REVIOLENCE – MODERN BEAST - Nacional - Marquee Records - Nota: 10,0

Ao escutar o novo CD do REVIOLENCE, pensei em uma frase de Oscar Wilde: Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. E porque essa frase? Hoje temos muitas bandas gravando, diria milhares!!! Thrash Metal, algumas se definem... Mas THRASH METAL MESMO é coisa rara. E entre os raros se encontra essa galera de São Paulo, que com seu som devastador, pesado, técnico com certeza faria Oscar Wilde dizer: TOCAR HEAVY + THRASH METAL COM QUALIDADE É A COISA MAIS RARA DO MUNDO. AINDA BEM QUE O REVIOLENCE EXISTE!

A banda Reviolence nasceu no ano de 2003 e desde então vem crescendo no cenário underground, sendo uma das bandas mais respeitada, não apenas pelo som, mas também pela atitude de seus membros que estão sempre dispostos a interagir com a galera. Quando as músicas do novo CD começaram a ser divulgadas tive a certeza de que ali estaria um dos melhores CDS do ano e não estava enganado. MODERN BEAST arrebenta!

Com todos os integrantes em excelente fase, o CD nos brinda com uma poderosa mistura de Heavy com Thrash metal onde o destaque fica para a precisão dos riffs aliado a uma poderosa cozinha que segura o peso de maneira descomunal. O vocalista ROD foi uma grata surpresa com um timbre perfeito para o estilo da banda.

Poderia ficar horas divagando sobre os sons afinal escuto em casa, divulgo na rádio e é um dos CDS mestres em meu carro, mas sería insuficiente para descrever essa maravilha chamada Modern Beast. Mas vamos lá... O Cd nos leva diretamente aos saudosos anos 80 época em que o metal realmente era criativo e não essa cópia escrota que a maioria das bandas insiste em despejar no mercado. A Introdução com seu dedilhado me faz pensar em quantas resenhas escrevi para fanzines e decido ouvir o CD mais uma vez para ser o mais sincero possível e escuto os sons de maneira aleatória. Primeiro ABDUCTION  que tem um riff potente, o som faz lembrar várias bandas oitentistas, tem o peso do Slayer, o toque magistral de Testament, o refrão que penetra em nossas mentes. Passo para o METAL CHURCH, muito peso, Heavy Metal na veia mostrando a diversidade da banda em relação à técnica e a capacidade de produzir letras consistentes. A canção tema MODERN BEAST traz uma sonoridade especial com riffs que me remete a uma mistura de Iron Maiden com batidas mais Thrash Metal, piração: OITENTA PURO. Aos poucos todo o disco passa pelo meu pobre aparelho e a cada som tenho a certeza que devo permanecer na postura de humilde ouvinte, pois minhas palavras são pequenas perante a grandeza desse disco.

Adquira o seu. REVIOLENCE é um dos orgulhos da cena brasileira.

Parabéns a todos os integrantes: Rod Starscream (vocais), Guilherme Spilack (Guitarras), e em especial aos irmãos no metal o baixista Mauricio Cliff e o baterista Edson Graseffi - Edão (que já faziam parte da primeira fase da banda.).

Paulo César dos Santos Alves (Paulão Atitude - Rádio e Blog a Ferro e Fogo)

REECE – UNIVERSAL LANGUAGE – Metal Heaven Records – Importado – Nota: 9,0

Eis aqui um promo CD do vocalista David Reece contendo doze faixas lançado pela gravadora Metal Heaven. Para quem não conhece, Reece é um americano oriundo de Oklahoma e seu primeiro registro se deu no álbum Firepower em 1989 com abanda Dare Fore.

A fama começou a vir de fato depois que ele foi aprovado numa audição para a escolha do substituto de Udo Dirkschnider no Accept. Mas logo após o lançamento do álbum Eat The Heat, ainda em 1989, a tour para a divulgação do álbum foi cancelada e Reece demitido. Depois disso, o vocalista formou o Bangaloire Choir mas gravou apenas um álbum com eles, On Target em 1992.

Logo após o desmanche, David Reece gravaria ainda dois álbuns com o grupo Sircle Of Silence sendo o primeiro homônimo de 1993 e o segundo, Suicide Candyman, de 1994 e também com o grupo Stream com o título de Take It Or Leave It, lançado em 1995.

Depois de um longo hiato sem nenhum registro, o vocalista se juntou ao grupo sueco Gypsy Rose e lançando no ano seguinte o álbum Another World e por fim lança seu primeiro álbum solo em 2009, Universal Language, no caso aqui em versão promo CD.

David Reece é detentor de uma voz firme e potente como se pode ver logo na faixa que abre o play, “Before I Die”, um hard rock arrastado, bem marcado, consistente e com refrões fortes e interessantes. Nas faixas seguintes, “All The Way” e “Flying Close To The Flame”, já se faz uso de riffs pentatônicos, escalas mostrando o dinamismo bem fundado nas raízes do hard rock, mérito para o criativo guitarrista Andy Susemihl. Cozinha reta, porém consistente e precisa de Jochen Fünders (baixo) e Stefan Schwarzmann (bateria).

Acho bastante interessante quando o hard rock se encontra com um rock n´roll genuíno festivo com um balanço com groovies, mas sem a futilidade forçada de algumas bandas do hard glam oitentista como nas faixas “Fantasy Man” e “Yellow”.

Algumas faixas propiciam um clima introdutório de suspense para depois descambar no hard rock arrastado como em “The River” (alguém ai se lembra de “Slow And Easy”) e outras como “I´ll Remember You” remontam algo mais na linha de Jeff Scott Soto, um hard rock mais solto, na linha do hard moderno europeu. Outros elementos interessantes se percebem na musicalidade do grupo como em “Rescue Me”, com uma introdução que faz os ouvintes pensarem que é uma balada power mas logo entram com refrões pesados. Interessante. Um clima mais ameno, um hard AOR se tem em “Once A Lifetime”, com climas interessantes de links de solos remetendo ao jazz blues; esta uma composição forte para as FMs. “We Were Alive” traz de volta ao hard rock mais pesado, forte com refrões grudentos. Como sempre a banda demonstrando boa criatividade e variando bem dentro do seu estilo guia. “Flesh And Blood” me lembrou um pouco o Krokus atual, um pouco mais pesado e mais hard que os oitentistas e com os vocais mais altos usando dos refrões fortes e ainda, com um timbre médio grave com um drive comedido fazendo as linhas vocais.

Por fim uma balada genuína em “Queen Of My Dreams” somente em violões (dedilhado e solo) fazendo a cama para as excelentes vocalizações de David Reece. Para efeito comparatório alguma coisa na linha do acústico de McAuley Schenker Group de 1993 se não em engano a data.

Enfim, dentro do estilo que abarca as composições que é o hard rock, a banda se mostra bem variada, bem criativa não deixando o ouvinte cair na monotonia, pois flutuam, e bem, entre vários elementos sem se perderem num trabalho despersonalizado e sem cara. A voz de Reece ajuda e muito, pois além do timbre muito agradável, o vocalista é um intérprete e compositor de linhas melódicas apuradas, ricas e que prendem a todos logo na primeira audição. Aliado a tudo isso temos o excelente trabalho de mixagem por parte da gravadora. Produção nota dez. Resta-nos agora esperar que o álbum saia logo e para que você o adquira o mais rápido possível.

(Fred Mika)

REVERSION - KING OF DECEIT - Kampas Records - Importado - Nota: 6,0

Reversion foi formada em 2005, mas no inicio não tinham nome, só algumas composições e integrantes bem animados além de inúmeros ensaios que ocorriam. A primeira demo foi gravada em novembro daquele ano o que ajudou a banda auto criticar-se. Mas já no ano seguinte trocaram de baterista (entra Jan-Erik) e começaram a ensaiar noutro local, um pouco depois Jonne (tecladista) entra na banda e ai então gravam sua segunda demo, dessa vez com uma produção mais profissional e contendo duas composições, “Mindstorm” e Blue Flame”.

A fato ruim é que o baterista, depois dessa gravação, decide deixar a banda mas rapidamente encontram na figura de Toni o baterista ideal para acompanhar a banda em vários shows que estavam sendo agendados na época. Ao inicio de 2007 entram no estúdio Tauko para gravarem a segunda demo com as composições “Immortalized” e “Hurt” e já recomeçam a agendarem vários shows novamente até que finalmente assinam contrato com a Kampas Records e lançam em 2008 o primeiro álbum full length, King Of Deceit.

Este álbum contém oito faixas no melhor estilo new metal moderno, faixas pesadíssimas e rápidas como “Mindstorm” e “Immortalized” contam com trechos muitos rápidos e outros mais arrastados e com ritmos mais quebrados, porém não menos pesados. O lado ruim de bandas desse estilo é que acabam deixando a melodia de lado em várias passagens com vocais extremamente gritados. “Enigma”, por exemplo, é um misto de balada e partes rapidíssimas e bem pesadas (destaque para os virtuosos solos do guitarrista). “Evento Horizon” já é mais calma em sua totalidade na linha das composições mais “calmas” de bandas como Slipknot, Korn, Linkin´ Park e assemelhados, bem própria para FMs da atualidade.

“Trail Of Consequenses” já porrada do inicio ao fim, muitas guitarras pesadas e quebradas e bateria dinâmica com vários arranjos e passagens complexas, bumbo duplo, etc., enquanto “Blue Flame” e “Hurt” já seguem um andamento mais cadenciado e pesado com um vocal tenebroso (na primeira) e um pouco mais calmo na segunda delas. A faixa titulo, “King Deceit”, é aescolhida para fechar esse álbum. E tome novamente mais bases pesadas e arrastadas, afinação baixa, quebras de ritmos, e mais vocais tenebrosos.

Enfim, é uma banda boa dentro do estilo e com bons músicos, mas há uma ressalva imprescindível a fazer porque mesmo assim carece de melodia que é uma das características mais importantes na musica. Esse fator faz com que a banda não consiga (assim como a totalidade das bandas de new metal) transpor seus estilo ficando seus fãs restritos à esse determinado estilo e ainda dificilmente agradando ouvintes de outros estilos musicais o que fazem bandas como Beatles, Led Zeppelin, Michael Jackson, etc, unanimidades entre fãs de praticamente todos os estilos musicais. Portanto melodia do vocalista é essencial a todo tipo de som e isso é um dos principais fatores que distinguem uma grande banda de mais uma banda.

(Fred Mika)

ROSS THE BOSS - NEW METAL LEADER - AFM Records - Importado - Nota: 7,5

Ross Friedman, também conhecido como Ross The Boss, ou Ross Funicello, tornou-se um lendário guitarrista por ser um membro fundador do Manowar, em 1982, além de ter criado a banda punk The Dictators em 1973.

Após seu desligamento do Manowar, depois do disco Kings Of Metal, lançado em 1988, andou fazendo alguns trabalhos com a banda Brain Surgeons, com Albert Bouchard, baterista original do Blue Oyster Cult, além de voltar a trabalhar com o The Dictators e o Shakin’ Street, sua banda antes do Manowar.

Em 2006, no Keep It True Festival IV, foi formada uma banda cover em homenagem ao Manowar, chamada Men Of War, com membros dos grupos alemães Ivory Night e Divinus, e Ross tocou com os caras. A energia que envolveu o grupo fez com que eles ficassem conhecidos como The Band RTB. Em 2007 sairam em tournê culminando com um contrato com a AFM Records, sendo New Metal Leader, lançado em 2008.

Para os fãs do Manowar, que desejavam vê-lo no grupo novamente, ou que, seu trabalho tivesse o mesmo seguimento, podem ficar sentados. Apesar de sentir ainda influências deste período, este disco está muito longe do quilate de um Hail To England ou mesmo um Kings Of Metal, afinal os tempos mudam e as pessoas também, lembrando dos opostos que rondam a cabeça de um cara que oscila entre banda punk e metal.

Boas músicas como “Blood Of Knives”, “I Got The Right” e “Death Or Glory”, tem aquela pitadinha saudosista que comentei, sem ser algo surpreendente, e longe do esperado, apenas mais um bom disco de metal.

(Bob Riot)

RAZOR FIST - METAL MINDS - Pure Steel Records - Importado - Nota: 9,5

Devido há essa onde de "saudosismo oitentista", têm surgido muitos grupos adotando essa proposta, o que é bom para o metal, pois nada que foi feito desde então consegue se igualar a aquela era mágica. Mas não basta apenas vestir seu colete cheio de patches e ter vontade de resgatar o passado, tem que saber fazer!

E é isso o que acontece com o quarteto norte-americano Razor Fist: eles sabem fazer! A banda, que tem apenas 4 anos de existência, já consegue lançar segundo álbum: "Metal Minds", que saiu pela Pure Steel Records. "Fury Of The Warrior" inicia o ataque speed metal, com backing vocals típicos da Bay Area, seguida por "Metal Minds, com seus riffs cativantes, assim como em "The Seer".

As influências de metal tradicional surgem em "Runner", com destaque ao bom trabalho do baixista TJ LaFever (o baixo é um dos destaques de "Metal Minds", sendo perfeitamente audível durante todo o decorrer do disco), e em "Cosmic Hearse Driver" onde a NWOBHM renasce através dos riffs de Nick Moyle, com os pedais duplos de Dave Patterson comandando o ataque.

"First Strike", tem um dos melhores refrões do álbum, que só perde para a saideira "Loud Into The Night", que já nasceu clássica, (um verdadeiro hino headbanger que tem uma força tão grande, que emociona qualquer um que realmente curta o estilo), onde o refrão da música, com backing vocals fortemente influenciados pelo Accept, é bradado com muita força por T.K Xanax, com sua voz carregada de influências de Exodus, Destruction e Nuclear Assault. "Metal Minds" não traz nada de novo, mas faz o que tem que ser feito: música honesta e feita por verdadeiros headbangers, que não aceitam concessões.

(Rodrigo Ribeiro Freitas)

REBELLION - FROM GINNUNGAGAP TO RAGNARÖK - THE HISTORY OF THE VIKINGS - VOLUME III - Massacre Records - Importado - Nota: 8,5

Em 2001, após a separação de Uwe Lulis (guitarra) e Tomi Göttlich (baixo) do Grave Digger, ambos, após uma batalha judicial para usar o nome de sua antiga banda, decidiram se batizar como Rebellion, e desde então, acumulam 5 álbuns com poucas mudanças na formação e uma sólida base de fãs.

Para encerrar a trilogia sobre os povos vikings iniciada em 2005 com o bem sucedido "Sagas of Iceland", o grupo acaba de lançar "From Ginnungagap To Ragnarök - The History of The Vikings - Volume III", o trabalho mais pesado dos três, e o segundo com a mesma formação (além dos dois citados, também dão as caras por aqui Michael Seifert nos vocais, Simone Wenzel na outra guitarra) e Gerd Lucking na bateria).

O novo trabalho dos alemães é realmente sólido, repleto de bases pesadíssimas em "Asgard" e "Prelude", ótimos refrões e boas vocalizações em "Odin" e eu também pude notar em boa parte do álbum uma sutil influência de Amon Amarth (ouça a voz de Michael em "War") e poucos traços de Grave Digger, o que é bom para o Rebellion, pois mostra que eles estão olhando para o futuro e caminhando com as próprias pernas.

(Rodrigo Ribeiro Freitas)

REBELLION - THE CLANS ARE MARCHING (EP) - Massacre Records - Importado - Nota: 6,0

Para preparar o terreno para o lançamento do novo trabalho, o Rebellion nos traz "The Clans Are Marching", um EP com 4 músicas, incluindo uma versão turbinada de Rebellion (The Clans Are Marching), clássico do Grave Digger (banda que Uwe Lulis (guitarra) e Tomi Göttlich (baixo) integravam antes de formar o Rebellion).

Como era de se esperar, a versão ficou muito boa, com uma introdução diferente, pedais duplos bem colocados, e vocais agressivos. Contudo, clássico é clássico, e a original é inalcançável.

Depois, temos duas músicas que constam no novo álbum "From Ginnungagap To Ragnarök - The History Of The Vikings - Volume III", são elas: "Arise" e "Prelude" (esta última está citada erroneamente no release como "Ragnarök") em versões mais cruas e pouco interessantes.

A inédita é "My Blood In The Snow", uma faixa apenas mediana. Para encerrar, há o vídeo da faixa título, com a banda tocando no Summer Breeze Festival. Só pra quem é fã incondicional!

(Rodrigo Ribeiro Freitas)

RAVENLAND - BACK (EP) - Independente - Nacional - Nota: 7,0

A banda brasileira Ravenland já tem em sua discografia, várias demos, EPs, participado de coletâneas, um DVD ao Vivo e um CD de estúdio, chamado After the Sun Hides, que não foi lançado em 2001, devido ao fechamento do selo Moonshadow, com o qual o grupo havia feito contrato.

O grupo está na ativa desde 1997, sendo que Back é um EP, lançado em 2007, e tem em sua formação, Dewindson (vocal), Camilla (violino/teclado/vocal), Albanes (guitarra), João Cruz (baixo) e Ariel Bedtche (bateria). A banda ficou inativa entre 2003 e 2005, devido a problemas em sua formação, retornando em 2006 com o lançamento de “Black EP”.

Atualmente a banda está finalizando o seu novo álbum na Alemanha com um dos maiores produtores do metal gótico europeu, Waldemar Sorychta (Moonspell, Lacuna Coil, Samael, Therion, Tiamat...). Intitulado “...and a crow brings me back” , o novo CD conta com 14 faixas onde o Ricardo Confessori além de produzir participou como baterista do disco. O álbum trás ainda a participação especial do guitarrista norueguês Tommy Lindall (ex-Theatre of Tragedy) em duas faixas escolhidas por ele mesmo.

Back tem a produção a cargo de Ricardo Confessori (baterista do Shaman) e João Cruz, o EP trás três composições do grupo. “Soulmoon”, que também foi gravada na coletânea Transarock do Japão (2008), mostra o Metal Gótico do grupo, com influências do Doom, “End Of Light “ (Confessori na batera) e “Regret (Back)”.

(Bob Riot)

RAT ATTACK - RAT ATTACK - Old Metal Records - Importado - Nota: 6,5

O Rat Attack é uma banda Americana de Heavy Metal, formada em 1983 no Hawai. Seu vocalista e guitarrista, Tom Azevedo, mais tarde viria a fazer parte da banda Hawaii, juntando-se com Marty Friedman, no álbum The Natives Are Restless de 1985, e desfez o Rat Attack. Mais tarde ele viria a formar o Liquid Mirror, com Joe Galisa (ex-Hawaii).

Leslie Ripps (guitarra), Mark Chambers (baixo) e Paul Scoffield (bateria) são os companheiros de Azevedo neste álbum, gravado originalmente em 1983, como uma Demo, e relançado em 2008, acrescentando-se seis músicas ao vivo, como bônus tracks.

Este álbum não precisa nem falar que é Old School, ele é da época mesmo, e traz, o som que as bandas americanas estavam fazendo neste período, parecendo um Hawaii menos porrada. Boas músicas como “Fast Get Away”, “Holocaust”, “Reaper’s Pray” e “Stranded All Alone”, fazem a galera oitentista delirar. Na instrumental, “Cold Dungeons”, podemos perceber porque Azevedo, teve know-how para tocar com Friedman.

As gravações ao vivo tem pouca qualidade, mais para um registro raro da banda do que outra coisa, e acrescentar mais tempo ao disco. Recomendado para os fãs de grupos da época, do grupo Hawaii e historiadores do heavy metal oitentista.

(Bob Riot)

REI LAGARTO - LIVE AT THE HAMMER - Riva Rock Discos - Nacional - Nota: 7,0

Essa banda é proveniente da cidade paulista de Campinas, a segunda maior cidade do estado que só perde em tamanho para a capital São Paulo. Pois bem, o Rei Lagarto foi fundado no inicio dos anos noventa e tendo o hard rock mais cru como guia principal de seu som, mas só foi em 1998 que a banda lançou seu primeiro trabalho, Overdrive, sendo que o segundo album, Free Fall, veio em 2001.

Por fim, em 2003, a banda se separou mas voltou à ativa em 2007 e, depois desse retorno o Rei Lagarto já lançou um EP, Older, e esse disco ao vivo, Live At The Hammer (Hammer é um conceituado pub de rock n´roll da cidade de Campinas). Atualmente, o grupo se prepara para lancer mais um álbum de músicas inéditas e o primeiro DVD oficial, esses dois trabalhos ainda para o ano de 2009. Mas vamos ao play em questão. Sem muito lenga-lenga o vocalista Fabiano Negri anuncia o show e a primeira faixa, “Bitch”, bem na linha do Kiss com interessantes vocais de apoio.

A gravação está muito bem mixada, onde dá para se distinguir cada instrumento e cada arranjo mesmo nas partes mais recheadas. Não é por acaso que o timbre do vocalista lembra muito o de Paul Stanley do Kiss. “Night Watch” é a segunda faixa, um hard rock mais arrastado com uma guitarra base bem marcante, alias, o guitarrista James Twin executa seu trabalho com bastante competência. Destaque para os riffs bem criativos e solos bem encaixados. Na sequência temos “Free Fall” e “Jump Into The River” (ambas do album Free Fall) sendo que a primeira trata se de um rock n´roll com muita energia e a outra já é mais arrastada, mais cadenciada, mas as duas igualmente interessantes.

É sempre bom notar que bandas brasileiras mais e mais vem fazendo um trabalho bem profissional. Destaque para o refrão de “Jump Into The River”. “All Of Your Love”, a próxima, conta com a presence do músico convidado Bruno Hotboy tocando violão elétrico. Interessante composição. “Road Of Freedom” vem a seguir, uma música do album que está aidna sendo lançado pelo grupo. Aqui nota se uma mistura de influências do Led Zeppelin e do Kiss. “Sister” já é uma composição mais cadenciada, quase que uma power-ballad com boa dose de melodia no melhor estilo UFO setentista (vide “Crystal Light”).

Continuando na sequência do album vem “Older” que, segundo o vocalista, é a primeira composição depois que o Rei Lagarto voltou em 2007. O baixista e baterista do grupo, Yon Barry e Ric Matos respectivamente, fazem um trabalho direto e simples porém com bastante competência. “We Need Somebody” é uma balada interessante no melhor estilo Firehouse onde aqui o grupo sabe transmitir bem uma boa dose de sentimento, muito feeling.

Em muitas passagens o Rei Lagarto se assemelha a outra banda brasileira igualmente competente, o King Bird. A faixa “Low” é outro hard rock mais cadenciado mas dessa vez sem uso de guitarras pesadas nas bases. E finalizando vem uma faixa levanta-defunto, “Tomorrow”, esta sim, já contagia a todos pela energia convidando irresistivelmente o ouvinte a agitar.

Enfim, é uma boa banda brasileira de hard rock com rock n´roll e cantando em inglês significa que eles tem tudo para que uma gravadora internacional se interesse pelo Rei Lagarto e lance seus trabalhos no mundo inteiro.

(Fred Mika)

ROBERT PLANT/ALLISON KRAUSS - RAISING SAND - Decca Records - Nacional - Nota: 9,5

Robert Plant é um sujeito de personalidade forte, fez fama como um dos melhores vocalistas de todos os tempos frente a uma das melhores bandas de todos os tempos, o Led Zeppelin. E, depois da morte do baterista John Bonham em 1980, a banda se desfez mantendo intacto o mito inglês e se reunindo esporadicamente (na verdade duas reuniões desde então, em 1985 e mais recentemente).

Apesar do sucesso estrondoso dessas duas reuniões, Plant preferiu recusar todos os convites (e a grana preta) que vem acontecendo desde essa última reunião ocorrida no ano passado alegando que é um erro insistir em voltar com uma lenda sendo que um dos integrantes dessa irmandade já está falecido.

E com essa personalidade forte ele vem tocando sua carreira solo em 2007 vem nos brindar com um trabalho junto a excelente vocalista Alison Krauss (justiça seja feita, em nenhum momento ela deixa a estrela de Plant ofuscar seu brilho,pois a mesma é detentora de uma voz privilegiadíssima, agradabilíssima e sabe como poucos vocalistas dominar a arte da interpretação perfeita).

O som é uma mistura de folk rock com sons exóticos, e influencia direta da música celta, tudo isso recheado de banjos, violões, percussão que dá um clima místico e dramático ao mesmo tempo, bem na linha de trabalhos anteriores de Plant e até mesmo alguns dentro do Zeppelin de chumbo.

As quatro primeiras faixas resumem bem esse clima místico, dramático e ao mesmo tempo muito bem criado, muito bem elaborado e gostoso de ser apreciado. Já a quinta faixa, “Gone Gone Gone (Done Moved On)” é um rock n´roll bem ao gosto dos Beatles. Depois vem o clima exótico que lhe é peculiar sendo que a maioria das faixas são quase que baladas, muito bonitas por sinal. Tente ouvir a composição “Templed Rose” e não se emocionar na linda voz de Krauss, perfeita.

“Let Your Loss Be Your Lesson” é outra que é mais rock, na verdade pendendo para um country rock. No geral o álbum é bem balanceado, não vá esperar aqui o peso do Led Zeppelin mas a musicalidade da dupla Robert Plant/Alison Krauss não fica atrás, aqui há muita coisa para ser apreciada, muita composição interessante, cheia de feeling, muito bem elaborada e ainda oferece uma vantagem adicional em relação ao Led Zepp, a produção boa dos dias atuais.

Se você quer ouvir uma musica atemporal, que foge dos modismos, mas uma música profunda, bem criada e rica em instrumentos variados e climas, esse é um lançamento mais que perfeito.

(Fred Mika)

RAGE - FROM THE CRADLE TO THE STAGE - SPV / Hellion Rec. - Nacional - Nota: 9,0

A exemplo do DVD homônimo, este "Live" (que na verdade são 2 CD's) nada mais é do que o áudio do maravilhoso show visto no citado DVD. São 20 anos de estrada, com uma discografia absolutamente impecável. Nunca, por mais que tenham buscado caminhos diferenciados em sua trajetória, o grupo decepcionou. E nada mais natural do que brindar os fãs com um presente desta magnitude.

Realizado em 25 de Janeiro de 2004 na Alemanha, durante a turnê do disco Soundchaser, os discos fazem uma viagem pela discografia do grupo, onde destacam-se - entre outras - as obrigatórias War Of Worlds, Sent By The Devil, Firestorm, Prayers Of Steel, Suicide, Enough Is Enough (que está contida apenas na versão CD; portanto não constando do DVD), Invisible Horizons, Back In Time, Refuse, Solitary Man e Higher Than The Sky, que fecha a apresentação de forma magistral. Definir a performance individual de cada músico é quase que impossível: Peter “Peavy” Wagner é um frontman, músico e vocalista extremamente carismático, Victor Smolski um guitarrista excepcional e de uma técnica apuradíssima, e o baterista Mike Terrana dispensa apresentações - é uma máquina desenfreada!

From The Cradle To The Stage é uma celebração mais do que digna desta banda simplesmente seminal do Metal alemão. Não deixe de conferir.

(Eduardo Garcia Carvalho)

RAIN - STRONGER - MTM - Importado - Nota: 7,5

Segundo álbum da banda que lançou seu debut em 2002, que mostra um sentimento e uma pulsação diferente neste stronger. O antecessor mostrava uma cara mais acústica, enquanto este é mais pesado e conta com a forte contribuição do Michael Bormann (ex Jaded Heart), que ao lado do guitarrista Tore Moren, fazem a parte estrutural da banda, alias Toren contribui com um punch maior neste trabalho, mas vamos as faixas:

Do You Like It é uma faixa que tende ao peso sendo um pouco mais, é uma escolha boa para abrir o cd, porque ajusta a sensação do álbum ao todo. Insobriety vem na sequência é mais para cima e nos remete diretamente ao Jaded Heart, Get Over It é intensa, I’D Die For You é uma pura power balada, com cara de Bon Jovi Faixa após faixa vai ficando claro o direcionamento Hard / AOR do Rain, que mostra neste CD de 47 minutos, contendo 11 faixas ao todo.

Gostaria de destacar também as faixas The Other Side, que é outra power balada muito bem construída, e Right By Your Side faixa acústica com uma interpretação matadora de Bormann. No todo o cd é agradável, mas destina-se apenas a fãs do estilo e que curtam ainda um som mais leve e tranquilo.

(Adriano Gandolfi)

RAISING CAIN - NO BLOOD NO SALE - Fallen Records - Importado - Nota: 3,5

Raising Cain é uma banda norte-americana de new metal, um estilo que é caracterizado por guitarras absurdamente graves e bem pesadas, e com vocais que não prezam nada a melodia intercalando partes mais pesadas e gritadas com partes mais “choronas”. Indepedentemente de gosto musical, o new metal é um estilo bem tosco; e ainda por cima, o Raising Cain ainda flerta com o punk rock e o rap. Imagine uma mistura do Nirvana com de cantores do rap music norte-americano e do Korn.

A banda foi formada em 1988 no estilo do rock alternativo, bem cru e tosco, e o nome Cain vem a ser o sobrenome da família (e todos fazem parte da mesma família aqui) dos músicos da Raising Cain senão vejamos, o fundador é Brent Cain (teclados e backing vocais) e seus quatro filhos: Richard Cain (guitarra base e backing vocais), David Cain (guitarra solo e vocal principal), Doug Cain (bateria e backing vocais) e Steven (baixo).

Creio que apesar desse estilo que já é tradicionalmente absurdamente cru, as músicas poderiam ser melhor desenvolvidas (é difícil até destacar uma composição que seja ao menos razoável) e assim segue a mesma fórmula do começo ao fim deste álbum; pancadaria com pouquíssimas partes para melodia.

A única exceção com um pouco mais de melodia e arranjos um pouco mais trabalhados é para a música que fecha o registro, “Real”, que começa com uma bonita introdução, mas isso só dura um minuto e pouco porque já voltam com os vocais falados e gritados, bases das guitarras cruas e bastante retas e toscas.

Isso influi muito no resultado final, as músicas ficaram todas bastante parecidas; é um som realmente garageiro, underground ao extremo apesar da produção áudio ser boa. A capa também é uma demo, impressa num papel de cartolina (não há um encarte interno com letras, ficha técnica, etc).

Fica aqui a questão: não sabemos se é um álbum demo completo (há dez faixas e bem produzidas no áudio) ou se quiseram lançar um álbum irreverente, bem underground, bem alternativo, como a proposta do som da banda. Vamos para o próximo.

(Fred Mika)

RAM - FORCED ENTRY - Black Path - Importado - Nota: 8,5

Segundo trabalho da banda sueca RAM. Formada em 1999 pelo guitarrista Harry Granroth e recrutando posteriormente Daniel Johansson (guitarra), Oscar Carlquist (vocal), Leif Larsson (baixo) e Morgan Pettersson (bateria). O grupo é fortemente influenciado pelo Judas Priest, sem sombra de dúvida, mas que não chega a desapontar pela comparação.

Riffs no melhor estilo heavy metal, harmonias de guitarra e outras peças marcantes que fizeram o estilo do Judas mundialmente conhecido são encontrados no disco. Oscar Carlquist não tem o alcance vocal de um Halford, mas não deixa a peteca cair e faz muito bem seu trabalho. Destaques para as faixas “Forced Entry”, bases pesadas ritmadas, “Shadowman”, pique e energia, “Venom In My Veins”, base pesadas de primeira e a balada “Burning Scars”, lembrando um pouco o Scorpions nos seus melhores tempos.

No site da banda existe a possibilidade de download de um vídeo ao vivo da música “Machine Invaders”; refrão marcante e solo legal também no estilo heavy metal clássico. Forced Entry é um excelente disco e mostra que a Suécia ainda tem bandas de qualidade para deleite dos fãs do heavy metal tradicional.

(Bob Riot)

RAZORBACK - DEADRINGER - Aor Heaven - Importado - Nota: 9,0

O alemão escandinavo Razorback foi fundado em 2002 por Rolf Munkes (Empire, Tony Martin Band), Chris Heun (Ex-Lanzer, Ex-Shylock) e Marcus Bielenberg (Ex-Vanize, Majestade). Após várias audições com cantores alemães, os três decidiram olhar para alguém especial. Rolf falou com Neil Murray e perguntei-lhe se ele conhecia um bom cantor para uma nova melodic metal band.

E assim chegaram Stefan Berggren. O novo terceiro álbum "Deadringer" mostra os melhores lados da banda: pesada, melódica, por vezes um pouco bluesy, mas sempre forte e poderosa. Com um hard pesado e músicos de excelentes habilidades. "Deadringer" é um incrível álbum sendo melhor que os dois primeiros álbuns e irá soprar sua mente com temas fantásticose uma produção fantastica.

O novo batera, ninguém menos que Mike Terrana (E.U.A. / Copenhaga, também Masterplan, Axel Rudi Pell, Ex-Mamsteen, Ex-Rage) é um ajuste perfeito para a banda e tudo é mais do que apenas bem feito. A voz única de Stefan Berggren nos deixa impressionado. A faixa título "Deadringer", é um petardo "Let Me Give My lovin ' ", tem um avanço rápido "The last man standing" também impressiona, e a balada "Miracle Baby", é devastadora.

Razorback é um time que merece figurar na primeira divisão do metal europeu, EXCELENTE.

(Adriano Gandolfi)

REAPER OF SOULS - EL FIN DEL SILENCIO - Azrael Records - Importado - Nota: 8,5

Banda de origem espanhola, formada em 2004, com Diego Gonzalez (bateria), Eduardo Sanchez (guitarra), Jose Manuel Pinillos (teclado), Jorge Melero (guitarra), Sergio Rodriguez (baixo) e David Diaz (vocal). Seu primeiro álbum, El Fin Del Silencio, trás nove faixas de bom Power Metal, com qualidade digna das grandes bandas da Espanha.

O disco abre com a pequena introdução “El Fin Del Silencio”, seguindo pela faixa que dá nome ao grupo, “Segador De Almas”, música com boas variações e arranjo vocal, boa representante para o nome do grupo. “La Primera Mujer”, outra boa música, seguida de “Triste Final” , balada com lindo vocal, de arrepiar.

“Tiempos de Fe”, mais rápida, com influência de Judas Priest, e “Klan Sanagui”, instrumental com uma certa cara de Iron Maiden, misturado com metal melódico. “Hijos De La Luna”, música com cara oitentista, outro destaque do disco.que pode ser vista em apresentação na TV no Youtube, “Juan Sin Terra”, outra boa música. O disco termina com “La Espanõla”, excelente música contando a história sobre da guerra civil espanhola.

Reaper of Souls veio para literalmente ceifar as mentes das pessoas com seu som de primeira. O site oficial não se encontra online dificultando obter maiores informações sobre o grupo, mas pode-ser encontrado no Youtube para quem quer conhecer.

(Bob Riot)

REBELLION - A TRAGEDY IN STEEL (SHAKESPEARE’S MACBETH) - Rock Machine - Nacional - Nota: 8,5

Este grupo de power metal alemão foi formado em 2001 por Michael Seifert - vocal (ex-Xiron, Black Destiny), Uwe Lulis - guitarra (ex-Grave Digger), Tomi Göttlich - baixo (Exray, Asgard (Ger), ex-Grave Digger), Randal T. Black - bateria (Primal Fear, Annihilator), Björn Eilen - guitarra e vocal (ex-Warhead). Este seu primeiro álbum foi lançado em 2002 e não sei se a experiência anterior de seus membros contribuiu para que o grupo partisse para um projeto deste naipe.

Praticamente uma opera rock, ou como muitos dizem, um álbum conceitual, baseado na obra de William Shakespeare. Isto só poderia surgir de um grupo alemão, cujo país está recheado de grandes bandas que volta e meia surpreendem por sua criatividade.

O disco começa com uma narrativa, aliás, todos os personagens tem diferentes narradores ao longo do disco e suas músicas, seguida de “Disdaining Fortune”, backing vocals tipicamente alemães, base de ritmo empolgante, “The Prophecy”, bom solo de guitarra, variações pesadas, linha das vocalizações para pegar a galera, no estilão, “Husbandry In Heaven”, ritmo inicial lembrando Accept, backing feminino, boas quebradas na música, afinal tem mais de 13 minutos e não poderia ser diferente, apesar de ter uma narrativa no meio.

“The Dead Arise”, me lembrou de leve um riff de música do Saxon na introdução, “Evil Speaks”, vem mais cadenciada e com outro refrão forte, “Letters Of Blood”, com um pouco mais de pique, “Demons Rising”, mais pesada e de clima denso são alguns exemplos do álbum. Um bom disco que trás influência dos anos 80. Boa diversão. Como praticamente farei uma trilogia do Rebellion... passe para o capitulo 2, “Born a Rebel”.

(Bob Riot)

REBELLION - BORN A REBEL - Rock Machine - Nacional - Nota: 9,5

Segundo disco do grupo, lançado em 2003 e sem nenhuma modificação na sua formação original. Fica meio complicado comentar vários discos de uma mesma banda, um atrás do outro, mas tentaremos...

A moto da capa me lembrou os álbuns do Meat Loaf... “Born A Rebel” não segue a idéia inicial traçada pelo primeiro disco, trazendo o som do grupo mais para o heavy tradicional, influenciado pelos anos 80 mas com toda os trejeitos já conhecidos do rock alemão.

Talvez a idéia original não tenha trazido bons resultados para o grupo e alçaram outros caminhos. O disco inicia com a faixa título, bom prefácio para o resto do álbum, refrão cativante e riff bem legal, com certeza uma das que não pode faltar nos shows, seguindo o astral vem “Adrenalin”, o nome dá a pinta do som, guitarra com bases arregaçantes, “One For All”, base pesada, ritmo mais cadenciado lembrando alguma coisa do Accept.

“World Is War”, vocal com algumas pitadas de gutural, mas sonoridade em comum com as músicas anteriores, “Dragons Fly”, outra música mais cadenciada, “Queen Of Spades”, base rasgada e pesada, vocal com passagens lembrando Bruce Dickinson.

“Iron Flames”, balada com introdução acústica para dar uma quebrada no pique, bonitas passagens de violão, teclado e guitarra, “Through The Fire” volta com pique com o som da guitarra lembrando Saxon, “Devils Child”, música com inicio cadenciado e entra no pique com forte refrão, ritmo para balançar as cabeças e tocar as air guitars.

“Meet Your Demon”, chama a o ouvinte para conhecer seus problemas interiores e o disco termina com “Power Of Evil”, citando que a luta contra o mal não se pode vencer sozinho. Outro bom disco do Rebellion, mostrando uma cara diferente de seu antecessor mas igualmente de boa qualidade, vamos para o próximo.

(Bob Riot)

REBELLION - MIKLAGARD - THE HISTORY OF THE VIKINGS - Vol II - Dynamo Records - Nacional - Nota: 10,0

Os germânicos do Rebellion (Michael Seifert (vocal), Gerd Lucking (bateria), Simone Wenzel (Guitarra) - substituindo Bjoen Eilen, Tomi Göttlich (baixo) e Uwe Lulis (guitarra) apresentam o seu novo trabalho "Miklagard - The History Of The Vikings - Volume II" que resume-se em mais uma história épica no seu estilo habitual, com muito poder de vocalização e um conjunto bárbaro por trás de batalhas sangrentas.

Para qualquer fã do género Power Metal este Cd é, com certeza, mais uma bela aquisição, pois música de má qualidade está fora do currículo da banda e o que importa aqui é ser fiel ás tradições e ás origens "Sweden", primeiro track revela isso mesmo, um inicio fulminante que mostra toda a força do Rebellion. Com "On The Edge of Life" temos mais um hino que nos leva diretamente para um campo de batalha e seduz pela beleza dos refrões com coros épicos e poderosos.

Bem ao nível do seu antecessor ("Sagas Of Iceland -The History Of The Vikings - Volume I" - lançado em 2005) pode-se afirmar que esta nova "saga" será mais um grande sucesso e que qualquer headbanger com fome de Power germânico de alta qualidade vai curtir muito, e salientando ainda mais umas boas malhas como "Taste of Steel" e a velocidade bélica de "Our backs to the wind" simplesmente cativante e destaque para "Vi Seglar Mot Miklagard (We sail to Miklagard)" com participação especialíssima de Charles Rytkönen (Morgana Lefay) nos vocais revelando ainda mais o poder de fogo das composições da banda.

Para quem ainda não conhece o Rebellion existe uma certa essência de "Grave Digger", mas que conseguiram criar um som próprio que os separa de qualquer outra banda sem precisar de comparações. O cd está simplesmente excelente. Guitarras pesadas, bateria sem exageros no pedal duplo, baixo impecável, os vocais do Michael Seifert são perfeitos, os refrões e os coros em perfeita sintonia complementam esse trabalho de qualidade indiscutível. Agora é aguardar pelo próximo single que fechará a trilogia dos vikings.

(Rose Sabino)

REI LAGARTO - OLDER - Independente - Nacional - Nota: 8,0

Comecei a ouvir o play e logo me perguntei: porque a banda não se chama logo King Lizard ou algo assim ao invés de Rei Largarto? (fica aqui registrada minha dúvida) A banda tem suas composições em inglês, faz um rock n´roll/ hard rock claramente influenciado por bandas como Led Zeppelin e Deep Purple apesar da roupagem mais moderna que nos remete a um hard rock a la Guns N`Roses e Kiss.

Older, o cd em questão, é na verdade um EP com apenas quatro faixas, a própria faixa-título, “Older”, depois temos em sequência “All Of Your Love”, “Night Wacth” (está certo essa grafia?) e “Someday”. A banda é de Campinas-SP e por sinal bastante competente além de estar na ativa desde 1991 mas que, atualmente conta com apenas um único membro original, o baixista Yon Berry, que por sua vez executa um trabalho preciso e é o principal responsável por levar a banda, que antes era apenas um hobby, ser respeitada pelo público e mídia especializada. Depois de várias mudanças de formação gravam somente em 1998 seu primeiro álbum, Overdrive.

Os outros membros atuais do Rei Lagarto são: o vocalista Fabiano Negri (que entrou na banda em 1997) é um vocalista que lembra até certo ponto Paul Stanley do Kiss, além de ser compositor e arranjador também; os guitarristas James Twin (entrou na banda em 1998, é um guitarrista com criações bem rock n´roll que adiciona alguma dose de psicodelia) e Guilherme Brolezi (na banda desde 2007, sendo portanto o mais recente integrante o Rei Lagarto) e finalmente o baterista Ric (que junto com Yon, garantem uma cozinha bastante coesa sendo notórias as influências de bateristas como Bill Ward, Randy Castillo e outros assim na pegada de Ric).

Depois de algum tempo, em 2001, lançam mais um trabalho intitulado Free Fall e por fim esse EP Older, lançado no ano passado. A banda é uma das mais competentes desse estilo no cenário nacional e esse EP está muito bem produzido (pena que é um EP apenas de quatro faixas somente) mas é um tipo de som empolgante que se dá tanto bem ao vivo (imagino o público pulando todo pulando euforicamente nos shows) quanto nas gravações pois é um hard rock bem executado, alegre, executado com bastante energia e vindas dos corações dos competentes músicos.

É uma pena que poucas gravadoras investem nesse estilo (apesar de estar em constante crescimento, vide as excelentes bandas Shining Star, a consagrada Dr. Sin, Baranga, Motorocker, Bastardz e várias outras, glams ou não o hard rock vem crescendo em todos os sentidos) e bandas como o Rei Lagarto com tanta competência e estrada continuam a serem independentes, poucas são as que tem contrato com distribuidoras.

Quem gosta desse estilo (assim como eu) deve estar aguardando ansiosamente pelo próximo álbum completo, o full álbum, e que seja para breve.

(Fred Mika)

REBEL MEETS REBEL - D.A.C. - Big Vin Rec. - Importado - Nota: 8,0

Este projeto nada mais é do que o último trabalho gravado pelo guitarrista Dimebag Darrell antes de sua trágica morte, e que apenas recentemente foi lançado pelo selo Big Vin (recém criado pelo baterista Vinnie Paul, irmão de Darrell). A formação da banda basicamente conta com a formação original do Pantera - logicamente sem Phil Anselmo nos vocais - contando com o vocalista de Rock’N’Roll (e rebelde tatuado de plantão) David Allan Coe, do qual Darrell era fã declarado.

O CD musicalmente explora um lado um pouco diferente do que os fãs possam a princípio imaginar, partindo para um lado mais “sulista”, ou seja, mais Rock e menos Metal. Algo que poderíamos definir como “Metal country” ou ainda “Heavy Southern Rock”. Rótulos a parte, o que temos aqui são músicas despretensiosas, despojadas e por vezes em ritmo de Jam pós noitada de bebedeira!

Vários elementos - dentre eles o piano e violino - aparecem esporaticamente dentro das faixas, onde colidem vários gêneros e estilos musicais, de forma que vale destacar as faixas “Nothin' To Lose”, “No Compromise”, “Cowboys Do More Dope” (praticamente Country, com a inclusão de piano), “Get Outta My Life” (a faixa mais “Metal” do álbum) e “N.Y.C Streets” (puro improviso!).

Outro destaque irrefutável fica por conta do vocalista David Allan Coe e sua voz rústica e característica, responsável por boa parte da cara, roupagem e personalidade das músicas do disco. Um CD que pode não agradar a todos, mas que certamente vale a pena ser conferido.

(Eduardo Garcia Carvalho)

RIDE THE SKY - NEW PROTECTION - Nuclear Blast/Laser Company/Rock Brigade - Nota: 5,5

E lá vem o incansável Ulli Kusch, renomado baterista que convocou um time de qualidade, com os irmãos do Tears of Anger, Bjørn Jansson (vocal, ex-Beyond Twilight) e Benny Jansson (guitarra, também do XSavior), o baixista Mathias Garnås (Xsavior) e o tecladista Kaspar Dahlqvist (ex-Stormwind), para montar sua banda.

Com tudo pronto, o quinteto escolheu soar como o?????? Não vou falar, pois você deve saber quem. Mas o Ride The Sky tem uma veia um pouco mais Prog, mas, na primeira linha de voz Bjørn, já dá para sacar que a inconfundível qualidade do ex-vocalista do Masterplan, Jorn Lande, com seu vocal muitas vezes grave e rasgado, vai ecoar durante o play Uma diferença fundamental é o apelo do teclado nas 13 composições, característica contínua no disco, deixando a guitarra muitas vezes em segundo plano, ao menos nas músicas iniciais.

“Silent War” apresenta o lado mais Prog de Kusch mas, outra vez a banda parece frear em fórmulas, por exemplo, naquela linha mais que básica de iniciar uma música: riffs, paradinha e voz apenas acompanhada de baixo e bateria. E isto porque a tal fórmula foi usada na primeira faixa e volta a aparecer na quinta. Se o Ride The Sky tem como destaque seu baterista, é neste instrumento outro ponto negativo, já que a batera de Kusch produz um som excessivamente artificial.

No decorrer do disco, algumas coisas despontam: o peso de “The Prince of Darkness”, virtuosa e rápida, assim como a Prog “Black Cloud”, a grandiosidade e as melodias em “Far Beyond the Stars”, e uma das mais criativas, a bônus “Make The Spirit Burn”. Muitas vezes a guitarra soa muito básica, mas na metade fina do CD, Benny Jansson consegue se destacar e contribui muito bem principalmente nos solos.

Como dá para perceber, o quinteto foi irregular em seu debut. Falta um pouco de alma. E música sem uma grande dose de vida perde grande parte do seu apelo. Mas, pela qualidade de seus integrantes, poderia se esperar um pouco mais....

(Adriano Gandolfi)

RIOT - ARMY OF ONE - Toshiba/Emi - Importado - Nota: 10,0

O Riot sempre foi citado em várias matérias como um excelente grupo que não teve seu merecido reconhecimento. Do ponto de vista popular, isto até pode ser considerado verdade. O grupo atualmente concentra mais suas atividades no Japão e Europa, com alguns shows no seu país de origem, os Estados Unidos.

Em 2006, o Riot completa 30 anos de estrada no cenário heavy metal/hard rock, e, só com um público fiel e suas crenças no estilo musical, poderiam fazer com que isto acontecesse. Os fãs estavam esperando um DVD comemorativo, mas este por enquanto parece que não vai pintar.

Fire Down Unders e Thundersteels à parte, a receita encontrada foi a seguinte: pegue 18 pedaços, um de cada disco, corte em pedacinhos bem pequenos e coloque num caldeirão (tem que ser um caldeirão, porque em 30 anos tem muita coisa), misture bem em volume alto e terá Army Of One.

O grupo tem marca de toda a sua carreira no disco, concentrada em riffs típicos do grupo, solos empolgantes e um excelente trabalho de backing vocals como nunca tinham feito, talvez influenciados pelos trabalhos paralelos de Mark Reale no Westworld e Mike DiMeo no The Lizards.

Mike DiMeo, por sinal, está arrebentando. O cara sempre cantou muito, mas talvez pelas composições do álbum tenha conseguido mostrar muito mais que nos discos anteriores. Agressividade e feeling no ponto certo. Fica a curiosidade de ver Mike Tirelli, que substitui DiMeo nos shows, cantando as músicas deste álbum.

O Riot conta com o membro fundador Mark Reale (guitarra), Mike DiMeo (vocal), Mark Flyntz (guitarra), Pete Perez (baixo) e Frank Gilchriest (bateria) que substituiu Bobby Jarzombek com total maestria. Merecem ser ouvidas: Army Of One (velocidade com um solo arrasador), Shine (base pesada e viradas no melhor estilo), seguindo os álbuns conceituais do Riot... Stained Mirror e Darker Side Of Light (com trecho de A Time For Us, tema de Romeu e Julieta), Knockin' at My Door (hardão estilo Marianne do Privilege Of Power).

Infelizmente parece que o disco não será lançado nos Estados Unidos o que vai encarecer para quem quiser comprar, mas acho que isto não é tão relevante quanto ter o prazer de ouvir o disco. Só lembrando a versão japonesa trás de bônus a música Road Racin, ao vivo, gravada em 1998.

(Bob Riot)

ROBIN BECK - LIVIN´ ON A DREAM - Frontiers Records - Nacional - Nota: 9,0

São raros os lançamentos internacionais em solo nacional, mas algumas vezes algumas gravadora arregaça as mangas e acaba lançando material inédito e no meu desses, eis aqui uma grata surpresa, a vocalista Robin Beck lançada no Brasil pela italiana Frontiers Records.. Robin Beck tem uma voz poderosa, rouca e sensual na linha da canadense Kim Karnes e faz um som parecido ao das irmãs Wilson (a banda Heart).

O som da banda é um rock n´roll estilizado com influência do hard rock AOR como também do pop rock (mas não estamos falando desses pop rocks descartáveis que se vê por ai aos montes). Logo na primeira faixa, “Livin´ On A Dream”, a moça já mostra pra que veio, uma música que reúne todas as características citadas acima. Na segunda faixa, “Show Me The Way”, já temos algo mais leve com teclados e Robin mostra toda sua força nos vocais com backing vocais bastante competentes segurando a barra.

“Love Me Like A Man”, a próxima, segue a mesma linha, e “Always” é uma belíssima balada, com muito feeling e carregada de melodias que depois da ponte após o refrão apresenta um solo bem estudado. “Nothing ´s Gonna Change Your World”, “Seventeen Forever”, já seguem mais a linha mais atual do Bon Jovi, com solos sobre as bases no início em harmonias bastante puxando para o pop rock enquanto a próxima, “Can´t Get Enough Of Your Heart”, já apresenta um clima mais na linha das baladas do Whitesnake.

Seguimos com o hard rock na linha do Heart em “Runaway”, o que isso quer dizer? Bases não muito pesadas, guitarras clichês e refrões fortes com farto uso de backing vocais estrategicamente colocados. “Wrapped Around Your Finger” (que não tem nada a ver com a do mesmo nome do The Police) também segue a linha da anterior. “It´s Magic” já é um hard rock autêntico, na linha do Deep Purple, a mais rápida do álbum. Voltamos a um rock mais cadenciado em “I Can´t Walk The Line”, interessante composição.

“Till The Last Teardrop Falls” conta com a voz potente e carismática de James Christian (House Of Lords) se revezando com a de Robin Beck nos vocais; é uma balada perfeita em todos os quesitos musicais, ao meu ver a melhor faixa do álbum. E por fim, fecha o álbum a música “Love Lies” que volta ao soft rock na linha do Heart novamente.

A produção geral é de primeira. Apesar das comparações com as outras bandas, Robin Beck tem uma voz bastante pessoal, bem carismática e é uma excelente cantora, suas interpretações estão bem acima da média. Acertou em cheio a gravadora em lançar esse álbum no Brasil, é o tipo de som que dá certo em qualquer lugar do planeta se a vocalista for boa (literalmente falando). ótima escolha.

(Fred Mika)

ROB ROCK - EYES OF ETERNITY - Golden Hill Records - Nacional - Nota: 9,5

Temos aqui um expoente do rock pesado cristão, Rob Rock. Rob é um dos vocalistas mais conceituados da cena tendo até já tocado com exímios instrumentistas como no caso do guitarrista Chris Impelliteri. Pra isso confiou a produção a cargo de Roy Z que já trabalhou com gente como Bruce Dickinson.

Rob Rock faz um power metal vigoroso, os vocais de Rob dispensam maiores apresentações, cai bem tantos em bandas desse estilo como nas de hard rock, rock progressivo, etc. Este álbum, Eyes Of Eternity, foi lançado em 2003 e mostra exatamente isso, um power metal bastante técnico, muito bem executado com passagens criativas e não deixando o ouvinte com sensação de tédio (o famoso já ouvi isso antes) tão comum a essas bandas que gostam de dar muito ênfase a velocidade.

“Rock The Earth” é a faixa que abre o petardo, um power metal bem tocado e cheio de dinâmicas e segue com “Strangehold”, mais na linha do heavy metal mais tradicional. “Eyes Of Eternity”, a faixa título e como tal uma faixa com refrões fortes, velocidade e muita técnica, mas tudo muito bem dosado, muito bem encaixado. A próxima, “the Everlasting” tem um início interessante, uma introdução com viradas de bateria, um heavy metal melódico no melhor estilo. “Rage Of Creation” é um hard rock arrastadão beirando o heavy metal tradicional.

“Conqueror´s Hymn” coloca a banda de volta no power metal. “Fields Of Fire” apresenta um dedilhado que é sobreposto por guitarras pesadas e tem um andamento mais arrastado, essa eu considerei a mais interessante desse álbum, com várias vocalizações, frases de efeitos, dramaticidade, apoiados sobre riffs e solos magníficos. “You Know” dá impressão que seria algo acústico. Ledo engano. Trata se de uma música pesada, mas não rápida com várias passagens. Por fim, voltam ao vigoroso power metal fechando o registro, “The Hour Of Dawn”.

Nesse álbum, Rob Rock consta ao seu favor: excelentes músicos, composições cativantes com refrões fortes, solos bem executados e melódicos, além de bastante criativas no geral. Também soma ao seu favor o ótimo trabalho dos backing vocais nos pré-refrões, refrões e outras partes estruturais. Mas os pontos em seu favor não acabam por ai, tem se ainda um excelente encarte com lindas fotos e lindos desenhos, e ainda sem falar na constelação de músicos convidados que se formos citá-los aqui demoraria muito. Este álbum provavelmente foi um dos principais lançamentos do ano de 2003.

Para fãs de todos os estilos porque apesar do estilo predominante ser o power metal, há de tudo, belíssimas e bem executadas passagens dentro do hard rock, do heavy metal tradicional, etc e tudo muito bem feito.

(Fred Mika)

ROCKET SCIENTISTS - REVOLUTION ROAD - ProgRock Records - Importado - Nota: 10,0

O Rocket Scientists retornam ao estúdio após 8 anos em branco com este épico álbum duplo, “Revolution Road”. Seus membros fundadores, Mark McCrite (vocal/guitarra), Erik Norlander (teclado) e Don Schiff (baixo), iniciaram as composições em 2002, enquanto excursionavam. Após a perda de seu baterista, Shaun Guerin, o projeto ficou de lado.

Os três músicos continuaram a colaborar com outros projetos como o disco de Lana Lane, “Winter Sessions”, e trabalhos de Norlander, “Music Machine”. Norlander também produziu o trabalho solo de Schiff, “Peering Over Clouds”. Durante a turnê de 10o aniversário do Lana Lane, em 2005, os três reuniram-se oficialmente como Rocket Scientists e começaram as gravações deste disco.

“Revolution Road” trás mais dois novos músicos ao universo do Rocket Scientists, o baterista Gregg Bissonette David McBee como segundo lead vocal, que já haviam trabalhado com Norlander no disco da Lana Lane, “Winter Sessions”. Outros músicos participaram da gravação do álbum, como os bateristas Simon Philips e Shaun Guerin na faixa “Better View” e Greg Phelps (acordeon) na faixa “Enjoy The Weather”.

O álbum apresenta composições que vão desde lembranças de Rainbow até ELP e Genesis, flertando em algumas faixas com o pop e AOR, longe do metal progressivo, e, apesar de ser um álbum duplo, não trás composições maçantes ou com cara uma das outras.

As músicas não são quilométricas, a não ser a instrumental “After the Revolution”, com 13 minutos, mesmo assim é destaque do disco, beirando a Pink Floyd com ELP. “Sky Is Falling”, “Dream In Red” e “Revolution Road“, mais para o lado hard rock, “Outside The Painted Walls”, excelente trabalho de teclado e guitarra, “Forever Nights”, bonita balada com Don Schiff dando o toque da música no baixo também em “Castles Fall” e “Hold That Thought”, mais para o hard temos “Pay Your Dues” e “UFO S.H.A.D.O. Theme”, e o clima pop AOR com “House Of Cards”. Grandes músicos, excelentes composições. Tem coisa melhor no rock progressivo?!

(Bob Riot)

ROSA íGNEA - ANCIENT EYES - Independente - Nacional - Nota: 8,0

O Rosa ígnea teve suas atividades iniciadas em 2003 a partir de outra banda chamada Magna Carta. As composições que iriam ser usadas para esta banda serviram como a base do som do grupo. Quando da composições e gravação do disco houve substituição de alguns membros. Nesta fase entram a vocalista Isabela Santos (ganhadora de vários prêmios de jovens músicos) e o baterista Guilherme Mitre, que formam a line-up atual com Daniel Kojima e Richard Squair nas guitarras, Renato Kojima no baixo e Gustavo Ivon nos teclados.

A proposta das letras da banda giram nas questões que afetam o ser humano através dos tempos, seu entendimento e sua busca e esperança. Ancient Eyes foi lançado e distribuído de forma independente e se esgotou rapidamente o que propiciou uma parceria para nova prensagem e distribuição pela Erpland Records.

“Ancient Eyes” vem com um tipo de som que viaja nas sonoridades melódicas tipo Nightwish, algumas vezes remetendo ao gótico, devido às harmonias vocais líricas da banda. Aliás, este seguimento do rock influenciou e ainda faz a cabeça de muitos jovens. Neste primeiro CD da banda as composições ficariam legais mesmo sem o contexto lírico utilizado, entre elas, “Alone In Paradise”, “Remembrance” e “ When Dreams Come True”. Jovens e bons músicos à procura de seu espaço. Aguardemos os próximos passos do grupo.

(Bob Riot)

RUFFIANS - '85 & LIVE - Hellion Records - Importado - Nota: 8,5

Caso alguém não saiba o vocalista desta banda - o falecido Carl Albert (1962-1995) - posteriormente viria a integrar a banda Vicious Rumors onde fez grande sucesso como vocalista (pelo menos entre os verdadeiros apreciadores de Heavy Metal), onde permaneceu até sua morte. O CD em questão trata-se do relançamento do primeiro álbum da banda Ruffians, que acabou tornando-se mais conhecida justamente pelo fato de ser o ex-grupo de Carl Albert; com a inclusão de 6 músicas gravadas ao vivo em 1985 (no "The Stone", em 28 de setembro, em São Francisco/CA), e que nunca haviam sido disponibilizadas anteriormente.

O som da banda seguia bem o estilo de Heavy praticado na época pelas poucas bandas de origem americana que realmente levavam o estilo mais a sério (já que os americanos sempre estiveram longe de ser exatamente grandes apreciadores ou berço de grandes bandas de Metal como os ingleses, por exemplo), com guitarras pesadas, cheias de toques que por vezes beiravam o Hard Rock, cozinha cadenciada e até - no caso do Ruffians - com perceptíveis toques da NWOBHM. Mas o grande destaque e mérito da banda fica mesmo para o ótimo vocalista Carl Albert, que com sua voz carismática e afinada regia com maestria o som do grupo. E detalhe: ao vivo o cara mandava bem demais também - como provam as faixas ao vivo do CD.

(Eduardo Garcia Carvalho)

RUFFIANS - DESERT OF TEARS - Metal Heaven - Importado - Nota: 9,0

Para quem pensa, que as dificuldades pelas quais passam as bandas nacionais, só acontecem em nossa casa, estão totalmente enganados. A história da banda de heavy metal Ruffians pode provar isto. Formado em 1983, por Chris Atchison (guitarra), Craig Behrhorst (guitarra) e Luke Bowman (bateria), em San Francisco (USA) , pela sua amizade e interesses musicais mútuos. Recrutaram naquela época os já falecidos Carl Albert (mais tarde Vicious Rumors) para os vocais e o baixista Dan Houra.

Lançaram um demo tape em 84 e um EP em 85, tocaram como suporte de UFO, Alice Cooper, Dokken, Queensryche, Saxon, Y&T e Slayer, lançaram outras demos, em 87 e 88, uma música (Wasteland) na trilha sonora de American Ninja II. Apareceram em 2004 no festival alemão Bang Your Head recebendo grandes elogios e ficando com status de banda cult na Europa. Depois disso tiveram duas coletâneas lançadas em 2004 e 2005. Estranho não?!

Não gravaram nem um full álbum e tem dois “The Best”! Pois é, depois de seu desmembramento oficial em 89 lançam seu primeiro álbum, “Desert Of Tears", em 2006. Coisas do underground do heavy metal. Heavy metal clássico, com algumas passagens melódicas germanicamente influenciadas, incluem também alguns trejeitos vocais tipo Klaus Meine, de seu atual vocalista, Rich Wilde, juntando-se também o baixista Tommy Sisco para compor o grupo.

“I Believe”, (Então levante seu punho e grite, Eu acredito), tem música melhor para começar o álbum deles? Tipo música para incendiar a galera nos shows. Segue o disco com o pique de “Running Blind”, os riffs pesados de “I Will Fly” e “Desert Of Tears”, só parar citar alguns destaques do disco. Bom metal, na veia clássica, para os novos e velhos fãs, que também mostra, como história de vida, que o reconhecimento tarda, mas não falha. é só acreditar.

(Bob Riot)

RUFFIANS - THERE & BACK - OSM Rec. - Importado - Nota: 8,5

Esta banda foi - como já deve ser do conhecimento de muitos - uma das bandas pela qual o falecido vocalista Carl Albert (1962-1995) passou em sua carreira. A exemplo de um outro disco que já havia sido lançado via outra gravadora (’85 & Live, o qual continha o primeiro disco do Ruffians com a adição de registros ao vivo), este CD duplo visa contemplar os fãs da banda com material até então inédito ou raro (não só com Carl Albert mais também com Rich Wilde - seu sucessor nos vocais do grupo). O CD-1, com Carl nos vocais, possui gravações do EP Ruffians (1995), registros ao vivo do mesmo ano (gravados em São Francisco/USA no dia 28 de Setembro de 85) e versões Demo de algumas músicas gravadas em 84; onde a banda mostra toda sua competência fazendo um Heavy Metal tradicional e bem ao estilo anos 80, além de muito influenciado pela NWOBHM.

No CD-2, que conta com os competentes vocais de Rich Wilde, o estilo permanece inalterado, e é possível apreciar gravações de estúdio raras - uma vez que nunca chegaram a ser lançadas oficialmente - feitas em 87. Para fechar é possível ainda assistir o vídeo da música Darkest Of Light, gravado no festival Bang Your Head de 2004. Imperdível para quem curte Heavy anos 80.

(Eduardo Garcia Carvalho)

RICARDO PRIMATA - VISÕES (EP) - Independente - Nacional - Nota: 8,0

Ricardo Primata é um guitarrista baiano que desde cedo se dedica ao estudo do violão e principalmente, sua grande paixão, a guitarra. Com passagens pelas bandas Angkor (sua primeira banda de rock) e Ritmia, onde seu trabalho recebeu muitos elogios e o levou a participar de muitos workshows, como convidado de Kiko Loureiro (Angra) e Edu Falaschi (Almah/Angra), por exemplo.

Em 2005 lança este EP instrumental que trás composições de excelente nível, sem ser só virtuosismo, mas com qualidade na melodia, desencadeando à apreciação do público em geral. As faixas “Linha do Tempo”, “Vencedor”, “Visões” e “Despertar” são a prova da competência do músico.

Com a repercussão deste álbum ele entra para a banda de heavy metal tradicional Slow, apresentando-se em shows ao lado de Angra e Jeff Scott Soto. Atualmente estuda Composição e Regência na Faculdade de Música da Universidade Federal da Bahia, divulga o trabalho da Slow e o EP instrumental Visões, além de ministrar workshops.

Mais um excelente músico brazuca para se anotar na agenda. Músicos que participam da gravação junto com Primata, Gilmário Celso (baixo), Jobinho Macedo (teclado) e Marcel Freire (bateria).

(Bob Riot)

ROTTWEILLER - SCREAMS OF THE INNOCENT/RAGE OF WAR - Hellion Records - Importado - Nota: 7,0

Na verdade o que temos aqui são dois discos diferentes, lançados em períodos diferentes. O primeiro - Screams Of The Innocent - foi lançado em 1986 (e relançado agora em CD), e o segundo - Rage Of War - lançado mais recentemente, em 2004.

A sonoridade, independente da época (e do vocalista, já que cada álbum conta com um), permanece a mesma: Puro Heavy Metal oitentista e extremamente clichê; com vocais espalhafatosos e agudos exagerados; guitarras pesadas, diretas e com riffs e solos igualmente datados.

O que acaba valendo mesmo no final das contas é o "revival" que as músicas trazem de volta, relembrando uma época em que o Heavy Metal - apesar de totalmente underground - unia as pessoas em prol de uma mesma paixão: a música pesada. Neste sentido estes discos tornam-se quase que documentos, e a produção simplória e alguns momentos toscos acabam não sendo tão importantes ou depressiativos assim.

(Eduardo Garcia Carvalho)

RESISTANCE - PATENTS OF CONTROL - Lion Music - Importado - Nota: 9,0

Mais uma grande promessa do cenário norte-americano que não tem vergonha de ser classificado como Heavy Metal. O quinteto composto por Robbie Hett (v) Dan Luna/Dave Watson (gt, este ultimo ex Hirax ) Paul Shigo (b) e Matt Ohenns (bat) excecuta uma mescla de thrash old school com boas doses de power metal técnico norte americano (Vicious Rumors, Metal Church, etc), com partes bem técnicas e quebradas.

Vindos de Los Angeles, este é o seu segundo trabalho lançado pelo selo finlandes e traz um trabalho conceitual ,mas sem conexão entre as composições,uma critica ácida e forte à politica atual nos EUA, controle excessivo do ser humano pelo código de barra encontrado nos produtos, internet e sociedades secretas (dentre estas uma é representada no dólar americano, a maçonaria-se fosse boa e repleta de boas intenções, por que ser secreta??), boa produção e excelente trabalho gráfico. Um dos melhores e mais interessantes trabalhos realmente metálicos de 2007

(Eduardo de Souza Bonadia)

RETROHEADS - INTROSPECTIVE - Unicorn - Importado - Nota: 7,0

Mais um lançamento da Unicorn Digital que vem lançando bons grupos de rock progressivo. O grupo idealizado e formado na Noruega pelo baixista Tore Bø Bendixen em 2003. A banda trás ao todo sete componentes que já estiveram envolvidos desde jazz, pop e rock até African e World-music.. Isto faz com que o Retroheads não tenha restrições para sua música segundo informações no site oficial.

O disco beira à margem da World Music com alguns vocais femininos que remetem ao “Dark Side of the Moon” do Pink Floyd. Talvez pela presença da utilização de instrumentos dos anos 70, como o Hammond B3, não dê tanta pinta de envolvimento comercial e um certo peso nas músicas. Destaque para “Rainy Day” e “Living in a Bubble”.

(Bob Riot)

REDEMPTION - THE FULLNESS OF TIME - Sensory - Importado - Nota: 7,0

Segundo CD do projeto que conta com duas figuras conhecidas do meio: o vocalista Ray Alder (Fates Warning) e o guitarrista Bernie Versailles (Agent Steel). A sonoridade do grupo fica naquele meio termo entre o progressivo - com passagens mais complexas, lentas e amparadas por teclados, além dos vocais mais calmos, melódicos e climáticos - e outros momentos mais pesados - com riffs de guitarra cortantes e rápidos (além de bons solos), e vocais mais rasgados e agressivos.

Coincidência ou não as faixas acabam espelhando de modo geral a sonoridade que os já citados integrantes desenvolvem em suas bandas principais, no caso o lado mais progressivo do F.Warning e o lado mais metal do A.Steel. O que acaba por limitar um pouco a banda no final das contas - já que musicalmente ela é muito boa e competente - é a falta de originalidade da mesma, deixando aquela velha sensação “já ouvi isto antes”.

Os bons momentos ficam por conta de Threads, Parker´s Eyes e Saphire (na primeira parte do CD); e I rage, Release e The Real Thing (na segunda parte - intitulada “The Fullness Of Time”). Vale conferir sem medo.

(Eduardo Garcia Carvalho)

REVELATION PROJECT - REVELATION PROJECT - Independente - Importado - Nota: 7,0

Quinteto Americano que faz um som progressivo com alguns elementos esporádicos de Metal (particularmente no que diz respeito ao peso em algumas passagens). Mas de modo geral pode-se dizer que a banda não se enquadra no que convencionou-se chamar de Prog Metal.

Na verdade o grupo faz um som bastante particular (o que não significa necessariamente que seja original), com passagens relativamente complexas em termos instrumentais e vocais e, é claro, muitos teclados.

Mais uma vez - em se tratando de uma banda progressiva - a duração de algumas faixas tornam- se um tanto quanto maçantes e cansativas, assim como o excesso de virtuosismo em determinadas músicas e passagens do CD.

O grupo na verdade está longe de ser ruim ou dispensável, mas realmente é o tipo de banda indicada apenas aos apreciadores mais assíduos do estilo.

(Eduardo Garcia Carvalho)

REFLECTION - ODYSSEY - Independente - Importado - Nota: 7,0

Trabalho independente que mostra a capacidade desta banda, que promete. Temos um material bem homogêneo, bem gravado e até certo ponto bem produzido.

Hoje graças as facilidades de acesso a ferramentas adequadas as bandas mesmo sem gravadoras conseguem conquistar seu primeiro trabalho com qualidade interessante onde conseguem iniciar sua trilha no mercado.

Bom material que merece acompanhamento e atenção.

(Adriano Gandolfi)

ROTTEN SOUND - CYCLES - Spinefarm - Importado - Nota: 6,0

Grupo finlandês de Grindcore/Death Metal, desde 1993 na ativa. Este é o quinto álbum do grupo que ainda tem mais cinco EPs e um DVD lançado em 2004.

Grupo com temática sobre política e violência formado por Q (Mika Aalto) (guitarra), Sami Latva (bateria), G (Keijo Niinimaa) (vocal), T (Toni Pihlaja) (baixo).

(Bob Riot)

RUSH - SNAKES & ARROWS - Atlantic Records - Nacional - Nota: 9,0

O Rush é um power trio canadense que dispensa maiores apresentações mas é impossível não relatar algumas em se tratando desse monstro do rock, Rush (que a muito tempo já é uma sólida instituição no mundo da música). É uma banda com muita história em mais de três décadas de atividade, que influenciou inúmeras bandas depois dela, etc, é realmente uma das grandes bandas do rock de todos os tempos, do porte de bandas como Deep Purple, Scorpions, Black Sabbath, etc.

Rush é uma banda respeitadíssima mundo afora bem como seus músicos (Geddy Lee- baixo, teclados e vocais, Alex Lifeson- guitarra e Neil Peart- bateria) que são referências a qualquer músico do rock que queira tocar bem e ser criativo ao mesmo tempo.

Mas muita coisa mudou desde o início dos anos setenta (época que o Rush iniciou suas atividades) e o grupo sobre evoluir, manter a personalidade ao longo de todos esses anos sem deixar a peteca cair. Uma amostra é esse novo álbum do trio, Snakes & Arrows, onde o Rush esbanja um hard rock moderno, super bem tocado, criativo, com excelente produção áudio e gráfica e distribuído mundialmente por uma gravadora gigante, a major Atlantic Records, ou seja, pronto pra ser mais um marco na história do rock.

Mas o Rush não se tange ao hard rock, há muita coisa de pop rock (mas não esses pops descartáveis que se vê por ai) além muitos e belos dedilhados, várias aclimatações, passagens progressivas (uma das influências da banda) e até violões de inspiração country. é difícil fazer uma resenha do Rush voltado para um álbum em particular porque tal a grandiosidade da banda e de todos os álbuns anteriores, é perde de tempo se concentrar num ou em outro.

Falar de Rush é sempre falar em bom gosto, técnica e criatividade. Não é a toa que essas é uma das principais bandas de todos os tempos. Eu particularmente prefiro a fase do início da banda, os quatro primeiros álbuns, mas como todos os outros posteriores e em qualquer fase ou época que o Rush atravesse, QUALQUER álbum do Rush é altamente recomendado para todos apreciadores de música de qualquer estilo, época ou tendência, inclusive, é lógico, Snakes & Arrows.

(Fred Mika)

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