Hoje recebemos uma das principais bandas do cenário metal brasileiro: REVIOLENCE. Iremos conhecer um pouco da história da banda, o pensamento de dois de seus integrantes Edson e Maurício e ter informações sobre o novo Cd MODERN BEAST.
Salve amigos do Reviolence. É com muito prazer que iniciamos nossa primeira entrevista para a Stryke Maganize. Conte para a galera como surgiu o Reviolence e as razões da escolha do nome.
Edson:
O Reviolence nasceu quando nossa antiga banda , o Panzer encerrou suas atividades. O Metal não podia parar de rolar, era necessário continuar e o Reviolence nasceu ali.
A banda nasceu pela minha insistência e do Cliff de fazer a coisa acontecer... E estamos aqui!!
O nome foi tirado do inglês arcaico...esse termo tem uma tradução próxima ao que seria “Violência em ciclos”, acho que o nome veio bem a calhar porque tem tudo haver com o mundo que vivemos, nosso planeta sempre foi assolado por ciclos de violência.
Qual é a atual formação? Como é o relacionamento entre os membros?
Cliff:
A Atual formação da banda é : Rod Starscream (Vocals), Guilherme Spilack (Guitarras) Edson Graseffi (Bateria) e eu no Baixo. Quando o Rod entrou, sentimos um ótimo momento entre a banda. Pois em uma banda é fundamental ter uma química, pois senão tudo vai por água abaixo. Veja, se não houver um bom relacionamento, uma amizade, vontade conjunta de todos, o trabalho tende a não ir para frente. Quer dizer, vai influenciar em tudo, no ensaio, no palco, gravação. Somos agora como uma família.
Edson:
O relacionamento é o melhor possível, somos amigos!! Diferente de muitas bandas que se vêem apenas na hora do ensaio, é como o Cliff disse...isso muda muito as coisas em cima do palco, a banda se torna mais forte...e o publico tem notado isso.
Que comparação a banda faz entre o contexto de sua formação e o contexto atual?
Cliff:
Acredito que no começo foi como uma adaptação, uma base se formando para o que viria a seguir. Hoje somos a continuação do trabalho que esta sem dúvida mais forte e mais Metal ainda!! Hehehe
Edson:
No inicio tínhamos que provar quem eramos, mostrar para as pessoas para que tínhamos vindo, tínhamos que colocar o Reviolence como banda na cena.
Na verdade houve uma fase dura no inicio, onde era apenas o Cliff e eu buscando as pessoas certas, mas aí vieram o Guilherme e o Rod...e as coisas se encaixaram.
Hoje a situação é diferente...as pessoas de todo o mundo tem se aproximado da banda pelo trabalho e pela música que fazemos.
Viver os anos 80 foi a principal influência da banda? Que recordações os membros da banda possuem daquela época?
Cliff:
Humm... acho que naquela época existia um deslumbramento, tudo era novidade, precário, mas existia uma paixão muito forte pelo metal. Lembro de uma época em que você fazia amizade simplesmente se alguém vestia uma camiseta de qualquer que seja a banda, rock, metal . Você não se sentia sozinho. Era mágico. E claro, falo por mim que minhas maiores influências são desta época. Cresci ouvindo Motorhead, Black Sabbath, Judas, Saxon e no Brasil Centúrias, Korzus.
Edson:
Com certeza ter vivido naquela época, ter vivido na cena daquele momento é muito importante para a musica que fazemos hoje, todas as raízes musicais que temos vieram de lá.
Já vi entrevistas de bandas que disseram que mudaram de estilo aos poucos e viraram Metal, no nosso caso sempre fomos ligados à cena Metal e sempre faremos isso.
Cara, sobre minhas lembranças dos 80,eu me recordo daquela época com grande nostalgia, como o Cliff disse ...era mágico.
No meu caso ,eu não vivia em SP nos anos 80,minha família havia se mudado para o interior , então as lembranças que tenho são do cenário Metal de lá, que não era muito diferente de SP.
A informação não era tão rápida de chegar até as pessoas como hoje, então a gente valorizava muito um LP ou uma fita K7 que caia em nossa mão com alguma banda nova, ou uma fita de VHS com shows que assistíamos repetidamente milhões de vezes.
Eu tinha minha primeira banda, com meu irmão e amigos, e como todos sabem os instrumentos musicais naquela época eram extremamente caros. Como minha família sempre trabalhou com madeira, acabamos construindo nossos próprios instrumentos e tocamos com “aquilo” por muito tempo.
Então era tudo realmente mágico, estávamos vivendo um estilo musical novo, tudo era novo e fazíamos parte daquilo. Nada era imitado, estava se criando muita coisa na época, então todos que tocavam naquele momento tinham o lance da inovação, era permitido se criar uma batida nova na bateria, por exemplo.
O Cronos ensurdecia nossos tímpanos no Venom com aquele vocal rasgado, então todo mundo queria soar assim, nasceram bons vocalistas daquela época.
Eu tinha muitos amigos que curtiam Metal e nós tínhamos aquele negocio de “ um monte de Headbangers andando em bando” ....rsrsrs...era mágico cara!!
Foi o começo de tudo que vivemos hoje ...só quem viveu, sabe.
Hoje o metal brasileiro possui ampla divulgação principalmente na NET e muita facilidade em se gravar CDs. Isso significou qualidade?
Cliff:
Em termos sim, pois tem muitas bandas gravando ótimas demos, mas por outro lado, qualquer um pode gravar um Cd em casa e sair achando que aquilo é o melhor.
Sem um auxilio de um produtor, de alguém com conhecimento de causa, você pode por tudo a perder. Então acho que não é gravar e pronto. Tem que ter o mínimo de profissionalismo
Conte-nos um pouco sobre a produção do novo CD.
Edson:
Nós produzimos o Cd Modern Beast entre os meses de Novembro e Dezembro de 2009 , ele foi gravado em três estúdios diferentes, onde conseguimos captar o melhor da timbragem dos instrumentos.
O interessante é que a produção das guitarras e baixos na gravação é do próprio guitarrista Guilherme, que é produtor musical também.
A produção de voz, mixagem e masterização ficaram a cargo do Mauro Juliany do estúdio Sound Up. Foi à escolha mais acertada porque ele havia trabalhado conosco em outro Cd, ele já nos conhece pessoalmente há muito tempo, sabe lidar com a gente, então o trabalho fluiu bem rápido.
Tenho que citar também o trabalho da capa... o Cliff é tatuador e certa vez nos apresentou um desenho que ele achava bacana para a capa, todos piraram naquilo e acabou se tornando um personagem que esta e estará presente em todos nossos trabalhos.
E a recepção do público? Como está a divulgação e os shows?
Cliff:
Tem sido o melhor possível, temos recebido emails de fãs do Brasil inteiro, Alemanha, E.U.A, Europa , Japão e através do myspace, orkut , percebemos que muitos estão adicionando a banda e elogiando muito o trabalho. Só temos que agradecer a todos pela força, e dizer que este ano o Reviolence vai ser total METAL TO THE BONES para todos os fãs que tem nos apoiando.
Sou da época em que tocar era uma prova de amor ao metal. Hoje é possível não só amar, mas viver do seu trabalho? Os membros da banda conseguem se manter a partir da venda de cd´s e shows ou ainda continuamos como há 25 anos atrás?
Cliff:
No momento temos nossos trabalhos fora da banda, mas também ligado direto ou indiretamente com a música, eu, por exemplo, sou tatuador. Mas veja, este é o nosso primeiro trabalho oficial, então temos muito que ainda divulgar trabalhar.
Magazine: Individualmente, quais seriam as maiores influências dos membros da banda?
Cliff:
Eu cresci ouvindo Motorhead, Black Sabbath, então posso afirmar que minha influência vem de Lemmy Kilmister e Geezer.
Pensei que seria o Cliff do Metallica rsrsrs!! E Você Edson?
Edson:
Eu sempre ouvi bateras rápidos, sempre pirei em dois bumbos, então Scott Travis, Phil Animal Taylor, Dave Lombardo e Dan Beeler sempre foram minhas influências.
Mas gosto muito também dos bateras na linha do Bill Ward , Vinnie Appice...E claro o John Bonham, não preciso falar da genialidade dele... Ele me pega sempre com ataques de pratos que vem do nada e levadas de bumbo groovadas... gosto muito também da forma de tocar do Scott Rockenfield do Queensryche.
No passado tinha muita influência do Nicko Mac Brian do Maiden....Acho que trago ainda a divisão dele nas minhas frases de Tons.
O Reviolence em minha opinião está entre as cinco melhores bandas nacionais. Como é alcançar esse status: ser reconhecido pelo trabalho.
Cliff:
Poxa!! Obrigado Paulão!! Isto só tem a nos fortalecer cada vez mais e termos orgulho do nosso trabalho, da conquista, do reconhecimento. Quando olhamos para trás , vemos o quanto ralamos até chegamos à formação atual, chegar ao Cd, shows. Muitos desistem rápido, mas nós somos apaixonados pelo que fazemos e isto é o que realmente corre no sangue.
Edson:
Só tenho a agradecer a todas a pessoas que nos fizeram chegar até aqui... tenho que agradecer a mídia que nos abriu as portas, aos moleques insanos que se matam na frente do palco nos shows, a cada um que grita no final de uma música.... A você Paulão que é mais que um batalhador... é um irmão... ao Bonadia que nunca nos disse não...
Acredito que o reconhecimento vem da união dessas coisas... Trabalho, suor , apoio do público e mídia... e Metal tocado muito alto em cima do palco!!!
Existe estudos para uma turnê internacional? Como são os contatos do Reviolence fora do país?
Edson:
Olha cara, os contatos existem e já estão sendo feitos, isso é uma coisa que é necessária para uma banda que quer crescer como nós e vai ter que rolar.
Só que estamos com o pé no chão, para fazer algo que realmente traga uma diferença na nossa carreira, então estamos planejando com calma.
Temos muitos contatos com a mídia de lá , que também esta abrindo as portas para a banda desde a época do EP Violent Phoenix, temos nossas news sendo veiculadas regularmente nos principais sites Europeus e isso tem sido bom para a banda, acredito que isso só vai nos ajudar em uma futura tour.
Como a banda analisa a divulgação em blogs e pelas web rádios?
Cliff:
Hoje em dia blogs, web rádios são fundamentais para a divulgação de um trabalho. Muitos fãs conheceram o Reviolence através de blogs. Outros escutaram em web rádios e entraram em contato, então vejo que isto é o futuro para o trabalho da banda, pois não temos acesso a grande mídia, temos sim este reconhecimento de pessoas que estão apoiando a banda, divulgando em blogs, web rádios, sites. Estes sim são os verdadeiros Metalheads!!
Qual seria o destaque do novo CD? Quais são as temáticas trabalhadas pela banda?
Edson:
Eu falo com segurança, que até agora a musica Warning Hell tem sido o grande destaque, ela figura em nossa pagina no Reverb Nation como unanimidade entre as preferidas dos fãs.
Musicas como Modern Beast e Trail of Tears tem funcionado muito bem ao vivo...agora a grande surpresa foi a balada The Metal Church, ela esta sendo muito pedida nos shows.
Quanto à temática das letras, elas falam sobre o nosso dia a dia comum, sobre a sociedade que vivemos, por isso acabam saindo mais agressivas e acidas.
Como em Trail of Tears que fala sobre o Karma pessoal de cada um, a trilha de lagrimas que cada um carrega...Modern Beast fala sobre aquele filho da puta que todo mundo conhece e que só pensa em dinheiro, Warning Hell fala sobre o aviso que a própria natureza esta nos dando com tudo que esta acontecendo no mundo...e assim por diante.
The Metal Church é uma exceção e fala sobre a paixão que todos temos pela musica pesada.
Qual é o grande sonho do Reviolence para 2010?
Cliff:
Divulgar o máximo possível o nome da banda, o nosso trabalho e fazer uma tour intensa no Brasil para todos os nossos fãs!!
Uma mensagem final para os leitores das Stryke Magazine
Cliff:
Obrigado a vocês do Stryke Magazine pela oportunidade, obrigado Paulão (Este já é irmão) e obrigado a todos os leitores, fãs, amigos. Este ano vamos bater muito nossas cabeças!!! Let’s rock!!
Edson:
Obrigado Paulão e Bonadia por todo apoio que sempre nos foi dado, agradecemos a todas as pessoas que tem nos apoiado... como sempre digo... nós tocamos para vocês!!!
Obrigado em nome de toda equipe Stryke Magazine
Site: www.reviolencemetal.com
Myspace: www.myspace.com/reviolence
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