YNGWIE MALMSTEEN - PERPETUAL FLAME - Rising Force Records - Importado - Nota: 8,0

Muitos artistas depois de atingirem renome mundial decidem criar sua própria gravadora para se sentirem livres para dar vazão a sua criação artística apesar de que, outros ainda, mesmo depois da fama, preferem continuar a ficar com uma gravadora que cuide da parte burocrática e publicitária do artista. Pertencem a esse primeiro time nomes como Mötley Crüe, Narnia e agora o guitarrista sueco Yngwie Malmsteen, entre vários outros grupos e/ou artistas.

No caso aqui, a gravadora recebeu o mesmo nome da banda de apoio do Malmsteen, isto é, Rising Force, nome esse tirado da gravura Rising Force, pintado pela alemã Monika Danemann e que seu namorado na época, Uli Jon Roth, usou para ilustrar a capa do álbum Earthquake lançado em 1979 (o primeiro da banda do Uli pós-Scorpions, Electric Sun). Nem é preciso falar que o guitarrista Uli roth é um dos três maiores inspiradores de Malmsteen musicalmente (os outros dois são Jimi Hendrix e Richie Blackmore).

Desde o primeiro álbum solo de Yngwie Malmsteen, lançado em 1984, nota se que o guitarrista foi cada vez mais se distanciando do hard rock erudito que o caracterizou no início e cada vez mais aderindo ao power metal. Nos últimos tempos porém nota se uma menor criatividade desse guitar hero no sentido de que suas músicas estão cada vez mais parecidas uma com as outras, é sempre aquela base rápida, simples, semelhante com bumbo duplo em que Malmsteen despeja toneladas e mais toneladas de arpegios e notas rápidas nos solos.

Para tentar desmistificar essa fase de “menor criatividade”, eis que Malmsteen lança em 2008 o álbum Perpetual Flame contendo doze faixas mas para desespero (ou alegria) de seus fãs, o estilo segue o mesmíssimo, ora power metal ora heavy metal com as mesmas bases simples e diretas e por onde o guitarrista manda ver com seus solos virtuosísticos na velocidade da luz. Alias, diga se de passagem, não nos convém esperar mais por uma maior variação de Malmsteen pois solos rápidos e técnicos foi e é o que será que ele vai sempre nos oferecer mas tínhamos esperanças que as composições seriam mais variáveis e ricas tais qual foram seus três primeiros maravilhosos álbuns, Rising Force, Marching Out e Trilogy.

Esse álbum atual conta com o tempero do excelente vocalista Tim “Ripper” Owens (ex-Judas Priest e ex-Judas Priest cover) além de outros dois igualmente excelentes músicos, o tecladista Derek Sherinian e o baterista Patrick Johansson. Aliás, se cercar de ótimos músicos foi sempre o que Yngwie Malmsteen fez questão de fazer pois também, pudera, para acompanhar o perfeccionismo desse guitarrista sueco o instrumentista tinha de ser bom de verdade. De preferência ainda que aceitasse o ego gigante de Malmsteen (que também gravou os baixos desse álbum).

Bom, o nome Yngwie Malmsteen já está gravado no panteão dos rock heroes mundialmente famosos de todos os tempos mas suas composições vem soado cada vez mais parecidas desde a muito tempo. É um álbum bom, com composições interessantes, bons músicos, boa produção, tudo bom; mas de qualquer forma deixa aquela sensação de deja-vu, de que as bases e arranjos foram clonados em repetição do próprio Malmsteen.

(Fred Mika)

YARGOS - TO BE OR NOT TO BE - Laser Company / Rock Brigade Rec. - Nacional - Nota: 8,0

Por incrível que pareça esta banda – capitaneada por Weiland Hofmeister (G, K, B e Piano) – já existe desde os anos 70, e sempre foi mantida na ativa pelo mesmo. No entanto só agora está lançando (inexplicavelmente) seu primeiro CD.

Tendo como participações inusitadas em sua formação o vocalista Andrew “Mac” McDermott (Threshold) e o baixista Peter Pichl (Running Wild), o grupo faz um som bastante progressivo, com influências clássicas do gênero e elementos oitentistas bastante latentes (sobretudo alguns toques mais pop que remetem à bandas como Asia e Journey), fugindo do previsível Prog Metal que é executado em massa pelas bandas hoje em dia, que insistem em ir descaradamente na cola de bandas como Dream Theater, por exemplo.

Neste sentido o grupo torna-se muito interessante e agradável de se ouvir, com músicos acima da média, músicas criativas e cheias de detalhes e arranjos elaborados. O peso não é uma constância em todas as faixas, no entanto é utilizado - quando utilizado - de forma muito coerente e sobretudo inteligente.

Valem ser destacadas, entre outras, as faixas The Guilded Cage, A Time To Decide, Human Nature, Full Circle e Turn Away. Um lançamento interessante, e que vale a pena ser ao menos conferido por quem aprecia um estilo mais progressivo.

(Eduardo Garcia Carvalho)

YNGWIE MALMSTEEN - UNLEASHED THE FURY - Spitfire - Importado - Nota: 8,5

Depois de tantos altos e baixos em sua carreira, o músico sueco radicado nos EUA há anos volta a gravar um dos seus trabalhos mais pesados e interessantes, depois de ter passado por várias fases tendo lançado trabalhos que variaram do som comercial e medíocre a verdadeiros clássicos do Rock.

Décimo quinto trabalho de sua carreira solo, segundo com o excelente vocalista Doogie White (ex-Rainbow, Cornerstone) e um dos mais longos, dezoito composições em mais de setenta minutos de música, o que compensa plenamente o valor atual de um cd. Para quem acompanha sua carreira, seja fã, admirador, ou fanático por guitarristas têm-se aqui um pouco de tudo.

Quatro instrumentais onde ele debulha sua Fender como sempre, músicas influenciadas por Jimi Hendrix, onde o próprio músico canta (Cherokee Warrior), algumas com tom épico-místico como em Revelation (Drinking With The Devil) que lembra Pyramid of Quéops, outras mais pesadas como Locked & Loaded, ou The Bogeyman, com groove e pegadas contagiantes, que chega a lembrar a Symphony of Destruction do Megadeth, sendo a banda completada pelos talentosos Joakin Svalberg nos teclados e o baterista Patrick Johansson.

(Eduardo de Souza Bonadia)

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