Adoro single. A banda tem que ter um forte critério de escolha para mostrar realmente a qualidade de seu trabalho e não há a necessidade de encher o álbum com músicas descartáveis como as que constam em alguns discos que ficam prejudicados em virtude dessa aberração.
Os alemães da banda Sceptor resgatam o melhor dos anos 80. Quando fiz a primeira audição de imediato lembrei do Accept e isso é claro indica qualidade. O primeiro som se chama Powerhouse e é puro metal, peso e velocidade sem exagero, vocal alá UDO com muita intensidade. Aumentei o volume e me deliciei com esse som.
Finaliza o single Shadows in the Maze. Mantém o ritmo e a certeza de que o metal alemão é avassalador. A cabeça sem controle começa a balançar, lembro que já passei dos 40 há tempos, mas graças a sons como esse meu espírito permanece jovem. E Viva o Metal. Somente após escrever essa breve resenha me dei conta que o single é de 2010 e isso me animou muito: existe vida inteligente no planeta metal.
Line up:
Bob Mitchell - vocals
T. Black - lead guitar/vocals
Tim Scholl - rhythm guitar
Mad - bass
WTF (Markus Schmitz) - drums
(Paulão Atitude)
MySpace: www.myspace.com/sceptormetal
O Skelator é outra banda de Seatle influenciada pelo metal oitentista com 12 anos de estrada. Este disco é uma compilação de seus demos, um EP e um split album lançado com o grupo Gutrot. O metal tem umas coisas muito estranhas... como é que um grupo que nem lançou seu primeiro disco lança uma coletânea?! É realmente uma coisa que só acontece no rock.
Jason Conde-Houston (vocal), Robbie Houston (guitarra), Rob Steinway (aka Kythving) (guitarra), Zach Palmer (baixo) e Patrick Seick (bateria) fazem um Speed Metal que lembra um pouco o System of a Down no vocal de “Heavy Metal Sacrifice” com trecho mesclado com blues, “In Metal We Trust” e “Siege Of Gondor“.
O vocal lembra Geoff Tate e em algumas passagens o Halford. Outra boa pedida para começarmos a entrar em contato com o som de Seatle, pois a história mostra que a região é prospera com relação a criar tendências.
(Bob Riot)
Site: www.trueskelator.com/
MySpace: www.myspace.com/skelator
A Suiça demora mas não falha pois a cada duas décadas surge uma banda de hard rock pronto a incendiar a primeira ponta do cenário mundial de hard rock. Foi assim durante os anos setenta e ointenta com o surgimento da maior de todas as bandas de hard rock vindo da Suiça, o Krokus (e esta continua na ativa até hoje).
Na década de noventa e na década posterior foi a vez do Gotthard surgir e figurar no primeiro time do hard rock mundial e agora vem o Shakra, que na verdade já está na ativa a algum tempo e com alguns albuns lançados. Ou seja, depois do Krokus e do Gotthard o Shakra já é considerada a Terceira força desse estilo vindo daquele pequeno país e pronto a fazer bonito no cenário.
Os primeiros álbuns da banda vieram em 1997 e 1999, respectivamente, e logo já estavam fazendo turnes com grandes nomes como Greatwhite e Uriah Heep, mas foi só com o lançamento de seu terceiro album, Power Ride, lançado em 2001 que o Shakra efetivamente começou a fazer sucesso mas um pouco depois o vocalista original, Pete Wiedmer, teve de deixar a banda devido a seu estado de saúde. Para seu lugar veio Mark Fox e seu primeiro album com o Shakra foi o Rising (2003) que alcançou o topo das paradas na Alemanha e Suiça além de diversas tours programadas desde então entre as quais a aparição no conceituado festival Bang Your Head.
Já com o album Fall que também alcançou o topo das paradas na Suiça e o polêmico clip para a faixa “Chains Of Temptation” que mostra o vocalista Fox injetando heroína em si mesmo fizeram que o grupo ficasse falado nas cena metal. Para avalizar a boa fase e solidificar o prstígio adquirido, o Shakra ainda excursionou para doze paises com o Hammerfall e Stratovarius além de abrir o show do Iron Maiden no festival Spirit Of Rock. Em 2006 abriu um show para o Guns N´Roses cativando sempre mais e mais publico e depois mais um album, Infected, lançado em 2007.
O mais recente album do grupo, Everest, lançado em 2009 (fato interessante é que o Shakra sempre lançou álbuns de studio em anos ímpares) e o sétimo da discografia de studio (os outros dois são o ao vivos The Live Side, este lançado em 2000, e My Life My World, lançado em 2004 que acompanha um DVD).
Everest possui doze composições que relembram os conterrâneos do Gotthard, ou seja, guitarras altas, timbres cortantes e secos mas ao mesmo tempo despejando riffs em profusão além de um vocal com drive bem acentuado e excelente interpretação. Resumindo, um hard rock europeu sem firulas mas bem executado e com ótimos arranjos, bem produzido e com refrões fortes (mas não caindo nos chavões dos refrões alegrinhos do hard glam). Algumas faixas pendem para um hard mais rápido, com mais energia como “Ashes To Ashes”, “The Journey” (apesar quie essa possue partes de andamento mais cadenciados) e “Right Between The Eyes” enquanto outros são um pouco mais moderados no andamento mas mantendo o peso das bases como “Love & Pain”, “Let Me Lie My Life To You”, “Regressive Evolution” e “Dirty Money” mas todas elas tem em comum refrões ganchudos que cativam rapidamente o ouvinte (e o sucesso para a banda).
“The Illusion Of Reality” é uma faixa interessante pois há riffs poderosos e pesados nas introduces e nas pontes que levam aos refrões bem marcantes e ainda há partes mais leves dos vocais que gera um clima bem variado a composição. “Why” é uma balada power, melancólica até atingir um refrão forte e com boa melodia, ótimos arranjos de violões e como todas as outras, solos bem estruturados e com timbragem interessante. E “Anybody Out There” já pende mais para o hard AOR, cadenciada, boa dose de vocaliszações, andamento cadenciado e sem variações e refrões como sendo o ponto mais importante da composição e, como o próprio nome diz, feita para ser tocada nas radios mesmo.
“Insanity” tem um andamento com bases retas, um rock n´roll com energia mas sem ser tanto, explosive, rápido ou pesado enquanto a faixa que fecha o play, “Hopeless”, já ser realmente uma balada AOR, linda por sinal. Com boa dose de nostalgia e melodia.
Uma banda que faz jus a seus conterrâneos e com certeza segue adiante a tocha do hard rock suíço.
(Fred Mika)
Site: www.shakra.ch
Eles iniciaram suas atividades em 1987 na onda do hard glam que assolava os EUA na época, principalmente a cidade californiana de Los Angeles. Hair-spray, carrões velozes, loiras peitudas, refrões fáceis e direto, além de um visual muito colorido, eram a linha de frente dessa turma e no meio desse turbilhão o Shake City deve muito aos contemporâneos do Warrant.
Voltando um pouco ainda no tempo, na época, havia um vocalista jovem e talentoso do Warrant chamado Adam Shore quando essa banda começou a fazer sucesso atingindo o mainstream. Adam tipo persona non grata da banda e em seu lugar foi convocado Jani Lane.
Na seqüência o guitarrista Don E. Sachs, avisado por um amigo em comum de ambos que havia ficado impressionado com a capacidade de Shore, marcou um encontro com o vocalista no final de 1986 em Hollywood e assim a banda Hot Wheelz nasceu, mas logo rebatizada de Shake City devido a um terremoto recente.
Depois se juntaram ao grupo o guitarrista Michael Blair (primo de Erik Turner), o baixista Ray Bailey e o baterista Jaycee Cary. Em 1992, já no final da curta carreira da banda, Blair foi substituído pelo guitarrista Ethan Gladstone vindo da banda Taz.
O estilo não foge a regra dos clichês que descrevi e assim a banda explodiu no circuito dos clubes iniciando no famoso Troubadour antes de embarcarem nos populares clubes da Sunset Strip como The Roxy, Whiskey a-Go-Go, The Central e o Coconut Teazer além de outros clubes de L.A. como The Marquee, FM Station e o The Country Club. Não satisfeitos em ser apenas uma banda local o Shake City se aventurou para fora de seu estado tocando em Salt Lake City, no Rock-It e no Other Place na Florida, e Mason Jar em Phoenix. Durante esse tempo, o grupo se apresentou ao lado de bandas como Kiss, Swingin’ Thing, Helter Skelter, Cherry Street, Taz, Roxanne, Pair-a-Dice, Warrant, Britny Fox e Wikked Gypsy além de outros.
Algumas de suas composições mais famosas foram co-escritas com Tommy Thayer do grupo Black N Blue, bem como Erik Turner e Jani Lane do Warrant, e por isso não era surpresa que essas bandas receberam a mesma influência, de grupos como Bon Jovi, Kix, Aerosmith e Kiss. Todas essas bandas de hard glam oitentistas queriam satisfazer seus fãs com um novo, colorido, comercial e explosivo, para a época, estilo. Daí ao estúdio fui um pulo.
Apesar do som estruturado e bem calcado no hard glam e todas essas facilidades de composição e visual e ainda de ter tocado exaustivamente por todos os grandes clubes da época e ainda sendo capa de revistas famosas de rock, o Shake City nunca explodiu de fato. Eles culpam isso pelo advento do grunge rock e como citei, em 1992, encerram sua carreira depois de um final melancólico naquele ano.
A surpresa geral é relançado, depois de dezessete anos de hiato, uma coletânea de suas gravações. Ao todo, esse álbum homônimo traz um interessante hard rock que se por um lado não acrescenta absolutamente nada ao estilo, por outro lado faz um som competente, com refrões bem elaborados, grudentos e com boa interpretação e timbre do vocalista tornando um play bem acessível e agradável audição.
Um álbum bem produzido. Se você é fã do estilo aproveite esse relançamento, se não concentre se nos medalhões do estilo mesmo como Dokken, Bon Jovi, Kiss, etc.
(Fred Mika)
MySpace: www.myspace.com/shakecity11
O Steel Assasin é mais uma daquelas bandas que surgiram nos anos oitenta, acabaram na virada da década e ressurgiram no novo milênio.
No seu terceiro álbum de estúdio: "In Hellfire Forged" um disco de regravações de músicas antigas da banda, os norte-americanos não decepcionam em nenhum momento, despejando um furioso ataque speed metal na cabeça do ouvinte, mesmo estando apenas com Kevin Curran (guitarra) como membro original. É complicado destacar um música em especial, pois elas se equipram em termos de qualidade, mas eu fico com "Spartacus", que já abre o play mostrando que o Steel Assasin não está para brincadeira.
As nova versões tem um gás extra graças à potente voz de John Falzone, que canta com garra e energia únicas. Aqui, nada foi refeito para soar moderno, tanto que esse trabalho só foi lançado em vinil, e limitado a 500 cópias, portando corra e pegue a sua!
(Rodrigo Ribeiro Freitas)
O quarteto finlandês Speedtrap foi formado em 2007 e lança agora seu primeiro trabalho oficial, o mini LP: "Raw Deal", pela Pure Steel Records. A capa é claramente influenciada pela capa clássica de "Heavy Metal Maniac", dos canadenes do Exciter.
O instrumental é muito competente e é inegavelmente influenciado pela NWOBHM, com faixas com aquela pegada frenética quase Speed Metal que grupos como o Jaguar possuía e que o Metallica levou a enésima potência. O grande problema se encontra nos vocais de Jori Sara-Aho, que são cheios de boa vontade, mas carecem de um feeling e de um "drive" que deixe a música mais envolvente.
Talvez com um novo vocalista ou com um Jori mais experiente, o Speedtrap possa alcançar vôos mais altos.
(Rodrigo Ribeiro Freitas)
O Heavy Metal norte americano realmente está voltando com tudo, e o Sinister Realm está aí pra provar! O quinteto vem com seu trabalho de estreia, homônimo, nos fazer pensar que a coisa está boa na terra do Tio Sam, pelo menos para o Rock pesado!
O quinteto destila um Heavy/Doom Metal competentíssimo, seguindo a linha dos conterrâneos do Trouble e dos suecos do Memento Mori e Candlemass (já começando pelo timbre vocal de Alex Kristof) e colocando um pé nos anos 70, como se pode ouvir na faixa "Message From Beyond". A influência de Black Sabbath surge em "Enter The Sinister Realm" e o Hard dá as caras em "Mongol Horde".
A gravação é um show a parte, muito bem feita, podendo-se ouvir claramente todos os instrumentos (cada nota que o baixista John Gaffney dá, é ouvida!), o que é muito importante.
O negócio deles não é velocidade nem técnica absurda, apenas o bom e velho peso, que sempre faz tão bem a todos nós.(Rodrigo Ribeiro Freitas)
O Canadá realmente é a terra dos power trios! Rush, Triumph e Exciter (só pra citar alguns), balançaram o mundo nos anos 70 e 80, mas da metade dos anos 80 pra cá, nada de muito impacto surgiu no país, mas eis que os "moleques" do Savage Blade vêm pra quebrar tudo com "We Are The Hammer", seu debut, lançado apenas um ano após a formação da banda.
Mas não pense que o negócio aqui é feito de qualquer jeito e sem experiência, não! Nikko Forsberg (vocais e baixo), Eric Hoodicof (guitarra) e Christopher Rand (bateria), conseguem fazer um trabalho incrivelmente acima da média baseando seu Heavy/Power Metal tradicional com alguns traços de Hard Rock, em canções fortes e grudentas, que não deixam quem realmente curta som pesado ficar incólume a tamanha avalanche sonora do trio.
Aqui você vai encontrar aquela bateria furiosa e martelante, vocais ásperos e guitarras bem timbradas mandando ver no peso. O único porém é o som do baixo, que ficou um pouco escondido na mixagem, mas nada que prejudique a audição. Tomara que esse disco seja a “sacudida” que o Canadá estava precisando para voltar com tudo à cena Heavy Metal.
(Rodrigo Ribeiro Freitas)
O Sacred Oath é mais uma daquelas bandas que surgiram nos anos 80, lançaram algumas demos, um álbum completo, e depois sumiram sem deixar vestígios. Mas eis que, talvez devido à onda de bandas de metal oitentista retornando ao cenário, o quinteto de Connecticut, EUA, capitaneado por Rob Thorne (vocais e guitarra) e Bill Smith (guitarra), retorna as atividades no ano de 2007 com o lançamento de “Darkness Visible” e um álbum ao vivo no ano seguinte.
Já em 2009, eles soltam seu trabalho auto intitulado, que tem um começo pouco animador, mas vai cativando os ouvintes ao longo da audição com faixas como: “Buried Alive” que tem um riff que remete à “Coast To Coast”, do Scorpions, “Counting Zeros”, traz os vocais de Rob na sua melhor performance assim como “High and Mighty”, o destaque de todo o trabalho, que segue a linha heavy metal com uns poucos toques de coisas modernas.
“Sacred Oath”, é um disco que mesmo pelo começo nada animador, vai nos envolvendo devido a crescente qualidade das composições no decorrer do trabalho. Aprovado!
(Rodrigo Ribeiro Freitas)
Passaram-se dois anos após o lançamento de Into The Night, que naquele momento, não demonstrava toda a competência da banda, que tem em seu line-up os polonêses Robert Amirian nos vocais, Saharan Kubeisi na guitarra e violão, Jarek Michalski no baixo, Wojtek Szadkowski nos teclados, violão e bateria e que tiveram alguns convidados neste novo trabalho, como Krzysiek Palczewski nos teclados e Amarok em alguns teclados e no último solo de guitarra em Is it over.
Este novo trabalho Nostalgia, segue a mesma linha melódica dos trabalhos anteriores mas sem muita inovação. No encarte Armirian afirma que desde Moonshine (segundo CD do Collage e presença fácil em qualquer lista de 10 melhores discos de rock progressivo dos anos 1990) não sentia prazer em gravar.
Mesmo assim este cd ainda não atingiu o nível do Collage, mas independente disso este é um grande trabalho que supera e muito seu antecessor, vários são os destaques já na primeira audição e, além disso, temos referencias de trabalhos anteriores, demonstrando que o grupo trabalhou numa espécie de releitura de suas competências tentando apresentar um apanhado do que melhor possuem.
As músicas variam entre 6 e 9 minutos mostram um rock progressivo clássico sem invencionices, com mudanças de andamento, sons ambientais e passagens mais intimistas, a edição em digipack vem com duas faixas extras algo que vale a pena. é um bom trabalho que mostra as principais qualidades da banda quem ainda não este é um bom pedido.
(Adriano Gandolfi)
Composto por Bill Carter (V), Ron Valeo e Mike DeRose (G), Paul Bigalke (B) e Pat Hainault (D) temos um som que mistura o metal clássico com uma grande dose de hard rock , com guitarras bem trabalhadas e com timbres bem típicos dos anos 80.
2021 abre o cd de forma contagiante com um belo refrão e mostra-se uma faixa bem empolgante. Into Sublime é marcada pelo excelente trabalho de guitarras com muitos licks e riffs marcantes, uma excelente faixa que com certeza deve empolgar ao vivo e mostra a competência da dupla que manda nas 6 cordas. Flick Of The Switch abre com riffs bem interessantes e uma melodia vocal muito boa e com um bom refrão, na sequência temos Channel of Sensation, que de novo mostra o que é o grande destaque da banda, que são seus guitarristas.
O trabalho segue muito calcado na linha Hard Heavy, muito bem trabalhado e com boas composições que não seguem apenas a receita dos grandes nomes da cena, oque mostra a maturidade e competência da banda. Resumindo temos o Screamer de Wisconsin, E.U.A. que merece os parabéns por ter lançado um CD que mostra uma grande metal com autenticidade.
(Adriano Gandolfi)
MySpace: www.myspace.com/screamertargetearth
Tá aqui um raro caso em que conheci a banda vendo um show antes mesmo de tê-los ouvido em seu material de estúdio. O Strike Master esteve este ano no Brasil dividindo o palco com os ja lendários norte americanos do Omen, ambos pela primeira vez tocando na America do Sul. Foram mais de 20 datas e numa destas, em Santos, pude presenciar toda a fúria deste trio Mexicano!! Ao vivo os caras quebram tudo!! Este Ep (que acaba tornando-se um álbum se contarmos as 3 faixas bonus ao vivo) mostra toda a fúria Thrasher da banda.
Nas 4 faixas de estúdio o que se ouve é o mais puro thrash metal old school, puro anos 80 feito por uma molecada (o mais velho tem 21 anos!!!) cheia de atitude e conhecedora da causa. As influências passam por formações thrash oitentistas americanas como Whiplash, Nuclear Assault, Violence e ate old Metallica, mas também re-visitam o lado alemão da época como Destruction, Deathrow, Assassin, Tankard e Kreator entre outros. Apesar de todas essas citações a banda tem personalidade e tem tudo pra crescer na cena, ainda mais que vivemos um revival do thrash metal. O Strike Master tem tudo pra evoluir e se tornar um dos grandes nomes do Thrash atual.
Em nenhum momento eles decepcionam nas faixas de estúdio, pura porrada tocada com muita raça e tesão, mas é ao vivo mesmo que a banda se da melhor e nas faixas bonus ao vivo o couro come legal.
O encarregado das 4 cordas é Captain Ricardo e ele se mostra bem discreto em seu trabalho. O mesmo não se pode dizer de Colonel KMU que alem de vociferar as letras a velocidade da luz ainda faz um arregaço com seus riffs intrincados e ultra velozes, mas o bicho pega mesmo na bateria. O senhor Commander Chavez (de 17 anos!!!) chega a tirar a respiração com sua técnica apurada e velocidade incrível nos bumbos. O garoto é uma maquina de tocar bateria e ao vivo sua performance beira a perfeição.
Pra completar a festa, nas faixas de estúdio deste Inflexible Steel os insanos solos de guitarra ficam por conta de nada menos que o THE AXE MAN Kenny Powell (Omen, ex Savage Grace). A amizade foi conquistada em 2007 quando Omen e Strike Master tocaram no Keep It True Festival na Alemanha.
Thrashers!! Corram atras do Strike Master!!
(Pepinho Macia)
Site: strikemaster-attack.com
MySpace: www.myspace.com/strikemaster666
O grupo é antigo, o Solaris foi fundado em 1987 pelo guitarrista Plamen Radev e pelo seu irmão e vocalista Daniel. A banda executa um heavy metal progressivo, uma mistura entre Queensryche e Dream Theater.
Durante todos esses anos, essa banda vem gravando várias composições por vários bons estúdios da Bulgária. O primeiro álbum do Solaris, Oligovremie, for a gravado em 1995 no estúdio Graffiti na cidade de Sofia e lançado em 1997 pela Wizard Records. Eu não cheguei a ouvir esse play mas no release que o acompanha diz que esse lançamento continua até hoje ser modern e agressivo e que os fãs que foram à shows antigos relatam que apreciaram a sonoridade do tal.
O Solaris compõe no idioma natal, ou seja, o húngaro e seu segundo álbum, Jelaia (que já é traduzido para caracteres ocidentais uma vez que a grafia búlgara possue caracteres que não existem no alfabeto ocidental), e o título Jelaia (que quer dizer Eu Quero) foi lançado em 2007 contendo nove composições e, mais uma vez gravado no studio Graffiti. As letras retratam temas filosóficos como motivos comportamentais anti-sociais e problemas íntimos melancólicos. Este álbum, em relação ao anterior, significou uma evolução em todos os aspectos (musical, filosófico, intelectual, técnico e de estilo).
E as coisas então ficaram promissoras pois em junho de 2007, a banda participou do Kaliakra Rock Fest em Kavarna junto com a banda Heaven and Hell. Em maio de 2008, o Solaris participou do Lovech Party Fest dessa vez junto com W.A.S.P. Em maio de 2009, mais uma participação no Lovech Party Fest e em setembro do mesmo ano lançou um DVD ao vivo.
Atualmente a banda se encontra nas gravações do novo álbum, Domain Of Dreams, que também trará nove composições e finalmente sera lançado em inglês provavelmente ao início de 2010.
A formação atual conta com Daniel Radev (vocais), Plamen Radev (guitarras solo e programações), Emil Angelov (baixo), Ognian Kiosovski (bacteria) e Ivan Popov (guitarras e vocais de apoio). Todos eles músicos bastante técnicos como se pode comprovar no album em questão, Jelaia.
Um fato que deve ter dificultado bastante o grupo é que tudo está húngaro, o que torna o álbum pouco “comerciável” para os grandes mercados mundiais como o europeu, japonês e norte-americano onde o idioma inglês é essencial.
Em todo caso o Solaris tira um pouco dessa discrepância em sua música, um heavy metal progressivo com várias e elaboradas passagens, quebras de andamento, aclimatizações e tudo executado, conforme citado anteriormente, por músicos extremamente técnicos e criativos. Nesse estilo várias bandas se perdem nas composições por privilegiam a técnica em detrimento das melodias e do feeling, coisa que o Solaris consegue equilibrar razoavelmente e ainda por cima o timbre do vocalista, Daniel, é agradável, acima anos luzes do de James La Brie (Dream Theather).
A hora que sair o próximo álbum em inglês essa banda deve decolar de vez.
(Fred Mika)
Site: www.solarisstudio.hu
O excelente instrumentista alemão Michael Schenker foi citado recentemente numa pesquisa que o qualifica entre os dez mais influentes guitarristas de todos os tempos e isso não é novidade para todos os amantes do hard rock e da boa música em geral que conhece sua extensa discografia. Discografia essa que vem desde o tempo do Scorpions, passando pelo UFO e depois no MSG e também ainda de algumas participações que ele teve em outras bandas e projetos como o Contraband, o The Plot (esses gravando um álbum com cada) e o Schenker Pattison Summit (que lançou dois álbuns de covers intitulados Endless Jam).
Esse dinâmico, versátil e guitarrista de qualidades únicas, que fez fama junto com suas famosas guitarras Flying V e cujo som sempre foi facilmente distinguível, sempre trabalhou com excelentes músicos. Trabalhos acústicos para ele não é novidade e agora vem com o primeiro vocalista, Gary Barden, do MSG para essa nova empreitada. Barden havia emprestado sua voz inconfundível a três dos quatro primeiros álbuns do Michael Schenker Group, MSG I e II (lançados respectivamente em 1980 e 81) e Built To Destroy (1983) além, de mais recentemente, ter gravado também junto ao MSG o álbum In The Misdt Of Beauty (interessante que para esse álbum Schenker chamou toda a formação da época dos primeiros álbuns).
Outra cosia importante que convém dizer de Michael Schenker é que ele, embora um guitarrista detentor de uma técnica impecável, nunca foi dado a fazer firulas desnecessárias com seu instrumento imprimindo a todas as suas composições uma forte dose de melodia e muita alma. Talvez agora, com um sentimento de nostalgia ele volta com o vocalista Gary Barden e com o visual antigo do inicio dos anos oitenta e o mais importante, mantendo o altíssimo nível de suas composições (outro fator importante é que agora Schenker está livre do álcool e drogas, de cara limpa e feliz).
Esse projeto com Barden é o acústico Schenker Barden e o álbum se chama Gypsy Lady, com doze composições e completam ainda a formação além de Schenker e Barden: Michael Voss (violões, baixo, teclados, arranjos de orquestra e vocais de apoio) e Kai Luenneman (percussão). Para quem ouviu anteriormente, entre os anos de 1993 a 2003, os álbuns acústicos de Michael Schenker denominados Thank You (I, II, III e IV) então tem a impressão que é algo do tipo só que agora com a adição dos vocais e alguns instrumentos.
Cada faixa, apesar de acústicas, tem característica própria como as climáticas e viajantes “Lost” (a faixa que abre o disco), “All Of My Life”, “Can´t Live On Love Alone” (essa um pouco mais melancólica) e “Another Melody”; melodia farta e lindos arranjos de violões são elementos presentes em todas as faixas. A voz de Gary ficou simplesmente fantástica por todo o álbum.
“Dance Lady Gypsy”, “Fight For Freedom”, “Starting Over” e “Night Of The Stone” já são mais movimentadas, com belos refrões para arrepiar qualquer um. “El Grande” e “The Journey” são as únicas faixas exclusivamente instrumentais, duas composições não menos climática, melódica e contagiante.
“Travelled So Far” é outra faixa também animada com refrões que você dá vontade de repetir várias vezes, uma composição que, como o nome diz, é o clima ideal para uma viagem. “Hungry” já tem mais uma inclinação de uma balada pop mais sofisticada devido ao riquíssimo arsenal de arranjos de melodias e feeling que Schenker despeja sem dó na estrutura da música.
Esse álbum denota uma visão madura da música, um disco extremamente rico e tudo bem elaborado, bem arranjado com uma criatividade incrível que só esse gênio alemão é capaz de fazer nascer e criar forma. Perfeito. Os arranjos são simplesmente fantásticos e palavras não podem descrever a magnanimidade desse álbum, um dos melhores lançamentos da vitoriosa carreira de Schenker e de todo o rock mundial de todas as épocas.
(Fred Mika)
Quatro anos separam este novo trabalho do insosso e fraquíssimo trabalho de retorno de um dos grandes(senão o maior?.) do rock/hard/metal cristão de todos os tempos, o decepcionante “Reborn” foi um balde de água glacial na cabeça dos fãs que esperaram por décadas por um retorno do quarteto à cena e quando retornaram... argghh poucos resquícios da velha sonoridade estavam ali, solos curtíssimos em meio ao instrumental pula pula modernoso e discutível, de bom apenas as letras e o trabalho vocal, impecável como sempre(mas também inferior aos trabalhos antigos) e a capa do cd que rendeu uma bela camiseta.
Humildemente aceitaram as opiniões dos velhos fãs que esperavam mais melodia, mais vocais altos, mais solos de guitarras, mais metal, mais hard das antigas, e conseguiram, porém, as influências modernas continuam em profusão porém bem mescladas ao resultado final.
Algumas músicas chegam a assustar nas primeiras audições como por exemplo “Eclipse For The Son” que tem um pique e feeling de punk noventista (meio Green Day) e “I Believe”que tem umas guitarras com baixa afinação que lembram até bandas de “rock emo” brasileiras, mas não chegam a fazer o ouvinte torcer o nariz; eu que já ouvi o trabalho “trezentas” vezes já me acostumei com elas; bom a banda está tentando se adaptar ao novo século... mas se prestasse mais atenção nos seus velhos fãs não teria mantido estas modernidades, mas perfeito só o PAI.
Peace Of Mind cover do BOSTON ficou bem legal e ainda com participação do guitarrista/fundador dos setentistas; deu vontade de ouvir o primeiro álbum dos originais(de 1977) e muitas saudades daqueles idos tempos; a música título é muito boa assim como a balada “Alive”; “Everything” tem um q de modernidade mas é bem agitada assim como “My love (I´ll Always show)” que tem um começo meio Manowar(!!) depois cai para um hard com feeling rocker; “4 Leaf Clover” que apesar de algumas modernidades tem um riff e andamento bem hard/heavy oitentista característico do quarteto e e a bonus My Love My Life My Flame, uma baladona com orquestração, homenagem apaixonada póstuma de Michael para sua finada esposa...; enfim o trabalho está bem mais aquém com o que os fãs sempre esperaram da banda; Michael canta no tom normal, esbanja feeling nos “berros” (vai “berrar” bem no reino celeste); Oz Foz está bem mais inspirado do que antes e bem mais metal (sua estada no BLOODGOOD lhe fez bem) ; o batera que participou das gravações, Kenny Aronoff é um profissa de primeira e demoliu os bumbos na medida certa como o grande Robert Sweet e como sempre as letras são ótimas.
A capa foi elaborada e idealizada por um irmão brazuca, Gilvan Rangel Jr que deve estar chorando de emoção até agora pela chance única.
Vamos esperar que no próximo trabalho eles filtrem a modernidade de vez e voltem com um clássico total; fãs orai!!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.stryper.com
O Soothsayer é uma formação canadense ja falecida que lançou apenas este álbum no já longínquo ano de 1989, álbum este que acabou relançado ano passado pela New Renaissance Records com tiragem de apenas 3 mil cópias.
O som do Soothsayer é aquele típico Crossover praticado na segunda metade da década de oitenta, bem no estilo DRI (principalmente), Accused, Wehrmatch, Cryptic Slaughter entre outras.
O som é mais na veia Thrash, mas com fortes influências de Hard Core. Músicas hora em alta velocidade, hora cadenciadas e com bons riffs, mas no geral de qualidade apenas razoável, prato cheio apenas para amantes do estilo.
(Pepinho Macia)
Site: www.troopsofhate.com
MySpace: www.myspace.com/troopsofhate
Spank é uma banda americana (estado da Carolina do Norte) que faz um rock n´roll interessante bem calcado em melodias.
Ao colocar o play para rodar, logo na primeira faixa temos a impressão de que estamos ouvindo Angelwitch mais moderno (sim, Brian Boles tem o mesmo timbre de Kevin Heybourne principalmente nos tons mais altos) além do farto uso de escalas pentatônicas e do tom dramático que imprimem em seu hard rock. Essa faixa de abertura é “Turkey Leg”, mas já na segunda faixa, “Gravity”, em diante essa impressão se dissipa um pouco. Esta segunda composição um pouco mais cadenciada com riffs interessantes de introdução e boas linhas melódicas dos vocais, assim como o dos vocais de apoio.
Na sequência temos outra faixa agradável, “Back To Me”, com refrões acentuadamente marcantes. Esta já apresenta um rock n´roll mais moderno, uma junção de sons dos anos noventa para frente e termina com um belo dedilhado. A próxima faixa, Breathing”, é uma balada alegre bem ao gosto das FMs mundo afora, com influências de bandas como Pearl Jam e assemelhados.
“Terrified” segue na mesma tendência das anteriores sem adicionar nada de novo, rock n´roll moderno, ora com tendências mais para o hard rock, ora mais voltadas ao pop rock. O ponto forte da banda são as elaboradas melodias dos vocais bem como dos vocais de apoio. Os solos são climáticos, porém bem simples.“In Time” vem a seguir, e, novamente nada de diferente. Um som alegre direcionado para diversão.
A seguir temos “Space”, uma faixa que os arranjos de bateria é a parte mais importante da composição, não se esquecendo da sempre bem sacada melodias dos vocais, mas é outra faixa, como as anteriores, que não foge muito do padrão da banda. Esta porém já mais climática que as anteriores.
“Grounded” aparece que algo mais pesado vai dominar a composição mas não, fica só na introdução pois é outra que não sai muito do rock vago da década de noventa apesar do solo agora estar mais elaborado. Boas melodias.
“Hard To Understand” é outra balada power, mas esta já bem mais interessante. Uma faixa arrastada com refrões poderosos e um solo melódico e climático e, fechando o álbum vem “Step Out Of Line”, e , essa é justamente uma das melhores do álbum. Energética com um riff pesado e bem interessante e um andamento cheio de adrenalina, essa faixa não deixa a peteca cair hora nenhuma, pois aliado a isso tudo boa interpretação dos vocalistas e boas escolhas das melodias. Uma composição de muita pegada.
Resumindo: são dez composições onde o ponto alto são as melodias dos vocais, variadas e muito bem feitas. Alguns riffs são interessantes outros se esbarram na mesmice e é justamente o ponto fraco desse álbum, o Spank segue determinado estilo do começo ao fim. Mas enquanto a isso muitos provavelmente dirão, AC/DC e Motorhead também segue determinado padrão do começo ao fim, sim, mas isso é a proposta deles uma vez que tem um som mais explosivo que o Spank. Já bandas assim se não diversificarem mais, deixam o ouvinte com impressão de tédio mas isso é algo que não chega a comprometer de maneira nenhuma o bom trabalho da banda.
No geral a banda é boa e a produção é de primeira. Mas nada de diferente.
(Fred Mika)
Site: www.spankonline.com
O power metal melódico viveu seus dias de glória há uns 10 anos atrás, e não parece que esses dias irão voltar, pois se nós levarmos em conta “Signs Of Revolution”, quarto álbum dos alemães do Stormhammer, as perspectivas não são nada boas.
Mesmo após uma década de banda, os membros fundadores e produtores do álbum: Manny Ewender (guitarra) e Horst Tessman (baixo) ainda não conseguiram fazer nada que se sobressaia no estilo.
Em “Signs Of Revolution”, há vários riffs excelentes e boas melodias vocais, mas que quase sempre são arruinadas, ou pelos horríveis timbres de teclado, pelas partes prog metal mal encaixadas, ou pelos refrões. Isso mesmo, refrões! Os refrões desse álbum são uns dos piores que eu ouvi nos últimos tempos, à exceção de “Ride On A Razorblade”, a única faixa do trabalho que é realmente boa, com seus riffs inspirados no power metal tradicional alemão.
O som da bateria também não agrada, por ser extremamente artificial e não tendo uma única dose de peso, então aqui, recomendo menos uso de plugins para a gravação desse instrumento.
No fim das contas, o Stormhammer nos apresentou um trabalho hesitante, burocrático e com uma baxíssima dose de empolgação. Mas se você é realmente fã (fã mesmo!) de power metal melódico, deve ouvir, quem sabe você goste?
(Rodrigo Ribeiro Freitas)
Site: www.stormhammer.de
MySpace: www.myspace.com/stormhammerband
Sabem aquele disco que você pega, vê a capa, e não dá nada por ele? Pois é... foi o que senti ao ver o disco do Six Minute Century. Na primeira música eu já parei, tirei o disco do player, e pensei, vou escutar com bastante calma este aqui.
Não deu outra, disco matador, bases pesadas, ritmos enlouquecidos, vocal de arrepiar até os pelos do peito, com um feeling impressionante, apesar de não cantar em tons mais graves, o nome do cara, Chuck Williams, que tem como companheiros, Don LaFon (guitarra), John Sample (baixo) e Darren Davis (bateria).
Como eu disse, o disco abre com “Under The Moonlight” arrebentando as estruturas, em seguida vem a perfeita, “The Perfect Picture”, base pesada e interpretação sem comentários, “One Man’s Dream”, com a voz de Martin Lutter King e uma citação de seu famoso discurso, “I have a dream that my four children will one day live in a nation where they will not be judged by the color of their skin but by the content of their character. I have a dream today”, simplesmente emocionante, riffs matadores, para Sabbath ou Trouble-maniacos não botarem defeito e outra baita interpretação de Chuck Williams.
“April 19, 1985”, “Zero Hour”, continuam no clima perfeito, até que em “Guitar Concierto”, Don Lafon mostra todas as suas habilidades na guitarra, numa instrumental com feeling e técnica, “Saved In Time”, “Heaven’s Gate” e “Get Your Wings”, vão no ritmo pesado até culminar em “Seven Seas”, cover do TNT que fecha o disco.
Progressive metal americano, quase que obrigatório para os fãs do estilo, imperdível!
(Bob Riot)
Site: www.sixminutecentury.com
MySpace: www.myspace.com/sixminutecentury
Este segundo disco da banda mexicana Split Heaven, já traz uma evolução sonora e uma melhor produção do que seu primeiro disco, obviamente pela mudança de gravadora, sendo que o grupo foi convidado para abrir o show do Stratovarius, em seu pais em outubro.
O disco traz boas faixas, como “Iron Witch”, “The Golden Times”, riff rápido e boas viradas da bateria, “Motorblade”, com uma cadência e backing lembrando Accept, “Immortal” vem com pique de Judas Priest, alguns gritos lembrando o timbre de Jon Oliva, e “The Wizard”, outra música mais cadenciada na linha Accept.
O Split Heaven é um grupo em ascensão, mas que ainda procura por sua própria identidade, não deixa de ser uma boa pedida aos fãs dos grupos latino americanos, apesar de não terem nenhuma canção em sua língua gravada neste disco.
(Bob Riot)
Site: www.splitheaven.net
MySpace: www.myspace.com/splitheaven
Quinto disco desta banda norueguesa Stigma, com Stig Rune Robertsen (guitarra/vocal), Endre Hindhammer (baixo) e Marius Skaugen (bateria), em atividade desde 1999.
O grupo faz um progressive metal calcado nas influências góticas e doom, comum nos países nórdicos. As músicas que mais se destacam são as bonitas baladas, “Sunday” e “The End (of The Road)”, e a pesada, “Look Through My Eyes”, com um coral de backing, mais vocal gutural, o resto das músicas caem mais para o lado deprê, além de ter várias instrumentais pequenas, servindo de intro para outras músicas.
Disco para quem realmente gosta do estilo, mas sem muita novidade.
(Bob Riot)
Site: home.no/stigmas
MySpace: www.myspace.com/stigma
Essa banda de Prog Metal americana deve ter alguma história interessante, ou desmotivante. Não consigo entender se este é o primeiro ou o segundo disco... explico. Seu primeiro disco tem o mesmo nome, e este tem um subtítulo, as músicas são quase as mesmas.
Provavelmente a mudança de gravadora trouxe alguma novidade para um lançamento, ou re-lançamento do disco, a banda não enviou nenhum release para contar a história.
Grupo com bases rítmicas legais, bons músicos, principalmente o batera, que aparece com uns lances bem legais como na música “Asmodeus”, o vocal não se destaca tanto como em outras bandas de progressive metal, trabalha secundariamente, fazendo com que o instrumental esteja num primeiro plano.
O disco não tem aquelas músicas quilométricas, que as vezes entediam o cidadão, mas que também não chapam o ouvinte na primeira audição. Outros bons momentos do disco, “Soldiers Plea”, “Walls Of Jericho”, “I’m The One” e “Shadows”. Um bom disco para se ouvir de vez em quando.
(Bob Riot)
Segundo álbum deste quinteto de Porto Alegre, que já estiveram em nossa página (veja resenha do primeiro álbum e entrevista exclusiva). Com Charlie Bauerfeind (Angra, Blind Guardian, Hammerfall, Helloween e outros) a cargo da mixagem/masterização e Marcelo Pompeu/Heros Trench (Korzus) entre os engenheiros de som, a banda não vacilou na produção de seu disco.
Com a mesma competência do seu debut álbum, músicas contagiantes, excelentes instrumentistas, Gustavo Strapazon (baixo), Francis Casol (bateria), Magnus Wichmann (guitarra), Renato Osório (guitarra) e grande vocal, Carl Casagrande, que aliás, não faz mais parte da banda, infelizmente. Precisa mais?! Quem se prontificar, a banda está a procura de novo vocalista em qualquer parte do país.
O disco abre com “Enemy Within”, forte e poderosa pra se tornar hit, figurando dentre as melhores do disco, seguida de “Spiritual Path”, “Leave Me Alone”, outra música contagiante, juntamente com “Surrender”, “Close To Move Mountains”, balada de arrepiar, com belo arranjo instrumental, o alto nível continua com “The Turn”, “Cancer” e “Phoenix Tales”. Outro destaque fica por conta das músicas, “Bad Dreams” (instrumental) e “Regret”, onde o grupo encaixa um clima regional nas suas composições, dando um toque brasileiro sensacional.
Excelente disco para quem gosta de Power Metal, de alta qualidade como no disco anterior. Sem dúvida uma dos melhores grupos brasileiros da atualidade e espero que encontrem um novo vocalista a altura do que eles merecem.
(Bob Riot)
Site: http://www.scelerata.com
MySpace: http://www.myspace.com/scelerataband
Tempos atrás falei numa resenha sobre o trabalho excelente em relação à produção e catálogo em que a gravadora e distribuidora polonesa Metal Mind vem fazendo. E, um desses com certeza é o álbum de estréia River´s Gone Dry (lançado em 2009) da banda também polonesa Strawberry Fields.
Esse trabalho é uma mescla de influencias contemporâneas e antigas. Arranjos de teclados psicodélicos se interpõem com partes de guitarras num misto entre o pop rock, algo de gothic rock, mas que, no resultado geral, termina num soft rock a la Fleetwood Mac (embora sem muito balanço como este) muito agradável de ser apreciado. Alguns ainda chamam esse estilo de Atmospheric Rock.
O timbre da vocalista Robin é simplesmente fantástico. Ela interpreta de maneira muito criativa com sua voz belíssima todas as faixas.
Um fato interessante é que todas as músicas são profundamente melódicas, emotivas e climáticas transportando o ouvinte a um mundo mágico de sons e sentimentos. Algumas composições são mais melancólicas, outras já mais alegres.
A riqueza de detalhes é perfeito, onde tudo é muito bem arranjado, produzido e devidamente bem encaixado. São nove faixas (e todas elas magníficas); “Your Story” (com uma melancólica introdução e depois segue num andamento climático introspectivo com leves pitadas de guitarras distorcidas ao fundo); “Close”, “Fool” e “Moon” (essas já mais alegres e ligeiramente mais rápidas com nuances de pop rock); “River´s Gone Dry” (essa faixa titulo é arrastada, poderosa e climática onde as melodias dos vocais são mais que perfeitas). “Beautiful” é outra composição igualmente climática e poderosa. Com contra-cantos muito bem sacados e muito bem posicionados.
“Open Your Eyes” é uma outra faixa que já pende para um clima mais dramático até cair em partes mais rápidas e encorpadas com refrões meio na linha do Heart com Fleetwood Mac.
“Maybe”, com levadas já mais pop rock que as anteriores. A exótica “Flew” fecha o álbum com a vocalista cantando apenas sobre uma cama de teclados segurando a nota para depois ganhar corpo novamente.
A gravação dos teclados e baterias ficaram por conta do fenomenal músico e bem reconhecido Wojtek Szadkowski, líder da banda de rock progressivo Satellite. Do Satellite também vieram o guitarrista Sarhan Kubeisi e o baixista Jarek Michalski e também há a participação do tecladista Krys Palczewski como convidado especial. Para quem gosta de bandas como Goldfrapp, Portishead ou Massive Attack, o Strawberry Fields é uma banda que vai soar perfeito no cd player.
(Fred Mika)
Interessante o trabalho que a o selo cristão Heaven´s Music vem fazendo atualmente. Ela vem garimpando bandas de rock pesado (e todas elas contando com excelente produção tanto em relação à gravaç ão quanto ao encarte) e tendo boa resposta no mercado nacional. Um dos mais novos desses lançamentos é a banda católica Sagrada Face.
Quem abre o encarte e depara com o visual da banda pensa se tratar de uma banda de pop rock brasileiro. E em grande parte é e, de muitas baladas. A primeira faixa, “Além Dos Olhos”, começa com um riff interessante, bem hard rock, mas logo nas partes vocais volta ao pop rock direto com bases simples.
As três composições seguintes, “Te Aceito Assim”, “Passos Certos” e “á Tarde”, são três baladas alegres com leves toque de teclado ao fundo. A primeira delas ganha guitarras bases mais pesadas fazendo os Power chords nos refrões e já a segunda é mais melódica, a melhor delas. E por fim a terceira delas tem uma finalização interessante.
E eis que na seqüência vem mais uma balada, “Salmo 22.92”, mas essa apesar das harmonias e construção que se assemelhar as anteriores tem um interessante arranjo de teclado e bonito solo com um timbre de guitarra bem agradável.
A “Chuva” é a próxima, e dá lhes mais balada. Dessa vez já apresenta mais melodia com interessante simulação de coral na introdução. Dividida em duas partes, uma só violões e vocais e outra que, alem desses há ainda bateria e baixo e interessantes vocais de apoio. “Alguém Para Ser Só Seu” já é mais cadenciada, mas que não consegue levantar vôo devido à falta de melodia. Uma faixa que não acrescenta muito ao lançamento.
Na introdução da próxima composição, “Meu Mundo”, tem se logo a impressão de que a banda vai, finalmente, investir em melodias mais profundas e em parte consegue. Uma boa introdução de vocais e teclados que logo ganha corpo num riff interessante que da a deixa para a segunda parte da musica. Com acentuações, breaks e teclados colocados na hora certa além de um solo bem elaborado com muito feeling torna essa faixa a melhor até então.
“Lágrimas De Mãe” é a próxima na seqüência. Consegue manter um clima até razoável nas partes mais pesadas e com uma mensagem emocionante. Solo interessante. Fechando o álbum temos “Your Eyes”, essa sim uma balada de verdade. Já apresentando mais arranjos como percussão e gerando um clima mais profundo.
Enfim, a banda conta com boa produção e mixagem e com bons músicos, mas derrapa muitas vezes na construção das músicas no quesito de sentimento, de construção melódica, uma parte que não foi muito aprofundada pela banda quanto a esse lançamento tornando as composições meio que pasteurizadas não gerando um clima cativante. E excesso de baladas. Há faixas e passagens interessantes sim, mas carece de melodia que cative o ouvinte senão vai conquistar apenas o publico que gosta de hinos religiosos pela motivação da mensagem. Essa sim é bela.
(Fred Mika)
MySpace: www.myspace.com/sagradaface
Antes de tudo, é bom destacar o excelente e abrangente trabalho que a gravadora e distribuidora polonesa Metal Mind vem fazendo. Além de lançar no mercado bandas locais ela também faz lançamentos de álbuns e DVDs de artistas não poloneses. Hoje em dia é fácil achar um lançamento da Metal Mind em qualquer loja destinada ao publico do hard rock e do heavy metal.
Eis aqui mais um bem produzido lançamento dessa competente gravadora, dessa vez o da banda polonesa SBB, que faz uma mistura de jazz rock com rock progressivo, um álbum bem interessante lançado em 2009. O SBB é antigo pois foi fundado em 1971 com o nome de Silesian Blues Band mas mudou seu nome em definitivo para SBB e já abriram shows de bandas e artistas famosos como Thin Lizzy, Bob Marley, Jack Bruce Group e de jazzistas como Charles Mingus e a extraordinária Mahavishnu Orchestra. No inicio tocavam blues rock e paulatinamente foram assumindo uma sonoridade mais progressiva, mais fusion music.
Recentemente foi lançado uma antologia denominada SBB-Anthology 1974-2004 como também dois álbuns de raridades, Lost Tapes Vol. 1 e Vol. 2, alem de um DVD que resumem o trabalho do SBB por essas quatro décadas. A banda conta com o excelente compositor Jósef Skrzek, com o talentoso guitarrista Apostolis Anthimos além do virtuoso baterista Gabor Nemeth. Esse álbum em questão, Iron Curtain, é álbum é conceitual e como o próprio nome diz, explica a queda do muro de Berlin e a globalização que se seguiu no âmbito europeu. E como isso tem destruído sistematicamente as lendas e folclore do leste do velho continente que, apesar de não existir visivelmente nenhuma barreira física entre o oeste e o leste europeu, a denominada “cortina de ferro” ainda persiste devido ao fato de agora existir a divisão entre os europeus do oeste (ricos) e os europeus do leste (pobres).
São nove faixas de rock progressivas com incursões no jaz rock e todas elas bem agradáveis de serem apreciadas, bem criativas, bem originais mesmo, com muita climatização e perfeição nos detalhes. A inclusão de uma exótica percussão em algumas delas e efeitos variados deram a algumas delas, como, por exemplo, na faixa “Blogolawione Dni”, a sexta faixa do álbum, um feeling perfeito, uma viagem extraordinária. Algumas faixas tendem a cair para um clima mais dramático como a faixa-título que abre o play e a seguinte, “Desfilada”, meio que no clima Uriah Heep setentista com muito teclado e abusando dos efeitos. Excelente vocalização de fundo aqui. “Camelele” já é uma viagem em si, já mais calma que as anteriores segue uma linha mais similar ao da artista Enya. “Opowiesc” tem um clima mais trabalhado com excelentes arranjos instrumentais no melhor estilo Yes. As outras seguem como um misto entre elas.
Enfim, um play onde tudo é interessante de ser escutado parte por parte absorvendo o clima e a idéias desses magníficos poloneses. Se você for aberto a novas sonoridades não vai se arrepender com esse álbum.
(Fred Mika)
MySpace: www.sbb.pl
Um dos pioneiros do power metal norte-americano, o quarteto foi formado em 1985, tendo seu álbum de estréia, A Crystal Vision, tornado-se um clássico entre os fãs.
A banda foi reformada em 2007 pelo guitarrista/ vocalista Rob Thorne, sendo completada atualmente pelo guitarrista Bill Smith, baixista Brendan Kelleher (neste trabalho o instrumentista é Scott Waite) e baterista Kenny Evans.
Este é o seu quarto trabalho e foi inteiramente gravado ao vivo na nona edição do festival alemão Keep It True em 03.11.07 em fronte a um verdadeiro exército de bangers,o que é uma constante neste festival que não se vendeu ao mainstream.
A qualidade da gravação é muito boa e o set list traz quase todo seu clássico album de estréia mais alguns clássicos - vamos falar a verdade, os caras são bons mesmo apesar de sua música não ser a mais original do mundo e nem precisa;os vocais de Rob são uma mescla mais suave de Tate,Halford e Tom Mallicoat (LETHAL) e você já sabe o que esperar... músicas repletas de riffs palhetados, duelos bem conduzidos, vocalizações de qualidade e muito metal de qualidade, e além do set composto de dez músicas como bônus o vídeo clipe de “Words Upon the Stone” num clima totalmente oitentista.Para fãs de ATTACKER, fase inicial do QUEENSRYCHE, FATES WARNING, MAIDEN, LETHAL e especialmente SACRED OATH(rsss). E o novo álbum de estúdio foi lançado recentemente, intitulado somente Sacred Oath.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Depois do apenas mediano em termos de produção e musical The Mark, a banda retorna ao seu formato clássico de quinteto-Richard Lynch(vocais/baixo/guitarra)guitarristas(e baixistas no trabalho) Dee Harrington/Jerry Johnson, baterista Larry London e o vocalista carismático, marca registrada da banda, Josh Kramer e com um trabalho bem acima da media. Eles tem talento,competencia, excelentes composições, garra e amor explicitos ao Metal tradicional e ao Senhor JESUS - as letras são nesta linha e muito boas, afinal a banda é cristã - e desta feita gravaram uma cover de sua principal influência, JUDAS PRIEST em Tyrant (do álbum Stained Glass) e suas musicas são um saudável convite ao bangin; visualmente eles seguem a linha do couro e tachinhas apesar de já serem senhores de meia idade(como este vosso humilde escriba) mas o que falta ainda é eles reconquistarem seu local ,com melhor divulgação e promoção de seus trabalhos e principalmente uma melhor produção; não que esteja ruim(trabalho anterior estava xoxa e apagada), mas poderia ser bem melhor.No momento ão gravando um novo trabalho, vamos ver.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Primeiramente cabe destacar aqui o interessantíssimo trabalho que o produtor Jackson de Paula vem fazendo a frente de sua gravadora cristã, a Heaven´s Music. Sempre atuando na área social com eventos beneficentes e realizando uma produção muito boa junto as suas bandas contratadas. Santa Fé é um das bandas da gravadora. Surgida em 1994 e fazendo um rock n´roll com pop rock cantando em português na linha do Metal Nobre um pouco menos rico em sonoridade e um pouco menos pesado, mas com o tempo a formação foi se dissolvendo como o vocalista Sérgio Grillo que foi para a banda Expresso HG e o guitarrista Guto Domingues que foi fazer parte de diversos grupos como Cristoatividade e posteriormente o Canção Nova, o Mensagem Brasil e depois, ainda acompanhou o Pe. Antônio Maria. Mas eis que em 2002 o destino os unem novamente sendo que esse álbum só foi finalizado em 2008.
Guerreiro Da Paz é um álbum contendo doze composi ções que variam entre o rock n´roll mais direto, passando para o hard rock mais pesado e trabalhado e ainda por baladas com forte inspiração dos hinos católicos. As três primeiras faixas, “5 (Cinco)”, “Sombra Do Gigante” e “Guerreiro Da Paz” são composições que abre o disco, hard rocks fortes e com bastante energia onde a guitarra base faz uma marcação bem acentuada e o baterista se mostra bem técnico. Ideal para os batedores de cabeça. Depois temos “Herói” com um solo melódico na introdução. Esta música já é mais leve, mais cadenciada, com guitarras bases mais pesadas somente nas acentuações e refrões. O solo bem distinguível é o ponto forte dessa faixa.
“CJ” já apresenta mais groovie embora penda muito para o pop rock. E depois dessa vem “Louvai”, essa sim já bem mais atrativa porem se arrastando sob a mesma base, é um rock n´roll com um bom riff de introdução, mas essa música pede mais uso de vocais de apoio para não deixa-la morna demais. A próxima sim, “Em Deus” consegue juntar groovies sem cair na mesmice e água com açúcar do pop rock atual onde o vocalista aqui soube interpretar melhor que as anteriores. Belo trabalho de guitarra, guitarrista técnico e criativo e que soube bem explorar os timbres.
“Escravo” vem a seguir, a primeira balada desse álbum, sem cair para a melancolia, mas mantendo uma boa pegada e boa melodia. As duas seguintes, “Cova Dos Leões” e “Sangria” voltam ao velho rock n´roll com uma boa dose de peso e energia. Boas composições. A música “Templo De Deus” apresenta peso, mas já é uma faixa mais arrastada. Finalizando vem “No Silêncio Da Cruz”, mais um pop rock que já trabalha mais os vocais.
Os pontos positivos desse álbum é a mixagem, pois todos os instrumentos estão bem definidos e os timbres bem escolhidos som exceção do som da caixa, sem corpo demais (a produção deveria escolher um timbre mais encorpado da caixa da bateria)..
Outro aspecto positivo é a técnica dos músicos, principalmente o guitarrista que domina bem o instrumento e soube criar solos interessantes. Vale destacar também a bonita capa, a arte gráfica esta de parabéns. Outra coisa que merece destaque foi a escolha do idioma português porque, ao contrario de estilos mais pesados como hard rock e heavy metal, casa muito bem com o pop rock do Santa Fé e ainda facilita a comunicação entre a banda e seu público. Os pontos fracos em relação à banda é que deveria ter trabalhado bem mais os vocais de apoio e variações melódicas e harmônicas das musicas senão a banda acaba perdendo a pegada, a expressão e a escolha do timbre da caixa.
(Fred Mika)
Site: www.stafe.com
MySpace: www.myspace.com/bandastafe
Heavy/Folk Metal, esta é a proposta do grupo Saurom. O grupo era conhecido como Saurom Lamderth (1996-2006) e lançaram três discos com este nome, tendo mudado para somente Saurom em 2006. Este é seu segundo álbum com o novo nome.e trás em sua formaçãom Narciso Lara (guitarra/flauta irlandesa/flauta/back), Antonio Ruiz (bateria/percussão), Raúl Rueda Hernández (guitarras), José Antonio Gallardo “El Trippy” (baixo), Miguel ángel Franco Mejías (vocal/guitarra) e Santiago L. Carrasco (teclado/back), que não havia participado da última formação com o primeiro nome.
O som do grupo lembra um pouco o Mago de Oz em algumas passagens, como na pequena introdução “Inspiración Espectral”, seguida de “Reina de la Oscuridad” e “Laberinto de los Secretos”, mas os ingredientes mais populares tomam conta da maioria das composições, dando um apelo mais comercial em canções como “Romance de la Luna, Luna” e “Wallada la Omeya”, que pode ser vista em vídeo no CD e no Youtube, e “En el Abismo”, base pesada com passagens lentas.
“Lejos del Mar de Rosas”, tem uma base mais rítmica inspirada no Judas Priest, pesada, com passagens lentas, “Zulema”, outra música mais calma, com bonito traballho de flauta, “Un Castillo de Versos Nostálgicos”, voltada mais para o prog metal, bateria animal, “Nada es Eterno”, “El Monte de las Animas” e “Más Allá de la Tierra Prometida”, bases com riffs legais, terminando o disco com “Sollozos desde el Destierro”, acústica, parecido com um canto muçulmano.
Excelente disco para os que apreciam um metal trabalhado, não muito pesado, mas de qualidade e com a sonoridade da língua espanhola.
(Bob Riot)
Site: http://www.saurom.com
MySpace: http://www.myspace.com/saurom
Banda alemã de heavy melódico, em atividade desde 2006. Não consegui muita informação sobre a banda, já que, o release enviado e o site oficial do grupo está em sua língua nativa, e, os tradutores online não são lá estas coisas. O grupo conta com um casal de vocalistas, Pini e Betty, Ivica Vidovoc e Markus Mantau nas guitarras, Gerald Zinnegger no baixo e Patrick Lehmeier nas baquetas.
Primeiro disco do grupo, traz uma sonoridade mesclada, entre os anos 80, alguns riffs voltados para o thrash metal e ênfase para a sua dupla de vocalistas, afinados e vozes diferentes do que tem aparecido ultimamente. Alguns destaques do disco ficam por conta de “Loaded Attack”, faixa de abertura, um bom exemplo do que expus acima, pique legal, as baladas “Without You” e “The Dream”, com grande performance de Betty à frente dos vocais, de arrepiar, literalmente falando, música como só os alemães do Scorpions e Accept fizeram com igual qualidade.
“Strike And Run”, na minha percepção é o ponto forte do disco, com refrão típico das bandas alemãs, mas sem a participação de Betty, que também é protagonista na faixa “Phantom Of Time”.
Bom disco, com a qualidade alemã do heavy metal, um grupo que ainda pode alçar vôos mais altos, mas só o tempo pode dizer, por enquanto, um bom disco de heavy metal que pode fazer parte de sua CDteca.
(Bob Riot)
Site: http://www.savage-crow.de
MySpace: http://www.myspace.com/savagecrow
Temos aqui uma interessante coletânea da Finlândia de heavy metal cristão e todas elas interpretadas por vocalistas femininas. Clássicos do gospel são transformados em heavy metal onde são re-arranjados quase que conseguindo manter ao mesmo tempo o espírito tradicional e moderno.
A faixa de abertura, “Great In Power” de Russel Fragar, já se apresenta muito interessante no heavy metal pesado e arrastado e na lindíssima interpretação da vocalista. A faixa seguinte de autor desconhecido, “When The Spirit Of The Lord”, já é bem mais rápida, com uso de pedal duplo, um power metal.
A terceira faixa, “Take Me In” do compositor Dave Browning é quase que um new metal com guitarras absurdamente distorcidas e pesadas que se intercalam com trechos mais calmos.
Depois temos “Worthy In The Lamb” que traz de volta ao heavy metal moderno, pesado e arrastado. A composição original é de Darlene Zschech.
Um aspecto que devemos destacar aqui é a excelente produção onde tudo é bem definido, nem nas musicas mais pesadas, encorpadas, complexas e rápidas ou tudo isso ao mesmo tempo, nada embola, inexiste aquela percepção de indefinição. Não, longe disso, tudo é extremamente bem caracterizado e distinguível proporcionando ao ouvinte e fãs do estilo o prazer de escutar esse lançamento do inicio ao fim.
Mas vamos seguindo com as composições. Temos então, na seqüência, “Wonderful God” do compositor Ned Davies. Essa faixa tem uma introdução rapidíssima, um death metal, para logo depois se situar num gothic rock na linha de Evanescence e assemelhados mas mantendo sempre uma interessante e bem melódica interpretação da vocalista.
A próxima faixa é “Praise Adonai” de Paul Balloche. Essa, apesar da introdução pesada, cai como que num pop rock com guitarras pesadas. Destaque aqui novamente para a melódica e emocionante interpretação da vocalista. “We Sing Aleluia” de Walt Harrah vem a seguir. Já nessa faixa notei que ficou bem descaracterizada da composição original.
“Holy King” é a próxima. Do compositor Apa Löytty, tem uma climática e bonita introdução nos teclados mas logo, entra, como nas anteriores, as guitarras extremamente pesadas e distorcidas. De qualquer maneira trata se de uma musica com um andamento bem cadenciado onde, depois, arranjos de órgão dão um toque neoclássico e melancólico.
Por fim a faixa “Laulu Suomelle” de Lasse Heikkita encerra o álbum. Um power metal muito rápido e cantado em finlandês. Ate arranjo de cravos há na musica. O encarte é um show de deslumbramento, como nas capas de livro, estilo hardback (sem a capa de acrílico) e com uma pintura fenomenal.
Para os apreciadores desse tipo de metal, essa releitura é interessante.
(Fred Mika)
Site da gravadora: www.bullroser.com

O som do grupo alemão Sinner se assemelha muito ao do Judas Priest na fase do Painkiller, isso significa guitarras pesadas com timbres secos, cortantes e bem definidos, e além disso, a cozinha (bateria e baixo) forte, na cara, bem marcante.
Outro fator de destaque da banda são seus solos bem definidos, limpos, bem trabalhados e bem encaixados na música.
O álbum Crash & Burn vem reafirmar todas essas características; capitaneada pelo vocalista e baixista Mat Sinner, a banda já é figura tarimbada no circuito europeu e já contam com vários álbuns e muita experiência de estrada. Vamos ao som.
Crash & Burn tem onze composições no melhor estilo heavy metal tradicional, porém com uma certa dose de “grude” nos refrões. Os músicos (todos eles) são muito bons tecnicamente e ai o baterista Klaus Sperling dá uma grande mostra de seu talento ao longo do álbum executando vários arranjos, viradas, tudo isso com muita criatividade e bem encaixado.
Como já citei também, a dupla de guitarristas, Henny Walter e Christof Leim, constituem um dos pontos altos do Sinner, sem falar também que ainda contaram com a participação de músicos convidados como o percussionista Dirty Sanchez e os vocalistas de apoio Dennis Ward e Nena (são também vocalistas de apoio os próprios integrantes do grupo Mat e Henny).
As composições seguem por todo álbum mantendo o mesmo estilo forte e marcante que caracteriza o Sinner, resumindo tudo numa pancada sonora de muito bom gosto. Quanto ao timbre do vocal, Mat possui um acentuado drive médio-grave bem encorpado que preenche com perfeição os espaços na música gerando um clima agradável e bem adequado ao estilo da banda.
Em relação ao encarte e a arte que o acompanha, este é fantástico, todo plastificado e com muitas páginas em cores vivas. Fortes, e com um design gráfico bem criativo e diversificado e contando com várias fotos, letras das músicas e uma ficha técnica bem detalhada.
Em suma, apesar do estilo do álbum ser praticamente o mesmo heavy metal, a banda nunca deixa seu som pender para a mesmice, pois todas as composições são bem elaboradas, bem criativas e bem variadas dentro desse mesmo estilo. Há tempo ainda para algo mais cadenciado como a composição “Until It Hurts” (uma power ballad). Esse é um álbum para quem curte um legítimo heavy metal tradicional com uma boa dinâmica nas composições, mas sem arredar o pé do estilo.
(Fred Mika)
Site: www.matsinner.de
Myspace: www.myspace.com/sinnerofficial
Banda de nossos hermanos argentinos, que fazem um power/folk metal inspirados em letras que abordam folclore e guerras celtas. A idéia da formação do grupo surgiu em 2004, com o guitarrista Emilio Souto e o baterista Matias Pena, que tocaram juntos no Feanor e convidaram vários músicos da cena celta local, que depois de algum tempo, culminou no seu primeiro álbum, The Clans Have United, em 2006.
Ao longo deste período, surgiram shows, gravações de singles e divulgações nas rádios de seu pais, algumas reformulações no grupo e coisa e tal, normais em qualquer lugar. Beheading The Liars foi lançado em 2008, com vários músicos convidados e sua formação consolidada, contando, além de Emilio e Matias, com Diego Valdez nos vocais, Juan Jose Fornes (guitarra/backing vocals), Fernando Marty (baixo) e Pablo Allen (Scottish Bagpipe/Tin-whistle).
O grande destaque do disco, é sem dúvida, a performance de Diego Valdez, uma grata surpresa e com certeza o cara na lista dentre os melhores vocalistas da Argentina e América Latina. Seu estilo de cantar, inspirado em Ronnie James Dio, trouxeram a força e o feeling certeiro para o som do Skiltron. Em seu primeiro álbum, apesar de ter a mesma qualidade e, com boa performance de seu vocalista anterior, Javier Yuchechen, um dos nomes conhecidos da cena celta Argentina, em comparação, parece que falta algo.
Interpretações de arrepiar, em excelentes músicas, como “I'm What You've Done”, “Calling Out”, “The Vision of Blind Harry” e “Let the Spirit Be”, são pra deixar qualquer um prestando atenção. Todas as músicas são em inglês, com exceção da música “Crides”, que fecha o disco. Há a participação de Jonne Järvelä, cantando com Valdez, na música “Praying is Nothing”, refrão forte com a potência das duas vozes.
ótimo disco para quem gosta de ouvir gaitas escocesas, aliados à força de guitarras e bateria, agregando versatilidade e originalidade aos diversos gêneros do heavy metal.
(Bob Riot)
Site: http://www.skiltron.net
MySpace: http://www.myspace.com/clanskiltron
Essa banda é extremamente experimental, um som realmente esquisito e diferente. Aqui você encontra elementso do jazz avant-guard além de elementos do heavy metal, do rock psicodélico, do progressivo, do funk e de música instrumental juntando tudo num som indescritível.
Logo na faixa de abertura, “Provocation”, tem algo semelhante ao final de uma música ao vivo, cada um tocando acordes e tempos diferentes, bizarro.
Agora imaginem só o que ocorre nessa segunda faixa, “Lunatic Engine”, imagine um baixo extremamente distorcido apoiando a linha melódica (se é que ela existe) para os metais (saxofone, trompete e outros) além de teclados se interpondo ao baixo e batera e ainda por cima a existência de scratches (sim, aqueles sons das pick ups que o pessoal do funk adora usar) e o pior, toda essa loucura tem mais de dez minutos de duração, estranhíssimo. Depois, no meio da música, há sons de flautas, pássaros, rufos de bateria gerando tudo um clima ainda mais esquisito, imagine um som sem pé nem cabeça, experimento levando ao extremo.
A terceira composição, “Immaculate Risen Descents” apresenta um clima mais introspectivo, mais místico, porém não menos estranho.
Depois vem a faixa-jam “Nightwater”, sim, jam pois a mesma se parece com músicos sem compromisso que resolveram fazer um som estranho colocando todos os sons distinguíveis e indistinguíveis possíveis numa só musica.
“Necklace Of Forever” se inicia com um teclado simulando flauta gerando até um clima exótico porém o jazz misturado a outras sonoridades logo toma forma e, no meio da composição, a faixa toma ares de um rock progressivo bem viajante e místico para logo entrar numa sessão rítmica jazzista novamente com baixo/batera bem quebrados e trabalhados. A musica seguinte, “Bluewolf Bloodwalk” segue no mesmo esquema, porém sem as aclimatações progressivas da composição que a antecede. E, fechando esse estranhíssimo lançamento vem “Masks”, um amontoado de vozes sem nexos intercalado por breves solos de saxofones além de paradas, muito efeito nos sintetizadores.
Sinceramente, é indescritível o som da banda, na verdade o álbum mais estranho que já ouvi até hoje, um amontoado de reverberações, sons diferentes, distorções, etc, o problema disso tudo é que não gera um feeling suficiente e um mínimo de métrica musical para cativar o ouvinte. Um experimentalismo levado as extremas que gerou um som um tanto quanto esquizofrênico, algo sem pé nem cabeça. Esse eu não indico a ninguém a não ser que você seja um sujeito realmente bizarro e curta coisas pra lá de estranhas.
Não ganha zero porque dá pra notar que os músicos são até bons instrumentistas apesar desse amontoado de sons e completa falta de estrutura musical.
(Fred Mika)
O grupo Spaced Out executa um metal progressivo com guitarras que quando exige se o peso, elas são incrivelmente pesadas apesar de não estarem presentes o tempo todo.
O som da banda é muito bem elaborado e muito complexo, onde o virtuosismo flui livre, porém são respeitadas as partes que ele não deve aparecer. Apesar de criativo e mito bem trabalhado, esse álbum é instrumental e devido a esse aspecto, não deve atrair um público que não seja músicos interessados a observar o amplo domínio instrumental que possuem todos os integrantes do Spaced Out.
Evolution já é o quinto álbum de estúdio do grupo e o titulo do mesmo sugere uma comparação, uma analogia entre a evolução biológica ao longo dos tempos com a evolução musical dos músicos. Uma verdadeira jornada através do tempo.
Apesar da tendência desse estilo que é a super-valorização da técnica instrumental e a sub-valorização da essência, do sentimento da musico, ou seja, o feeling, o Spaced Out consegue equilibrar as coisas até certo ponto entre os dois lados e se ainda levarmos em conta que esse á um álbum instrumental, o grupo fez quase que um milagre e esse ponto positivo torna se ainda mais admirável.
Um dos fatores que torna esse álbum “agradável” em se tratando de prog metal é que há muitas climatizações onde o virtuosismo aparece sempre, mas também sempre nas horas mais apropriadas o possível. E de virtuosismo a banda entende muito bem, há muita quebra de andamento, muitas passagens, variação de ritmos, interposições, acentuações, tudo isso exigindo dos músicos um nível máximo de destreza instrumental. E ainda, no meio de tudo isso, desses aspectos do metal progressivo, há inúmeros solos do guitarrista, do baixista, do baterista ao longo de todas as composições.
A gravadora Unicorn Digital Records se especializou em produzir grupos ligados ao progressivo, sejam eles de prog metal ou de rock progressivo, sejam eles cantados em inglês ou francês (sim, porque a segunda língua falada no Canadá é o francês) e nesse aspecto vem revelando muitas boas bandas canadenses nesse estilo e outras não tão boas. O Spaced Out pertence ao primeiro time.
Mas voltando ao play. Evolution é um álbum com nove faixas sendo que três delas são mais longas ultrapassando os cinco minutos de duração e o encarte é bastante intrigante, com imagens misteriosas assim como o é sua musica complexa, intrigante e bem elaborada. A timbragem dos instrumentos é impecável, de todos eles, e isso contribui muito para o clima agradável que predispõe o ouvinte a escutar o álbum inteiro apesar deste ser instrumental e mais ainda incrível, ser um álbum de metal progressivo. Mas de qualquer forma, continuo a acreditar que esse deve ser um álbum mais apreciado por músicos mesmo.
E, em matéria de ensino instrumental, os integrantes do Spaced Out são super-professores.
(Fred Mika)
Site: www.spacedoutmusic.com
Banda de Melodic Metal originária de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Apareceu no cenário em 2003/2004 abrindo shows do Shaman e Angra, além de alguns shows do Edguy e Deep Purple no Brasil.
O Scelerata é um daqueles grupos que nasce parecendo “gente grande”. O disco produzido pelo grupo tem a co-produção de Thiago Bianchi (Karma/Vox) e teve sua masterização finalizada por Dennis Ward (Angra, Pink Cream 69, Place Vendome, etc) na Alemanha.
O disco terá distribuição em toda ásia, incluindo Japão, China, Coréia e Taiwan, através da Spiritual Beast, Chile através da Koventry Records e em toda Europa, Austrália, Estados Unidos e Canadá pela MTM/SPV. O álbum conta com a participação, além de Bianchi, de Edu Falaschi (Angra) e Renato Borghetti (Borghettinho) e já tem agendado vários shows fora do país, incluindo Europa ao lado de bandas como Lizzy Borden e Wasp, e festivais como Bloodstock festival na Inglaterra junto de Primal Fear e My Dying Bridge e Desert Rock Festival em Dubai, na Arábia Saudita junto do Megadeth. Nada mal não?!
“Darkness And Light” inclui também um vídeo da música “Eminence”, mostrando que a produção não poupou esforços para que o grupo mostra-se todo o seu potencial, e, que inclusive ganhou o prêmio Galgo de Ouro, como melhor videoclipe em Gramado (RS).
O Scelerata agrega elementos de vários estilos do heavy metal e alguns ingredientes já conhecidos do metal melódico, como harmonias vocais já desenvolvidas por outros grupos do cenário, aliás, seu vocalista Carl Casagrande, está no mesmo nível de nomes já consagrados. Isto não quer dizer que o grupo é mais uma cópia ou algo assim, afinal, influências são inevitáveis, mas tem cartas na manga para se tornar uma banda top do nosso país.
“Adonai (Sacred Melodies)”, “Holy Fire”, “Land Of The Sins” e “Spell Of Time” são bons exemplos da música desenvolvida pelo Scelerata. Aguardemos o futuro para a concretização de seu nome entre os grandes representantes do metal nacional.
(Bob Riot)
Site: www.scelerata.com
Terceiro álbum da banda curitibana Sad Theory que tem influências que vão do hard ao death metal.
Em atividade desde 1998 o grupo formado é por Claudio Rovel (vocal), Juan Viacava (guitarra), Carlos Machado (baixo e vilão), Alison Schlichting (bateria e percussão) e Alysson Irala (guitarra).
O grupo deixou de lado as passagens com violões e piano utilizados nos trabalhos anteriores o que tornou as composições mais pesadas e diretas. As letras continuam falando sobre literatura e arte que já é característica do grupo.
O CD abre com “A Pleasant Statement”, bases rítmicas e solo de primeira anunciando a faixa título “Biomechanical”, que além de pesada traz uma harmonia de guitarra influenciada pelo Iron Maiden. “Declined Sameness” tem pitada hard rock, “Sympathetic Slumber” traz variações detonantes que vão da porrada à harmonia de guitarras. O disco segue em alto nível até culminar na inusitada “Descrítica Patológica de um Asceta Moribundo (Alice no Jardim dos Mutilados)”, a única faixa em português gravada pela banda.
Esta é mais uma excelente banda nacional para prestarmos atenção. Uma proposta musical bem construída e que ainda tem muito potencial para ser explorada.
(Bob Riot)
Site: www.sadtheory.com
Primeiro registro oficial ao vivo (sem contar as gravações no Cornerstone incluídas como bônus no Time´s End de parca qualidade)do quinteto norte-americano-Josh Kramer(v)Jerry Johnson/Dee Harrington(gt)Richard Lynch(b) e Tim Lamberson(bat)-de heavy metal tradicional cristão.
Gravado em 3.09.05 no The X-Fest e produzido pelo baixista, o trabalho traz um “melhores de”, tendo a banda tocado treze das suas muitas grandes composições, um metal tradicional vigoroso e energético com um feeling de Judas Priest ,um verdadeiro convite ao headbangin com o diferencial que as letras tem uma mensagem verdadeiramente positiva para todos.
A qualidade não é 100% pois a participação do público é mínima ficando a impressão que o conteúdo foi capturado diretamente da mesa de som sem muitos requintes adicionais, mas é um excelente documento de uma grande banda da cena verdadeiramente cristã e independente disso,um ótimo trabalho do mais puro som pesado.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.saintsite.com
É impossível ouvir Saint e não pensar logo em Judas Priest como também é impossível ouvir Krokus e não pensar em AC/DC. Eu não quero dizer que os primeiros sejam cópias dos segundos, mas tratam se de uma influência tão forte que estes acabam sendo comparados aos seus influenciadores mais conhecidos.
Logo, a comparação mais óbvia do vocalista Josh Kramer é com Rob Haltford e som da banda é um Priest na época de Killing Machine a British Steel (também o Saint é de 1979, contemporâneo desses trabalhos), o que por si só já é um elogio para qualquer banda que se propõe a fazer um autentico heavy metal e o álbum The Mark não foge a regra. Isso quer dizer que há muitas bases retas, secas, porém pesadas, eficientes e baixo e bateria quadrados de Richard Lynch e Larry London respectivamente, esse último é como Dave Holland fazia (pense em Hot Rockin´) e isso segue por todas as músicas, algumas mais rápidas, outras menos, mas sempre seguindo o mesmo esquema. A única coisa diferente é que não há sobreposição de solos, lead breaks e nem duetos como haviam no Judas Priest porque no Saint há somente um guitarrista, Dee Harrington.
O encarte é meio tenebroso parecendo que estamos diante de uma banda de death/black metal mas é bem detalhado e bem produzido sendo que no final há um trecho do Apocalipse, 14:11. mas não há fotos dos membros nem referência quanto ao tempo das musicas.
Sinceramente, não há muito como fugir da comparação com Judas Priest, se gosta desse compre o Saint e preste atenção nas mensagens.
(Fred Mika)
Site: www.saintsite.com
Antes tarde do que nunca!... pela primeira vez em território nacional é lançado um trabalho desta importantíssima banda de heavy metal cristã, uma das desbravadoras nos radicais anos 80 e que passou por altos e baixas, deu uma parada e voltou nos primeiros anos do novo século.
Este trabalho é originário do longínquo ano de 1989 e traz uma das melhores,senão melhor,formação com Josh Kramer(v), John Mahon/Dee Harrington (gt/bv), Richard Lynch (b/bv) e John (the Machine) Perrine (bat) e como sempre a banda toca um potente e vigoroso heavy metal tradicional,com muitas influências de Judas Priest; sempre uma constante em seus trabalhos; instrumental pungente e energético, um convite ao “bate cabeça” vocalizações no melhor estilo Rob Halford,porém a voz de Josh é mais rasgada e poucas vezes utiliza-se de tons altos, vocais de apoio muito bem colocados e que devem funcionar muito bem ao vivo, e as letras trazem mensagens positivas ou de advertência,mas nunca panfletárias ou demonstrando fanatismo. Independente se você é ou não cristão, esta banda é recomendado aos verdadeiros fãs do metal com pegada tradicional e ótima iniciativa do selo em lança-lo por estas paragens.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.saintsite.com

A banda sueca Sanchez é formada por cinco exímios músicos que vem orbitando em torno do show business da música a vários anos, resumindo: são extremamente profissionais e experientes.
O cérebro do grupo é o seu vocalista, Jose Sanchez, que está na ativa desde o início dos anos oitenta tendo participado de bandas como Fierce Conviction, Lies e Empire Saint entre outras. Mas sempre seguindo os passos do hard rock, hard glam e rock AOR.
Por falar em músicos talentosos do Sanchez, vemos aqui uma cozinha de primeira: o baterista Martim Tilander é muito hábil em transpor e tocar por/em vários estilos musicais e que tem no baixista Jörgen Andersson um perfeito parceiro. Juntos, formam uma poderosa sessão rítmica.
Kenneth Jonsson, o guitarrista solo, é um instrumentista bastante talentoso tendo estudado na escola de música londrina A.C.M. tendo feito depois vários workshops e participado da banda The Citadel que lhe rendeu o direito de ser endorser das guitarras ESP, dos amplificadores Randall e dos encordoamentos Vinci Strings. E, o guitarrista base, Thomas Josefsson, não deixa a peteca cair, dando ao Sanchez a segurança que o grupo precisa.
Histórico e apresentações individuais feitas, vamos ao som. Vale ressaltar primeiro a ótima produção e o cuidado da mixagem e masterização, o encarte também merece nota máxima.
Na banda, notamos bastante influência aqui de bandas como Bon Jovi (a música de introdução, “I´m In Love”, apresenta o refrão antes da música tal qual “You Give Love A Bad Name” do Bon Jovi), Dave Lee Roth, Icon, Ten, Ratt e Stryper no som do Sanchez, isso significa refrões grudentos, solos limpos e bem colocados, bases e ritmos com bastante empogação e vocais de apoio bem trabalhados.
Características, essas, presentes em todas as músicas o que não quer dizer o mesmo que as músicas sejam parecidas, muito pelo contrário, isso quer dizer que todas primam pelo extremo bom senso e alta qualidade reservada ás composições, sempre. Independentemente do estilo musical preferido de quem escuta o Sanchez, ninguém pode dizer: essa banda é ruim, ou melhor ainda em se tratando desse álbum homônimo, ninguém pode dizer que essa ou aquela música é fraca. Praticamente não há nenhum ponto fraco, nenhuma música pior ou menos boa.
Uma coisa interessante para um grupo com essa sonoridade é que há apenas uma balada em todo o álbum, a música “Don´t Treat Me Like A Fool” e o mais interessante ainda é que ela é cantada em espanhol (uma versão do original, talvez o vocalista tenha sentido saudades de suas origens latinas).
Falta ao grupo agora ganhar notoriedade mundial, pois competência aqui está sobrando.
(Fred Mika)
A banda Sandalinas faz um hard n´heavy com riffs bem construidos e chamativos, que prende o ouvinte logo na primeira audição. Passagens mais pesadas se alternam com outras mais rápidas lançando mão do bumbo duplo e voltando para passagens mais cadenciadas e quebradas, porém igualmente pesadas. O timbre vocal de Apollo Papathanasio se assemelhe em muitas partes ao de Jeff Scott Soto (embora a musica feita pelo Sandalinas seja, no geral, mais pesada que a de JSS) e em outras partes se assemelha também ao de Layney Staney (Alice In Chains), se bem que mais referente a empostação do mesmo.
O guitarrista Jordi Sandalinas apresenta um trabalho bem feito, com riffs muito bem sacados (um dos pontos altos dessa banda). Esses dois músicos são os principais mentores do grupo mas os outros, Victor Casado (guitarras), Xavier Monfort (baixo), Xavier Perez (bateria) e Marcus Palsson (teclados) não ficam atrás.
Nenhum membro da banda é de fato um instrumentista virtuoso, porém a combinação de todos faz do Sandalinas uma fúria sonora bem consistente e poderosa.
As duas primeiras faixas, “Living On The Edge” e “All Along The Everglades” oferecem ao ouvinte muita empolgação e melodias cativantes e já na terceira faixa, “The Ritual Of Truth”, apresenta uma construção mais heavy, mais pesada, com trechos já mais na linha do heavy metal melódico (embora o vocalista continua a se situar mais nos timbres médios e médios graves).
Na seqüência temos “Follow Me”, uma composição já mais arrastada lembrando muito Alice In Chains.
“If It Wasn´t For Free” e “The Conqueror” são faixas bem rápidas, essas sim, agora um heavy metal melódico de fato.
“The Day The Earth Died” é uma balada com introdução em piano e voz para logo depois ganhar corpo com os outros instrumentos. Refrões pegajosos e vários e bem trabalhados arranjos ditam a tônica dessa faixa. “Heaven In You” é outra balada, mas dessa vez já mais melancólica com voz e violão (apesar de que, ao fundo, exista um teclado segurando as notas) e assim se segue até no fim da composição.
A mistura hard rock com heavy metal volta a dar as caras na faixa “Back In Time” e por fim, o álbum termina em outra balada, “Die Hard”, esta já mais alegre, mais animada, quase que um pop rock com um refrão bem grudento.
A Nightmare Records é conhecida por seus lançamentos escolhidos a dedo e produção de primeira linha (tanto na parte gráfica como no som) e este é, musicalmente, um trabalho rico, agradável de ser apreciado, com muita melodia, peso e com arranjos bem variados mas não de uma forma desmedida.
Tudo aqui é bem dosado, vale a pena conferir esse lançamento.
(Fred Mika)
Site: www.sandalinas.com
SaraLee é mais um grupo da terra do Gothic Metal, a Finlândia. Formado em 2000, o grupo conta com Joonas (v), Kimberly (gt), Juha (gt), Saurus (b), Arzka (tc) e Clansman (bat) e combina o rock’n’roll com o metal e o gótico.
Uma coisa estranha não é?! Difícil de ver um grupo com nome feminino e um cara cantando.
O som do SaraLee foge um pouco da maioria dos grupos góticos, misturando a sonoridade distorcida das suas guitarras ao ritmo rock’n’roll, e melodias vocais mais voltadas à antiga New Wave e Dark, chegando a lembrar o Duran Duran, uma visão comercial com certeza. Vocal gutural só encontrará vez na música “Like Dreams” “Everytime”, “Prophecy” e “Falling Star” podem ser apontadas como referências do som da banda.
Para quem gosta da música gótica Finlandesa pode até colocar este álbum na sua coleção.
(Bob Riot)
Site: www.saraleeweb.com
álbum baseado na obra do brasileiro Paulo Coelho, Verônica Decide Morrer. Por si só isto já seria um assunto interessante para o reconhecimento de que a arte atravessa fronteiras.
Este é o quarto álbum desta banda de doom metal dinamarquesa, que, contando com este tema central desencadeia um pouco para o lado melancólico do metal gótico.
Um disco de composições encarnando um lado melancólico e depressivo, aliado a bases pesadas e de andamento lento, típicos do estilo, isto tudo, aliado a uma voz pra lá de gutural de Thomas A.G.
Todas as músicas assumem uma união, do tipo conceitual, como o que foi proposto destacando-se “Murky Waters” e “Pretend” pelo seu andamento mais ritmado. Juntam-se a Thomas, Anders (teclado), Peter e Tais (guitarras), Lennart (baixo) e Nikolaj (bateria).
Para quem quiser ouvir “I Long” e “Murky Waters”, entre em http://www.myspace.com/saturnus.
(Bob Riot)
Site: www.saturnus.dk
Trio norte-americano composto por Doomy G. Blackthrash (v/b), Victor “Lore lord”Ruiz (gt) e Mike ”Skinthrasher” Hudson (bat), que apesar dos pseudônimos estúpidos, totalmente oitentistas e ultrapassados, faz um thrash metal totalmente calcado nos primeiros trabalhos de nomes como Kreator, Sodom, Assassin, e a produção e sonoridade é totalmente ultrapassada, mas parecendo uma daquelas velhas d.tapes gravadas em fita k-7 e liricamente eles também são bem “antiquados” com letras que “endeusam” o caramunhão, outra o lado negro do Senhor dos Anéis (“quecifú”no final da história, hehe); daí o nome da banda; e a última é uma versão cover de Total Death (Kreator); nada contra bandas atuais seguindo a linha old school, mas gravação ruim pra mim é coisa de amador!
(André Luis Cardoso)
Thomas Staunch fechou acordo para uma nova banda, e surgiu “Dreamland Manor” que é muito parecido com a fase mais power metal do Blind Guardian, quando do início da carreira.
O vocalista é Jens Carlsson (Persuader), com um vocal bastante similar Hansi Kursch e Emil Norberg (ambos do Persuader), dão a cara de Blind Guardian, pois sua banda é altamente influenciado pelo quarteto de onde Thomas é proveniente. O baixista e também guitarrista Piet Sielck que também está no Iron Savior, manda ver nas quatro cordas. A primeira música “Evil Eyes”, já apresentada pela banda em um CD promo, é comprida, mas muito boa.
Remete sim aos tempos mais gloriosos do Blind Guardian, com passagens velozes na bateria, onde Thomen será sempre um grande músico, e solos eficientes de Emil. “Between The Devil And The Seas” é mais cadenciada, com muitos teclados.
“Beyond Reality”, é uma balada muito bem feita e com bonitos solos. Piet Sielck participa também nos backing vocals, elevando ainda mais o nível das canções. Porém, na maioria, são músicas pesadas e tocadas velozmente.
O CD é recheado de bons momentos de puro Heavy Metal, canções como “When Hell Awakes” com toda a sua cadência tradicional, ou “The Gathering”, e as características batidas de Thomen no bumbo e nos pratos, mostram-nos que a banda Savage Circus poderá ir longe se continuar investindo no gênero da fantasia que escolheu para contar nas letras. O grupo já nasceu grande e fadado ao sucesso, e todos os músicos têm um gabarito considerável.
São nove músicas excelentes, e na maioria grandes demonstrações de metal. Jens Carlsson é muito talentoso e não possui aquele timbre chato e meloso que muitas bandas do gênero que surgem a todo o momento. Que bom que logo na estréia, a Hellion Records disponibiliza este primeiro CD para os brasileiros. Uma forma de contemplar os nossos ídolos, onde quer que eles estejam.
(Adriano Gandolfi)

Banda de Thrash Metal londrina que vem recebendo destaque como uns dos melhores de seu estilo na Inglaterra.
Formado em 2007 pelo ex-membro do Headless Cross, o vocalista/guitarrista, Dave Silver, que se juntou ao baterista Pete Hunt (ex-Dragonforce/Marshall Law), ao guitarrista James Tyler e o baixista Chris O’Toole.
Influenciado por bandas novas e antigas como o Testament, Judas Priest, Arch Enemy, Lamb Of God, Kreator, Slayer e Death entre muitas. “Spitting Venom” é denominado pelo grupo como sendo um EP e trás 8 composições próprias que combinam melodia e peso igualmente fortes.
Riffs bem legais como em “In For The Kill” e “In Cold Blood”, peso arrebatador em “Spitting Venom”, “Frontline” e pique de Anthrax em ”Servant to Your Death”, tipo Armored Saint em “Heavens Gate”, pitadas de Slayer em “W.D.U.” e um clima mais lento nos moldes de Metallica como em “Conspiracy In Silence”. Thrashers que gostam de som influenciado pela old school não podem perder este disco, e para quem pensa que a Inglaterra só tem emo ta aí a prova que tem gente boa no pedaço fazendo som de primeira.
(Bob Riot)
Site: www.savage-messiah.co.uk
MySpace: www.myspace.com/savagemessiahmetal
Um dos maiores e melhores dentre os sobreviventes daquele período áureo do metal bretão,a NWOBHM,o quinteto que da formação original tem somente o seu vocalista Peter “Biff” Byford e o guitarrista Paul Quinn mais a trinca de já veteranos guitarrista Doug Scarratt, baixista Nibs Carter e baterista Nigel Glocker(as gravações de 2004 trazem Jorg Michael) lança mais um duplo ao vivo reunindo não somente uma apresentação, mas uma compilação de seus clássicos e algumas nem tanto, porém,todas excelentes composições, de suas recentes tours européias compreendidas no período dentre 2004 e 2005, desde partes de sua apresentação no conceituado festival alemão Wacken Open Air e em várias outras partes do território europeu.
No total são trinta e duas músicas num repertório que com sapiência mesclou o velho e o novo, para o deleite dos Saxonmaníacos e fãs de um bom metal tradicional,embalados por uma bonita embalagem digi-pack e encarte com fotos ao vivo.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.saxon747.com
Confesso que tinha perdido o interesse pelo Saxon alguns anos atrás. Seus trabalhos estavam meio dispersos, sem um rumo para as suas composições, perdendo aquela marca que os fizeram, um dos monstros do heavy metal e grupo de ponta da NWOBHM com outras bandas e influenciou uma porrada de grupos ao redor do mundo.
Eu os vi em Santos em 97, e depois em 2002, na turnê do Killing Ground. Creio que a partir deste disco, o Saxon reencontrou seu caminho fazendo discos pesados como no início de sua carreira. A turma formada por Biff Byford (v), Paul Quinn (g), Doug Scarratt (g), Nibbs Carter (b) e Nigel Glockler (bat) parece unida e fazendo um som consistente.
The Inner Sanctum abre com “State Of Grace”, canto gregoriano na introdução da música, riff típico e marcante, passagens muito legais, “Need For Speed”, pique sensacional, guitarra em ritmo alucinante e duelo no solo, “Let Me Feel Your Power”, outra música de ritmo frenético, base rasgada no estilão thrash, caída de tempo para os solos de guitarras agressivos, “I've Got To Rock (To Stay Alive)”, cadência e picada de AC/DC.
“Atila the Hun”, outra música pesadona prá balançar o pescoço. Existem duas versões de “If I Was You”, uma com versão do álbum e outra versão do single, na minha opinião desnecessária.
Além do CD de áudio, o lançamento vem com um DVD, intitulado “A Night Out With The Boys”, com versões ao vivo com os clássicos “To Hell And Back Again”, “See The Light Shining”, “Redline”, “Suzie Hold On”, “Stand Up And Be Counted” “Frozen Rainbow” e “Never Surrender”, além de depoimentos do grupo.
Para quem conhece o grupo, ou não, pode ir fundo que é diversão garantida. Na história do heavy metal, o Saxon tem seu nome crivado em destaque, e pelo que parece, os caras querem morrer no palco tocando com todos os decibéis possíveis, dignos remanescentes da NWOBHM.
(Bob Riot)
Site: www.saxon747.com
Banda que faz um prog interessante sem soar tão técnico conseguindo dosar o sentimento e a técnica apurada que o estilo exige.
Ao longo do cd temos momentos bem variados, mostrando a total competência da banda na criação de suas composições e demonstrando estar claro o caminho a seguir, não sendo afetada como muitas bandas pela dificuldade de definição do que realmente realizar.
Este é um cd que indico aos apreciadores do estilo, não traz nenhuma grande novidade, mas apresenta um som com qualidade e competência.
(Adriano Gandolfi)
Essa é uma banda formada por quatro exímios músicos, Chris Letchford e Travis Levrier (guitarras), Jordan Eberhardt (baixo) e Pat Skeffington (bateria). E realmente tinham de ser músicos bastantes técnicos para a execução desse álbum, um metal progressivo bem trabalhado, cheio de quebras de andamentos, progressões, mudanças rítmicas, etc. E alem disso tudo, é instrumental. Resumindo: é o típico som para ser ouvido e analisado (não é para ser curtido em festas nem shows), mas é um som feito de músicos para músicos.
Isso nos oferece um ponto positivo e outro negativo (dependendo do lado em que você estiver um ponto pode fazer mais sentido que o outro). Explicando: se você toca algum instrumento e tem interesse por aperfeiçoamento técnico, esse álbum, Monument, dessa referida banda de metal progressivo, Scale The Summit, vai lhe cair como uma luva, pois o cd cheira a workshop bem arranjado, bem construído, e tudo que tem direito e nesse sentido merece nota dez.
Agora, se você espera um álbum que diga algo, que você sinta a alma da música, corra para longe desse lançamento porque isso aqui é nulo (pra começar, como disse, o álbum inteiro é instrumental) então mereceria nota zero por essas características.
Portanto, são oito faixas no virtuosismo etéreo e algumas com título surrealista como “Penguins In Flight” (pingüins voam?). Além dessa composição, temos completando o play “Shaping The Clouds”, “Wolves”, “Crossing The Ocean”, “Omni”, “Rode In On Horseback”, “Roof Of The World” e “Holding Thunder”. Do começo ao fim (e em todas as faixas) o álbum segue mantendo essas características que o fazem transmitir a idéia de que foi gravado para apenas mostrar o quanto os músicos sabem tocar.
Daí se formos unificar uma média entre esses dois extremos da música (sim, porque para analisar uma música deve levar em consideração os seus vários aspectos) esse álbum ficaria exatamente na linha mediana, nota máxima devido a técnica apurada e virtuosismo e nota mínima devido a ausência total de feeling, de alma, de personalidade. é a típica música do ame ou odeie, Nota bem balanceada então, cinco, não mais, não menos.
(Fred Mika)
Segue aqui mais uma banda que musicalmente continua investindo no rock brazuca, mas com uma grande diferença que é com mais peso, como em “Assim Como Você”, “Viva” e “Você Mentiu”. Vale ressaltar que a produção está perfeita, muito bem trabalhada e lapidada, e cada instrumento bem colocado e timbrado, assim como o vocal de Henrique Papatella, bem audível e com notável evolução.
A bonita “Voando II”, a pesada faixa título e a sintomática “Mais Um”, que com certeza é um hit, mostram que a banda soube desenvolver sua sonoridade e cuidou muito deste novo produto, que se mostra impecável. Um CD para ser conferido e para curtir e se divertir.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.scarceus.com.br
Banda paulistana que estreou em um split-cd em meados da década de 80 demonstrando qualidade e talento em seu Thrash Metal então influenciado pelo Sepultura, sumiram da cena por um longo período e bem recentemente retornaram mais maduros e inspirados. Baseado na obra “Do Inferno ao Paraíso” do mestre Renascentista italiano Dante Alighieri, Régis F.(v), André Sterzza (b), Edu Boccomino (l gt), Alex Zeraib (gt)- contaram neste trabalho com o talentoso baterista Fabrício Ravelli.
Este álbum traz uma sonoridade bem mais poderosa e energética, mesclando partes “modernas “ (não essa porcaria de New Metal “pula-pula”!), doses moderadas de Death Metal nas partes mais brutais e agressivas e até mesmo de Black Metal Sinfônico (a parte inicial de Hidden Roots Of Evil lembra bastante o Dimmu Borgir), sendo que as seis composições apresentadas trazem muita energia, musicalidade, um verdadeiro convite ao headbanging, sendo eles sem dúvida nenhuma um dos melhores da cena atual.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.scars.com.br
Terceiro álbum da banda que passou oito anos desde seu ultimo lançamento, Tróia.
Este disco é uma edição especial do álbum que tem Rogério Segall (gt); Andréa Palmieri (v/tc), Adilson Jr. (bat) e Ricardo Piccoli (b/tc) que também produziu o disco.
O grupo já tem certo reconhecimento em outros países e mostra um trabalho maduro influenciado pelo heavy metal dos anos 80. O som do grupo poderíamos dizer que seria uma versão metal progressivo do Rush, principalmente pelo tom de voz de Andréa Palmieri, pois queiram ou não, Geddy Lee tem uma voz aguda.
Músicas de alta qualidade e boas variações musicais que são um bom atrativo para os fãs de progressivo e heavy metal. Curta “Addiction”, “Warnings”, o pique de “Hybrid”, ou “Parallel Systems” para ter alguns exemplos do álbum.
Scars Souls é mais uma banda pra engrandecer as fileiras do rock carioca e nacional. Infelizmente a mídia conta muito na divulgação dos grupos e esperamos que varias bandas possam ter seus trabalhos mais expostos para o público de um modo geral pois temos grandes grupos em nosso território.
(Bob Riot)
Site: www.scarssouls.com
O Scorpions é uma daquelas bandas que não precisa provar nada a ninguém, além de ser a principal banda de rock vinda da Alemanha apresentou ao mundo dois dos melhores guitarristas que existem e conta com quase quarenta anos de história. E como é o caso dessas bandas consagradas, eles dão o luxo de estarem sempre inovando sem contudo estragar sua reputação. E essa inovação vem sendo uma constante nessa última década senão vejamos: gravaram um álbum que é uma mistura de rock, pop e eletrônico (Eye To Eye), depois gravaram com a filarmônica de Berlin (Moment Of Glory), no ano seguinte gravaram um acústico (Acoustica), voltaram ao hard rock oitentista (Unbreakble) e por fim gravaram um álbum ainda mais diferente agora.
De que se trata então esse novo lançamento do Scorpions intitulado Humanity Hour 1? Na verdade é um trabalho bem chamativo onde a banda assimilou algumas influências do fraco new metal (guitarras com afinações graves) e o mais interessante é que o Scorpions evitou toda a estrutura fraca do new metal, ou seja, a banda continua com muita melodia, muitas baladas lindíssimas (isso já era marca registrada deles a tempos e nesse álbum capricharam pois metade das músicas são compostas de baladas); evitaram também os vocais toscos do new metal e a falta de técnica.
Eu sou suspeito de falar do Scorpions pois essa é minha banda preferida (embora ache que a época setentista deles com Ulrich Roth sempre será imbatível) mas realmente é um trabalho bom com letras e mensagens bem atuais sobre globalização e perigo de extinção da espécie humana pelo superaquecimento global. O encarte e parte gráfica são lindíssimos, lembra um pouco Pure Instinct de 1996.
As guitarras de Matthias Jabs e Rudolf Schenker continuam indefectíveis, criativas ao extremo e magníficas mesmo após esses anos todos; James Kottak só veio a somar a banda e isso já faz uma década, assim como o baixista Pawel Macioda (o último a entrar no Scorpions, veio durante as gravações do Unbreakble) e por fim Klaus Meine (a idade não afetou sua voz que é inconfundível no mundo da música). Tudo isso sob a supervisão do experiente Desmond Child (um Midas da produção responsável por sucesso de bandas como Bon Jovi nos anos oitenta).
A mim foi uma surpresa essa nova sonoridade do Scorpions, que é uma banda inovadora e inova sem deixar a peteca cair. Pode comprar sem medo algum, Scorpions é sempre sinônimo de competência e bom gosto. Muito bom lançamento, embora creio que não vamos mais presenciar unanimidades e maravilhas como Fly To The Rainbow, In Trance e Blackout.
(Fred Mika)
Site: www.the-scorpions.com
As bandas do nordeste estão invariavelmente marcando presença no cenário metálico nacional, quase sempre com qualidade irrefutável. E desta vez não seria diferente! Oriundos do Piauí, o Scud faz um som muito competente, com peso e principalmente pegada. O andamento cadenciado e as inegáveis influências e referências ao Thrash Metal estão fortemente presentes, dando uma clara noção da direção que o trio pretende trilhar. As composições são bem diretas, arrebatando o ouvinte logo nas primeiras audições, sobretudo pela presença de bases de guitarra marcantes. Algumas faixas chamam bastante a atenção em especial como Face to Face, Seeing Is Believing, Silence, Illusion Camouflage e I Don´t Know Why.
Realmente uma banda promissora, e que certamente ainda dará muito o que falar.
(Eduardo Garcia carvalho)
Wes Waddell (vocal), Barry “Skully” Waddell (guitarrista/produtor) e Dennis “Dr. Samurai” Ristow (teclado/engenheiro de som) são os membros fundadores que teve seu início em 1988. A atual line-up desta banda americana inclui ainda, Mark Empire (bateria) e Steve Satyr (baixo).
Esta obscura banda de heavy metal conta com quatro álbuns lançados pelo seu próprio selo, Earth Mother Music, sendo que os mesmos foram lançados internacionalmente, incluindo “Once In A Blue Moon”, em 2007, tendo sido chamados de “Psycho Hippie Doom Metal” (mais uma...) e status de banda cult.
Suas letras, de temas obscuros e horror, chamaram a atenção da indústria independente de cinema e suas músicas incluídas em vários filmes como Alien Conspiracy, Bloodstained Bride, The Van, Evil Ever After, Twisted Illusions 2, The Seekers, Underbelly e Dead Things. Participou ainda de três tributos, Black Sabbath, Queen e Iron Maiden.
Heavy tradicional com vocal com timbre meio Udo/King Diamond, às vezes lembrando Geff Tate com na faixa “Nikhedonia”, momentos progressivos como em “In The Shadows”, outras boas faixas como “Ghost Woman”, “The Reaper” e “Snaglletooth”. “Alien Landscape” e “Name Your Poison” parecem realmente música pra filme cult, boa trilha sonoro.
Disco para agradar tanto o pessoal do prog quanto do heavy, e, mostra que os discos independentes também correm com força no mercado americano, conseguindo sobreviver mediante um futuro tecnológico com internet, downloads e MP3, pode ser uma opção para a sobrevivência dos pequenos.
(Bob Riot)
Site: www.sotwmetal.com
MySpace: www.myspace.com/seasonsofthewolf
Temos aqui neste trabalho lançado em 2001, por este quinteto, um bom CD, que em todos os momentos lembra muito o Accept, algo que não era normal nos primeiros trabalhos, com um pequeno diferencial, o trabalho de teclados que não temos no Accept, e que aqui é muito bem executado por Dennis Ristow.
Agora a semelhança do vocal de Wes Edward Waddell com a de UDO é impressionante, talvez por isso a analogia imediata ao Accept, e o interessante é que esta similaridade parece proposital, pois no primeiro trabalho da banda ele soava bem diferente.
De qualquer forma temos um excelente trabalho de uma banda que segue uma linha já conhecida, mas mesmo assim cria seus próprios atalhos e consegue gerar um CD com composições muito bem planejadas, e que apresentam alguns momentos mais sombrios como Liar e e Magnetic Star.
Destaque para a excelente Quilex e a faixa título. Grande trabalho, com riffs certeiros, teclados bem colocados, um vocal único e bem atrelado as composições. Altamente indicado para fãsdo UDO e Accept.
(Adriano Gandolfi)
Para àqueles que demonstraram total falta de respeito quando da última vinda do Skid Row em sua formação clássica(lembra-se??)e que jogaram garrafas de água e afins nos caras enquanto tocavam em uma das edições do “nosso” Monsters Of Rock, e também para os componentes do atual SR que ficam avacalhando em entrevistas quanto ao vocalista e que são apenas uma palida sombra do passado,SB com este álbum deu um tapa de luva de pelicas em ambos, pois ele gravou um dos melhores álbuns dos ultimos tempos em termos de heavy/hard mundial.
Produzido por Roy Z, traz uma sonoridade mais moderna e encorpada, aliada à ótima banda que o acompanha, guitarristas “Metal” Mike Chlasciak (Halford, Painmuseum) e John Cromatic, extraordinário baixista Steve DiGiorgio (Sadus, ex Testament)e baterista Bobby Jarzombek (ex Riot, Halford, Painmuseum) um time que no minimo detona e é ultra competente.
Musicalmente o álbum traz influencias nitidas do Halford nas composições mais metal que são várias e ótimas; Sebastian está cantando e gritando como nunca, grande voz com feeling e personalidade; “Angel Down” é uma abertura de arrepiar, headbangin garantido assim como “American Metalhead” (anteriormente gravada pelo Painmuseum numa versão muito suja); “You Don´t Understand” lembra os melhores momentos do solos do Bruce Dickinson e é outro destaque.
Como surpresa maior, traz musicas trazem participação do sumido Axl Rose(cade o “novo” do Guns?), Back In The Sadle um cover do Aerosmith (Rocks ,77) em uma ótima versão com ótimos backs (Axl não é mais o mesmo mas ainda manda bem) “Love is a Bitch Slap” e “Our Love is hard” no melhor estilo SR antigo e vai fazer os velhos fãs ficarem contentes e “Stuck inside”, pesada, com momentos mais calmos e Axl novamente mandando muito bem, a balada “Falling Into you”, “Live and Die” é a última porrada e prá fechar com chave de ouro a ótima balada “By Your Side” emotiva e maravilhosa. Enquanto sua ex banda lança trabalhos medianos ou fraquissimos e mudou de estilo para algo horrível, Sebastian simplesmente coloca a casa abaixo!! Indispensável.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Esta excelente banda além de ter Sebastian Bach em ótima forma, a banda conta com Richie Scarlet (Guitarra), Jimmy Flemion (Guitarra), Larry (Baixo) e Mark Mconnell (Bateria). O encarte do CD conta com algumas fotos um tanto quanto esquisitas dos músicos, trajando umas fantasias e roupas estranhas e ainda conta com uma historinha em quadrinhos divertida, cheia de citações a clássicos do Skid Row. As cinco primeiras faixas do álbum são inéditas, com destaque para a empolgante “Rock n’ Roll”, que conta com um ‘riff’ fortíssimo e marcante e um refrão que marca presença, a balada de violão “Superjerk, Superstars, Supertears” e a nervosa “Blasphemer” que apesar de ser curtinha, empolga muito.
Passada e muito bem a primeira parte, vem o ao vivo do CD, que apresenta clássicos dos três álbuns do Skid Row: “Skid Row”, “Slave To The Grind” e “Subhuman Race”.
Sebastian se apresenta muito empolgado e bem à vontade no Japão. No geral as músicas ao vivo estão bem mais rápidas do que nas versões originais, o que as deixa mais empolgantes. Os destaques ficam por conta da pesadíssima “Slave To Te Grind”, “Riot Act” que já era rápida e ficou ultra-rápida nessa versão e para a marcante balada “I Remember You”, com um final arrasador. Em “Beat Yourself Blind”, Sebastian dá seu show à parte, com uma bela performance vocal. O CD é encerrado com o clássico “Youth Gone Wild”, que é pedido em exaustão pelos fãs japoneses.
Esse disco traz um dos vocalistas mais competentes do Hard Rock na ativa, é garantia de rock da melhor qualidade e ainda bem que esta disponível aos brasileiros provando que Sebastian ainda tem muita lenha para queimar.
(Adriano Gandolfi)
Grupo de metal melódico cristão formado por Daniel Caçoilo (g), Anderson Fernandes (b), João Granggeiro (bat/v). Mauricio Dantas (tc), Fábio Santos (g) e Beto Silva (v). Recentemente Beto Silva cedeu seu lugar para Priscila Guimarães e Daniel não consta como integrante na página do grupo no Orkut.
Este é o primeiro EP do grupo que conta com duas composições em inglês e duas em português, não contando com uma versão acústica da música Acreditar.
As músicas Acreditar e Filipenses são o ponto forte do disco, primeiro pela própria mensagem da música, segunda por que são em português e acho que um grupo que se propõe a passar algo positivo, tem que primeiro pensar em sua língua, ou melhor, nas pessoas que estão ao seu lado.
Composições bonitas para fazer qualquer pessoa se sensibilizar e pensar a respeito, mesmo os que se esquecem que há algo além da matéria física.
(Bob Riot)
Eye Of The Moon abre o cd com seus intensos 8 minutos e mostra uma banda que arrisca um Prog metal, que em alguns momentos torna-se cansativo, Dog’s bite é mais metal e mostra uma faceta diferente da banda que demonstra um crescimento faixa a faixa neste trabalho.
Fear Of The Dark, que apesar do título não tem qualquer ligação com a donzela é um destaque neste trabalho tendo um solo de piano muito lindo e quebrando a forte pegada que a música apresenta, além de um forte refrão, talvez a melhor do CD. Whispers In The Air é puro metal com um vocal forte e bem imposto sem qualquer frescura, e com um refrão marcante. O quinteto vem desfilando suas 11 faixas e vale a pena citar que destre estas temos 3 faixas de 8 minutos e duas de 7, haja criatividade, e podemos notar isto em Harvester Of Disorder que tem seus 8 minutos e mostra-se um forte épico, com uma caida na parte do primeiro solo, mas que no todo é muito boa. E assim vai seguindo o Cd mostrando uma cara mais Heavy Metal e algumas nuances Prog, sendo que eles manda muito melhor nas partes metal, realizando um som coeso com qualidade e de impacto.
Bom trabalho de uma banda que sab e onde quer chegar e tem capacidade.
(Adriano Gandolfi)
Comandado única e exclusivamente pelo artista Earth, este cd traz 5 músicas calcadas num som gótico e uma boa dose de guitarras pesadas, que dão uma quebrada e incorpada ao som.
Com muita influência de Sisters Of Mercy, e com a voz gravíssima e muito bem impostada de Earth My sweetest choice, abre o trabalho com chave de ouro e isso segue nas demais quatro faixas, mostrando a competência do músico não apenas na interpretação, mas como na criação também, pois apesar do estilo consegue tornar o cd bastante agradável e nada cansativo, valendo a audição, pena que temos apenas 5 faixas, e que não temos uma gravadora dando suporte a este excelente trabalho.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.seducebysuicide.com

Banda Suiça de MetalCore que iniciou suas atividades musicais em fevereiro de 2003. Sua música é inspirada na velha escola de thrash de metal, citando grupos como Slayer e Pantera, e em algumas novas bandas como Hatebreed e Chimaira. Membros: Oli (baixo), Nico (bateria), Bora (guitarra), Michel (guitarra) e Keke (vocal).
(Bob Riot)
Site: www.serge747.ch
Contando com duas vocalistas Kate e Catherine, o sexteto aposta em Heavy metal com influências de Iron Maiden, e muitos outros dos anos 80, o que é um bom sinal.
As composições são consistentes, apresentam pontos fortes, as melodias de vocais são bem distribuídas entre as vocalistas, que possuem bastante pegada e timbres bacanas em suas vozes, nada de lírico, para tirar as dúvidas de cara.
Um ponto que pode ser mais trabalhado é a produção, que deixou a desejar e não causou o impacto que a banda poderia ter, mas no geral é um bom trabalho, com uma boa lapidada pode brigar por um espaço.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.serpentskiss.co.uk

Quando os guitarristas Lance C. Lange e Steve Handel pegaram seus instrumentos e aprenderam a tocar e escrever, eles tinham um visões individuais de como o heavy metal poderia ser. Tocaram em vários projetos individuais, até se conhecerem em 1989, através de um anúncio postado numa loja de discos de Sioux Falls (USA).
Em alguns anos do ano milênio eles decidiram o que é agora o Seventh Calling. Entre suas influências estão o Judas Priest, Fifth Angel, Crimson Glory, Metal Church, Iron Maiden, Dio e Fates Warning.
“Monuments”, de 2006, é seu álbum de estréia, que trás além dos guitarristas e vocalistas, Lange e Handel, Michael Poplees no baixo e Jamie Strobach na bateria.
O grupo utiliza todas as suas influências de forma a trafegar entre a técnica do metal progressivo mostrada na trilogia “The Damnation Creation” (“The Process”, “Awakening” e “Insanity”), como em músicas mais cruas e pesadas como “Dark Angel” ou “Faces Of Deception”, mostrando um lado mais sombrio.
Em “Immortality?”, um introdução mais lírica para “My Blood... Your Veins”, com riffs no melhor estilo US Metal lembrando Metal Church, na minha opinião a melhor faixa do disco.
“Monuments” não é nenhuma obra-prima, mas consegue demonstrar a energia e técnica por trás das guitarras pesadas e vocal agressivo do heavy metal, balançando ainda que inconscientemente nossas cabeças e adrenalizando nosso sangue.
(Bob Riot)
A capa já empolga, um desenho lindíssimo de dois anjos renascentistas na entrada de uma igreja. Belíssima arte e ais que temos então mais um lançamento da gravadora/distribuidora cristã Retroactive Records e como sempre, vale ressaltar que isso quer dizer que temos aqui um produto de altíssima qualidade tanto quanto a produção gráfica quando o trio áudio gravação/mixagem/masterização. A única ressalva dessa vez fica por conta das letras das musicas que ficaram bem pequenas, difíceis de serem lidas. Imagine você: todas elas couberam numa única pagina.
Bom, vamos a música da banda: Seventh Seal executa um heavy metal tradicional bem legal mas algumas vezes deixam escapar certa influencia de um heavy metal mais moderno, mais atual. Mas no geral, o som é bem calcado nas influencias oitentistas, isso já é bem visível (ou audível) já na musica que abre o registro, “Christ Died”, e a próxima, “Enthroned”, segue o mesmo esquema embora uma pouco mais arrastada. é uma banda que lembra um pouco os trabalhas de Ozzy Osbourne, com semelhanças nos climas, nos vocais e backing vocais e até algumas guitarras, bem no estilo Zakk Wylde.
Mas mesmo assim, temos o vocalista Bill Mench, que além dos vocais gravou as guitarras e teclados nesse albume ainda o produziu, sendo bem mais técnico e dinâmico que Ozzy (o que não é difícil), apesar de Ozzy ser uma unanimidade do rock mundial de todos os tempos além de detentor um carisma indiscutível. Sem comparações nesse sentido.
A musica seguinte, “Eyes In The Skies”, apresenta também, como a anterior, um andamento mais arrastado com teclados fazendo contraponto as nas melodias das guitarras, harmonias bem trampadas.
“Far From Fear” apresenta efeitos wah-wahs nas guitarras e aceleração de andamentos em bumbo duplo, mas não chega a ser algo rápido.
“Heavens Gates” é uma faixa dramática em que a musica arrastada é incrementada por um vocal com muito efeito e a seguinte, “Human Sacrifice” tem leve pitadas de um heavy rock mais moderno, no estilo do novo álbum do Stryper.
E por falar em Stryper, logo descobrimos o porque da semelhança: o baterista do Seventh Power para esse album é o próprio Robert Sweet, do Stryper.
As duas faixas seguintes, “Ocean Of Emotion Motion” e “Possessor Of You” seguem o mesmo clima arrastado a la Zakk Wylde (até os bends de guitarras se fazem presentes aqui).
“Seven Gold Lampstands” já é mais animada, é uma faixa quase que instrumental onde a guitarra se mostra muito, porém não em solos e sim em vários arranjos das guitarras bases, muitas bases. Há apenas um pequeno trecho de uma narrativa com muito efeito. Por fim, a musica “The Power” fecha o álbum, uma faixa também animada, um heavy metal puro.
Senti falta apenas de uma balada ou algum pouco mais de aclimatização aqui ou ali, bem como alguns arranjos a mais nas próprias musicas, mas de resto esse play é tudo de bom. Pode adquirir sem medo.
(Fred Mika)
Site: www.theseventhpower.com
Seventh Seal (ou Sétimo Selo, em português) faz um hard rock relembrando os tempos áureos deste, ou seja, os anos oitenta. Com um vocalista, Mark Bjovand, com um timbre parecido a Tony Harnell do TNT a banda prima por boas contruções melódicas, mas ao contrário do conterrâneo TNT (sim, o Seventh Seal também é norueguês), o Seventh Seal possui composição mais dramáticas bem ao estilo mais clássico de Malmsteen, incluindo faixas narrativas e outras instrumentais que também sutilmente lembram a banda americana Queensryche.
Na cidade de Kristiansand em 1985, nascia o Seventh Seal que fora formado pelos dois guitarristas (Geir T. Ugland e Geir Knutsen), batizada originalmente de Revelation. O grupo ficou por dois anos ensaiando sem vocalista até a entrada de Mark.
No ano seguinte, 1988, a banda que já havia adquirido boa reputação em sua cidade natal, gravou uma demo e segue em turnê pelo sul da Noruega e com isso conseguem emplacar na rádio da capital, Oslo, chamando a atenção da gravadora holandesa CNR que de imediato assina com o grupo e nessa época, devido ao mesmo nome de uma banda no selo, eles finalmente mudam o nome para Seventh Seal e lançam este álbum inicial, Messengers Of Love.
Infelizmente a gravadora decide não mais lançar o álbum e o Seventh Seal continua tocando até 1989 quando resolvem lançar o álbum por conta própria, através de seu próprio selo, Loud Level Records. Apesar disso a banda se dissolve em 1990. O álbum nunca teve uma promoção até que foi relançado agora, em 2007 pela Retroactive Records.
é uma pena uma banda dessa produzir um único álbum e ainda não ter a atenção devida, as músicas, composições são excelentes, assim como o vocalista e a dupla de guitarristas. Refrões pegajosos, solos trabalhados, bases com melodias e harmonias interessantíssimas. é impossível não se animar com um lançamento de primeira desses.
Tem hard rocks bastante dinâmicos como a faixa de abertura que é a faixa título: “Messagers Of Love”, assim como também tem essas características as faixas “Revelation - God Has The Power”, “Free”, “Visions Of Tomorrow”, “Born Again”, “Break Out” e “The Calling”. Esse álbum é completo, apresenta também uma faixa instrumental recheada de melancolia e drama como “Fantasy”, boas baladas como “Your Love”, “Sparkling Diamond” e “Eternal Love”, que não deixam nada a dever as melhores bandas do gênero além da faixa-narrativa que leva o nome da banda.
O encarte, apesar das letras bem pequenas e não possuir fotos nenhuma traz o necessário, ou seja, as letras das músicas todas, a ficha técnica completa, os agradecimentos e um histórico resumido da banda e, além disso traz uma capa interessante, bem no estilo místico-cristão de Uli Jon Roth no seu Electric Sun.
é realmente uma perda muito grande pro rock uma banda dessas só com um álbum e ainda por cima pouquíssimo divulgado, é uma banda digna a ser páreo duro com os conterrâneos TNT e com os quase conterrâneos escandinavos Yngwie Malmsteen e Europe.
Se você vir esse álbum compre o sem pestanejar, pois é raríssimo e muito, mas muito bom mesmo.
(Fred Mika)
Site da Retroactive Records: www.myspace.com/retroactivepromo
Jack Frost segue em mais uma empreitada com o seu já conhecido Seven Witches. Este cd mostra como os demais a grande qualidade de compositor, e traz a tona o peso do metal com guitarras pesadas e riffs bem desenvolvidos e de impacto.
O lineup atual conta com Alan Tecchio - Vocals, Kevin Bolembach - Bass, Jack Frost - Guitars, Jeff Curenton - Drums.
Eu sempre gostei do mix de Jack usando o tradicional e o power metal, Amped tem certamente estes ingredientes com uma produção primorosa. A banda frequentemente é comparada ao Iced Earth, e realmente há algumas similaridades. Ambos são conduzidos por um grande guitarrista, e possuem novos vocalistas, no caso do Seven, Alan Tecchio, mas para por aí as coincidências, inclusive é importante falar que Alan deu um punch maior a banda, pois seu timbre de voz e performance causam maior impacto no trabalho da banda, dando mais vida e brilho ao som da banda. Realmente temos aqui um som tradicional clássico, com seus riffs bem metal e não em alta velocidade ou puramente técnico. E podemos perceber isto nas faixas “Sunnydale High” apresenta um riff simples bem old school, com um vocal na linha de hard rock.
Mas temos algumas novidades como o flerte com o eletrônico em Dishonor Killings, a quase prog Red e Widows and Orphans com uma pegada bem a la Iron Maiden, com direito a cavalgada e tudo, sendo uma faixa muito bacana realmente com uma levada bem legal.
Temos ainda o cover para a musica de Billy Idol, Flesh For Fantasy, que ganhou uma sonoridade interessante com muito mais peso e agressividade na dose certa tornando-se um dos pontos principais do cd.
A produção do cd é muito boa, principalmente pelo estilo Amped, como a maioria dos trabalhos de Frost é puro metal tradicional.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.sevenwitches.net
O nome desse grupo que tem suas origens em 2004 vem da sensual Emma Shade que é a vocalista e dançarina profissional. A banda ainda é formada por Simon Gardner, também membro da banda Dare e é tecladista e vocalista de apoio, e por Andrew Moore, guitarrista solo, que é outro que faz parte do Dare e ex-integrante da veterana Thin Lizzy. Individualmente eles tem suas carreiras paralelas onde fazem parte de contratos como artistas solos além decomporem para outros artistas.
O grupo Shade faz um pop rock que ás vezes é animado, ás vezes apresenta canções mais nostálgicas, com um pé na música country americana, algo como uma mistura de Fleetwood Mac e Heart com Alannah Miles.
A voz de Emma Shade, que por sinal é uma excelente vocalista, se encaixa como uma luva no soft rock do trio, onde cada nota de sua interpretação é carregada de emoção e muito bem sacada.
“It´s Alright”, a faixa de abertura, é um rock pop onde as vocalizações atinge notas bastante altas (algo na linha de Allanis Morisetti) nos refrões que grudam à primeira audição e depois que se alternam com climas mais amenos nas vocalizações mais roucas e arrastadas. A faixa seguinte, “Lean On Me” segue a mesma fórmula.
Um ouvinte mais atento vai perceber linhas melódicas similares ao Bon Jovi atual (ou mais ainda, mais semelhante ao cd solo de Jon Bon Jovi intitulado Destination Anywhere, lançado em 2000), com violões countries ao fundo, uso de pandeiro meia-lua, para cair em refrões com vocais dobrados e muita melodia e uso de vocais de apoio, um exemplo disso são as faixas “Shouldn´t Have Let You Go”, “All I Am” e “One Way Line”.
As faixas “Save Me”, “In My Dreams” e “I´ll Hold On” são perfeitas para as rádios, muitos violões fazem cama para a competente vocalização de Emma e uma bateria leve também (muitas vezes o ritmo é tocado somente no aro da caixa) que ganha certo volume (volume aqui se refere a um encorpamento sonoro e não altura) nos refrões.
A balada “Now It´s For Real” já é mais melanc ólica, onde há violões e os vocais sendo que os vocais de apoio fazem contraponto a vocalização triste e emotiva de Emma, fantástico.
As faixas seguintes, “Waiting For You” volta a tendência bonjoviana de se compor (o último disco solo de Richie Sambora segue também esse caminho) enquanto “Maybe This Time” é quase como um hit, uma canção mais alegre e um soft rock bem feito. Finalizando o play, vem a faixa “You´re Not The One”, uma linda balada.
Não é álbum de guitarras, ou baterias e baixos galopantes, mas, temos aqui um álbum recheado de hits certos onde a voz de Emma Shade mostra todo seu carisma, talento e sensualidade nas interpretações, e uma banda que compõe músicas com uma vocação para a coisa bem acima da média. Observamos composições que são muito bem encaixadas e ricas em detalhes, um profundo senso musical é o que vemos aqui e aliadas a isso tudo, uma excelente produção gráfica (muita informação, muitas fotos, beleza plástica do encarte é impecável) e ainda sem falar que a vocalista, além de todos os atributos citados acima, é muito bonita, o que certamente é mais um ponto positivo nas apresentações ao vivo no show business.
(Fred Mika)
Site: www.shadeuk.com
“Prime Cuts” é uma coletânea desta banda americana de metal progressivo, que inclui uma música não lançada na época de seu álbum “Carved In Stone”. O nome do grupo veio da história de “V de Vendetta” de Allan Moore, e a banda fez seu nome no início dos aos 90, ajudando a criar e expandir a cena do metal progressivo.
Altamente competentes, seus músicos trabalharam em vários projetos tributo, como “The Moon Revisited” (Pink Floyd), “Tales From Yesterday” (Yes), “Supper’s Ready” (Genesis) e “Working Man” (Rush).
Em todas as faixas temos Carl Cadden-James (baixo/vocal/flauta), Brendt Allman (guitarra/vocal), Chris Ingles (teclado) e Mike Baker (lead vocals) entre outros músicos que passaram pela banda, atualmente conta com Joe Nevolo (bateria) e Gary Wehrkamp (guitarra/teclado/vocal). Um ponto marcante é o excelente vocalista Mike Baker, que às vezes lembra Geoff Tate, e com total influência dos vocalistas do rock progressivo dos anos 70. O instrumental do Shadow Gallery mostra também uma certa influência do Rainbow, com direito a comparações de guitarras entre Blackmore e Malmsteen.
Foram feitas reedições das músicas “The Crusher” do álbum Tirany e “Colors” do disco Legacy especialmente para a compilação, destacando-se também, as faixas “Ghost Of A Chance”, “Hope For Us”, “New Order” e “Legacy”.
Uma boa oportunidade para se conhecer o trabalho deste excelente grupo, com forte influência do progressivo dos anos 70. Não dá prá ficar sem conhecer!
(Bob Riot)
Site: http://shadowgallery.com
Banda santista formada em 2001 com Dani Nolden: vocal/teclado; Ricky Slater: guitarra, Fabio Buitvidas: bateria; Bill Shadow: guitarra e Lucas De Santis: baixo. Theatre Of Shadows reúne músicas de seu primeiro lançamento (um EP em 2001) e outras composições. A banda ficou reconhecida depois da abertura para o Nightwish, Primal Fear e agora para o Helloween tendo seu CD lançado inclusive no Japão.
A marca do grupo sem dúvida é Dani Nolden, a compositora e vocalista mostra garra e feeeling em todas as faixas do disco lembrando vocais femininos dos anos 80. Confesso que quando me pediram para falar sobre o disco eu esperava encontrar algo do tipo progressive metal, vocais líricos e algo mais que, normalmente é a tendência dos grupos com vocais femininos. Pelo contrário, encontrei um álbum com músicas pesadas, encabeçadas mais para o heavy tradicional. Excelentes bases rítmicas e solos de guitarra perfeitos para o som do grupo. Fabio Buitvidas arrepia na batera com grande segurança assegurando peso ao grupo..
Destaques para as músicas Red Storm, Shadow Dance, Kingdom Of Life e Believe In Yourself. Todo o album é consistente na sua proposta e com certeza vai levar o Shadowside a novos horizontes se continuarem neste caminho. A versão japonesa do disco conta com Rainbow In The Dark (também na versão européia) e Don’t Change Your Mind. Aos amantes do heavy metal nada melhor do que ouvir este disco.
(Bob Riot)
Site: www.shadowside.ws
O Shakra vem se dando bem pela Europa e Japão, tanto em vendas quanto em resposta do público durante as apresentações. E estes provavelmente são alguns dos motivos dos suíços não inventarem e gerar mais do mesmo com “Infected”, sexto álbum de estúdio que segue basicamente o mesmo padrão de seus últimos registros, revisitando toda a atmosfera nostálgica do Hard Rock oitentista, mas com uma produção devidamente polida de Dennis Ward (Pink Cream 69), sempre antenado nas sonoridades modernas.
A habilidade se comprova faixa a faixa com despojamento mais do que suficiente. Suas canções com estruturas relativamente simples, mostra um cuidado todo especial com as melodias de extremo bom gosto e explosivos riffs de guitarra, além da voz rouca de Mark Fox, o ponto de referência mais do que lógico na música do grupo.
Em sua grande maioria as faixas impõem respeito e procuram ser bem variadas entre si, com momentos mais distorcidos como a abertura “Make Your Day”, “The Other Side” e a explosiva “Inferno”, cujas guitarras e jogo de vozes a elevam à categoria de grande destaque do álbum. “Playing With Fire” e “Vertigo” fcom andamentos bem acessíveis e que tem tudo para alcançar o cobiçado mainstream e, é claro, a indispensável balada clássica do gênero, “Love Will Find A Way”,.
Se apreciou “Rising” (03) e “Fall” (05), ambos lançados no Brasil, com certeza não terá nenhum problema com “Infected”... Indicado a quem curte as melodias otimistas e grudentas do bom e velho Hard Rock. Um bom álbum, que mostra que a inovação muitas vezes se mostra desnecessária em se tratando de Hard Rock.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.shakra.ch
Grupo de rock alternativo/gótico influenciado por grupos como Radiohead, The Cure e Katatonia. Músicas com temas tristes e sombrios, podem conferir ao grupo um certo status comercial no futuro. Terceiro CD do grupo formado em 2005 e conta com Mika Tauriainen (vocal), Kalle Pyyhtinen (guitarra), Mikko Kolari (guitarra), Matti Reinola (baixo/teclado) e Janne Jukarainen (bateria).
(Bob Riot)
Site: www.shamrain.net
Formado no inicio de 1998 pelo guitarrista Patrick Louis e pelo tecladista Thierry Dagnicourt, a banda francesa Shannon apresenta um hard rock com muita melodia bem na linha de bandas como Dokken, Danger Danger, entre outras desse nível.
Um pouco mais tarde a formação foi completada pelo vocalista Olivier Del Valle (diga se de passagem, um interprete muito bom com um timbre vocal bem agradável), pelo baixista Nicolas Fixy e pelo baterista Benjamin Berjorolle. O primeiro álbum, homônimo, só veio em 2003, mas desde então vem chamando a atenção da mídia especializada internacional que o classificou como sendo um dos melhores álbuns do ano no estilo classic rock oitentista. Depois desse lançamento a banda pegou a estrada intensivamente dividindo os palcos com bandas e artistas do calibre de Axxis, Pink Cream 69 e Jeff Scott Soto e além disso, foi escalado posteriormente para se apresentar junto com a banda suíça Gotthard no Raismes Fest Festival.
Shannon faz parte daqueles grupos onde os destaques são os refrões com bastante melodia, trabalhados e porisso mesmo muito pegajosos além de uma cozinha (baixo/batera) poderosa e cheia de groovies em muitas composições ou trechos delas. é uma mistura sonora do hard rock melódico oitentista americano com o hard rock típico da Europa influenciado pela NWOBHM.
Este novo lançamento (lançado em março/2008), Angel In Disguise, apresenta treze faixas arrasadoras, mais ainda poderosas, mais climáticas e com melodias e refrões ainda mais pegajosos que o álbum de estréia da mesma, um verdadeiro deleite aos fãs desse estilo.
Outra característica que vale mencionar aqui também é que alem de todas essas características positivas que a banda detém como as que citadas acima, é que as faixas são variadas entre elas e uma musicalidade rica é apresentada pela banda. Assim temos faixas mais pesadas, temos faixas mais lentas com baladas esbanjando muito feeling (assim como as outras faixas também).
Faixas mais rápidas e recheadas de energia como “Do You Know”, “Hungry For Love”, “No More Lies”, “Keep On Rolling” e “No Better Times” são interpostas por lindas baladas como “On & On” (onde teclados fazem o apoio para o vocal) e até a exótica “Road To Desire”.
Há faixas também, ainda mais pesadas que são verdadeiros levanta-defuntos onde é impossível não se empolgar, faixas como “Love In Your Eyes” e “Winter Night”, sem falar nas faixas que já saem predestinadas a se tornarem hits nas rádios de hard rock AOR mundo afora como “Long Gone”, “Coming Back To You” e “Change Your Heart”.
Merece ser comentado aqui também o encarte, que é de uma beleza plástica impressionante onde um visual místico e colorido serve de fundo para as letras das musicas e sem falar que toda a ficha técnica esta bem detalhada lá alem de várias fotos dos integrantes da banda. O Shannon não é muito conhecido em terras brasileiras mas deveria merecer uma chance de seus trabalhos serem lançados por aqui pois realmente a banda é muito boa, todos os requisitos essenciais ao estilo (cozinha poderosa, riffs criativos, bons solos, refrões pegajosos e vocais e construção melódica) estão presentes aqui e ainda mais, a banda não se limita a cumprir esses requisitos pois vai alem, oferece muita diversificação, muito feeling, muito clima e criatividade no geral. Nosso apelo é para que lance nacionalmente os trabalhos desse grupo francês. Procure ouvi lo e vai me dar razão.
(Fred Mika)
Site: www.shannon-rock.com
MySpace: www.myspace.com/shannonbandrock
Eis que temos aqui mais um EP demo. Dessa vez é da banda francesa Shannon formada em 1998 pelo guitarrista Patrick Louis e pelo tecladista Thierry Dagnicourt. E rapidamente eles chamaram o vocalista Oliver Del Valle e pouco depois os outros músicos que formariam o resto do Shannon: Claude Thrill (baixo) e Maxense Pilo (bateria). Mas em 2005 a formação da banda foi alterada: saíram o Claude Thrill e Maxence Pilo sendo substituídos respectivamente pelo baixista Nicholas Fixy e pelo baterista Benjamim Bergerolle.
Apesar de só lançarem o primeiro álbum oficial em 2003, o som do grupo é um excelente hard rock oitentista, muito bem produzido e executado, bem na linha dos melhores grupos de hard rock americanos dos anos oitenta (apesar da banda ser européia), e isso significa linhas melódicas grudentas nos refrões, vocalista que usa bem os drives nas composições, ótimos solos e uma sessão rítmica poderosa (bateria e baixo).
é uma pena esse EP demo ter apenas 5 faixas (“Do You Know?”, “Hungry For Love”, “No Better Times”, “Long Gone” e “Keep On Rolling”) pois todas elas são excelentes sendo difícil destacar uma ou outra. A notícia boa é que finalmente a banda se prepara para lançar seu segundo álbum e pronta para ganhar o mundo além das fronteiras francesas. é o típico trabalho que o resenhista ou crítico quer falar, descrever muito sobre a banda, mas não há muito o que fazer (pois como EP demo não há encarte e conseqüentemente não fotos, produção visual e além disso tudo, poucas músicas) a não ser os elogios, e que aqui são vários.
E a típica banda (e isso é geralmente característica das bandas grandes) que é difícil encontrar um ponto fraco. é com certeza uma das bandas que vão liderar o hard rock mundial contundente em breve rivalizando com as novas bandas desse estilo como Gotthard, Jeff Scott Soto, Ten e Pink Cream 69, o que antes era dominado por bandas como Ratt, Dokken, Europe, TNT e por ai vai, a história continua.
(Fred Mika)
Site: www.shannon.free.fr
O guitarrista Curran Murphy, ex-membro do Nevermore, Annihilator e Aggression Core entre outras bandas, é o cara por trás do Shatter Messiah. O som do grupo é uma mistura de hardcore, thrash clássico, power metal e gótico resultando em composições agressivas e de habilidades melódicas.
Curran necessitava de um vocalista que pudesse cantar, literalmente, qualquer coisa, desde um grito demoníaco a um coro melódico angelical e encontrou em Greg “Wags” Wagner (ex-HATE e Archetype) o cara que se encaixaria nesta sua busca musical sem limites. Com Robert Falzono (ex-Annihilator) na batera, Dusty Holt na outra guitarra e Ron Boisvert no baixo, seu grupo estava completo.
Realmente, ouvindo Never To Play The Servant, dá para entender aonde Curran queria chegar. Um álbum muito agressivo, inclusive no visual do disco e na concepção utilizada no site oficial do grupo, uma porrada sonora como eu ainda não tinha ouvido.
O disco abre com a faixa título que é o prenúncio do que está para vir, harmonia de vocal e guitarra aliado a uma base rasgada, “Crucify Freedom” vem em seguida, música que mistura o thrash e o death, com vocal às vezes parecendo Halford/UDO na utilização dos agudos, “Frailty” com vocal utilizando seu lado gutural e clima gótico, solo de guitarra lembrando Exodus, “Fear to Succeed”, pique rápido com variações venenosas, “All Sainted Sinners”, vocal com harmonia e timbre me lembrando o UDO no primeiro disco do Accept, pesadona. “Inflicted”, pique hardcore, “Drinking Joy” com trechos acústicos, clima de metal alemão, “Bad Blood”, vocal esganiçado parecendo os grupos de Nu Metal, “Deny God”, outra música com passagens acústicas, solo de guitarra harmonioso e base pesada.
Quatorze músicas da mais alta pauleira com tudo que o headbanger tem direito. Marquem a consulta com o ortopedista e fisioterapeuta antes de ouvirem o disco.
(Bob Riot)
Site: www.shattermessiah.com
Eis aqui um homem polivalente e não só no quesito musical, pois Shawn Michael é, além de vocalista e compositor, ator, educador e ativista. Nascido no sudoeste californiano e descendente dos indígenas americanos, Shawn abraçou a cultura indígena do passado e do presente com um olho no futuro.
Mas antes chamou a atenção da mídia pela aparição em diversos filmes como ator e mais tarde adentrou o mundo da música orientado pelo produtor e baixista da banda de pop rock Oingo Boingo, John ávila. O resultado foi o lançamento de seu primeiro álbum intitulado RUN2U de edição limitada. O passo para o sucesso veio rapidamente com execução dos hits “Fredom” e “Liberdad” e, logo então, Shawn gravou esse álbum completo que veremos agora.
As musicas desse álbum são muito climáticas, dramáticas, com melodias bem construídas e em grande parte diríamos que evoca muitos climas nostálgicos (em alguns trechos lembram também a banda The Eagles). O som no geral beira um soft rock meio na linha de artistas como Bryan Adams. São musicas muito bem estruturadas com interessantes e bem colocadas intervenções dos vocalistas de apoio conferindo corpo e gancho nos refrões além de solos bem feitos e feliz escolha dos timbres dos instrumentos em geral.
As letras das musicas dizem sobre lendas e crenças indígenas e o respeito a mãe natureza e a desilusão de ver as nações indígenas esfaceladas e espalhadas no território norte americano que hoje são meras reservas indígenas.
A voz de Shawn é bem melódica e de um timbre bem agradável, e ele interpreta muito bem (bem acima de muitos músicos profissionais).
São doze composições e um time de músicos de primeira que além de Shawn (voz e violões) tem ainda Jerry Angel no baixo, René Reyes nas guitarras e vocais de apoio, John Avila nos sintetizadores e vocais de apoio e contando ainda com o trio de vocais de apoio Liela Avila, Ava Woody e Chris Pierre.
Musica boa, criativa e bem feita além de atitude, historia e muito, mas muito bom gosto no geral (diga se ai na arte gráfica e na estruturação das composições) e isso tudo reunido num só álbum, bastante interessante e único (tem até uma faixa cantada em espanhol).
Outro fato interessante é a dedicatória desse álbum, em memória do diretor de arte Ray Hernandez e do baterista Randy Castillo (ex-Ozzy Osbourne) que morreu de câncer no início dessa década enquanto fazia parte do Motley Crue.
Alem disso, tem um segundo cd com o vídeo clip da musica “Forever” voltado para a causa indígena, além da musica promocional “Hungry 4 Heroes”.
Recomendo á todos que queiram ouvir uma boa musica além de conhecer outros aspectos como a cultura indígena, suas tradições e lendas.
Realmente imperdível esse, pena que muito provavelmente não deve ser lançado por aqui enquanto muitas outras porcarias infestam o mercado brasileiro.
(Fred Mika)
Shining Star é um projeto criado pelo guitarrista e produtor oriundo do estado de Santa Catarina Fabio Rocha. Atualmente morando em São Paulo, Fabio Rocha gravou seu primeiro álbum em 2001 intitulado Fatal Mistake com uma sonoridade na linha de Yngwie Malmsteen fazendo parte os irmãos Busic (Dr. Sin), Adria (baixo) e Ivan (bateria) e ainda contando com o vocalista do Cavalo Vapor Nando Fernandes.
O projeto sai com o nome de Fabio Rocha´s Shining Star produzido e mixado pelo guitarrista lançado pela gravadora paulista Megahard Records e atinge popularidade no mundo todo com ótimos reviews.
Em 2003, Fabio investe num esquema bem mais audacioso contratando para cantar e co-produzir o novo álbum o experiente Lance King (vocalista da banda inglesa Balance Of Power) e o álbum é posteriormente mixado nos EUA. Nessa época Fabio estava de contrato com a Frontine Records porém em 2006, Fabio assina com a Nightmare Records para lançar o segundo trabalho junto ao vocalista Lance King chamado Enter Eternity que por questões jurídicas passa a se chamar apenas Shining Star e a banda atinge então vendagens muito boas por toda Europa e EUA (o cd nunca fora lançado antes para fora do Brasil por causa da falência da Frontline Records, fato esse que deixou todo o cast da gravadora com problemas jurídicos).
Finalmente depois de dois anos do lançamento desse último álbum, Fabio chama para o posto de vocalista o baixista da banda Destra (Ricardo Parronchi) e já com a gravadora Silent Music dá inicio a gravação do terceiro trabalho que foi recentemente lançado, dessa vez batizado de Reset..
Uma vez conhecida a trajetória de um dos expoentes do rock pesado brasileiro, o Shining Star, vamos ao som deste novo álbum.
Também produzido por Fabio Rocha, Reset apresenta uma sonoridade diferente dos álbuns anteriores por ser bem mais pesado, agressivo e com um som bem mais moderno (isso significa guitarras bem mais distorcidas e pesadas e bases mais retas e diretas).
O uso dos teclados simplesmente foi abolido aumentando ainda mais a agressividade do trabalho, assim como a pretensa influência malmsteeneana no trabalho do guitarrista Fabio. São doze composições seguindo essa trilha, a de melodias fortes, letras (como o som) igualmente agressivas e vocais não deixando por menos sendo que a última faixa é uma cover da música Karma do Dr. Sin (que aliás é muito bem feita).
Provavelmente os mais puristas e antigos fãs do Shining Star vão estranhar a mudança brusca do som o que não significa o mesmo que o trabalho cai de qualidade, não, apenas mudou de direção sonora ficando mais pesado e agressivo e agora adquirindo certa semelhança com o Dr. Sin (até os vocais de Parronchi lembram bem os de Adria Busic).
Nesse trabalho completam ainda a formação os irmãos Rodrigo Collombo (baixo) e Juliano Collombo (bateria, este não mais um membro da banda). Tudo muito bem gravado, mixado e masterizado e arte gráfica bem moderna..
Five, four, three, two, one, process complete e conheça esse album.
(Fred Mika)
MySpace: www.myspace.com/shiningstarofficial
Banda brasileira de alta qualidade que conta com os vocais de LANCE KING (PYRAMAZE, ex-BALANCE OF POWER, AVIAN, GEMINI). Lance está canatndo muito bem e o instrumental todo soa perfeito.
Temos aqui um álbum de melódico fantástico, e que apresenta influências de Malmsteen, Fates Warning/Queensryche, entre outros.
Temos um trabalho bastante homogêneo e uma linha de composições bastante interessante, esta banda merece ser ouvida com mais atenção e ter seu trabalho melhor divulgado no país.
Ao longo das dez faixas notamos que temos um trabalho digno de garandes bandas e que pode se tornar um clássico caso tenha maior atenção.
(Adriano Gandolfi)
Rock n´roll viceral, no melhor estilo AC/DC da época de Bon Scott. Aliás a Suíça já demonstrou que é pródiga em oferecer ao mundo bandas nesse estilo de hard rock cru e direto, com bases retas, secas e vocais pra lá de animados. Nessa linha tivemos anteriormente os conterrâneos do Krokus e depois o Gotthard (embora esse último seja um pouco mais elaborado) e agora a coisa pega fogo com o Sideburn. O álbum já abre com alta voltagem, as duas primeiras, “Gimme The Way” e “Hurricane Race”, são rocks de estrada, de festa, de bebedeira. Impossível ficar parado.
Na seqüência vem “Six Feet Under”, ou seis palmos abaixo que quer dizer morto e enterrado, uma faixa mais cadenciada na linha de “It´s A Long Way To The Top If You Wanna Rock N´Roll”, e não por acaso o timbre do vocalista Roland Pierrehumbert é um cruzamento perfeito entre o falecido Bon Scott (AC/DC) com Marc Storace (Krokus).
Os solos são interessantes, oferecem um feeling na dose certa com forte raiz bluesística, bem na linha de Angus Young, por isso crédito para o guitarrista solo Boris. A faixa seguinte é algo como uma locomotiva desgovernada, “Cherry Red”, um rock n´roll empolgante, cheio de energia, rápido, pancada do começo ao fim.
O pessoal da banda já são músicos experientes onde todos, acima dos quarenta anos, estão conscientes de suas qualidades musicais; não apresentam virtuoses, mas fazem um som direto, divertido, botando pra quebrar e, outra composição que vem mais e mais ratificar é a próxima, “Lane”, sempre direto e sabendo honrar muito suas influências musicais (observem a interpretação dramática do vocalista nessa faixa).
“Rock N´Roll Queen” é outra faixa digamos, explosiva, rápida e com riffs viscerais e refrões fáceis e diretos, batera e baixo (respectivamente Lionel Blanc e Michel Demierre) retos oferecendo a sessão rítmica ideal para esse tipo de som. Interessante o jogo de palavras e rimas no refrão desta musica.
“Down And Dirty” é um pouco diferente, um hard rock arrastado com pequenos solos de gaita entre as bases e como sempre contando com uma produção impecável. “Bring The Hammer Down” já cai um pouco para um hard rock mais americanizado com as harmonias das guitarras mais elaboradas e com refrões bem interessantes. Essa é uma das mais apropriadas a figurar nas FMs mundo afora. O titulo da próxima já diz tudo, “Ghost Of 1980 To Bon Scott”, presta uma homenagem descarada à um dos ídolos e um dos principais influenciadores da banda. Para efeito de comparação para o ouvinte se situar, essa faixa é bem na linha de ”Livewire” do álbum High Voltage.
“Lipstick Lady” continua a seqüência de rock estradeiro e para ser executado sempre em alto volume no melhor estilo plug and play.
“Wild Boy”, um boogie animadíssimo, alguém ai se lembra de “Baby, Please Don´t Go” do álbum Jailbreak, uma cover adaptada que o AC/DC fez da composição de Joe Williams? é bem por ai.
E fechando tudo uma faixa bem blues n´roll, “Stand Your Ground”, com um clima de quem já bebeu todas e mais algumas, transporta o ouvinte aos pubs enfumaçados onde wiskey, cigarros, gaita, farras e rock n´roll básico são ingredientes básicos.
Como disse, é uma banda pra diversão e não reflexão. Som para ser curtido em volume máximo, rock n´roll visceral do puro, transbordando energia, hiperativo e com uma excelente produção. Sinceramente, não fica atrás do conterrâneo do Krokus e nem ainda dos famosos australianos que até hoje são os reis desse tipo de rock n´roll. Duvida? Escute o Sideburn e tire suas próprias conclusões.
(Fred Mika)
Site: www.sideburn.ch
Myspace: www.myspace.com/sideburnrock
Coloque o play e me diga rapidamente o que lhe vem à mente! Se você respondeu AC/DC pensou o mesmo que eu. Sideburn é uma banda oriunda da suíça, então, no caso aqui, vamos compará-la com os conterrâneos do Krokus (que também faz um rock n´roll básico no melhor estilo dos colegas australianos) e não por acaso o produtor é um ex-membro do Krokus (Jürg Naegeli).
E mais, a banda é dona de uma extensa discografia que se iniciou em 1990 intitulada Roots In Rock. Depois disso, lançaram Showtime em 1992, Stranded em 1994, Sell Your Soul em 1997, Get That Way em 1998, Crocodile em 2002, o álbum aqui em questão, o Gasoline em 2004, e finalmente uma coletânea em 2006 intitulada Archives e agora o recém lançado, Cherry Red, em 2008.
Apesar das semelhanças com o Krokus e com o AC/DC, a banda não soa uma mera cópia dessas duas já devidamente consagradas (o Sideburn até apresenta linhas vocais bem mais melódicas que as do AC/DC). Bases retas, poderosas, precisas formam um rock n´roll com bastante energia (essa é uma daquelas bandas que é impossível ficar parado ouvindo o som da mesma).
é um hard rock feito pra se divertir com letras que falam da vida na estrada, bebedeiras e outras coisas que fizeram fama e se transformaram em marca registrada para esse tipo de banda.
Um ressalva negativa devemos colocar aqui: a capa do encarte é legal e transmite o clima do som da banda porém no encarte interno não há nenhuma foto da banda nem nenhuma letra de música. Para um mercado internacional concorridíssimo como o de hoje, isso não é legal.
Mas isso não desmerece a boa qualidade da banda que manda ver nos riffs em profusão, ao todo são onze faixas onde a energia do bom e velho rock n´roll corre solta do começo ao fim. Adicionado a isso, os riffs de todas as composições são altamente contagiantes e chamados de arrasa-quarteirões e o terremoto é provocado pela tradicional dupla de guitarristas (David Pariat, solo, e Fred Gudit, base) e sempre apoiado pelos vocais pra lá de convincentes de Roland Pierrehumbert. A sessão rítmica segue simples, cru porém bem competente (Lionel Blanc, bateria e Michel Demierre, baixo). Ainda convém destacar os backing vocais bem encaixados que mantém o clima poderoso do som da banda em qualquer faixa.
Sinceramente, quando coloquei esse álbum até falei que de imediato lembrava AC/DC e Krokus mas o Sideburn apresenta até elementos mais interessantes do que o AC/DC e o Krokus atual (principalmente em relação à banda australiana atual que anda numa greve de criatividade lançando álbuns de cinco em cinco anos e os mesmos sendo pouco atrativos).
(Fred Mika)
Site: www.sideburn.ch
Esse artista, apesar de lançar esse álbum nesse ano, se pende mais por uma sonoridade oitentista, na linha mais obscura do pop britânico daquela época. Resumindo, é uma mistura de David Bowie com The Mission, The Cure e bandas similares daquela época que reinavam no pop rock inglês.
Logo na primeira faixa, “Santify”, já percebemos uma mostra disso e, como é de praxe daquelas bandas, os vocais são marcantes com boas melodias sobre uma estrutura musical quase sempre simples, cadenciada e com pouco ou quase nenhum solo.
A segunda faixa, “Penny Jar”, se mantém no mesmo esquema da anterior embora um pouco mais leve. Riff de guitarra é artigo secundário também,pois as guitarras rítmicas, como disse, servem apenas para apoio das vocalizações, essas por sinal já são bem trabalhadas usufruindo de uma interpretação muito boa ao longo de todo o disco.
“Working Man” é a próxima, já mais animada, com uma guitarra mais pulsante, uma musica com mais energia, mas sem perder o padrão de pop rock oitentista inglês um pouco mais cabeça, mas que não chega a ser um som cult. Um curto e interessante solo nessa musica com um timbre de guitarra bem escolhido.
“Song For A Lonely Boy” vem a seguir, essa já mais lenta e mais elaborada e, como sempre, uma excelente interpretação do vocalista, uma balada muito climática e melódica. Um ótimo trabalho vale ressaltar aqui, realizado pelos musicos Jamie Hunt (guitarra), Ben Mathews (bateria), Tony Imbiersky (teclados) e Michelle Imbiersky (percussão).
“C.C.C.” e “Sailing On” são as únicas faixas desse álbum que dão mais ênfase ao riffs de guitarras, dois hard rocks a la Uriah Heep, são realmente duas faixas diferentes da proposta do restante do álbum. “Sarsoura” volta ao estilo principal da banda, embora essa banda tenha um fundo de guitarra base e arrastado, ela continua no trilho das referencias de Simon James que já citamos aqui.
“The Dancer” apesar da introdução pesada logo volta a um pop rock alegre com refrões grudentos, um hit pronto a emplacar em FMs.
Pra finalizar tem a faixa-titulo, mais uma composição com um apelo melódico meio dramático nos vocais. é um artista que segue uma linha interessante de pop rock melódico não muito praticado atualmente e as musicas são bem elaboradas, bem criativas e variadas, pois, apesar dessa influencia mor do pop rock inglês oitentista, se vê na musicalidade de Simon James White elementos de hard rock e até de AOR rock, mas sempre com os vocais cantando limpos. Mesmo nas faixas mais dramáticas o artista sempre se prima por manter uma atmosfera alegre não compondo em tons melancólicos (mesmos nas baladas mais melódicas).
é um interessante trabalho, variado, e para quem gosta de ouvir um som mais alegre, com pouco peso (exceto em algumas faixas ou trechos delas) mas isso não é o mais importante,m o importante aqui é que o artista soube criar uma boa musica independentemente de rótulos.
(Fred Mika)
Site: www.simonjameswhite.com
A banda S.I.N. tem formação alemã e norueguesa e faz um metal melódico interessante com muita influencia de um hard rock mais trabalhado também e esse álbum é o terceiro trabalho deles e dessa vez é um álbum conceitual (os dois primeiros foram Somewhere Into Nowhere de 2003 e Equilibrium de 2005).
Esse álbum fala sobre Jesus Cristo que escolheu os doze apóstolos para sua missão, mas de uma maneira criada através dos evangelhos apócrifos, ou seja, não endossados pela Bíblia e que ultimamente vem criando muita polemica com a descoberta desses textos e o mais interessante é que o décimo terceiro apostolo é desconhecido e se chama Júlio.
Para elaborar a historia, a escritora alemã Ana Kruli foi chamada e estudou a fundo as escrituras sagradas criando uma nova e ardente versão da historia que todos nos conhecemos.
Alem dessa mensagem rica e incomum, a banda se destaca por criar bons e vários riffs de guitarra através da dupla Wolfgang Frank e Deddy Andler, que combina perfeitamente com uma sessão rítmica poderosa (Alex Hlousek e Jan Ebert, respectivamente batera e baixo) enquanto as partes mais lentas lembram as melodias elaboradas no violões de bandas como Queensryche e Dokken, para citar algumas.
A parte instrumental muito bem feita criada pela banda possibilita o vocalista norueguês Patrick Simonsen (que também é vocalista da banda norueguesa Hush) explorar ao máximo seus dotes vocais, pois em um trabalho conceitual como este, uma interpretação recheada de clima que induz o ouvinte, bem como dramaticidade e criatividade, são itens mais que fundamentais. E o vocalista tem ainda como aliado um timbre que cativa de cara quem o escuta.
Para potencializar ainda mais as partes vocalizadas, foram chamados o cantor francês Boban Milojevic (Wicked Sensation, Snake Eye), alem do americano Renee Walker (Renne Walker Band) e Connie Andreszka (Cabal, Circle Of Pain e Crystal Ball).
Um adjetivo que pode ser aplicado a esse trabalho é magnânimo, pois tudo aqui é grandiloqüente, as vocalizações, os arranjos, etc, uma mistura do melhor que o rock já produziu em termos de álbum conceitual. No total são treze faixas (que nesse caso aqui poderia ser também considerado de apenas uma composição com vários capítulos) por onde desfila a historia: “Prelude”, “Signs Of Doubt”, “Awakening”, “Junia´s Eyes”, “Chosen Are Few”, “In Your Darkest Hour”, “The Faithful Offer”, “Sealed With A Kiss”, “Tears Of Gethsemane”, “Failure”, “For Eternity And Beyond”, “His 13Th Apostle” e “Circuit”.
é realmente difícil descrever um trabalho como esse onde os climas são inerentes a mensagem, é realmente um a viagem, um filme, um trabalho de uma riqueza impressionante tanto na parte instrumental quanto na parte lírica.
Como não podia também deixar de ser num trabalho como esse, o encarte oferece uma abundancia de detalhes, explicações, etc, alem das obrigações habituais como ficha técnica, fotos e agradecimentos.
é sem duvida um dos melhores lançamentos desse ano, e sinceramente, difícil de descrevê-lo sim, mas de uma coisa posso falar com certeza, compre o sem medo nenhum.
(Fred Mika)
Site: www.sin-band.com
Myspace: www.myspace.com/somewhereintonowhere
Na ativa desde o ano 2000, estes suecos de Estocolmo, descrevem seu som como sendo tradicional/não tradicional heavy metal, ou seja, uma mistura do velho com o novo, desenvolvendo uma identidade própria ao longo de sua carreira. O grupo vem recebendo boas críticas e ganhando considerável reputação no círculo underground, desta forma, angariando vários fãs não só da Suécia.
O grupo carrega fortes influências dos anos 80 com uma integração de sonoridade de grupos mais novos como Green Day. Apesar de algumas boas composições, com excelentes letras como “Shoot”, não conseguiu me chamar tanta atenção, parece que algo não está completo.
Outras músicas de destaque do álbum são “Legions Of Hate”, “Devil’s Playground” e “Killer Agony”. Outro bom grupo das terras suecas.
(Bob Riot)
Site: www.skellington.org
MySpace: www.myspace.com/skellingtontheband
Novo Ep do quinteto bretão que antecede ao seu novo álbum de estúdio, produzido pela banda juntamente com Dario Mollo, e que traz como sempre o melhor do metal tradicional mesclado ao celtic folk, misturando partes mais pesados com belas passagens acústicas tendo a virtuosa violinista Georgina Biddle como destaque e desde que o guitarrista Steve Ramsey assumiu os vocais, esta parte ficou mais limpa e claro.
As cinco composições são muito boas e vão agradar em cheio aos fãs do trabalho da banda, mas destaco a título instrumental, um tema tradicional folclórico numa empolgante versão e a pesadíssima The Roman Wall Blues baseada no poema de W.H.Auden.Sem dúvida, um excelente antepasto para o prato principal que vê à seguir!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.skyclad.co.uk
Banda da nossa terra irmã Portugal. Este grupo surgido no final da virada do século teve suas primeiras influências calcadas no som das bandas de Seatle, sendo que após modificações na banda acrescentaram toques mais agressivos, fortes riffs e coros melódicos.
Carlos Tavares (vocal), Zé Manel Vidal (guitarra), Ricardo Aguiar (baixo), Hugo Sousa (guitarra), Carlos Vidal (percussão) e Ricardo Fontoura (bateria) são os músicos que participam deste EP com cinco músicas de autoria do grupo com letras de Carlos Tavares.
“Nowhere Neverland” mostra com clareza o trabalho que o grupo declara ser influenciado, um som com uma mistura de Seatle com New Rock, algumas pitadas de death metal misturadas com toque de Faith No More. Como características das novas bandas, não dão importância a solos de guitarra em sua música.
Passagens melódicas, com vocais guturais como apoio, dão a marca em meio a algumas partes de percussão com um pouco do som reggae em “My Insomnia”, um clima de balada em “Nowhere Neverland” com partes faladas em português no meio da música, destaque para a música “My Last Words” e “Walking In A Time Line”, terminando o CD com “Alone (Die Alone)”.
Um grupo que pode agradar a galera mais nova do rock. Isto poderá lhes render algum reconhecimento comercial e como a unanimidade é burra, não agradará aos roqueiros mais conservadores.
(Bob Riot)
Site: www.skypho.com
Temos aqui um EP do Slaves Wage, uma banda-projeto cristã formada por James Johnson (guitarras), Jeff Saenz, que também toca baixo em algumas faixas, e Brent McKnight (bateria e/ou programação de bateria) e o próprio Jeff fazendo os vocais, guitarras base e alguns solos.
O músico Jeff Saenz aliás parece ser o líder da banda, pois além de tocar na maior parte das músicas vários instrumentos e fazer os vocais, foi quem compôs todas as músicas e letras.
Bom, vamos ao som. O Slaves Wages nesse EP homônimo faz um heavy direto, cru, arrastado, muitas vezes lembrando as bases do Black Sabbath antigo, algo meio doom (até o timbre das guitarras base se assemelham ao timbre V8 das do nosso conhecido Tony Iommi).
“Show The Way” é a música que abre o EP mostra um heavy arrastadão, bateria e baixo bem retos, sem novidades com bases simples e cruas que não empolgam muito já os solos são bons, bem criativos.
A música seguinte, “I Feel You”, segue no mesmo esquema, sempre arrastado e pesadão, doom com stoner, Black Sabbath com Alice In Chains com refrões várias vezes repetidos .
Uma coisa devemos destacar aqui, o vocalista, que possui um timbre interessante, agradável e sabe muito bem compor e interpretar as melodias dos vocais.
“Insurrection Injection” é a música seguinte, está já um pouco mais animada com bases um pouco mais criativas, mas o fundo (baixo/bateria), reto e cru permanece sempre e assim também é a quarta e última faixa, “Still Got A Lot”.
No cado de um EP demo é meio complicado analisarmos a parte gráfica, mas nesse caso compensa pois está muito bem feita apesar da idéia de que já vi isso antes (mais uma vez) no Black Sabbath (agora temos a semelhança da cruz presente no álbum Headless Cross da citada fonte inspiradora). Há ainda toda a ficha técnica, os contatos e agradecimentos no verso do EP. O áudio, como não podia deixar de ser, está muito bem produzido.
Soa datado, sem inovações, alguns trechos são empolgantes outros não. Mas quem é fanático pelo Black Sabbath ou ainda pelo Alice In Chains vai encontrar aqui um de suas crias musicais.
(Fred Mika)
Disco lançado em 2005 deste excelente grupo carioca de rock progressivo que faz parte das fileiras da Masque Records. O idealizador do projeto, o tecladista Luis Alvim, junto com o baixista Francisco Falcom, inicialmente queria formar um power trio tipo ELP, mas depois de repensar antigas composições de seu ex-grupo Revealing Web, e agrupar-se com Giana Araújo nos vocais e Rodrigo Martinho na bateria deu inicio ao grupo.
O disco trás a participação de Marcus Viana que já fez parte do Sagrado e alguns discos solos, bem como outros músicos como Alex Martinho e André Mello (Tempus Fugit). Influências setentistas aliado à nossa atualidade transformaram o som do Sleepwalker Sun basicamente em metal progressivo com pitadas de melódico devido a doce voz de Giana. Algumas músicas generosas de tamanho e criatividade dignas das bandas progressivas.
Passagens sonoras e timbre de voz que esporadicamente remetem a lembrança ao Yes e bases rasgadas típicas do metal progressivo.
Faixas como “Blindfold”, “Dead Flowers” e “Russian Roulette” exemplificam bem o som do grupo. Boa surpresa vinda do estado do Rio que estava meio escondido do cenário e mostra que ainda tem muitas cartas na manga.
(Bob Riot)
Site: www.sleepwalkersun.com
Temos aqui um EP da banda de Campinas-SP Slippery com apenas cinco faixas. O visual da banda é bastante oitentista na linha hard glam assim como o som. De cara, a faixa de abertura “No Time To Sorrow” já mostra a boa sonoridade da música.
Com guitarras bem dosadas e com um vocalista na linha de Dave Meneketti (Y & T) é uma faixa bastante interessante, refrões bem cativantes e um solo bem estruturado. O interessante que a banda não se limita aos clichês, pois a mesma apresenta elementos inusitados como a variação de ritmos e melodia no meio da música (quase uma característica do rock progressivo) para depois voltar as bases de introdução.
A propósito, o vocalista Fabiano Drudi está de parabéns, dono de um timbre potente e interessante, ele dosa bem a voz sem exageros, mas sempre com boas idéias e excelente interpretação como é facilmente observável na faixa seguinte: “Too Young Hearts”, uma música altamente contagiante, no melhor estilo das melhores bandas de hard rock americanas dos anos oitenta.
Merece destaque também a criatividade da banda como um todo, pois preserva bases bastante cativantes e sabe como poucas fugir dos clichês tão comum ao estilo ainda mais se levarmos em conta que várias bandas novas de hard rock atuais com bases oitentistas não conseguem fugir da nostalgia da época e mostrar uma personalidade atual. Assim também, está de parabéns a criatividade, feeling e técnica da dupla de guitarristas Dragão e Kiko Shred (que também fazem os vocais de apoio na banda).
Como também o trabalho corretíssimo e bastante competente de Erico Moraes (baixo e vocais de apoio) e Rod Rodrigues (bateria e vocais de apoio).
“Follow Your Dreams”, a terceira música do EP também é outra que merece ser elogiada, em que o refrão se torna quase um hino.
“Sometimes We Fight” já apresenta um clima mais dramático, é quase um heavy metal mais arrastado, com guitarras bases fazendo contraponto com os vocais, e o solo como sempre, bem técnico, criativo e bastante claro.
E para fechar o EP, temos “We Seek The Vengeance”, como uma estrutura já mais na linha do heavy metal tradicional (muitas vezes é difícil definir a linha tênue do hard rock mais vigoroso com a do heavy metal tradicional) mas, aqui digo é que algo mais puxado para o heavy metal pois não apresenta o clima festivo tradicional das músicas de hard glam e além disso alguns elementos mais voltados ao heavy metal (como as acentuações das partes fortes no início da música) e uma vocalização mais arrastada.
Em suma, é uma excelente banda com excelentes composições com um visual e proposta musical bem definido ao seu estilo e que apesar do clima excessivamente oitentista consegue manter sua personalidade e longe dos clichês, o que é algo mais louvável ainda pois reúne o melhor dos dois mundos.
é uma pena que várias bandas assim continuem lançando trabalhos independentes e que as gravadoras andem alienadas desses trabalhos excelentes.
(Fred Mika)
Site: www.slippery.com.br

Esta banda oriunda do Distrito Federal chega com este lançamento à seu terceiro CD de estúdio (sem contar com o Maxi Single de 2001), fazendo um Heavy Metal bastante calcado no Tradicional com incursões pelo melódico e pelo Thrash Metal. O quarteto realmente destaca-se fazendo um som de ótima qualidade, com composições bastante diretas, vibrantes e coesas; tudo sempre cercado por uma qualidade de gravação e produção acima da média. Os vocais de Andre Cascelli (g/v) realmente lembram bastante os de James Hetfield (Metallica), mas longe da banda se apegar somente a isto para definir ou direcionar seu som, mas que ajuda, ajuda!
O disco tem início com a forte I Believe In My Lies, e tem seqüência - entre outras - com as marcantes I Always Wanna Change, A faixa título Not For Sale, Oasis, Waiting For Die, Alone e Pearls Before Swine. O entrosamento dos músicos é outro detalhe que chama a atenção, e é sem dúvidas um dos fatores chave do sucesso e qualidade deste CD. Vale ao menos conferir.
(Eduardo Garcia carvalho)
Quarteto que faz um som marcante e forte, com guitarras pesadissímas e vocais e melodias que lembram Anthrax da fase John Bush, e você pode notar em What Else Can I Do, isto que estou falando com um vocal que lembra muito o de Bush em Only, agora o peso das guitarras é muito forte, com uma pegada incrível, realmente uma grande faixa de abertura que deixa uma boa impressão.
Digging é a segunda faixa e mantem o peso, com uma cadencia, que faz qualquer banger pular, aqui temos o trabalho de baixo muito bem executado, sendo o detaque da faixa, Mother tira um pouco do peso, mas é muito densa, em alguns momentos lembra Nickelback, mas de forma positiva. Um ponto a se atentar é o trabalho vocal, que mostra uma interpretação em todas as faixas, algo que causa impacto e mostra a qualidade da banda, realmente um bom trabalho.
O Smeer com este trabalho, consegue fazer um som significativo, com peso e atitude aliado a muito feeling, muito bacana de se ouvir e que consegue ter um balanceamento interessante, mas sem gerar altos e baixos no CD. Boa pedida.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.smeer.com
Após um hiato de cinco anos sem lançar um álbum de estúdio, o trio alemão,um dos mais representativos e batalhadores da cena thrash mundial estão de volta com um pulverizante trabalho.
Esqueça a feia capa(uma das mais feias de toda a história do rock e que parece ter sido feita por uma criança pequena)pois musicalmente e liricamente temos uma verdadeira hecatombe musical, uma ode à brutalidade e a “porradaria”,característica sempre presente nos trabalhos destes germânicos, com uma certa dose a mais de melodia nos solos, seguindo a linha de seus últimos trabalhos ,músicas mais cadenciadas e pesadas, com vocalizações mais sujas, sem a rapidez de trabalhos clássicos de sua discografia( Persecution Mania,Agent Orange, Better Off Dead, Code Red,etc)e desta sua atual fase ainda prefiro o M-20.Mais um ótimo trabalho à se acrescentar a longa discografia da banda, mas sem maiores destaques.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.sodomized.info
Sem dúvida um dos expoentes do doom metal, o quinteto norte Americano composto atualmente pelo vocalista extraordinário Robert Lowe ,guitarristas John Perez(com o vocal membros fundadores) e Steve Moseley, baixista James Martin e baterista Steve Nichols, iniciaram sua curta porém representativa discografia no inicio dos anos 90 com os clássicos e indispensáveis Into The Depths Of Sorrow e Beyond The Crimson Horizon; relançados inteligentemente há pouco tempo pelo selo polonês Metal Mind Productions em versõesdigi-pack, remasterizadas, com bônus; gravaram mais alguns trabalhos sem o mesmo brilho e excelência, mesmo seguindo o lado soturno e depressivo da música, deram um sumida do cenário “graças” principalmente ao rock alternativo, mesmo que John Perez tivesse se mantido no cenário graças ao selo que abriu e alguns projetos paralelos sem maiores destaques, tendo a banda retornado à cena em 2006 com este ótimo trabalho que resgata muito do que foi feito no passado em seus melhores trabalhos, podendo até ser visto como uma continuação lógica do segundo álbum, com produção superior e excelentes composições, além do grande “trunfo da manga” que são os vocal soberbos e com grande dose de feeling e interpretação de Robert-não é a toa que atualmente ele divide sua carreira como atual vocalista dos suecos do Candlemass-e um instrumental variado e excelente trampo de guitarras e da cozinha ritimica, que foge do lugar comum que o subestilo costuma trazer, variando entre músicas pesadas e lentas e algumas mais rápidas e mais energéticas. E não deixe de ver também o dvd da banda Hour Of Despair, lançado também recentemente, mas ai é outra história.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.eternalsolitude.com
Banda Grega que faz um Doom Metal com temáticas cristãs e, como de costume, com fortes influências instrumentais - por exemplo - de bandas como Black Sabbath, Candlemass e Solitude Aeturnus. Em função do claro estágio inicial em que a banda encontra-se eles ainda não criaram uma identidade própria para o som do grupo, acabando por explorar os caminhos e clichês mais conhecidos do gênero - sejam instrumentais ou vocais. A produção/gravação também deixa a desejar, mostrando um trabalho bastante abaixo da média de qualidade técnica que as bandas mais profissionais costumam mostrar. São apenas 6 faixas, onde destacam-se “No Possibility”, “Prince Of The Night” e “True Hope”.
(Eduardo Garcia carvalho)
Souljourners é um quarteto oriundo do sudeste da Califórnia que faz um metal progressivo diferente, misturando influências de Dream Theather com bandas como Galactic Cowboys significando harmonias intricadas, muitas variações no tempo das músicas e virtuosismo dos integrantes, profusão de duelos de arpejos e arranjos entre o guitarrista e o tecladista, ou seja, não sobra nunca espaço para composições demasiadamente retas ou cruas.
Quanto aos integrantes do Souljourners, cada um merece um capítulo à parte: o excelente guitarrista Michael Couts (que também faz os vocais) tem uma técnica invejável onde seus solos fluem com precisão e virtuosismo de dar inveja aos mais rápidos, técnicos e famosos guitarristas da atualidade. Todos os solos são bastante limpos, definidos e tremendamente trabalhados e técnicos.
Quanto à voz do guitarrista, esta não tem nada de especial se limitando apenas em fazer um trabalho correto dentro da banda (um timbre em certas horas se assemelha ao do falecido Laney Stanley, da banda Alice In Chains).
Um outro excelente músico, o tecladista Paul Ellingson, segue firme os passos do guitarrista acompanhado cada fraseado de seu colega e faz mais ainda ficando livre para criar seus próprios arranjos e em muitas vezes apresentando (como disse) duelos entre guitarra e teclados esbanjando virtuosismo pra todo lado e em todo arranjo.
Pra segurar toda essa fúria técnica, a cozinha (dupla baixo e bateria) não poderia ficar atrás no esquema; o baixista David Brockenborough e o baterista Chandler Taylor seguram a onda, no caso a sessão rítmica com muita precisão, eficiência e como os demais, técnica em boa medida. Mind Control foi lançado em 2008, e conta com doze faixas bem trabalhadas no geral sendo que a segunda música, “Crazy Times”, conta com participação especial do guitarrista Phil Collen do Def Leppard.
é um álbum conceitual que fala sobre o controle mental por terceiros e a tecnologia disponível (drogas, aparelhos) hoje em dia e o perigo que isso representa. Os títulos das músicas, por si só, já apresentam essa conotação dramática: “Permanent Scars”, “Crazy Times”, “Fall”, “I´ve Waited”, “Sapphire World”, “Lost Vision”, “Medicated Memories”, “Half Life”, “Mind Control”, “Tangent Universe”, “Predestination” e “The Avenger”.
O Souljourners ainda apresenta certo feeling (algo meio raro em bandas como essa em que os integrantes se preocupam em demasia em exibir suas técnicas adquiridas depois de vários longos anos de estudos) e isso com certeza é mais um ponto positivo, mas que as vezes, também, a insistência em longos trechos instrumentais visando somente a técnica pura e simplesmente torna monótono certas faixas ou deixa outras parecidas entre si.
De qualquer forma é uma banda que por essa característica de apresentar certo feeling acaba ficando acima da média das bandas de prog metal. Não sei porque bandas como essa ainda estão na categoria de independente, onde estão os olheiros de plantão do prog metal?
(Fred Mika)
Site: www.souljournersband.com
MySpace: www.myspace.com/souljourners
Formado em 2002 sob a idealização do vocalista Andherson Némer, o grupo passou por várias mudanças em seu line-up até chegar na atual, que conta além de Némer, com André Rudge (baixo/vocal), Andreas Igorrr (guitarra), Franz Souza (guitarra) e Vinnie Kemp (bateria). No álbum a bateria está por conta de Lucas Disselli.
O Soulriver nasceu com o conceito de levar adiante não só sua sonoridade, mas sua essência como um todo, criando uma compatibilidade acessível entre música e letra. Explorando de uma maneira bem própria os infindáveis caminhos da Alma, o “abismo” da mente humana e os “complexos” dos conceitos de Bem e Mal (não só formar uma banda, mas um universo, com seus mitos, seus personagens, etc...)
Dentre as influências que circulam sobre a membrana deste universo estão: Iced Earth, Nevermore, Demons & Wizards, Simphony X, Sanctuary, Candlemass, entre outras. Vê-se claramente a preocupação do grupo com a arte gráfica, que também é transportada para o seu site, tanto o oficial quanto o do MySpace através do trabalho do artista Jobert Mello (RJ). Vários detalhes são colocados nos desenhos englobando partes de letras de suas músicas.
The Dark Path Of The Fallen Souls é um disco de som pesado, denso, de ritmos fortes e vocais bem colocados na estrutura melódica de suas composições. Destacando algumas músicas como “The Sign Of The Spawn”, “Redeemer” e “Walls Of Glass”.
Outro excelente grupo nas fileiras do metal nacional, que ainda anda carente de grandes produções envolvendo nossas bandas. Esqueceram que temos grupos que não devem nada em qualidade aos grupos estrangeiros e enquanto isto vemos várias bandas gringas trafegando em nosso território. Nada contra isto, muito pelo contrário, mas creio que as oportunidades deveriam ser iguais e enquanto isto não acontece, nossos grupos abrem os shows para os caras que é a melhor maneira de se promoverem.
(Bob Riot)
Site: www.soulriver.net
MySpace: www.myspace.com/soulrivermetal
Jeff Scot Soto, Deen Castronovo, Neal Schon e Marco Mendoza, o que poderia sair deste Dream Team, uma obra de arte, e é isso que temos em World Play, infelizmente as vendagens principalmente em solo americano não foram boas e as atividades estão suspensas, se bem que você pode conferir o trio Jeff, Deen e Neal, hoje trabalhando no Journey, mas vamos ao cd.
Tudo aqui é fantástico, não há um ponto sequer que não mereça nota dez, os músicos são impecáveis, as composições de alto nível e de muito bom gosto e remetem ao um Hard tendo em alguns momentos um toque AOR, mas fincando o pé realmente no Hard rock.
Fica realmente fácil falar de um trabalho desses que supera todas as expectativas e faz jus ao nome de seus integrantes. IMPERDíVEL!!!!!!
(Adriano Gandolfi)
Este álbum foi gravado em 2006 no festival francês chamado Crescendo. Trata se da primeira turnê do Space Out na Europa (Unstable Matter Tour 2006) apesar de que o grupo já possuir quatro álbuns de estúdio e um DVD, se bem que esse show na França será usado pra produzir mais um DVD deles.
O álbum abre com a composição “Seven The Seven”, uma faixa instrumental com mais de oito minutos; a banda, aliás, é um trio instrumental com longas composições ao vivo. Os músicos são Antoine Fafard (baixo), Martim Marcux (bateria) e Mark Tremblay (guitarra).
Ao todo são onze composições, incluindo a faixa de abertura e vale ressaltar que nenhuma dessas faixas tem menos de cinco minutos de duração: “A Freak Az”, “Toxix”, “Infinite Ammo”, “New Breed”, “The Fifth Dimension”, “The Lost Train”, “Unstable Matter”, “Antimatter”, “Blood Fall” e “Furax”. Essas outras faixas desse álbum continuam no mesmo esquema, ou seja, composições instrumentais muito bem trabalhadas onde toda a destreza dos músicos é completamente explorada e aspectos musicas como ritmo, harmonia e melodia são cuidadosamente elaboradas pelo trio e através de todo esse primor, os músicos são livres para expressarem toda sua personalidade em solos improvisados. A musicalidade do Space Out é complexa e bem trabalhada, isso significa que é muito bem arranjada, muito rica em detalhes e recheada de aclimatizações, virtuosidade, etc. Os títulos das musicas são futurísticos-espaciais que refletem bem a sonoridade da banda.
As influencias aqui vão desde Keith Emerson (ELP), Trevor Rabin (Yes), John Mclaughlin, Frank Zappa, Igor Stravinsky e até Bella Bartok, entre outros.
O Space Out, apesar de ser rotulado de rock progressivo, soa um pouco diferente de bandas como Yes, Pink Floyd, ELP, Eloy, Camel, Van Der Graf Generator e todas essas bandas de rock progressivo mesmo com suas particularidades pois este grupo está mergulhado num experimentalismo sonoro indescritível. é puro experimentalismo, música instrumental muito bem feita e como disse, composições feitas por músicos altamente virtuosos dotados de uma sonoridade altamente rica e extremamente intrincada (e intrigante também).
é indicado para músicos de todos os estilos, causa realmente admiração e é para ser ouvido sentado analisando todos os detalhes com máxima atenção. é apenas música em sua essência pura, descompromissada totalmente com qualquer estilo ou atitude e ideal. De qualquer forma, é uma aula de música, ainda que seja monótona em varias partes.
(Fred Mika)
Site: www.spaceoutmusic.com

Mais um grupo do cast da Unicorn Digital que segundo o grupo tem uma sonoridade jazzística orientada para o rock progressivo. O pessoal do grupo se diz influenciado por jazz, rock, metal e música contemporânea.
Este grupo francês formado em 1998 trás na sua bagagem quatro albume de estúdio e um DVD ao vivo e foi idealizado por Antoine Fafard (electric bass, electric guitar & programming) e depois foram recrutados Martin Maheux (drums) e Marc Tremblay (electric guitar).
Por sinal, Fafard e Maheux, verdadeiramente são músicos estonteantes, os integrantes são livres para expressar suas personalidades em solos improvisados, e, podemos perceber com clareza isto nas músicas. Parece que tem solo de bateria e baixo em quase todas, a guitarra é praticamente uma coadjuvante, mas ela não passa tão desapercebida.
Bons exemplos da sonoridade da banda: “Unstable Matter”, o baixo dá sua introdução no que ainda vem no disco, “New Breed”, a bateria dá o ar de sua graça com quebradas enlouquecedoras, “Art Attack part 1”, outra aula de baixo e bateria que se segue pelo resto do disco.
Infelizmente no site oficial só existem pequenos trechos das músicas para os internautas e que não dá a verdadeira idéia do som da banda. Quem conseguir ouvir não deve se arrepender.
(Bob Riot)
Site: www.spacedoutmusic.com
O grupo alemão Spellbound faz o típico Thrash Metal de raiz, ou seja, com inegáveis influências da famosa (e saudosa!) Bay Area de São Francisco. Com guitarras fortes e riffs rápidos e cadenciados a banda desfila músicas que por algumas vezes remetem a outros estilos mais agressivos, tais como o Death Metal (clara influência que fica bastante evidenciada através dos vocais agressivos do trabalho) e até mesmo toques de Power Metal, demonstrando que o grupo busca outros horizontes, procurando diversificar um pouco seu som. No entanto aquela velha falta de um direcionamento próprio por parte da banda acaba por ofuscar um pouco seu brilho inicial, deixando a audição do CD um tanto quanto cansativa. Nada que não possa ser corrigido futuramente, já que este é apenas o Debut do quarteto.
(Eduardo Garcia carvalho)
Esta banda Francesa de Progressive Metal na verdade existe desde 1999, quando atendiam pelo nome de Gates Of Delirium, assumindo o nome definitivo de Spheric Universe Experience somente à partir de meados de 2002.
A sonoridade do grupo não foge muito (ou melhor, não foge em nada!) ao que vem incessantemente sendo feito ultimamente em termos de Metal Progressivo, ou seja, bases de guitarra pesadas com passagens virtuosas e solos complexos, teclados com grandes variações, quebras e mudanças de andamento, vocais trabalhados, etc.
As comparações com grupos como Dream Theater (sempre eles...) e Fates Warning são quase que inevitáveis, uma vez que as referências à tais bandas são bastante constantes e evidentes dentro da música do quinteto. A duração das faixas seguem o mesmo caminho, sendo longas e não raramente cansativas, tendo em média entre 6 e 8 minutos (a faixa título por exemplo possui intermináveis 15 minutos!). Do ponto de vista técnico e musical - outra característica constante das bandas do gênero - mais uma vez o disco beira o impecável, mas definitivamente não é o suficiente para salvá-lo do marasmo e do previsível.
(Eduardo Garcia carvalho)
Michael Amott este guitarrista sueco já tocou em bandas de thrash e como Cancer, Carnage , Carcass e atualmente toca no Arch Emeny.
Spritual Beggars e uma outra banda sua que e altamente recomendada para amantes de bandas Rock dos anos 70 como Black Sabbath ,Quartz , Captain Beyond , Montain , Lucifer´s Friend , Mahogany Rush e por ai se vai para fãs de Stoner Rock com Trouble , C.O.C. Witchfinder General , Monster Magnet , Saint Vitus , Abramis Brahma , Church of Misery etc...
Com bases bem arrastadas e distorção e riffs da escola do riff man ‘’Tony Iommi’’ e sonoridades de órgão hammond que dá uma atmosfera bem rock setenta, nesse cd som do órgão não está com tanta influência de Deep Purple como nos outros trabalhos da banda.
O cd Demons e sexto da carreira da banda contando com uma versão dupla para variar japonesa com cd 2 contendo 8 músicas ao vivo sendo um cover do Bachman Turner Overdrive a musica Not Fragile.
São 13 ótimas músicas nada e previsível musicalmente como ocorre com muitas bandas por ai em todas as vertentes do Rock ( você já sabe o que o guitarrista vai fazer no decorrer daquela base , o vocal vai dar aquele agudo o baterista vai dar aquela virada).
O vocal tem uma forte influência na execução das melodias da velha e boa escola do rock and roll que ate hoje e atual maravilhosas que fica muito explícita nas musicas One man Arm e na Sleeping Wi ( Coverdale ) e nas Salt in You e Eluside ( Dio).
Formação atual da banda : JB (vocal) , Michael Armott (guitarra) , Per Wiberg (teclado) , Sharllee D´Angelo (baixo) , Luwig Witt (batera).
(João Marciliniano)
Esta banda mexicana formada em 2003 por Pedro Zelbohr (guitarra) e Tomás Roitman (bateria), inicialmente tinha a intenção de tocar heavy metal com forte influência de Death Metal, com o passar do tempo, e idas e vindas de membros, passaram para a linha power/heavy metal com influências dos anos 80.
Após estabilizar seu line-up com Eligio Valenzuela (vocal) e Carlo Hernández (baixo), gravam sua segunda demo chamada RIP. Após perceberem que não teriam chance apenas com suas demos, decidem então entrar em estúdio em junho de 2006, para a gravação de seu primeiro disco. O debut conta com cinco gravações em inglês e quatro em espanhol. O Split Heaven tem forte sonoridade calçada no metal melódico que pode ser sentida em “Moebius”, “Quiero Mas” “Eternal Life”, mas viaja em influências death metal como na música “Laconic-hate”, ou um heavy clássico em “Mysteria” e “Sin Regreso”.
Bom trabalho em “Reino De Sangre”, na minha opinião a melhor do disco, e “Icc-1” com riffs interessantes. A gravação não é das melhores, o som da guitarra poderia ser melhorado e o vocal é meio parecido com o do Baron Rojo, não dando identidade ao grupo. No más que decir.
(Bob Riot)
Site: www.splitheaven.net
MySpace: www.myspace.com/splitheaven
Grupo britânico que teve seus primeiros passos no ano de 1999 com o lançamento de seu primeiro CD intitulado “No Rest : No Mercy”, influenciado pela era da NWOBHM. Desde seu segundo álbum vem lançando seus discos de forma independente.
Foi criado o selo Stairway pelo vocalista, tecladista e guitarrista, Graeme Leslie, que também produziu o disco junto com a banda que conta com Pete Jennens (guitarra/back vocals), Rob Jennens (baixo/back vocals/teclado) e Andy Edwards (bateria).
O Stairway tem como slogan em seu site “Descubra o novo som do Power Metal Britânico”, o que de certa forma me deixou curioso em ouvir o grupo. Uma propaganda destas pode render boas ou más interpretações.
Realmente não vi nada de novo no som do Stairway, a não ser pelas letras de cunho cristão (para isto é nota 10), musicalidade beirando os ensinamentos da NWOBHM, e, lembrando em muito o Scorpions, principalmente pelo timbre de voz de Leslie e no estilo de cantar, por exemplo, as músicas “Burn” e “Pray For The Children”. “The Other Side Of Midnight” é um bonito disco de power/melodic metal sem contudo ser um divisor de águas ou algo assim. Riffs típicos do estilo, backing vocals colocados na fórmula certa que não decepcionará os fãs do estilo.
Melhores músicas: “Death & Destruction” e “Soldiers Of Heaven”.
(Bob Riot)
Site: www.stairwayonline.co.uk
A banda vem da Itália (terreno fértil para o rock europeu atualmente principalmente de bandas de metal progressivo e metal melódico). Logo na primeira composição desse álbum, “Tell The Truth”, a banda já mostra seu potencial. Trata se de um hard rock/heavy metal com muita influência do metal progressivo (apesar do visual da banda ser 100% hard rock) altamente trabalhado, com muitas variações, quebras de andamento, etc.
Logo temos, “Waiting For You”, já mais calma, com uma introdução com bastante groovie, um breve solo de guitarra bem limpo fazendo contraponto com os teclados para logo ficar mais pesado.
O som do Stamina é algo como um cruzamento do Rush com Fates Warning; observando a terceira faixa, “What Do You Think About It?” temos a nítida impressão de quase um prog rock, tamanha as variações de andamento, tempos, etc da banda.
Os músicos, Lucas Sellito (guitarra), Andrea Barone (teclados), Giorgio Adamo (vocais) e Chiumiento (baixo) são todos, sem nenhuma exceção aqui, excelentes músicos. O timbre do vocalista Giorgio Adamo, por exemplo, se assemelha um pouco a uma mistura de Geddy Lee (Rush) com Tony Harnell (TNT), Lucas Sellito é um guitarrista de primeira com solos limpos e bem trabalhados com uma palhetada precisa.
Andrea Barone segue os passos do guitarrista nas melodias além de ser bem criativo e virtuoso e a cozinha, a dupla baixo-batera, faz um trabalho digno do melhores grupos de hard rock.
Em “Nothing At All” temos uma música de execução dificílima em todos os aspectos, para todos os músicos. O hard rock mais reto com refrões mais pegajosos volta em “Wild Against The Flow” e na próxima, “It Takes A While”.
“Seven Sins” já se apresenta como uma faixa diferente das demais, o som é arrastado, dramático, até certo ponto melancólico.
“Trapped In The Lion´s Cage” e a faixa seguinte, “Mr. Sonnie” são algo na linha do Gamma Ray, praticamente um metal melódico, apesar de não serem tão rápidas, e nem há uso de dois bumbos, mas não são faixas com poder de virarem hits.
Por fim, “Here To Stay”, a última faixa do álbum, já volta ao heavy metal mais tradicional com um belo solo sobre a base de introdução, é uma longa faixa com quase sete minutos, mas há de tudo nela, várias e várias variações (sem querer ser redundante), quebras de andamento, partes mais lentas, outras mais pesadas, acelerações rítmicas, acentuações, etc.
A banda foi formada em 2001 e já havia lançado duas demos mas esse álbum, Permanent Damage, foi gravado em 2006, porém o contrato com a gravadora italiana em questão só veio a ser assinado em Julho de 2007 e já fez uma excelente produção, tanto na mixagem do álbum como na parte gráfica e finalmente, o álbum foi lançado em Janeiro de 2008.
A musicalidade do Stamina é muito rica, além dos estilos que defini acima, nota se partes até de funk, fusion, blues, etc.
Eles mesmos se definem como sendo um hard rock melódico com influências de metal progressivo e fusion. O certo é que é um álbum com músicas variadas e é também um álbum muito criativo, virtuoso e bem elaborado; não há refrões tão pegajosos mas pelo ver, eles nem fazem questão disso tamanha e a infinidade de elementos no som da banda. Trabalho interessantíssimo.
(Fred Mika)
Site: www.staminaband.com
A banda basicamente dedica-se à uma das fórmulas mais exploradas da atualidade: a mistura do Thrash com o Hardcore. Desta forma o que temos aqui são aquelas músicas nervosas, cheias de agressividade vocal e instrumental, com muito groove e riffs pesados. No entanto - em função principalmente da presença do mago Andy Sneap como produtor - o grupo acaba por se tornar interessante e diferenciado, fugindo um pouco da massa de bandas do estilo que assolam de forma maçante a atual cena. Em função dissso temos boas faixas como “Killer Of Society”, “Dead From The Neck Up” e “Pain Is Weakness (Leaving The Body)”. Um detalhe interessante (e porque não dizer até de certo modo negativo) é que a banda literalmente abre mão dos solos nas músicas, enfocando toda sua sonoridade nas pesadas bases de guitarra e na bateria rápida. Um CD que inevitavelmente agradará aos fãs do estilo.
(Eduardo Garcia carvalho)
Lançado pela Hellion Records, esse super projeto que conta com músicos consagrados no heavy metal e hard rock, nos presenteia com treze composições de uma mescla de metal e hard da melhor qualidade. O vocal de Tony e a guitarra de Magnus ditam o ritmo desse álbum alucinante, do começo ao fim, que deixa qualquer fã do bom metal empolgado. O peso tem papel importante e esta presente, a faixa de abertura, “Die For You” comprova isso. Magnus é o cara responsável pelo peso deste trabalho, que está com uma guitarra super bem timbrada e com riffs matadores. Os bumbos duplos de John Macaluso também merecem um destaque especial: sempre precisos e com uma técnica acima da média. As composições variam do metal ao hard rock. Além de tudo isso Tony é um destaque a parte e “Crushed” possibilita conferir esta performance espetacular, que tem uma tendência mais hard, em um refrão muito inspirado e cativante.
“Days Of Confusion” quebra a seqüência do álbum, “Cradle To The Grave” é uma das composições mais peculiares, com um começo um pouco progressivo e seguindo uma cadencia, “Dragonfly” mostra o lado instrumental e justifica todo o clima de expectativa criado ao redor dessa banda. Os músicos usam e abusam dos seus instrumentos, com destaque mais uma vez para a performance fenomenal de Macaluso. Colocando o CD para rodar no PC, ainda dá para conferir o vídeo clipe de “Lies”. Vale destacar o ótimo encarte, com um design impressionante, com direito a Cristo Redentor usando terno e gravata na primeira página do livreto.
Não precisa ser muito inteligente para saber que o projeto Starbreaker já nasceu com cara de sucesso e de que iria dar o que falar. Basta conferir o time que toca nessa banda. Mas se você ainda te dúvidas, compre o CD e confira, é disco obrigatório na coleção.
(Adriano Gandolfi)
Nova grande projeto grego com membros de outras bandas como Kostas Domenikiotis: Bass (Uthull), Sakis Bandis: Chaves (Horizon's End, Uthull), Jim Tiktopoulos: Vocals (Medivial, A Band On), Anthimos (A Band On).
E a formação deste time rendeu um excelente trabalho que traz potencia e peso, onde podemos ver que os gregos tem o metal circulando em suas veias.
Todas as faixas trazem um padrão não havendo um ou outro maior destaque, o que mostra um trabalho forte de equipe e de que se sabe onde se quer chegar.
Bom trabalho espero que venha a trazer novos frutos e gerar novos CDs tão bom quanto este.
(Adriano Gandolfi)
Não confundir com o também oitentista e mais metálico quinteto alemão de mesmo nome, este foi formado na virada da década de setenta para oitenta pelo vocalista Ron Keel(alguns poucos anos depois tornou-se popular com o Keel que praticava um hard rock bem “farofa”)com alguns companheiros de bandas anteriores(Lust e Sniper)na cidade berço da country music,Nashville,tendo se mudado para Los Angeles em 1981.
O primeiro e único trabalho do quarteto foi lançado oficialmente em 1983 e trazia na guitarrista o jovem músico e recém chegado da Suécia,Yngwie Malmsteen que segundo as más línguas aproveitou-se da banda para se lançar, pois o que mais chamava atenção era o seu trabalho de mil notas por segundo,uma novidade na época; este lp foi disputado quase à tapas por aqui tanto pelos fãs de hard como de guitarristas(eu mesmo vendi a minha cópia há um bom preço na época!),mas isto é outra história...
Neste cd temos um bom retrospecto da curta carreira da banda em suas várias formações em versões até então raríssimas de singles,inéditas,etc uma achado para quem acompanha a cena daqueles anos dourados;uma mescla de hard,heavy e feeling rock n´roll com muita energia e entusiasmo,passando de boas gravações(de estúdio),regulares(d.tapes e inéditas) e “qualidade” duvidosa(ao vivo), e uma gravação recente(acústica) que dá pistas que talvez Ron Keel volte ao cenário hard, pois há anos tornou-se cantor country(gulp!!!).Legado de uma época gloriosa que não volta mais.Aquisição imprescindível(apesar do preço do importado!).
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.ronkeel.com
O inglês Steve Thorne é um cantor/compositor e multi-instrumentista que em seu trabalho conta com vários artistas conhecidos como, Tony Levin (King Crimson, Peter Gabriel, Liquid Tension), Nick D'Virgilio (Spock's Beard, Genesis, Tears For Fears), Geoff Downes (Asia, Buggles, YES) e vários membros do IQ e Jadis.
Desde seu primeiro CD tem aberto shows pela Europa e Inglaterra para vários grupos como It Bites, Kino, IQ, Pendragon, Steve Lukather e Steve Harley.
Este disco é a continuação do bem recebido, Emotional Creatures: Part One, seu debut álbum. Part Two é a continuação e desenvolvimento de muitos temas explorados em seu predecessor de forma mais densa.
O disco é uma exploração de sons que lembram os grupos progressivos dos anos 70, com uma roupagem mais moderna, enveredando pelo lado pop, como na música “Hounded”. A parte acústica é muito usada ao longo do disco mixada com climas mais pesados, o baixo aparece bastante, sobressaindo em vários trechos, dando um ritmo mais soul e com puxadas jazzísticas na batera.
“Great Ordeal”, voltada para o lado folk pop, lembra as influências deixadas por Peter Gabriel, Phil Collins e Genesis para seu compatriota, bem como na música “6am (Your Time)”. Pois é... podemos dizer que Steve Thorne bebeu muita água desta fonte. “The White Dove Song”, outra excelente música voltada para o lado prog/pop do Genesis e cultimando o disco com “Sandheads”, na mesma veia sonora.
álbum para quem gosta do progressivo clássico, bonito, sem psicodélicas, caindo para o pop/soul.
(Bob Riot)
Site: www.steve-thorne.co.uk
Steve Cone já é um guitarrista rodado, apesar de não ser conhecido pelo público do heavy metal. Desde 1998, o guitarrista tem em “In My Bones”, seu décimo CD, lançado pelo músico em 2007. Nesta discografia, não está incluído, um disco não lançado em 2003, chamado “Now Generation” e um promo em 2001.
Para que pensa que vai ouvir um disco de outro guitarrista virtuoso está longe de encontrar isto. Cone presa a palavra heayy metal como algo que foi esquecido no rock’n’roll como energia, peso e ritmos alucinantes que façam as pessoas agitarem, com intensidade e paixão, e não simplesmente uma palavra que pode definir tanto o Def Leppard quanto o Slayer.
Mudando-se para o deserto, ele montou seu próprio estúdio e iniciou suas gravações forjadas na tradição européia do hard rock progressivo, misturando seu estilo aprendido nas suas andanças pelos clubes de Nova Iorque. Erik Fehrenbach é o responsável pelas baquetas neste álbum.
Excelentes composições, sem frescuras, captando a força que o hard/metal tem a oferecer ainda nestes tempos sem muita criatividade. Faixas de destaque: “Dead Like Me”, “Get Down”, “In My Bones”, “Killing Machine” e “Nothing That I Can Do” mostram a força de seu som com total propriedade.
(Bob Riot)
Site: www.stevecone.net
MySpace: www.myspace.com/stevecone

Still Living é uma banda de hard rock que iniciou suas atividades por volta de 2004 na cidade pernanbucana de Garanhuns e desde o começo sempre trabalhou com composições próprias e como disse, o hard rock é sua maior influência apesar de conter também alguns elementos de rock progressivo como algumas passagens mais quebradas, variações de tempo, etc, e rock AOR na linha Survivor/Journey, ou seja, verificamos aqui muita melodia na estrutura musical em geral, um som elaborado e bem agradável de ser escutado, uma música indicada para fãs de va´rios estilos uma vez que além de o pessoal apresentar um demo bem gravado, apresenta boa destreza instrumental como também muita inspiração.
O Still Living já possui dois cds demos, Still Living (2005) e esse em questão, Believe (2007), este último por sinal, está muito bem produzido.
Ao todo são cinco faixas, “Out In The Shadows”, “Storms”, “Trying To Believe”, “Changes” e “Ghost In The Rain” como interessante musicalidade, boa interpretação do vocalista Pedro Gilberto (que logo após a gravação deixou o lugar para o vocalista Esdras Freitas) e boa criatividade melódica também do guitarrista Eduardo Holanda (que assina todas as composições junto com Clécio de Souza e Pedro Gilberto sendo que esse último só não participou da última faixa desse demo).
O grupo já conseguiu interessantes resenhas em sites como o Novo Metal (DF), o Metal Mojo (RS) e o Metalvox da Bahia, respectivamente www.novometal.com , www.metalmojo.com e www.metalvox.com.
Esperemos agora o cd full logo pois com certeza é uma boa banda e tem tudo para dar certo.
(Fred Mika)
Grupo de norte americano de shock/thrash metal, ou seja, caras com rostos pintados, tipo Kiss e Alice Cooper, fazendo um som pesado. Já abriram shows para nomes conhecidos como Van Halen, King Diamond, Mercyful Fate, Black Oak Arkansas e Fates Warning.
Ouvindo o álbum percebe-se um som mais voltado para o doom do que thrash com forte influência de Black Sabbath, aliás, muita influência mesmo, porque a música “Arizona” tem um refrão que é a “Children Of The Sea” com outra letra.
“Walk” tem uma levada à lá Metallica, “I Cut Myself” e “Carl the Clown” meio Motorhead. Um disco que não chega a desapontar os fãs de metal. Não é nenhuma obra-prima, quem gosta de som pesado como os citados irão gostar. O pessoal pode conhecer o grupo, ouvindo algumas músicas e um vídeo ao vivo na área do grupo no My Space.
(Bob Riot)
O disco já abre com a faixa titulo simplesmente com um riff demolidor, contagiante; dramaticidade e um vocal (Peter Grundstrom, ex-Whitelight) no melhor estilo que mistura Sebastian Bach (Skid Row) e Rob Haltford (Judas Priest), mostra porque a banda veio.
E não estou exagerando, para quem pensa que é só a faixa titulo essa boa musicalidade, a banda continua arrasando. “Pain And Hunger”, um pouco mais pesada, porém com partes mais lentas quando o vocal entra, une com maestria e como poucos peso, clima e técnica com profusão de riffs e bends do guitarrista Jan Akesson (ex-Ravage) que de fato é extremamente criativo.
E o cd continua irrepreensível, a próxima é “(Tonight) You´re Beyond The Shadows”, uma faixa arrastada com uma base pesada onde links de guitarra fazem contraponto com as finalizações de frases do vocalista, interessante mesmo.
“Higher” é outra composição arrasa-quarteirão que vem na seqüência, uma faixa rápida, no melhor estilo “Freewheel Burning” do Judas Priest. O interessante da banda é que o vocalista, além de apresentar um drive bem rasgado ainda sobe com competência as notas bem altas como Tony Harnell (TNT).
Em “Glory Days” temos a primeira balada do álbum, amparado por violões e uma cama de teclado, o vocalista também se da muito bem nas partes lentas cantando com muita melodia, muito criativo (muitas vezes lembra as melhores melodias criadas por Jon Bon Jovi). Logo após vem “Don´t Leave Me Behind”, a faixa mais pesada ate então com uso de pedal duplo, passagens intrincadas e variações de andamento, mas não chega a ser um prog-metal.
“Rockin´ Down The Walls” mostra um riff complicado, trabalhado ao extremo e apoiado sobre acordes maiores de teclado. Arranjos difíceis cantados pelo vocalista aqui. “Miracle” é a próxima faixa, um misto de hard rock com heavy metal tradicional, um crossover.
Depois temos “Eyes Of The World”, uma composição já mais arrastada não menos pesada, porém. Novamente, vemos aqui, uma interpretação que exige demais do vocalista, mas esse faz com uma naturalidade que é admirável.
Vale destacar também os solos de todas as músicas, bem definido, bem elaborado, criativos e todos bem técnicos. A musica seguinte, “White Flame”, oferece alternância entre acentuações de teclados com riffs de guitarra na base de introdução para logo depois cair numa base de guitarra poderosa e climática.
Em “Saint Or Evil” temos uma outra faixa bastante técnica, essa sim com um pé no prog metal na linha do Simphony X com muitas quebras andamento, variações de ritmos, embora os refrões soem soltos com melodias mais longas. E o solo como sempre maravilhoso.
O álbum fecha em “Wonderland”, um hard rock com clima dramático dos mais interessantes e com uma base de guitarra com paradas (o que só aumenta o clima de suspense da faixa) e com teclados fazendo cama nos pré-refrões e refrões para o vocalista.
Em suma, é um dos raros álbuns que reúne tudo de bom num álbum só que mistura hard rock com heavy metal mais tradicional, ou seja, temos aqui técnica, bom gosto nas composições, criatividade ao extremo, solos bem criativos e igualmente técnicos, um vocalista bem acima da média (não sei porque esse cara não esta famoso do grande publico ainda), arranjos bem climáticos, peso, muita melodia. Resumindo, tudo de bom.
Adquira urgentemente o seu mesmo que seja somente importado, vale a pena demais.
Gravado pelo selo Unlimited Music Productions e distribuido pela européia Music Buy Mail
(Fred Mika)
Site: http://www.stonelake.se/
Timbres pesados aliados a muita pegada e riffs interessantes, com uma produção que esta bem situada e demonstra a qualidade de cada faixa e cada músico.
Fica claro a competência e qualidade da banda que faz um som pesado e mostra consistência em suas composições, seguindo uma linha de trabalho bastante linear e definida.
Não há nenhuma novidade ou invenção, mas é um som bastante competente.
(Adriano Gandolfi)
Novíssima banda do vocalista Randy Rampage e baterista Ray Hartmann, dois músicos que tornaram-se conhecidos por terem gravado o clássico debut do Annihilator, Alice In Hell, e depois terem feito uma tour com a banda novamente em 99/00 juntamente com Overkill e gravado um novo trabalho na época.
Completando o quinteto estão os guitarristas Kick (Vertical After), Francis Frightful (Opposition Party) e baixista Stuart Carruthers (Grip Inc) que formam um competente time de músicos e o resultado não poderia ser outro senão um trabalho empolgante e grande música.
Produzido por Shaun Thingvold (Lamb Of God, Fear Factory,Strapping Young Lad), e masterizado por Ty Tabor (Kings X), que souberam manter a crueza e energia sem rebuscar ou polir demais, tem-se aqui doze músicas próprias misturando influencias do Annihilator de outrora (mas sem o talento guitarristico e senso de melodias do mestre Jeff Waters) vide “Home Sweet Grow” ou “Taker”- com músicas poderosas, energéticas empolgantes e com refrães grudentos, algumas bem diretas, quase metal tradicional, outras com toques punk que agradarão os fãs old school, outras mais grooveadas e com toques bem modernos, e que poderão agradar ao pessoal mais jovem(nestas sinceramente torci o nariz), com excelente dose de musicalidade e muita variação, além das letras que versam sobre sociedade, política, religião, etc sendo o resultado final bem interessante. Recomendado tanto aos fãs mais tradicionais quanto àqueles que admitem novas influências.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.stressfactor9.com
Strive é um trio de Chigado, EUA, formado por Derick Thompson (vocais, baixo), Chris Powers (bateria) e Will Puth (guitarras) e produzido pelo próprio Derick de forma independente. Apesar disso, a banda já sete anos de estrada e vários lançamentos anteriores: Illuminati (2001), um álbum homônimo (2002), Son Fest (2002), Live In The Light Of Love (2003), The Rock Gospel Of Jesus Christ (2005), o álbum em questão, The Story Before (2006) e por fim, mais um lançamento homônimo de 2007.
O som do Strive é um rock pop meio na linha dos irlandeses do U2, como também Coldplay e Radiohead, porém ainda mais melódicos que essses, pois há muitas baladas e farto uso de teclados.
As guitarras (tanto bases como solos) são econômicas, sempre fazendo apoio para os vocais que, aliás, diga se de passagem, são bastante chamativos pois canta com uma interpretação bem trabalhada (o que confere muito feeling a banda), bem definida e com um timbre excelente.
Há rock pop mais animados como a faixa de abertura, “Don´t Let The Story End”, “Good”, “I 41”, “A Better Way” baladas como “Reflections”, “You Breathed Life”, “High Definition” e “Away From Here” e outras com mais groovies como “In This Moment”, “Patience”.
“Sleep Sweetly” é uma música interessante, uma das melhores do disco em que o vocal é apoiado na introdução somente pelos teclados e depois cai no ritmo mais animado mas sempre mantendo bastante melodia. O álbum se fecha com “Nothing´s Impossible”, essa também bem animada.
As letras trazem mensagens otimistas, bastante positivas (o Strive é uma banda cristã) sempre e nota se a boa produção (gravação e mixagem) do áudio.
Junto a esse lançamento temos ainda um EP com apenas quatro faixas retiradas do álbum The Story Before só que mais incrementadas: “A Better Way”, “Nothing´s Impossible”, “Leave With Me” e “Away From Here”.
Resumindo: é um álbum de pop rock cristão com um pé (às vezes) no rock progressivo (nota se algumas influências de bandas como Gênesis), muita melodia, as vezes também pendendo para o romantismo, e que o vocal sempre se destaca, canta como poucos com um timbre bastante peculiar e excelentes interpretações. Na maioria das vezes, o teclado serve como apoio para os vocais e nas outras a banda toda (que apesar de sempre econômica) toca correta.
A mensagem, como um todo, é bastante priorizada e a única reserva talvez fica por conta das composições, algumas meio que parecidas uma com as outras mas nada que afete essencialmente esse bom álbum.
(Fred Mika)
Site: www.strivefans.com
A musica de introdução, “Crush The Head Of Satan” lembra Shout At The Devil (Mötley Crüe), talvez por isso foi algo proposital da banda, invertendo a mensagem lírica com uma estrutura musical semelhante. Aliás, Fatal Stryken lembra bem o Mötley na época de Shout At The devil e Theatre Of Pain.
Esse álbum, First Strike, é uma remasterização de músicas lançadas no EP de 1986 (época que as bandas de hard glam estavam no auge) e é puro hard rock da primeira metade dos anos oitenta na linha Mötley Crüe/ Quiet Riot entre outras, isso significa refrões que colam, musica energética, baladas emotivas, visual colorido com cabelos arrepiados, mas como são cristãos, não devem estar no esquema de loiras peitudas, motos choppers, carrões e bebedeira que usualmente vem no pacote desse estilo. Mas é o tipo de música para festa californiana ou para acelerar o carro na estrada. As musicas são bastante criativas, variadas com baixo e bateria fazendo um trabalho reto, porém correto como convém ao estilo.
As musicas “One Way” e “State Of Emergency” são hard rocks fortes e eficazes ao vivo como Metal Health e I Wanna Rock (vocês sabem de quem estou falando).
A faixa título é uma música instrumental cheia de efeitos (mas creio que se encaixaria melhor se abrisse o disco).
Há músicas-hino prontas para explodirem como hits (“Rock On”) na linha de We Will Rock You do Queen e de I Love Rock N`Roll de Joan Jett, hard rocks comoventes e arrastados como em “The Young Men Have A Vision” e “Riot”. “Surprise” é uma balada quase acústica e bonita, mas no final ganha um certo peso na linha Don´t Go Away Mad do Mötley Crüe. Outra balada legal e que não fica atrás é “The Answer”. Traduzindo: todas as músicas desse disco são cativantes.
O encarte é bem feito e a única ressalva fica a respeito da mixagem do som, o técnico deu muita ênfase ao médio-agudo e com isso deixou as guitarras meio estridentes e o som da caixa demasiadamente metálico.
é interessante observar que as bandas cristãs e de mensagens positivistas estão presentes em todas as áreas, do hard rock mais glam ao extremo mais radical, do heavy metal tradicional passando pelo heavy melódico, rock progressivo, do hard/AOR mais pop, e até de estilos mais toscos como punk, hardcore, new metal. Opção é o que não falta, cabe a nós escolhermos os estilos e bandas boas. Stryken é uma das que valem a pena.
(Fred Mika)
Site: www.stryken.net
O Stryper alcançou o mega-sucesso nos anos oitenta, foi a banda cristã, junto com os veteranos do Petra, que foi mais longe até hoje. Conquistou inúmeros fãs no meio cristão e secular e vários álbuns multi-platinados, vários vídeos e músicas no topo das paradas do mundo inteiro.
Mas antes disso tudo, em 1983, a banda formada pelos irmãos Sweet, Robert (bateria e backing vocais) e Michael (vocais e guitarra) e por seus colegas de escola, Oz Fox (guitarra) e Timothy “Tim” Gaines (baixo) começava a engatinhar os seus primeiros passos no mundo musical.
Um dos registros desse início do Stryper está registrado em um demo-álbum que eles gravaram naquela época intitulada Roxx Regime quando a banda ainda iniciava sua peregrinação nos clubes locais do circuito de Hollywood. Depois disso todos sabemos da história, a banda chamou atenção da Enigma Records, mudou seu nome para Stryper definitivamente e lançou seu primeiro álbum oficial distribuído mundialmente, Yellow And Black Attack, que nada mais é que uma regravação melhorada de várias músicas do álbum-demo The Roxy Regime Demos 1983 como “From Wrong To Right”, “My Love I´ll Always Shows”, Loud N´Clear”, “You Know What To Do”, “You won´t Be Lonely” e “Co´Mon Rock”.
Além dessas músicas que seriam regravadas no primeiro álbum oficial do Stryper (o já citado Yellow And Black Attack), o álbum Roxy Regime ainda conta com um solo do baerista Robert Sweet intitulado Tank e com a faixa “Honestly”, posteriormente regravada no álbum To Hell With The Devil.
Na verdade o Roxx Regime Demos traz as versões originais dessas músicas, sem regravações, sem over-dubs, um Stryper soando natural, mas já mostrando todo seu potencial que viria a fazer história no mundo da música mundial, tanto no público secular como cristão.
No encarte desse álbum, temos fotos antigas, cartazes de shows da época, ingressos de shows antigos do Stryper, é um arquivo pequeno mais interessante.
The Roxx Regime Demos 1983 foi gravado no estúdio Casbah em Fullerton, Califórnia e produzido pelo próprio Stryper. Apresenta ainda um músico convidado, o tecladista Jon Van Togren.
Esse álbum é indicado aos fãs mais fanáticos do Stryper e colecionadores gerais que quer ter tudo de uma banda, porém se você quer a discografia da banda, mesmo que completa, adquira os outros álbuns oficiais. Como disse, todas as músicas do The Roxx Regime Demos 1983 foram regravadas posteriormente em outros álbuns, em sua grande maioria no primeiro álbum oficial do Stryper. Mas só por ser Stryper vale uma nota considerável.
(Fred Mika)
Site: www.stryper.com
Grupo americano feminino de Doom/Stoner Metal, formado em 2005. Rebecca Vernon (guitarra/vocal), Sarah Pendleton (violino/vocal), Leena Rinne (baixo) e Bonie Shupe (bacteria) integram o grupo.
Strega é a palavra italiana para Bruxa. Nome comumente dado para uma seguidora da Bruxaria Italiana. O próprio nome do grupo vem da expressão latina sub rosa, que significa sob a rosa. é usada nos países de língua inglesa para denotar segredo ou confidencialidade.
Por aí giram os temas das letras do grupo com um som bem pesado e distorcido, com influências do Kyuss. O vocal feminino fica em destaque neste universo bem agressivo. “Crucible”, “Strega” e “Sugar Creek”, são as músicas que mais me chamaram a atenção.
O Doom Metal feminino chegando com força no cenário.
(Bob Riot)
Site: www.subrosaonline.com
MySpace: www.myspace.com/subrosatheatre
O grupo nasceu através da reunião de Guerra (vocal/baixo), Renê (guitarra) e Emerson (bateria), em Brusque (SC). No ínicio de 2005, os músicos, já haviam passado por várias bandas de covers, começaram a conversar sobre a possibilidade de um trabalho como trio.
Tiveram uma experiência com a gravação do CD Agony and Pain, sob o nome de Plague, que recebeu elogios da crítica especializada no ano de 1995. Isto lhes rendeu alguns shows mas a banda terminou em 1996.
Influenciados por três vertentes, a primeira dos guitar heroes como Steve Vai e Satriani, a segunda pelo pop rock dos anos 80, bandas de Seattle, chegando ao thrash metal do Sepultura e Pantera, e a terceira acrescentando os melhores momentos da geração de Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Beatles.
Isto criou a roupagem do som do grupo, que aglomera todos estes pontos em várias de suas canções, todas cantadas em português, dando cara até mais de hard rock do que heavy metal ao grupo, assemelhando-se um pouco ao trabalho desenvolvido pelo Rosa Tattooada. As letras pretendem dizer alguma coisa, nem que seja para eles mesmos e não somente um amontoado de palavras.
“Nada é de ninguém”, base marcada e pesada, “Circo pegando fogo”, com guitarra gritante literalmente falando e o “Som do seu suor” são algumas das boas faixas do disco. Mais uma banda que não tem medo de cantar em português, fazendo um trabalho próprio sem se identificar com o estilo em vigência.
(Bob Riot)
Site: www.palcomp3.com.br/subversos
MySpace: www.myspace.com/subversos
Banda de Goiânia que faz um Hard Rock com fortes pitadas de Heavy Metal, e bastante influenciado pelos anos 70 e 80. Todos estes detalhes trazem para a banda uma sonoridade bastante interessante e variada, o que faz com que as faixas soem empolgantes e positivas.
“Arena Of Aliens” de 2002 tem como destaques as faixas “Light Up The Sky” (com ótimo riff de guitarra), “Chains Must Be Hard” (quase um Blues), “Arena Of Aliens” (bem Heavy) e “Midwest Sand”. Já o CD “Flying N’ Floating” de 2006, com ótima produção/mixagem, traz como destaques as faixas “Cosmic Sunrise” (bem pesada), “Polar Winds” (com forte presença dos teclados), “Till The End Of Time” (Hard anos 70), “Sun In My Hand”, “Searching For The Sun” (com forte influência de Van Halen) e “Don’t Lock Up The Truth”.
Realmente uma banda acima da média que merece ser conferida e acima de tudo respeitada dentro do cenário nacional.
(Eduardo Garcia carvalho)
No pouco tempo que escrevo para a Strike, tive o prazer de ouvir vários grupos de rock nacional que ainda não conhecia, pois, para quem viu na minha ficha, eu estava afastado do cenário nacional. Ouvi muita coisa, de blues até metal extremo.
Sou um cara que gosta de pesquisar, ler e ouvir muita coisa para tentar compreender alguma coisa sobre esse tal de rock. Muitas bandas nacionais, que passaram pelos meus ouvidos tem qualidade de sobra para enfrentarem o mercado internacional, com igualdade de condições ou às vezes superior aos grupos lá de fora.
Já me falaram que o tal “underground” não existe mais, tudo gira em torno da grana, isto eu não posso falar. Pois é... voltando aos grupos... o Sunroad é um destes significativos grupos que poderiam estar fazendo shows em outros países tamanha a competência de seus músicos, hard rock de primeira linha, moderno, sem tentar cair na tentação de seguir tendências, pelo simples fato de que alguém, antes, conseguiu uma visibilidade melhor.
Acerto na mosca em falar que o grupo tem os melhores backing vocals que ouvi no rock brasileiro, soam como uma só alma, com colocações perfeitas e timbres que se encaixam em uma harmonia quase comparada a Styx, que até agora pra mim é imbatível neste quesito.
Melhor formação não poderia haver, uma cozinha de tirar o chapéu, Fred Mika (bateria) e Enilson Macedo (baixo) dão sustentação às músicas deixando como o hard rock deve ser, Leo Yanes mostra muita categoria nos vocais influenciado pelo grande Coverdale, Akasio Angels (teclado) e Rafael Milhomem (guitarra) completam o excelente time.
Excelentes composições na qual destaco a maravilhosa balada “First Day Without You”, com Yanes arrebentando, “Seaching For The Sun”, no melhor estilo Whitesnake, “Hero Or Criminal” e “Don’t Lock Up The Truth”. O CD conta com uma cover do mestre da guitarra Uli Roth, “ Sun In My Hand”.
Está esperando o quê?! Vai ouvir!!
(Bob Riot)
Site: www.sunroad.com.br
Resumindo a biografia desta banda de metal progressivo, oriunda de New Jersey (USA), cuja história foi divida em capítulos em seu site oficial. Com inicio em 2001, numa jam session na casa do baterista Chris Myers, na qual estavam os guitarristas Gregg Rosseti, e Rich Skibinsky.
Rich aproximou-se de Gregg após vê-lo com uma camisa do Blind Guardian e começaram a conversar sobre metal descobrindo que tinham vários gostos em comum. Alguém tem uma história parecida? E por aí começou o embrião do Suspyre.
Além de Gregg, que também toca saxofone, e Rich, também tecladista, o grupo conta com Sam Paulicelli (bateria), Clay Barton (vocais) e Noah Martin (baixo) e incluem em sua discografia, mais um CD, um promo e dois demos, um deles instrumental. Quase que a totalidade das composições do disco estão por conta de Gregg Rosseti.
O álbum conceitual consiste em duas peças, Opus II: The Alignment of Galaxies (34:16) e Opus III: The Origin of a Curse (36:05), divididas em quatro partes cada e subdivididas em outras seis. Normal para uma banda de metal progressivo.
Mesclado por sonoridades que passam pelo heavy metal, música erudita e jazz, o disco chama a atenção, obviamente pelas bases pesadas e partes harmônicas de sax, o vocalista Barton, tem uma voz bonita e os arranjos são bem vocais são bem elaborados tendo algumas passagens com backing vocals femininos, o cara tem um estilo parecido com Jorn Lande, o que por si só é uma boa referência.
A música “Galactic Backward Movements” é uma boa amostragem do trabalho instrumental do grupo, contendo vários ingredientes descritos anteriormente, “The Singer” e “Blood Of Passion” são outras boas doses que podem ser ouvidas de forma homeopática no site oficial do grupo.
Mais um excelente grupo na estrada para ser conferido.
(Bob Riot)
Site: www.suspyre.com
A banda Switchblade faz um hard rock malvado, enérgico, direto e cru. Mas o que seria isso? Bases retas, porém viscerais meio na linha Motley Crue, uso de guitarras slide, guitarras no volume máximo tocadas com muita raiva, rapazes com cara de briguentos, rebeldes e tatuados além de composições que falam de brigas, muito álcool, vida na estrada e aventuras.
O nome da banda já diz tudo: rock cortante, afiado e o título do álbum, “Rock´N´Roll 4 Ever”, revela esse estilo de vida, os motoqueiros, hard blues, fãs de Stteppenwolf, The Cult (na fase do álbum Electric), Made In Brazil, Ted Nugent, Rose Tattoo, AC/DC vão delirar (isso para citar as bandas mais famosas) mas podemos comparar a banda a The Four Horseman, Circus Of Power e Junkyard, entre outras, mas apesar disso tudo é uma banda dinamarquesa e não americana como poderíamos pensar. é praticamente uma trilha sonora para moto-eventos, sleazy rock ou rock despachado.
Traduzindo, rock n´roll puro, sem frescuras e muito alto. Esse tipo de som se não for tocado no talo não funciona, é adrenalina pura.
O vocalista Ken Anthony cumpre muito bem sua função, vocal poderoso, animado e com um forte drive. Os guitarristas Martin Steene e Henning Nielsen são bem criativos para esse estilo. Já o baterista, Kim Hagemann, e o baixista, Soren Christiansen, fazem o essencial, nada de firulas.
Uma coisa que me chamou a atenção foi os timbres característicos das guitarras, nada de muito efeitos, apenas distorção provocado por algum amplificador valvulado potente, e apesar dessa pancada sonora, as guitarras são bem definidas, não saturam nunca.
As músicas seguem então por essa linha, algumas são mais arrastadas como “Cat Scratch Fever” de Ted Nugent, outras mais hard-bluesy como “The Jack” do AC/DC, outras mais secas na linha de “Love Removal Machine” do The Cult.
Esse é um álbum indicado para aqueles que acham que rock é diversão, que gostam de motos e aventuras na estrada sem medo de ficarem surdos. Para quem espera solos rápidos, duetos de guitarra, vocais limpos, quebras de andamento, esqueçam.
(Fred Mika)
Site: www.switchblade.dk
O sexteto francês retorna com este trabalho que contem cinco músicas e o tempo total de 26 minutos. Run And Fall abre os trabalhos e tem como ponto marcante o solo de guitarra com muito feeling e bem discontraído e apesar de atuar dentro do prog, mostra uma faixa bem solta e que desenrola bem sem a burocracia do gênero.
Your Soul Is Mine vem na sequência mais melancólica e sugerindo uma balada, que deixa a peteca cair. Cold Embers pode voltar a salvar a lavoura e desempatar do lado positivo, mas só la pela metade do som é que ela da uma andada, tendo novamente como parte forte o solo de guitarra que nesta é compartilhado com o de teclado, não são aulas de técnica, mas demonstram muito feeling, mas salvam apenas 50% da faixa. Aquatic Coma é uma faixa razoável e cover de Enjoy The Silence cumpre seu papel.
Bom temos então um cd com total cara Prog que começa bem e vai ficando burocrático e pouco criativo, mas mostra que a banda tem capacidade, mas acredito que precisa arriscar mais para tentar inovar e sair da mesmice do estilo.
Vamos acompanhar da próxima vez.
(Adriano Gandolfi)

Nascida em Joinville (SC) em 2001, a partir de outra extinta banda chamada Madness, que existia nos anos 90, dois de seus integrantes, Milton Maia (teclado) e Jurandir Junior (vocal), decidem tocar heavy metal daí surgindo o grupo. Atualmente, fechando o time, temos, Ney Soteiro (guitarra), Alexandre Lamim (baixo) e Marcos Vinícius “Nâna” (bateria). Em 2004 mudaram o nome de Symmetry para Symmetrya, de mesmo significado pois havia outra banda de mesmo nome na Europa.
Metal melódico é a praia deste pessoal que iniciou o trabalho de “Eternal Search” em 2004, tendo concluído o mesmo em 2006. O disco tem boa produção, a cargo de Ronaldo Simolla, com co-produção do grupo e Deny Bonfante, com destaque para a linda parte gráfica.
Musicalmente, o Brasil está cheio de bons músicos e o Symmetrya não foge à regra, Junior desenvolve um bom trabalho vocal, com um timbre diferente, os solos aparecem com destaque e boas harmonias de guitarra, apesar de parecer estar faltando um som pesado nas mesmas, sem desabonar as músicas no geral. A experiência encarregará de aprimorar esta parte técnica de gravação/mixagem.
Faixas como “Lost”, “Dead Zone”, “Learn To Live” e “Eternal Search” são bons exemplos do potencial da banda. O amadurecimento musical trará bons frutos no futuro do Symmetrya.
(Bob Riot)
Site: www.symmetrya.com
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