
TAURUS, poderíamos dizer simplesmente METAL. Para todos os sobreviventes e amantes do metal oitentista o TAURUS sempre foi uma referência para uma era de ouro. Felizmente essa referência não á apenas passado, e sim presente e futuro. O novo CD Fissura é a prova viva que o amor e a dedicação em relação aos ideais sobrevive ao caos, ao sistema e ao poder imundo do capitalismo.
Honestidade é a primeira palavra que utilizo para definir o som do TAURUS – honestidade em manter acesa a chama do verdadeiro metal, de manter a identidade sem cair nas armadilhas do mercado e principalmente honestidade em respeitar os velhos fãs, fiéis seguidores do metal cantado em nossa língua pátria.
O massacre taurino tem início com a faixa título (Fissura) que nos remete a um mergulho na consciência – COM O QUE VOCÊ QUER SER NADA? Ritmos alucinantes com aquelas paradas mágicas que num show deixam à galera em transe. Na seqüência DIAS DE CÃO. Um ritual toma conta do CD que tem como de fundo nesse som uma descrição fiel da realidade urbana carioca. A banda nos brinda com uma sonoridade que poderia ser a trilha do apocalipse. Em determinado momento escutamos “um reino construído com os vícios” e penso que o TAURUS também tem esse poder.
Quem escuta o som do TAURUS fica viciado. Os integrantes da banda estão em sua melhor fase. Cláudio Bezz toca seu machado como um insano, riffs atrás de riffs. Sérgio e Jeziel como construtores de uma obra faraônica seguram o alicerce com uma fenomenal competência, o que garante peso e qualidade. No altar está o mestre Otávio Augusto, um dos melhores vocalistas do Brasil que com sua potente voz entoa frases que geram mais do que metal, consciência.
Todo o disco mantém a estrutura e o nível comum às produções que ficam em nossa memória. Não precisamos mais viver do passado – O TAURUS NOS GARANTIU O PRESENTE E O FUTURO com esse magnífico álbum. Quer saber minha opinião sobre os outros sons? Desnecessário. Compre o seu e estoure seus tímpanos. NOTA 10 sem dúvida alguma!
(Paulo César dos Santos Alves)
Sites: www.taurusofficial.com
MySpace: www.myspace.com/taurusofficial

O Tesla (que no início se chamava City Kidd) teve sua origem em 1984, na cidade de Sacramento, Califórnia, mas, ao contrário da maioria das bandas de hard rock oitentistas americanas, seu som era diversificado e rico para ficar sendo rotulado de hard glam (onde 90% das bandas de hard americana caíram nessa tentação nos anos oitenta). O visual do grupo também não tinha nada a ver com o glam metal uma vez que o Tesla se apresentava apenas de tênis, camisetas e jeans.
Logo no primeiro álbum, Mechanical Resounance que veio em 1986, já tiveram boa aceitação, e foi nessa época que a banda seria rebatizada de Tesla (uma homenagem ao cientista croata Nikola Tesla, para muitos o real inventor da eletricidade) e a formação básica desde então consistia em Jeff Keith (vocais), Tommy Skeoch e Frank Hannon (ambos guitarristas), Brian Wheat (baixo) e Troy Lucketta (bateria).
Na seqüência lançaram três álbuns que firmaram o Tesla no nome do rock mundial, The Great Radio Controversy (1989), o acústico ao vivo Five Man Acoustic Jam (1990) e Psychotic Supper (1991). Em 1994 a banda se separaria logo após do lançamento do álbum Bust a Nut e com problema de vício com um dos integrantes. Mas seis anos após o seu término, em 2000, o Tesla decide reunir seus antigos membros, mas só em 2004 lançam álbum novo, o Into The Now. Em 2006 o guitarrista Tommy Skeoch é substituído por Dave Rude e no ano seguinte gravam um álbum duplo, Real To Reel I & II, que é na verdade são regravações de composições de outros artistas. Em 2007 ainda lançam mais um álbum de estúdio, A Piece Of Time.
Em 2008 lançam o nono álbum de estúdio, Forever More. Esse álbum tem quatorze faixas sendo que uma delas, “I Wanna Live”, também tem versão em vídeo.
O Tesla sempre adicionou farta dose de blues ao seu hard rock com violões slide, dedilhados de puro country-blues onde os guitarristas sempre criativos, técnicos e com um arsenal inesgotável de riffs se deram muito bem. Uma prova desse enorme dinamismo é a faixa título que abre o álbum.
As faixas “I Wanna Live”, “One Day At A Time”, “So What” e “All Of Me”, já fazem parte de um hard rock mais moderno que inclui bases retas e bem distorcidas, mas mesmo assim continua intacto o velho estilo Tesla de fazer hard rock com maestria. “Just In Case” é uma mistura de balada com partes pesadas, algo que o Tesla já fez resultando numa interessante composição ao final enquanto “Fallin´Apart” é exclusivamente uma balada, uma balada power mas sem tonalidades melancólicas.
A diversidade do Tesla não para por ai, um hard rock mais cadenciado com bases pesadas e refrões bem pegajosos é um bom exemplo disso como é o caso de “Breakin´ Free”. Mais climático impossível. “The First Time” dá impressão de ser uma balada, mas na verdade é uma composição mista, com um dedilhado de introdução que serve de cama para o solo e, sobre esse mesmo dedilhado segue o vocal. Logo após entrar a banda toda puxando um refrão pesado, hard rock, e na volta do vocal e dedilhado já há a presença de baixo e batera uma vez que a composição já ganhou corpo. Na volta ao mesmo refrão hard rock para finalmente ir para o solo sobre a base que continua pesada e volta ao refrão que se repete para a finalização da música. Estrutura bem sacada.
Mais provas dessa diversificação do Tesla, “PVT. Ledbetter” já é uma balada integral, uma balada power ao melhor estilo Tesla (lembram de “Little Suzy”?) enquanto “In A Hole Again” já é puramente um hard rock moderno. O fato que o Tesla não precisa provar mais nada a ninguém.
“The Game” fecha o play convencional, uma faixa pesada com um riff introdutório rápido para logo cair, nas partes vocalizadas, num andamento mais arrastado. Fecha? Fecharia se ainda não tivesse duas faixas bônus que são as composições “My Way” e a ao vivo “What A Shame”, essas duas já mais puramente fiéis ao Tesla oitentista, e isso significa um hard rock com riffs mais versáteis e mais leves que o som moderno. Ainda com o adicional de mais melodia dos vocais e refrões ainda mais pegajosos. Mais clássico. Se você gosta de hard rock e classic rock procure adquirir esse.
(Fred Mika)
Sites: www.teslatheband.com

Eis mais um lançamento dessa gravadora especializada em rock progressivo canadense. Pois bem, o Talisma já está na ativa a mais de cinco anos e já lançou dois albums, Corpus em 2003 e Chromium em 2005, e estes são os dois albums mais vendidos dessa gravadora.
São dez composições no melhor estilo psicodélico (mas sem ser melancólico) onde sons estranhos e aclimatações propiciam uma viagem interessante a quem escuta onde se vê influência da música flamenca, do jazz, da new age. é realmente um apanhado sonoro. A riqueza e variação musical é enorme.
O Talisma é outra banda que ousa compor em francês e, tem ao seu favor, o timbre agradabilissimo ds vocalista (embora as partes que possuem vocalizações são bem poucas) Florence Bélanger (que também toca piano) e os destaques dos músicos Donald Fleorent (baixista, guitarrista além de tocar o sintetizador Mellotron) e Marc Filiatrault (guitarras acústicas e elétricas).
Destaque merecem também os excelentes e virtuosos bateristas Alain Boger e Mark D´Claudio (ambos com muita pegada e criativos também). Os outros músicos não ficam atrás: Martin Vanier (guitarra).
Como disse, o som da banda é muito variado e rico, algo dificil de ser descrito tamanho é a criatividade e musicalidade do pessoal envolvido. No total são dez composições, “Introssimo”, “Basse De Fou”, “Ibliss”, “Iseult”, “Quelque Part”, “L´Aube”, “Od, “Astromuz”, “Modale” e “Cassiopeia” em que, apesar de que, texturamente, podemos enquadrá-las como pertencentes do estilo de rock progressivo, nota se de tudo aqui, desde o rock ao jazz, como aos estilos que citei acima e ainda muita coisa do erudito.
é um som incomparável, ressalva (talvez) somente pelo fato de cantarem em francês mas a musicalidade da banda supera tudo. é indicado a todos que querem ouvir uma boa música independentemente de estilo. é algo bem acima da media independentemente de gosto musical.
(Fred Mika)
Sites: www.talismamusic.ca
MySpace: www.myspace.com/markdicaudio / www.myspace.com/dofleurent
Site da gravadora: www.unicorndigitalrecords.com
Quarteto foi formado no final de 2001 pelo vocalista/guitarrista Jim Mullis e após solidificarem sua formação com guitarrista Matt Barner, baixista Garth Lovvom e Lance Wright, como muitos começaram tocando covers em clubes locais e em 2006 resolveram graver seu primeiro trabalho auto financiado e produzido, Prepare For The Judgement of Mankind, um ótimo começo e um petardo para quem aprecia um power/thrash metal na melhor escola norte-americana (que contou ainda com um cover de Deliver us From Evil do DEADLY BLESSING com participação de Ski (hoje no FAITH FACTOR) nos vocais.
E mais recentemente - em 2008, lançam este segundo trabalho, com uma mudança na formação com a entrada do baixista Jim Lewis e com algumas mudanças de ordem musical e de produção.
Chama a atenção de primeira a produção bem mais profissional, com uma sonoridade mais pesada e clara e musicalmente a banda está bem mais thrash metal do que speed, com músicas mais rápidas e agressivas, porém com um instrumental bem apurado e trabalhado, não é só “tacotacotacotaco”, o que destoa um pouco e no final das contas foge do clichê geral e é bem interessante são os vocais, que soam limpos e numa linha bem tradicional.
Assim como no trabalho anterior temos uma cover para “Forbidden Evil” dos ótimos thrashers californianos FORBIDDEN, numa boa versão.
Como banda assumidamente cristã que são – apesar que todas suas influências e gostos musicais são de bandas seculares - suas letras passam uma mensagem positiva ou de alerta, muito boas. No momento reduziram-se a um trio com a saída do baixista Jim e estão escrevendo material para um terceiro trabalho. Fiquem atentos, vem mais coisa boa por ai.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.templeofblood.net
MySpace: www.myspace.com/templeofblood
Esta banda foi formada em 2007 pelo veterano baterista Rick e pelo baixista Toby que na época, gravariam demos com equipamentos ruins, mas mesmo assim conseguem chamar uma atenção significativa para sua pagina no MySpace.
Já em 2008, eles decidiram gravar um EP que significasse a estréia da banda de ambos os músicos uma vez que os mesmos fizeram quase tudo sozinhos, e Toby (o baixista) também gravou as a guitarras. Para os vocais foi convocado um amigo chamado Steve.
Esse EP tem apenas cinco composições sendo que a primeira é a instrumental “Electric Soup”, com riffs de guitarras a la Led Zeppelin com direito a modulações e tudo mais.
Depois vem “Gun Under Her Pillow”, um hard rock bem arrastado, com marcação e acentuação forte. A cozinha do grupo (baixo e bateria) merece destaque pois possui uma marcação bem forte, bem pronunciada e bem encaixada. A sonoridade do The Sawney Bean Band remonta bastante à dos grupos similares de rock setentistas.
“Scars & Memories” vem a seguir e na mesma linha da anterior, ou seja, marcação bem forte, riffs encorpados e com total influencia setentista o que permite que os vocais fluam livres.
Já na quarta faixa, “Magdalene´s Laudry”, possui guitarras bases mais retas porem mais pesadas que as anteriores fazendo com que a composição soe mais moderna. Um dos aspectos que fazem com que o grupo apresente essa sessão rítmica marcante e poderosa é o devido destaque que recebeu na mixagem o baixo e as peças de marcação da bateria (bumbo e caixa).
Finalizando o EP temos “Happy End After”, a balada desse trabalho, onde um bonito coral flui sobre arranjos de piano e teclados. Daí entram o violão acústico e teclados fazendo fraseados gerando um clima místico quase que gregoriano. Essa é a faixa que, no meu ver, é a mais interessante de todo o EP. Uma faixa bem rica em detalhes e bem climática.
é um trabalho bastante interessante que foge um pouco do que anda se fazendo atualmente no mundo da musica contemporânea e se, levarmos em conta que praticamente só os dois membros fundadores tomaram conta de tudo sozinho, então esse EP é ainda mais digno de destaque.
Se contratarem os músicos certos e um produtor competente além de uma boa gravadora, essa banda tem tudo para explodir mundialmente pois é bem criativa e rica em sua musicalidade e versatilidade e ainda por cima não se deixa prender em clichês.
(Fred Mika)
Site: www.thesawneybeanband.co.uk
MySpace: www.myspace.com/thesawneybeanband
“Baita dum discaço de hard rock”, resumiria este trabalho desta veterana banda formada no início dos anos 80 na Noruega e que tem em sua formação um dos melhores guitarristas do rock contemporâneo e um ícone do estilo, Ronni Le Tekro e o vocalista nova-iorquino Tony Harnell (também Westworld e Starbrekaer), um músico de primeiríssima linha, versátil e ultra-competente no seu particular estilo de interpretação; completam a banda os veteranos Morty Black (b, que deixou a banda após alguns poucos shows de divulgação do trabalho) Diesel Dahl (bat) e o “novato” Dag Stokke (tecl.)
Lançado originalmente em 2003, este que é o sétimo cd dos caras, aterrisou em terra brasilis bem recentemente via o selo do ABC que tem um QI elevado (pois é especializado em excelentes lançamentos do hard rock/aor, etc o que faltava por aqui!) e sem exageros é um dos melhores lançamentos do estilo nos últimos cinco anos; as músicas tem feeling, groove na medida certa, são empolgantes e envolventes, tem “dois coelhos na cartola” respeticvamente seu vocalista e guitarrista; excelentes vocalizações, refrães grudentos e bem colocados com uma dose de acessibilidade que faz que as músicas soem muito agradáveis.
O trabalho é excelente por completo; uma raridade nos dias atuais; numa mescla bem balanceada de hard rocks certeiros e vigorosos, baladas trabalhadas, etc, mas destaco Invisible Noise e She Needs Me, dois hards com toques moderno e um groove “sensual”; os hard rocks melódicos na melhor escola oitentista da título, You´ll Be There, Lonely Nights (esta com um riff que era usado no solo individual do guitarrista, vide o velho vídeo ao vivo no Japão) e a Vanhalenesca Everybody´s Got a Secret; a maravilhosa balada emotiva Perfectly; Satellite com seu feeling alegre, meio pop, meio metal melódico e Give A Sign com cara de The Cult da fase boa “pós gótica”, dentre outras.
Compre sem medo!!! E parabéns ao selo.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.tnttheband.com
3 LEGGED DOGG é o nome da banda formada por Chas West (BONHAM) no vocal, Carlos Cavazo (Quiet Riot) e Brian Young (David Lee Roth) nas guitarras, Jimmy Bain (Dio, Rainbow) no baixo e Vinny Appice (Black Sabbath, Heaven & Hell, DIO) na bateria, cujo primeiro disco, chamado "Frozen Summer", está sendo lançado pela gravadora Perris Records.
Com esta super formação só podemos imaginar... Não imagine muito para não se decepcionar, pois o que você vai ouvir aqui, com certezza preferiria não ter ouvido, ainda mais sabendo quem executou.
Vamos ao cd, que tipo de som vc acha que 3LD faz??? Hard, Heavy, AOR??? Nenhum deles, pois é, o que temos aquilembra muito o som feito pelo Alice In Chains em crise depressivo, algo meramente triste, sem vida, sem peso, sem necessidade de existir. Até a batera de Vinnie Ápice conseguiram tirar a vida e soa totalmente e insossa, dúvida? Então tenta escutar se você conseguir merece um prêmio.
Realmente lamentável músicos deste porte se sujeitarem a isto.
(Adriano Gandolfi)
Duas faixas para avaliar um trabalho é algo complicado demais para quem vai avaliar e para a própria banda que pode ter errado em sua seleção, mas vamos lá, o Tacere mostra um som com influências do metal melódico e do Prog com alguns toques do Gothic, até pelo tipo de vocal feminino que apresenta.
A primeira faixa deste ep mostra diferenças claras quando há o vocal masculino tendendo ao melódicoe com muito peso, e bem prog e gothic com a entrada do vocal feminino, há uma divisão bem interessante prevalecendo muito o vocal masculino nesta faixa o que dá peso e torna a faixa bem interessante, tendo como parte principal o refrão muito legal e levado pelo vocal masculino.
Na segunda faixa temos um inicio mais cadenciado e com peso aqui o vocal feminino dá o tom com muitas interferências do masculino, que em alguns momentos chega ao gutural.
O Tacere tem uma formula interessante de utilização dos vocais e confesso que isto é um ponto positivo, mas precisaria de mais faixas para uma boa avaliação.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.tacere.net
Composto por Karri Janne Pekka Jake e Helena, este quinteto realiza um som que tem influências diversas e usa a mescla de vocais guturais, com vocais limpos e vocais femininos, conseguindo uma boa dose de diferenciação e balanceamento, entre os mesmos aliados a guitarras com alta dose de distorção.
Ao todo o cd traz sete faixas com duração total de 35 minutos, algo pouco produtivo, com relação ao que as demais bandas apresentam hoje, mas por sua vez compensam isto com boas composições que conseguem uma boa homogeneidade.
Ao todo um bom cd que mostra uma banda coesa, com uma boa dose de diferenciação em função dos trabalhos vocais, e com um batera que pega pesado.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.tacere.net
Capitaneado por Marcel Jacob (baixo) e Jeff Scott Soto (vocais), esta excelente banda chega ao seu sétimo e conforme anunciado último trabalho, não sabemos afinal se este fato é real, mas soa bem conveniente encerrar os trabalhos da banda e soltar um último CD de estúdio, além de Soto ser efetivado como vocalista do Journey, mas quem sabe as coisas possam mudar em um futuro.
Além dos já citados temos o guitarrista Fredrik Akesson, que a pouco viveu um grande momento no Arch Enemy, inclusive passando recentemente pelo Brasil para alguns shows e o bateria Jamie Borger.
Em Cats & Dogs o Talisman tinha feito um grande CD de hard com bastante peso, em “7” temos o mesmo sabor com relação ao peso, porém as composições não possuem a mesma grandeza. As guitarras imperam em “Falling” e “Nowhere Fast” que é puro peso aliado a principal característica de Soto que é o swing que como sempre dá um show.
“Rhyme Or Reason” chega a lembrar o cocer feito para “Crazy” (Seal), enquanto “End Of The Line” remete aos primeiros trabalhos da banda, com uma linha de baixo impressionante. Apesar do peso, das boas faixas, da competência incondicional dos músicos, nota-se que não houve muita inspiração nas composições deste cd, soando básico até demais. “Oh My Way” é até pop demais, enquanto “Succumb 2 My Desire” soa totalmente desnecessária e “Troubled Water” não causa qualquer sentimento.
Talento os caras têm, mas parece que faltou energia. Um bom CD, mas apenas bom, o que se tratando de Talisman é um tanto quanto decepcionante. Lembremos que o Talisman nunca estourou de fato, sendo relegado ao eterno “status” de banda cult, o que é uma injustiça. Um bom trabalho, mas que só os fãs ou adoradores de Jeff Scott Soto irão curtir.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.talismanworld.com
O grupo alemão Tankard está na ativa desde 82, infelizmente não teve tanto reconhecimento quanto outros grupos de seu país. Será por que sejam thrash metal ao invés de melódico?! Marketing e sucesso à parte. Ou só eu não tinha os ouvido, só conhecia de nome?
Com temáticas variando sobre morte, álcool (é aquele de beber mesmo...), heavy metal e sociedade, é um daqueles grupos que preservam suas raízes, o logotipo, o monstrinho e a cerveja vem sendo usados nas capas de seus discos ao longo de todos esses anos.
O grupo vem com Gerre (vocal), Frank (baixo), Andy (guitarra) e Olaf (bateria), em sua formação atual. O som é o mais absurdo thrash metal que se possa ouvir em matéria de instrumental, porrada atrás de porrada, ali ninguém alisa seus instrumentos ou gosta de baladas pelo jeito. De bonito, ou melhor, bonita, só a mina que aparece no disco dentro de uma banheira com seus integrantes. Bom gosto dos rapazes.
Vou ver se consigo descrever alguma coisa desta massa sonora (no bom sentido), tarefa árdua, até mesmo ingrata, mas tentarei. O disco começa com a música “Ice-Olation”, ritmo rasgado, quase beirando ao death, o batera com o fogo todo com altas viradas, “We Still Drink The Old Ways”, começa com a frase “De volta à velha terra da cerveja”, thrashão old school, “Forsaken World”, fala de catástrofes, “O dia do julgamento está chegando”, dá-lhe sonzera!
“Rockstars No. 1”, os caras se colocam numa história de festas, bebidas e dinheiro, como o próprio nome da música já avisa, variações entre peso e velocidade, “The Beauty And The Beast”, composição com muito pique e caída para o forte refrão, “Frankfurt: We Need More Beer”, introdução de sax tocando “Rock Around The Clock“,com cara de anos 60, depois... mais porrada. “Metaltometal”, introdução acústica, bem melódica, depois vira hino de metal, “sem country, sem reggae, sem techno, sem hip-hop”, “Metal to Metal and guts to guts”.
Resumindo, se eu tenta-se agitar alguma música deste álbum, como fazia nos tempos em que não perdia um baile de rock, com certeza hoje eu estaria com torcicolo ou o meu nervo ciático me impediria de andar. Para o headbanguer agitado, este é o disco. Energia a toda prova.
(Bob Riot)
Site: www.tankard.org
Este disco, lançado originalmente em 98, está sendo disponibilizado agora em terras tupiniquins por meio da Encore Records, que por sinal ultimamente vem relançando vários discos importantes. A exemplo da maioria dos CD's anteriores (e sabidamente dos posteriores também) a banda segue em sua trajetória despojada e bem-humorada de se fazer Thrash Metal de verdade.
As temáticas e letras mantém a tendência sarcástica do grupo de fazer críticas (sejam sociais, políticas ou comportamentais) e exaltar o eterno amor a cerveja e a bebedeira! Mas focando o mais importante - o som - o grupo demonstra nas 13 faixas do disco o mesmo Thrash oitentista de sempre, com referências Punk (como em Tankard Roach Motel e Hard Rock Dinosaur por exemplo), muito peso, riffs cortantes e refrões pegajosos.
Como destaque ainda valem ser citadas as músicas Serial Killer, Queen Of Hearts, Death By Whips (muito boa!), Face Of The Enemy e a faixa título Disco Destroyer.
Imperdível como sempre!
(Eduardo Garcia Carvalho)
Jovem grupo polonês de rock progressivo que trás em sua formação: Lukasz Adamczyk (baixo); Adam Jurewicz (guitarras, vocais); Robert Sztorc (bateria, percurssão) e Kamil Urbanski (teclados).
Após gastarem várias noites ouvindo e tocando músicas dos artistas Planet X, Tower Of Power, Mike Patton e muitos outros o grupo sentiu que poderia criar sua própria música e estão na ativa desde outubro de 2003. Como não consegui a origem do nome T.A.O. corri atrás do Wikipedia...
Tao (pronuncia-se tao, mas na grafia chinesa Pinyin escreve-se Dao) significa, traduzindo literalmente, o Caminho, mas é um conceito que só pode ser apreendido por intuição.
Esta definição taoista pode ser aplicada ao som do grupo. Uma mistura de estilos musicais sem limites, nada concreto. Você pode ouvir passagens de death metal aliado a teclados psicodélicos, ou hip hop/soul music/heavy metal com jazz ou progressivo. Alguém pode imaginar o que isto pode dar? Pois é... só por intuição.
Talvez o som do grupo transcenda nossa imaginação a pontos distantes no universo ou nos coloque com os pés no chão a ponto de alguém poder pegar o CD e jogá-lo no lixo. Vai de o quanto o ouvinte está disposto a encarar o som do grupo.
Não sei se este é o “o Caminho” que muitos irão apreciar, se é o certo, ou o errado, mas com certeza está fora dos limites que estamos acostumados. Um ponto de reflexão de como a música pode ser construída. Exemplo: “Forget It” ou “Se Ma Nei”.
(Bob Riot)
Site: www.tao.freehost.pl
Edição comemorativa de 20 anos do lançamento deste CD, o primeiro do grupo, que foi um clássico do heavy metal dos anos 80. Como bônus estão algumas gravações ao vivo da banda no Circo Marinho (Santos) em 1987 (eu estava lá!) e 1985 no Caverna II além das demo tapes do grupo.
O segundo álbum Trapped In Lies também será relançado no segundo semestre deste ano. Vale lembrar para o pessoal mais novo, e que hoje pensa que tocar heavy metal é difícil... Imagine a 20 anos atrás?!
Os grupos desta época abriram, ou melhor dizendo, escancararam a porta para que o heavy metal nacional atingisse o contingente de grupos que temos hoje em dia e com a qualidade comparável aos grupos gringos.
Verdadeiros bandeirantes do heavy metal, se aventuraram, em sua própria língua, a criar algo antes até inimaginável num país envolto no ditadura (algum jovem estudou isto no colégio?).
Deste disco saíram vários clássicos como “Batalha Final”, “Mundo em Alerta”, “Massacre” e “Falsos Comandos”. A remasterização do disco ficou animal e nem parece que foi criada a tanto tempo.
Um disco indispensável para os que gostam, ou querem ter em sua discoteca alguma coisa sobre a história do heavy metal nacional. Com certeza o Taurus é um destes personagens.
(Bob Riot)
Site: www.marquee.com.br
Relançamento do segundo álbum da banda Taurus, originalmente lançado em 1988 e relançado em 2007, seguindo os planos para colocar no mercado toda a discografia do grupo até 2008.
Trapped In Lies inaugura a fase do grupo com composições em inglês, o que hoje em dia é mais do que normal.
Bases pesadas, bateria marcaca, vocal com timbre de Jess Cox. Sobre as músicas: “Napalm Taste” lembra a música “Blackout” do Scorpions, “Death by Booze”, “Nothing To Say”, mais aceleradas são só algumas das músicas do álbum original. As bônus tracks ficam por conta de um ensaio aberto gravado em 2007, com destaque para as faixas “Damien” e “Rebelião dos Mortos” e do “Massacre” gravada ao vivo no Rio de Janeiro em 2007.
O disco trás a mesma boa qualidade de gravação do relançamento anterior, Signo de Taurus, o que mostra que o grupo encarou com total seriedade seu retorno aos palcos. Disco para os adoradores do metal nacional.
(Bob Riot)
Site: www.taurusofficial.com
MySpace: www.myspace.com/taurusofficial
Temos aqui um demo dessa banda sueca de hard rock melódico que se vê bem influenciada por sonoridades oitentistas. Essa demo só traz três composições, mas já nos da uma boa amostra do potencial da banda apesar de sua recente historia (sim, ela foi fundada em 2006).
As influencias são variadas, o Teaser apresenta progressões de acordes como o Rush, muito clima e melodia alem de guitarras pesadas bem na junção Scorpions/Rainbow e ainda algum toque de hard rock AOR bem na linha do americano Journey.
Atualmente a banda se encontra no estúdio preparando material para a gravação de uma trilha sonora do filme Back Both Ways (um filme hollywoodiano independente que está sendo elaborado dentro de uma trilogia) apresentando Will Barnard. Esse filme será visto em festivais americanos enquanto a banda se prepara para a gravação de seu primeiro álbum que deverá conter doze faixas.
Em relação a essa demos, as três faixas são “Teaser Her”, “Make Up Your Mind” e “Guilty Of Love” e como já dissemos, a sonoridade um hard rock melodia e rock AOR com roupagem moderna (ate certo ponto).
Bem elaborado, bem composto e bem gravado e isso anima muito no promissor mercado do hard rock e do rock AOR que vem surgindo nessa década depois de uma década de estagnação musical desse estilo.
O futuro dessa banda é promissor assim como o futuro do hard rock (com sonoridade moderna ou não), do rock AOR, do heavy metal tradicional. Esperamos que mais e mais bandas assim continuem nos brindando com boa musica e sempre renovando o cenário que esteve em stand by durante a década de noventa.
(Fred Mika)
Site: www.teasersweden.com
MySpace: www.myspace.com/teasersweden
A banda basicamente faz um Rock Progressivo com fortes elementos e influências Folk. Neste mais recente trabalho este lado Folk está ainda mais evidenciado em determinadas músicas, enquanto outras faixas buscam um lado mais épico e quase sinfônico.
A temática do álbum apóia-se na história do Capitão Kidd – um famoso pirata -, o que proporciona um campo musical muito grande para o grupo desenvolver o disco e suas idéias, o que fazem com extrema qualidade – sobretudo no lado instrumental.
Para quem gosta (logicamente guardadas suas devidas proporções) de bandas como Jethro Tull, Yes e até mesmo Genesis (dos velhos tempos), certamente apreciará esta banda.
Destaque para as faixas “Captain Kidd”, “Hangman”, “Black Eddy”, “Per Spelmann” e Wizard’s Walk” (com seus mais de 10 minutos de duração!). Certamente vale conferir.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Álbum de estréia desta banda paulista que iniciou sua carreira como banda cover, tocando sucessos de Journey, Kansas, Europe, Queen, Bon Jovi e Dream Theater. Isto lhes rendeu uma legião de admiradores, tendo tocado com Billy Sheehan e escolhida como banda de apoio de Jeff Scott Soto em sua turnê pelo Brasil, além disto, foi banda de abertura do show de Eric Martin no Blackmore Bar.
O Tempestt também participou da final da seletiva nacional para o Wacken Open Air, mostrando a força da banda ao vivo e o vocalista BJ foi convidado por Soto para uma aparição no Sweden Rock Fest. Isto prova que o Tempestt tem tudo para figurar no cenário hard/heavy com destaque. Bring ‘Em On conta com a participação de JSS em “Insanity Desire”, e com o ex-guitarrista do Shaman, Hugo Mariutti em “Bring ‘Em On”.
O disco caminha pelo hard rock com uma mistura de heavy e progressivo, isto faz com que as composições tenham modernidade e criatividade. “Faked By Time” abre o disco como prenuncio do que virá durante todo o disco, destaque para todos do grupo, em “Too High” o baixo tem presença marcante na música, outro destaque é “Enemy In You” que começa como balada e se transforma em clima de metal prog, Base e marcação pesada de batera em “Insanity Desire” e um momento acústico na faixa “Healing”.
Além de BJ no vocais, completa-se a formação do Tempestt com Leo Mancini (guitarra), Edu Cominato (bateria) e Paulo Soza (baixo). A energia e competência do grupo podem ser também observados em suas apresentações ao vivo, claramente aprimoradas ao longo do tempo de banda cover. Hard rock nacional de primeira, com tudo que o estilo tem de melhor, é só conferir.
(Bob Riot)
Site: www.tempestt.com.br
Esse quarteto cristão segue a risca o old school do thrash metal oitentista, porém com vocais limpos, sem guturais e até sem “drive” nenhum, mas não é um vocalista de muita inspiração porém acima da média dos “thrashes” (o que não é difícil), ou seja, thrash puro com tudo que tem direito, isso inclui músicas rápidas, solos rápidos, bumbos duplos quase o tempo todo e viradas de bateria rápidas, mas com a sensação de que já ouvimos isso tudo antes e muito clichês.
Muito boa a produção desse disco, tudo bastante audível, a dupla de guitarras (sim, porque o vocalista Jim Mullins é também guitarrista) faz um trabalho técnico e solos relâmpagos (o outro guitarrista é Matt Barnes), assim como Garth Lovvorn (baixista) e Lance Wright (bateria), mas como disse, esse disco de cabo a rabo vai tudo no mesmo esquema, tudo rápido, tudo parecido, mas sem muita criatividade.
Conta com boa produção que alia tecnologia moderna com encartes gráficos com inspiração do thrash metal oitentista, assemelha-se às capas pintadas do Tysondog e do Taurus. No verso da contracapa há várias citações bíblicas harmonizando com a idéia da banda e o cristianismo sério levado pela mesma (seus membros participam ativamente dos ministérios e são apoiados por estes).
Os adeptos do estilo vão gostar com certeza, cristãos ou não, mas quem procura por músicas melódicas e mais criativas esse lançamento não é das melhores indicações.
(Fred Mika)
Site: www.templeofblood.net
Banda cristã de heavy metal formada em 1998 e que já lançou dois demo tapes e um EP. Não consegui muita coisa na Web a respeito do grupo que tem Moisés Missão (b/gt/v), Zé Ronaldo (bat), Fernando (tc) e Denis Martins (guitarra).
Das poucas bandas cristãs que ouvi, o Templo de Fogo foi a melhor banda que ouvi até agora. Conseguiu transmitir a sua mensagem com total compreensão, bons músicos e composições bem elaboradas. Talvez seja pelas músicas em português, que coloca a mensagem em primeiro plano e o som apenas como instrumento de locomoção das informações.
Todas as músicas são boas mas destacaria “Campo de Guerra”, “Sonho Real” e “Virar da Noite”. Não gostei do jeito que o vocalista manda ver nas músicas, repetindo a mesma forma de cantar em muitos términos de frases (não sei explicar isto direito, mas quem ouvir vai entender). No mais vejo um bonito caminho a trilhar.
(Bob Riot)
Site: www.templodefogo.cjb.net
Desde que liberou seu primeiro disco em 1995, Gary Hughes e seu Ten, mantiveram uma discografia invejável, e daí saíram alguns álbuns considerados clássicos pelos amantes do Hard Rock e AOR. Mas eis que em 2001 foi a vez do guitarrista e co-fundador Vinny Burn abandonar seu posto. E é aí que realmente a sua música começa a perder o fôlego, com o mediano “Return To Evermore” (04), além do “The Essential Collection 1995-2005”, com regravações de seus clássicos, que infelizmente perderam muito do brilho das versões originais.
Novamente com alterações de formação este novo álbum chega ao mercado, e hoje o Ten conta com Gary Hughes (voz), Chris Francis (guitarra e baixo), John Halliwell (guitarra) e Paul Hodson (teclados), tendo como baterista provisório Frank Basile. O baixista de longa data, Steve McKenna também pediu as contas...
Seu oitavo registro de estúdio, “The Twilight Chronicles”, é bem mais consistente e inspirado que seu antecessor. Em seu atual Hard Rock não há tanto espaço para as guitarras, mas solos são muito bons, não se pode esperar muita distorção, tudo está bem mais focado nas melodias pomposas e na inclusão de muitas passagens orquestradas que remetem diretamente às trilhas cinematográficas.
O álbum peca pelo fato de trazer faixas muito longas, são 10 canções em 73 minutos. E isto torna o trabalho repetitivo e cansativo, como por exemplo, logo na abertura “The Prologue”, extensa instrumental épica, desgastante, para enfim começar a grandiosa “Rome (The Elysian Fields Part I)”.
Em meio a estas longas incursões instrumentais há destaques, como “The Elysian Fields” e “This Heart Goes On”, típicas baladas que se pode esperar desta banda, mas que também não trazem nada muito diferencial do trivial e “The Twilight Masquerade”, bem Hard Rock, com as guitarras e refrãos se sobressaindo. Mas a sonoridade marcante do Ten fica para o final: “Tourniquet”, “Born To The Grave” e a semi-balada “When The Night Is Done”, todas com ótimas guitarras e Gary em sua melhor forma. The Twilight Chronicles resgata boas doses da qualidade dos primeiros e aclamados registros do Ten, um trabalho bastante indicado aos amantes de AOR, sem dúvida.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.ten-online.com
Eis que o grupo californiano Tesla volta com o segundo volume do álbum Real To Reel, o a´lbum de covers de diversos artistas e grupos.
O Tesla apareceu com estardalhaço nos anos oitenta lançando seu primeiro trabalho em 1984 (Mechanical Ressounance) e tendo como principais características a voz rouca e aguda de Jeff Keith e da afinadíssima dupla de guitarristas Frank Hannon e Tommy Skeoth, além do apoio do excelente baterista Troy Luccketta. A banda sempre se primou por músicas bem elaboradas e por arranjos trabalhados fugindo dos clichês da bandas de hard glam que dominavam a cena na época e, como os contemporâneos do Cinderella, sempre com um pé no blues rock.
Depois que o hard rock norte americano deu uma arrefecida nos anos oitenta devido ao grunge e posteriormente ao new metal, todas as bandas desse estilo passaram a lançar seus trabalhos bem esporadicamente, mas com o fim desses referidos estilos, ultimamente notamos uma revigorada no hard rock com a volta de varias bandas e vários trabalhos sendo lançados ultimamente e um deles é esse álbum de covers do tesla divididos em dois volumes.
A banda não deixou por menos, todas interpretações magníficas sem exceções de grupos e artistas como em “All The Young Dudes” de David Bowe, “Make It Last” de Sam Hagar e “Shooting Star” do grande Bad Company não deixaram inferior às composições originais. O show de excelência e a influencia setentista não param por ai, observem as ótimas sacadas que a banda fez para as faixas “Not Fragile” e honrando com também com méritos a mais longeva banda de rock ainda na ativa, os Rolling Stones (nesse caso a música escolhida foi “Street Fighting Man”),
Tia Alice é outro artista que pode se gabar de ter uma composição tão bem representada na releitura do grupo americano (no caso a música é “Is It My Body”). Continuando temos ainda “I Want To Take You Higher” de Sly Stone e “Do You Feel Like We Do” de Peter Frampton.
ZZ Top e Aerosmith também são devidamente reverenciados nas faixas “Beer Drinkers And Hell Raisers” e “Seasons Of Wither”, respectivamente. Por fim temos as composições “Saturday Night Special” e “War Pigs” (essa última uma unanimidade entre bangers e rockeiros de todas as gerações, vocês sabem de quem eu estou falando!).
Interessante é que o Tesla escolheu bandas distintas mesmo que todas sejam provenientes das décadas de sessenta e setenta, ou seja, bandas de rock sulista como ZZ Top, o heavy metal em seu inicio como o Black Sabbath, bandas de hard blues como o Bad Company, até o rock pop de David Bowe e o rock n´roll viceral de Alice Cooper e o mais importante, a banda trafega com grande desenvoltura por todos esses estilos e suas respectivas interpretações, ou releituras, como queiram, mostrando que o Tesla está acima da maioria de seus contemporâneos americanos mas não logrou um sucesso comercial como os maiores expoentes do gênero como Guns N´Roses e Mötley Crüe justamente por não querer impor a idéia em vigor na época da tríade sexo, drogas, rock n´roll e por não fazer pose de banda perigosa com carrões velozes.
Eles queriam apenas fazer música e isso eles fizeram e ainda continuam fazendo como poucos mesmo ainda que as músicas ainda sejam interpretações de outros compositores. O encarte gráfico também é interessantíssimo mas esse só vendo.
(Fred Mika)
Site: www.teslatheband.com
MySpace: www.myspace.com/teslatheband
O Tesla é uma das ótimas bandas de hard rock que apareceram nos EUA nos anos oitenta ao lado Greatwhite, Dokken, e outras não tão boas assim. Mas o Tesla tem um diferencial que lhe dá ainda mais qualidade, não fica preso a clichês nenhum, com muita influência do blues rock e de hard rock setentista, o Tesla faz sucesso tanto admiradores do hard-pop do Def Leppard, como admiradores de um hard mais cru como AC/DC ou de um hard rock mais glam a la Motley Crue, Ratt embora nunca tenham feito sucesso como essas daí.
O pior disso tudo é que não falta ao Tesla competência, inspiração musical e técnica dos músicos, pelo contrário, a banda supera várias dessas nesses atributos senão vejamos:
A dupla de guitarrista (Frank Hannon e Dave Rude, este último é o único membro não original do Tesla) é simplesmente fantástica, entrosada ao extremo como Matthias Jabs e Rudolf Schenker ou ainda K.K. Downing e Glenn Tipton. Troy Lucketta é considerado um dos melhores bateristas da costa oeste americana com várias vídeos aulas gravadas, etc e sempre escoltado pelo baixista Brian Wheat e para finalizar, Jeff Keith é um vocal dos mais convincentes, dono de um timbre médio-agudo apoiado num drive que é muito bem executado, muito bem dosado.
Agora vem duas surpresas, uma boa e outra uma p... sacanagem:
A boa é que nesse álbum duplo é de covers das melhores bandas de rock n´roll que já tocaram na face da terra; regravações como Space Truckin´ (Deep Purple), Bad Reputation (Thin Lizzy), Thank You (Led Zeppelin), Rock Bottom (UFO), Stealin´ (Uriah Heep) entre vários outros e isso tudo sob o selo Tesla de qualidade.
A má notícia que esse álbum duplo não é essencialmente duplo, ou seja, ele vem só com um deles, o Reel 1 porque o outro disco, o Reel 2, só é adquirido na compra dos ingressos do show do Tesla e isso significa que se o Tesla não tocar no Brasil ninguém por aqui terá acesso ao Reel 2. é uma peno porque nos privou de ouvir covers de bandas como ZZ Top, Peter frampton, Black Sabbath, Alice Cooper, entre outros e como disse, sob o selo Tesla de qualidade.
O encarte é interessantíssimo, ele se desdobra e forma um gravador de rolo e atrás tem de tudo, ficha técnica completa, inúmeras fotos no estúdio de gravação, realmente algo bem criativo. é com certeza um dos melhores lançamentos do ano, pena que ouvi apenas 50% dele mas deu pra sacar bem. Se bem que mereceriam nota mais baixa pela sacanagem, mas é complicado isso, porque daí já seria rancor não dar a nota máxima que eles merecem.
(Fred Mika)
Site: www.teslarealtoreel.com
Embalado de forma criativa em uma caixa de DVD, o cd é muito tristemente para este humilde escriba, o legado final do vocalista/letrista Martin Walkyier, ex Sabbat e ex Skyclad, que totalmente desiludido com o mundo musical resolveu deixá-lo permanentemente(?) neste ano de 2006 partindo para a área literária, como escritor, visto que sempre foi um cara altamente inteligente e criativo nestes termos.
Produzido por Andy Sneap (ex guit/companheiro de Sabbat e renomado produtor)e guitarrista James Murphy que também participaram do trabalho dentre outros convidados, o trabalho traz seis composições que nos remetem ao trabalho de Martin no Skyclad em sua fase mais pesada, mas sem intervenções de violino ou partes rápidas thrash.
ótimo trabalho que serve de epitáfio para este brilhante músico britânico que infelizmente nunca teve o reconhecimento merecido.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.theclandestined.com
David Neil Cline não é muito conhecido (e por isso mesmo apresentarei aqui um breve histórico do artista), mas este vem compondo, gravando e tocando a quase três décadas já. é um artista polivalente, um expert na guitarra, no baixo, no órgão Hammond além de fazer vocais principais e de apoio.
Seu primeiro álbum foi gravado em 1985, mas lançado somente em 1987 em vinil pela gravadora Gazochtahagen e distribuído nacionalmente mas em 1991, ele gravou um cd intitulado A Fit Of Rage” com alguns bônus tracks e devidamente remixado e remasterizado para o relançamento do mesmo em 2007 com mais duas outras bônus tracks incluidas.
Nesse meio tempo, em 1989 ele lançara seu segundo álbum, “Malefic Influence” e também distribuído pela mesma gravadora do primeiro e relançado em 2000. Em 2001, David lançou seu terceiro álbum chamado “Trorough Scrutiny” em que a maioria das composições fora originalmente gravadas no começo dos anos noventa em vários tipos de estúdios e por isso alguns vocais, teclados e guitarras solos foram regravados em 2000. O som de David se assemelha ao de Frank Zappa de alguma forma em algumas faixas quando intervém nas composições com efeitos de teclados e sons estranhos, muitos dos quais descobertos em estúdio durante as gravações.
Por fim, em 2007, a gravadora alemã Rock It Up lançou um álbum, A Piece Of History/The Best Of, que é uma coletânea que reúne quatro faixas remixadas de cada um dos álbuns anteriores de David mais dois bônus tracks inéditos. Atualmente esta gravando o álbum Flying In A Cloud Of Controversy.
Podemos definir o som de David como um heavy metal tradicional elaborado na linha do antigo grupo canadense Anvil (embora o som de David Cline é ainda mais rico) com muitas bases chamativas, peso, baterias precisas, aclimatações, variação de andamentos, solos elaborados e um timbre vocal semelhante ao de Lips (uma diferença mais visível, como citei, fica por conta das aparições do órgão Hammond nas composições de David).
O álbum com doze composições, apresenta, apesar das diversas fases em que foi gravado, uma certa homogenia, isso prova que a musicalidade de David cline passou incólume por todo esse tempo sem apresentar altos e baixos tão comum a maioria dos artistas.
Muito me surpreende a razão desse excelente musico não ter feito sucesso a nível mundial ainda, pois o mesmo, está acima de vários e conhecidos grupos e artistas que trafegam na mídia do rock mundial.
Vai ser difícil, pelo menos por ora, que o publico brasileiro tome conhecimento de David Neil Cline, mas seria uma grata surpresa se seus álbuns ou pelo menos essa coletânea fosse lançada em território nacional e para mim, como disse, foi uma grata surpresa ouvir esse trabalho.
(Fred Mika)
Site: www.davidneilcline.com
MySpace: www.myspace.com/davidneilcline
Formado em 2002, numa pequena cidade provinciana, chamada Syktyvkar, próxima aos Montes Urais na Rússia pelo guitarrista Nomy Agranson e o tecladista Doran Usher, contando também com Vlad MJ Whiner (vocal) e Cat Heady (bateria/loops).
Gourishankar é o nome tibetano para o Monte Evereste, o mais alto do mundo, encravado na cordilheira do Himalaia, também é o nome de uma meditação, a qual o meditador, sentir-se-á tão alto quanto o monte.
Curiosidades à parte, The Gourishankar, tem o que podemos dizer, de pitada Rush, vocal com timbre parecido e passagens harmônicas que chegam a lembrar os discos que os fãs menos gostam do grande grupo canadense. Algumas vezes embalado pelo lado do jazz, variando entre o pesado, acústico e até mesmo o reggae, como na música “Queer Forest”.
Um lado mais clássico como no piano de “Taste a Cake”, ou mais pop como em “The Inexpressible Chargrin”, com o que me parece, uma oração muçulmana no início da música, violinos dão um toque legal em “Syx”, também voltada mais para o pop/jazz, guitarra pesada e ritmo quebradão, passagens pelo symphonic rock com em “Moon7” e “Endless Drama”. Isto descreve bem, a variedade do som da banda.
Mais um grupo interessante, de país ainda sem muita expressão no cenário progressivo mundial, mas que trás uma boa variedade sonora. Mais uma boa opção aos ouvidos.
(Bob Riot)
Site: www.gourishankar.com
Mais um álbum com capa estranha, mas daí a gente vai observando melhor e vê que a coisa não é tão exótica assim (apesar de não conter as letras das músicas). Com um visual setentista na linha do Black Crowes, o The Last Vegas faz um hard rock na linha do LA Guns, Guns N´Roses e Faster Pussycat e de outras bandas nessa linha, apesar de serem de Chicago e não de Los Angeles. Mas é uma banda com uma sonoridade interessante e que vale discorrer faixa por faixa.
Vamos as músicas: A primeira é “High Class Trash” é um hard rock dos mais empolgantes, um vocalista que lembra uma mistura de Dave King (Fastway) com Tom Keifer (Cinderella) e excelente solo e riffs.
Daí temos “So Young, So Pretty, So What” que segue no mesmo estilo, difícil não se empolgar enquanto se escuta essa música. “Loose Lips” já apresenta um aspecto mais comercial mas sem perder a pegada. Já as duas seguintes “Good Deal For Bad Times” e “Velvet Cream” são puro rock n´roll, energia a máxima voltagem, deve dar um ótimo efeito ao vivo.
Daí enfim temos a primeira balada, “Just One Look”, no melhor estilo Guns N´Roses com Aerosmith com os vocais cantados com muita emoção e refrão contagiante. Uma das melhores do disco.
“Room At The Top” volta ao rock n´roll mais básico, com bases de guitarra já mais na linha do AC/DC. O hard rock visceral e mais rápido corre em solto em “Another Lover” para depois termos mais uma já com um andamento mais cadenciado, “White Lies”, na linha de “Sweet Child O´Mine” do Guns.
“The Cruelty” é a próxima, essa soa um pouco diferente das demais, quase que um rock garageiro. “Dead Roses” vem a seguir, a segunda balada do play; só que dessa vez é mais melancólica, com pequenos solos de guitarra fazendo contraponto aos vocais.
“Love Me (When I´m Bad)” tem uma dinâmica interessante, sua introdução é estruturada para ser um hino, com vários vocais de apoio, mas logo ganha mais peso e velocidade voltando a estrutura inicial novamente e desembocando num ótimo refrão. “Outta My Mind” é a última e para não deixar de ser, é adrenalina pura, pauleira do começo ao fim.
A parte ruim desse álbum fica por conta da falta de informações, nem tem a ficha dos integrantes nem letras das músicas, quase nada no encarte e apenas uma foto no fundo do grupo (ou contracapa devido ao formato da capa).
Mas enfim, são treze músicas interessantes e bem variadas com um vocalista com ótimo timbre e boas linhas de guitarra. Não fica a dever a essas bandas similares dos anos oitenta que citei. Vale muito a pena conseguir esse lançamento se você o vir por ai (o que será uma coisa meio difícil já as gravadoras nacionais estão cada vez menos investindo em lançamentos desse tipo).
(Fred Mika)
Site: www.thelastvegas.com
Inventaram mais um termo (subdivisão) para o já complicado mundo do rock, “New Classic Rock”, mas acho que não existe uma expressão melhor para o som do The Lizards. O grupo lançou dois discos com John Garner (Sir Lord Baltimore) como frontman e um som voltado para o funk metal. Garner saiu e Randy Pratt (baixo) e Patrick Klein (guitarra) decidiram reformular o grupo trazendo o renomado Bobby Rondinelli para a batera e o ex-Riot, Mike DiMeo, nos vocais.
A mudança foi grande e já pode ser claramente evidenciada neste seu quarto disco. O grupo tem tocado com grandes nomes do rock como Uli Roth, UFO, Johnny Winter, entre outros o que rendeu uma participação especial de Glen Hughes no álbum.
Como não se pode deixar de comparar... digamos que o The Lizards teria uma sonoridade de Deep Purple dos tempos atuais. Tal comparação também se deve ao fato de que Mike DiMeo quase ter participado do grupo de Ritchie (veja entrevista com o vocalista).
O álbum tem influência na soul music e blues, com muitas características do hard rock dos anos 70, destacando as faixas “Can’t Fool Myself”, “On a Wire” e “Take The Fall” (duo com Hughes) e “Bad Luck Is Come To Down”. DiMeo deita e rola mostrando que é um dos grandes vocalistas da atualidade.
Este é um lançamento para os old rockers e aficionados da sonoridade clássica.
(Bob Riot)
Segundo disco desta banda finlandesa que surgiu em 2003, na cidade de Helsinki. Thrash Metal seguindo as linhas mais modernas, alguns também chamam de MetalCore, eu tô perdido com tanta subdivisão, não sei porque inventam tanta coisa, mas o grupo tem uma levada tipo Trivium.
Formação atual: Santtu Hämäläinen (guitarra), Juha Javanainen (guitarra), Teemu Saikkonen (bateria) e Antti Vajanto (baixo).
(Bob Riot)
Site: www.the-machete.com
Quarteto composto por estrelas como Reb Beach nas guitarras, Doug Pinnick (Kings X), Kelly Keagy e Timothy Drury, e produzidos por Kip Winger só poderia dar um trabalho fantástico e de primeira linha. O que temos aqui é um hard básico e pesado com muita energia mas sem frescuras.
Todas as composições seguem uma linha bastante homogênea e dão ao ouvinte uma sensação de quero mais a cada faixa, o vocal de Doug é muito competente e tem uma harmonia muito identificada as músicas, mesmo porque atua de forma distinta sem muitas firulas.
O trabalho de Reb também merece destaque pelos riffs fortes e timbre de sua guitarra que é bastante marcante. Outro ponto de destaque é a produção clara e límpida sem perder o peso necessário, trabalho de responsabilidade de Kip Winger que o fez com maestria. Grande cd.
(Adriano Gandolfi)
Banda formada por Spice, ex - vocalista e baixista do Spiritual Beggars. The Mushroom River Band também é uma banda de origem sueca e seu som não é exatamente um Stoner Rock, é mais puxado para um Metal Hard de alta qualidade, sem as mesmices de muitas bandas atuais.
Riffs rápidos, bases bem legais, com uma boa dose de adrenalina de Rock and Roll em suas composições, garantirão ótimas músicas, com muita quebradeira musical e uma modulação perfeita de solos de guitarra.
Os integrantes da banda são: Spice (vocal); Anders Linussom (guitarra); Saso(baixo) ; Chris Rockström (bateria, participou apenas na gravação do CD). Na excursão européia, quem fez a vez de baterista foi Robert Hansom.
(João Fera)
Essa banda italiana é composta por integrantes cujas influências musicais provém dos mais variados estilos, senão vejamos: o vocalista Frank Law e o baterista George Costa tocavam juntos numa banda de power metal. O guitarrista Nick Donati veio da cena do blues-rock melódico mas que os outros membros tinham o heavy metal como suas raízes e o outro guitarrista, The True, tocava numa banda de prog metal.
Com nome curioso, The Pythons (nome que designa uma espécie de grandes cobras não venenosas, a píton, que assim como a Sucuri amazônica), essa banda já é bastante experiente no cenário italiano sendo que o primeiro trabalho veio em 2001, um EP. Porém, o primeiro álbum só veio em 2005 (e a banda já contava com um baixista novo, Luke Minichiello) quando a banda assinou contrato com a gravadora Valery Records, sendo produzido por essa e distribuído na Itália pela Frontiers. E, nesse meio tempo, abriu apresentações de vários artistas conhecidos do rock mundial como Alice Cooper e Mickey Moody e Bernie Mardsen (ambos ex-Whitesnake) além de conseguir boas avaliações nas resenhas publicadas mundo afora.
E por falar em produção, esta merece um destaque especial. O áudio está muito bem gravado (muito bem equalizado e muito agradável de ser escutado), tudo límpido como também a parte gráfica onde um encarte farto (letras, ficha técnica, fotos, etc) é bem completa.
O som da banda varia de um rock n´roll com certa influência do pop rock a um hard mais enérgico mas não americanizado nas doze faixas que o álbum contem. Não pense com isso que a banda soa como as bandas oitentistas americanas. Ela está mais para o hard rock inglês dos anos setenta, algo como o Black Crowes, algo mais autentico e mais direto com um vocal até certo ponto cantando reto e as melodias mas, já nas baladas, a melodia flue melhor como na faixa “No More Answers”, “In The Rain” e “Just A Song”.
é um tipo de som que geralmente apresenta um resultado satisfatório ao vivo, pois é um rock n´roll com bastante energia, quase que visceral em alguns pontos. A cozinha (trabalho de baixo e bateria) do The Pythons faz um trabalho simples, apenas o que a musica pede, sem firulas.
Enfim, é um trabalho bem feito e bem produzido em todos os sentidos (áudio e gráfica) apesar da banda soar simples em vários aspectos musicas, o que não chega efetivamente desmerecer a mesma.
(Fred Mika)
Site: www.thepythons.it
Realmente há um renascimento acontecendo com o Hard Rock, assim como o Wig Wam, Brother Firetribe temos também o The Poodles se juntando a esta turma. Este trabalho mescla o melhor do estilo e atitude da época comercial do hard rock atrelado a uma alta qualidade na produção de som.
Comparada as bandas acima o The Poodles apresenta um trabalho mais pesado e voltado para a guitarra com timbres mais sujos e menos glamurosos.
Algumas faixas deixam claro o trabalho da banda, Echoes From The Past, Night Of Passion e Shadows são grandiosos sons com refrões memoráveis, daqueles em que se ouve uma vez e já se fica cantarolando.
Temos baladas aqui também como Song For You, mas não é aquela coisa chorosa há mais intensidade e vibração apesar de ser uma balada, mostrando a virtude e intensidade do grupo que consegue compor com muita energia atrelada ao seu estilo.
A química existente entre os quatro suecos da banda é perfeita e atinge um alto padrão entre eles mostrando a unidade do grupo. Resumidamente este é um trabalho essencial para apreciadores do estilo. Com muita energia, qualidade estes talentosos rapazes trazem um hard rock melódico de primeira com influências diversas. Vale a pena conferir.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.poodles.se
Este grupo sueco teve sua formação concluída no ano de 2005, e em 2006 já estavam participando da versão seuca do Eurovision Song Contest que marcou sua entrada em seu país. Os membros da banda já trabalharam com celebridades internacionais como Motörhead, Whitesnake, Alice Cooper, Thin Lizzy e colegas suecos como Europe e Candlemass.
Seu primeiro álbum “Metal Will Stand Tall” foi lançado em 2006, na Suécia, Finlândia, Japão e Russia. A boa vendagem do álbum fizeram com que fizessem mais de 100 concertos em seu país, além de uma tour com Hammerfall e Krokus, em janeiro de 2007, com 31 shows em 18 países em 35 dias.
"Queremos fazer as pessoas se sentirem grandes e poderosas”, diz Jakob Samuel, vocalista da banda sueca, que é completada por Henrik Bergqvist (guitarra), Pontus Egberg (baixo), Christian "Kicken" Lundqvist (bateria).
A Suécia já um escola do heavy/hard rock, boas bandas tem surgido e o The Poodles é outra a entrar nesta fila. Músicas que conseguem atingir o teor proposto por Jakob, composições com bom astral, melodias prá alegrar os ouvintes. Nenhuma fórmula mágica, irracional, apenas utilizar os elementos básicos conhecidos, misturando-os com competência, soma-se a isto músicos experientes, vocalista com uma voz bem legal e feeling, e pronto, uma boa fórmula foi conseguida.
O disco foi relançado este ano com nova capa e duas músicas a mais. Os hits do disco ficam por conta de “Seven Seas”, “Streets Of Fire”, “Band Of Brothers” e “Reach The Sky”. Uma ressalva para a música “Heaven’s Closing In”, no final da música a harmonia de guitarra tem a cara da “Bark At The Moon” do Ozzy. Plágio? Coincidência? De propósito? Não sei... fica no ar. Excelente disco para quem gosta do rock prá agitar os ânimos.
(Bob Riot)
Site: www.poodles.se
MySpace: www.myspace.com/thepoodles
O Thessera surgiu no início de 2003, com a proposta de fazer um metal progressivo influenciado por elementos de diversos estilos musicais, como fusion, blues, música brasileira e música erudita. Composta por Marcelo Quina (vocais), Nando Costa (guitarras), Raphael Lamim (guitarras), Marcelo Mattos (baixo), Rodolfo Amaro (teclados) e Fernando Cerutti (bateria).
Após três meses após o lançamento independente deste seu primeiro álbum, assinaram contrato com a gravadora norte-americana ProgRock Records que lançou seu disco em terras gringas, além disto tem divulgação na Europa por conta da agência alemã Gordeon Music Promotion que também trabalha com Pink Floyd, Marillion e R.E.M. entre outros.
Depois de uma introdução destas, fica difícil não identificar as qualidades e méritos do Thessera que dedicou três anos de aprimoramento de suas composições até alcançar o estágio desejado pelo grupo para o seu disco de estréia.
“Fooled Eyes” é um excelente disco, bem produzido, digno dos grandes nomes do metal prog. tanto em suas composições, como na parte gráfica do álbum. Músicas para serem mencionadas: “Party’s On” (que conta com vídeo no site do grupo), “The Leading Roles” e “Heaven’s Gate”.
O Thessera já chega arrepiando no cenário e com certeza com boas surpresas para o futuro.
(Bob Riot)
Site: www.thessera.com
Esta banda de heavy metal de São José dos Campos, depois de um excelente álbum de estréia em 2004, chamado Lost Mind, não para de surpreender. Pictures Of Reality é a prova do que eles chamam de de Heavy Fuckin' Metal.
Um heavy diferente do convencional, pesadaço, com partes melódicas, pitadas thrash metal e alguma sonoridade, na parte instrumental e arranjo vocal, das bandas de Seatle dos bons tempos. A banda formada por Adriano Bonfim (vocais), Lucas Godoy (guitarra), Gabriel Godoy (baixo) e Marcus Dotta (bateria) desfilam sua competência em todo o álbum.
O disco é animal do começo ao fim, muita energia e riffs matadores, Adriano arrepiando nos vocais, com um timbre de voz e estilo que me lembrou muito o Chris Cornell. Faixas de destaque: todas! Ouvindo o disco você vai compreender.
Ressaltando somente o cover de Rob Halford, Into the Pit. A produção do CD correu por conta de Ricardo Nagata no Creative Studio (Shaman, Krisiun, Angra etc) o que mostra o profissionalismo do pessoal. Esse é um grupo que ainda vai dar muito que falar. Anota aí!
(Bob Riot)
Site: www.thram.com
O 3 Wishes foi fundado em 1997 e é um grupo oriundo da cidade Hamburgo na Alemanha e executa um hard rock bastante interessante na linha dos veteranos do Europe, isso implica em guitarras pesada porém bastante limpas, com solos e bases bem definidas, muito teclado e vocal cantando corretamente sem muito exagero.
O primeiro álbum do grupo só foi sair em 2001 intitulado Electric Bullride mas este já deu mostra do poderio sonoro do grupo saindo em inúmeras revistas especializadas como Burrn, Metal Hammer, Rock Hard, Powerplay, Strutter e rendendo muito elogio à banda. O segundo álbum, Shake Well Before Use, só veio em 2003 e fez que o público da banda aumentasse bastante.
E por fim, o terceiro e ultimo álbum lançado até agora; In You Eyes, lançado em 2006 e mais recentemente o baterista Yannis Annastasakis deu lugar a Victor Falcani e a banda já iniciou seus trabalhos para a gravação do quarto e próximo álbum. E, a julgar pelos trabalhos anteriores, a banda tem tudo para explodir no mercado mundial. De fato, o som do 3 Wishes em In Your Eyes é bastante agradável, alem de ser detentor de uma sonoridade bem rica, diversificada, ou seja, bastante criativa e técnica ao mesmo tempo.
O vocalista Andreas Knaak é um excelente criador de melodias e possuidor de um timbre muito agradável (uma mistura de Joe Tempest, Jon Bon Jovi e Don Dokken). O guitarrista segue os passos de John Norum e Kee Marcello (respectivamente, atual e ex-integrante do Europe) despejando bons riffs e boas estruturas nas composições, um trabalho sem exageros e guitarras sem muita distorção, porém de extremo bom gosto.
A dupla baixo (Holger Niedrich) e bateria (Yannis Anastasakis) segue num trabalho competente e correto apesar de econômico, mas o tecladista Arthur Qoku já tem uma presença fundamental no hard rock da banda. Ao todo são doze faixas que seguem invariavelmente a influência da mistura entre Europe e Bon Jovi, mas todas, sem exceção, apresentam boa dose de melodia e arranjos, além de acabamento estrutural bastante trabalhado com vários backing vocais e pra potencializar ainda mais esse aspecto, temos aqui uma excelente mixagem.
Com essa bagagem musical já abriram shows de bandas e artistas famosos como os conterrâneos do Bonfire, o aclamado Jeff Scott Soto, Mike Tramp (ex-White Lion) além da banda Thunder. Se você curte um hard rock que fuja dos clichês das bandas de hard rocks americanas oitentistas (hard glam) vai encontrar no 3 Wishes um som ideal, sem exageros, tudo perfeitamente elaborado, executado e produzido e com uma sonoridade bem aprazível.
É o tipo de banda que executa um som que funciona em várias frentes, isto é, tanto nos álbuns quanto nas apresentações e bem como junto a grande mídia (radio e TV), pois suas músicas são agradáveis, não muito pesadas e conta com elementos bem definidos e viáveis para outros estilos mais leves como o pop rock, entre outros.
(Fred Mika)
Site: www.3-wishes-rock.com
Formado no final dos anos 80, o Threshold é a mais importante banda inglesa de metal progressivo. Dead Reckoning é o oitavo trabalho de estúdio do grupo e é descrito como uma verdadeira obra-prima pela imprensa de seu país, sendo o primeiro lançamento feito depois do contrato com a Nuclear Blast.
Line-up atual trazendo Andrew “Mac” McDermott (vocal), também conhecido por suas performances insanas e eleito melhor vocalista do Wacken 99, os membros originais Karl Groom (guitarra) e Richard West (teclado), além de Steve Anderson (baixo) e Johanne James (bateria). O Threshold é um daqueles grupos que consegue aliar elementos que vão do AOR ao thrash, dentro de sua linha progressiva, fazendo um som próprio, ao mesmo tempo pesado e acessível.
O disco abre com a música “Slipstream”, riffs nervosos, refrão forte com um pouco de back vocal gutural, “This Is Your Life” continua com um pouco menos de peso, com refrão no melhor estilo AOR, “Elusive” vai no embalo com forte presença de teclados e solo de guitarra harmônico.
“Hollow”, com passagens musicais mais lentas e guitarra mais ritmada, “Pilot In The Sky Of Dreams”, outra música de clima mais denso com lindos backing vocals, lembrando os ensinamentos de bandas como o Yes, “Fighting For Breath”, “Disappear”, “Save To Fly” vem na sequência, culminando o disco com “One Degree Down”, outra excelente música, cheia de viradas ritmicas.
O Threshold não para de surpreender e mostrar que sempre tem um jeito de fazer as mesmas coisas de uma maneira diferente. Um bom exemplo para ser seguido e não cair na mesmice.
(Bob Riot)
Site: www.thresh.net
O grupo iniciou suas atividades em 2004 pelas mãos do norte-americano Michael Anthony Putignano. Como sua procura por músicos para tocar o projeto não deu resultado, resolveu prosseguir sozinho sua idéia.
Em sua mente estava algo que combinasse força, melodia, harmonia e brutalidade e letras provocando assuntos como religião, vida após a morte bem como a complexibilidade da mente humana. Putignano, toca baixo, bateria, teclado, guitarra e faz os vocais do disco, é acompanhado por Dr. Frankenshred (ex-St. Madness) que toma conta dos solos.
Há uma pequena brecha para a participação do enteado de Putignano, Kevin Hawkins, que toca baixo na faixa “Between the Living and the Dead”. O álbum é um thrash metal, muito agressivo na maioria de suas músicas e abre espaço para alguns elementos harmoniosos legais, como nas faixas “Hiroshima Sleeps”, “Of Obsession and Pain”, “Recurring Visions of Murder“ e “Silhouette in Black” e “Empty Eyes”.
A guitarra base é bem distorcida, suja, mais underground anos 80 é impossível, talvez isto tenha feito o disco soar esquisito, sem peso, muita equalização para os médios e agudos. Os solos são animais, Frankenshred segue a linha de Michael Angelo, como se estivesse numa competição de velocidade.
O Throne Of Serpents tem bom potencial, mas não acho que a veia principal do seu som seja destaque, talvez trabalhando seu lado mais melódico/harmônico tenha melhores resultados.
(Bob Riot)
MySpace: www.myspace.com/THRONEOFSERPENTS
Tiberius é um projeto nascido da idéia de dois caras que querem compartilhar seus sentimentos sobre este mundo através de sua música. Dibih Tiberius nos vocais e Dennis Martins na guitarra, acrescidos de alguns convidados são seus realizadores.
A sonoridade do dueto (grupo) trafega entre o heavy e thrash metal, a maioria de suas músicas tem um baixa cadência, tipo baladas, com vocal que lembra a levada de Alice Cooper e a guitarra suja do thrash. O álbum também trás composições em português, “A Certeza da Conquista”, “O Tempo se Passa” e “Reflexões de um Mendigo”, que remetem mais para o heavy tradicional.
Com exceção das faixas “Your Bitch” e “Avenger”, todas as letras são escritas por Dibih. Destaque para a música “Total Madness” com uma introdução de baixo à la Motorhead e bom pique.
(Bob Riot)
MySpace: www.myspace.com/tiberiusproject
Lembra-se da banda Marvel? Não ? Pois é o Timeless é a nova banda do grande guitarrista português Ricardo Fernandes, que teve seu trabalho anteriormente com a produção de Markus Grosskopf do Helloween.
Dawning Light é liberada em uma edição limitada com um excelente trabalho gráfico mostrando o quão profissional é esta banda portuguesa. A primeira faixa "Reborn Us" tem melodias fortes e excelentes arranjos, sendo que no decorrer do álbum isto se mostra continuo tornando a audição bastante agradável, além de contar com uma boa produção.
O trabalho de guitarras do álbum é muito bem construído e tem muita classe e feeling, outro destaque é o vocal de Miguel Corte, que atua de forma ponderada sabendo dosar cada momento e tendo uma participação decisiva tornando as faixas muito melódicas sem ter frescuras.
O cd é muito bem composto mas podemos claramente citar alguns destaques como "Judgement Day Light", "All The Reasons Why", "Beyond Your Time" e "Magic Inside Of You" que são faixas muito boas que trazem um Heavy metal forte e revigorado com alguns toques de Hard Rock.
Resumindo temos um trabalho bem produzido com muita qualidade grafica, Sonora e de composição tornando um trabalho a ser pesquisado, uma boa pedida e acredito que a banda possa vir a ter futuro no mercado.
(Adriano Gandolfi)
Este material permaneceu engavetado até o ano de 2006 pois a material era muito “old school” segundo a gravadora e o material gravado e lançado em 1996 como o álbum solo do guitarrista Glenn Tipton soava mais moderno e mais adequado para o mercado, assim como os componentes que participaram da gravação eram mais condizentes com aquele período, huum...
Este material além do guitarrista, traz grandes nomes do rock mundial, coincidentemente ambos já falecidos, baixista John Entwistle e baterista Cozy Powell, além de trazer participações do tecladista Don Airey e baixista Neil Murray(em uma música), enfim, um time de feras que foi desprezado à época pela mediocridade de uma grande gravadora!!
Não deixando de lado flertes e influencias mais modernas na sonoridade, o material do cd é bem variado, mais centrado para a musicalidade tradicional, soando mais Metal e menos tendencioso ao mercado, variandoentre momentos mais pesados (Friendly Fire), baladas (Searching), heavy rocks com nítida influencia blues (The Holy Man), duas composições com “esqueletos instrumentais” que lembram o velho e bom Priest(Never Say Die e Resolution),sem exageros guitarristicos ou vocalizações grandiosas-Tipton canta direitinho,mas nada mais que isso!-e os arranjos de teclado dão um ar refinado e pomposo.
Um álbum variado e interessante, “legalzinho” apenas , pelo preço de um cd importado nos dias atuais!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Southern Rock e com pitadas de Blues norte-americana esta é a praia do Tishamingo. Com Cameron Williams (guitarra, voz), Richard Proctor (bateria, é o letrista da banda), Jess Franklin (guitarra, teclado , voz) e Chuck Thomas (baixo) na sua formação, a banda investe pesado nos riffs de guitarra. “The Point” é o terceiro álbum da banda e traz canções com qualidade e solos cheios de emoção.
“Get On Back”, que abre o álbum, é um blues rock com riffs que lembram ZZ Top e até o Aerosmith em seus primeiros passos. Outras referências para o Tishamingo são o Allman Brothers e o Lynyrd Skynyrd, como revela o refrão de “Travel On”. “Chest Fever”, um dos destaques do álbum, a banda traz uma atmosfera rock n’ roll positiva, de show ao vivo e, por isso, todas as 11 faixas possuem um ar homogêneo.
O Tishamingo também tem influências do country, que aparecem em faixas como “Walkin’ Shoes” e ainda na balada “This Time”, quando a banda diminui o ritmo. “The Point” teve a produção de John Kurzweg, que já trabalhou com o Creed e o Puddle of Mudd, e que aqui apenas conduz os músicos a mostrarem o que eles tem de melhor. As composições são o forte do Tishamingo. Para os fãs de Southern Rock, é comprar correndo.
(Adriano Gandolfi)
Mais um lançamento da gravadora/distribuidora cristã Retroactive Records e isso quer dizer que temos aqui um produto de altíssima qualidade tanto quanto a produção gráfica quando o trio áudio gravação/mixagem/masterização. Esse é mais um lançamento com essas características de excelência desse selo que assim como a também cristã Rivel Records, sejam as duas maiores do mercado cristão atual do rock pesado.
E rock pesado, bem pesado, heavy metal no estilo do Primal Fear é o esquema do Titanic, um power trio de responsa com os vocais bem rasgados e encorpados de David St. Andrew lembrando um pouco Blackie Lawless (W.A.S.P.). Os solos de guitarras são muito bem trampados assim como as bases, pesadas, porém cristalinas. A bateria também é digna de ser ressaltada, apesar do som ser meio reto e o baterista David White fazer o essencial, fazer o que a música pede somente, a bateria recebeu uma timbragem realmente pesada, a caixa da bateria, por exemplo, parece uma máquina de demolição e o bumbo seco e direto como um soco.
Completa ainda a banda Bill Menchen que no encarte desse álbum, Full Steam Ahead, está como o instrumentista everything else (tudo mais), ou seja, gravou todas as partes de guitarra e baixo. São doze faixas onde a pancadaria é a palavra de ordem, pauleira do começo ao fim, algumas faixas pendendo mais para o power metal, outras para um heavy metal tradicional mais pesado, outras faixas já são mais arrastadas, mas como disse, é sempre o heavy que predomina, com guitarras mixadas altas e pesadas, nada de baladas, ou aclimatações ou faixas mais viajantes, acústicas ou algo mais leve.
Seco, direto, rasgado. é um tipo de som que deve agradar muito ao vivo também para quem curte esse estilo mas eu, particularmente, senti falta de mais variações, de trabalhar mais certas partes tirando um pouco a clima cru do álbum; enfim, dar mais variações as composições, e por essa característica não há o que falar das músicas destacando uma ou outra e sim o todo do trabalho. Em todo caso, as músicas fazem uma alusão a navegação comparando com a navegação espiritual, uma analogia quase conceitual nesse álbum como eles próprios definem na contra capa: “A jornada cruza o oceano contra o vento.
Eles enfrentam ondas e o frio, e todo tipo de turbulência e naufrágio com a sabedoria de seus corações que o capitão guia o barco. Sabendo o tempo em que viverão, os dias curtos, eles estocam um pouco mais de carvão antes que a noite venha e nenhum homem possa trabalhar. Guardando seus corações para não se tornarem como tumbas, cheia de ossos de homens mortos. Escute então o Reino, que Jesus morreu na cruz e acredite em sua profundidade.
Os filhos do trovão vivem para Cristo quando eles permanecem em base santa. Amem”. Observe os títulos das faixas que por si só, já dizem a história: “Shovel The Coal”, “Dead Mens Bones”, “Deep Down”, Captain Of The Ship”, “Holy Ground”, “Sons Of Thunder”, Upon The Cross”, “The Wind”, “Wisdom” e finalmente “The Sea”. Indicado para os batedores de cabeça old school, cristãos ou não.
(Fred Mika)
Site: www.theseventhpower.com
Ao iniciar a audição achei que mais uma banda de gothic estaria no mercado buscando um espaço, mas não é isso o que identificasse ao executar a audição na integra. Temos um disco bem balanceado e até interessante pela mescla de influências utilizadas pela banda.
Ao longo do cd percebemos um alicerce bem focado no metal, mas bebendo de varias influências entre elas o Gothic, mostrando uma boa versatilidade em seu trabalho. Não há faixas estupendas, mas não temos nenhum momento onde devemos dar stop, sendo um bom aperitivo para uma diversão.
(Adriano Gandolfi)
Quinteto alemão que investe na velha fórmula do Heavy Metal de claras influências tradicionais, com instrumental rápido, vocais melódicos (que por vezes abusam dos agudos) e temáticas clichês. Enfim nada que chame a atenção em tempos de bandas que repetem-se à exaustão.
A banda acaba se saindo relativamente bem pelo simples fato de assumir sua falta de criatividade e direcionamento próprio, e contornar tal fato fazendo um metal de forma simples e correta. Destaque para as faixas “Devil Take Me”, “Take What Fate Brings”, “Lady Lightning” e “Metal”. Indicado somente para os fãs mais ardorosos do estilo.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Mais recente trabalho desta excelente banda de hard rock, lançado quase que simultaneamente ao não menos excelente álbum anterior “My Religion” e que conta com um novo baixista (convidado?) Sid Ringsbye lamentavelmente foi/é o último trabalho com o excelente vocalista Tony Harnell que vai se dedicar aos seus outros trabalhos (Starbreaker, Westworld - tomara q.ele volte atrás em breve pois a banda é a melhor de todos os “seus” “projetos” !) sendo que como momento póstumo ele gravou um dvd ao vivo em 01.04. na Espanha(tomara que saia logo!!).
Mesmo não sendo um trabalho tão variado e versátil como o anterior em termos de composições, não deixa de ser um álbum de Hard rock puro e simples, com toda a empolgação e bom astral que o estilo transmite, porém,com toda a qualidade e classe característica dos músicos, com excelente musicalidade e produção primorosa, como por exemplos temos as excelentes A Fix, as empolgantes Too Late-um hard de primeira e Driving,a título,dentre outras,além da magnífica versão que fizeram para a belissima What a Wonderful World imortalizada pelo grande Louis Armstrong.
Como fã da banda e apreciador do estilo espero que a banda mantenha-se na ativa,e q.o vocal repense sua saída. Indispensável !!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.tnttheband.com
Para quem procurava algo diferente em matéria de metal melódico acabou de achá-lo. Este grupo mistura o estilo heavy com sonoridades andinas, o que trás um tom diferente no meio do metal melódio nacional. Cheguei a lembrar do Mago de Oz ouvindo a música “Incognite Soul”.
Este é o primeiro CD da banda, lançado em 2005, e a temática do grupo gira em torno do homem e a busca da espiritualidade, o que é bem interessante. No site do grupo há informações sobre a música andina, o significado de cada música e tradução das letras em português. A linda instrumental “”Aqua Vitae/Tierra Mystica” (o nome tem tudo a ver), a balada “Children Of The Sun”, “Forbidden Tears” e “Ashes Of A Heaven” são algumas das boas composições do grupo.
O Tocatta Magna conta com Ricardo Duran (vocal, charango e ocarina), Fabiano Muller (guitarra), David Amato (guitarra), Tiago Rigo (baixo), Karina Lynn (teclados) e Ricardo Giordano (bateria). Boa oportunidade para dar uma reciclada nos ouvidos.
(Bob Riot)
Site: www.toccatamagna.com
Existe uma vertente de bandas oriundas da Europa, sobretudo da Finlândia, que estão investindo numa sonoridade que mescla Heavy Metal com Rock Gótico dos anos 80 (não confundir com Gothic Metal), e até mesmo com o chamado pós-Punk oitentista.
O maior exemplo disto é a famosa e badalada (e também chata e dispensável) banda HIM. Pois bem, dentro deste “estilo” encontra-se o To Die For, fazendo este mesmo “Metal” com cara de Gótico, cheio de incursões de teclado, algumas batidas eletrônicas e sintetizadores. Outra característica notoriamente marcante é que boa parte das músicas tem um proposital apelo pop - seja no andamento ou nos refrões grudentos das mesmas.
O lado curioso fica para a inesperada faixa “(I Just) Want You”, cover do Ozzy Osbourne. Para quem apreciou os trabalhos anteriores do grupo este CD é um prato cheio, e para aqueles que nunca gostaram este será mais um disco a passar certamente batido.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Tomada é uma banda de rock n' roll brasileira, formada em São Paulo no fim de 2000. Com dois CDs gravados e apresentações em várias casas de shows e bares brasileiros, tem em sua formação atual Ricardo Alpendre (voz), Rodrigo Casais Gomes (guitarras), Marcelo Pepe Bueno (baixo) e Alexandre Marciano (bateria).
VOLTS é o segundo álbum do Tomada, que traz composições originais mostrando um rock suingado com fortes elementos de blues e soul, lançando mão de guitarras slides, pandeiros meia-lua, pedais cry-babes, cozinha (bateria/ baixo) cheio de ginga e riffs em profusão. Ou seja, é um álbum no melhor estilo Made In Brazil/ Patrulha do espaço, um rock n´roll viceral, bases diretas, com letras em português, além dos temas semelhantes a essas duas bandas, isto é, sempre incluindo aventuras noturnas, vida na estrada, bebedeiras e desilusões amorosas ou não.
As músicas seguem sempre essa linha, sempre rock n´roll, ora mais blues como “Por Ali Ela Não Passou”, “SSP SP” (essa uma homenagem à cidade de São Paulo), “Blues Da Garrafa e Meia”; e ora mais rock mesmo (“Um Pé Na Água Fria”, “Página 3”, “O Asfalto Queima”, “Tem Dias”). A criatividade e bom gosto nas músicas e arranjos é outro fator de destaque, sem falar na ironia das letras sempre pungente. é um álbum de rock honesto, com reverência ao que há de melhor na historia dessa música, expandindo a linguagem e a energia do rock n' roll, em disco e no palco.
Traduzindo, é certamente um tipo de banda que funciona muito bem no palco com muita energia, animação e interação com o público. Bem gravado e produzido por Gustavo Vasquez, o Tomada é realmente um grupo atencioso com os detalhes que vão desde um encarte simples, porém bem feito, até a parte gráfica e um som bem encaixado, com backings vocais na hora certa. é uma banda que deveria estar mais conhecida em seu segmento como os já citados Made In Brazil e Patrulha do Espaço pois talento e competência possuem bem e isso foi bem captado pela produção.
(Fred Mika)
Tommy é um tecladista que se recusa a ficar preso num estilo único e sim estar envolvido com vários gêneros musicais, desde o rock progressivo até o jazz passando pelo heavy metal, country rock e até pelo punk rock. Ocasionalmente, ele também é um eficiente guitarrista e baixista.
Atualmente residindo na área da Flórida denominada Tampa Bay, Tommy tocou com vários grandes nomes da música como Blue Oyster Cult, Aldo Nova, P.I.L. (Johnny Rotten´s Public Image Limited), Clarence Clemons, Spencer Davis, entre vários outros. Tommy é oriundo de Baldwin, situado em Long Island, e depois foi para Colts Neck em Nova Jersey onde viveu por muito tempo e finalmente foi para Flórida onde tocou com vários artistas que passaram por Tampa Bay em jams de blues, bandas de rock, bandas de gospel, orquestras e bandas de até dezoito integrantes.
E agora, nos presenteia com esse aclamado álbum solo intitulado simplesmente de ZKG e apresentando na faixa bônus o vocalista do Yes, Jon Anderson. No total são doze faixas onde Tommy dá uma verdadeira lição de como tocar teclados, as músicas são instrumentais e variam entre o rock progressivo e a new age e os títulos vão de acordo com o clima das músicas variando entre temas futurísticos, exotéricos, espaciais, solos de guitarra, teclados e pianos, etc, tudo que esse estilo evoca (“Off The Coast”, “Storm FX”, “Storm Chaser”, “Infratech”, “The Wizard”, entre outras).
Todas as fixas foram compostas pelo próprio Tommy Zvoncheck com exceção da faixa que Jon Anderson participa (essa foi composta pelo próprio). é o tipo de som relaxante para ser ouvido num congestionamento, num momento de stress qualquer ou para simplesmente pegar no sono. O trabalho é interessante e bem feito e criativo, mas como todo álbum instrumental, esse também deve contar com um público restrito e bem seleto embora ouvir esse álbum do início ao fim acaba tornando um pouco enjoativo mas nada que invalide o bom gosto do mesmo.
(Fred Mika)
Site: www.zksmusic.com
MySpace: www.myspace.com/tommyzvoncheck
Toni Rowland é dona de uma voz belíssima e esse álbum dela foi lançado em 2007. foi produzido pelo ex-tecladista do Uriah Heep, Ken Hensley (que convenhamos, é um produtor de primeira).
Os músicos, todos escolhidos a dedo e bastante experientes, são: a própria Toni Rowland (vocalista), Branwyn Rowland (segunda voz), o mago Ken Hensley (teclados, orgãos, guitarrista adicional e vocais de apoio), Juan Carlos Garcia (bateria), Antonio Fidel (baixo) e Ovivio Lopez (guitarras).
Quanto ao som é um pop rock, algo na linha da banda Fleetwood Mac. Um soft rock animado com bastante refrões. São ao todo quatorze faixas que seguem essa mesma linha, ou seja, um rock leve, que versam de relacionamentos e desilusões como toda cantora de rock pop que se preza.
Analisando individualmente não há um destaque maior entre as composições, são parecidas umas com as outras que, como disse, seguem essa mesma fórmula com poucas variações. Algumas faixas são um pouco mais lentas e com climas um pouco mais dramáticas (mas lentas que digo no cadenciamento e não por se tratar de baladas que levam para o lado melancólico), e, outras faixas são mais alegres mas todas, sem exceção, podemos enquadra-las dentro da mesma referida fórmula.
Guitarras leves apenas fazem fundo para a vocalista sem um destaque maior assim como o resto da banda: baixista, tecladista e baterista. Em grande parte, tudo é meio previsível, mas o destaque é mesmo o da vocalista. Outro destaque é o encarte bastante chamativo, com várias fotos e muita produção, uma beleza plástica indescritível.
Aliado a isso, temos muitas informações como agradecimentos, a ficha técnica completa e tudo plastificado. Resumindo: é um soft rock (ou pop rock), mas nada a ver com sonoridades como Madonna e sim com rock mais leve (por isso a alcunha soft rock) bem produzido, milimetricamente elaborado e feito sob medida para a vocalista. Nada de excepcional, nada de virtuosismo ou algum arranjo mais elaborado, é um disco para ser escutado sem analisar os detalhes.
(Fred Mika)
Site: www.tonirowland.com
MySpace: www.myspace.com/tonirowland
Tony Martin queria lançar uma trilogia chamada “Clean, Mean & Scream”. Porém, houve tanta insistência por parte dos fãs para que o foco fosse somente às canções mais Heavy Metal que a idéia original acabou sendo deixada de lado e saindo no mercado somente o pesado “Scream” que, é o estilo em que este cantor realmente possui melhor desempenho.
Contando com a ajuda de seu filho Joe Harford, e também a participação do tecladista Geoff Nichols, companheiro de longa data no Sabbath, e até mesmo o falecido mestre Cozy Powell, que teve sua bateria registrada na faixa “Raising Hell”. Das nove canções aqui apresentadas, a maioria estão bem próximas do que o Black Sabbath fazia nos anos 80. Mas temos momentos onde as canções se afastam um pouco do Sabbath, como na melódica “Surely Love Is Dead”, e que para mim é o grande destaque do CD.
Faixas como a já citada “Raising Hell” e “I'm Gonna Live Forever”, que seguem a linha do hard rock pesado, possuem ótimos trabalhos com as vozes e empolgam bastante. A música que mais difere de todo o disco é “The Kids Of Today Don't Understand The Blues”, com um teclado diferente e melodias que são realmente estranhas. Tony consegue soar muito bem neste disco, melhor do que em alguns dos trabalhos em que participou no Black Sabbath.
(Adriano Gandolfi)
Site: www.tonymartin.net
Apesar da banda ser atual, o Torman Maxt faz um rock progressivo setentista bem na linha de ELP, Triumvirat, Nektar e assemelhados com direito a várias passagens, à várias aclimatações, longas introduções, dedilhados, narrativas, violões, corais, etc.
Os vocais lembram um pouco Geddy Lee do Rush mas Torman Maxt é mais rock progressivo ainda que o Rush. Como era de se esperar, The Problem Of Pain: Part 1 é um álbum conceitual basseado na via crucis do personagem Job e isto em relação a sua fé tem inicio num instrumental para logo começar a história na faixa “Job´s Song” (que é uma declaração de fé desse personagem).
Essas duas faixas estão contidas no “Chapter One (Prologue)”. A próxima já é o capítulo dois, “Job´s First Test” que são “The Angels First Song” (em que o mal diz a Deus que Job não foi testado e por isso sua fé era relativa) e “The Satans First Song”.
E por segue a história em capítulos, e pelos títulos de cada faixa dá pra imaginar a continuação da história; daí vem o capítulo três: “Job´s First Response” (a primeira resposta de Job), “Job´s Initial Shock” (o choque inicial de Jobs), “Job´s Resolve”(a resolução de Job), “Job´s Commitment” (o mandamento de Job).
Já no capítulo 4 temos as faixas “Jobs´Second Test” (o segundo teste de Job), “The Angel´s Second Song” (a segunda canção do anjo) e “Satan´s Second Song” (a segunda canção de Satã). Por fim, fecha o álbum no capítulo 5: “Job´s Contemplation” (a contemplação de Job), “Job´s Second Response” (a segunda resposta de Job), “Job´s Wife” (a esposa de Job) e “A Great Silence” (um grande silêncio).
Até então, mostra uma história incompleta, indefinida mas lembremos que esse álbum é apenas a primeira parte da história. A produção áudio é excelente, assim como a parte gráfica e não há destaque de uma ou outra faixa pois elas seguem o contexto da história, uma é seqüência da outra e os momentos, os climas, alternam conforme a dramaticidade na hora da história indo dos dedilhados a longos solos, do hard rock a longas narrativas só de teclados e vozes melancólicas, corais, etc.
É um álbum progressivo, ou seja, profundo, intrigante, dramático, cheio de variações dentro de uma só faixa (apesar de que, nesse caso em particular, as músicas obedeçam a um padrão semelhante); em suma, um álbum que dentro do estilo reúne todas as características necessárias para isso mas que hoje em dia não há tanto público.
(Fred Mika)
Site: www.tormanmaxt.com
Esta banda de Ribeirão Preto/SP foi formada em 1998, algumas mudanças em sua formação causaram períodos de inatividade tendo o grupo retornado ao cenário em 2005.
Executando um thrash metal de influências oitentistas e cantado em português, no final de 2006 a Tormenta lançou este EP que originalmente seria um Demo CD.
Este álbum tem um som agressivo, bases rasgadas no melhor estilão oitentista, cantando em português trás uma certa nostalgia para os mais antigos. Rogener Pavinski (v/g), Flavio Santana (g), Ricardo Minutti (bat) e Fernando “Muttley” (b) mostram seu competente trabalho em todas as músicas, com destaque para “Desprezo e Ganância” e “Tormenta”, que é divida em três partes.
Mais um bom grupo de thrash que ainda tem muita batalha pela frente.
(Bob Riot)
Site: www.tormentametal.com
A banda é indiscutivelmente uma das mais importantes da cena metálica nacional atualmente. E esta posição não foi alcançada ao acaso, e sim a custa de muito trabalho e - logicamente - competência e muita estrada nas costas! Gravado no Led Slay (São Paulo/SP) durante a turnê de Pandemonium, este registro é a coroação e reconhecimento à este grupo acima da média.
A pancadaria tem início com Horror And Torture e Towers On Fire (ambas do mais recente CD), e segue - entre outras - com Convulsion, The Unholy Spell e A Soul In Hell (todas com muito peso e riffs cortantes), Pandemonium, Murder Of A God (mostrando o lado ainda mais extremo e pesado da banda), World Of Misery (mais cadenciada), Abduction Was The Case; e o grande final com as pesadas Out Of Control e The Host.
Destaca-se ainda a performance impecável de todos os músicos, sobretudo os vocais e a presença carismática de Vitor Rodrigues. E vale lembrar ainda que o show tem sua versão em DVD para deleite dos fãs! Imperdível.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Uma escolha acertada feita pela Hellion Records (e licenciada pela Frontiers Records) de lançar o grupo americano Toto nacionalmente. Para quem não sabe, o Toto foi (e ainda continua sendo) um dos precursores do chamado hard AOR (ou para alguns rock AOR), que junto com as ótimas bandas como Journey, Foreigner, Styx, Survivor e outras dominaram as FMs do mundo inteiro e continuam mandando ver apesar de que o Toto executa seu hard AOR de maneira mais sofisticada ainda que esse citados.
Falar do Toto não é difícil pois a banda sempre se privilegiou por compor excelentes canções reunindo muita melodia, virtuosismo e tino para o público como poucas bandas até hoje. Formado por músicos veteraníssimos e pra lá de experientes, o Toto agrupa tudo de bom gosto no mundo musical e olhe que a banda já tem quase trinta anos de atividade.
Simon Phillips é um baterista e percussionista fenomenal que está na ativa desde meados dos anos setenta e já tocou com muita gente boa (já atuou também como free lancer, músico de estúdio). Destaque também vai para o guitarrista Steve Luckater, um dos principais a levar o Toto ao estrelato. Completam ainda a formação outros não menos excelentes músicos: Bobby Kimball (vocais), Greg Phillinganes (teclados, vocais de apoio), David Paich (também teclados e backing vocais) e Mike Porcaro (baixo).
Para incrementar ainda mais esse trabalho contam também com os seguintes músicos (e diga se de passagem, ultra competentes): Lenny Castro (percussão), Steve Porcaro (sintetizadores), James Pankow (trombones), Lee Thomburg (trompete) e Ray Hermann (vocais tenor).
Para este álbum, Falling In Between, além de preservar a sonoridade antiga que é marca registrada do grupo, o Toto ainda adicionou alguns elementos novos como guitarras com muita distorção em algumas faixas o que não descaracterizou o seu som e sim veio a somar.
São dez faixas, alternando baladas com influências de um pop rock mais sofisticado, com outras faixas com mais energia, mais rockeiras mesmo e, e outras ainda verdadeiros hinos, em todas, eles, arranjos intrincados estão presentes apesar de que, ao contrário de bandas que trabalham demais nas composições como o Dream Theather, todas as faixas são amplamente assimiláveis pelo público de várias tendências musicais (algo como o Rush), auferindo fãs desde o pop rock, até ao hard rock mais visceral como também fãs de músicas mais românticas, da world music e até do rock progressivo (devido aos arranjos).
Em suma, as músicas chamam a atenção pela sua capacidade de “pescar” com suas melodias ouvintes de vários gêneros musicais e ainda oferecer doses elevadas de passagens com muito virtuosismo para os ouvintes mais exigentes e músicos em geral. É um trabalho completo em seu todo, onde a parte gráfica também não foge a regra.
O encarte é simplesmente fantástico, com várias fotos bem trabalhadas dos integrantes, ficha técnica completa, letras das músicas e de uma beleza plástica bem acima da média. Por essas qualidades todas o Toto merece figurar no topo da cena musical mundial, coisa que já foi no passado e que provavelmente continuará sendo por vários anos.
É realmente um exemplo de banda completa em todos os sentidos, bem sucedida comercialmente, bem sucedida musicalmente, bem sucedida junto a critica e bem sucedida ao vivo. é um álbum pra ninguém se arrepender.
(Fred Mika)
Site: www.totonetwork.com
A veterana banda Americana Toto sempre se primou por emplacar sucessos nas FMs do mundo inteiro e não são composições meramente descartáveis e sim músicas de grande bom gosto e muito bem arranjadas; afinal o Toto é um dos expoentes do rock AOR.
Músicas que conseguem agrupar fãs de vários outros estilos musicais por tamanha exuberância musical como fãs de rock progressivo, world music, hard rock, pop rock além é lógico, dos fãs de rock AOR.
A banda já tem três décadas de atividade e segue com sua musicalidade apurada como poucos e como sempre contando com excelentes e experientes músicos no seu time para este álbum duplo gravado ao vivo em Paris, e que time, dêem uma observada: Steve Luckater (guitarras e vocais, um dos cabeças do grupo), Simon Phillips (bateria, já participou de inúmeros trabalhos de outros grupos e artistas além de ser músico de estúdio também), Bobby Kimball (vocais), Greg Phillinganes (teclados e vocais), Leland Sklar (baixo) e Tony Spinner (guitarras e vocais).
Voltando às composições do disco; esse álbum duplo, Falling In Between Live, tem ao todo 23 músicas reunindo várias faixas mais recentes como a faixa título, “King Of The World” e outras bem como músicas mais antigas, verdadeiros hits arrasa quarteirão como “Rosanna”, “África”, “Don´t Chain My Heart” e outras. Há ainda vários solos dos músicos como o do tecladista Greg, o do Steve Luckater e de Simon Phillips.
Temos as seguintes gravações ao vivo no disco 1: “Falling In Between”, “King Of The World”, “Pamela”, “Bottom Of Your Soul”, “Caught In The Balance”, “Don´t Chain My Heart”, “Hold The Line”, “Stop Loving You”, “I´ll Be Over You”, “Cruel” e “Greg Solo”. E para o disco 2, temos as seguintes gravações ao vivo: ”Rosanna”, “I´ll Suply The Love”, “Isolation”, “Gift Of Faith”, “Kingdom Of Desire”, “Luke Solo”, “Hydra”, “Simon Solo”, “Taint Your World”, “Gypsy Train”, “Africa”, “Drag Him To The Roof” e “I´ll Be Over You”.
Cada nuance desse album é perfeitamente percebida aqui pois está muito bem produzido onde cada arranjo, cada instrumento ou vocal de apoio encontra o clima certo na música.
No encarte não há as letras das músicas, mas quem se importa? Há inúmeras fotos do show (várias e várias mesmo), dos integrantes, de detalhes do palco, individuais e panorâmicas e de vários ângulos diferentes além da extensa ficha técnica. Aliás, com um som perfeito como esse, creio que ninguém vai ficar observando o encarte apesar de esse ser de primeira. Esse álbum deveria figurar facilmente entre os melhores álbuns ao vivo de rock de todos os tempos. é indicado à todos os admiradores da boa música de todos os estilos.
Algo que uma aula dada por verdadeiros músicos professores que se primam pelo bom gosto, musicalidade, sensibilidade e destreza instrumental. Álbum lançado em 2007 pela distribuidora brasileira ST2 Records sob licença da Eagle Records internacional.
(Fred Mika)
Site da gravadora: www.st2.com.br
Faz um rock no estilo moderno similar ao praticado por Foo Fighters, Hoobastank, e portanto se você já não curte as bandas citadas pule para a próxima resenha. Jacob's Ladder abre o cd e mostra um rock que não chega a empolgar é apenas normal, Stay vem na seqüência e pode cativar alguns pelo seu refrão que é mais pegajoso.
Buscando ainda uma definiçãono seu tipo de som aparece Everytime We Touch, que tem levadas soltas e leves e ganha peso no refrão bem no estilo americano, das bandas já citadas e incluiria também Nickelback, mas esta parece até o momento a mesma faixa. Surge a 4ª faixa Throwing Stones e a fórmula continua inalterada, base cantada com instrumental lá embaixo e que sobe na hora do refrão, há um ponto de destaque nesta faixa que é o pequeno solo, sem muita frescura mas convincente, porém é muito pouco para uma faixa.
E assim sucessivamente ao longo das 10 faixas tudo vai seguindo o mesmo padrão cansativo e sonolento. Será que o produtor não enxerga isso??? Pois é impossível ouvir um material como este do inicio ao fim, pois tudo é extremamente muito igual. Sigo ouvindo esperando uma única musica que possa saltar e soar desigual ao mar de igualdade, mas infelizmente isto não acontece. é triste ver tanta falta de criatividade.
(Adriano Gandolfi)
Dois lançamentos remasterizados, o clássico e lendário álbum, Stop The Bleeding, o primeiro do grupo, de 1990, e Vanishing Lessons, lançado originalmente em 1994, com algumas, já tradicionais, bônus tracks, exclusivas para o mercado brasileiro, escolhidas pelo próprio batera da banda, Ted Kirkpatrick, além de novo encarte, fotos e texto.
O Tourniquet continua engajado em sua busca de levar a palavra de Deus através da música, desde sua formação na cidade de Los Angeles, USA. Além das letras de cunho religioso, as letras do Tourniquet passam por referências médicas e narrativas de Edgar Allan Poe, além de estarem engajados com problemas sociais como o desrespeito e abuso de animais.
Em Stop The Bleending temos além de Ted Kirkpatrick, Guy Ritter nos vocais e Gary Lenaire (guitarra), em Vanishing Lessons sai Ritter e entra Luke Easter e soma-se o baixo de Victor Macias. O som do grupo exibe influências de vários estilos, de vão do rock’n’roll ao thrash metal, sendo este último, que mais traduza a sonoridade do grupo pelo timbre de suas guitarras.
Resumindo os dois lançamentos para quem não conhece, Stop The Bleeding é mais energético, com excelentes riffs, bem na veia trash e metal tradicional, exemplos, “Ark Of Suffering“ e “Test For Leprosy“, em Vanishing Lessons já encontramos uma sonoridade mais calcada nas bases rítmicas, mais carregadas e cadenciadas como “Drowning Machine” ou “Bearing Gruesome Cargo”, a balada “My Promise”, ou “Twilight”, um rock mais comercial.
Dois bons relançamentos da trajetória do grupo que desde 2003 não lança um novo álbum, somente um DVD em 2006. Vale a pena para os headbangers cristãos ou amantes do bom heavy metal.
(Bob Riot)
Site: www.tourniquet.net
MySpace: www.myspace.com/tourniquetrocks
Temos aqui uma demo com cara de cd pois o mesmo se apresenta com nove composições e também muito bem gravadas e mixadas. O som do Tower Of Stone é um heavy metal melódico bastante variado e dinâmico, com uma sonoridade bem rica e interessante e que soube escapar dos clichês tão agregados a esse estilo. Essa originalidade no mundo do metal melódico é uma surpresa pois vemos dois aspectos positivos aqui:
1 - O Tower Of Stone soube incorporar timbres e arranjos de teclados setentistas no melhor estilo Rainbow. Destaque para o tecladista Fabrizio Muratori.
2 - Incorporou também ao seu som muitos arranjos, riffs e passagens de heavy metal tradicional mais elaborado como Dio, Deep Purple e o inicio de Yngwie Malmsteen.
Resumindo, guitarristas inspirados e com uma boa pegada e nesse caso o destaque vai para o guitarrista base Mikael Holm. Merecem destaque também os guitarristas solos Janne Stark, Andréas Fors e Stefan Berg, cada um respondendo por solos de determinadas musicas e os três igualmente muito bons.
Os vocais das musicas também foram divididos entre Stig Vilkstrom, Anders Sandlund, Daniel Nilsson e também pelo guitarrista bases citado antes, Mikael Holm. Apesar disso também não há diferença relevante quanto aos vocais e nem relativo a dinâmica musical da banda. Souberam manter uma certa homogeneidade quanto as composições.
Nada consta no encarte mas esse álbum deve ter sido gravado em varias épocas distintas, ou seja, deve ser uma coletânea. Coletânea ou não, deixo aqui a dica para que eles lancem esse álbum em formato full-album pois as musicas estão muito bem finalizadas sem falar na musicalidade da banda, que como citei, é um verdadeiro achado no já mais que batido meio do heavy metal melódico mundo afora.
(Fred Mika)
Site: www.towerofstone.com
MySpace: www.myspace.com/overloaded
Blake Meahl (vocal), Ian Alden (guitarra), Greg Imhoff (baixo), Sean Ford (bacteria) e McCoy Gurmin (guitarra) formam uma banda de colecionadores e apreciadores da grande arte, antiga e contemporânea.
Excursionando pelos Estados Unidos seu CD ganhou críticas muito favoráveis de críticos mundialmente conhecidos como Chuck Eddy, da revista Billboard, que os colocou entre os melhores três álbuns do ano.
O Trigger Renegade tem um som enraizado nos anos 70, com retoques de atualidade, abordando alguns clichês de heavy metal dos anos 80, chegou a me lembrar do The Cult em certos momentos.
A capa do CD já mostra a tendência psicodelista daquela época. “A.N.T” e “Robbin’ Trains”, tem sonoridade de Thin Lizzy, ou seu mais recente súdito, Iron Maiden, “Damage” e “Lady Killers” e “Destroy Your Mind”, recalibram a lembrança aos grupos da NWOBHM, enquanto “Straight Shooter” e “We’re Not Over” tem um pé no Hard Rock.
Tá aí um baita disco para quem curte som setentista e oitentista, para conferir é só ir no MySpace, que inclui também duas faixas que estarão no seu próximo trabalho que promete seguir a mesma linha de Destroy Your Mind.
(Bob Riot)
Site: www.triggerrenegade.com
MySpace: www.myspace.com/triggerrenegade
Neste CD nós encontramos cinco faixas, sendo que duas são covers (Pet Semetary” do Ramones e do “Ace of Spades” do Motorhead). Estranho uma banda que exista desde 1994 use dois covers para compor um pequeno repertório de 5 músicas.
O Trinity mostra-se uma banda ainda sem uma identidade fixa usando variações de todos os gêneros do metal, a conclusão da salada não é ruim, mas causa estranheza, vejamos até pelos covers, onde o som do Motor esta bem fiel e mostrando competência do grupo na execução, em compensação, a faixa dos Ramones pode ser julgada como um ultraje por fãs mais fiéis. As três composições restantes são agradáveis para escutar uma vez, mas nada mais do que isto.
São boas faixas mas nada de excepcional. Um ponto forte é o forte trabalho de backing realizado pela banda. Resumindo é uma salada sonora de metal que precisaríamos de mais faixas para saber se a coisa anda ou não.
(Adriano Gandolfi)

Este CD na verdade é a reedição do mesmo disco originalmente lançado em 2003 e que, em função do considerável sucesso alcançado pela banda, agora está sendo disponibilizado com um logo de capa mais moderno e bem acabado, além de 3 faixas adicionais, onde 2 delas – “Blinding Tears Will Break The Skies” e “The Deceived” - são inéditas; enquanto “Demon” foi tirada de uma demo de 2003.
A sonoridade é aquele mesmo Thrash Metal pesado e raivoso que sempre acompanha as bandas do gênero em sua fase mais inicial, onde eles mesclam com sabedoria – seja na parte instrumental ou vocal – momentos mais agressivos e pesados com outros de passagens mais melódicas, por vezes remetendo à bandas como por exemplo “In Flames” em sua fase igualmente seminal.
Vale destacar as faixas “Pillars Of Serpents”, “Fugue”, a faixa título “Ember To Inferno”, “To Burn The Eye” e “My Hatred”. Não se trata definitivamente de uma banda inovadora, muito menos revolucionária, mas com certeza cairá no gosto de muito fã que sabe apreciar um bom Heavy Metal feito com indiscutível qualidade.
(Eduardo Garcia Carvalho)
Comentar algo mais recente dessa que é sem sombra de dúvida a maior expoente do doom metal clássico mundial é por demais responsável . Os mais saudosistas ficam assim um tanto quanto inquieto, afinal de contas Eric Wagner esteve namorando com um som mais psicodélico, Bruce Franklin com o industrial e o que poderíamos esperar desse sétimo álbum da banda?
Bom, o cd começa com uma pequena introdução que podemos dizer lembra as microfonias do Nirvana, mas logo a pós surge um stoner pesado, característica do álbum “PLASTIC GREEN HEAD” na música “Goin Home”, tendo como característica marcante o peso da já consagrada guitarra de Bruce Franklin e os vocais Plantiano de Eric Wagner.
No início parece que vamos ter uma avalanche de boas músicas , mas ai o cd começa a soar cansativo , mas que não torna o cd todo chato. Os maiores destaques ficam por conta das músicas goin home, e da faixa título simple mind condiction. O cd também flerta de vez com bandas mais antigas da década de 70 como : Led Zeppelin, Deep Purple e Uriah Heep deixando de vez a fase mais Doom dos anos 80 onde a banda realmente fez seus melhore álbuns.
Formação:
Eric Wagner - Voz
Bruce Franklin - Guitarra
Rick Wartell - Guitarra
Chuck Robinson - Baixo
Jeff Olson – Bateria
01. Goin' Home
02. Mindbender
03. Seven
04. Pictures Of Life
05. After The Rain
06. Trouble Maker
07. Arthur Brown's Whiskey Bar
08. Simple Mind Condition
09. Ride In The Sky
10. If I Only Had A Reason
11. The Beginning Of Sorrows
(Eduardo Vaz Couto – Força Eterna Records)
Site: www.newtrouble.com
O Tuatha sempre teve sua legião fiel de seguidores, que os acompanham desde suas primeiras demos. No entanto, apesar da latente competência de seus trabalhos, a banda nunca chegou a ser alçada a um patamar - digamos - de maior respeito dentro do cenário nacional.
Isso pode estar mudando. Com o lançamento deste novo trabalho (provavelmente o melhor do grupo), eles certamente receberão a devida atenção que não tiveram (pelo menos não na escala merecida) nos trabalhos anteriores. O estilo permanece praticamente intacto: Metal fundido com música Folk (sobretudo de origem celta), flautas, violões, instrumentos exóticos, climas medievais/épicos e principalmente muita magia e fantasia.
As inegáveis influências de Jethro Tull aparecem de forma ainda mais evidente e acentuada do que nunca (o que só evidencia o extremo bom gosto da banda), assim como uma pegada mais melódica por parte das guitarras. Os vocais de Bruno Maia estão mais maduros, e encaixam-se como uma luva ao estilo das músicas. E por falar nelas, total destaque para a faixa título Trova Di Danú, Bella Natura (que abre o CD com bastante peso), Lover Of The Queen, The Land's Revenge (com um clima fantástico) e a ótima Spellboundance.
Um disco para ser ouvido de forma despretensiosa e sem rótulos. Acredite: você vai se surpreender.
(Eduardo Garcia Carvalho)
O que temos aqui é o mais puro Heavy Power Metal Melódico, que como todos sabemos deve ter influencias de Stratovarius, gerando milhares de bandas enjoativas, tanto na Finlândia, seu país natal, como Alemanha, Brasil e por aí vai. Entretanto, como toda moda é passageira, esse estereótipo de se fazer Metal acabou e as próprias bandas mudaram.
E o Twilight Guardians que também são finlandeses, também surgiram neste meio Melódico, mas desde sempre, fizeram o que os medalhões do estilo estão fazendo só agora! Ou seja mudar sem perder a essência e deixar de ser repetitivo. Passagens de NWOBHM acrescido de passagens de AOR, refrãos bem Hard Rock, solos e riffs remetendo aos anos 90, sob uma cozinha moderna (um pouco mais grave e em tons mais baixos) e a voz lembrando os grandes vocalistas da primeira metade dos aos 80.
Já o lado Progressive ataca em The Game, naquela veia tipicamente alemã. O lado gostoso do Hard’n Heavy ataca novamente em Bring It On, mas claro, nunca datado e numa roupagem moderna e atual. Enfim, mais um grande disco do Heavy Tradicional da NWOFHM! Daqueles que viram que nem toda mudança é para pior.
(Adriano Gandolfi)
Mais uma banda finlandesa que busca seu lugar ao sol e adivinhem o gênero dos rapazes? Claro que é o Heavy Melódico, que na Finlândia tem grandes ícones do gênero como Stratovarius e tendo como o seu maior seguidor o Sonata Arctica.
O trabalho anterior do Twilightning, Delirium Veil, trazia muito desta fonte, apesar dos clichês do estilo, Delirium Veil, era um grande disco. Agora com Swinelords a banda rasga a cartilha e segue um caminho próprio e, apesar de não soar tão expressivo como Delirium Veil, ainda assim temos boas músicas que cativam. Aqui, eles pegam pesado nas letras, falando mais de temais atuais e da realidade e seu instrumental segue isso. Com um som mais cru e calcado no Heavy Metal Tradicional, como em Isolation Shell que abre o CD, bem anos 80, seguida, da faixa-título, mais melódica, mas mais rústica.
Reflection Of The Cuckoo é uma porrada, e The Gun é cativante e gostosa, com melodias e guitarras matadoras! Em meio a tantas bandas migrando do melódico para o hard, acredito que a aposta do Twilightning foi acertada, devendo agradar em cheio aos fãs do metal mais tradicional, pois competência o grupo tem e consegue provar isso em Swinelords, que é um grande disco!
(Adriano Gandolfi)
Após um relativamente bem sucedido retorno – onde o grupo excursionou mundo afora e chegou mesmo a regravar o clássico álbum “Stay Hungry, reintitulado “Still Hungry” – a banda retornou ao estúdio para desta vez gravar um disco com “temas natalinos”.
Pois bem, o que temos aqui é um Twisted Sister usando e abusando de seu lado sarcástico e irônico, recriando as mais tradicionais canções de natal com arranjos pesados (ou até mesmo acústicos!) e variadas referências à outras músicas – sejam elas do próprio grupo ou não.
Desta forma temos por exemplo “Oh Come All Ye Faithfull” totalmente com cara (e Riff!) de “We're Not Gonna Take It”! Outros bons momentos ficam por conta de “White Christmas” (com suas guitarras galopantes), “I’ll Be Home For Christmas” (com participação vocal de Lita Ford), “Silver Bells” e “Let It Snow, Let It Snow, Let It Snow” (com Riff inicial de “Children Of The Grave” do Black Sabbath!).
Um disco realmente indispensável se você é fã de carteirinha do grupo, e que agradará em cheio a todos que não o levarem exageradamente à sério. Agora só resta aguardar o prometido DVD!
(Eduardo Garcia Carvalho)
STRYKE - Virtual Metal Maganize & Promotion
© 2010 by Bob Riot