Recapitulando um pouco da história... o grupo que é uma continuação de outra extinta banda chamada Raptor, da qual saíram Ronaldo Oliva (v) e Daniel Sant’Ana (g). Depois de completar a formação lançaram seu primeiro demo-cd chamado “Burning Hate” no final de 2004 que recebeu excelentes críticas por parte da imprensa especializada.
Depois de alguns problemas com a formação conseguem lançar “God From The Machine” com Hugo Carlino (g), Luciano Matuck (bat) e Danilo Franchini (b) completando o grupo.
“God From The Machine” é um álbum recheado de boas músicas o que vem ratificar a boa impressão já deixada em seu demo-cd. Um Thrash Metal diferente do que se tem feito atualmente conforme a apresentação que o grupo faz no seu site. Passagens pelo prog metal, thrash e death fazem o disco autêntico com bases esmagadoras, algumas nos remetendo aos anos 80, bateria pesada com altas variações.
Uma coisa que sempre quis ouvir no Thrash nacional era uma maior preocupação maior com a harmonia vocal. O X-Raptor conseguiu colocar neste disco algo que ainda não tinha ouvido, vocalizações utilizando bons agudos com passagens guturais em um ótimo trabalho do vocalista Ronaldo Oliva, que com certeza figurará entre os grandes nomes do estilo em breve. Para uma produção independente... a parte gráfica do disco é de encher os olhos, de primeira qualidade.
Disco com composições homogêneas destacando-se “Disturbers Of The Order... Rebellious Crowd”, “Pay The Price”, “Simulacra Simulation” e “Unleash The Raptor”. Um grupo que já não é mais uma promessa e que já nasce mostrando toda a sua força. Que sejam bem vindos e permaneçam por bastante tempo!
(Bob Riot)
Site: www.x-raptor.com
O Xinema pode ser chamada de prog ou symphonic rock band. O grupo trás elementos das bandas de hard rock, acrescidos de rock progressivo, lembrando Genesis do inicio de carreira, um pouco de U2 e Rush.
Um disco muito legal, principalmente por esta mistura de sonoridades, que acabam não deixando que o som caia na monotonia das músicas quilométricas e de clima mais lento.
Este trio da Suécia tem o baterista Jonas Ekaman que também é responsável pelo lead & b vocais; o “Multinstrumentista”, Mikael Askemur e o “Guitarmaestro”, Sven Larsson. Boas pedidas musicais: “Colours”, ”Talk” e “Dust In Your Eyes”.
Aconselhável aos amantes do progressive rock.
(Bob Riot)
Site: www.xinemaworld.com
O X-Sinner (traduzindo: ex-pecador) pode ser definido como a versão cristã da banda de hard rock glam Cinderella) e mais vagamente lembra o rock visceral dos suíços do Krokus.
X-Sinner foi fundado em 1989 com o vocalista Rer Scott soando como uma mistura de Brian Johnson (AC/DC) com Tom Kiefer (Cinderela) e a banda gravou seu primeiro trabalho dois anos depois intitulado Peace Treaty.
E esse disco, Fire It Up, é na verdade o relançamento desse primeiro com novo título uma vez que a Retroactive Records queria uma versão remasterizada de Peace Treaty mas as gravações originais apresentaram problemas técnicos então o jeito foi gravar tudo novamente elançar sob novo título e mesmo assim, substituíram a balada “Hold On” pela faixa título.
No total são dez faixas exibindo um hard rock com muita energia e muito bom gosto quanto a estrutura das composições e como disse, com um vocalista usando e abusando de seus drives, tanto médios como agudos, e timbres rasgados na voz.
Por outro lado, todas as faixas seguem a mesma formula e o som não apresenta nada de novo, nada de inovador. É um disco recheado de guitarras cortantes (estridentes porém sem ser sujas ou demasiadamente enjoativas ou pesadas) do guitarrista Greg Bishop, vocais rasgados o tempo todo e solos interessantes. Algumas faixas pendem mais para a velocidade, outras já são mais arrastadonas. E como era de se esperar, Rob Kniep (baixista) e Mike Buckner (baterista) se limitam ao essencial em seus respectivos instrumentos.
Esse álbum só apresenta uma balada, “Don´t Go” e, que na verdade é uma balada power, isto é, com energia suficiente para ser considerada apenas uma balada light. Essa faixa, porém apresenta uma melodia de vocal bem interessante, bem variável, é a melhor do álbum. A música “We Need Love”, que, apesar da introdução mais lenta logo cai no hard rock o que constitui a idéia central desse álbum.
O encarte apresenta um visual legal e criativo e com as fotos dos integrantes da anda bem como os agradecimentos e ficha técnica, porém não há as letras das musicas, algo quase que obrigatório no concorrido mercado fonográfico atual.
Para quem gosta de AC/DC, Cinderella e ainda Krokus e do Def Leppard de início de carreira esse daqui é um prato cheio, nada de inovador, mas não deixa de ser um bom álbum de um bom grupo acima da média.
(Fred Mika)
Site: www.x-sinner.com &www.x-sinner.org
X-Sinner faz um hard rock visceral, cru, reto e sem maiores arranjos que as vezes pende para o heavy metal mais tradicional. Ouvindo essa banda, é impossível fugir de certas comparações; o som é um cruzamento entre Cinderella e AC/DC na época do Brian Johnson, e isso não se dá somente graças ao seu vocalista (Dave Robbins), que é possuidor de um timbre no melhor estilo dos vocalistas dessas duas bandas referenciais, o som também se assemelha demais a essas bandas embora pende mais para o Cinderella (com um pouco mais de peso).
Loud And Proud na verdade é uma coletânea de edição limitada com remixagens posteriores e dispostas (a ordem das músicas) em ordem cronológica, senão vejamos: As três primeiras, “Eyes Of Fire”, “A Cut Above” e “No Way Back”, foram gravadas em 1988 e devidamente remixadas para entrarem na coletânea. Ainda do mesmo ano, embora um pouco depois, temos “Medicine” e “No Where To Run”. “Turn It Up”, “Got To Let It Go” e “X-sinner” são de 1990 e contam com outro vocalista, Paul, e esse já se é mais na linha do finado Bom Scott.
E finalmente temos, “Last Call” (esta uma música instrumental), “Reap What You Sow”, “Shame” e a versão cantada de “Last Call” são de 1992 que são regravadas com um outro vocalista, Rex Scott.
Depois disso, vários ex-integrantes do X-Sinner (Rex Scott-vocais, Rob Kniep-baixo e Greg Bishop-batera) partem para um projeto diferente em 1996 chamado Angry Einsteins, o que não impede que entrem como bônus tracks nessa coletânea do X-Sinner duas músicas lançadas no álbum de 2002 do Angry Einsteins, “Prophet And The Cowboy” e “Going Around The Circles”, essas duas últimas já apresentam uma sonoridade mais moderna.
É um bom disco de hard rock e ás vezes, heavy metal tradicional (principalmente as primeiras faixas), essa mistura de Cinderella com AC/DC, embora alguns timbres de guitarras e backing vocais lembrem o Def Leppard na época de High N`Dry. A primeira fase da banda consta com músicas mais parecidas entre si, já as últimas músicas, isto é, a fase mais recente do X-Sinner, são mais variadas e criativas.
Esse é um típico som pra se ouvir no volume máximo, um hard rock cheio de energia e adrenalina do começo ao fim (sem direito a baladas) mas, em se tratando dessas bandas similares ao AC/DC, Krokus é a melhor delas ainda.
(Fred Mika)
Site: www.x-sinner.com &www.x-sinner.org
Formada em 1985, a banda cristã X-Terra faz um hard n´heavy bem misturado. Entre sua fundação e até o ano de 1995 gravaram três álbuns independentes: Who Said (1989), Experience The Power (1992) e New Terrain (1995) quando, a partir dessa época, o X-Terra dá um tempo com a saída do guitarrista/vocalista Clint Reed.
Os dois membros remanescentes, Bob Kachline (bateria e backing vocais) e sua esposa, Anne Kachline (baixo e backing vocais) continuam a escrever material para o X-Terra quando finalmente, em 1998, o guitarrista Josh Haynes, o vocalista Rick Wilkens e o guitarrista rítmico Russ Straw juntam se a banda e a colocam novamente na ativa fazendo vários shows e lançando um álbum em 2000, o homônimo X-Terra.
Pouco tempo depois, a banda passa a contar com o guitarrista/vocalista Bill Hunt e com essa formação lançam em 2003 esse álbum em questão, Wolves.
Wolves apresenta, como disse antes relativo ao som do X-Terra, um hard n´heavy variado. Com refrões grudentos e com um vocalista que possui um timbre agradável, mas também arranjos simples, retos, é uma banda que prima pela técnica sendo que algumas músicas até se nota influência de rock bem básico como o Ramones (apesar que várias construções melódicas são boas).
As baladas são boas e as composições que pendem para o heavy do início dos anos oitenta (semelhante às bandas da NWOBHM como Saxon, Angelwitch, Wolfsbane, Running Wild, etc) são boas também mas como disse, várias delas em várias partes soam parecidas com cozinha (baixo/bateria) muito reto, muito quadrada.
A produção do áudio é muito boa, tudo devidamente bem gravado e mixado, o som é bastante agradável, mas já o encarte não segue o mesmo padrão, é muito simplista, não há as letras das músicas e apenas uma foto meio obscura (se bem que faz parte da proposta desse encarte uma vez que a própria capa é assim e o fundo do álbum).
É uma banda indicada para quem curte um heavy metal mais simplista, mais cru, porém com melodias grudentas, bonitas e que as vezes cai num hard rock. As baladas são interessantes.
(Fred Mika)
MySpace: www.myspace.com/xterra
Eis que temos mais um álbum resenhado do X-Terra, dessa vez chamado X-Nihilo. E ai vai um breve release da banda para quem não acompanhou o outro.
Formada em 1985, a banda cristã X-Terra faz um hard n´heavy bem misturado. Entre sua fundação e até o ano de 1995 gravaram três álbuns independentes: Who Said (1989), Experience The Power (1992) e New Terrain (1995) quando, a partir dessa época, o X-Terra dá um tempo com a saída do guitarrista/vocalista Clint Reed.
Os dois membros remanescentes, Bob Kachline (bateria e backing vocais) e sua esposa, Anne Kachline (baixo e backing vocais) continuam a escrever material para o X-Terra quando finalmente, em 1998, o guitarrista Josh Haynes, o vocalista Rick Wilkens e o guitarrista rítmico Russ Straw juntam se a banda e a colocam novamente na ativa fazendo vários shows e lançando um álbum em 2000, o homônimo X-Terra.
Pouco tempo depois, a banda passa a contar com o guitarrista/vocalista Bill Hunt e com essa formação lançam em 2003 o álbum Wolves.
X-Nihilo é um pouco mais elaborado que o anterior, Wolves. A banda executa um hard n´heavy eclético, mas ao mesmo tempo que constrói refrões grudentos e um vocalista que possui um timbre agradável, também constrói arranjos simples, retos, é uma banda que não prima pela técnica (se notar várias músicas semelhantes ao Ramones não é coincidência).
O release diz que a banda é profundamente espiritual, que realmente pratica o que prega ao longo dos anos e com uma interessante mensagem, isso é algo muito positivo, muitos pontos para ela.
Como o álbum anterior, a produção do áudio aqui também é muito boa, tudo devidamente bem gravado e mixado, o som é bastante agradável, mas já o encarte não segue o mesmo padrão, é muito simplista, não há as letras das músicas e só uma foto do grupo, apenas no fundo tem os títulos das músicas com os autores e os contatos: e-mail e site.
Resumindo: é um disco que é continuação do anterior (Wolves) em tudo. É uma banda indicada para quem curte um heavy metal mais simplista, mais cru (assim como o encarte), porém com melodias grudentas, bonitas e que as vezes cai num hard rock. E novamente, as baladas são interessantes.
(Fred Mika)
Site: www.myspace.com/xterra
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