Este projeto italiano foi idealizado pela vocalista Charlotte S. e vindo a tona em junho de 2005 e, além de Charlotte, ainda contando com os integrantes Dario Orlando (guitarrista solo), Pedro (bateria), Danilo Bar (guitarra base) e Paul McKill (baixista). Rapidamente trataram de gravar seu primeiro promo-cd intitulado Crash Test.
Mas, a partir daquela época o baterista Pedro foi substituído por Mr. Gee e dois outros membros estavam demasiadamente ocupados com seus trabalhos paralelos, Danilo com o White Skull e Paul com o Adam Bomb. Então, a banda teve de praticamente remodelar quase a totalidade de seus integrantes originais e, dessa vez, entra Matt R.S. (baixo) vindo da cidade escocesa de Glascow e, um pouco depois, entra o guitarrista Luca Spagnuolo. Matt não fica por muito tempo sendo substituído em 2009 por Alessandro Spagnuolo. Ufffa!
Mas devido a esse inconstante line up abanda tratou logo de por os pés na estrada abrindo vários shows na Itália de outros artistas internacionais como House Of Lords e Glenn Hughes e ainda fez uma mini tour pela Suíça e também entrou logo no estúdio para seu primeiro álbum full lenght, No Bless Oblige, lançado em 2009 e trazendo dez composições no melhor estilo rock n´roll viceral e cru com o hard rock festeiro, mas cuidadosamente lapidado para não ficar ácido e agressivo, mas isso tudo com uma boa dose de melodia dos vocais. A vocalista Charlotte S. tem um bom timbre, boas idéias, mas sua voz é bem mais direcionada ao pop rock com melodias suaves, não usando de um vocal com mais potência. Em todo caso dá um contraste interessante.
Há faixas interessantes e mais cadenciadas como “Trip”, um pop rock com guitarras bases com riffs pesados, porém bem dosados servindo só de fundo para a voz de adolescente de Charlotte. “Excuse My Friend” já é mais inspirada, com riffs mais interessantes, partes mais lentas e uma interpretação mais dinâmica da vocalista.
“Scary Cherry” e ‘Burnout” trazem o rock n´roll básico com vocais femininos lembrando uma mistura de Pat Benatar com The Runaways. A faixa “B.A.D. (Bad Attitude Doll)” é ainda mais crua, no melhor estilo Ramones, essa faixa apresenta refrões pegajosos e alegres além de solos para lá de simples.
“Slash” já tem mais feeling, uma vocalização mais intimista nas introduções para ganhar força e melodia nos pré-refrões e refrões. Andamento cadenciado e bons riffs.
“Out Of Time Hero” e “Idol Of Myself” já são mais energéticas, não fugindo a regra do rock n´roll simples e direto com boas doses de melodia da vocalista.
“Bang Bang (My Baby Shot Me Down)” tem uma estrutura interessante, com andamento rockabilly e interessantes melodias é certamente uma das melhores do play que finaliza em “Lust For Life”, uma boa faixa que reúne mais peso, um pouco mais trabalhada com acentuações, partes vocalizadas cheias de feeling com contraponto de links melódicos de guitarra.
É um álbum sui generis, com composições retas e demasiadamente simples lembrando o rock n´roll do Ramones, outras mais pesadas, porém alegres e outras ainda fazendo um rock n´roll visceral lembrando um pouco Rolling Stones, mas tudo isso com uma vocalista com forte influência do pop rock como Avril Lavigne. Em algumas faixas me lembrei da nossa brasileira Pitty ou música estilo novela Malhação. É um estilo que os adolescentes com certeza vão curtir e só.
(Fred Mika)
UFO é uma das poucas bandas que fez fama nos anos setenta e que continua (e bem) em atividade, embora grande parte do tempo o UFO permaneceu só com o vocalista Phil Mogg como membro original. Os dois primeiros álbum do UFO (UFO 1 e Flying) não obtiveram muito sucesso a não ser no Japão e apresentava um som psicodélico mas tosco. Já com a entrada do guitarrista Michael Schenker e os álbuns lançados com ele, Phenomenon (1974), Force It (1975), No Heavy Pettin´ (1976), Lights Out (1977), Obsession (1978) e o ao vivo Strangers In The Night (1979) o UFO alcançaria o topo do hard rock mundial, mas sua grande estrela saiu indo fundar o aclamado MSG (o temperamental Schenker nunca se deu bem com outro membro não menos temperamental e monopolista, o próprio Phil Mogg).
Depois dessa época, com a ida e vinda de inúmeros componentes como os guitarristas Neil Carter, Paul Chapman, Atomik Tommy, o UFO experimentaria gradativamente um declínio em sua carreira e chegaria praticamente até o final do mesmo ao início dos anos noventa apesar do grande número de álbuns lançados. Além da improvável saída de dois ex-membros fundadores na metade dos anos oitenta que representavam a espinha dorsal do UFO (o baterista Andy Parker e o baixista Pete Way), o público estava se voltando a bandas diferentes que estavam acontecendo naquela época como Mötley Crüe, Def Leppard, etc.
Mas Michael Schenker e toda a formação do UFO voltam a ativa e lança em 1995 Walk On Water fazendo o UFO voar novamente (desculpe o trocadilho) e novamente outro hiato pois Schenker também queria se dedicar a sua carreira solo. Mogg e Way lançariam dois álbuns solo para o mesmo projeto e o UFO ainda gravaria Covenant (2000) e Sharks (2002) e entre muitas brigas Schenker, dessa vez, dá adeus finalmente ao grupo e o não menos brilhante guitarrista Vinnie Moore o substitui lançou, até o momento, três bons álbuns, You Are Here (2004), The Monkey Puzzle (2007) e The Visitor (2009). Esse último lançado pela gravadora alemã que há tempos vem lançando grandes nomes do hard n´heavy mundial e trazendo a antiga formação do UFO (com exceção de Moore) como Andy Parker e o criativo tecladista Paul Raymond. Dessa vez, por problemas de saúde, Pete Way não participou das gravações desse álbum e o baixo ficou a cargo de Peter Pichl.
The Visitor tem onze composições, a primeira, “Saving Me”, com introdução em violões countries e segue para um hard rock cadenciado com ótimos links e arranjos de guitarra de Moore. Solo fantástico (como sempre) e timbres bem escolhidos. Na seqüência vem “On The Waterfront”, cheia de groovies, feeling bluesísticos e com interessantes arranjos de teclados e guitarras por toda a música. “Hell Driver”, “Stop Breaking Down”, “Rock Ready” (essa conta ainda com a adição das guitarras slide) e “Can´t Buy A Thrill” são quatro hard rocks com uma pegada forte, refrões marcantes que sempre caracterizaram o UFO a partir dos anos oitenta. Com um pé no blues com groovy temos “Living Proof” que mostra a versatilidade de Vinnie Moore.
“Forsaken” é uma composição já mais cadenciada, mais leve, mias climática, quase que uma balada, mas bem indicada para as rádios. Ótimas intervenções dos vocais de apoio enquanto “Villains & Thieves” é um hard rock arrastado com boas progressões e passagens entre os vocais e refrões. Uma das melhores desse ótimo álbum assim como “Stranger In Town”, que é outra faixa arrastada, mas agora mais pesada e com uma marcação mais forte. Guitarras bases na cara e com um riff que merece destaque. Refrão forte e direto e solo contagiante com feeling a flor da pele.
Por fim temos “Dancing With St. Peter”, um hard bem cadenciado de introdução de vassourinha de autoria desconhecida mas com climas do hard blues fechando com chave de ouro esse play. Há tempos o UFO não lança um álbum poderoso e climático como esse, sem dúvida o melhor dos três com o ex-alienígena Vinnie Moore (agora membro efetivo) nas guitarras e provando que o UFO ainda muito combustível para queimar e voar em muitos lugares por muito tempo.
(Fred Mika)
Uli Jon Roth é um desses raríssimos artistas que trafegam por vários estilos musicais com uma dinâmica impressionante. Começou desde cedo (aos dez anos) a tocar trompete e na sua adolescência, já como guitarrista, montou dois grupos, Blue Infinity e Dawn Road, em que revelariam sua influência principal dentro do rock (Jimi Hendrix). Mas foi com o Scorpions que Uli (na época ainda era Ulrich pois mudou seu nome para facilitar a pronúncia dos não europeus) se tornaria realmente conhecido no mundo musical.
Uli moldou o Scorpions nos anos setenta deixando um legado de quatro álbuns de estúdio e um ao vivo (todos eles dotados de uma incrível riqueza musical). Mas Uli era mais do que isso pois percebeu que sua arte era muito grandiosa para ficar restrito num grupo de hard rock (mesmo que esse grupo ainda fosse o Scorpions) e partiu em 1979 para carreira solo onde durante a primeira metade dos anos oitenta mostraria ao mundo sua arte fantástica fundando o magistral power trio Electric Sun (neste lançaria três álbuns de estúdio) onde pode enfim esbanjar seu vasto conhecimento musical além de cantar nas composições.
Mas Uli daria ainda um patamar superior a sua arte a partir da segunda metade dos anos oitenta enveredando de vez pelo terreno da musica clássica onde com grande feeling soube como poucos misturar sua guitarra com instrumentos clássicos como violinos, violoncelos, etc, bem como numa criação e execução elaborada, complexa e rica de novas composições assim.
Para tanto criou e desenvolveu sua própria guitarra de sete cordas, a Sky Guitar, com sonoridade única e apropriada para a execução de intrincadíssimos arranjos com várias oitavas. Desde então Uli vem lançando álbuns esporádicos perfeitos com essa fusão entre guitarra e música clássica e último deles intitulado Under A Dark Sky licenciado em 2008 pela alemã SPV Records e no Brasil pela Hellion Records.
Under A Dark Sky já traz de cara uma belíssima capa (e toda a parte gráfica, pinturas magníficas, até Cristo Redentor há no contexto) e dessa vez Uli traz alguns temas profundos que versam sobre o mau caminho que a humanidade vem trilhando no planeta. O play abre como o pedido de socorro, “S.O.S.” em código Morse e daí já vem um oceano de maravilhas, faixas divididas em vários atos que misturam inglês, alemão e latim conforme o decorrer do drama imbuído nas músicas mas nada de maneira aleatória e sim tudo muito bem adequado como por exemplo na composição “Land Of Dawn” sub dividida em “Techno Man”, “Land Of Dawn” e ‘Lion Wings” e na seqüência vem a enigmática “The Magic World”.
Não é exagero dizer que o espiritual Uli tem percepção intuitiva musical direta do divino. Escute “Inquisition” (essa uma instrumental interessantíssima) e “Letter Of The Law” para confirmar o que falo. Perfeitas. “Stay In The Light” traz ares de esperança e pacificação, um alento para quem acha que a humanidade ainda tem conserto. “Benediction” é outra instrumental só que dessa vez mais melancólica, uma linda melancolia com ares de trilha sonora.
“Light & Shadows” encerra a primeira parte de forma grandiloqüente, reflexiva e melancólica. “Tanz In Die Dammerung” de vários sub-títulos é um pouco diferente, é mais seca em instrumentos porém com mais enfoque aos corais e instrumentais mais enxutos e com linhas melódicas impressionantes. Em tudo esse álbum conceitual é grandioso ao extremo e conta com músicos do mais alto gabarito além da Sky Orchestra e do Sky Choir, tudo dirigido e produzido pelo maestro Uli.
Aclimatizações, feeling ao extremo, drama, melancolia, euforia, com grandiosos corais, arranjos ricos e muito variados de inúmeros instrumentos, musicalidade arrebatadora e mágica, tudo isso é a música desse gênio alemão. É contraproducente denominar o melhor guitarrista de todos os tempos (as técnicas, enfoques, etc, são muito variados), mas com certeza Uli está entre eles e uma coisa é certa, ele é o mais intuitivo de todos eles e esse é um dos melhores álbuns de todos os tempos. Uma só resenha fica difícil discorrer sobre esse magnífico álbum.
(Fred Mika)
Primeiramente é preciso que seja oficialmente noticiado que sou suspeitíssimo em escrever uma resenha de qualquer trabalho do nobre quinteto bretão pois sou um fanático pela banda, só que, ao contrário de muitos outros que apreciam sua grande música, tem-se que ponderar e ser honesto e profissional quando da feitura de qualquer material; a carreira da banda tem vários altos e baixos; mesmo trabalhos bons são fraquíssimos com relação ao que foi lançado na década de 70, alguns comerciais demais, beirando o pop, outros muito orientados ao mercado norte-americano (AOR em demasia), MAS, eles sempre se preocuparam em manter o nível musical, o que tem de sobra.
Quanto ao trabalho em questão é o melhor dentre os lançados “recentemente” anos; Different World, Sea Of Light (especialmente este) e Sonic Origami, tem suas qualidades e que são várias, mas WTS recupera a velha sonoridade depois de um hiato de dez anos nos quais eles lançaram uma série de cds/dvds ao vivo de comemoração com vários convidados, acústicos, etc e traz tudo de bom que a banda sempre tem e teve em sua sonoridade que sempre foi muito pessoal.
A mudança mais sentida entre os fãs das antigas foi a saída do baterista Lee Kerslake não somente por questões de idade e de não ter pique mais para tours, mas por questões de saúde (ele estava/está (??) com uma “Sra” barriga) sendo substituído por Russell Gillbrook, bem mais jovem e com um pique de dar inveja, além de também cantar, fazendo agora juntamente com os demais uma maravilhosa muralha de harmonias vocais em apoio ao sempre Bernie Shaw, um vocalista de primeiríssima linha sempre; outras mudanças foram que agora estão num grande selo novamente.
No aspecto musical, não há nenhuma balada no trabalho, o que pode descontentar alguns, pois o quinteto sempre foi mestre neste aspecto; as composições estão todas bem mais pesadas (para o estilo Heep), e desta vez, tecladista Phil Lanzon deixou os teclados eletrônicos em casa e gravou todo o trabalho com um velho e clássico Hammond com caixas Leslie o que tornou o álbum bem mais setentista; Mick Box como sempre arrasa em seus solos bem dosados e harmônicos nunca abandonando o seu velho wha-wha e graças à produção de Mike Paxman, certeira e dosando no peso, ao contrário das anteriores conduzidas por Pip Williams que deixavam tudo muito claro e límpido, e uma vez mais de muito tempo podemos Trevor Boulder debulhando nas quarto cordas como não se ouvia desde a época do saudoso Gary Thain.
Abrindo o trabalho, a música título, uma instrumental pesada e rápida com aquelas harmonias vocais que somente mestres podem fazer com toda facilidade e que me fez lembrar “Captain Nemo”do MICHAEL SCHENKER GROUP e daí para frente temos dez composições com arranjos bem elaborados e caprichados numa mistura de músicas mais cadenciadas, pesadas e melódicas, tudo de bom que o Heepfã e fã de classic rock pode querer escutar, além de uma linda capa que ficaria ótima numa camiseta oficial (hehe). Um álbum imprescindível de uma banda imortal.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.uriah-heep.com
Trinta e cinco anos de carreira em prol do heavy rock/classic rock (como são denominadas atualmente as bandas sessentistas/setentistas), grandes álbuns clássicos nos anos 70, excelentes composições, músicos de talento indiscutivel (até em sua fase mais fraca), tudo girando em torno do duo vocalista Phil Mogg e baixista Pete Way, além do guitarrista/tecladista Paul Raymond (outro “daqueles tempos dourados”) mais batera Jason Bonham (filho do falecido John Bonham, e que já deixou a banda sendo substituído pelo também veterano Andy Parker) e o excepcional guitarrista Vinnie Moore e temos aqui mais um trabalho ao vivo gravado na Alemanha em 13.05.2005, e que também foi lançado em DVD (sendo o primeiro oficial do quinteto atualmente “quase bretão”).
Muitos fãs mais antigos e radicais vão torcer o nariz pois o grande guitarrista alemão Michael Schenker que fez parte da fase áurea da banda e gravou os melhores álbuns e que “veio e foi” há uns três anos não participa do trabalho (eu mesmo sinto muita falta do músico!) mas Vinnie é um grande músico e trouxe feeling renovados para a banda e sua execução musical é primorosa.
O set list tem algumas composições mais recentes mas o destaque no show dos caras sempre são os clássicos,que não são poucos; algumas estão mais cadenciadas e contidas, mas é sempre ótimo ouvir “Mother Mary”(que abre o show),”This Kids”, “Only You Can Rock Me”, “Rock Bottom”, “Love to Love”, “Lights Out” dentre outras.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Sexto álbum ao vivo desta lendária banda que neste disco, além dos veteranos Phill Moog, Pete Way e Paul Raymond, conta com Vinnie Moore e Jason Bonham completando o line-up.
Este show foi gravado em Wilhelmshaven (Alemanha) em 30 de maio de 2005, e tornou-se o primeiro DVD ao vivo do grupo, 26 anos depois do histórico “Strangers In The Night”. O grupo sempre foi conhecido por suas performances ao vivo, e, creio que foi o primeiro que a usar jaquetas de couro no palco, isto mais tarde seria uma marca dos fãs de rock em geral. O encarte trás a história do grupo, desde o início até o disco “You Are Here” (2004), falando de todos que integraram o UFO, inclusive uma breve introdução sobre Moore e Jason.
As versões das músicas ganharam um pouco mais de peso na guitarra e batera, o que deu um toque mais atual (como se precisa-se...) ao som do grupo. Além de contar com as clássicas “Love To Love”, “Too Hot To Handle”, “Lights Out”, “Rock Bottom”, “Doctor Doctor” e “Shoot Shoot”, todas do disco 2, podemos ouvir “Only You Can Rock Me” e “Let It Roll”, composições de “You Are Here” como “Mr Freeze”, “Baby Blue”, "When Daylight Goes To Town" e “The Wild One”.
Confesso que eu esperava mais dos solos de Vinnie Moore, mas ele manteve a linha melódica das composições do UFO, inclusive algumas características da época do Michael Schenker, não se colocou como uma figura mais importante (ou atualmente mais conhecida) do que os membros originais, desta forma foi preservada a integridade das músicas e nenhum ego foi demonstrado.
Para os fãs desta fantástica banda, é mais que obrigatório, quem não conhece o trabalho que o grupo vem desenvolvendo também é uma boa oportunidade.
(Bob Riot)
Site: www.ufo-music.info
Como simples humanos, às vezes nos surpreendemos com as tais “marcas da idade”. É difícil reconhecer e aceitar, que todos passaremos por isto pois o envelhecimento faz parte da vida. Acreditamos que nossos heróis estão imunes a este tipo de coisa que são característicos dos mortais, mas acontece a todos.
Não acreditei vendo as fotos do novo disco do UFO pois os caras que eu curtia na minha juventude já estão, como posso dizer, na melhor idade. Isto mostra também que os anos passam e também estou ficando velho. Aí vocês pensarão que Phil Moog, Pete Way, Andy Parker e Paul Raymond, já poderiam ter pendurado os instrumentos e curtir a aposentadoria.
Esqueçam isto!! Esse negócio de aposentadoria é para quem já quer esperar a morte chegar ou já está cansado de aproveitar a vida. Por mais rápido que seja a nossa passagem por este plano, temos que viver o mais intensamente possível.
O UFO está aí para provar isto, os caras ainda continuam na ativa e com pique dos anos 70. Com o som da guitarra de Vinnie Moore para botar fogo, o grupo mostra que ainda tem muita energia. Será que eles são de outro planeta?
Ouvindo “Hard Being Me”, a massacrante “Heavenly Body” com bateria lembrando a clássica de “Pack It Up And Go”, “World Cruise” com Vinnie brincando de tocar guitarra e por aí vai. Fãs! Vão em frente e peguem seu CD, os aliens estão de volta!
(Bob Riot)
Site: www.ufo-music.info
Quarto trabalho do agora quarteto norte-americano de thrash metal cristão em mais de uma década de carreira; o que é realmente muito pouco, porém, não podemos esquecer que todos seus componentes estão envolvidos principalmente numa vida de ministério e evangelismo.
Destre seus trabalhos, ITP, sem dúvida é aquele mais maduro em termos de composição e produção; antes mesclavam thrash metal "old school" com partes mais modernas e o bom e velho power metal no estilo norte-americano com vocalizações no estilo Steve Souza (ex EXODUS), agora mais voltado ao thrash tradicional, mais pesado e mais agressivo e vocalizações mais rasgadas - Scott Waters chega a lembrar Sabina Classen do HOLY MOSES com alguns guturais beirando o death metal; musicalmente um show à parte, riffs mortíferos e solos mortíferos conduzidos por Robert Gutierrez, ainda contando com o ex banda Steve Trujillo em "Death War"; cozinha energética conduzida pelo baixista Rob Whitlock e baterista Sean Griego (substituido pouco depois por Alan Tuna).
Uma ótima coleção de onze composições feitas para bater cabeça no melhor sentido da expressão, com letras positivas/temas cristãos, exceção feita à "Heart Of Metal" um hino de amor à musica pesada, além de "Wratchild" do IRON MAIDEN numa versão bem característica.Um ótimo álbum para quem aprecia thrash metal da velha escola e não sofre de preconceitos estupidos.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.ultimatum.net
MySpace: www.myspace.com/ultimatummetal
Em 1997, na Ucrânia, antiga província da extinta União Soviética, surgiu esta banda de metal progressivo, mais precisamente na cidade de Kiev.
“Own Universe” é o terceiro álbum do grupo e foi lançado originalmente em 2005 tendo sido relançado pela Unicorn em 2006. Line-up do álbum: Maxim Gaiduchenko (vocals), Alexander Takhmazov (guitar), Alexey Kosiuk (guitar), Eugenie Mamchin (bass), Vadim Ziubin (drums).
O Unerase ao longo dos anos tem mostrado seu trabalho em vários festivais e tocado com bandas como Uriah Heep, Ária, Disclamer e Splin, entre outros. Imagino que em um país onde o capitalismo ainda é muito recente, as coisas não devam ter sido fáceis.
Quando ao “Own Universe”, o álbum caminha com pitadas de death metal, progressivo, caminhando algumas vezes pelo New Metal, bases pesadas, vocal hora gutural hora melódico , alguns riffs de heavy metal e partes acústicas. Uma miscelânia completa sem contudo surpreender.
Alguns sons esquisitos, não defini se é teclado ou guitarra, como na música “Where Is Your God”, aparecem ao longo do álbum, “New Friend” tem uma mistura de música árabe death metal, estranha, mas diferente. Melhor do disco: “All I Desired”, com um riff bem legal.
O álbum trás ainda dois vídeos, um de estúdio e outro ao vivo, a roupa do vocalista é meio esquisita. Um disco para quem não tem medo de arriscar.
(Bob Riot)
Site: http://unerase.utm.in.ua
O grupo União, capitaneado pelo ótimo vocalista Irineu Lodi, faz parte, com o Eterna e alguns poucos outros grupos cristãos, do seleto grupo que conseguem transpor fronteiras arrebanhando fãs independentemente de ideologias, seja eles cristãos ou não e até de várias outras religiões.
Com uma produção excelente e detalhadamente bem cuidada (timbragens e mixagens excelentes), a banda vem com um álbum independente (na verdade um EP), Underground Religions, contendo cinco composições que merece ser analisada separadamente tamanho é a grandiloqüência das mesmas. Abre o play a instrumental-introdução “Rhythm Of Beliefs” de apenas 35 segundos em que constam sons tribais e de uma floresta, o que dá a tônica ao título do EP.
Logo após vem a faixa titulo com bases bem pesadas, cheios de arranjos, bends, etc, com muitas variações de bases, bumbo duplo pra logo depois introduzir os vocais. Os músicos (todos eles) tem amplo domínio instrumental e isso é bem visível em partes difíceis e detalhadas do álbum. Arranjos muito bem construídos e solos idem e bem definidos, o União dosou o peso que anda tão em voga atualmente, mas não aderindo as modas e sim mantendo o heavy metal que o caracteriza.
Essa faixa é, provavelmente, uma das melhores que uma banda de rock pesado cristão já produziu. Logo se vê alguma influencia de Irineu do grande Bruce Dickinson; excelentes linhas melódicas instrumentais e dos vocais. Faixa dramática, cheio de clima. Uma grande música sem dúvida (grande nos dois sentidos pois essa composição tem mais de oito minutos).
Igualmente grande é a próxima, “Alone With My Father”, se inicia com piano em tons melancólicos e depois de um minuto entra o vocal esbanjando todo seu talento numa interpretação emotiva, um diálogo com Deus. Piano e voz continuam assim (belo e profundamente sentimental) até os três minutos quando entra a banda toda ganhando corpo e terminando num refrão contundente para logo após, começar o solo apoiado em violões (diga se de passagem, e que solo). Essa é praticamente um hino. E tome mais solos no final.
“Patmos” em nova versão, já é um heavy metal clássico, uma faixa instrumental invocando o melhor do estilo oitentista (isso inclui cavalgadas e muita velocidade) para depois cair em bases de andamento mais cadenciados e arrastado. Depois de certo tempo, a musica entra num clima de suspense para iniciar o solo e em seguida, outras bases com harmonias diferentes dão continuidade à composição e vários arranjos climáticos são adicionados à mesma e junto a isso tudo uma profusão de solos muito bons.
Por fim, uma faixa ao vivo encerra este EP, “Sou Brasileiro, Sou Brasil”, esta já mais num clima festivo, mais rock n´roll, mas nem por isso menos atraente. Eu, particularmente, considero o União a melhor banda cristã em atividade, que reúne os melhores ingredientes musicais do rock pesado tradicional. Que venha logo o próximo trabalho Full-Lenght.
(Fred Mika)
Site: www.uniao-online.com
MySpace: www.myspace.com/uniao
Grupo baseado em Adelaide, sul da Austrália, que teve seu embrião nos anos 80/90 com, o hoje vocalista, produtor e compositor do Unitopia, Mark Trueack. Neste tempo ele adquiria conhecimentos como um executivo de gravadora, ao mesmo tempo, como paixão, tinha uma banda cover chamada The Genesis Touch, que depois de alguns problemas se dissolveu.
Mark juntou-se ao tecladista Sean Timms e deram início ao trabalho do Unitopia, sendo que a divulgação principal do grupo eram as apresentações ao vivo. Com isto recrutaram os melhores músicos disponíveis e seguiram em frente com as performances ao vivo, com Matt Williams (guitarra acústica e elétrica/vocal/banjo), Shireen Khemlani (baixo acústico e elétrico/vocal), Monty Ruggiero (bateria/percussão), Tim Irrgang (percussão) e Mike Stewart (saxofone/clarinete/flauta/percussão/teclado).
Um grupo que surgiu de uma banda cover, só poderia ter uma forte influência deste grupo. Características do Symphonic Prog Rock, e uma forte marca que é a voz de Trueack, com timbre parecido com Peter Gabriel, Phil Collins e Fish. More Than a Dream passeia pelos estilos pop, sinfônico, jazz, techno, world music e metal sem parecer a mesma coisa em todas as músicas.
Exemplos: “Common Goal” com trabalho de sintetizador na vocalização que me fizeram lembrar do Kraftwerk, uma guitarra pesada, e partes orquestradas que chegam a lembrar de temas de séries de TV, “Fate” com clarinete fazendo um belo trabalho na música e boas variações rítmicas, “Justify”, guitarra heavy, cadência soul com o baixo em destaque, “Take Good Care” com mistura acústica e parte tipo África, mais para o pop, assim como “More Than a Dream” e “Live Go Around”.
Para quem aprecia Genesis e Marillion, um prato cheio. Podem comer e se esbaldar. Só a parte gráfica do disco, em matéria de produção, ficou devendo um pouco, não tem nem as letras das músicas.
(Bob Riot)
Site: www.unitopiamusic.com
Esta banda de Porto Rico foi concebida na cidade de San Juan, por Ricky Leon (guitarra), no ano 2000 com o conceito de groove metal. Em pouco tempo a banda já contava com 13 músicas que tem como temas baseados em duros momentos da vida, obtendo força em experiências passadas, otimizando a qualidade de vida e histórias baseadas na vida real.
Junto com Leon estão, David Carrión (vocal), Alex Hernández (bateria) e Alfredo Vargas (baixo). Às vezes me perco no meio de tantas classificações, subgêneros, ramificações e coisa e tal no qual se tornou o heavy metal e suas vertentes, no caso do groove metal, que é um thrash metal menos rápido e com ênfase na parte melódica da música, mais para o heavy tradicional, se é que podemos dizer assim.
Justice Is Our Cradle é um grande álbum de thrash, na linha do Anthrax devido ao vocalista David Carrión ter a voz parecida e a parte cantada ter uma linha melódica que se assemelha à adotada por Joey Belladonna.
Citando alguns petardos do CD como "A Whole New World", "Burn Down In Flames", "Time Awaits", "Justice Is Our Cradle" e "Awakening" que podem ser ouvidas no site do grupo no MySpace, as pauleiras “Out Of Control” e “Restart”, “Holding You Forever” com parte acústica e linha que lembrou Metallica.
Álbum daqueles que podemos dizer, imperdível. Numa selva rodeada de árvores, algumas pequenas e outras gigantescas, um pequeno arbusto perdido na suas entranhas, também pode chamar sua atenção se olhado detalhadamente.
(Bob Riot)
Site: www.unzane.net
MySpace: www.myspace.com/unzane
Passa ano entra ano, Mr.Udo Dirkschneider e seus asseclas vem nos presenteando sucessivamente com álbuns de heavy metal como este deve ser, sem influencias externas,sem orquestras,sem vocais femininos;som tradicional ao extremo movido à riffs pungentes, cozinha pulsante e vocais “pra cima”.
Uma vez mais eles encontraram o perfeito balanço entre músicas cadenciadas (Stone Hard, título, Mean Streets, Breaking Down the Borders-esta um sonzaço!,etc), mais rápidas (Shell Shock Fever) e baladas (Eye Of The Eagle, desta feita com destaque às cadenciadas, sempre recheadas de solos bem colocados e refrães memoráveis, daqueles que ficam na cabeça por muito tempo, backs “macho” “fórmula” que começou ainda a ser usada em idos dos anos 80 com o Accept e que acabou virando marca característica e também passou à ser usada por muitos nomes do som pesado com êxito.
Ultimamente alguns “companheiros de mídia” tem dito que os últimos trabalhos da banda tem soado parecidos entre si, o que discordo piamente, pois o U.D.O. sempre foi uma banda fiel ao seu estilo e este é mais um capítulo de honra ao metal em sua história. Compre sem medo, amigo banguer!!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Site: www.udo-online.de
Mini cd que antecedeu o mais recente album da banda germânica liderada pelo vocalista Udo Dirkschneider e que traz cinco composições no melhor estilo alemão de se fazer heavy metal tradicional, tradição seguida fielmente desde os tempos de Accept.
Duas versões para a música títrulo-uma single e outra normal, duas músicas inéditas: Streets Of Sin e Man a King Ruler, todos hinos quebra pescoços e uma versão em russo de Cry Soldier Cry que ficou muito boa. Metalzão tradicional com produção moderna e bate cabeça de montão!
(Eduardo de Souza Bonadia)
Já se passaram vinte anos desde que o vocalista Udo deixou o Accept pela primeira vez por não concordar pelo direcionamento mais comercial que o quinteto vinha tomando e partiu para uma carreira solo culminando com o excelente “Animal House” que acabou se tornando o primeiro trabalho de sua então nova banda, que passou por inúmeras mudanças de formação, mas manteve-se sempre fiel a forma germânica de se tornar excelente metal.
Mastercutor traz uma produção, timbragens e elementos mais modernos algumas vezes, o que pode assustar à primeira ouvida (e nas demais rss) os fãs mais tradicionalistas, mas no fundo, é o mesmo U.D.O. de sempre; está certo que existem desta vez algumas composições bem esquisitas e que experimentam demais com novas sonoridades, como Walker Of The Dark e Master of Disaster, que parecem um cruzamento do tradicional com coisas modernas tipo Rammstein e que podem ser descartadas em um próximo trabalho-na verdade uma perigosa, inaceitável e descartável mistura, mas para os velhos fãs (como este humilde escriba) temos uma tríade de composições mais tradicionais abrindo o trabalho: a título, The Wrong Side Of Midnight (com uma interessante influencia oriental) e The Instigator, baladas - uma constante nos seus álbuns mais recentes, One Lone Voice, mais pesada e Tears Of Clown, mais emotiva e a “paulada” curta e grossa de Crash Bang Crash. Não figura entre os melhores trabalhos já gravados pelo quinteto, mas assim mesmo uma aquisição obrigatória.
(Eduardo de Souza Bonadia)
Interessante a mistura de sons que o Urban Tale promove, vemos aqui uma mistura bastante elaborada do que há de mais fino dentro do rock AOR na linha do Journey, Foreigner, Styx, entre outros, bem como influências de pop rock como The Police, Simply Red, também com certa influência de um rock progressivo do Eloy, Yes e Rush (em suas fases mais direcionadas ao pop rock) e até mesmo com um pé no hard pop de bandas como Bon Jovi e Alannah Miles. Mas tudo feito com extrema competência e bom gosto esbanjando ótimos arranjos, excelentes melodias e com muito feeling dentro do estilo.
Tem músicas mais climáticas, mais alegres, baladas um pouco mais melancólicas; muito rica e diversificada a musicalidade da banda. Ao todo são onze faixas (“The Devil In Me”, “”Passion Takes Over”, “Circus”, “King Of Hearts”, “One DAy (I´ll Make You Mine)”, ‘Runaway Train”, “Engine”, “Broken Chains”, “On The Edge”, “Doris Day” e “Water”) com letras versáteis e inteligentes.
A banda vem da Finlândia, mas gravaram esse álbum de estréia na Suécia com uma produção muito boa onde tudo é muito bem audível, definido e muito bem mixado.
Um dos destaques fica por conta da carismática interpretação do vocalista Kimmo Blom, detentor de um timbre vocal pra lá de agradável e sabe como poucos encaixar bem as melodias das letras nas músicas. Merecem destaques também os arranjos bem feitos do guitarrista Erkka Korhonen (um músico que domina amplamente as nuances de cada composição e sabe exatamente onde criar e por os devidos arranjos) e pra completar as intervenções, arranjos precisos e melodias poderosas do tecladista e pianista Timo Pudas.
Nesse estilo, bases de guitarra e teclados bem como os arranjos dos mesmos costumam alternar muitas vezes conforme a música. E também, como era de se esperar para esse estilo, a dupla de baixo e batera, respectivamente Tuomo Kovalainen e Kari Välimäki, faz apenas o essencial sem muita firula.
Vindo da terra onde o metal gótico impera quase que absoluto, o Urban Tale é uma grata e muito boa surpresa por sinal. Distribuídos agora mundialmente pelo selo italiano Frontiers Records, essa banda tem boas chances de estourar no mundo todo sim.
Tal é versatilidade, dinâmica, bom gosto e criatividade dessa banda que deveria ser pesquisada e indicada pra músicos e públicos de todos os gostos musicais (sim, nesse caso o estilo que você gosta é o que menos interessa), pois é realmente uma aula de como a musica deve ser feita e bem feita.
(Fred Mika)
Site: www.urbantale.net
O lançamento Ultrasonic da banda Uthull apresenta um forte direcionamento de modernismo e uma arrojada fusão metal e recheado de influências para criar um único som diferente e próprio.
Liderada pelo baixista Kostas Domenikiotis e apoiado pelo teclado Sakis Bandis e as baquetas de John Tsoulfaidis, demonstram principalmente um trabalho instrumental onde só temos uma faixa com presença vocal ("Tonight") e esta explosão instrumental revela uma veia progressiva com fusão de material experimental. Seus membros tem desempenhado seus papeis de forma competente e criativa.
Se você esta procurando por algo fora dos padrões mas com as raízes já conhecidas é uma boa pedida.
(Adriano Gandolfi)
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