarte interno é de uma beleza plástica imprescindível.
O vocalista Nick Barrett (que também é guitarrista) não usa de técnicas apuradas de vocalização, mas interpreta bem e com a dramaticidade exigida ao contexto da música do Pedragon. Um exemplo disso é logo na primeira faixa desse álbum, “Indigo”, uma composição apesar de cadenciada em sua totalidade é bem rica, dinâmica, variada em arranjos e com muitas passagens e aclimatizações com quase quatorze minutos de duração. Os arranjos são simplesmente fantásticos.
A segunda faixa, “Eraserhead”, temos uma introdução que lembra a alegre e exuberante instrumental de bandas como ELP e Yes, e logo vem as variações e arranjos de teclados, de baixos, de ritmo, etc, com partes mais lights, mais viajantes, já mais pinkfloydianas, space rock, outras mais complexas e condensadas (destaque aqui para a excelente dupla batera e baixo, respectivamente Scott Higham e . Várias aclimatizações que deixam a composição que, apesar de longa (mais de nove minutos), não se perder no tédio. Pelo contrário, as passagens são várias e ricas que prendem o ouvinte. Nunca se tem a impressão de que a musica foi concebida como uma colcha de retalhos.
“Comatose” é dividida em três sub-titulos: “View From The Seashore”, “Space Cadet” e “Home And Dry”. Características inerentes de álbuns conceituais em que os grupos de rock progressivo são os mestres. E da lhe mais arranjos e passagens variadas. Agora lembrando mais o Rush e até o Led Zeppelin em sua fase mais psicodélica, por serem mais recheadas de guitarra, principalmente “View From The Seashore” e “Home And Dry”. Já “Spaced Cadet é uma viagem mais melancólica enquanto. Perfeito.
“The Freak Show” faz jus ao titulo, logo na introdução um clima esquizofrênico com o peso das guitarras bases e loucas interposições de teclado mas, a seguir, toma uma forma mais retilínea continuando cadenciada. Algo como algumas composições do Eloy no inicio dos anos oitenta.
Um lindo arranjo de gaita abre a composição “It´s Only Me”, a última desse álbum. Na seqüência temos vocalizações suaves com dedilhados idem que transmite um clima nostálgico ao ouvinte. Mas na metade da faixa, guitarras cadenciadas acabam por gerar um clima agradável.
Como disse antes, é um álbum e uma banda superlativa em todos os sentidos, arranjos e composições grandiloqüentes. Ótimos músicos e com muito bom senso na hora de compor e executar algo complexo, mas sem firulas desnecessárias. Enfim, uma aula de como se faz um bom rock progressivo sem ser chato ou pretensioso. Um álbum indicado a todos que admiram uma boa musica, independentemente de estilo preferido. Pena que, para variar, é mais um lançamento que só deverá ter a versão importada. De qualquer forma uma boa sacada da alemã SPV Records.
(Fred Mika)
Site: www.pendragon.mu
Formado em 1988 por Freddy "Faster" Brecht (vocais e guitarras), Scotti Ryan (guitarra solo, vocais de apoio), Rob Stratton (baixo) e Don Ferguson (bateria) e desde então, o grupo Pistol Dawn tem feito turnês constantes graças à carismática personalidade rockeira festeira on stage. Eles sempre são atenciosos aos seus fãs como também esbanjam enorme energia nos palcos. Resumindo, vivem para a sua musica e para seus fãs, o grupo passa todo o seu tempo compondo, gravando e excursionando pelo mundo com bandas como Cheap Trick, Dangerous Toys, Enuff Z'Nuff e Lillian Axe, entre outros. Todos os integrantes do grupo vieram do centro-oeste americano.
O Pistol Dawn gravou apenas dois EPs, o primeiro denominado Shot in the Act e produzido por Chip Z'Nuff e gravado no Star Trax Studios em Chicago, e depois Hard Way, gravado no Miami Street Studios.
Em relação a esse álbum, Coversation Piece lançado em 2008, que reúne esses dois EPs logo de cara temos a faixa título que dá para dar uma idéia boa do som da banda, um hard rock Made in USA cheio de energia e refrões secos e fortes na linha do Ratt e bons solos.
“Dreams Come True”, “Be My Girl” e “Message In A Bottle” são as faixa seguintes, com uma timbragem de guitarra um pouco mais estridente e já puxando para o hard rock mais alegre, mais comercial. E, como se preza a toda banda desse estilo, refrões grudentos é o ponto chave da composição.
“Hard Way” segue na mesma linha das anteriores, melodias agradáveis e alegres e com refrões pegajosos, mas sem adicionar nada de novo ao estilo.
“Gone Away” tem uma introdução interessante, mas logo dá pistas de sem uma boa balada (a parte dos vocais são bem melódicos e climáticos) e o riff da introdução volta nos refrões. Um hard rock cadenciado, bem climático com uma ponte entre o segundo refrão e o solo bem sacada. Uma das melhores composições desse álbum.
“Stocks And Blonds” e “Still Running Wild” voltam ao hard alegre que tanto sucesso fez na ensolarada Los Angeles oitentista. Um misto de White Lion, Ratt e Bon Jovi (dos dois primeiros álbuns).
“Talk Of The Town” já tem idéias mais diversificadas, esta faixa apresenta pouco mais pesada que as demais e com um riff agora dessa vez bem mais interessante. O refrão também é mais poderoso sem perder o gancho dos anteriores. Os arranjos do solo são simplesmente fantásticos.
O álbum se fecha com uma balada dedilhada no violão, “Wish Upon A Star”, climática sem apelar para o comercialismo.
Pistol Dawn é uma banda legal mesmo não oferecendo nada de novo ao hard rock. Mas tem lá seus atrativos. Algumas faixas como esta última, além de “Gone Away” e “Talk Of The Town” e da faixa-título são composições inspiradas e diversificadas enquanto as demais não conseguem fugir muito do cliché de música-alegre-feitas-para-serem-tocadas-em-rádios.
De qualquer forma é uma boa banda com instrumentistas bom e o vocalista que interpreta muito bem dentro do estilo e é dono de um agradável timbre. Algumas faixas como “Dreams Come True” e “Be My Girl” estão demasiadamente estridentes quanto a timbragem das guitarras. Mas no geral vale bem a pena.
(Fred Mika)
Site da gravadora: http://www.eonianrecords.com
MySpace da gravadora: http://www.myspace.com/eonianrecords
Na ativa desde 2004, este é o segundo disco da carreira deste grupo espanhol. Como vários grupos de seu país optaram pelas composições cantadas em sua língua natal, o que dá um certo charme, logo de cara, porque o espanhol é um idioma que se adapta bem ao heavy metal.
Javi Pimentel (guitarra), Lufti Salah Al-Kharbutli (vocal), Fher (guitarra), Emma López (bateria) e Romariet (baixo) são os caras que estão por trás dos instrumentos.
O som do Piel de Serpiente segue as influências de bandas oitentistas, algumas vezes lembrando bandas como Iron Maiden, Riot (na época do Narita) e Torch. Muito bom instrumental desenvolvido pelo grupo e as letras são em geral, rodeando os sentimentos humanos.
“Muerdeme”, ritmo agitado, pra cima, não poderia ser outra para abrir o disco, “El Huracan”, refrão bem legal, com excelente backing vocal, “Marioneta”, base rápida, lembrando Baron Rojo, “Victima Del Tiempo”, bonita balada para variar o clima, “El Beso Del Sol”, outra música energética.
Mais um excelente grupo espanhol a entrar na fila dos destaques de seu país, CD mais que recomendado, quase que indispensável.
(Bob Riot)
Segundo álbum da banda, que traz uma proposta oitentista ao seu som, mesclando composições que lembram alguns dos precursores do metal nacional, como Salário Mínimo, Golpe de Estados e Harppia, todas em português. O disco traz, Christian Lima (guitarra/vocal), Flavio Killers (baixo) e Vinicios Kavrucov (bateria), oriundos de Mogi das Cruzes (SP).
Metal tradicional, sem muita frescura, simples e direto, trazendo também uma mistura rock’n’roll, como na composição “Viuva Negra”, “Máquina do Tempo”, pauleira à la Virus, “Estrada do Rock”, um típico hino ao rock e “Metal da Pátria”, outra música rápida do disco, são algumas das faixas do disco.
Algumas coisas comentadas na sessão Demo, com relação ao cd de demonstração do disco, ainda valem para o full-length. Um disco para os saudosistas e para quem não conhece a marca deixada por esta geração.
(Bob Riot)
MySpace: http://www.myspace.com/prellude
Formada na Suíça em 1993, estréia tardiamente em disco, somente em 2008, com este disco. Integrantes do grupo na gravação: Tom Schluchter (vocal/guitarra), Tom Zurbrügg (guitarra), Pet Biedermann (baixo) e Märs Hari (bateria), atualmente substituído por Chris Gutknecht.
Jeito alemão de fazer metal, fortes backing vocals, bases ritmicas cadenciadas, melodias quase que conhecidas e por isto, alcançam um bom público para uma fórmula conhecida e de sucesso, nenhuma novidade do que se anda fazendo em matéria de metal naquelas redondezas e em outras partes do globo.
Claro, se você tem a fórmula, pra que se arriscar em pesquisa. Sem investimento, você pode conquistar mais fácil algumas coisas, veja o exemplo dos japas! Não inventaram nada, só fizeram menor.
Não que se descarte totalmente o disco, como eu disse, é uma fórmula que agrada e tem vários discípulos pelo mundo afora. Se você é um deles, pode ouvir “Seven Times Eternity”, “Riders Of Heaven”, “Angel Of The Dark” ou “Beowulf”, com certeza ficará satisfeito e correrá atrás do disco.
(Bob Riot)
Site: www.pertness.ch
MySpace: www.myspace.com/pertness
Entrando no túnel do tempo retornamos ao inicio dos anos 80 e nos deparamos no período compreendido entre 1980/1983, época este que surgiu este pioneiro do Metal holandês, que lançou quarto fabulosos álbuns(com destaque principalmente aos três últimos): Picture (80), Heavy Metal Ears (81), Diamond Dreamer (82) e Eternal Dark (83), indispensáveis aqueles que querem entender e apreciar um pouco do melhor do Metal oitentista europeu/mundial.
Como destaques de sua musicalidade, a banda sempre fez um Metal sólido, energético, e com instrumental apurado, com influencias de rock'n'roll no primeiro; speed metal com melodia no segundo e mais pesado e cadenciado nos que seguiram, destacando-se por reunir em suas formações três excelentes vocalistas.
A banda acabou em 1988 depois de entrar numa fase bem comercial que não agradou muito de seus fãs e simplesmente/infelizmente sumiu.
Graças ao finado selo Pseudonym Rec estes trabalhos retornaram à vida em formato cd em 2001 e com isso ficou provado que muito da popularidade da banda não havia sido perdida e em 2007 resolveram retornar oficialmente como banda e no ano seguinte lançaram este álbum ao vivo de forma independente e em tiragem limitada.
Antes de mais nada, o ponto negativo do álbum são os overdubs da gravação da platéia que parece ter sido gravado em um grande festival tipo Monsters Of rock ou Wacken Open Air, porém o trabalho foi gravado num local fechado e com um número limitado de pessoas; este tipo de “enganação” não engana mais ninguém e realmente um ato desnecessário.
Baterista Laurens (Bakkie) Bakker; guitarristas Jan Bechtum/Rob van Enkhuizen, vocalista Pete Lovell (inglês de nascimento) e baixista Rinus Vreugdenhil apesar da idade, rugas, carecas e tudo o mais continuam grandiosos e musicalmente em forma e detonando o seu sempre ótimo de se escutar Metalzão tradicional com destaque total como haveria de se esperar a um set list baseado nos quatro primeiro trabalhos em somente nove músicas mais duas inéditas que dão uma idéia do vem por ai: Live By The Sword e Choosing Your Sign são…metal puro e simples. Sejam bem vindos novamente!! Be welcome back!!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site:www.picture-eternaldark.com
MySpace: www.myspace.com/pictureholland
Para quem não sabe o Poison é uma daquelas milhares de bandas de glam rock surgidas nos EUA na primeira metade dos anos oitenta em diante. Naquela época a imensa maioria delas atingiu o sucesso mesmo as mais desprovidas de habilidades musicais e criatividade tamanho era o anseio do público e da mídia por aquelas bandas.
No caso do Poison, este surgiu mais precisamente em 1986 na ensolarada Los Angeles, a capital mundial do hard glam oitentista, um estilo que se definia por roupas e visual extravagante e multi-coloridos, maquilagem pesada, musicas simples e de refrões fáceis e pegajosos alem de muita festa, bebedeira e de muita animação ao vivo. As musicas do Poison (como nas demais bandas da época) falavam de loiras peitudas, motos, carrões velozes e festas. Raríssimas eram as exceções mas no meio desse mar de purpurina varias bandas de real talento musical souberam sobressair as outras mais pela sua musica do que pelo seu visual como Van Halen, Dokken, Bon Jovi, enquanto outras que vinham da Europa e anteriores a essas acabaram por aderir ao estilo por esse ser muito viável comercialmente (e diga se de passagem, bandas de real talento musical) como Whitesnake, Scorpions. MSG e outros. E havia um terceiro grupo, no qual pertencia o Poison e como disse, a grande e imensa maioria daquelas bandas, o grupo das bandas que se fizeram valer mais pelo seu visual e presença de palco do que a musicalidade mesmo.
O Poison então, cientes de suas limitações de seus instrumentistas tratou se de investir pesado nessa terceira opção, refrões fartos e fáceis, solos e bases simples e musica animada com letras fúteis, mas com sucesso garantido. Mas depois de muito sucesso a algum tempo de estrada com muito escândalos, diferenças musicais e difamações mil a banda veio finalmente gravar um álbum que pudesse capturar toda a energia explosiva da banda ao vivo, Seven Days Alive. Gravado em abril de 1993 no renomado Hammersmith Apollo em Londres esse álbum traz hits da fase de ouro da banda como “Unskinny Bop”, “Talk Dirty To Me”, “Every Rose Has Its Thorn” e “Nothin´ But A Good Time”, que faziam o deleite de seus fãs. Esse álbum já contava com excelente guitarrista Richie Kotzen (na verdade o único talento que já tocou no Poison) substituindo o simples e fraco porém carismático guitarrista C.C. De Ville. A banda é liderada pelo igualmente carismático Bret Michaels (uma versão mais comportada de Vince Neil, dos malvados dos Motley Crue), um frontman muito bom e comunicativo mas que não é exatamente o exemplo de um grande vocalista. A cozinha da banda faz o essencial sem deixar a peteca cair. Bobby Dall (baixo) e Rikki Rockett (bateria) fazem o que usualmente costumamos chamar de o básico bem feito, sem firulas, sem inventar muito. São dezessete faixas muito bem produzidas onde cada instrumento, arranjo e passagem é facilmente identificado e agradavelmente distinguível.
Apesar de todos esses aspectos positivos, esse álbum, de uma forma ou de outra deve agradar somente aos fãs do Poison e desse estilo mais direto do glam rock. Se você é um desses aproveite uma vez que já esta sendo lançado nacionalmente.
(Fred Mika)
Site: www.poisonweb.com
Grupo alemão de Heavy Metal/Hard Rock, na estrada desde 1990. Divine Intervention é o sexto álbum da banda que conta com Harald 'HP' Piller (vocal/guitarra),Jason Mathias (guitarra/vocal), Joachim Jacobitz (baixo/teclado/vocal) e Harry Reiter (bateria).
Outro grupo sem muita informação já que as que encontrei estavam em alemão, portanto, falemos do som...
Banda de heavy tradicional, influenciada pelo anos 80, guitarras pesadas, vocal um pouco estranho, mas diferente. Talvez se fosse colocado um frontman de oficio, digo, que só se preocupa-se com o microfone, a sonoridade ficaria melhor.
Logicamente, não compromete por demasia o som desenvolvido pelos caras, e não pensem que o vocal é ruim, posso citar algumas boas faixas como “Metal Angels”, com boa marcação de baixo e riffs de guitarra, que poderia ficar melhor com o reforço de backing vocals no refrão. “Divine Intervention”, mais rápida, “Injection of Affection”, com refrão legal e base ritmada.
“The Last Waltz”, lembra um pouco o Tygers Of Pan Tang, do tempo do Wild Catz, pela base rítmica, refrão marcante também, à lá Accept, com certeza hit do grupo. Em “Bloodsukers” parece que já tínhamos ouvido a música, ou seja, parece continuação, sem novidade, mas no nível, base pesada e bom refrão. Em “The Honest and the Brave” o clima já é mais épico, “The Healer” é a mais rápida do disco, no ritmo do metal melódico.
Um disco que não surpreende, mas também não desaponta, podemos considerar uma boa diversão para os amantes do metal alemão.
(Bob Riot)
Site:www.palace-music.de
MySpace: www.myspace.com/palacemusicde
Depois de um terrível silencio de sete longos anos o trio norte-americano lança seu terceiro trabalho, sendo o segundo pelo selo independente italiano que infelizmente tem “quase nula” penetração no mercado brasileiro.
Felizmente somos um dos privilegiados que tem acompanhado o trio desde o início, desde os tempos da d.tape que chamou a atenção pela qualidade musical e desde àqueles tempos a banda cresceu muito tanto em termos musicais como líricos; enquanto muitos preferem fazer barulho desconexo e cara de mau, tem gente muito boa por aí mantendo-se integra e leal ao seu estilo e estes norte-estudinenses são um exemplo.
Capitaneados pela guitarrista/vocalista/compositora e responsável por todos os arranjos Danie Powers ,baixista Steve Murray e baterista Daniel Nydick, o trio tem a proposta de mesclar influencias do sempre ótimo e grandioso metal oitentista (uma boa dose de BROCAS HELM, MANILLA ROAD, OMEN) com aspectos mais atuais em termos de arranjos, parte lírica.
Notadamente ao contrário do trabalho anterior,as composições deste estão mais diretas e simples, sem muitas partes acústicas ou grande diversidade nos arranjos vocais (Danie é uma ótima e versátil vocalista) e menos partes “progressivas”(leia-se longas partes instrumentais), porém com viradas muito legais e complexas por parte do baterista, que não nunca deixam as músicas com cara de mesmice e por vezes o rifferama dá uma cara de Iced Earth com palhetadas rápidas e firmes com um clima propício ao headbangin; a parte lírica é uma obra conceitual que tem atmosfera e clima que lembra em muito as histórias de King Diamond assim como a arte de capa que tem um tom vermelho fantasmagórico; a história inclusive tornou-se um livro que encontra-se à venda no site da banda. De bônus a rápida composição oitentista Cold Day In Hell.
O único ponto negativo deste bom trabalho e infelizmente é a produção que não condiz com o resultado final; lamentavelmente a bateria está com som de lata e deixa transparecer o artificialismo dos triggers e o instrumental está baixo, bem inferior ao apresentado no álbum anterior, uma pena.Porém, opinião é que igual bunda, todo mundo tem uma, então fica ao critério do leitor, a palavra final.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site da gravadora: www.powers-court.com / www.myspace.com/powerscourt
O guitarrista Metal Mike Chlasciak é certamente o que podemos chamar de personificação da figura “metaleira”. Caso alguém ainda não saiba o cara era o guitarrista do Halford (banda solo de Rob Halford) e de inúmeros outros projetos e bandas de peso (inclusive excursionou recentemente com o vocalista Sebastian Bach). Desta vez ele resolveu montar seu próprio projeto, juntando verdadeiras feras do porte do baixista Steve DiGiorgio (Death, Sadus, Control Denied, Testament, etc.), o ótimo baterista Bobby Jarzombek (Halford, Iced Earth, Demons & Wizards, etc.) e o vocalista Tim Clayborne (Hatred). O som do grupo é puro Metal/Thrash anos 80, feito com muita agressividade, peso e riffs cortantes. Tudo, absolutamente tudo remete aos primórdios do estilo, em sua forma mais direta, crua e nostálgica! Para isso basta ouvir faixas do porte de “Speak The Name” (puro Thrash!), “Hosanna Hosanna”(mais cadenciada), “Words Kill Everything” (agressiva e com fortes toques melódicos), “Dogs In A Cage” (lembrando bastante Destruction), “Live And Die”, “Bloody Wings” e “I Am Your Keeper”. Um CD que definitivamente vai fundo na fixa idéia de recriar aquela inigualável sonoridade e clima do Metal anos 80, fazendo-o da forma mais realística e honesta possível. E nesta empreitada os caras foram 100% bem sucedidos!
(Eduardo Garcia Carvalho)
Temos aqui um cd promo que deverá ser primeiro álbum full-lenght do Panaceah assim que a banda descolar um selo interessado em lançá-la o que a julgar pelo som do grupo não deverá tardar.
O Panaceah foi formado em 2005 pelo vocalista e pelo guitarrista e tecladista Daniel Lamas (ambos ex-Cactus Peyotes) que queriam desenvolver um projeto onde pudessem por em pratica suas idéias, melodias e letras que não haviam sido aproveitadas por sua ex-banda. Pois bem, logo depois, completaram a formação com Rodrigo Dussak (baixo), Rodrigo Loonan (bateria) e Victor Lautri (guitarras) e com esse line-up gravam esse álbum em questão. Depois dessa gravação, o tecladista Rafael Hephesto substituiu Daniel Lamas.
Quanto ao som, o Panaceah faz uma mistura de heavy metal melódico com prog metal mas com um pé no rock progressivo setentista (o timbre do vocalista se assemelha em muitos pontos com o do Geddy Lee do Rush nas partes mais agudas). Imaginem uma mistura de Rush com Journey, de Helloween a com um guitarrista a la Uli Roth (em algumas partes neoclássicas), Zakk Wylde (bends e bases pesadas) e de Eloy (intervenções de teclado) com Angra mais antigo (melodias de certas partes de vocais) e ainda de forma bem elaborada, é isso a sonoridade do Panaceah, entre outras só que adicionando mais peso e velocidade (e nesse aspecto já pendem para o prog metal).
Os solos são bem elaborados, definidos e a escolha do timbre dos mesmos foi bem feliz. Ponto para o guitarrista que sabe ser técnico sem ser chato e sabe também explorar as melodias.
Na primeira musica, “Fiat Lux”, observa uma composição bem dinâmica onde é notório o domínio instrumental dos músicos e a boa interpretação do vocalista.
Já na segunda faixa, “Dreamland”, temos uma introdução épica onde os teclados acentuam fazendo contraponto com guitarras bastante pesada para logo depois desenvolver um ritmo cadenciado e solto para os vocais sob uma base de guitarra com efeito tremolo. Em seguida aparecem os refõres livres e bem contagiantes. Vale aqui abrir um parêntese para a banda que sabe construir bem as linhas melódicas dos vocais, pois o mesmo flui bem em todas as partes não poluindo as melodias dos mesmos com arranjos intrincados. A banda sabe disso aqui e deixa os vocais fluírem livres.
Destaque também para as ótimas intervenções dos vocais de apoio. “New Messiah” já é mais rápida, uma composição interessante com um riff de introdução bem elaborado e bases de teclado apoiando as partes cantadas. Depois vem um trecho em que alternam arranjos no teclado com a base de guitarra (muito legal isso) e seguindo para a ponte (cantada) para então desaguar no solo bem trampado que finaliza a musica.
Outro destaque para a banda aqui é que ela sabe fugir dos clichês desse estilo, não apresentando formulas chaves, pois o Panaceah apresenta uma sonoridade rica e variada incorporando bem outros elementos dentro do rock como o rock AOR e até de um sofisticado pop rock com levada groovie, com levadas funkeadas em alguns trechos sem despersonalizar seu estilo.
“Over The Perception” é uma dessas faixas onde melodia dos vocais, interposições de vários vocais de apoio e partes com mais balanço (groovies) se harmonizam bem resultando numa excelente composição. “Seven Mirrors” (a próxima) é totalmente metal melódica com o uso de pedais duplo, bases pesadas e rápidas e tudo que o estilo tem direito. Mas o diferencial da banda apresenta ai, os refrões não caem na armadilha dos clichês referenciais que permeiam as bandas de metal melódico, o lance aqui é que eles aplicam leves pitadas de AOR rock nos refrões.
A faixa seguinte é “Tuareg”, peso e clima aqui dão a tônica além do ótimo trabalho da dupla baixo e batera e depois vem “Spiritual Alchemy”, uma faixa já mais na linha dos trabalhos solos de Bruce Dickinson apesar do vocal não usar muito os “drives” como Dickinson. Finalizando vem “Treasures And Tales”, uma balada interessante e com muita melodia tanto no instrumental como nas partes vocalizadas. Boa criatividade do baterista.
Essa banda surpreende e é certeza, como disse, que logo encontrarão uma gravadora e das boas.
(Fred Mika)
E-mail:panaceah@hotmail.com
Grupo paranaense que iniciou suas atividades em meados de agosto de 2000, com o nome de Wind Of Fate, tendo estabilizado sua formação com a entrada da vocalista e guitarrista Natália Ferlin, em 2001, e da baixista Jhovanny, em 2003, às duas únicas integrantes originais do grupo, Adrismith (bateria) e Kamila Trevisan (guitarra).
Influenciado por bandas como Black Sabbath (Dio e Ozzy), Kiss, AC/DC, Twisted Sister, Wasp, Grave Digger, Quiet Riot, Judas Priest, Running Wild, Manowar, Venom, Piledriver e outras, tendo inclusive, por algum tempo, tocado covers dessas bandas. Em suas composições o Panndora segue a linha Heavy/Power tradicional, sendo que a primeira demo, "Choose Your Side", lançada em outubro de 2003 teve mais de mil cópias distribuídas no Brasil e exterior.
No meio da gravação do álbum saem Natália Ferlin e Jbovanny em 2006. No início de 2007 entram na banda Aline Rizzato (vocal), Camila (guitarra) e Taise Bijora (baixo), formação com a qual terminam a gravação do álbum. As músicas foram gravadas com o vocal de Natália exceto "Black Sky" que ficou com o vocal de Aline.
Começando pela capa, obra de Boris Vallejo, super artista de Fantasy Art, que junto com Frank Frazetta, sejam talvez os melhores neste estilo, e já foram capas de vários discos de rock, principalmente Frazetta. A parte externa já nos remete à idéia dos anos 80.
O disco inicia com uma introdução que trás o tema do filme “Last Of The Mohicans”, que já foi usado por outros grupos de rock, seguida de “Nightmare Of My Essense”, “Killing Yourself”, “Wild Battle”, “My Heretic Lips”, “Black Sky” e mais duas bonus retiradas de seus CDs demo, “Choose Your Side” e “Other Life”.
A qualidade da gravação e inexperiência, fizeram com que o som da banda soasse meio estranho, uma mistura de sonoridades underground dos anos 80, tipo os grupos thrashers texanos como o Slayer S.A., bem como o som da guitarra, que ficou com mais cara de rock’n’roll que heavy. O vocal de Aline é muito diferente de Natália, e isto destoa muito, como se fosse outro estilo ou banda, seria mais interessante ter perdido mais tempo e gravado tudo com Aline ou não ter gravado com ela desta vez.
Bom, de qualquer forma é sempre bom ver que o metal brasileiro não é exclusivamente machista, tem lugar pra todo mundo desde que seja de qualidade. Apesar de alguns grupos acharem, que o principal é a música, e a qualidade de gravação vem em segundo plano, isto influência em muito.
(Bob Riot)
Site: www.panndora.net
Projeto do polonês Piotr “Peter” Wiwczarek (Vader) que conta além dele na guitarra, Grzegorz Kupczyk (Turbo) nos vocais, Marek Pajak (Esqarial) na guitarra, Vitek (Decapitated) na bateria e MrX no baixo.
O disco se propõe a mostrar um heavy mais agressivo, riffs contagiantes e pura energia rock’n’roll, diferente do que um fã do Vader esperaria.
De certa forma conseguiu, o EP com quatro faixas e dois covers, “Riding On The Wind” (Judas Priest) e “Paint It Black” (Rolling Stones). Dois?! Furtaram a Riding On The Wind do CD… O código de defesa do consumidor vale neste caso? Rs
O disco começa com “Panzer Attack”, seguida de “Steel Fist”, as duas à la Judas Priest, um pouco mais ferozes. A terceira faixa “Feel My X” é um rock´n´roll energético que me fez lembrar os bons tempos do Samson, “In Memory...” é uma balada instrumental, depois deveria vir a cover do Judas que foi furtada e pra terminar o cover dos Rolling Stones que ficou legal com um tom mais pesado.
Bons músicos, bom disco, mas aonde eles querem chegar? Será um teste de vendas?! Comprovaremos se lançarem um CD completo.
(Bob Riot)
Interessante o trabalho desse projeto, uma demo experimental com material todo compacto e produzido pelo Pastor Brad.
As músicas foram muito bem produzidas, com arranjos complexos como na faixa de abertura.
Em tempo esse álbum já é o terceiro lançamento dele e prima por uma guitarrista que domina bem as técnicas sem perder o feeling. A variação entre as passagens das músicas é enorme, bem como a rica combinação e dinâmica entre harmonia e melodia de todas elas. Há faixas mais pesadas como a faixa-titulo, a “Secret Aggression”, “ChildlikeSweetness”, “Fire and Ice”, (esta com riffs e acentuações fantásticas), a dramática “Soul Life” e “Go Irish”.
Há faixas mais arrastadas, mais cadenciadas, mas não sem perder o peso e a versatilidade das outras como o hard-blues “Bed of Roses”, além da climática e exótica “Memory Lane, e a levanta defunto ”Wolfgang´s Breath”.
Como se não bastasse essa exuberância sonora, Pastor Brad ainda suas composiçõesoferecendo groovies como o “Chunky Monkey” e “Rolling Thunder” (nessas os links e riffs de quitarras são maravilhosos). O exotismo reaparece também na arrastadona e mistica “Flooded”.
É realmente um trabalho para ninguém colocar defeito. Este também conta com lindoas baladas como em “Sinai Day Dreans”.
Pastor Brad soube como poucos pesquisar e usar os trimbres de guitarras com muito critério.
É um álbum-demo superlativo em todos os aspectos, aqui você nota influência de guitarristas como Joe Satriani e Michael Schenker (quanto aos riffs e linhas melódicas).
Ritchie Kotzen (quanto as harmonias e levadas groovies) e ainda de Eddie Van Halen (quanto a algumas harmônicas e solos em geral).
Lançado em 2007 pela pbmusic a pergunta que fica é:
E o álbum full-lengh? Quando virá?
(Fred Mika)
Site da gravadora: www.guitarjams.net
Contatos: pastorbrad@aol.com
O Patrulha Do Espaço é um dos pioneiros do rock n´roll brasileiro e com um som que apresenta várias semelhanças aos também veteranos do Made In Brazil. Vamos a elas: ambas bandas tocam um rock n´roll com bastante energia, um rock n´roll comumente chamado de rock n´roll viceral que significa bases retas e simples construídas em sua maioria de power chords e pentatôticas, cozinha reta (bateria e baixo), porém precisa e forte, melodias simples mas cativantes, refrões alegres e festivos, volume alto e muita adrenalina nos shows ao vivo celebrando um estilo estradeiro. Não chega ser um hard rock, mas estão na linha de bandas como Rolling Stones, The Who e no Brasil (para citar uma banda que todos conhecem), na linha do antigo Barão Vermelho.
Esse álbum foi gravado (no Centro Cultural São Paulo em 2004), mixado pelo técnico Gustavo Vasquez em Goiânia, uma figura conhecida do rock independente brasileiro ede gravadoras pequenas e a produção ficou a cargo do próprio Vasquez e do baterista Rollando Jr. Diga se de passagem, a produção soube captar bem o espírito do Patrulha.
As faixas são bem conhecidas dos antigos e novos fãs do Patrulha, um apanhado escolhido a dedo: “Não Tenha Medo”, “Festa Do Rock”, “Ser”, “Vai Rolar”, “São Paulo City”, “Quando A Paixão Te Alcançar”, “Arrepiado”, “Nave Ave”, “Homem Carbono”, “Anjo Do Sol”, “Véu Do Amanhã”, “Sendo O Tudo E O Nada”, “Tudo Vai Mudar”, One Nighter”, “Universo Conspirante”, “Olho Animal” e por fim o hit-mor da banda, “Columbia”, ou seja, rock n´roll do começo ao fim feito por gente que entende do assunto: Rolando Castello Junior (bateria), Marcelo Schevano (guitarra, teclados, flauta e voz), Rodrigo Hid (guitarra, teclados e voz) e Luis Domingues (baixos e vocais).
No encarte bem feito há fotos grandes de todos os integrantes ao vivo e um texto do baterista Rollando explicando o porque da gravação desse álbum e o porque da escolha das músicas em questão.
O show que foi gravado para esse álbum é o resultado, como define o próprio Rollando Junior, de cinco anos de trabalho intenso, com aquela formação do Patrulha, de meados de 1999 até o último show daquela formação, em 16 de outubro de 2004.
E ainda finalizou parafraseando o grande músico Greg LAke: “...welcome back my friends to this show that never ends...”
É o espírito do genuíno rock n´roll, é o espírito do Patrulha do Espaço.
(Fred Mika)
Site da gravadora: www.voicemusic.com
“Paul Rodgers é de longe um dos melhores talentos do nosso gênero musical” (Jimmy Page - 2007).
“Simplesmente o melhor cantor de blues rock vivo” (Brian May – 2007).
“A primeira vez que ouvi ‘All Right Now’ eu soube esta que era a voz de
alguém que escreveria seu próprio capítulo dos grandes vocalistas do
rock.” (Paul Stanley – 2007).
Estas são algumas das frases que estão no encarte deste novo álbum ao vivo de Paul Rodgers, nada melhor para poder traduzir o que este cara já fez, ao longo de sua carreira solo e nos grupos não menos importantes, Free, Bad Company, The Firm, Law e sua fantástica performance como frontman do Queen.
Qualquer adjetivo se torna redundante mediante ao talento de Rodgers, destilando sua voz em 19 músicas que traduzem a sua trajetória no mundo do rock desde os anos 60.
Das clássicas “Feel Like Makin' Love”, “Wishing Wel”, “All Right Now”, “Bad Company”, “Can't Get Enough”, “Seagull” e “Be My Friend”, passando pelo blues em “Lousiana Blues” ou “Fire And Water” e pela inédita “Warboys (A Prayer For Peace)”.
O vocalista é acompanhado de um time competente que inclui Howard Leese (guitarra/vocal), Lynn Sorensen (baixo/vocal), Ryan Hoyle (bateria) e Kurtis Dengler (guitarra).
Vá economizando sua graninha com o fim da CPMF, guarde um pouco do que sobrou do 13o. salário ou pegue aquelas moedinhas do cofrinho, se ainda não tem algum material com Mr. Paul Rodgers, esta é a sua oportunidade de anexar este álbum à sua coleção.
(Bob Riot)
Site: www.paulrodgers.com
“Penetrator” poderia muito bem ser classificado como Speed Metal ou até mesmo Thrash Metal de alguma banda norte-americana da primeira metade dos anos 80, lembrando, em alguns momentos, uma mistura de Exodus, com Slayer.
Apesar do nome, você pode pensar que se trata de uma banda do tipo “Sado-Splatter”, enfim essas tendências malucas, mas não é nada disso. Trata-se de uma banda que tem sua sonoridade calcada num Heavy Metal com toques de thrash.
O trabalho não é original, até porque, como foi citado anteriormente, lembra muito o trabalho de alguns ícones do metal, mas tem pontos fortes, como o vocal de Maxel Black que possui um “quê” de Ozzy e James Rivera (Distant Thunder/Helstar), que por sinal fez um belo trabalho neste disco, mostrando desenvoltura em muitas partes.
Os destaques maiores ficaram com o guitarrista Bess Ross e o baterista Simon Vanderzand, onde os dois detonaram tudo em músicas como “Unleash The Fury”, “Spread The Mind”, “Adulteress” (com belíssimos riffs) e “Templars of Hate” (um pouco mais cadenciada e que lembra bastante o Helstar, tanto na instrumental, como nas partes vocais de Maxel). Estas são, sem sombra de dúvidas, as melhores músicas do álbum. As outras possuem momentos, algumas passagens com umas guitarras pesadas, outros com uma boa pegada de bateria, além de uma ou outra com um bom trabalho de baixo).
Eles fizeram um trabalho bom, mas poderiam tentar colocar a cara do Penetrator nas músicas, até porque as guitarras, os vocais, a bateria e o baixo são manjados, mas eficientes.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.penetratorpower.com
Quinteto Austríaco que faz um som bastante pesado, com excelentes riffs de guitarra, que por vezes remetem aos momentos mais rápidos de bandas como, por exemplo, Cathedral e até mesmo In Flames (dos velhos e bons tempos). Mas o grupo vai muito além em termos de influências, embrenhando-se desde o Death e Thrash Metal, até momentos quase tradicionais e pitadas Doom (sobretudo no timbre das guitarras). Os vocais seguem uma linha mais gutural, encaixando-se perfeitamente à sonoridade e direcionamento da banda. Mas o grande destaque acaba ficando mesmo para as guitarras, com bases pesadas, cadenciadas e empolgantes. Entre as faixas destaque para Nox, First Fallout, Rage, System Mutilation, Perishing mankind e Disillusion (gravada ao vivo em 2005, em Viena). Um CD que vale ser conferido. Certamente não mudará a vida de ninguém, mas pode surpreender e agradar à muita gente.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Como não tinha recebido nada sobre o grupo, fui assistir ao vídeo clipe contido no disco, pois se trata de um CD multimídia. Pois bem, a música é “My Secret”, e mostra uns caras com aparência comercialmente vendável, uma música que poderia estar tocando na rádio e passando na MTV, tipo americanizado.
Agora vamos ao som propriamente dito... confesso que me assustei, “Devil In My Neck” veio atropelando com base thrash envolvente, pegou na jugular mesmo. Outra música que passa atropelando é “Divergent”, massacrante. Em “All I Gave” o clima é doom, guitarras arrastadas, “The Essential” e “Into The Fire” com base rítmica rasgada e “Just Some Pain” dando uma pitada de Slayer.
Tem também, as meio pasteurizadas para a venda, “My Secret” e “From Within Through Time” que não chegam a comprometer o disco, já que a versão brasileiro do álbum conta com 14 músicas.
“Faces” é uma boa pedida para os fãs que gostam de Metallica sem radicalismos.
(Bob Riot)
Com o ressurgimento em doses homeopáticos do heavy metal como conhecemos e amamos nos EUA, os músicos também estão voltando a se juntar para compor e tocar a música que estão em seus corações.
Este quarteto formado pelo atual e competente vocalista do Omen(que deu uma nova sumida), Kevin Goocher, guitarrista Eric Knudson, baixista Glenn Malicki e baterista Danny White lançaram muito recentemente seu álbum de estréia pelo selo belga que desde o início dos anos oitenta nos brindam com grandes trabalhos de bandas hoje consideradas clássicas(ex.Killer,Blacklace,Crossfire,Ostrogoth,etc) e como não poderia deixar de ser este está incluso neste rol.
Fazendo HM tradicional na melhor linha oitentista norte-americana, eles tem uma pegada bem Omen antigo,som direto e sem frescuras com vocalizações poderosas;Kevin tem uma voz muito legal e com garra e feeling na interpretação; e instrumental energético e bem executado,sem maiores destaques ou virtuosismos,mas com uma boa produção, sem soar mofado ou datado; o trabalho tem a participação também dos vocalistas Jason McMaster(ex Dangerous Toys, ex Watchtower) em Pain Machine e Roberto Lowe(Solitude Aeturnus) em Blood Of The Moon, além de Metal Warriors, escrita originalmente em ´82 é dedicada ao falecido Dimebag.Guarde o nome desta banda!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.phantom-x.com
Apesar de um começo a la Prog Metal, no decorrer do cd o Pharaoh demonstra sua principal veia e influência, que nada mais é do que a Donzela de ferro, com uma similaridade latente aos primeiros discos da era D’ianno.
Posso dizer que a banda mostra competência, criatividade e personalidade na estruturação de sua música, pois mesmo demonstrando seguir caminhos já trilhados, o faz com bastante esmero.
A produção esta bem feita e as composições não seguem uma montanha russa, demonstrando bastante personalidade na estrutura e nos timbres escolhidos.
Como todas as faixas segue um padrão homogêneo não há como listarmos grandes destaques, ficando o cd em seu todo muito interessante de ser ouvido.
Dentre os músicos também não há um destaque na banda, atuando todos em prol de um único interesse que é o som da mesma, algo que deveria ser primordial para todos que buscam seu lugar ao sol.
Resumindo, é um bom cd com um material bem focado e mostrando um direcionamento a la Iron Maiden, mas que mostra identidade, não soando uma mera cópia. Muito interessante.
(Adriano Gandolfi)
Impressionante este trabalho da Escape Music que coloca no mercado os três álbuns desta excelente banda, acompanhados por um excelente encarte e uma capa muito bem desenvolvida para manter os tres lançamentos.
Mel Galley sempre esta muitissimo bem acompanhado e podemos dar alguns exemplos como Glenn Hughes, Cozy Powell, Neil Murray, Don Airey, Ray Gillen, Max Bacon, Leif Johansson e Scott Gorham, só pelos nomes não precisamos dizer mais nada.
Esta banda britânica de Hard rock melódico tem em seu cd 1, Phenomena 1 uma versão com Glenn Hughes, para o classico Still The Night; Karma – um som novo de estúdio e 3 faixas de 1982 regravadas. Phenomena 2 apresenta uma nova versão para Did It All For Love. Phenomena 3 não traz surpresas.
O conjunto da obra fala por si só e The complete works é um incrível presente aos fãs desta magnífica banda, os que ainda não são podem correr atrás pois este material é valiosíssimo e vale a pena o investimento. Material histórico necessário em qualquer cdteca.
(Adriano Gandolfi)
Depois de anos desde sua última parte, o projeto criado pelo irmão do ex guitarrista do Whitesnake e Trapeze (dentre outros) Mel Galley, Tom, volta a vida com um novo álbum deste que teve seu primeiro capítulo lançado ainda nos anos 80 e já teve como participantes grandes músicos envolvidos tais como John Wetton, Don Airey, Cozy Powell, Ray Gillen, Scott Gorham, Neil Murray, Kyoji Yamamoto, Richard Bailey, dentre muitos outros, e neste novo capítulo da saga (que poderia também ser passada/adaptada para a “tela grande”) temos de volta o sempre grandioso Glenn Hughes detonando na interpretação em algumas das composições, além de Tony Martin (ex-Sabbath), Mel Galley, além de Keith Murrell (do trio irlandês oitentista Mama´s Boys), além de Lee Small, dentre outros.
Musicalmente o estilo continua sendo uma boa mescla de rock melódico,hard rock e AOR, com grandes melodias, refrães grudentos e letras que basicamente tem com assunto a luta do bem contra o mal, mas sem os clichês do metal mais tradicional(sem ofensas!), agora aliados à uma produção mais moderna,inclusive com timbragens mais pesadas; Killing For The Thrill por ex. tem um vocal meio falado com passagens de guitarra “moderninha” porém com um belíssimo refrão; tudo com muito bom gosto e qualidade e como preferidas fiquei justamente com as que G.Hughes canta-Touch My Life, Higher, e How Do You Feel? - não que o time não seja bom, mas faltaram mais alguns nomes de peso para engrossar o cast.
O cd vem em formato digi-book e traz as letras para nosso deleite.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Coletânea de artistas contratados da gravadora canadense Unicorn Digital, especializada em rock progressivo.
As tendências do progressivo são tão vastas quando as do heavy metal e com ardorosos fãs. Pessoas que assim como o pessoal do metal não mede esforços para comprar um disco de seu artista preferido ou ir a um show do gênero.
A diferença básica é que o pessoal do progressivo prima pela técnica, tanto da gravação quanto da produção de um disco ou show. Não que o pessoal de outros gêneros não tenham a mesma qualidade ou dedicação ao trabalho, são apenas algumas referências.
Quem se iniciou no rock progressivo da década de 70, com grupos como Yes, Gênesis e ELP, músicas quilométricas, cheias de sintetizadores e demais parafernálias, como difundido pelos mestres Rick Wakeman e Keith Emerson, sons inimagináveis e viagens alucinantes aliados a muitos efeitos em palco, sabe do que estou falando.
A Unicorn conta com um cast de primeira linha e o disco todo é de primeira, vale a pena ouvir e deixo os nomes: Talisma, Kaos Moon, Nil, Vladmir Badirov Project, Little King, Parallel Mind, Dimension X, Upright, Alkemy, Ring Of Myth, Hamadryad e Retroheads.
(Bob Riot)
Site: www.unicornrecords.com
A logo da banda é meio confusa (três caracteres sobrepostos), confesso que
demorei um pouco a descobrir o nome do grupo, é portanto um grupo
cristão brasileiro que canta em português na linha do Metal Nobre.
Vemos músicos bons, técnicos e criativos, especialmente o guitarrista,
mas algumas ressalvas devem ser feitas quanto à produção e musicalidade
do P 49:
1- A mixagem das guitarras deveria abrir mais o som das mesmas (mais médio) porque ficaram sujas sendo mais apropriadamente para um estilo mais pesado, ou new metal ou algo assim, uma vez que o som é um hard/heavy e o vocalista canta bastante limpo. Até na musica instrumental acústica “Puro” nota se essa característica.
2- Além de cantar limpo (o que não é nenhum demérito) o vocalista faz pouco uso da dinâmica da voz, ou seja, sente se muitas vezes que ele está indo fora do contexto da estrutura musical da banda. O timbre do vocalista é interessante mais falta cantar com mais paixão, mais uso de melodia e dinâmica.
3- Apesar do som ser pesado, as bases das guitarras são em grande parte construídas com forte inspiração do rock nacional.
4- Deve se trabalhar mais os backing vocais, o que daria mais ênfase em certas passagens, e os refrões se tornariam mais cativantes.
Já na power-ballad “Vida Nova” o vocalista se sai bem melhor, ele sente mais a música, o mesmo acontecem nas partes mais lentas cantadas do cd.
O que dá a entender então? As idéias são legais, muita vontade da banda de evangelizar, tocar bem e mostrar serviço, mas necessita ainda melhorar a composição das músicas observando os detalhes acima citados. Inclusive produção.
(Fred Mika
Site: www.p49.mus.com.br
Boa produção independente, desta banda que mostra um som intenso e bem trabalhado, há um longo caminho ainda a trilhar e dar mais identidade ao som, mas este é um bom começo, pois mostram uma certa linearidade na composição, o que já é bastante positivo.
(Adriano Gandolfi)
Fazer resenha assim é moleza. Não precisei nem ouvir o álbum completo.
Este é um disco de christian rap, é uma mistura de hard rock com rap. Infelizmente nem as letras de cunho cristão me fizeram aguçar os ouvidos para prestar atenção. Se ainda tivesse uma sonoridade como o Stuck Mojo...
Infelizmente enviaram para a pessoa errada. Vou dar nota dois porque brincávamos que o número dois não é nada, nem zero, nem número que valha alguma coisa. Dispensável.
(Bob Riot)
Site: www.phoenixhiphop.com

Banda norueguesa de um homem só, é assim que se denomina o Pictorial Wand. Ambicioso projeto de rock progressivo do guitarrista Mattis Sorum, que também toca sintetizador e órgão no disco, e que veio trabalhando no álbum durante os últimos três anos.
Todos os outros músicos são convidados e não dá nem para listar pelo grande número envolvido.
Álbum duplo conceitual basicamente sobre uma pessoa (alguém) que acorda e passa a rever coisas erradas que ela fez e tentar consertar em seus sonhos ou sua mente.
Podemos ouvir o disco e rever fórmulas já utilizadas pelo Pink Floyd, como a mixagem de sons externos, da natureza por exemplo, e locuções contando alguma parte da estória, para acrescentar um clima na música. Coros líricos e orquestra sinfônica são utilizadas juntamente com bases de guitarra distorcidas, podendo agradar aos fãs do metal melódico.
Um disco que certamente agradará os amantes do rock progressivo, com todos os atrativos que os fãs do estilo adoram. Um álbum moderno, criativo e com muita qualidade técnica, incluindo a parte interna com as letras, com uma excelente produção.
(Bob Riot)
Site: www.pictorialwand.com
Agora trabalhando com a Frontiers, maior gravadora especializada em Hard Rock e AOR, o PC69 lança o sucessor do poderoso Thunderdome, além desta outra mudança significativa na banda, que passa a ser um quinteto, com a entrada do guitarrista Uwe Reitenauer, ajudando Alfred Koffler.
E de cara percebemos o quanto esta alteração sensibilizou o som que esta mais pesada, ainda mostrando modernidade algo claro em trabalhos produzidos por Dennis Ward. Childrem Of The Dawn abre no estilo tradicional do PC69, mas com uma dose de peso extra, seguida da elétrica e poderosa No Way Out, onde a banda mostra um instrumental empolgante, aliado a um refrão pegajoso, nas letras bem sacadas e no vocal inconfundível de Mr. David Readman.
I’m Not Afraid é bela, melodiosa e pesada, como só o PC69 sabe fazer. A New Religion chega para ser clássico da banda, enquanto The Hour Of Freedom é cadenciada, lenta, mas sem ser balada, pesada e grudenta, enquanto Stop The Madness é outro petardo. A banda abusa das músicas rápidas e pesadas, fator predominate neste trabalho, mostrando uma faceta mais Heavy, sempre aliada ao Hard. Desert Land, é a balada do cd, muito bem arquitetada deve cativar o ouvinte. Out Of This World é outra faixa climática, atmosférica e dramática. Wanna Heat You Rock é bem sacada e faz um brado ao Rock. Enfim, mais um grande lançamento destes batalhadores do Hard Rock alemão e europeu em geral.
(Adriano Gandolfi)
Um som pesadão, com bases de guitarras bem arrastadas, e riffs melancólicos, apresentando uma bateria bem marcada e presente: toda a essência do Stone Rock é encontrada nas músicas do Place of Skulls.
Essa banda é indicada para amantes de Black Sabbath, Trouble, Pentagram,C.O.C., Cathedral e por aí a fora.
A banda é formada pelo guitarrista Victor Griffin, ex músico do Pentagram e Cathedral, bandas renomadas nesse estilo musical.
O Place of Skulls contém riffs originais, mas com muita essência dos anos 70 e 80, e trazendo uma roupagem nova para seus temas musicais, com um vocal audível e bem melódico e com uma certa pitada do clima psicopata da escola vocal do senhor Ozzy.
"The Black Is Never Far" é o terceiro álbum da banda, contendo 13 faixas, com uma vibração bem crua do início do Black Sabbath, como nas músicas Sense of Divinity, Apart from Me, Master of Jest, Lockin` for Reason, onde rola um clima musical de Jazz; o álbum também contém músicas mais elaboradas e melódicas, com muito feeling setentista, como as faixas Prisoner`s Creed, Relentless,Changed Heart e Black is Never Far, que é uma música lenta no violão.
Place of Skulls é formado por Victor Griffin (guitarra / vocal), Dennis Cornelius (baixo) e Tim Tomaselli (bateria).
(João Fera)
Fazendo um Heavy Metal bastante tradicional e fortemente influenciado principalmente pelas bandas dos anos 80, o Poseidon consegue neste seu segundo CD (lançado após um jejum de oito anos) resultados realmente sólidos.
Sem deixar de soar atual, o grupo passeia pelo estilo em composições pesadas e com fortes referências à ícones do gênero (sempre o infalível Iron Maiden, entre outros); de forma direta e simples mas com muita personalidade e energia, sem falar no entrosamento dos músicos e da qualidade técnica do disco como um todo.
Faixas como Negative Energy, Into The Future, Power Of Rage, Illusions, Lifeless e Cursed Men (que encerra o disco) são provas disso e indiscutíveis destaques do trabalho. Realmente este trio paulista merece ser observado de perto e com atenção. Vale conferir.
(Eduardo Garcia Carvalho)
O Pownd vem de Detroit que também é conhecida por ser uma área da industria automobilística americana. O som do grupo é o resultado da mistura dos anos 70/80, com a nova era do Heavy Rock e Metal, combinando riffs pesados e agressivos, com grooves orientados ao metal, excelente vocal e poderosas músicas.
Não são minhas as palavras acima, estão no site do grupo e são a sua apresentação, mas com total veracidade. O Pownd é isto aí... seu som pode ser considerado igual ao do Pownd.
Peso e harmonias de guitarra, influenciados pelo melhor do rock, apanhados de Iron Maiden na harmonia de guitarra de “The Stand” por exemplo, seguida de base rasgadona. Algumas influências das bandas de Seatle podem ser sentidas no decorrer do disco, como em “Divided”, vocal à lá Ronnie Dio na música “Changes” e encontramos tendências AOR em “Never Means Forever”.
“Slowly Drowning”, arrepia no peso da guitarra com pitada de thrash metal, “Ellie” com harmonia vocal bem variada, passando pela comparação com os agudos de um Halford e ritmo de Judas Priest nas guitarras, “Place In The Sun” lembrando os primeiros discos do Dio, na minha opinião a melhor música do álbum, com peso, ritmo e vocal estupendo, seguindo no mesmo esquema com “Swatting Flies”.
Os caras que fazem o som do Pownd: Michael Duncan (vocais), Ronnie Duncan (guitarra), Rick Sargent (guitarra), Clint McMaine (bateria) e Steve Watts (baixo).
Depois disto, eu nem preciso escrever que é altamente recomendado para quem gosta de heavy metal poderoso e diferente do que está rolando atualmente, nota 10 é mais que merecido.
(Bob Riot)
Site: www.pownd.com
A gravadora italiana Frontiers Records traz mais um lançamento de peso: a lenda dinamarquesa do hard rock Pretty Maids.
O álbum sucessor de Planet Panic de 2002, lançado em Novembro deste ano, tem uma mistura de hard rock e heavy metal, o próprio Ronnie Atkins, diz: "Trata-se da sublime combinação de boas melodias e potentes riffs de guitarra".
Wake Up to the Real World marca a estréia do novo integrante o baterista Allan Tschicaja, ex-Royal Hunt e Kingdom Come. Com cerca de 25 anos de estrada, esses dinamarqueses nunca conseguiram uma grande repercussão. Apostando num Heavy Metal tradicional, cheio de boas melodias e pitadas de Hard Rock (ou seria Hard Rock com pitadas de Heavy Metal?). As três primeiras faixas mostram uma excelente produção e um poder de fogo admirável, as guitarras graves e os ‘riffs’ mais modernos se encaixam perfeitamente com a identidade do Pretty Maids, que embora fiel ao seu estilo, não ficou parado no tempo. “As Guilty As You” é uma das poucas faixas que dão uma pausa, mesmo mais tranqüila, não é exatamente uma balada.
Logo em seguida, porém, os dinamarqueses parecem ter voltado duas décadas no tempo com “Why Die For A Lie”. O clima volta a ser quebrado com “Such A Rush” e com a balada “Where True Beauty Lies”. O repertório ainda conta com um cover (não é versão, é cover mesmo) de “Perfect Strangers”, do Deep Purple.
Não apenas um álbum com ótimas faixas, “Wake Up to the Real World” é a prova de que o Pretty Maids está em atividade de forma digna e continua sendo um dos maiores representantes do estilo na Dinamarca.
(Adriano Gandolfi)
A expectativa sobre o novo disco do Primal Fear era grande, não apenas pela espera, mas sobretudo pelas entrevistas e declarações dos integrantes sobre uma possível "experimentação" que o disco novo traria em suas músicas. No entanto, contrariando as projeções mais temerosas, o disco em nenhum momento decepcionará os fãs mais assíduos do grupo.
As mudanças realmente estão presentes e evidentes - seja em uma perceptível perda de peso em detrimento de uma sonoridade mais trabalhada, ou ainda na inclusão mais acentuada de teclados e orquestrações. A faixa Demons And Angels abre o CD mantendo praticamente intactas as características tradicionais do grupo (evitando assustar os ouvintes com muitas inovações já de cara!), com peso, vocais característicos e guitarras tradicionais.
Em seguida os bons momentos ficam por conta de Rollercoaster (com toques Hard Rock), Seven Seals (uma das mais inovadoras, com instrumental diferenciado, corais, orquestrações e passagens sutilmente climáticas), Diabolus (bastante pesada), All For One (mais épica), Carniwar e Question Of Honour (regravação da banda Sinner). Polêmicas a parte, a verdade é que a banda está buscando um direcionamento um pouco diferenciado para seu som, evitando ficar estagnada como muitas bandas da atual cena.
O maior indicativo disto (muito positivo por sinal) é que o Primal Fear deixou de ser um simples clone do Judas Priest - como muitos os viam. Ponto para eles!
(Eduardo Garcia Carvalho)
O grupo teve seu início em 1982 quando se chamava Vixen e tinha como membros, Paul Hume (guitarra), Mark Howell (baixo) e Steve Gratton (vocal). Após o término da banda o nome foi pego pela conhecida banda de hard rock feminina.
Enquanto Vixen, participaram de um vídeo produzido pela MTV que estava iniciando nos Estados Unidos. Vinte e cinco anos depois a filha de Gratton pegou e remasterizou a fita VHS para CD e cultimou em um site na internet e mais tarde o MySpace sobre o grupo desenhado por um amigo.
O filho de Gratton foi assistir à um show de Paul, na sua banda Kong, e falou sobre o site e a possibilidade de gravar todas as canções antigas que ninguém tinha ouvido e decidiram produzir o CD e cair na estrada para divulgar o mesmo. Juntaram-se mais dois membros ao grupo, Fred (guitarra) e Mark Hilton (bateria).
Ouvindo faixas como “Shame”, “Swim” (base rítmica bem legal), as lindas baladas “When You’re Gone” e “Fool For You “(grande balada) e “Prisoner”, mostram um hard rock que não perde a majestade nem com o passar dos anos. Steve Gratton tem uma voz bem legal e os backing vocals, de Fred e Kong, dão um ar de mistura entre Van Halen e Def Leppard. Boa pedida aos hardrockers de plantão.
(Bob Riot)
Site: www.originalprisoner.com
MySpace: www.myspace.com/prisonerofficialsite
Ep desta banda de Glam que usa alguns toques bem viscerais, e algumas incursões de rock mais modernoso, este é um bom aperitivo e a banda apresenta um grande potencial, vamos aguardar um CD completo.
(Adriano Gandolfi)
O visual do Private Line, uma banda de Helsinki, se assemelha muito ao do Mötley Crüe em sua época mais de um hard rock mais alternativo, ou seja, o Swine Generation, de 1997. Já o som, apesar de parecer um pouco ao Mötley Crüe nessa fase também, pende mais para o new metal.
O vocalista Sammy apresenta um timbre bem rasgado, mas também canta com mais melodia quando é preciso.
Já os guitarristas Jack e Ilari (este que também usa sintetizadores e teclados) tocam sempre bases retas e bastante pesadas, um som cru e direto. A cozinha (baixo e bateria) de Eliaz (bateria) e Brat Spit (baixo) não faz mais que o essencial.
A abertura, “Prelude For The Daredevils” é um instrumental com toques de suspense e logo depois segue com a faixa “Evel Knievel Factor” (a faixa título), esta já bem pesada.
“Broken Promissed Land” é a terceira faixa, um pouco na linha de bandas
como as brasileiras do CPM 22 só que mais melancolica e um som um pouco
mais trabalhado. Os solos são muito retos apresentando pouca técnica.
“Alive” começa com uma introdução no piano para logo depois a música ir
crescendo em peso e ficando nos moldes das anteriores.
Já “Sound Advice” é uma quase balada, algo meio no estilo de Red Hot Chilli Peppers. “The Sindicate” já é algo um pouco mais trabalhado com certas variações das guitarras bases.
“Prozac Nation” já é bem mais pesada, apesar de mais reta, mais cru, uma crítica as pessoas fúteis.
A próxima é “Uniform”, essa sim, com um refrão mais cativante, e os solos continuam retos.
Em seguida temos “Gods Of Rewind”, já quase um pop rock (apesar da introdução meio pesada) na linha de David Bowie.
“Anyway” apresenta a volta de algo mais melódico, bem programado para as FMs. “Billion Star Hotel” fecha o disco melancolicamente, mas não deixa de ser uma bonita música, talvez uma das melhores do álbum.
Resumindo: a banda toca um som bem comercial hoje em dia, com forte influência do new metal, mas não podemos classificá-la como sendo new metal, há bases retas, poucos solos e quando esses existem são bem simples seguindo as melodias das bases. Enfim, algo que faz parte desse estilo, algo comercial atualmente apesar do peso mas se, por outro lado o som é pouco trabalhado, por outro lado a garotada gosta. Para quem gosta está na hora, apesar de não haver nada de diferente aqui, nada de extraordinário.
(Fred Mika)
Site: www.privatelineweb.com
Banda de Los Angeles formada em 1994 por dois membros remanescentes, Kragen Lum (gt) and Vince Levalois (v/gt), do grupo thrash Psychosis, e completando o grupo Kirk Scherer (b). A origem dos caras certamente deu o tom da sonoridade do Prototype transformando o som do grupo em progressive thrash.
“Continuum” é o segundo álbum da banda que também já havia lançado três demos, uma como Psychosis, e participado de várias coletâneas e tributos como do Iron Maiden, Metallica, Rush, King Diamond e Metal Church.
Guitarras fortes, vocal muito parecido com Metallica e músicas elaboradas são a marca da banda. Isto deixa o disco diferenciado de muitos outros, pois fica interessante esta mistura de técnica e agressividade. Talvez um vocal com uma voz mais bonita não teria o mesmo efeito.
É difícil mencionar alguma música porque o álbum é muito coeso, “Cold Is The God”, “Sea Of Tranquility” (o nome diz tudo, só no violão) e “Seed”. Outras músicas do disco podem ser ouvidas na página do grupo no MySpace e algumas músicas do álbum anterior e vídeo no site oficial da banda.
Vale a pena conferir.
(Bob Riot)
Site: www.prototypeonline.com
O Pyramaze é uma banda dinamarquesa formada entre 2001 e 2002 pelo guitarrista Michael Kammeyer (ex-Damion). Nessa época se juntou ao guitarrista, o baterista Morten Sorensen e o baixista Niels Kvist e um pouco depois, o tecladista americano Jonah Weingarten.
Logo após esse início a banda começa as composições e grava seu primeiro álbum com o experiente Lance King (ex-Balance Of Power, ex-Mattson, ex-King´s Machine, ex-Gemini) nos vocais.
Com a mesma formação, o Pyramaze grava este álbum em questão, Legend Of The Bone Carver, seu segundo trabalho lançado em 2006 e também, como no primeiro (Melancholy Beast) contando com a excelente produção de Jacob Hansen.
O Pyramaze faz um metal progressivo influenciado pelo antigamente conhecido como power metal e ainda pelo heavy metal melódico. E com esse álbum, a banda atinge uma boa repercussão por todo o mundo com distribuição por toda Europa, EUA, Canadá e Japão além da banda conseguir alçar vôos mais altos (O Pyramaze foi escalado para tocar em grandes festivais como Headbangers Open Air na Alemanha, o Kloften Fest na Dinamarca, o Bloodstock Open Air na Inglaterra, o Prog-Power Fest nos EUA, além de vários outros).
O encarte é belíssimo, muito rico em detalhes, com produção gráfica impecável com várias nuances, fotos trabalhadas e todas as letras das músicas além da extensa ficha técnica bastante explícita e completa. Nesse aspecto merecem a nota máxima.
No quesito musical, o Pyramaze, apesar dos músicos reconhecidamente talentosos, não traz inovações no estilo, um tanto já meio surrado atualmente. Há várias aclimatações, vários backing vocais, várias introduções em teclados, trechos de narrativas, bases rápidas, quebradas de andamento, várias progressões, contra-tempos de bateria, etc, tudo que convém ao estilo, mas não foge àquela sensação de que tudo isso já foi ouvido antes.
Resumindo: esse álbum do Pyramaze, Legend Of The Bone Carver, traz uma produção excelente, as vocalizações de Lance King são muito boas e tanto quanto elogiável também é a performance dos músicos e com um encarte indefectível e com certeza, é um prato cheio para os fãs desse estilo. Convenhamos, é um estilo rico em texturas e oferece uma gama ampla para a criatividade mas um tanto quanto surrado atualmente. Se você gosta, adquira; é tudo muito bem feito porém tudo em seu devido lugar, previsível.
(Fred Mika)
Site: www.pyramaze.com
O quarteto mineiro Pedra Lascada faz um rock n´roll alegre com um pé no blues rock, cantando em português nos moldes do Made In Brazil, Happia, Patrulha do Espaço, Barão Vermelho em seu inicio, entre outras (não é a toa que vários componentes dessas bandas são convidados especiais nesse álbum do grupo intitulado Terra do Rock). Entre os convidados temos Osvaldo Vecchione (Made In Brazil), voz e gaita na fixa “Blues Dos Amigos”, Percy Weiss (agora em sua banda solo, a Percy´s Band), vocal na faixa “Lei Seca” e vocais de apoio em “Blues Dos Amigos”, “Terra Do Rock” e “Roda Dura” e Débora Carvalho que faz os vocais de apoio em “Blues Dos Amigos”.
A temática também gira similar aos citados grupos: algumas faixas falam de vida noturna, outras falam de amizade entre rockeiros, bebedeira, vida na estrada, carros, e até sobre a volta de discos voadores e por ai vai sempre com certa ironia desbocada (repare, se você adquirir esse play, os refrões das músicas “O Boneco” e “Microfone” e confira o que eu digo). A faixa “Roda Dura” é uma divertida história de uma menina que destrói seu carango num acidente e não quer mais andar de ônibus. Tem até uma faixa (a faixa-título) que de forma divertida fala sobre o tempo dos homens das cavernas. Ao todo são quatorze faixas.
Temos aqui riffs bem sacados, solos bem encaixados, e bateria competente, tudo no seu devido lugar, é realmente um rock n´roll acima da média e bem produzido (na página central há várias fotos no estúdio de todos os componentes e convidados desse álbum e na contracapa há fotos do quarteto).
Mas voltemos às composições: algumas partes (as que pendem mais pro blues rock) usam gaitas que se alternam em solos com guitarras slides. Aliás, o guitarrista mercê destaque, criativo e bastante intuitivo, sabendo escolher as notas certas.
Resumindo: é um álbum feito pra se divertir, um rock n´roll descompromissado, prestando atenção no conteúdo das letras que são bastante engraçadas. Todas elas embora cada uma tem lá sua temática, mas todas têm algo em comum: a ironia desbocada e diversão garantida. Música de festa indicado para quem quer se divertir, não há temas existenciais, ou conceituais ou filosófico ou qualquer mensagem mais profunda mas é diversão garantida.
(Fred Mika)
Site: www.pedralascada.com
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